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Variante naval do LCA Tejas testa gancho de parada

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LCA Tejas versão naval
LCA Tejas versão naval

A variante naval do Tejas Light Combat Aircraft (LCA) da Índia conduziu o seu primeiro enganche de táxi para provar seu sistema de gancho de parada, na Instalação de Testes Baseada em Terra (SBTF – Shore Based Test Facility) localizada na INS Hansa em Goa.

A aeronave, que conduziu o enganche, foi o segundo protótipo Tejas Naval designado NP-2 (KH3002).

O NP-2 realizou seu voo inaugural com um gancho acoplado, no mês passado, a partir da INS Hansa, uma estação aérea naval indiana localizada perto de Dabolim em Goa.

A próxima fase do programa será a realização de pousos enganchados no Centro de Testes Baseados em Terra. O SBTF foi anteriormente usado para treinar e certificar pilotos de caça da Marinha Indiana nos caças Mikoyan MiG-29K para o porta-aviões INS Vikramaditya, e agora é usado para os testes de desenvolvimento do HAL Tejas naval.

O voo inaugural do Tejas naval equipado com um gancho de cauda foi visto como um novo desenvolvimento possivelmente denotando o reinício do programa Naval LCA. Em dezembro de 2016, a Marinha Indiana anunciou que o caça Tejas estava com sobrepeso e que procuraria outras alternativas. A Marinha Indiana finalmente emitiu um RFI para 57 caças multifuncionais navais.

O LCA Naval é o primeiro esforço autóctone da Índia para construir uma aeronave de caça baseada em porta-aviões. A variante naval reforçou a fuselagem e o trem de pouso e o nariz para baixo para uma melhor visão da cabine durante as decolagens e aterrissagens.

Os protótipos navais do Tejas, NP1 e NP2, são propulsados por motores turbofan de pós-combustão General Electric F404-GE-F2J3 e são usados ​​para testes iniciais. Eles completaram com sucesso os testes em Goa, durante os quais a decolagem curta (200 metros) do SBTF foi realizada junto com o reabastecimento a quente. O protótipo da aeronave de combate ainda está para realizar seu teste de voo de um porta-aviões. O teste embarcado provavelmente só será realizado após a realização de testes de aterrissagem na SBTF.

O NP-1 fez seu primeiro voo em 27 de abril de 2012, enquanto o NP-2 fez seu primeiro voo em 7 de fevereiro de 2015.

O LCA Tejas também já foi testado decolando de uma rampa ski-jump
O LCA Tejas também já foi testado decolando de uma rampa ski-jump

SAIBA MAIS:

61 COMMENTS

  1. O primeiro já era feio. Agora essa versão naval ficou pior ainda.
    Mas tempos de dar a mão a palmatoria para os indianos: eles fazem.
    Tem submarino nuclear, porta aviões, estão desenvolvendo seu próprio caça, já foram para Marte.

  2. Além dos Urais, a única coisa que já prestou na indústria aeronáutica, foi a aviação japonesa na Segunda Guerra Mundial.
    O resto é esse tipo de feiura.

    • Creio que não meu caro.
      Existem vários caças bem legais.
      No Japão, pós WWII construiu o F-2, que não deixa de ser uma versão maior que o F-16, foram construídos quase uma centena deles. Existe a vontade do Japão construir um caça de quinta geração, que seria o F-3, já tem um avião conceito (shinshin) voando, mas o Japão está a procura de ajuda para cortar caminho, a Lockheed está oferecendo ajuda para um versão hibrida do F-35 e F-22 (que foi proibido para exportações) e a Northrop a tecnologia do F-23. A Boeing tb deve estar no processo de negociação.
      Na Coreia, temos os FA e T 50 que ja foi exportada para o Iraque, existiam outras venda que não sei se foram realizadas.
      China temos os J-10 (que no início existia um boato que era uma versão do Lavi) assim como o J-20, ambos belíssimos caças. É muita ingenuidade acreditar que o J-20 seja um avião que solta pecinhas, dizem os especialistas que o problema dos caças Chineses são os motores (assim como o SU-57 que ainda está esperando um bom motor), as noticias dizem que o J-20 não está usando motores Russos e sim um Chines (temeridade mas estão no caminho de um caça só Chines). Ao contrário de muitos, não chacoto eles (dizem que roubaram tecnologia, que os americanos tem coisa melhor, mas e dai?), a China está muito a frente do Brasil e isto é um fato.

  3. “Antonio M 3 de agosto de 2018 at 21:06 Do ângulo da primeira foto, por um momento pensei ser o A-4 Skyhawk”
    A mim, me pareceu mais o Mirage 2000!!!

    • Karl, é verdade por causa da configuração delta e o que chamou minha atenção foi a protuberância da cabine do piloto, como a “corcova” do Skyhawk utilizado pela MB.

  4. Off topic total… C130 da usaf aki em Goiânia GO hj passeando. Pelo q ouvi, intercambio de ops especiais c o pessoal do eb.

    • Sim, aliás, não só da China, mas do Paquistão também. Não será o caça de primeira linha, aliás é de terceira linha de defesa, mas é para fazer número, ou seja, quantidade e isto, quando se tem equilíbrio de força, faz a diferença em muitas situações.

      Se você estudar um pouco mais a história, existem situações onde a qualidade é mais preponderante do que a quantidade, mas em um tanto de outros onde a quantidade faz a diferença a favor.

  5. Essa aeronave da uma impressão desagradável à vista. Parece que o piloto tem visibilidade zero no quadrante traseiro da aeronave. Esse Tejas veio para corroborar o ditado que diz: é que nem m&#d@, quanto mais mexe, mais fede.

  6. Me parece contraprodutivo não usar o canopi da versão biposto, como ocorre com o Super Tucano ou o MiG-29K. O grande prejuízo na visibilidade não me parece justificar possíveis economias de peso ou custo.

  7. Podíamos oferecer o Opalão para que eles possam operar esse avião.
    Já que estão com a França no Rafale, aproveitam e arcam com os custos da modernização do Navio, haja vista que “gastar” literalmente dinheiro a esmo é uma das especialidades do Indus.
    Jaca por jaca…o Opalão seria a Jaqueira, os caças Tejas as jacas prestes a caírem.

    • sem nenhuma malícia , o que significa jaca (conheço o fruto, ótimo aliás ) nesse contexto, sempre vem utilizado como termo de depreciação. Infelizmente cresci fora do país e não conheço todo o “Slang” brasileiro.

      • Thiago,
        Existe uma expressão, pisei na jaca, que é basicamente entrei em confusão.
        Jaca tem um sentido de problema, se você for americano, seria algo como scandal.
        Abraços
        PS não gosto do cheiro da jaca (da fruta) hehehe

  8. Eu gostei do Tejas Naval, pela primeira imagem, está parecendo mais robusto, um pouco diferente. Parece que o LCA Tejas está se consolidando.

    • Criticar e chamar de jaca é sempre facil, dificil é ter coragem de enfrentar o desafio de produzir um caça nacional inclusive com versão naval.

  9. Vejo o programa Tejas como uma sucessão de erros, não conseguem entregar a versão baseada em terra e ao mesmo tempo desenvolvem uma naval.

    Aquela ideia de um passo de cada vez aparentemente não é aplicada pelos indianos.

    • Sim, o Programa Tejas sempre foi problemático. Mas parabenizo os indiano por se manterem fiéis ao que estabeleceram como política de Estado: desenvolver tecnologia militar autóctone!
      Quanto à ideia de “um passo de cada vez”, concordo plenamente com o amigo de que seria preferível, mais sensato. Mas imagino que os indianos tenham também seus motivos, suas contingências que levam a tomarem decisões (para nós, equivocadas) do jeito que tomam…
      De resto, é aquilo: só “erra” quem ao menos ‘tenta fazer’!
      Abraços!

  10. Com essa configuração alar em delta, o Tejas não seria contraindicado a operar em porta-aviões?
    Isso, sem falar nos inúmeros outros problemas da aeronave…

  11. Não seria uma boa opção para a MB em tempos”vaca magras”? Pelo menos mais modernos e capazes q os A-4 creio q sim. Resta saber o qto e se nossa MB estaria disposta a continuar com a doutrina de um caça naval mesmo q por enquanto s/ um PA.

    • Se fosse um projeto encabeçado pela MB ou nacional, seria favorável.
      Mas como ele é importado e nem a versão original terrestre está 100%, do compraria depois dele ser comprovadamente seguro. Ser parceiro de desenvolvimento com uma país sem expertise é muito caro e muito arriscado.

    • Pelo o que já foi postado aqui mesmo no Poder Naval, ele ainda é muito caro pelo pouco que entrega. Se não me falha a memória, a encomenda do Tejas mk2 custaria mais do que os Rafale.

  12. Delta em NAe, realmente, não combina. O último perto disso foi o F7U, certo? E era bizarro de ruim. Mas o Tejas tem a “forcinha” do F404.
    Palmas para os indianos. Ele é o único caça leve supersônico embarcado no momento (curto prazo), coisa q não se vê desde o F-8.
    Curiosidade: os dois americanos eram Vought.
    Só tentando que se acerta.
    As opções de caças embarcados supersonicos são muito grandes e caras: F-18E, Rafale, MiG-29, Flanker e F-35 (único monomotor).

  13. Povo falando mal do Indianos é uma piada, bem ou mal estão fazendo estão tentando, se explodir uma guerra mundial pelo menos podem tentar algo e nós ? Vamos de 36 mine Gripen feito para defender um país do tamanho de São Paulo? Ops desculpa nós temos o Super tucano.Obs. eu sei que o Gripen é mega moderno, mas acho pequeno para o nosso porte e duvido que vamos fabricar aqui em quantidades suficientes, não por falta de capacidade mais sim por na gestão do dinheiro .

      • Só 36…

        “Além das 40 aeronaves (20 IOC e 20 FOC), o Conselho de Aquisição de Defesa (DAC) liberou a aquisição de 83 jatos LCA Mk1A para o IAF para os quais a cotação foi submetida pela HAL.”

        (https://www.aereo.jor.br/2018/07/31/india-atualiza-informacoes-do-programa-lca-tejas/)

        E ainda tem a versão Mk-2 e o AMCA de 5ª geração.

        Não temos que comprar um 2º lote, temos sim a partir do domínio da tecnologia do “Gripen”, partirmos para o nosso próprio LCA.
        Assim ao invés de desenvolvermos o biplace, ou trocarmos a aviônica da carlinga, deveríamos isso sim aumentarmos nosso envolvimento na versão original sueca do “Gripen”.
        Por maior que seja a sinergia entre o Brasil e a Suécia, estaremos sempre usando a tecnologia deles, estaremos sempre sujeitos aos interesses deles.
        Até por que a América do Sul e a África, não estão nem ai para o “Gripen” em desenvolvimento para o Brasil.

    • Você considerava o Mirage 2000, ou ainda o Mirage III, inadequados para o Brasil? Aviões do mesmo porte e alcance do Gripen? Ambos com tecnologia infinitamente inferior ao Gripen. O M2000 com capacidade de carga muito semelhante, mas com um motor bem menos potente. Se o Gripen não serve, eles também não servism. O MIII operou por mais de 30 anos na FAB e ninguém falava nada de seu alcance e ele sequer possuía capacidade de REVO. O M2000 oprou por 7 anos na FAB e nunca foi criticado por seu alcance.

      • Você considerava o Mirage 2000, ou ainda o Mirage III, inadequados para o Brasil? Aviões do mesmo porte e alcance do Gripen?”

        Flanker, só um reparo, que na verdade reforça seu argumento:

        Os portes do Gripen E e do Mirage 2000 são bastante parecidos, mas a modificação no trem de pouso do Gripen E em relação ao Gripen C (o trem de pouso principal deixou a fuselagem e foi para carenagens nas raízes das asas) abriu espaço na fuselagem para carregar cerca de 1000 kg a mais combustível interno, e deixou o Gripen E com cerca de 500kg a mais combustível interno que o Mirage 2000 (em comparação, o Gripen C levava aproximadamente 500 kg a menos de combustível interno que o Mirage 2000 – arredondei para facilitar o entendimento).

        Além disso, os motores de Gripen E é Mirage 2000 têm potência similar (os motores dos Mirage 2000 da FAB eram de uma geração um pouco menos potente, estou me referindo à maioria dos Mirage 2000 em serviço), mas o motor do Gripen E é mais moderno e tem consumo específico, até onde sei, um pouco menor. Levando em conta essas duas variáveis (combustivel interno e consumo específico), o raio de combate do Gripen E tende a ser maior que o do Mirage 2000, quando com cargas externas de armamentos similares.

  14. Todos os países que operam porta aviões (e que não são muitos), já possuem vetores capacitados e tecnologicamente muito superiores para tal tarefa. Qual a finalidade deste Tejas versão embarcada? Gastar dinheiro do paupérrimo contribuinte indiano? É muita falta de foco e gingante desperdício de tempo e recursos!

    • No mínimo usarão para instrução onde os EUA usam o T-45 Goshawk, a Rússia o Su-25 e a China o JL-9.
      Mas quando sair a versão mais potente com o motor GE F414 já estarão com a base certificada e será uma boa aeronave bem armada com radar AESA.

    • É uma questão de visão. A Índia, bem ou mal, está investindo em pesquisa e desenvolvimento. O Tejas é um grande produto? Obiviamente não. Mas será o suficiente para fazer com que seus inimigos pensem um pouco mais caso queiram efetivar uma ação hostil. Certamente as lições aprendidas com o desenvolvimento do Tejas contribuirão para o aumento da qualidade de futuros projetos indianos. É a evolução natural da tecnologia. O Japão percorreu um longo caminho até se tornar uma referência tecnológica, a Coreia do Sul percorreu este caminho, a China hoje está finalmente obtendo algum respeito, e a Índia está fazendo a sua jornada rumo ao desenvolvimento. Isso sim certamente irá contribuir para a geração de recursos e empregos e, consequentemente, para a mudança do cenário social por lá.

    • Não Alex, não temos. A doutrina do uso dos PA na MB é igual a dos americanos e franceses (CATOBAR).
      Os Ingleses foram pioneiros no uso do Sky Jump, o mesmo é adotado por todos os países, com exceção dos americanos e franceses (se a memória não me falha). Se o caça puder aterrissar verticalmente o PA é chamado de STOVL (também é a classificação do avião), e se for enganchado de STOBAR.

  15. Marcel Dassault já dizia que avião bonito voa bem, então esse monstrinho tem tudo para ser péssimo. Parabéns aos indianos, mas esse avião só pode ser levado a sério como uma etapa inicial num processo de aprendizado. Eu sou da opinião que se for pra torrar rios de dinheiro, que se faça alguma coisa decente

  16. É m aviãozinho bem simpático,se vai entregar o que se espera dele não se sabe,mas os indus são persistentes,uma hora eles acertam! E nós? Nossa especialidade é falar mal e desdenhar o esforço alheio! Triste….

  17. É só resta invejar e parabenizar!
    Parabéns Índia, breve não necessitarão comprar caças de mais ninguém.
    Enquanto em um país fictício, da republiqueta das bananas !

  18. Toda vez que é publicada uma matéria sobre a Índia, vem a mesma quantidade de comentários nos comparando com eles. A Índia possui uma realidade geopolítica COMPLETAMENTE DIFERENTE da nossa! Eles tem reais possibilidades de conflito com seus vizinhos (Paquistão e China), com os quais JÁ TIVERAM conflitos. E todos possuem armas nucleares. A religião dos três é distinta. A Índia, apesar do PIB, é um país com uma quantidade absurda de miseráveis. Defecam na rua, jogam cadáveres nos rios. Não há saneamento básico. Milhares de favelas.
    Eles têm a política de Estado de investir nas suas FFAA, a despeito da miserabilidade do povo. É questão de sobrevivência. MUITO diferente daqui.
    Esses comentários que lá fazem e aqui não enchem o saco. Prefiro ser brasileiro que indiano.

  19. OvTejas jamais será um avião barato. Este não era o objetivo primário do projeto. O objetivo primário era o de desenvolver tecnologia nacional. Um caça nacional.

    Para tanto, eles não tem opção a partir desta decisão tomada. Caro ou não, precisam encomendar para completar seus esquadrões e não deixar o investimento a fundo perdido

  20. Os indianos adoram os brasileiros. A elite política e econômica deles gosta dos brasileiros pela questão da mestiçagem do povo. O indiano que manda gosta dos brasileiros pela questão colonial, que eles se identificam muito. Mas, no quesito militar, na geopolítica do poder, eles têm muito clara a diferença. Para eles, o Brasil não tem inimigos e é um protetorado dos Estados Unidos. O indiano vê o Brasil como líder natural da América do Sul, especialmente do ponto de vista econômico. Já os indianos acreditam que podem ser invadidos a qualquer hora pelos chineses ou pelos paquistaneses.

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