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KC-46A: Boeing recebe contrato de US$ 2,9 bilhões pelo quarto lote de produção

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Boeing KC-46A
Boeing KC-46A

EVERETT, Washington – A Força Aérea dos EUA concedeu no dia 10 de setembro à Boeing um contrato de US$ 2,9 bilhões para 18 aeronaves KC-46A, peças sobressalentes, equipamentos de apoio, motores sobressalentes e kits para reabastecimento no ar. Com este quarto lote de produção, a Boeing agora está contratada para 52 aviões-tanque KC-46.

A Boeing recebeu seus dois primeiros lotes de produção, para 7 e 12 aeronaves, em agosto de 2016. O terceiro lote, para 15 aeronaves, foi concedido em janeiro de 2017.

“Estamos entusiasmados em fazer parceria com a Força Aérea dos EUA em uma aeronave que fornecerá à sua frota capacidades e versatilidade inigualáveis”, disse Mike Gibbons, vice-presidente e gerente de programas do Boeing KC-46A. “Este é outro grande marco para a equipe e estamos ansiosos para entregar este avião-tanque multifunção de próxima geração nos próximos anos.”

A Boeing planeja construir 179 aeronaves de reabastecimento baseadas no 767 para a Força Aérea para substituir sua frota de aviões-tanque. As entregas dos KC-46A devem começar ainda este ano.

A Boeing recebeu um contrato inicial em 2011 para projetar e desenvolver o mais novo avião-tanque da Força Aérea. O KC-46A é um navio-tanque multirole que pode reabastecer todas as aeronaves militares aliadas e de coalizão compatíveis com procedimentos internacionais de reabastecimento aéreo e pode transportar passageiros, carga e pacientes.

A Boeing está montando as aeronaves KC-46 em sua instalação em Everett, Washington.

FONTE: Boeing

29 COMMENTS

  1. Os KC-135R atuais são velhos KC-135A com mais de 50 anos depois de várias modernizações e precisam de substituição. Estão recebendo uma ultima modernização de cockpit para esperar a chegada dos KC-46 em condições de voo.
    Os KC-10 tem menos de 40 anos mas apesar da vontade de alguns da USAF em modernizar o lobby da Boeing é forte no sentido de se comprar tudo novo de KC-46.
    Cockpit do KC-10 da USAF: https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTbwqR6wZ1huTLj69TQ77VfNKB8cdC72PtW-P3GVwwn4c2uQC5FjiVkkw2hRg

    • Apesar do visual antigo, estes KC-10 ainda podem voar com segurança, em 2010 foi feita uma atualização dos componentes defasados para poder voar com segurança enquanto ão fosse modernizado.
      Em 2011 foi decidido modernizar com a Rockwell Collins, mas depois de várias postergaçoes foi cancelado em 2015, pois se chegou a conclusão de que não era viável se voar 3 KCs por quinze anos(KC-135R, KC-10M e KC-46) e foi divulgado que a hora do KC-10 custa 22 mil dolares.
      Mas a Força Aérea ainda pressiona, pois para quem já teve 700 KC-135, ficar com 400 KC-135, dos quais só 180 modernizados para KC-135R block 45 enquanto a Boeing entrega os KC-46 a conta gotas fica difícil.
      A USAF quer modernizar os 59 KC-10 para voar até o recebimento do ultimo KC-46.
      Hoje existem cerca de 400 KC-135R, os R block 45 vão voar mais uns 15 anos enquanto os que não foram modernizados irão dando baixa quando chegar a grande revisão.
      Cockpit dos 180 KC-135R block 45 modernizados: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcS1NALFGLSWHAy1x7mfb2KaAgdggNDCa-8enB-OZxbXIYNnJ2fL939n-C1k

    • O KC-10 está em outro patamar em termos de capacidade. Pode voar mais longe e reabastecer mais aeronaves que o KC-46. Se a USAF tirar eles de operação estarão perdendo capacidade estratégica.

      Curiosamente, o concorrente da Airbus estava muito mais próximo do KC-10, mas qualidade do lobby da Boeing está a frente dos concorrentes…

    • Não lembro onde li que os EUA fariam uma oferta de KC 135 ao Brasil ao inves do 767, visto que a IAI não poderia fornecer a aeronave. Algo do tipo. Acho que foi aqui no Poder Aéreo em um comentário.

      Sabem se procede?

      • Os EUA ofereceram KC-135E para o Chile e Brasil, o Chile pegou 3, dois para voar e um para suprimento.
        O Brasil prefetiu ir de B-767MMTT da IAI, não houve nenhuma restrição da Boeing ou dos EUA, faltou foi grana mesmo para finalizar a compra.
        E mesmo sendo superior ao KC-390, agora com o início do recebimento de 28 unidades e a crise fica difícil e até desnecessário comprar os 767 MMTT. Alugar um B767 de passageiros vai quebrando o galho.

  2. Sobre a substituição do KC-10 há uma discussão sobre a necessidade de se ter um reabastecedor de porte maior do que o KC-45. O teatro de operações do pacífico é muito maior do que o da Europa ou do Oriente Médio, o que faria com que uma aeronave de maior porte, com maior alcance e maior capacidade de transporte de combustível fosse mais adequada. Essa discussão já ocorreu quando da competição entre o KC-767 e o MRTT-330. Australia, Singapura e Coréia do Sul optaram pela aeronave maior.

      • Mas hoje os EUA não tem nenhum KC-10 operando na Asia, só nos EUA e Emirados Arabes Unidos
        Esquadrões de KC-10, notem que fora os EAU que atende o Oriente Médio o resto está concentrado em New Jersey para atender a costa leste no Atlantico e California para atender a costa oeste no Pacífico. Na Asia os EUA opera os KC-135 que serão bem substituidos pelos KC-46.
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        Esquadrões de KC-10:
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        2d Air Refueling Squadron is a unit of the United States Air Force. It is part of the 305th Air Mobility Wing at Joint Base McGuire-Dix-Lakehurst, New Jersey.
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        6th Air Refueling Squadron is part of the 60th Air Mobility Wing at Travis Air Force Base, California.
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        9th Air Refueling Squadron is an active United States Air Force unit, stationed at Travis Air Force Base, California
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        32d Air Refueling Squadron is part of the 305th Air Mobility Wing at Joint Base McGuire-Dix-Lakehurst, New Jersey
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        70th Air Refueling Squadron is a United States Air Force Reserve squadron, assigned to the 349th Operations Group, stationed at Travis Air Force Base, California
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        76th Air Refueling Squadron is part of the 514th Air Mobility Wing at McGuire Air Force Base, New Jersey
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        78th Air Refueling Squadron is part of the 514th Air Mobility Wing at McGuire Air Force Base, New Jersey.
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        79th Air Refueling Squadron is a United States Air Force Reserve squadron, assigned to the 349th Operations Group, stationed at Travis Air Force Base, California
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        908th Expeditionary Air Refueling Squadron is a provisional United States Air Force (USAF) unit. It is assigned to the 380th Expeditionary Operations Group at Al Dhafra Air Base in United Arab Emirates,

        • Walfrido!

          Somente como adendo; nessa lista de esquadrões; somente os 4 primeiros realmente existem…..todos os outros são unidades da Guarda Aérea ou da AFRC que utilizam as aeronaves dos tais 4 primeiros da lista.
          É o que a USAF chama de “esquadrão associado”….

    • Uma observação , o KC-X da USAF realmente foi De 179 KC-46 para substituir os 400 KC-135 dos 700 originais, um decréscimo grande que reflete o fim da guerra fria.
      Na época se considerava modernizar os 59 KC-10, depois com a crise decidiu não se modernizar os KC-10 e a própria USAF disse que o motivo seria voarem por mais pouco tempo com a chegada dos KC-46, o curto tempo de uso não justificaria a modernização que para se justificar a aetonave tem que voar mais 15 a 20 anos.
      Hoje com os animos mais acirrados ja se repensa de 700 KC-135 e 60 KC-10 podem ser substituidos por somente 179 KC-46.
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      Veja que desde 2006 Boeing está querendo empurrar o KC-777, mas com a crise e os gastos no F-35 e aquisição de mais 127 KC-46 que faltam, fica difícil falar em substiruir os 59 KC-10 por KC-777, nem na modernização se fala devido ao custo da hora de voo de 22 mil dólares.

  3. Não, a ideia principal é manter só um avião para “Tanker”, substituir todos os KC-135 e KC-10 pelos KC-46.
    Existe a proposta da Boeing, mas difícil ter recursos para tal, pois até substituirem os 400 KC-135 vai muito dinheiro e os KC-135 não aguentam a quarta modernização para esticar sua vida útil.
    Por isso o interesse da USAF em modernizar os 59 KC-10 para voar mais 15 anos, pois contar com um KC-777 a esta altura é difícil.

    • É porque na época a USAF era muito maior do que agora. Só da frota de bombardeiros tinha literalmente centenas de B-47, B-52, B-58 (este menos de cem). A frota de aeronaves de reconhecimento era muito grande também. Só um voo de SR-71 podia exigir 2 ou 3 KC-135, dependendo da missão.

      Logicamente, a medida que tudo isso foi saindo de operação, cortou-se pela metade o número de tanqueiros.

  4. Se a maioria dos aviões da USAF tem receptáculo de reabastecimento, por que não instalam “lanças de reabastecimento” nas asas também? Seria um problema de engenharia(excesso de pressão), ou controle/estabilidade de vôo ?

    • Ricardo,
      O Flying boom ou “lanças de reabastecimento” foram projetadas para possibilitar uma transferência de um grande volume de combustível em pouco tempo, ou seja, ideal para reabastecimento dos bombardeios estratégicos, coisa que o sistema de mangueira e cesta não permitem.
      É um equipamento grande, possuindo sistemas de estabilização (controlado hidraulicamente) e a necessidade de um tripulante para controlar o mesmo, temos que lembrar que um bombardeiro é algo grande para ficar manobrando para “pegar” uma cesta.
      Particularmente acredito que para montar um equipamento destes nas asas, o mesmo teria que ser radicalmente alterado, diminuindo a quantidade de combustível armazenadas nas mesmas, aumentando o estress aplicado além de impactar na aerodinâmica. Esta alteração seria interessante para os caças (pois recebem menos combustível com uma menor pressão) mas para os bombardeiros não, pois como a pressão (ou quantidade de combustível entregue por minuto é muuuito maior) é maior, provavelmente poderia impactar no centro de gravidade do avião (os tanques de uma asa, ficaria muito mais leve do que a outra).
      O KC-46 já foi projetado (e isto gerou um atraso pois a FAA chiou) com os dois sistemas (lança e uma cesta para cada asa), então seria o melhor dos dois mundos, contudo os caças da USAF foram projetadas para o uso da lança (que é mais fácil de ser controlado), ja os da Marinha e Marines, utilizam a cesta.
      Quanto ao menor número de KC 46. O mesmo é fisicamente maior que o KC 135, além disto a frota dos KC 135 foi dimensionada para atender a grande quantidade de bombardeiros da época da guerra fria e NÃO necessariamente para atender os caças. Como hoje a USAF tem bem menos bombardeiros, diminui também a quantidade de reabastecedores. Se a quantidade de B1 e B2 fosse o mesmo que a dos tempos do B-52, iria existir uma demanda muito maior de KC 46.

      • Bom ter citado a redução de bombardeiros, hoje sobram só 75 B-52H dos mais de 700 construidos em várias versões, 60 B-1B e 20 B-2.
        Mesmo com os outros bombardeiros mais modernos não chega nem perto do número utilizado na Guerra Fria.

    • Além de abastecer os proprios aviões com a lança, em uma guerra de maiores proporções tem que abastecer a US Navy, USMC e os países aliados com os cestos, não dá para dispensar o sistema com cesto das asas.

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