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Caça F-5EM da FAB colide com pássaro durante a Operação BVR

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Circulam em redes sociais fotos de um caça F-5EM do Esquadrão Jaguar que teria colidido com um Urubu durante a Operação BVR, no dia 31 de agosto.

Nas fotos divulgadas pode-se ter uma ideia da extensão dos danos à aeronave.

Segundo informação extraoficial, o piloto teve alguns ferimentos e foi levado para Brasília.

Estamos consultando a FAB para obter mais informações sobre o ocorrido e atualizaremos este post à medida que os esclarecimentos cheguem.

ATUALIZAÇÃO – 17h48

A Força Aérea Brasileira confirma que uma de suas aeronaves de caça F-5  colidiu com um pássaro. A ocorrência se deu no dia 31 de agosto na região de Anápolis (GO).

Os fatores contribuintes para a ocorrência serão investigados.

97 COMMENTS

  1. E seja como for, o piloto conseguiu trazer a aeronave de volta. Espero que ele esteja bem caso os rumores de que se feriu se concretizem.

    E Bruxa, volte para sua caverna, por favor.

    • Não é possível que não tenham inventado um míssil de curtíssimo alcance para abater essa aves, ou um equipamento que detecte com antecedência essa aves antes da colisão.
      Melhoras ao nosso piloto, que se recupere.

      Abs

      • Está falando sério? Mesmo que o piloto tenha um olhar de águia em que ele consiga perceber o Urubu em rota de colisão com sua aeronave, quantos segundo você acha que ele teria para: 1) identificar o urubu, 2) selecionar o “armamento”, 3) disparar o “armamento”e 4) manobrar?

      • Talvez seja mais barato e realista impedirem a instalação de lixões próximos aos aeroportos do que disparar um míssil contra uma ave, concorda?

        Como opção delirante, podemos adaptar o projeto do Marlin para abater aeronaves e aves. Imagine o radar iluminando o bicho e ele lançando flares e fazendo uma manobra evasiva. Vai ser a nossa versão da batalha da Inglaterra.

        Em todo caso, mesmo tratando-se de um urubu, e sou vascaíno, espero que a ave tenha sobrevivido e o piloto esteja bem.

  2. Vamos nos recuperar de tudo isso gente tenham fé em nosso profissionais. O importante que vcs podem verificar é que as forças não estão paradas é sim se movimentando é muito é mantendo o preparo em dias. Museu será reconstruído, o F-5 será reparado assim como o C-130 E o candidato a presidente vai melhorar é voltar mais forte igual aos fabianos que se ejetaram é também estão ficando mais fortes. Tenham fé!

    • O que estava dentro do museu PERDEU-SE para sempre.

      O corpo de bombeiros deu a entender que não foi acidente…

      Há questões de militância política envolvida.

  3. Fui internado ontem às 1:30 HS da manhã.
    Outro enfarte. (2)
    Devo entrar no Facão.

    Que ano este.

    Boa recuperação ao Jaguar.

    Quanto anv, que estrago heim. Vão recupera la.

  4. A FAB chegou a pintar de preto a parte de trás do radome até os canhões do AMX, pra tentar amenizar esse tipo de acidente, diziam que com essa pintura os urubus avistavam a aeronave mais distante, o que poderia diminuir as colisões, bem, isso foi o que eu li a muito tempo atrás, não sei se é verdade.

        • É esse o motivo da maioria dos aviões comerciais da década de 80 terem os narizes pintados de preto?
          Pensei que poderia ser moda da época.

          • Olá Rui, isso eu já não saberia lhe dizer, já no caso do AMX, eu achei a matéria, está na RFA Ano 5, Nº 18 de 2000.

          • Olá, amigos.

            Creio que o motivo principal de os aviões antigos terem o nariz pintado de preto é que o radome (superfície aerodinâmica que protege a antena radar, transparente à radiação eletromagnética) era feito de fibra e coberto de material emborrachado preto. Posteriormente, foram disponibilizadas outras tonalidades, como cinza e branco.
            Nos bordos de ataque, décadas atrás, também existia superfície inflável emborrachada (preta), que servia para fazer descolar o gelo do bordo de ataque das aeronaves que faziam voo de cruzeiro em nível de voo de maior risco de formação de gelo (turboélices que voavam entre 15 e 25 mil pés de altura, por exemplo).
            Não creio que um urubu, mesmo que observe um avião que se aproxima, tenha tempo de sair da trajetória. O máximo que poderia fazer é fechar as asas e cair com a aceleração da gravidade.
            Dizem que faz mesmo isso, e que o piloto deve buscar cabrar a aeronave (subir) para evitar colisão com pássaros que sejam avistados no eixo da aeronave. Apesar disso, a ave pouco poderia se deslocar naquela fração de segundo que teria para tentar sua evasiva.
            Abraços,

            Justin

          • Amigo, quanto aos bordos de ataque pintados de preto ainda estão em uso. Vide o ATR tão usado no Brasil. Os boots recebem ar dos motores e inflam em condições de gelo quebrando a camada que se forma no bordo de ataque. Só comentei pois não é um sistema de décadas atrás, continua em pleno uso.

          • O Phenom 100 também usa o sistema De-Ice com boots de borracha nos bordos de ataque, que são inflados para quebrar o gelo.

  5. Pelas fotos temo que o piloto possa ter se lesionado, espero que se aconteceu seja sem gravidade.
    Agora quanto aos pássaros são tão perigosos que fico imaginando se uma revoada milhares de pequenos drones planadores controlados não funcionariam como um tipo de defesa passiva contra mísseis tipo cruiser ou aeronaves furtivas para proteção de alvos críticos.

  6. Segundo os¨ispicialistas¨que por aqui comentam,isso não pode acontecer,e se acontecer,pior para o atropelado(a),pois a aeronave,segundo eles,sai incólume,principalmente se for com uma aeronave da força aérea de Israel.Ver o caso da aeronave F-35 da Hel HaAvir,que colidiu com um pássaro e teve que retornar.

  7. Sr. Carlos Alberto Soares. Estimo melhoras. Nada acontecerá . Deus o proteja . Ainda estaremos juntos até 2050. infelizmente mais um para o time dos “corações ansiosos”. Faço parte deste time. Boa sorte amigo, tudo ocorrerá bem.

  8. Na quinta, o Hércules…
    Hj, a Fragata…
    Hj, a notícia desse F-5…

    Acho q vou pedir férias em caráter excepcional…. até essa zica passar!!!
    kkkkkk

    Mas é isso, profissão de risco.
    Espero q o colega esteja bem e volte a voar logo!
    Os Gripen logo chegam para anima-lo

  9. Olá Justin, aqui nessa minha RFA, diz que nessa época 2000, a FAB estava testando mas que os estudos ainda estavam incompletos, a FAB teria aplicado a pintura preta até nos bordos de ataque.
    Nessa foto da pra ver melhor que a FAB pintou os bordos de ataque e até a deriva.
    http://www.alide.com.br/Artigo/redflag2/imagem/redflag2-20.jpg

    Nessa matéria(a mesma das fotos).
    http://www.alide.com.br/Artigo/redflag2/redflag2.htm

    “Como curiosidade, é interessante notar que muitos dos tanques extras subalares daquela época para evitar colisões com pássaros, apresentavam uma pintura negra opaca em toda a sua parte dianteira.”

    Concordo com você, não creio que era algo realmente efetivo.

  10. Espero o comentarista Carlos Alberto Soares esteja super bem. Deus o abençoe em cada momento do tratamento.
    E sobre o piloto do F-5? Alguma notícia? Espero que esteja bem.

  11. Caros Amigos Foristas
    agradeço de coração (rs) as palavras de apoio.
    D’US sempre está conosco, abençoe vocês,
    suas Famílias e entes queridos.

    Reitero pronta recuperação ao Jaguar.

    Shalom

    • No meu tempo da AFA em 1985 um colega usando uma bicicleta para ir a noite do alojamento para a área operacional foi atropelado por um colega de carro e morreu, próximo ao ginásio.
      Depois disso chegaram a conclusão de que alguem de macacão verde em uma bicileta azul escura era pouco visível a noite, compraram coletes laranja para os aviadores usarem nos deslocamentos de bicicleta, as bicicletas eram do Corpo de Cadetes para deslocamentos dentro da AFA.

    • Sérgio Luís, o deslocamento do piloto do alerta até a aeronave e, bicicleta não me parece tão incomum. Melhor do que andar a pé, né? Já vi foto de piloto do Armée de L’Air (Força Aérea Francesa) se deslocando até seu Mirage em bicicleta. Acredito que outras Forças Aéreas também usem o meio, apesar do infortúnio descrito pelo Strobel.

      • Tem um caso cômico no 2°/5° GAV, na época do AT-26, quando o Alerta foi acionado, o mesmo, de bicicleta em direção ao avião, teve a mangueira do anti G presa na roda traseira da bicicleta, ocasionando um tombo memorável e escoriações. O Alerta foi cancelado. Risos gerais.

  12. Acho que o F-5 é ou está entre os primeiros caças a abdicar do para-brisas plano blindado, ainda na década de 50. Os últimos nos EUA foram o F-14 e o A-10. Na Europa, o Tornado e na Rússia, o MiG-31.

  13. Existe o caso do coronel da reserva Glauco Ferrius Constantino que infelizmente ficou cego com impacto de um urubu com o seu F5-M…

  14. Obrigado por esclarecer as dúvidas Justin, na minha RFA diz que os estudos ainda não eram conclusivos, nessa matéria da alide sobre a red flag o autor fala sobre os tanques subalares pintados de preto pra supostamente evitar colisões com urubus.
    Eu tinha postado ontem o comentário mas acho que ficou preso no antispam por conter links anexados.

  15. A tecnologia na construção do para-brisa do F-5 muito provavelmente veio dos anos cinquenta, talvez já não se enquadre em certas normas, como suportar um pássaro de duas libras de peso a 250 nós. Provavelmente não tenha duas ou três laminas de acrílico com pelo menos algo aproximado à polegada de espessura. O F-16 com o passar dos anos alterou três vezes a espessura de seu canopi, que é capaz de se moldar ao impacto e ‘deslizar’o pássaro, fazendo o infeliz escorregar pela capota afora.
    Esse infortúnio parece inerente ao voo, a quantidade de acidentes provocados por esses animais que compartilham os ares é imensa.
    Vale tudo para não ter um desagradável urubu como companheiro de cabine. Já vi alguns dizendo que manter o radar ligado até bem próximo do pouso adianta um pouco, são animais tremendamente sensíveis e têm os sentidos apurados. Um Sabiá pode enxergar um inseto a vários metros e um pássaro predador pode ver um pequeno camundongo de altura a milhares de pés. Eles conseguem ver o avião a centenas de metros, o problema é que passam a maior parte do tempo procurando presas que estão lá embaixo. Assim, até mesmo trivialidades como acender os faróis de pouso, sempre e em qualquer hora, pode ajudar.

  16. Por volta de 2000 na BASV na reunião anual da patrulha resolveram voltar a voar formatura que estava suspensa na patrulha desde o acidente com a queda do bandeirulha da BAFL no interior de Pernambuco onde entraram em mau tempo e dois aviões se chocaram, no acidente morreu o CMT do Esq.
    Não deram sorte no retorno ao voo de formatura, eram quatro bandeirulhas, um de cada Esq. e o de Salvador no instante da decolagem atingiu um pássaro que entrou na cabine atingindo o rosto do piloto que perdeu o controle do avião, voltando com violencia contra o solo e indo parar em uma valeta com danos. O piloto apesar do ferimento no rosto não teve os olhos atingidos e voltou a voar.
    E voltou a briga, a patrulha deveria voltar a voar formatura ou isso é só um exibicionismo sem valor operacional, não se faz missão de patrulha em formatura.

  17. Eles(os urubus) realmente fecham as asas como defesa. Em aeronaves pequenas e lentas isso é observável.Já escapei de choque com grupo de urubus usando a cabrada citada pelo Justin, no caso violenta cabrada em T-23, pois é tudo muito rápido.

    • Cabrada seria a mesma coisa que pitch up, ou seja, aumentar o angulo de ataque (AOA), ou seria pitch down, baixar o o nariz da aeronave?

      Obrigado.

      • Tadeu, de acordo com o Justin é subir mesmo.

        ” o piloto deve buscar cabrar a aeronave (subir) para evitar colisão com pássaros que sejam avistados no eixo da aeronave”.

      • Olá, Tadeu.

        Os termos “cabrar” e “picar” referem-se aos movimentos do manche ou à força que aplicamos a ele.
        Puxa, cabra; empurra, pica (não, não é sexo com animais ou bestialidade).
        Tecnicamente, move-se o profundor para aumentar (cabrar) ou diminuir (picar) o ângulo de ataque, variando a sustentação das asas.
        Se estamos em voo nivelado e velocidade de cruzeiro, o efeito de cabrar é subir.
        Abraço,

        Justin

      • Complementando,

        A origem dos termos é francesa, verbos “cabrer” e “piquer”. “Cabrage” é a variação no comando de arfagem, em torno do eixo lateral (das asas).
        Em inglês, se controla “elevation” com “pitch up” ou “pitch down” e também “nose up” ou “nose down”.

        Justin

  18. Muitas mensagens de apoio, reitero meus sinceros agradecimentos.

    Inusitado:

    Cirurgião Cardiovascular não quer operar,
    o da segunda opinião quer.
    QPQ, vou pra faca 🔪.
    Kkkkk….
    Só no Brazil.

  19. Olá, amigos.

    Impacto com outros animais também acontece. Na FAB, além de pássaros, houve colisão de F-5 com uma vaca e eu mesmo colidi com uma raposa, em pouso noturno em Fortaleza, pilotando um Xavante. O Xavante não sofreu danos, mas F-5 versus vaca teve resultado de alto custo. Não lembro se o avião inteiro foi descartado (WO ou “written off”) ou apenas a asa.
    Abraço,

    Justin

    • Nem a asa foi inutilizada! Somente as superfícies aerodinâmicas do bordo de ataque foram substituídas……e a vaca? Virou churrasco no esquadrão, na noite seguinte!

    • No livro do Pampa há o relato detalhado do ocorrido e fotos.
      O Avião seguiu pro PAMA alguns anos depois, reparado e realocado ao Grupo de Caça.

  20. Olha, eu tenho esse livro, mas não agora aqui comigo, mas eu acho que o F-5 que foi levado para o PAMA-SP e voltou a voar anos depois, foi o que se chocou com um avião civil de pequeno porte, um Corisco, se não me engano, e aí sim, esse F-5 teve a asa bastante danificada. Volto pra casa na sexta-feira e daí vou dar uma olhada no livro.

    • Fui conferir no livro “Já te atendo, tchê!”, onde há a narração do atropelamento da vaca, nas páginas 140 e 141. O faro ocorreu no noite de 05/09/1979 e o piloto era o então capitão, já brigadeiro na época que o livro foi escrito (2005), Gilberto Antônio Saboya Burnier. Quanto aos danos na aeronave (F-5E 4829, que foi modernizado e voa até hoje na FAB), segundo o que consta no livro, ficaram restritos ao launch rail, flap de manobra da asa esquerda e ao trem esquerdo.

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