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Primeiro Rafale para a Índia faz voo inaugural na França

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O conjunto completo de 36 aeronaves Rafale estará disponível com a IAF somente em setembro de 2022, com as melhorias específicas solicitas pela Índia

O jornal indiano The Indian Express informou que o primeiro Rafale biposto da Índia voou na França em agosto e que os 36 caças do tipo serão fornecidos pela França até o final do período de contrato em abril de 2022, com melhorias específicas sendo instaladas posteriormente na Índia.

O conjunto completo de 36 aeronaves Rafale estará disponível com a Força Aérea Indiana (IAF) somente em setembro de 2022, com as melhorias específicas da Índia em vigor.

Aprimoramentos específicos da Índia estão sendo testados em voo no primeiro caça produzido para a Índia.

Pilotos franceses e indianos estão realizando em conjunto os testes na aeronave, o que levará à certificação das melhorias. Uma equipe de quatro oficiais da IAF está na França desde agosto de 2017 para testar os aprimoramentos específicos da Índia e monitorar a produção dos caças.

Segundo o The Indian Express, o primeiro Rafale destinado à Índia será o último a ser entregue, porque ele funcionará como plataforma de testes dos sistemas indianos específicos.

A entrega dos caças à Índia começará a partir de setembro de 2019, mas eles só receberão os aprimoramentos na própria Índia após o período do contrato, à taxa de sete aeronaves por mês.

“Os testes de voo e a certificação das melhorias específicas da Índia em um dos Rafale serão concluídos dentro de 67 meses (até abril de 2022) da assinatura do contrato. Todas as aeronaves não podem ser equipadas com as melhorias, a menos que os testes de voo estejam completos e a aeronave esteja certificada para as novas capacidades. Esta é a razão pela qual a última aeronave a ser entregue é a primeira a ser fabricada”, disseram fontes ao The Indian Express.

De acordo com as exigências feitas pela IAF, existem 13 melhorias específicas que serão incluídas nos Rafale: aprimoramento do radar, Mira Montada no Capacete, sistema de chamariz rebocado, jammer de banda baixa, radar altímetro e a capacidade de dar partida nos motores e operar em aeródromos de alta altitude.

Segundo as fontes, quatro dos caças Rafale estarão na linha de produção da fábrica da Dassault em Bordeaux no começo do próximo ano, com o primeiro entregue à IAF em setembro de 2019 e o último avião em abril de 2022.

Sistema de Armas do Rafale. Clique na imagem para ampliar
Sistema de Armas do Rafale. Clique na imagem para ampliar

35 COMMENTS

  1. Alguém poderia me explicar com detalhes o que seria exatamente esta mudança, digo o que se faria de diferente no motor e talvez até mesmo no avião pra poder obter este pedido?
    “a capacidade de dar partida nos motores e operar em aeródromos de alta altitude.”

    • Nunca meu jovem
      Lá eles têm bomba nuclear cada lado.
      Desde que os dois inventaram isso a guerra entre eles parou.

      E ainda dizem que bombas nucleares não são segurança.
      Só ver aquela região:
      Paquistão
      Índia
      Coreia
      China
      Rússia
      Irã (possível arma nuclear)

      Ninguém entra em guerra um contra o outro, e nem vão

      • Não é bem assim.
        Em tese, armas nucleares são aquelas que são utilizadas em último caso (exceção seria a Coreia do Norte), faz parte da estratégia da teoria da intimidação.
        O principal motivo do desenvolvimento de armas nucleares por parte da India foi a China, para ser utilizada como uma arma de dissuasão, já o Paquistão desenvolveu as armas nucleares por causa da India e os dois, vivem sobre um tipo do MAD (Mutual Assured Destruction).
        Mas isto não impede que os mesmos, entrem em conflitos de “baixa intensidade” ou que escaramuças, entre 2004 e 2014 houve troca de tiros de artilharia com baixa em ambos os lados. No final do século passado, a India abateu um avião do Paquistão e quase caíram no tapa, de repente um novo episódio como a dos ataques de 2008 em Mumbai, possa sim colocar os dois vetores frente a frente.
        O uso de artilharia ou caças é um bom modo de mostrar a presença sem que isto signifique um conflito em grande escala, Israel é um ótimo exemplo e para ficar na região, os encontros dos caças da Grécia e Turquia (mesmo sendo ambos membros da OTAN). Não descarto um encontro, apesar de achar que é mais fácil ser entre um F-16 x Su-30.

        • Caro Humberto. Até mesmo a Coreia do Norte declarou que somente usará suas armas em caso de ser atacada. É uma estratégia de dissuasão. Os EUA modificaram sua doutrina também em relação ao uso de armas nucleares, que antes seria usada apenas em reposta a um ataque nuclear. Agora não mais. Eles admitem que poderão usar armas nucleares como resposta a um ataque convencional.

          • Carmargoer,
            O único país que se comprometeu a não dar o “primeiro tiro” nuclear foi a China (NFU – No First Use) e assim mesmo é só retórico. Ninguém imagina que se um dia um louco atacar a China de modo convencional com força desmensurada que ela abdique de se defender utilizando armas nucleares, só por conta do outro lado não as ter usadas, e só porque assim prometeu.
            EUA e Rússia (e França, RU, Índia, Paquistão, Coréia do Norte) não assumiram esse compromisso e seguem a mesma doutrina de dissuasão, que é a do uso proporcional e gradativo (resposta flexível), não excluindo aí a MAD no caso de ataque maciço. Está implícito que, entre eles, se comprometeram a nenhum dar o primeiro tiro.
            Já contra um agressor convencional que tenha aderido ao tratado de não proliferação nuclear, há o compromisso dos países nucleares de não as utilizar contra eles.
            Contra um agressor que tenha armas nucleares mas que ataca com armas convencionais, não há nada formalizado que “impeça” a utilização de armas nucleares primariamente.

          • A Coréia do Norte não tem condição de usar armas nucleares de forma reativa a um ataque nuclear já que não possui um sistema de alerta competente e não se sabe o nível de prontidão de seus mísseis, que são de combustível líquido.
            O máximo que ela poderia fazer é após um ataque nuclear e em tendo algum míssil escapado usá-los de forma vingativa contra a CS ou o Japão ou o Havaí ou até mesmo contra os EUA.
            O difícil aí é algum míssil escapar de uma ataque nuclear coordenado e simultâneo.
            Só quem pode dar o alerta aos norte-coreanos seria a China (ou a Rússia), mas duvido muito que ela queira se meter tendo em vista ser avisada alguns minutos antes dos mísseis americanos decolarem.
            Isso, se forem utilizados os ICBMs e SLBMs. Em sendo utilizados os mísseis ALCM lançados pelos B-52 ou bombas nucleares pelos B-2, sequer a China iria perceber antes das detonações acontecerem.
            A CN conta com um arsenal nuclear que só serve para a dissuasão convencional e conta com o beneplácito dos “inimigos” em relação a não ser atacada nuclearmente de forma preventiva.

          • Só como exemplo, 2 bombardeiros B-52 podem levar 40 ALCMs, cada um com uma ogiva de 200 Kt. Partindo de Guam em menos de 5 horas a CN seria completamente eliminada unicamente por esses dois aviões, sem possibilidade de dar o troco.

          • Camargoer 10 de setembro de 2018 at 13:32
            Olá Camargoer, deixei a Coreia como exceção pois eu acredito que para Kim Jong-Un, a sobrevivência do seu regime (e da cabeça dele) é muito mais importante que a do seu pais, as noticias que nos chegam (que obviamente podem ser uma impressão incorreta) é que o regime não tem qualquer respeito com os seus cidadãos. Mas é uma opinião pessoal, você pode estar certo.
            Em um improvável (mas não impossível) guerra convencional entre a Coreia do Norte e a do Sul, caso a CN sinta que os ventos não lhe são favoráveis, pode explodir uma bomba nuclear, mesmo que não seja contra as tropas inimigas, para afirmar que irá usar os mesmos para se defender.
            Só vejo os EUA jogando armas nucleares sobre a Coreia, como represália de ataque nuclear deste contra as tropas americanas ou sobre os seus aliados (CS e Japão).
            Um grande abraço.

          • Bosco, se os EUA fossem atacar a CN com armas nucleares, seria com armas táticas de menor poder, mais ou menos entre 0,2 kt e 5 kt e não com armas de 200 kt, e essas armas teriam como prioridade varrer a artilharia da CN apontada para Seul e outros pontos como usinas nucleares, centros de pesquisa e pontos onde se suspeita terem misseis.

            Abraços

          • Munhoz,
            Sem dúvida. O meu exemplo foi só para deixar claro que a CN só não foi atacada porque os EUA não quer porque os meios existem.
            Só um adendo, os mísseis ALCM AGM-86 B possuem a ogiva W-80 que tem rendimento variável, podendo ser regulada de 5 Kt até 200 Kt (algumas fontes citam 150 Kt). Claro, a “regulagem” não reduz a quantidade de material radioativo residual.
            Para se utilizar armas nucleares táticas (B-61-3, B-61-4, B-61-11) só lançadas pelos B-2 ( futuramente pelo F-35 com as B-61-12).

      • Leonardo,
        Índia e Paquistão travaram uma guerra – e não simples troca de artilharia, algo que acontece frequentemente até hj – em 1999, quando ambos já possuíam armas nucleares. A chamada Guerra de Kargil. Mais uma derrota paquistanesa, apesar do apoio diplomático, financeiro, militar e logístico histórico dos EUA ao Paquistão. Os americanos inclusive bloquearam o sinal de GPS para a Índia, forçando os indianos a criar o seu próprio sistema de orientação, um dos raríssimos países a fazê-lo.
        Bosco,
        Não é verdade que apenas a China tenha a política de “não disparar primeiro”. A Índia tb segue essa linha, embora alguns militares pressionem para que ela seja abolida.

  2. A Índia de hoje parece o Iraque de Sadam, compra uma variedade de caças que possuem características semelhantes, se eles já tem o SU 30 porque não investir mais neste caça com uma linha de manutenção local etc ?

    Com essa variedade eles vão enfrentar dificuldades em manutenção, treinamento etc

    • Pra não ficarem dependentes apenas dos russos, ou de ninguém. Essa é a linha de pensamento deles enquanto não adquirem autosuficiência total na produção de caças.

    • Uma diferença que salta ao olhos, entrega Índia e o Iraque de Saddam, que que o país árabe tinha como principal apoiador e fornecedor de equipamentos bélicos um único país, a URSS.

      Apesar de alguns mirages e engesas, seus aviões principais eram migs e seus mbts eram t72 e t64.

      A Índia compra seus equipamentos militares de muitas fontes, além de ter muitos projetos de produção local.

  3. A Lockheed Martin tambem esta tetando abocanhar o contrato com a India no valor de 15 bilhoes de dolares para vender F-16s.

    E para por um pouco mais de influencia na venda para a India, a empresa vai fechar a fabrica no Texas e transferir para a India. Mas com o Trump na presidencia, vai ser dificil demitir trabalhadores americanos no Texas, para dar emprego a trabalhadores na India.

    • Olá, Tadeu.
      Faz sentido o que você falou.
      Mas, na minha opinião, não se trata de uma opção entre fabricar fora ou dentro.
      Trata-se de fechar a linha de produção nos EUA ou de continuar fabricando, mesmo que no exterior, mas gerando dividendos para a LM e empregos por meio dos fornecedores de turbinas, radares, aviônicos.

  4. Bom dia a todos. Desculpem fugir do assunto da matéria mas daqui de Sepetiba estamos percebendo uma grande movimentação de aeronaves sobrevoando a Base Aérea. Alguém sabe qual o evento que está acontecendo ? São 4 aviões que ao me parece são de patrulha. Desde já agradeço.

    • Agora a pouco vi um solitário F-5 da BACO, bem baixo, coisa linda de se ver, pena que o Gripen vai demorar a chegar por essas bandas, isso se chegar.

  5. Deixe-me dizer algo a vocês,

    os indianos com certeza não deverão fechar a porta para os russos na questão do SU-57 por uma série de variáveis. E, com certeza a principal delas é deixar de alguma forma uma brecha de acesso às futuras tecnologias de ponta que estariam sendo desenvolvidas pelos russos na área de sistemas aéreos. Só pra se ter uma ideia, de acordo com algumas informações, os futuros caças de sexta geração da Rússia, bem como sua próxima geração de aeronaves não tripuladas, podem ser equipadas com o que é descrito como um “radar radiofotônico”.

    Este sistema seria capaz de fornecer imagens de ondas de rádio quando uma imagem tiver maiores detalhes com a possibilidade de identificar o tipo de alvo detectado..

    O radar rádiofotônico seria capaz de enxergar além dos radares existentes, segundo estimativas dos russos. À medida que irradiar um inimigo em uma gama de freqüências sem precedentes, saberia sua posição com a mais alta precisão, e com a ” fantástica capacidade de processamento” deste equipamento seria capaz de criar uma imagem quase fotográfica dele.

    Se os russos conseguirem desenvolver tal sistema, Moscou estaria de posse de um sensor com alcance e resolução muito maiores(alto-suficiente para desenvolver uma imagem tridimensional de um alvo no ar) do que qualquer coisa atualmente em operação em todo o mundo.

    De acordo com informações o RTI Group da Rússia deverá completar a pesquisa e desenvolvimento preliminar(e também construir uma maquete) de um radar radiofotônico de banda X este ano.

  6. “Já contra um agressor convencional que tenha aderido ao tratado de não proliferação nuclear, há o compromisso dos países nucleares de não as utilizar contra eles.”
    Bosco,seria muito bom se isso fosse verdade,mas a história já mostrou que não(sei que eram outros tempos e não houve tratado naquele século entre os 2 países).

    • Kornet,
      Todas as potências nucleares já guerrearam contra inimigos não nucleares e até hoje não houve a utilização de armas nucleares. Nem mesmo os EUA após a SGM, que até “perdeu” o Vietnã, não as utilizou.
      Vale salientar que independente deles honrarem ou não o compromisso, fato é que é praticamente impossível alguém querer fazer guerra contra as potências nucleares (há exceções, como a Argentina), então, está praticamente descartada a possibilidade de uso de armamento nuclear contra nações não nucleares.
      Num forçação de barra, poderíamos imaginar uma invasão do Brasil para os ianques roubarem nossas riquezas nacionais na marra em vez de comprá-las no mercado de commodities. Tudo é possível e tem doido pra tudo. Sairia mais barato comprar do que vir pegar na marra mas há os que defendem que os americanos têm que viver em guerra pra movimentar seu complexo industrial militar.
      Pois bem! Tendo em vista o histórico das Forças Armadas Brasileiras, não vejo como dentro de um prazo previsível possamos fazer frente a uma invasão de uma hipotética coalizão liderada pelos EUA. Nossas defesas ruiriam rapidamente e não se chegaria ao ponto deles precisarem utilizar armas nucleares para atingir seus objetivos estratégicos.
      Na melhor das hipóteses implementaríamos uma desgastante guerra de guerrilhas de longa duração, mas que não justificaria o uso de armas nucleares tendo em vista que não haveria um alvo determinado.
      Houve duas “oportunidades” que poderiam justificar o uso de armas nucleares por parte dos americanos, que foi o Vietnã e o Afeganistão. Se não foram usadas nesses cenários eu tenho dificuldades de imaginar um em que seriam usadas contra nações não nucleares e incapazes de resistir aos ianques.
      Esse cenário, em relação ao Brasil, poderia ocorrer se tivéssemos forças convencionais altamente preparadas, formado inclusive por meia dúzia de submarinos nucleares, que poderiam levar as forças americanos a perder uma guerra convencional de alta intensidade, coisa que nunca aconteceu.
      Se o Brasil um dia chegar a ter uma força convencional de “patrão”, capaz de fazer frente a uma coalizão, inevitavelmente ela estaria caminhando para ter armas nucleares, dentre outras coisas porque estaria sobrando dinheiro, o Brasil não teria mais corrupção e em sendo uma potência militar ele alteraria a relação de força na AL e isso criaria uma bola de neve que obrigaria ao próximo passo, que é obter a “bomba”.
      Resumo da ópera: sendo frágeis somos preza fácil e não seremos alvo de armas nucleares, sendo fortes, obrigatoriamente iremos caminhar para sermos uma potência nuclear e aí não seremos preza fácil, mas em compensação passamos a constar da lista de alvos dos países nucleares.

  7. Moral da historia: as tais das 13 propaladas melhorias indianas compreendem pelo menos seis itens: “De acordo com as exigências feitas pela IAF, existem 13 melhorias específicas que serão incluídas nos Rafale: aprimoramento do radar, Mira Montada no Capacete, sistema de chamariz rebocado, jammer de banda baixa, radar altímetro e a capacidade de dar partida nos motores e operar em aeródromos de alta altitude.” Quais seriam as demais sete melhorias???

    De qualquer forma, radar, mira montada no capacete, chamariz rebocado, jammer e radar altimetro seriam otimizaçoes em sistemas franceses cujo fornecimento na versao de exportaçao para a india nao teriam atingido satisfatoriamente o grau de desempenho desejado . De carater preponderantemente eletronico e de programaçao de software digital, talvez se refiram a questões mais factiveis pelos indianos, cujo desenvolvimento nesta area é bastante profundo (ver os sistemas embarcados nas aeronaves de AE&W com aeronave da Embraer).

    Agora dotar os Rafales com melhorias tais que resultem em desempenho mrlhorada na partida de motores para operar em aeroportos com altitudes elevadas me parece algo mais dificil, pois envolveria uma setagem mais diretamente focada em hardware destes propulsores.

    Enfim, tais “melhorias” providas pelos indianos ficam à mercê de um conhecimento especifico que so uma ToT mais ampla teria boas condiçoes de exito. Caso contrario nao da para dizer sequer que sao melhorias, pois nao ha padrao de referencia.

  8. Fazer negócio com uma fábrica grande como a Dalssaut é outra coisa. As entregas vão aparecendo e as alterações se realizando. Não tem mais nem menos. A India está ansiosa por obter tecnologia e não vai embarcar nessa de Transferencia de Tec. Elas compram diferentes modelos e analisam os melhores sistemas a copiar. São muito inteligentes e mercadores de mão cheia. Não pagarão por algo que não vão receber.

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