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Empenhados em missões secretas nas Malvinas, aviadores argentinos serão, enfim, condecorados

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A-4 avariado e C-130 nas Malvinas - Carlos A Garcia
A-4 avariado e C-130 nas Malvinas – Pintura de Carlos A. Garcia

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Aéreo

Trinta e sete anos se passaram, sem que as lembranças do heroísmo de um punhado de jovens aviadores militares argentinos – todos tripulantes de quadrimotores C-130H Hércules (de origem americana) – pudessem ser esquecidas.

Nesta quarta-feira (27.03), às 11h, o Recinto de Sesiones da Câmara de Senadores do Congresso Argentino assistirá a entrega da medalha “La Nación Argentina al Valor en Combate”, outorgada a 11 oficiais e 12 subalternos da Força Aérea Argentina (FAA)¹ empenhados em missões secretas durante a Guerra das Malvinas.

Três deles serão homenageados postumamente.

Tornadas públicas as operações de sua condição sigilosa, coube ao senador peronista Roberto Basualdo (PJ-San Juan), de 62 anos (um jovem empresário do ramo da Perfumaria à época da invasão de Port Stanley pelos fuzileiros navais argentinos), apresentar um projeto de Lei para condecorar os membros da FAA por sus relevantes méritos, valor y heroísmo en defensa de la patria.

Ano passado a iniciativa de Basualdo virou Lei – nº 27.465/18 –, o que viabilizou a cerimônia de condecoração, prevista para acontecer amanhã.

Ilustração de jatos Sea Harrier abatendo um C-130 da FAA

Histórias – De acordo com as justificativas para a homenagem apresentadas pelo Partido Justicialista, de Basualdo, no Senado Argentino…

Iniciada a guerra o Reino Unido distribuiu navios espiões (boa parte deles, barcos comerciais) em posições estratégicas no Oceano Atlântico, com a missão de avisar a frota britânica sobre possíveis movimentações da Aviação Militar inimiga.

O temor dos britânicos era de que voos de reconhecimento dos argentinos servissem para acionar patrullas de intercepción.

Para contrapor esta estratégia, os militares argentinos idealizaram o plano de enviar um solitário C-130H, que teria como missão assinalar a posição dos navios espiões.

Los aviones debían volar a muy baja altura (no más de 15 metros sobre el nivel del mar) para eludir los radares británicos. Se requerían precisión y arrojo, por eso la misión fue bautizada “el loco.

“Teníamos entre un minuto y medio y dos minutos para volver a descender y escapar de algún misil lanzado desde un buque britânico”, depôs perante os senadores o comodoro da reserva Roberto Mario Cerruti, um dos agraciados de amanhã.

En el ascenso se activaba el IFF (identificador amigo/enemigo) para alertar sobre la proximidad de un buque o un radar británicos y así se determinaban las coordenadas en que estaba ubicado el navío.

A-4B C-266 da FAA armado com três bombas BR-250 no cabide central sendo reabastecido por um KC-130. Um segundo KC-130 aparece reabastecendo outro A-4 ao fundo. FOTO: FAA

Um outro tipo de missão secreta ficou conhecido como interdicción aérea lejana (interdição aérea à distância).

Nesse caso, os Hércules argentinos eram incumbidos de plotar embarcações britânicas que cumpriam a função de abastecimento em alto mar, a fim de permitir o avanço da frota de Sua Majestade que descia o Atlântico rumo às Malvinas.

Obtidas as coordenadas de posicionamento desses navios, era feita uma comunicação em código para o Comando Aéreo Estratégico Argentino, que se encarregava de preparar um ataque.


O Poder Aéreo lembra que, há cerca de 10 anos, um documentário produzido pela emissora inglesa BBC sobre o desempenho da FAA no conflito, já havia destacado a atuação dos pilotos de cargueiros Hércules da Argentina.

Nesse programa foi dado destaque às tripulações a um dos C-130H reabastecedores que os argentinos tinham disponíveis à época da guerra.

Essas aeronaves voavam sem escolta ao encontro das formações de caça-bombardeiros argentinos, a fim de transferir-lhes combustível.

Dessas missões arriscadíssimas dependiam os jatos de ataque designados para inflingir perdas à frota da Royal Navy.

¹Serán condecorados:

  • Brigadier Mayor (R) Alberto VIANNA
  • Brigadier Mayor (R) Horacio Armando OREFICE
  • Comodoro (R) Jorge Alberto VALDECANTOS
  • Comodoro (R) Ronaldo Ernesto FERRI
  • Comodoro (R) Rubén Oscar MORO
  • Comodoro (R) Eduardo SENN
  • Comodoro (R) Roberto Mario CERRUTI
  • Comodoro (R) Walter Hugo VELIZ
  • Comodoro (R) Cristóbal Amando VILLEGAS
  • Vicecomodoro (R) Andrés Francisco VALLE
  • Vicecomodoro (R) Hugo Alberto MALDONADO (falecido)
  • Suboficial Mayor (R) Julio Miguel DAVERIO
  • Suboficial Mayor (R) Juan Carlos LUJAN
  • Suboficial Mayor (R) Nicolás Carlos SEGOVIA
  • Suboficial Mayor (R) Jorge Luis CONTIGIANI (falecido)
  • Suboficial Mayor (R) Roberto Guillermo PUIG
  • Suboficial Principal (R) Pedro Esteban RAZZINI
  • Suboficial Principal (R) Carlos Alberto BILL (falecido)
  • Suboficial Principal (R) Delfino FRETES
  • Suboficial Principal (R) Sergio Alberto TULIAN
  • Suboficial Principal (R) Oscar Alberto GATTO
  • Suboficial Ayudante (R) Carlos Domingo NAZZARI
  • Suboficial Auxiliar (R) Carlos Alberto ORTÍZ
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DOUGLAS TARGINO
DOUGLAS TARGINO
1 ano atrás

Mais do que certo!

Antonio Palhares
Antonio Palhares
1 ano atrás

Apesar dos transtornos causados pelo improviso da guerra, por parte dos argentinos. A força aérea argentina fez um bom trabalho. Enfrentando uma das melhores esquadras do mundo e seu componente aéreo.

teropode
Reply to  Antonio Palhares
1 ano atrás

A gestão do conflito foi uma lástima, porém as missões foram executadas com uma coragem monstruosa , os hermanos demonstraram seu valor , foram brutos .

Ricardo
Ricardo
Reply to  Antonio Palhares
1 ano atrás

Uma das coisas mais absurdas era a competição destruidora entre as forças. A FAA nunca havia voado sobre o mar ou feito qualquer tipo de treinamento de como afundar um navio. Ela era proibida por lei de voar sobre o mar, apenas aviões da Marinha argentina podiam fazer isto.

pangloss
pangloss
Reply to  Ricardo
1 ano atrás

O inventário de erros do comando argentino é interminável.
Sem falar nos crimes – chegaram a desviar donativos recolhidos entre a população, que imaginava estar ajudando seus pobres recrutas, deixados à própria sorte nas ilhas.

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
1 ano atrás

Não vão condecorar postumamente a tripulação do TC-62, abatido pelo Sea Harrier do Cmtr. Nigel “Sharkey” Ward?

horatio nelson
horatio nelson
Reply to  HMS TIRELESS
1 ano atrás

la muerte negra!

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  HMS TIRELESS
1 ano atrás

Shark perdeu o comando por isso.

paddy mayne
paddy mayne
Reply to  Rinaldo Nery
1 ano atrás

Muito interessante, Cel Rinaldo. Poderia me dar alguma fonte sobre isso? Agradeço antecipadamente.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  paddy mayne
1 ano atrás

Vou procurar. Faz tempo que li isso.

EdcarlosPrudente
EdcarlosPrudente
1 ano atrás

Quantos desses C-130 da FAA foram perdidos durante essa campanha?

Saudações!

ednardo curisco
ednardo curisco
Reply to  EdcarlosPrudente
1 ano atrás

1 perdido, abatido numa dessas missões relatadas na matéria: http://www.naval-history.net/F64-Falklands-Argentine_aircraft_lost.htm

este abate inclusive rendeu muita polêmica porque o piloto inglês foi acusado de ter tripudiado sobre um avião que já estava muito avariado e caindo msmo, não dando chances à tripulação de 7 homens, todos mortos.

Mauro
Mauro
1 ano atrás

Viva o grande e glorioso povo argentino, povo irmão do povo brasileiro.

Mercenário
Mercenário
Reply to  Mauro
1 ano atrás

“Povo irmão”? rsrsrs…

Você deve morar em algum Estado que não faz fronteira ou não tem proximidade com a Argentina.

Guacamole
Guacamole
Reply to  Mercenário
1 ano atrás

Haha, pior que é.
Ainda bem que passou o verão. Os hermanitos estavam loucos aqui em Floripa esse ano.

pangloss
pangloss
Reply to  Guacamole
1 ano atrás

Eu estive em Balneário Camboriú e em Buenos Aires, neste verão.
Posso dizer o mesmo do comportamento médio dos argentinos em SC e dos brasileiros em BA.
Até nisso somos irmãos.

Hartmam
Reply to  Mercenário
1 ano atrás

Muito pior seria ter de chamar ingleses de “manos” , uma gente que
não tem nada a haver com a AS.

Guido Cervi
Guido Cervi
Reply to  Mercenário
1 ano atrás

Mais do que irmão! Pensamento como o seu, trazem distância a esta irmandade.

mcremp
mcremp
Reply to  Mercenário
1 ano atrás

Aqui no sul a piada é que os argentinos são irmãos, porque amigo a gente pode escolher….

Edmilson Sanches
Edmilson Sanches
Reply to  Mauro
1 ano atrás

Fui muito melhor tratado em Buenos Aires do que em Santiago.São muito educados ,pelo menos os que conhecí.

carlos mendes
carlos mendes
Reply to  Edmilson Sanches
1 ano atrás

Fui algumas vezes em Bariloche e todas as vezes fui muito bem tratado !

Leandro Costa
Leandro Costa
1 ano atrás

Já era hora!

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
1 ano atrás

Desculpe a pergunta de ligo, mas….
Eu entendí que eles usaram um avião cargueiro como avião de reconhecimento?
Caso seja isso,é normal usar um cargueiro pra isso? Eles não tinham uma aeronave mais adequada pra esse tipo de missão?

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Willber Rodrigues
1 ano atrás

Ligo = leigo*

Flanker
Flanker
Reply to  Willber Rodrigues
1 ano atrás

O C-130 tem um grande raio de ação, podendo permanecer horas em voo. Seu radar, apesar de não desenvolvido para esse fim, tem alguma utilidade em missões desse tipo. Também é capaz de levar uma quantidade maior de tripulantes, que podem se revezar em vasculhar o mar em observação visual.

Matheus Santos
Matheus Santos
Reply to  Willber Rodrigues
1 ano atrás

Normal, normal, não é. Mas é o que eles tinham. Precisavam de vetor de longo alcance e autonomia.
Também não iam, na maior parte, contra a frota bem defendida.
O Neptune estavam velhos. Tem um excelente reportagem numa revista força aérea do EMB-111 (P-95) que foram da FAB para a FAA (ou aviação naval).

carvalho2008
Reply to  Willber Rodrigues
1 ano atrás

Na realidade da guerra, no pega pra capá…voce usa ate colher e bombril….

Ivanmc
Ivanmc
1 ano atrás

Os pilotos argentinos dos A-4 só tinham cerca de 2 minutos para combater quando chegavam perro da frota inglesa e depois tinham que retornar.
Bela imagem do A-4B C-266 da FAA armado com três bombas BR-250.
Sempre gosto das matérias que falam sobre a Guerra da Malvinas.

Bruno
Bruno
1 ano atrás

Malvinas??? Nunca ouvi falar! Eu conheço as Falklands, essas sim.
Correções a parte, os pilotos argentinos foram muito bravos, e as pinturas usadas nos A-4 deles eram muito bonitas!

Kemen
Kemen
Reply to  Bruno
1 ano atrás

Pode escolher entre Malouines, Malvinas ou Falklands. Eu escolho Malvinas porque é um nome de lingua latina (tal como Malouines) e porque minha lingua natal é o portugues, não o frances nem ingles, e sempre escrevo Brasil com “s”, não com “z”.

Sir Winston
Sir Winston
Reply to  Kemen
1 ano atrás

Always Falklands!

Marcio Roberto Conde
Marcio Roberto Conde
Reply to  Kemen
1 ano atrás

Não gaste seu português com quem se curva a cultura anglo-saxona e se esqueçe que é latino americano.
Não importa o pavilhão, sempre serão Malvinas.

WFonseca
WFonseca
Reply to  Marcio Roberto Conde
1 ano atrás

Na América Latrina muito pouco, quase nada se salva, principal produto de exportação é a pobreza, não só no bolso mas principalmente na cabeça, somos culturalmente pouco relevante, economicamente irrelevante e politicamente da pá virada. Países tomados por corrupção e violência e sequência de governos corruptos com grande habilidade para retroceder em décadas seus países, Argentina já foi muito melhor, Venezuela está no esgoto, Cuba, uma das ditaduras mais longevas cujo povo só agora, com restrições, começa a ter acesso a celular, internet; México tomado pelo crime elegeu um comunista bancado por traficantes; o Brasil saindo (espero) de uma das… Read more »

Leonardo
Leonardo
Reply to  Kemen
1 ano atrás

Oque VC acha dos portuguêses voltarem aqui querendo o Brasil de volta ? Foi oque a argentina fez e a ilha nem é tao próxima assim, na minha opinião levaram ferro. Pq foram otários no teatro de guerra… Podiam ter feito uma pista de pouso na ilha e aumentar a o raio de ação da aviação de caça . pra mim só quem se deu bem foi o Brasil.. Que fico com o míssil anti radiação dos gringos , foi uma taxa por que o vulcan utilizou o galeão e os pilotos não tinham dinheiro …

Roberto luiz
Reply to  Bruno
1 ano atrás

As Malvinas são Argentinas canalha

WFonseca
WFonseca
Reply to  Roberto luiz
1 ano atrás

Parece que os Britânicos não concordam com você e nem os 92% dos habitantes que em 2013 aprovaram em referendo a permanência do território sob o domínio britânico.
O conflito de 1982 foi somente uma tentativa do governo militar em desviar atenção da maioria tola da população dos graves problemas econômicos do pais. Do mesmo modo está agindo o idiota comunista de uma figa na Venezuela, tentando arrastar o país para uma guerra afim de manter-se no poder e para variar, a Rússia parece apoiar tudo que for excremento.

flavio masotti
flavio masotti
Reply to  WFonseca
1 ano atrás

Não sei se fake new , ainda são consegui confirmar….mas o interesse nas falklands é devido a familia do marido de Margareth Tatcher, grandes proprietarios de terra..interesse pessoal travestido de nacional….

Bruno
Bruno
Reply to  Roberto luiz
1 ano atrás

Será que você, Roberto, é tão machão na vida real de chamar os outros de canalha no mano a mano? Ou é só na internet e quando está com a galerinha te ajudando? Nem precisa responder, tipos como você já são manjados!
Ps, agora pode sair chamando os outros de canalha aqui ADM???

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Bruno
1 ano atrás

Também uso Falklands. É o nome oficial adotado pelos donos e habitantes locais. Nada mais justo.

André Macedo
André Macedo
Reply to  Bruno
1 ano atrás

Bruno, para de mimimi, Malvinas é o nome em português/espanhol, não significa necessariamente um apoio à reivindicação argentina, se quer chamar por esse nome o certo mesmo seria algo como “Falquelândia”, os alemães também não chamam a Alemanha como nós…

Rene Dos Reis
Rene Dos Reis
Reply to  Bruno
1 ano atrás

Tenho 47 anos e desde sempre aprendi que aquelas ilhas bem a sul do continente se chamam Malvinas.

Aristeu dos Santos
Aristeu dos Santos
Reply to  Rene Dos Reis
1 ano atrás

Rene, com dez anos você só ouvia falar dessa guerra rápida, sem maturidade para analisar. Quem tinha mais de trinta anos, já pode dizer que viveu o drama dos brasileiros, acompanhando os fatos. Em 1950, com essa tua idade, eu ouvia falar da “Guerra na Coréia”, sem entender o real significado. A Argentina arrumou uma encrenca sem estar preparada para tal…

Aldo Ghisolfi
1 ano atrás

Mais do que merecido… os pilotos argentinos mostraram seu patriotismo com garra e totais condições de vôo em combate! Daqui do Brasil, tenho orgulho deles!

horatio nelson
horatio nelson
Reply to  Aldo Ghisolfi
1 ano atrás

deveria se envergonhar devido a derrota humilhante…no fim emploraram pela rendição.

Fernando XO
Fernando XO
1 ano atrás

Recomendo os livros Halcones de Malvinas do então Capitão Pablo Carballo e Wings of the Malvina de Santiago Rivas… abraço a todos…

Kemen
Kemen
1 ano atrás

Antes tarde do que nunca, a Força Aérea Argentina foi a que mais se empenhou na guerra, além dos recrutas enviados as ilhas e da Prefeitura Naval, muitos de seus pilotos morreram. A marinha pouco atuou. Me lembrei daquela famosa frase de james Monroe o quinto presidente dos Estados Unidos, frase esta, bem distante da realidade da atual situação das ilhas Malvinas.

Oswaldo
Oswaldo
Reply to  Kemen
1 ano atrás

Será que sem a garantia dos EUA que a Inglaterra não atacaria bases no continente a força aérea Argentina teria voado com a mesma desenvoltura?

rafa
rafa
Reply to  Kemen
1 ano atrás

Marinha pouco atuou? Provavelmente deve estar se esquecendo do Gen Belgrano. Ou do Porta Aviões ARA 25 de Mayo. Ou dos bravos submarinistas que enfrentaram todos os tipos de problemas possíveis nos submarinos..

Rui Chapéu
Rui Chapéu
Reply to  rafa
1 ano atrás

Ué…. O ARA 25 ficou no porto de medo dos subs após afundarem o Belgrano.

A Marinha Argentina só passou vergonha nessa guerra.

Kemen
Kemen
Reply to  rafa
1 ano atrás

Depois da perda do G. Belgrano, o que fez a frota de superficie além de recolherse nas bases navais? E o porta aviões como participou com seus A-4 que por sinal saiam de bases em terra? Sobre a atuação dos submarinos, quantos torpedos foram usados? Apenas se encontram relatos e depoimentos sobre a atuação teorica dos submarinos, e bem contraditorios sem prova alguma.

ednardo curisco
ednardo curisco
Reply to  rafa
1 ano atrás

a marinha argentina foi uma vergonha. o exército também. o alto comando merecia apanhar de cipó em praça pública todos os dias até o fim de suas vidas. Obs.: não confunda a coragem dos bravos solados e marujos e baixa oficialidade, que foi bem corajosa. mas as forças exército e marinha foram abomináveis. Os submarinos foram mandados para missões suicidas. Foi um milagre não terem afundado por conta própria tão mal mantidos estavam. O exército conseguiu perder tendo superioridade numérica e em posição defensiva! é quase impossível elencar tantas bizonhices feitas pelo alto comando hermano que mandou seus homens para… Read more »

Alfa BR
Alfa BR
Reply to  ednardo curisco
1 ano atrás

A infantaria argentina enfrentou a melhor infantaria do mundo na época, dá um desconto…

ednardo curisco
ednardo curisco
Reply to  Alfa BR
1 ano atrás

foi o que citei: o baixo oficialato e ps praças foram mesmo heróis. Mas o alto comando, e por tabela o exército, foi um vexame sem fim. Os ingleses desembarcando nas ilhas e o exército paralisado. quem estava na linha de frente (estes sim merecem aplausos) se ferrando sozinhos enfrentando tropas de elite da elite mundial. O vexame só aumenta quando os ingleses chegaram em Puerto Argentino/Stanley e o comando argentino levantou a bandeira branca mesmo estando em plena capacidade de revidar. Obs: o comando argentino achava que não iria ter guerra. Já tinham perdido antes mesmo de começar. Estrategicamente,… Read more »

CARLOS SOARES
CARLOS SOARES
Reply to  Kemen
1 ano atrás

A história confirma que, na Junta Militar (os tres patetas argentinos), a Armada foi a mais agressiva , atraves do Almirante Anaya. Não é a toa que a Escola Mecanica de la Armada foi o grande centro de tortura da diotadura. Depois veio o Exercito, por meio do bebado Galtieri (uma a duas garrafas de Johnie Walker por dia). Por fim o menos linha-dura, o Brigadeiro Lami Dozo. Na hora do pega-pra-capar, o exercito só tinha recrutas inexperientes das cidades do interior (para nao “incomodar” as familias da capital, onde a junta queria apoio), a Marinha abandonou a luta depois… Read more »

Johnny
Johnny
1 ano atrás

“3 deles serão homenageados postumamente” significa que a tripulação do C-130 abatido por Harriers ficaram de fora.

Marcio Roberto Conde
Marcio Roberto Conde
Reply to  Johnny
1 ano atrás

Homenagem póstuma significa que serão homenageados mesmo mortos.

Johnny
Johnny
Reply to  Marcio Roberto Conde
1 ano atrás

Claro, por isso o termo póstumo. Mas, por se tratar de apenas 3 militares não pode ser a tripulação do Hércules que caiu. Impossível apenas 3 tripulantes naquela missão. Os agraciados devem ser militares que morreram no período entre o final da guerra e a data atual por causas naturais, acidentes, etc.

ednardo curisco
ednardo curisco
Reply to  Johnny
1 ano atrás

eram 7 homens

Johnny
Johnny
Reply to  ednardo curisco
1 ano atrás

Mas então qual a lógica desses sete tripulantes não terem sido condecorados? No próprio texto há uma gravura do hércules sendo atacado pelos harriers e fico imaginando a sensação dos caras, afinal, não tinham como se defender, o abate era iminente e sabiam que cairiam sobre as águas do atlântico sul, com chances de sobrevivência próximas de zero.

ednardo curisco
ednardo curisco
Reply to  ednardo curisco
1 ano atrás

também acho que deveriam condecorar todos. mas aí não sei se já estão na lista ou se já foram condecorados em outro momento.

Elton
Elton
1 ano atrás

Os pilotos dos A4 eram muito valentes ,voando rasante sobre o mar sem cobertura aérea e,sem RWR ,sem chaff/flare com nada alem de velhas bombas de queda livre e apenas a coragem de lutar e arriscar suas vidas a serviço do seu país.

horatio nelson
horatio nelson
Reply to  Elton
1 ano atrás

eram pobres coitados enviados pelo alcolatra para a morte certa.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  horatio nelson
1 ano atrás

Os ‘pobres coitados’ fizeram um belo estrago. E se tivessem equipamento decente, treinamento decente e liderança que prestasse, fariam estragos ainda maiores. E não sou eu quem está dizendo, são os próprios ingleses. A Guerra das Falklands não foi o passeio que muita gente acha que foi.

Alfa BR
Alfa BR
Reply to  Leandro Costa
1 ano atrás

No chão foi melhor para os britânicos do que na arena aeronaval (não falo do combate ar-ar que tiveram vantagem, mas das perdas de embarcações contra a FAR), mesmo assim foi ralado.

teropode
Reply to  Leandro Costa
1 ano atrás

É isso ai, deram um trabalhão para os Britânicos, foram corrosivos e bravos . Costumo respeitar todos os guerreiros de fato , os adjetivos depreciativos cabem aos políticos e líderes militares e a história prova que as Malvinas são Inglesas e ponto final .

ednardo curisco
ednardo curisco
1 ano atrás

A única força armada argentina que merece palmas.

Demoraram demais para condecorar esses caras.

Oliveira
Oliveira
Reply to  ednardo curisco
1 ano atrás

Concordo, o exercito deles só madou recrutas.

ednardo curisco
ednardo curisco
Reply to  Oliveira
1 ano atrás

para não deixar dúvidas,os soldados e baixo oficialato merecem parabéns, foram valentes mesmo. mas como força armada, foi um vexame sem fim a marinha e o exército. bizonhos. se tivessem tido 1/3 da competência da força aérea teriam provavelmente até superado os britânicos. Obs1: que eu lembre, quem planejou a invasão das malvinas foram a marinha e exército. Tiveram mais tempo para se preparar e fizeram a lambança que fizeram. a força aérea esteve o tempo todo correndo atrás. Obs2: Se a Argentina tivesse vencido nas malvinas, o boicote econômico que ela sofreria a deixaria ainda muito mais quebrada que… Read more »

Ivanmc
Ivanmc
1 ano atrás

Bacana a imagem do A-4. Os A-4 Argentinos só tinham cerca de 2 minutos para combater e retornar para a base durante o conflito nas Malvinas.

Rafael M. F.
Rafael M. F.
Reply to  Ivanmc
1 ano atrás

Na verdade os Mirage III. E com tanques subalares de 1.700 l (que só permitiam passar de Mach 1 a 20.000 pés). Não tinham probe para REVO, diferentemente dos A-4.

Leonardo
Leonardo
1 ano atrás

O Brasil agradece o.míssil que ficou no galeão . os britânicos foram muito gentil, mas na minha opinião a distância que os vulcan percorreram merecia um Oscar … Pq foram muitos reabastecimentos ao longo do oceano.. Se não me engano levaram 24/horas de vôo

Carlos Campos
Carlos Campos
1 ano atrás

Nessa guerra eu sou favorável ao UK, mas tenho que reconhecer q os Argentinos tiraram leite de pedra, essa é mais uma história incrível dessa guerra.

Carvalho2008
Carvalho2008
1 ano atrás

Para quem não sabe…..

Não apenas realizaram reconhecimento como também atacaram alvos de oportunidade

Os Hércules foram armados com cabides de bombas e retiraram de combate ao menos dois navios tanque britânicos

O Tanqueiro Wye e o tanqueiro Hercules

O Hércules inclusive ficou com uma bomba cravada na proa que não explodiu mas saiu de cena.,,

DOUGLAS TARGINO
DOUGLAS TARGINO
1 ano atrás

Se os Argentinos tivessem se preparado realmente para a guerra, eles tinham ganhado! Infelizmente ou felizmente eles não se prepararam (tanto em organização e poder bélico).

horatio nelson
horatio nelson
Reply to  DOUGLAS TARGINO
1 ano atrás

ninguém pode se opor a um poder colonial…se tivessem 10 guerras perderiam as 10

Suhre
Suhre
Reply to  horatio nelson
1 ano atrás

Os Estados Unidos discorda de você.

horatio nelson
horatio nelson
Reply to  Suhre
1 ano atrás

os estados unidos são um poder colonial o q me agrada muito…antes q vc diga: guam,porto rico,samoa etc etc e filipinas no passado etc etc…

Ivanmc
Ivanmc
Reply to  horatio nelson
1 ano atrás

Desculpe, horatio nelson, mas não entendi???
O Douglas Targino disse o certo. Um país que queira revendicar algo para sí ou se defender de uma agressão externa devem se preparar bem para o conflito, e/ou conflitos. Quem não se prepara bem, investimentos em materiais bélicos de qualidade e adestra bem a sua tropa tem muito mais chances de êxito. Eu entendo, assim pelo menos.

Ivanmc
Ivanmc
Reply to  Ivanmc
1 ano atrás

Corrigindo: “Quem se prepara bem”..
.
Saiu um “não” ali no meio que tirou o sentido.
Agradeço.

horatio nelson
horatio nelson
Reply to  Ivanmc
1 ano atrás

um poder colonial sempre terá as melhores armas equipamentos e mais dinheiro e melhor treinamento devido a sua projeção de poder sobre o globo… do q uma nação insolvente como a argentina

Ivanmc
Ivanmc
Reply to  horatio nelson
1 ano atrás

É isso mesmo, Horatio Nelson. Eu acho que o Leopoldo Galtieri e companhia não tinham conhecimento suficiente das FA inglesas na época, ou subestimou. Do outro lado, a Armada tinha muitos caças. Com certeza a Inglaterra tinha, na época do conflito, melhor treinamento e armamentos.

horatio nelson
horatio nelson
Reply to  Ivanmc
1 ano atrás

verdade, como dizem ele tomou a decisão sob influência de um wisky escocês rsrs

DOUGLAS TARGINO
DOUGLAS TARGINO
Reply to  horatio nelson
1 ano atrás

Fala isso para os EUA então.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  DOUGLAS TARGINO
1 ano atrás

Não acho que teriam vencido, no final das contas. Acho que teriam feito tanto estrago, mas tanto estrago, que acabariam fazendo com que a Guerra aumentasse de escopo, inclusive com novos participantes.

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Leandro Costa
1 ano atrás

Também acho que não teriam vencido. A devida preparação que não ocorreu apenas levaria ao conflito ser mais “caro” para a GB, estendendo-o mais e forçando um acordo de paz mais favorável aos argentinos. Por outro lado, um conflito mais longo abriria a possibilidade de extensão do conflito ao continente. Aí só Deus sabe até onde isso poderia parar porque várias nações teriam que sair da neutralidade formal e se envolver diretamente, inclusive o Brasil e os EUA. A verdade é que os argentinos estavam bem fu…os economicamente (como toda a AL na época) e sem crédito. Não tinham a… Read more »

carvalho2008
1 ano atrás
Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
1 ano atrás

Demoraram um bocado…

Augusto L
Augusto L
1 ano atrás

Os ingleses sofreram por falta de Awacs dedicado, no grupo de batalha.

Mercenário
Mercenário
Reply to  Augusto L
1 ano atrás

A maior dificuldade é combater um inimigo a milhares de Km de distância de casa, com o inimigo estando “em casa”.

Imaginemos o contrário: A Argentina tendo que recuperar um território situado próximo ao Reino Unido. Nesse cenário, não haveria combate, pela falta de capacidade expedicionária dos argentinos.

A logística é sempre importante em um conflito.

horatio nelson
horatio nelson
1 ano atrás

não existem malvinas existem falklands…território britanico como gibraltar,ilhas virgens,ascenção etc etc etc

PAULO ROGERIO
PAULO ROGERIO
Reply to  horatio nelson
1 ano atrás

Por esse parâmetro, são Virgin Islands, Ascention Islands, Great Britain, London e por aí vai,

Nilson
Nilson
Reply to  horatio nelson
1 ano atrás

O mais indicado, considerando que somos neutros e tendo em vista que ainda não foi internacionalmente resolvida a controvérsia, é chamar o arquipélago de Falklands(Malvinas) ou Malvinas(Falklands). Usando os dois nomes, com um deles em parênteses.

Dr. Mundico
Dr. Mundico
1 ano atrás

E desde então a Argentina deixou de possuir uma força aérea digna do nome.
Hoje estão reduzidos a alguns turbo-hélices sem nenhuma utilidade defensiva.

ednardo curisco
ednardo curisco
1 ano atrás

Se for para resumir em apenas um erro, a maior idiotice que os argentinos fizeram foi achar que puxariam o rabo de um velho leão cansado e dorminhoco e achar que ele iria apenas miar. Apesar de no campo militar os hermanos terem sido um exemplo de bisonhice, conseguiram ser ainda mais incompetentes no campo diplomáticos. Erraram em tudo. Não achavam que ia ter uma guerra porque entendiam tudo, mas tudo errado no campo de relações internacionais. Nunca foram amigos de ninguém e acharam que achariam aliados na ONU, acharam que por serem do mesmo continente dos EUA iriam ser… Read more »

Salomon
Salomon
1 ano atrás

O que talvez nunca será lembrada será a ação dos serviços brasileiros de Informação e Inteligência, especialmente navais e da FAB, o uso do “aviãozinho” (era assim que os hermanos falavam) cedido pelo Brasil (quem levou, quem voltou, quanto pagaram?), a presença de 2 brasileiros na Frota e a literal dissecação do Vulcan, além do medo de que o míssil despregasse e atacasse o radar do Galeão.
Sem falar no apoio dos EUA na parte meteorológica e outras, como o misterioso e voluntário afundamento daquele petroleiro com um míssil dentro, que não ligou. Esqueci o nome dele. TFA.

carvalho2008
Reply to  Salomon
1 ano atrás

Mestre Salomom,

O petroleiro que afundou com um”missil dentro” aqui no rasil, foi o Tanqueiro Hercules….e não foi um missil….foi justamente uma bomba que ficou encravada e não detonou….

Quem justamente lançou esta bomba foi um C-130 dentro destas missões de reconhecimento e ataque da materia….eles voavam baixo , subiam e varriam com o radar e depois desciam…o ataque era rasante ao verdadeiro estilo WWII….

Dois petroleiros foram atingidos por C-130 argentinos desta forma….

Marco
Marco
10 meses atrás

Nao era achar navios espioes Era achar de Hercules a frota mesmo! Depois da aposentadoria forcada dos Neptune em plena guerra e a baixa autonomia e pequeno numero dos Trackers + 2 Bandeorulhas, colocaram os Hercukes para patrulhar alem de Porto Argentino, os Brotanicos focavam alem de no minimo 80 milhas ao Leste, entao essas missoes loucas foram criadas, e somente 01 Hercules foi abatido! O Hercules no cado fez uma rota de fuga previsvel e teve o azar de estar retornando a frota uma CAP que foi vetorada ate a provavel posicao dele. Sharkey Ward LT Cdr o atingiu… Read more »