Home Aviação de Ataque Embraer vende seu caça Hawker Hunter ‘paquera’

Embraer vende seu caça Hawker Hunter ‘paquera’

19222
41
Hawker Hunter da Embraer
Hawker Hunter da Embraer

A Embraer se desfez do seu antigo caça Hawker Hunter T72, matrícula PP-XHH, que era usado como avião paquera ou “chase plane”.

O avião foi vendido à Hawker Hunter Aviation (HHA) por um preço não divulgado. O transporte da aeronave até o Reino Unido foi feito pela Redcliffe International (ver fotos abaixo da chegada do avião).

Os aviões paquera são usados para acompanhar o voo de teste de outras aeronaves, auxiliando e fazendo imagens para análise posterior.

O caça, usado pela Força Aérea Chilena de 1971 a 1995, foi adquirido pela Embraer no ano 2001.

O Hawker Hunter foi desenvolvido durante o final dos anos 40 e inícios de 50. Prestou serviço na Força Aérea Real e na Marinha Real Britânica, e foi o caça a jato que por mais tempo serviu nas fileiras britânicas.

Foi usado para combate aéreo, como caça-bombardeiro e em missões de reconhecimento aéreo. Com 1.972 unidades produzidas, a aeronave foi exportada para diversos países.

FOTOS: Charles Kendall Group

41 COMMENTS

    • Imagino que eles irão usar, ou já estão usando, um dos Phenom, talvez algum protótipo que ficou nas mãos da empresa. Embora o Hunter seja mais veloz, os Phenom com certeza são mais baratos de operar, e podem acompanhar a maioria das aeronaves que a Embraer desenvolve.

      Já com relação ao desenvolvimento do Gripen F biposto por aqui, o Hunter não tem desempenho para acompanhar e provavelmente isso cairia sobre o A-1B ou F-5FM emprestados da FAB.

  1. Um país que não preserva sua cultura, colocando-o num museu com um infográfico mostrando sua história e o trabalho que este fez como “paquera”, só resta vender a uma nação que o faça…

    • Realmente… De grande relevância histórica a atuação de um CAÇA como paquera, que nem foi operado em nossa FA… Digno de museu mesmo !!

  2. A estética de uma geração diz muito sobre ela.

    As linhas harmônicas, as formas arrojadas e as cores vibrantes refletem gerações criativas, entusiasmadas e sonhadoras, confrontando com os ângulos obtusos, as formas dissimuladas e as cores opacas das gerações prosaicas, exaustas e descrentes.

    Do Mustang ao Lightning II, das “pin-ups” aos “low-vis”, se descreve aeronauticamente a decadência do estado de espírito das gerações . . .

    • P-51, Spitfire, Bf-109 e posterirmente o Hunter e outros voavam e combatiam em épocas que não haviam aeronaves supersônicas ou estavam ainda engarinhando nessa tecnologia. Com o adeventos dessas, as linhas passaram a ser mais arrojadas. Na época dos citados, não haviam radares, ou eram muito incipientes, os combates eram somente visuais. A evolução tecnológica levou cada vez mais ao desenvolvimento de aeronaves facetadas e angulosas até chegarmos aos 5G, onde se tornam imperiosas as formas retas, visando a furtividade ao radar inimigo. Aeronaves com linhas fluidas e harmoniosas visulamente, hoje em dia, estão fadadas à derrota. Aeronave de combate não é obra de arte e nem é pensada para ser bonita. Aeronaves assim são feitas para serem eficazes e mortíferas. Deixemos as linhas bonitas e artísticas para os museus. Hoje em dia, tratando-se de aeronaves de combate, pela necessidade de letalidade, furtividade e eficácia, beleza e harmonia não são fundamentais.
      E quanto ao estado de espírito das gerações, acho que não é bem como vc descreveu, haja visto que na época do P-51 e outros, ocorreu a maior guerra da humanidade, tendo morrido mais de 70 milhões de seres humanos.

        • E os navios que com o tempo perderam toda sua beleza, é triste ver um navio de hoje e comparar com um dos classicos com seus muitos e poderosos canhões.

        • Ozawa você está absolutamente correto. Não diria apenas que essa decadência espiritual, de criatividade e de inteligência se deu apenas com a aviação, mas na Arte de forma geral, Arquitetura, Cinema, Escultura, Pintura, Literatura, Música, Poética, nos bons costumes, nas tradições, nos valores e acentuadamente no mundo acadêmico, o qual hoje não passa de um chiqueiro ideológico a serviço de um relativismo e pós podernismo espúrio, muito diferente do ambiente acadêmico de 100 anos atrás, comorometido com a verdadeira investigação cientifica.
          Parabéns pela observação.

      • Particularmente, com o desenvolvimento de contra-medidas e de aeronaves autônomas o stealth que demanda de linhas mais reflexivas do que bonitas também não será mais de tanta utilidade. O P51, caças alemães da IIWW já era desenvolvidos com base na aerodinâmica, até mesmo tuneis de vento então a harmonia das linhas obedeciam esses critérios e se aproveitava para fazer algo visualmente bonito talvez pela própria formação desses engenheiros e técnicos que deveria inclir a parte artística desde cedo. Certa vez vi um documentário sobre o chefe dos projetistas do primeiro trem bala japonês, e seus subordinados perguntaram como começar o projeto da locomotiva, e ele simplesmente disse para fazerem algo bonito, que se fosse bonito daria certo e daí a inspiração em aviões.

    • Você não deixa de ter certa razão, prezado Ozawa.
      E existe um caso curioso da influência da arte de determinada época no projeto de aviões militares e civis. Oportunamente, quem sabe, entramos no assunto.
      Máquinas de guerra e armas têm em seu fim último, claro, matar e destruir o inimigo. Mas essa necessidade humana, por mais incrível que possa parecer, sempre revela algo da cultura, ou melhor, da tendência da época, ainda que seja nos detalhes. Do cabo trabalhado de um gládio romano até as curvas de um Dassault Rafale, é sempre possível ver beleza.
      A maior prova disso, é a atração que o objeto provoca nas pessoas.
      Por fim, dou um exemplo bem sútil e rápido:
      As pinturas das aeronaves da U.S. Navy.
      Você verá que elas refletiram as épocas. Observe esses aviões na década de trinta, quando os Estados Unidos já saiam da grande depressão econômica e se preparavam para serem a maior potência mundial, o cinema americano, suas metrópoles, enfim, a América vivia um grande momento, seus aviões eram de um belo colorido, exagerado, sem dúvida, mas tremendamente alegres e atraentes.
      Tivemos a Segunda Guerra Mundial e os aviões da U.S. Navy saíram vitoriosos do conflito num austero e prático azul marinho. Entretanto, o país entrava na melhor fase de toda sua história, os anos cinquenta. Os aviões da U.S. Navy, novamente não deixaram de refletir o espírito de sua época. Fuselagens e caudas com relâmpagos pagos vermelhos, faixas coloridas enormes, etc. Tudo exaltava o momento.
      Veio o Vietnam, e as coisas não saíram muito bem, os aviões logo pagaram a má sorte ostentado um cinza que mal dava para ver suas insígnias. Só nos últimos anos é que ensaiam algo diferente.
      Sim, a aparência dos aviões pode ser produto de uma necessidade, mas, não podemos esquecer que boa parte dos aviões mais feios que existiram, saíram justamente da Rússia de Stalin…
      Exemplos, talvez, subjetivos, concordo. Mas eu não poderia deixar subscrever esse seu comentário.

      • Lembrando que nos anos oitenta a U.S. Navy contratou Keith Ferris para elaborar alguns esquemas de camuflagens, ele é um renomado pintor de telas, ou seja, um artista.

      • Prezado Roberto, esperava, especialmente de você, essa mesma percepção estética. Exatamente. Houve a tese, após a antítese e você as reuniu habilmente, como de costume, nessa síntese.

  3. Ah! Esqueci.
    Caso alguém ainda não conheça muitos aviões, já adianto algo que vai poupar trabalho em procurar.
    O Hawker Hunter é o caça jato mais bonito que já existiu.

    • Não com aquele nariz… Da mesma época, o F-86 me parece bem mais elegante, especialmente as últimas versões navais.

      Aliás, o desenho das aeronaves britânicas do pós-guerra até 1960 era de uma estética que nunca me agradou, talvez refletindo as agruras que passava a população na época. Foi também onde, para o extremo desagrado dos súditos da rainha, onde eles perderam a liderança, primeiro para os americanos, depois para franceses e soviéticos, no desenvolvimento aeroespacial.

      Já sobre o mais bonito que já existiu, só existe uma resposta correta:

      https://fogsmoviereviews.files.wordpress.com/2012/08/top_gun_sunset.png

      • Clésio.
        Recomendo a você os filmes sobre Farnborough, em especial, feitos pela produtora British Pathé, veja os que foram feitos nos anos cinquenta, (Farnborough 1958, por exemplo).
        Procure fotos ou flimes dos primeiros protótipos do Handley Page Victor, um desses protótipos tinha as asas em um azul claro e a fuselagem preta com uma faixa vermelha, é simplesmente lindo. Veja o protótipo do Vickers Valiant, do Avro Vulcan, do de Havilland Comet 4, são lindos. Os ingleses tinham, sem dúvida, uma beleza própria no desenho dos aviões, acho que não eram tão ‘objetivos’ como os americanos, abusavam das formas elípticas. Mas seus aviões tinham um charme todo especial, além de voarem com perfeição.
        Isole as partes, veja, por exemplo, a empenagem do Hawker Hunter, é muito bonita.O bombardeiro moderno Rockwell B-1 também é muito bonito, se você observar bem, uma de suas partes mais bonitas, é justamente sua empenagem, e esta, veja só, é bem parecida com a do Hunter.

        • O Victor realmente era um caso a parte. Mesmo hoje podia aparecer como aeronave em filme de ficção científica.

          Mas aparência é algo pessoal, cada um vê de um jeito. Eu por exemplo acho bonito tudo que é eficiente na sua função, mesmo que suas linhas não sejam graciosas, como o F-4 Phantom e o Mi-24 Hind. No caso do Northrop F-5, tenho particular apreço pela aeronave por causa da superlativa eficiência de sua engenharia. Raros são os caças que saem do chão com 2,5 vezes o peso vazio e ainda tem desempenho supersônico desproporcional à potência instalada.

    • Embraer é empresa privada, não instituição de caridade sem fins lucrativos. Vai explicar uma perda de 650 mil dólares pros acionistas, sem nenhuma contrapartida. Nenhuma, porque ninguém visita museu nesse país, muito menos pra ver avião que a FAB nem operou.

  4. olha talvez euesteja errado ;mas e o inicio da [ joint (venda ) venture da boing embraer ], esta NEGOCIATA de governo irrespoinsavel criminoso MEDIOCRE ,acho que uma das maiores TRAIÇAO A NAÇAO BRASILIS. Isso e so começo do Desmonte da Embraer e TD (venda e DESMONTE ) com muita descriçao . observem os acontecimentos relativos a embraer nos proximos anos.Espero estar errado mas vamos ver a Historia desta empresa se realizar nos proximos atos…..

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here