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A primeira mulher piloto de caça no Japão

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A primeiro-tenente Misa Matsushima
A primeiro-tenente Misa Matsushima

Ao receber sua certidão, a militar pioneira disse que espera que mais mulheres sigam seus passos

A primeiro-tenente Misa Matsushima, de 26 anos, se tornou a primeira mulher piloto de aviões de combate do Japão, função que há apenas três anos era exclusivamente reservada aos homens.

Misa, que recebeu seu certificado como piloto de caças F-15 na última quarta-feira foi destacada para a base aérea de Nyutabaru, informou à Agencia Efe um porta-voz da Força Aérea de Autodefesa do Japão.

A primeiro-tenente também manifestou seu desejo de que quando a vissem “aumente o número de pessoas que desejem ser piloto”.

Misa Matsushima juntou-se à Força Aérea de Autodefesa após se formar na Academia Nacional de Defesa, em 2014, e dois anos depois de obter uma licença de piloto, começou a preparação para conduzir aviões de combate.

A Força Aérea de Autodefesa do Japão suspendeu o veto para presença de mulheres em todas as áreas em 1993, exceto na condução dos aviões de combate e reconhecimento, que foi aberta para mulheres em 2015.

A presença da mulher no exército japonês continua sendo baixa e apenas 6% do pessoal militar – 14 mil soldados – são mulheres, um número que está atrás de potências como os Estados Unidos e outros países industrializados, onde a média é dentre 10 e 15%, segundo dados do Ministério da Defesa do Japão.

O governo propôs dobrar a presença da mulher entre suas tropas nos próximos anos, em uma época que também busca promover sua incorporação em diferentes áreas de trabalho para enfrentar a falta de profissionais gerada pelo rápido envelhecimento da população e a baixa taxa natalidade.

Misa Matsushima no seu F-15
Misa Matsushima no seu F-15

FONTE: G1

63 COMMENTS

  1. A Aeronave, As Armas, A Doutrina, A História da Força! E agora o Olhar, e a Beleza, da Piloto de Caça. Tudo para ser respeitado e temido.

    (Se minha esposa me olhasse com esse olhar, com certeza ela saberia de algo que fiz, e que devo explicações sem nem que eu saiba o que é e o que devo explicar)

    • Se fosse sua esposa eu recomendaria esconder o capacete HMD que ela pudesse estar usando….kkkkk, se bem que com um olhar desses o abate nem necessita do tal de HMD rssss

  2. Eles com certeza não estão aliviando o problema de baixa taxa de natalidade, enviando mais mulheres para as forças armadas…

    O problema maior, ao redor do mundo, é a concorrência predatória das companhias aéreas, que podem se dar ao luxo da pagar salários mais altos que as forças armadas.

    Já a montaria (bem) escolhida pela moça, possui a melhor visibilidade dos caças modernos. Embora o F-16 e o F-22 não tenham o arco frontal, os pilotos estão mais afundados na fuselagem, com a mesma atingindo o nível do ombro, enquanto o F-15 está ao nível dos cotovelos, provendo melhor visibilidade para baixo em todas as direções.

    Outro aspecto da última foto é o grande volume da fuselagem frontal do Eagle, especialmente quando comparado ao F-16 e até mesmo ao Su-27.

    • Acho que sentir minhas entranhas se espremendo com a força da gravidade, voar mais rápido que o Som, dar um rasante perto das praias, voar pelas montanha, interceptar os chineses, explodir uns alvos aéreos, não trocaria isso por pilotar um Boeing ou Airbus de jeito nenhum.

      • Uma hora essa vontade passa, e o salário não paga mais as contas. E as esposas e os filhos não puxam “G”, não dão rasante nas praias, não voam sobre as montanhas, nem explodem uns “chineses”.
        Idealismo, somente, não paga o supermercado.

        • Olá Cel.Nery. Encontrei que o salário de um Segunto Tenente das forças armadas japonesas (em 2003) era de Y$ 232.200, algo em torno de US$ 2000,00. Para comparação, a bolsa de estudos para um aluno estrangeiro fazer pós-graduação no Japão é de Y$ 144.000 (uma bolsa similar no Brasil é de R$ 2,200,00 por mês). Eu estimo que o poder de compra do salário da Ten. Matsushima seja algo em torno de R$ 4 mil. Encontrei que o soldo de um primeiro tenente no Brasil é de R$ 7796,00.

          • Sim. Soldo base, que não significa vencimentos. Meu filho é Primeiro Tenente, e o líquido é um pouco acima desse valor. Militar ganha pouco, em geral, mundo afora. Exceto na Arábia Saudita. Bush filho melhorou bastante o soldo dos militares nos EUA. Por isso gostam tanto dos republicanos.
            Por isso existem algumas estruturas compensatórias (vilas residenciais, sistema de saúde próprio, integralidade dos vencimentos na reserva).
            Nos EUA, os militares são dispensados do imposto estadual, tem supermercados dentro das Bases (base exchange – BX, padrão Wall Mart), desconto em lojas de eletrodomésticos (supplies), de móveis, aquisição de veículos etc.

          • Olá Cel.Nery. Eu fiquei surpreso com os valores baixos pagos aos militares japoneses. Um pouco mais do que o valor de um bolsista de pós-graduação. Por outro lado, supondo que os oficiais japoneses tenham moradia e sistema de saúde (duas coisas muito caras no Japão, mas muito caras mesmo) o valor de US$ 2000,00 seja atraente para os jovens. É um valor similar ao que os imigrantes (brasileiros, chineses, filipinos) recebem.

          • O orcamento do Japão é baixo, 1,3% do PIB, sem contar que são forcas de auto defesa, não fazem deployment, alem de terem um bom sistema educacional e de saúde de graça, provavelmente devem ser isentos de impostos, alem de terem tudo nas bases, sem contar a cultura organizacional que tem que deve ajudar muito na escola de não sair da força, os EUA tem uma cultura organizacional extraordinária também nas suas FAs, principalmente na marinha e força aérea.

          • Caro Augusto. O PIB do Japão é d US$ 5 trilhões, o que resulta em um orçamento militar de US$ 65 bilhões. Para comparação, o orçamento do MinDef do Brasil é de aproximadamente US$ 22 bilhões, aproximadamente 1/3 do orçamento japonês.

          • 65 bilhões é pouco, por isso enxugam a folha de pagamentos.
            Ou seja o soldo é baixo pq o investimento é baixo, eles otimizam reduzindo a folha salarial. É um trade off, e um parabéns ao Japão.
            É muito difícil vê um governo fazer esse tipo de trade off, sem resistência.
            Na minha opinião tinha q ser assim em qualquer área pública, de todos os paises decentes.

    • Eu tenho uma revista tecnologia e defesa antiga, de 2002 ou 2003, onde um piloto de testes do Su-27 fica impressionado com o “aperto” da cabine de um Rafale, ele achou esquisito aquele tom todo escuro do painel, lembro que ele se interessou pelo F-18, dizendo ser mais espaçoso tipo o Su-27, foi em uma feira internacional.

    • Clésio,

      Em palestra que assisti ministrada pelo Cônsul do Japão aqui no RJ esse ano, foi dito que a utilização de mão de obra das mulheres japonesas seria aumentada como forma de lidar com o envelhecimento da população.
      Aparentemente, eles julgam essa opção melhor do que o aumento significativo no número de imigrantes pois, como o próprio Cônsul disse, isso poderia gerar problemas culturais.
      No Japão, a parcela da população feminina que fica em casa dedicada a tarefas do lar é, salvo engano, bastante grande ainda.

      Abs.

      • Muitos anos atrás eu acompanhava o blog de um negrão americano que dava aula de inglês no Japão. Era interessante observar o Japão visto pelos olhos de um ocidental. Essa resistência a imigrantes foi apontada por ele.

        Já sobre a baixa taxa de natalidade, ele jocosamente (mas com um certo tom de seriedade) culpava a falta de ídolos de aspecto digamos, “masculino”, na cultura jovem japonesa, onde o jeito andrógeno reinava entre os ídolos adolescentes. O resultado era um comportamento feminino em bares completamente diferente das ocidentais, onde se a mulher não fosse ativa, sairia do bar sozinha naquela noite, completamente o oposto do ocidente, onde se espera que o homem tenha a iniciativa. Claro, isso não é um estudo científico, apenas a observação de um jovem ocidental sobre a cultura japonesa. Ele inclusive acabou casando com uma japonesa e aparentemente conseguiu se naturalizar por lá.

        Ah, superpopulação e aperto é só nos grandes centros, já que no interior é tão folgado quanto qualquer outro país.

        • Caro Clésio. Creio que a razão para a baixa natalidade está relacionada a outras coisas. Primeiro, o custo de vida no Japão é altíssimo o que faz as famílias serem pequenas (normalmente um filho por casal, o que é abaixo da taxa de 2,2 usada para estabilizar uma população). Outro fator, está relacionado à vida profissional das mulheres, que leva as jovens a retardar a gravidez. Outra coisa legal é o baixo número de gravidez na adolescência, provavelmente a uma melhor escolaridade média e excelente sistema de saúde. Por fim, é um fato estatístico que casais com maior escolaridade formam famílias com menos filhos. Morei no Japão por quase 4 anos e discordo da visão simplista colocada pelo blogueiro americano.

        • Sim e não os japoneses não gostam de alguns costumes ocidentais como por exemplo atender o celular em um transporte publico, eles pensam da seguinte forma se o imigrante quer morar no Japão ele deve respeitar e assimilar a cultura local.
          Conheço brasileiros que moram a mais de 20 anos no Japão mas não falam, não escrevem e nem sabe ler nada em japonês…

          • Caro Shandowlord. Os japoneses, em média, não são mais ou menos preconceituosos com estrangeiros do que os brasileiros, americanos, franceses. Obviamente, o melhor para um estrangeiro sempre será adaptar-se ao lugar onde mora. (qual o sentido de ser diferente disso?). Assim como você, conheço muitos brasileiros que se adaptaram perfeitamente ao Japão inclusive com a língua.

  3. Não sei se lí errado, mas entendí, pelo texto, que APENAS no exército são 14 mil mulheres, ou 6%. Certo?
    Pelo que andei pesquisando, só na FAB tem 10 mil mulheres. Então apenas a FAB teria mais mulheres do que nas FA´s japonesas?
    A despeito do profissionalismo, bonita piloto.

  4. O que diriam os comandantes e os camicases da segunda guerra…
    É bom ver que o mundo muda para melhor, pelo menos em algumas áreas.
    Parabéns à moça, e aos japoneses…

  5. Esse post é ótimo para quem tem conhecimento passar e compartilhar informações sobre as avaliações reais das mulheres na aviação de combate, tanto no treino como no combate real. Já li que haveria deficiências na atitude agressiva necessária a um piloto de caça, ou a frieza e racionalidade extremas necessárias a qualquer piloto em combate. Houve na época da morte de Kara Spears Hultgreen (1ª piloto de F-14, morreu num pouso no CVN-72) certa polêmica em relação a isso. Por favor não pensem em machismo ao analisar o que escrevi mas apenas gostaria de saber se alguém tem dados objetivos e estatísticas reais das mulheres na função específica de piloto de combate, principalmente em dogfitht.

    • Sei não, Sidney…
      Conheço algumas mulheres que são muito mais competitivas, agressivas, e competentes que a maioria dos homens, pelo menos no ambiente corporativo…
      Suponho que aquelas que optam pela carreira militar o sejam ainda mais.

      • Eu tenho medo de homens que matam… mas de mulheres que matam eu tenho pavor… de certa forma ter mulheres nas fileiras do exército é uma forma de dissuasão. Sempref ica aquela impressão de que elas não pensam muito para matar… Se pensam não matam…

    • Pelo que soube do acidente da Kara Hultgreen, ela era piloto de A-6 que se transferiu para o F-14. No acidente, um dos motores falhou (o infame TF-30) bem antes de chegar no PA, a baixa velocidade, perto do estol e auto ângulo de ataque. Como os motores são muito espaçados (mais que no Flanker até) ela não teve chance nenhuma. O Tomcat guinou para o lado e só o co-piloto se salvou, porque na sequencia de ejeção (com a aeronave a mais de 90 graus de inclinação para esquerda) ele vai primeiro.

      Acho só se comentou desse acidente porque ela era mulher. Entre os caças de 4ª geração americanos, o Tomcat tem a maior taxa de acidentes e mortes entre pilotos. Ela só foi mais uma entre dezenas de mortos.

      https://www.youtube.com/watch?v=aIS1WNXCgq8

    • Caro Sidney. Pelo que conversei com pesquisadores da área de neurociência de psicologia comportamental, há uma diferença entre homens e mulheres tanto em ordem física, quando emocional (os estudos não mostram diferenças intelectuais). O problema é que as características médias não podem ser usadas para classificar um indivíduo. Por exemplo, em média os homens são mais fortes que as mulheres mas algumas mulheres individualmente são mais fortes que alguns homens individualmente. É comum esse erro. Em média, as mulheres têm menor orientação espacial que os homens em média. Contudo, algumas mulheres são melhores que alguns homens nisso, tanto como característica inata quanto adquirida por meio de treinamento.

  6. Prefiro a Capitão Carla Borges (se é que ja não foi promovida) pilotando A-1. Mais simpática e provavelmente tão competente quanto.

    • Caro Luiz. Sou suspeito para comentar aqui porque sou um nipófilo assumido. Cada um tem lá suas preferências e paixões. Agora, dizer que a piloto japonesa é menos simpática do que a oficial da FAB a partir da foto é um exagero.

      • Caro Camargoer
        Preferências distintas. Nada mais. Nada contra a piloto japonesa. Aliás prefiro japonesas do que japoneses…kkkkkkk
        Abraços

          • Opa….fui conferir..hummm. Uma gatinha…mikinha bonita…essa sim….se minha esposa com aquele olhar me enquadrar…..

          • Hoje quem esta no top entre os jovens é a ”Nishiuchi Mariya” e ”Kiritani Mirei” pessoalmente gosto da ”Asuka Kirara” e ”Yui Hatano”.

  7. Com isso podemos ter duas teorias:
    – a falta de interesse dos japoneses em ser pilotos de caça;
    – o machismo ainda presente na sociedade japonesa.
    Muitos países já tinham militares do sexo feminino pilotando caças há décadas e o Japão só fez isso em 2018. Mas uma coisa que podemos garantir: para ela ter chegado aí, devem ter colocado muitas barreiras para fazer ela desistir. Então para ela ter conseguido passar por essa provação, ela realmente deve ser muito acima da média. Num combate aéreo com ela, atenção redobrada.

    • Caro J20. A sociedade japonesa é bastante machista. É comum que as jovens deixem o mercado de trabalho após o casamento, por exemplo. Recentemente participei de uma reunião com uma missão de alto nível do governo japonês, e uma das preocupações era a inserção feminina nos projetos de pesquisa Brasil-Japão. Existe um enorme esforço nas políticas públicas para mudar esse cenário. Gostaria de dizer que mesmo nos EUA as mulheres ganham 20% a menos que os homens para as mesmas funções (dados da American Chemical Society 2017). O problema de gênero é real e costuma ser muito menos grave nos países desenvolvidos. Dados do MEC/CAPES mostram que essa diferença de gênero é menor quando maior for o nível de escolaridade.

      • Camargoer,
        Respeito sua defesa do politicamente correto mas sinceramente acho que isso de mulher ganhar menos que homem é mais uma problemática artificialmente criada pra vender solucionática. Isso não seria mais um fator para dividir a população entre os oprimidos e os opressores?
        Você poderia me dar um exemplo prático dessa diferença salarial entre homens e mulheres para que eu possa melhor me situar?
        Eu tenho 57 anos e nunca percebi isso de fato. Talvez porque pelo menos na minha numerosa família as mulheres todas são mais bem sucedidas do ponto de vista econômico/financeiro que os homens, mesmo porque os homens escolheram a iniciativa privada enquanto as mulheres escolheram o serviço público.
        Só de curiosidade, a Lei 8112 que regula o regime jurídico do servidor público federal elenca 66 artigos de direitos e apenas 1 (um) artigo de deveres.
        Voltando ao tema, por exemplo, no Serviço Público isso não ocorre! Muito pelo contrário. Aliás, a legislação favorece e muito a mulher. Por exemplo, a expectativa de vida delas é maior que a dos homens mas em compensação elas aposentam mais cedo. Sem falar que elas gozam de 6 meses de licença maternidade remunerada. Uma mulher que tenha 4 filhos fica um ano recebendo sem trabalhar (só pra constar, acho justíssimo).
        Na iniciativa privada também não vejo diferença salarial entre os trabalhadores menos especializados. Se ocorre são nos níveis mais elevados das empresas privadas, nos setores de gerência e direção, e em assim sendo estaria longe de configurar um problema social ou algum tipo de discriminação que deva ser alvo de alguma tentativa de solução estatal, que já se mete em tudo (como disse um colega, até no tamanho do canudinho).
        O que as mulheres geralmente reclamam é por terem dupla carga de trabalha porque trabalham em casa quando chegam do trabalho, enquanto os maridos ficam enchendo o bucho de cerveja assistindo jogo de futebol. Mas aí é problema dela por ter querido um macho alfa para constituir família.
        Um abraço e no aguardo da sua resposta.

        • Bosco…
          Penso da mesma forma, em todas as empresas que trabalhei não havia qualquer diferença salarial, no ramo público como vc bem opinou idem, então onde raios está essa bendita ou maldita diferença salarial tanto propagada pela esquerda delirante?

        • Caro Bosco. A questão dos salários das mulheres não é uma questão policamente correta ou incorreta. É um fato. Por exemplo, existe um documento da American Chemical Society “ACS MEMBERS—THEN AND NOW” que informa que em 2015, o salário médio dos homens do setor químico dos EUA era US$ 107.598,00 e o das mulheres era US$ 83,595,00. Há uma noticia na Agência Brasil de março de 2018 “IBGE: mulheres ganham menos que homens mesmo sendo maioria com ensino superior”. No serviço público, os salários são definidos por lei, o que evita as distorções de gênero. As distorções ocorrem no setor privado. Sobre a licença maternidade, o objetivo é garantir a qualidade de vida do recém-nascido, já que os primeiros seis meses de vida são críticos para a criança que deve ser alimentada exclusivamente por leite materno (recomendação da Organização Mundial da Saúde Protecting, promoting and supporting BREASTFEEDING IN FACILITIES providing maternity and newborn services). Ser ou não politicamente correto é irrelevante. Vamos conversando. Um grande abraço.

          • Camorgoer,
            Eu confio muito em estatísticas, teses de doutorado e tudo o mais, mas eu, com meu jeitão de roceiro do “interiour” acho que um exemplo vale mais que tudo isso. Cê lembra de algum exemplo prático que você tenha conhecimento, de preferência, que tenha ligação direta com você, que você tenha percebido, e que não seja fruto de estudos rebuscados e estatisticamente irreparáveis?
            E eu te pergunto porque sinceramente eu não saberia dizer nenhum exemplo. E até se visse um caso, no caso de trabalhar na iniciativa privada eu teria dificuldades em afirmar que trata-se de um caso puro e simples de “discriminação”.
            Eu tenho dificuldade em aceitar a ideia que um mesmo empresário pague mais para um diretor ou gerente só por conta dele ser homem, tendo ambos as mesmas qualificações e referências e tendo o mesmo tempo de serviço. Isso simplesmente não entra na minha cabeça e eu tenho dificuldades em replicar o que eu não entendo ou não percebo na prática, mas que me é passado como um roteiro a ser seguido.
            Quanto à licença maternidade, eu concordo plenamente. Aliás, como deixei claro no meu primeiro comentário.
            Um abraço.

          • Ola Bosco. O meu lado “Chico Bento” também é dominante (riso). Sobre a licença-maternidade, ficou claro que você apoia. Achei importante pontuar a questão do bem-estar do recém-nascido porque ainda ouço críticas à esse tipo d benefício achando que é para o descanso da mãe. Eu prefiro as análises estatísticas do que os casos particulares para não cair na armadilha da exceção, mas teve uns casos estranhos. Durante 12 anos como professor de química em uma universidade vi umas barbaridades. Eu lembro de um (na verdade foram dois) concurso para professor no qual a banca perguntou para a candidata durante a entrevista se ela era casada, no que o marido trabalhava e se ele se mudaria com ela. (em todos os concursos que já assisti ou fui banca, nunca vi perguntarem isso a um homem). Eu sei de um caso no qual a profissional (com doutorado em química) não foi promovida por vários anos mas seus colegas sim (ela pediu demissão e foi para outra empresa). Uma aluna de engenharia (agronômica) foi contrata em uma multinacional e colocada para visitar fazendas. Depois de não ser promovida e receber um bônus menor que os outros engenheiros, ela pediu demissão e foi fazer mestrado. Outro departamento da mesma empresa foi atrás dela e a recontratou (pagando mais). Sei de outros casos (alguns envolvendo assédio que é outro problema). Apenas para pontuar, minhas alunas fazem mais entrevistas para estágio que meus alunos (e demoram mais para conseguir um emprego, mesmo com mestrado ou doutorado, que meus alunos).

    • Olha, o mundo mudou e muito.
      Sou descendente de japoneses e fui educado levanto muito sarrafo do sensei, coisa impensável hoje em dia. Se naquela época (década de 70) não tinha meninas, hoje seria perfeitamente normal que meninas fossem aceitas, apesar que hoje, respeito ao professor, a bandeira, o amor e cuidado pelos materiais, varrer o chão da sala e ajeitar a sala, antes de ir embora sejam coisas fora da moda. A sociedade avançou muito (por exemplo as mulheres no mercado) mas também perdemos alguns conceitos importantes.

  8. Sou uma mulher que acompanha as notícias sobre a área da defesa a um bom tempo e gostei muito de ver que a JASDF tem agora a sua primeira piloto de caça, é um passo significativo para um maior envolvimento das jovens com a carreira militar e não apenas no Japão.

    Não sou de comentar em fóruns mas este vou ter que soltar o verbo, homens se controlem! Sabe o que afasta as mulheres de debates como os de defesa é o posicionamento como podemos ver em alguns posts acima:

    “Opa….fui conferir..hummm. Uma gatinha…mikinha bonita…essa sim….se minha esposa com aquele olhar me enquadrar…..”

    “Se fosse sua esposa eu recomendaria esconder o capacete HMD que ela pudesse estar usando….kkkkk, se bem que com um olhar desses o abate nem necessita do tal de HMD rssss”

    Ai podem comentar “nossa é só uma brincadeira” mas que não tem graça alguma, ainda mais com a mania de sexualizar a imagem feminina como algo normal, aos que a elogiaram pelo aspecto técnico a parabenizando pela conquista tem o meu respeito mas para os que fizeram o contrário como nos comentário “inocentes” acima meu desprezo.

    Continuarei acompanhando a página por causa do ótimo conteúdo mas alguns comentários poderiam ser evitados por puro e simples respeito.

    • Claudia…
      Comentário conciso e pertinente, defendo a mulher em todos os níveis, convivo com três delas e sei de suas capacidades, que venham mais pilotos femininas seja aqui, no Japão, na China ou até mesmo na Corèia do Norte, rapazes entendam, elas vieram pra ficar…

    • Cara Claudia Soares, boa noite
      Em primeiro lugar seria desnecessário dizer que eu fiz os comentários os quaisvoce criticou e em momento algum fui desrespeitoso com a senhora ou com as mulheres em geral muito pelo contrário. Ilustrei uma situação para manifestar elogios à Miss Japão mencionada por outro colega.
      Sinto muito se sua interpretação equivocada dos meus comentários possam ter ferido sua dignidade ou situação como mulher. Não tenho por que me desculpar e sim lamentar sua ótica onde enxergou maldade onde não existe. Lamentável. De outra parte este espaço é livre e não existem motivos para que a senhora não participe deles, afinal aprendo muito aqui, até com criticas justas.
      Saudações

  9. Agora tá permitido o hentai e o kawasu desu ne na JASDF hehehe! Brincadeiras à parte, parabéns à tenente! Mulheres definitivamente não são um sexo frágil como uma boa parcela da população pensa.

  10. Fale o que quiser, diminua o quanto pode, ironize e desvie o assunto. Mas..a tenente é piloto, simplesmente, de F15, ou seja anos-luz à frente de qualquer um nosso. É reconhecer e baixar a cabeça.

  11. Sendo o Japão um país consideravelmente machista (o Brasil é o país da igualdade comparado com lá) é uma tremenda vitória.

    E um F15? a principal arma de defesa do japão? parabéns duplo à comandante.

    • Ola Eduardo. As coisas não são tão simples. Um costume no Japão é o marido dar todo o salário para a esposa cuidar, do qual ela tira uma mesada para ele. Ele trabalha fora, mas é ela quem manda na casa e cuida do dinheiro, investimentos, contas, etc. A violência doméstica no Japão (20%) é similar à dos EUA (25%). No Brasil é mais que 30%. A taxa de feminicídio (mulheres assassinadas por seus companheiros ou ex-companheiros) no Brasil (4,5 para 100 mil) é quase 10 vezes maior que no Japão (0,5 para 100 mil). Aqui tem alguma coisa mais errada do que no Japão.

      • Grato !

        O que passei foi em cima de amigos que moraram no Japão.

        A postura tremendamente machista dos homens e uma submissão enorme em público. Fora umas taras meio esquisitas que eles têm.

        Mas minha orientadora, nissei, também falou que da porta para dentro os cabras ficam tudo pianim. Mulher quem manda mesmo.

        Quando fui ao Canadá, fiquei chocado com a postura (literalmente postura mesmo) das japonesas. Elas mesmas diziam que amavam o jeito das latinas que eram muito mais livres e não precisavam passar pela pressão que elas passavam.

        Quanto à violência, nossos números são muito maiores em todos os aspectos. matamos mais mulheres porque matamos mais tudo (policiais, jovens, negros, etc…).

        Obs: Aqui temos um machismo nojento e agressivo sem dúvida. E todo dia várias mulheres são mortas pelos seus.

        • Ola Ednardo. Morei quase 4 anos no Japão e tenho muitos amigos/amigas japoneses. Há diferenças culturais enormes entre os brasileiros e os japoneses. A questão da hierarquia lá é muito forte. Coisas que são tomadas como machistas seriam melhor compreendidas como hierárquicas (porque e mulher está abaixo do homem na escala social). Nas empresas, escolas, universidades, as relações hierárquicas são claras e rígidas. Aqui são mais igualitárias, o que torna o machismo de nossa sociedade muito mais deletério exatamente por ir contra ao nosso valor iluminista de igualdade. Lá a posição da mulher socialmente inferior está assimilado culturalmente (até pela posição superior do imperador sobre a imperatriz e pela própria sucessão imperial apenas pelos filhos homens). O Brasil tem como regra cultural a igualdade de gênero que seria contrária ao machismo, o que faz o machismo no Brasil ser velado e escamoteado e até negado, a despeito das evidências.

  12. Eita… e arranjaram uma moça bonita para as fotografias!!!!!! Uma avião dentro de um avião!!!!Achava que no Japão já haveria mulheres pilotos há muito tempo.

  13. É um erro grotesco colocar mulher em forças armadas e principalmente para pilotar um caça como esse, seria muito melhor as mulheres ter um bom cargo de destaque em outras atividades do que pilotando um avião ou empunhando um fuzil

    • Caro Cicero. No passado, já houve quem achasse um erro que as mulheres fossem alfabetizadas. Também quem achasse um erro deixar as mulheres dirigirem um carro. Até pouco tempo, as mulheres não podiam votar (bem, estes exemplos ainda ocorrem em vários países do mundo, então ainda tem gente achando tudo isso um erro). Há quem ache que as mulheres de bem devem “ser do lar”. Pessoas grotescas.

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