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Saab prepara novo míssil antinavio para os caças Gripen da Força Aérea Sueca

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Um modelo do míssil antinavio RBS15 Mk4 é carregado no mockup do caça Saab Gripen E - foto:James Williams/staff
Um modelo do míssil antinavio RBS15 Mk4 é carregado no mockup do caça Saab Gripen E – foto:James Williams/staff

Por Beth Stevenson

FARNBOROUGH, Inglaterra – A Saab exibiu seu míssil antinavio RBS15 Mk4, batizado de Gungnir, no Farnborough Airshow, enfatizando que o foco do trabalho é entregá-lo para integração com o caça Gripen E da Força Aérea Sueca, para que o serviço possa reter este capacidade quando as versões em serviço se tornam obsoletas.

A Suécia ainda está operando uma versão dos anos 80 da arma na forma do RBS15F, um derivativo aerotransportado da versão de superfície Mk1. No entanto, essa capacidade está definida para se tornar obsoleta em sua aeronave Gripen C/D porque a arma logo perderá o suporte de manutenção, e assim a Saab está priorizando o desenvolvimento da versão aérea do Gungnir para que a Suécia possa colocar em serviço tanto a nova aeronave quanto a arma o mais rápido possível para manter sua capacidade antinavio.

O desenvolvimento do Gungnir, ou Lança de Odin, foi contratado pela agência sueca de compras de defesa FMV em março de 2017 sob um acordo de SEK3,7 bilhões – seguido de um contrato para produção adicional em abril – e deve entrar em serviço em meados da década de 2020 no novo caça Gripen E.

Os RBS15Fs da Suécia – as versões aerotransportadas – estão chegando ao fim de sua vida útil em armazenamento, observa Saab, já que as armas geralmente têm uma vida útil de 15 anos e uma vida em serviço de 30 anos.

O novo míssil também equipará as corvetas da classe Visby da Marinha Sueca, mas a principal preocupação é integrá-las ao Gripen E, diz Saab.

“Tudo é impulsionado pelo programa Gripen”, disse Michael Höglund, vice-presidente e chefe de marketing e vendas de sistemas de mísseis da Saab Dynamics.

Quatro gerações do míssil terão sido desenvolvidas no momento em que o Gungnir estiver em serviço, embora apenas o primeiro e o último tenham sido projetados para a integração aerotransportada, enquanto todos são adequados para o uso na superfície.

O Mk3 está atualmente sendo entregue e continuará a ser desenvolvido e suportado por vários anos, mas o míssil pode ser trocado para o Mk4, uma vez que o desenvolvimento esteja completo, disse Höglund. Os aprimoramentos gerados pelo Mk4 serão transferidos para o Mk3.

Em 2021, o míssil será entregue para testes a bordo do Gripen, com os primeiros disparos reais destinados a 2021-22.

Demonstrador Gripen NG com quatro mísseis RBS15
Demonstrador do Gripen NG com quatro mísseis RBS15 Mk4

A empresa também terá como alvo os aviões de patrulha marítima (MPA) e outros mercados de caça para o míssil, bem como potencialmente até a variante C/D do Gripen, embora Höglund tenha notado que não há requisitos para isso no momento.

O Eurofighter Typhoon foi apontado como um possível caça que poderia se beneficiar do RBS15, bem como do próprio Swordfish MPA da empresa.

Existem requisitos emergentes para que um míssil antinavio seja introduzido em caças, incluindo da Malásia, e o melhor desempenho do Mk4 em comparação com o Mk1 pode ajudar a Saab a expandir o uso aéreo do RBS15 fora da Suécia – e em paralelo o apelo do o Gripen E para requisitos contínuos. O Kuwait está adquirindo adicionalmente o míssil antinavio MBDA Marte para sua frota de Typhoon, demonstrando que esse tipo de armamento é atraente para as operações de caças.

O Mk4 terá um alcance marítimo de cerca de 300 km e, embora a Saab não tenha revelado o alcance exato do Mk1, espera-se que a nova versão seja o triplo.

Ele também terá uma capacidade anti-jam, será equipado para, mas não vem com um novo link de dados, e é um projeto que usa material composto que reduz o peso do sistema.

O Brasil se comprometeu a adquirir o caça Gripen E, mas Höglund alegou que ainda não há contrato de produção para o RBS15 do país, embora seja fácil para a Força Aérea Brasileira adquiri-lo em uma data posterior.

O míssil foi projetado em parceria com a Diehl Defense, que se juntou ao programa quando a Saab estava vendendo a versão Mk3 para a Marinha Alemã para uso na corveta K130. A empresa fornece 25% do conteúdo e é responsável pela montagem final.

FONTE: Defense News

96 COMMENTS

    • Não acho que este míssil terá espaço no Brasil. Seria interessante unificar, temos Exocet, Mansup (apesar que ainda tem uma boa caminhada) e os Harpoons. A promessa do programa Grippen é que a integração de armas, será feito por brasileiros, então (na minha opinião) nada mais natural que priorizar o Mansup e talvez o Harpoon.

    • @Nunão, pelo que andei lendo e “ouvindo”, essa encomenda foi para o processo de integração dos mesmos ao caracal. Seriam algumas poucas unidades utilizadas na campanha de integração do míssil ao helicóptero, portanto não seriam exatamente estoques “operacionais”. Mas isso não passa de chatisse minha em relação ao termo operacional. Abraços.

  1. Só o fato do Gripen conseguir decolar com essa carga mostrada na segunda foto, já é para glorificar de pé!
    Imaginem isso na asas de um F-5 ahahaha..

    • Não há o que estranhar pra quem já viu imagens de versões anteriores do missil e do Gripen juntas.

      O RBS-15 mesmo das versões mais antigas parece maior do que é pois tem diâmetro considerável em relação ao comprimento – o Exocet, por exemplo, é mais “magrelo”, mas o peso de ambos é próximo. Me parece que essa nova versão é um pouco maior, mas pode ser só impressão. isso porque foi planejada para usar as mesmas interfaces / lançadores existentes em aviões e navios que já usam as versões anteriores do míssil, então não tem muita possibilidade de mudar as dimensões.

      Abaixo, foto de Gripen A (primeira versão do caça), voando com um par de RBS-15 e um par de Mavericks, para comparar.

      https://mediaportal.saabgroup.com/#/items/13584

  2. Esses mísseis são de meter medo.
    Não sei se são grandes ou maiores do que outros similares (também não entendi a questão do alcance – se 300 km seria a versão sup-sup).
    A cor e o acabamento são muito assustadores.
    Quanto ao RCS, não sei porque a Saab não se preocupou com isso. Formato cilíndrico puro tende a ter RCS maior.
    Posso estar enganado, mas me parece um dos melhores mísseis antinavio do mundo.
    Tem trajetória aleatória e se passar do alvo, pode dar a volta para atacar de novo…
    Há uma parte da matéria que diz que um dos alvos do míssil seria aviões de patrulha marítima… 🤔

    • Pelo que entendi, “alvo” no sentido de ser compatível, integrado, a determinados aviões para missões antinavio, como o P-3, Atlantic 2, etc.

    • Nonato,
      Na verdade esse míssil tem forma ogival vista numa norma frontal, que não é das melhores em relação ao RCS, mas não é das piores. O problema é que essa forma é apenas no âmbito visual. Para o radar do navio alvo o míssil tem um bico chato, devido ao radomo ser de material transparente ao radar (fibra ou cerâmica).
      https://i1.wp.com/futureuniverse.in/wp-content/uploads/2018/07/FB_IMG_1531317676798.jpg?resize=768%2C431
      Para que o radar do míssil possa ver o navio alvo o nariz do míssil tem que ser transparente ao radar, inclusive ao radar do navio, e isso aumenta muito o RCS do míssil, já que o que o radar do navio vê é a antena do radar do míssil , como se não existisse o bico, e essa antena reflete toda a energia do radar de volta ao navio.
      Combinado com o tipo de seeker radar ativo, que lança energia de RF que pode ser detectado pelo navio alvo e têm-se um míssil que pode ser detectado.
      Essas características são comuns a todos os mísseis guiados por radar, a saber: Exocet MM40 Block II e III, Otomat, Harpoon, RBS-15, Gabriel, Brahmos, Moskit, Granit, Mansup, Sea Killer, Sea Skua, HFIII, etc.
      Não é à toa que o fabricante coloca uma foto com 4 RBS-15 num único Gripen. Por melhor que seja o míssil ele é um míssil convencional e pra incrementar as chances de sucesso o ideal é um ataque de saturação.

  3. Nonato, não está escrito que aviões de patrulha marítima serão alvos do missil, o sujeito da frase é empresas, não é míssil…

    Ou seja, forças que operam aviões de patrulha serão clientes em potencial (ou alvos) da empresa para oferecer o míssil.

    “A empresa também terá como alvo os aviões de patrulha marítima (MPA) e outros mercados de caça para o míssil”

  4. Gungnir – A Lança de ODIN que nunca errava o alvo.

    Essa parceria Brasil-Suécia tende a ser bem produtiva para ambos. No meu ponto de vista o Gripen foi realmente a escolha mais acertada para o Brasil.

    • Brasil e Suécia, ou SAAB/Embraer já estão trabalhando no pós Gripen, palavras de um executivo da própria SAAB.
      O Gripen F a cargo da Embraer por exemplo, tem tudo para se transformar num Growler.
      Se essa aliança com a Boeing der certo, se for algo ganha ganha, é possível até pedir uma ajuda a Boeing, e a SAAB teria mais um produto em seu portfólio para oferecer.
      E um Growler não é pouca coisa.

      • Silvano Conti 19 de julho de 2018 at 23:35

        Isso seria excelente Silvano.
        Mas o problema no Brasil é falta de recursos para dar continuidade aos projetos.
        O bom dessa aliança Brasil-Suecia esta no fato ds Suecia ser um país neutro nas relacoes internacionais e tbm ter uma certa independencia no setor de defesa ao produzir seus proprios materiais.
        Para nós seria sim excelente ter um Grippen-Growler.

  5. Silvano,
    Difícil acreditar que a FAB irá investir em um vetor tão especializado como o Growler, se for, melhor encomendar o F-18G.
    Não existe isto de pedir uma ajuda, a JV que está sendo negociado, é só para aviões regionais, mesmo que a parte militar estivesse no negócio, qual o interesse da Boeing em ter um concorrente, além disto, a parte da guerra eletrônica pertence a LM.
    Para ser franco, não acredito nem em uma opção como o F-16I Sufa do Grippen F, este para mim é muito mais factível.

    • O Gripen Growler baseado no modelo F foi aventado pela SAAB, e não pela FAB ou Embraer.
      A FA-18 Growler é caríssimo, e poucos países do mundo tem dinheiro para comprar, ou quando tem, suas prioridades são outras, não cabe tudo na mesma cesta.
      Este Gripen Growler seria menos sofisticado, o próprio avião em si é mais barato que o FA-18, então seria mais barato, acessível a quem não pode comprar o FA-18 Growler pela falta de dinheiro, ou por não poder ter acesso a tais tecnologias. A Austrália comprou, mas os interesses dos EUA lá são outros, e a Boeing está na Austrália também, trabalha com eles em produtos de defesa, estilo “ad hoc”, sob demanda.
      Dei a sugestão da Boeing, apenas por estarem rondando por aqui, mas creio que a SAAB se tiver interesse, saberá como conceber tal aeronave, basicamente é um Gripen com dois lugares, um deles será o Oficial de Guerra Eletrônica, o resto são os sensores de EW, os que não puderem ser fabricados de forma autônoma, poderão ser contratados, a BAE é muito avançada nesse ramo, e ainda tem Israel.
      Outro avião que pode sair daí, e isso interessa a FAB, é um novo EMB-145 MP/ASW (P-99) e R-99A, só que baseados no E-190E2, para substituir os ERJ-145 como plataforma, muito, mas muito mais capacidade em relação ao Erj-145, esse avião teria mercado de exportação fácil. Para quem não pode ou não está autorizado a usar um P-8 Poseidon, será uma ótima alternativa.
      ________
      Amigo, sobre a associação Boeing Embraer, a verdade é uma só: Ninguém sabe o que está sendo negociado, exceto os executivos das duas empresas, representantes do governo e das F.A… o resto, podemos dizer que é fak news, venha de onde vier, o que vaza para a imprensa, é só a parte que se deseja que seja conhecida, por motivos bons ou ruins.
      Muito se diz que a Boeing forneceu “soluções técnicas” para o KC-390, e acho que foi a Janes ou outra similar, que disse que a Boeing quer promover mudanças no KC-390, algo na linha de aumentar capacidades para buscar mercados, não custa lembrar que o KC-390 foi concebido desde o início para ter sua cabine alongada, sem maiores problemas, quem sabe não seja isso.
      Apenas conjecturas.

      • Meu caro, a SAAB aventa de tudo, até a navalização do Grippen, ela está fazendo o trabalho dela, quem compra e analisa também tem que fazer o mesmo.
        Para mim, o Grippen F no Brasil, será para conversão, treinamento e no máximo como comentei, algo parecido com o Sufa (e olhe lá).
        O Grippen é um avião relativamente pequeno, para mim, a construção do F vai trazer muito mais vantagem ao pais do que o monoposto, pois os engenheiros vão ter que suar muito para colocar o segundo tripulante (não impactar demasiadamente o desempenho, raio de ação e robustez), imagine agora, colocar de forma orgânica, desde o cabeamento até alguns sensores. Se já foi um sufoco fazer isto no F-18 (que é um avião maior), imagine no Grippen, e temos que lembrar que só de Grower, existem mais células que a do Grippen. Por isto, melhor comprar o F-18 que tentar algo.
        Quanto a compra da Boeing, o que existe de concreto é que a parte da defesa está fora, no máximo, a Boeing auxiliar na venda do KC. O Grippen, a EMB e o GF já deram garantias a SAAB que não haverá troca de dados entre os times.
        Mas concordo 100% com você, que as trocas de figurinhas está entre quem está negociando e sabe-se la o que pode mudar, mas o escopo é o que foi divulgado. Quanto a alongar o KC, sempre achei ele meio curto, parece que tem algo fora do lugar (obviamente foi bem dimensionado pelos engenheiros, impressão minha).
        Um grande abraço

      • Concordo com você, Silvano, lembrando que da BOEING poderá vir o investimento para o desenvolvimento do KC-390 II, com cabine alongada e uma versão mais potente (e econômica) do grupo motopropulsor (para se manter, ou mesmo melhorar, o alcance do modelo).

  6. Não acredito que, 36 anos depois do sucesso dos Super-Etendard, ainda haja quem rejeite a ideia de caças lançando mísseis ar-mar.

  7. Exceto pelo P-8 bancado pelo contribuinte norte americano, não vejo nenhum produto do segmento MPA/ASW/ASuW tendo esse tal de “mercado de exportação fácil”.
    A própria Boeing descontinuou seu MSA sobre plataforma Challenger 605, depois de uns bons 3 anos sem absolutamente venda nenhuma.
    Nem a briguinha de “cumpadres” da Airbus (ATR X C-295) e menos ainda a oferta da Saab, o “Swordfish”.
    Que são produtos existentes.
    Imaginem então qndo o produto sequer existe.

  8. Depois de mísseis com designer furtivos como o Naval Strike Missile (NSM) norueguês, esperava que este míssil aí também tivesse um designer furtivo.Não sei nada de estratégia de guerra, mas a Saab bem que podia ter criado um conceito furtivo para este míssil, assim teria mais um às na manga como marketing em favor do gripen além é claro de ser mais ameaçador, e assim se tornar como mais um fator de dissuasão afinal, qual marinha iria está tranquila sabendo que o adversário está armado com uma boa quantidade de mísseis anti-navio furtivos.

  9. Com um mundo buscando armas anti navios, stealth ou supersônicas e hiper, será que esse sistema ainda sera efetivo na próxima decada ?

  10. O pessoal vê o a foto do míssil e parece que nem lê o que está escrito na matéria. Será um dos reflexos da tal “pátria educadora”? Será que é difícil enxergar a parte que fala que o projeto usará material composto? Isso não apenas diminui o peso, mas também seu RCS. Só para terminar, o RBS-15 MK3 que eventualmente será substituído por este, é considerado um dos melhores mísseis da atualidade, e melhor ainda, um dos que possuem um dos menores RCS dentre os mísseis anti navio atuais.

    • Lemes,
      Necessariamente ser de material composto não faz o míssil mais furtivo, muito pelo contrário. Material composto é em regra “transparente” ao radar, então, ele ajuda se for nas aletas, mas prejudica se for na célula, já que ele deixa “ver” o que há dentro da célula do míssil.
      Pra que ele seja mais furtivo o ideal é que seja recoberto de material de cobertura RAM ou feito de material estrutural RAM. Se for de metal e não for recoberto por RAM de cobertura (tinta, etc.) deve se adequar à técnica de forma, para refletir o eco para longe do emissor.
      Em tendo um seeker de radar não tem como o nariz ser recoberto por material RAM, que impediria o uso do radar do míssil.
      Até onde eu sei não há material RAM unidirecional, que deixa o feixe de um lado passar e “absorve” o feixe que incide do outro lado. O que há é RAM seletivo, que é otimizado para uma determinada banda. Por exemplo, o radomo do míssil pode ser de material RAM otimizado para radares de frequência que não a que o radar do míssil opera, mas “infelizmente” o radar do míssil opera nas mesmas faixas de frequência que os radares de controle de tiro e alguns radares de busca dos navios. Então, não faz muita diferença se o radomo é de RAM seletivo.
      Radares de varredura eletrônica podem ser inclinados e não refletem o feixe para o emissor, ajudando a reduzir o RCS, mas esse míssil não deve adotar um radar de varredura eletrônica (PESA ou AESA) mas uma antena mecânica, então ele reflete para o emissor quando tranca no alvo.
      Um míssil com seeker IIR que quer ser stealth adota uma janela IR facetada de material que reflete o feixe de radar pra longe do emissor. O material da janela deixa passar a radiação IR mas reflete a radiação RF, daí, o radar não consegue “enxergar” o que há além da “janela”.

      • Bosco, entendo sua explicação e concordo com ela, mas em momento algum falei que o míssil era furtivo. Falei apenas que o RBS-15 MK3 é considerado um dos melhores da atualidade, e um dos que tem um dos menores RCS dentre os mísseis atuais. Quanto ao MK4, ele deve manter ou melhorar o RCS em relação às versão MK3. Ainda assim, obrigado pelo comentário extremamente instrutivo.

    • “um dos que possuem um dos menores RCS dentre os mísseis anti navio atuais”
      Não sei da onde vc tirou isso.
      O RBS15 não é muito diferente das últimas versões dos Exocet, Harpoon e o russo club.
      Misseis que são hj, o estado da arte, são os ocidentais LRASM, NSM e o projeto russo-indu bramahos.

  11. Tanto Harpoon como Exocet possuem quase o mesmo diâmetro. Cerca de 35 cm.

    Já o RBS15 da SAAB possui 50 cm de diâmetro.

    Porém em comprimento é até um pouco mais curto, em relação ao Exocet e a versão naval do Harpoon. Já o Harpoon aero-lançado é um pouco mais curto que ele.

    Comprimento em torno de 4,3 m.

    Não sei se a nova versão terá as mesmas medidas que a MK3.

    Mas com cerca de 300 km de alcance está bem à frente do Exocet neste quesito. Principalmente a versão aero-lançada.

    Ainda que o tamanho impressione, é um míssil antinavio ‘compacto’ que pode ser carregado em razoável quantidade, até mesmo pelo Gripen que é um caça relativamente pequeno.
    Ideal para ataques de saturação.
    Existem mísseis antinavio muito maiores, como o Brahmos que possui o Dobro do tamanho e 5x o peso e o P500/P1000 do Cruzador Slava oferecido ao Brasil, que possui o Triplo do tamanho e 10x o peso.

    Eu prefiro Sempre o desenvolvimento nacional.
    Espero o MANSUP e o AV-TM 300 e 500 da Avibras.
    E em seguida versões melhoradas de ambos.

    Mas, se a opção nacional for demorar, no curto prazo o RBS-15 é minha opção favorita.
    Tanto para as Fragatas Tamandare da MB, como para os Gripen E/F da FAB.

    Imaginem um Gripen E armado com 4 RBS-15 ER + 3 Meteor + 2 A-Darter.
    Agora, imaginem 12 Gripen E com 48 RBS-15 ER. Assusta muitas marinhas. 🙂

  12. Mais um motivo pra MB comprar o Gripen E/F pra usar na defesa da costa brasileira assim como os P-3 que estando com o Rbs-15 e ou um Mansup podem adentrar o mar e lançar seus mísseis em possível agressor e voltar em segurança e sem ter o custo da manutenção de um porta aviões e toda a estrutura que o envolve .

  13. Essa questao do RCS e muito relativa, pois o Gungnir tera jamming e trajetorias variaveis.
    Como seu percurso de ataque sera majoritariamente rente à superficie maritima, esse requisito é menos importante. Tambem o material composito da carenagem certamente tera um efeito similsr ao RAM.
    Quanto ao MANSUP, quando e se tiver uma versao AR-MAR, podera ser integrado, mas precisara ser muito otimizado para ter a mesma performance, seja em alcande seja em eficacia. O mesmo,pode ser dito em relaçao ao exocet (cujo preço atual deve ser igual ou superior ao do Gungnir/RBS15), ou ao Harpon. Alias tanto o exocet como o Harpon ficam com o efetivo fornecimento sob escrutinio do vendedor….veja a gyerra das Falklands e os nossos Orion que so estao testando o Harpon nesses dias…

  14. Silvano…
    Um Gripen Growler baseado no modelo F faz sentido, creio ser possível, não que chegue a ser o que é o SH na função, mas certamente poderia ser de enorme valia, principalmente contra defesas anti aéreas, casulos, sensores internos, não vejo que possa sobrecarregar demasiado o avião.
    Quanto a plataforma E190E2 em substituição aos atuais Erj-145 na função, creio que deva ser considerado prioritário, e a FAB tem isso em conta.
    Quando a possibilidade de exportação, também vejo amplas possibilidades para esses modelos, tanto o AEWC, como o P-99, inclusive na América do Sul, Chile e Colômbia poderiam certamente se interessar por tais plataformas.
    O Chile tem um velho 707 na função, tem apenas um, e já no final da vida útil, se não dos sensores, mas do avião, e a Colômbia nunca viu algo assim na vida, seria colocar os pilotos da FAC em outra dimensão do combate aéreo, certamente ficariam maravilhados com tal tecnologia, é claro, seu velho Kfir não ajuda muito, ainda mais em parcas quantidades, mas nada impede que possam a vir comprar um caça mais moderno, se não um Gripen E, mas pelo menos um F-16 usado mas com aviônica mais atualizada, o mesmo poderia ocorrer com o Chile no tocante ao AEW&C baseado no E2.

    • Peru, Colômbia e Chile. Seria ótimos parceiros de desenvolvimento para um navio de patrulha e AEW.
      Todos os projetos estão aí. Só falta o governo liberar a verba.

      • A FAB não está pensando, ainda, na substituição dos E-99. O próximo passo é modernizar os R-99. Primeiro tivemos que nos livrar da L3 Communications, que, por contrato, não permitia o contato com os demais fabricantes de equipamentos. A MDA, canadense, fabricante do radar de abertura sintética, está oferecendo uma atualização do seu radar e software.

  15. Este míssil possui ótima reputação e é tido como um dos mais eficientes, sendo operado em sua versão anterior por ar, mar e terra. Com este alcance e melhorias nos seus sistemas, esta versão mk4 será top no quesito de mísseis anti navio.
    Agora….
    Venhamos e convenhamos….Mansup é uma versão do Exocett, com alcance considerado inadequado nos dias de hoje (70km), e ainda nem está operacional!
    Harpon não creio ser alternativa por sua procedência, mesmo pq, só estão disponíveis para os Orion, que não muito longe, serão desativados.
    Uma parceria com os Suecos já existe….não seria o caso de pensar melhor sobre o assunto?
    É uma arma formidável!!

  16. As “cabeças” dos misseis da primeira foto são diferentes dos da segunda.
    Mas tomando como relação os humanos montando o missel …é enorme o brinquedo SIM.

  17. Muito bom, excelente arma mas ainda prefiro ver a FAB dotando os Gripens ou mesmo os AMX-M da versão Ar/ Superfície do MANSUP-01 (lógico quando ela ficar pronta).
    Mesmo não sendo o supra sumo, é o que temos, mais barato que esse RBS-15 e é nosso.
    Com mais encomendas gerará dividendos as empresas e incentivará futuras versões mais atualizadas do MANSUP.
    Ainda temos as opções do MAR-01 e MT-300 ( este último já poderia ser utilizado para ataques a embarcações com sistema de propulsão avariados. Ou seja estáticas).

    • Mansup ? Como uma coisa que não está nem pronta pode custar mais barato que algo já industrializado? Principalmente pelas quantidades envolvidas, sabemos que aqui se compra a conta gotas. Segundo o Mar não foi adquirido pela Fab e esse tal de MT 300 tá que nem o saci Pererê, todo mundo fala dele, mas ninguém nunca viu.

  18. Uma pergunta para o Bosco ou qualquer outro entendido no assunto:
    Quantos mísseis anti-navio como esses aí ou mesmo outro, seriam necessários para saturar as defesas de um moderno navio como por exemplo um Arleigh Burke ou uma FREMM?

  19. Tico,
    Perguntinha complicada. rsrss
    Só pra gente ter ideia em relação ao Arleigh Burke, ele tem 3 radares iluminadores para cerca de 80 mísseis Standard/ESSM e ainda tem 2 CIWS Phalanx que operam de forma independente. Somado a isso tem os sistemas de defesa “soft kill” SLQ-32, Mk-36 SRBOC, Mk-53 Nulka e Mk-39 Chaff Buoy , que juntos podem lidar com diversas ameças simultâneas.
    Detectando um míssil subsônico sea-skimming a uns 20 km dá um tempo de reação de cerca de 70 segundos. Se o tempo de reação até o primeiro lançamento de míssil for de 10 segundos a primeira interceptação se dará após cerca de 15 segundos. Sobrando ainda 45 segundos.
    Fazendo uma conta de padaria cada canal de tiro do Arleig Burke pode atingir algo em torno de 4 mísseis sea-skimming subsônico antes dos mísseis adentrarem o alcance mínimo. Isso dá mais ou menos algo em torno 12 mísseis que podem ser engajados pelo sistema Aegis, não contando os Phalanx e o sistema soft-kill.
    Mas há tantas variáveis que isso aí é só conta de padaria mesmo. rsrs
    Vale salientar que tendo em vista as diversas variáveis um único míssil pode passar e atingir o navio, já que essa não é uma ciência exata.

    • Complementando o Bosco
      Não sou nenhum entendido, mas vou colocar aqui o meu pitaco.
      Dois exocet, atingiram o OHP USS Stark, ou seja, 100%.
      O Subnuc Conqueror acertou 2 dos 3 torpedos no General Belgrano, 66,33%
      Os Argentinos dispararam 2 exocet e um atingiu o Sheffield, 50%
      O submarino San Luiz, disparou vários torpedos mas nenhum foi efetivo, por outro lado, a RN acabou com o estoque de armas antissubmarino caçando o mesmo, ou seja 0% para os dois lados.
      Tudo isto para tentar mostrar, que a chance de atingir não é uma ciência exata, depende de vários fatores, que vão desde treinamento, oportunidade, uso dentro dos parâmetros, medidas de contra-ataque, estratégia, posição do navio etc. Dizem que uma guerra não vencida por quem acerta mais e sim por quem erra menos.
      Com certeza os gringos (que são os máster f… da estatística) deve ter um número, baseado nos exercícios que fazem, algo como conseguem abater 70% (chute meu) dos mísseis, e em cima destes modelos estatísticos, definem o que vão ou não fazer. Mas uma coisa é exercício outro bem diferente é porrada.

  20. Pode-se escolher entre armar um Gripen com torpedos ou misseis ar-mar. Torpedo seria mais indicado para um Gripen naval, de outra forma também serve mas fica limitado ao alcance do caça na proteção costeira.

    • Torpedo? Sério? Vai atacar igual ao japoneses em Pearl Harbor? Ou igual aos ingleses quando atacaram a frota italiana? Vem à baixa altura, e lança o torpedo na “cara do gol”?

      • Oi Rinaldo, vc pode até pensar que estou louco, porém exponho abaixo alguns detalhes na minha forma de pensar.
        – Um torpedo desde os mais pesados aos mais leves tem um poder de destruição muito maior que um missil, com o detalhe que atua na linha abaixo da agua, o que sempre ou quase sempre leva ao naufragio.
        – O emprego atual dos torpedos é em helicopteros geralmente embarcados, que são aeronaves lentas e mais faceis de derrubar, ao contrario de aviões (no caso me refiro a caças não a aviões de patrulha) que chegam ao objetivo mais rapido levando torpedos leves, baixando e diminuindo a velocidade antes do disparo .
        – Na atualidade os misseis podem ser interceptados em seu percurso (exceto os hipersonicos que estão em testes), interceptar um torpedo parcialmente submerso é bem mais dificil.
        Eu acho (na minha forma de pensar) que seria interesante e uma opção belica de defesa a mais, desenvolver torpedos para disparo a partir de caças.

        • Kemen,
          O que você propõem é muito difícil na prática tendo em vista a tecnologia corrente. Antes, na SGM, havia os aviões torpedeiros que lançavam torpedos de corrida reta de curtíssima distância (menos de 1 km do alvo), que navegavam na superfície e atingiam os navios na linha d’água.
          Hoje, um torpedo pesado (propulsão elétrica ou térmica) com massa de 1,5 t (ogiva de 290 kg) chega a 60 nós , tem um alcance de uns 20 km (o dobro e na metade da velocidade) . Um torpedo de cavitação tipo o Shkval 2,7 t (ogiva de 210 kg), atinge 200 nós e tem alcance de não mais que 10 km. E não é guiado.
          Nenhum desses torpedos pode ser levado por um Gripen que não tem estação de armas capaz de suportar o peso e mesmo que fosse possível obrigaria o caça a se aproximar perigosamente dos alvos.
          O ataque torpédico é tão mais efetivo quanto mais furtivo for, igual o ataque ar-ar BVR ou o ataque OTH contra navios. Um torpedo pesado caindo na água seria detectado pelos sonares mesmo que os caças não tenham sido detectados pelos radares, e há uma série de defesas antitorpedos que poderiam ser implementadas.
          A menos que alguma tecnologia propulsiva revolucionária surja, não há muito o que fazer acerca da péssima relação peso/alcance dos torpedos.

  21. Lembro que no afundamento da fragata Bosisio foi utilizado um Mk-46 disparado por um SH-16, acho que torpedos leves também podem ser usados contra alvos de superficie. No caso é claro que foi um treinamento.

    • Bosco já te respo deu. Faltou te explicar que é quase impossível chegar a 5 NM de uma fragata Arleigh Burke sem ser abatido. Servi 3 anos na Segunda ELO, atacando fragata e CT. Entendo um pouquinho.

    • “Lembro que no afundamento da fragata Bosisio foi utilizado um Mk-46 disparado por um SH-16”

      Não, Kemen, esse lançamento fazia parte do exercício, mas não foi lançado contra a ex-Bosísio. O que foi informado é que o torpedo foi lançado em exercício antissubmarino, como parte do treinamento.

  22. Complementando a resposta do colega Bosco sobre defesa antiaérea contra ataques de saturação com mísseis antinavio sea skiming.

    Dificuldades principais:

    1) detectar o míssil antinavio voando rente as ondas (5 m acima das ondas):

    Os dados não são divulgados, mas analisando fotos, pelo olhômetro, da para ter uma ideia.
    Os radares Spy1D dos Arleigh Burke flight 2A ficam a cerca de 17 metros de altura.
    Para detectar um míssil a 5 m de altura (RBS 15), o horizonte radar será limitado a cerca de 26 km.

    Vamos pegar outro navio para comparar.
    A Type 45 britânica. Em minha opinião o supra sumo em enfrentar ataques aéreos de saturação.

    Seu radar fica em um masto bem mais alto com cerca de 35 m de altura, portanto aproximadamente o DOBRO da altura do radar das Arleigh Burke.

    Devido à esse posicionamento mais alto, seu horizonte radar contra o RBS 15 a 5 m de altura seria maior, cerca de 34 km.

    Portanto, após a detecção, o tempo até o impacto seria de 1 Minuto e 33 segundos para os Arleigh Burke. E cerca de 2 Minutos e 2 segundos para as Type 45.
    Obviamente, todos os dados são aproximados.

    2) Capacidade de rastreamento e disparo de mísseis antiaéreos:

    O SPY-1D é do tipo PESA e não serve como diretor de tiro para guiar os mísseis antiaéreos.
    Os SPG-62 servem como diretores de tiro, porém são radares MECÂNICOS.

    Os mísseis SM-2 e ESSM possuem radares semi-ativos.

    Como o Bosco escreveu 4 mísseis podem ser guiados de forma simultânea por cada SPG-62.
    Com 3 radares, temos 12 mísseis.

    A Type 45 possui o SAMPSON do tipo AESA como radar Principal e também possui capacidade de controle de tiro. Apenas este radar já seria o suficiente, mas eles instalaram um radar secundário, o S1850, também do tipo AESA, para assumir a função de buscas de longo alcance, quando o SAMPSON estiver sobrecarregado, cuidando de ataques de saturação.

    Os mísseis da família Aster possuem radar Ativo.
    A capacidade do combo é de atacar 32 mísseis de forma quase simultânea.
    Quase 3x melhor que os Arleigh Burke 2A.

    O Sea Ceptor também possui radar Ativo. E podendo ser armazenado 4 por célula VLS, ampliará de forma significativa a capacidade da Type 45 contra ataques de saturação, assim que for adotado nos próximos anos.

    Os Arleigh Burke Flight 3 serão diferentes, com novo radar do tipo AESA e com ESSM block 2 com radar Ativo atingirão o mesmo nível de capacidade das Type 45 atuais, porém com uma quantidade bem maior de mísseis e sendo um Destroyer bem superior nas outras funções.

    3) A questão da Furtividade em mísseis antinavio sea skiming:

    Os modernos radares embarcados, como o Sampson das Type 45 possuem capacidades de detectar alvos furtivos e muito pequenos a distâncias incrivelmente altas.
    Alguns superam 400 km.

    A maior arma dos mísseis anti-navio sea skiming é justamente o perfil de voo muitíssimo baixo.

    Os radares embarcados ficam limitados a cerca de 30 km de alcance devido a curvatura da Terra. Um pouco mais ou um pouco menos. Dependendo da altura do mastro onde o radar esta posicionado e da altitude de vôo do míssil inimigo.

    Nessas distâncias creio que diferenças pequenas de RCS entre os diferentes mísseis anti-navio, POUCO, para não dizer quase Nada, influenciarão.

    Um radar com capacidade para detectar alvos furtivos a centenas de quilômetros, detectará qualquer míssil anti-navio a cerca de 30 km, assim que surgirem no horizonte radar, independente se o míssil possui RCS 2 x menor que o outro.

    • Luís,
      Muito bom comentário. Só tenho uma ressalva, mesmo que as ameaças stealth (nível VLO) sejam detectadas nas distâncias do horizonte radar ainda assim os meios ativos de destruição são dependentes de radares de maior frequência, de banda X (radares de iluminação-ex: SM-2, ESSM – e radares ativos de alguns mísseis-ex: SM-6, ESSM/2), radares banda Ku (radares de controle de tiro de canhão e de alguns mísseis – ex: Mica-RF/Aster15/30) e radares banda Ka (radares de alguns mísseis- ex: PAC-3), que são as faixas de frequência em que os stealths são mais efetivos.
      Há de se fazer uma diferença entre um contato com baixo RCS por conta de ter uma forma naturalmente pouco refletora (ex: veículo de reentrada) e um contato com baixo RCS devido a ter incorporado tecnologia furtiva na forma de material RAM.
      Tudo leva a crer que um pequeno radar ativo de míssil que tem alcance de uns 15 km contra uma ameaça convencional pode ter dificuldades de trancar numa ameaça furtiva recoberta por material RAM.

  23. “Bosco disse: A menos que alguma tecnologia propulsiva revolucionária surja, não há muito o que fazer acerca da péssima relação peso/alcance dos torpedos.”

    Já acho que seria viável uso de torpedos em caças se alguma tecnologia revolucionária fosse desenvolvida na área de busca e travamento autônomo.
    Como assim são os mísseis, dando completa autonomia ao torpedo após lançamento.
    Assim caças como AMX, L-329 etc, aviões sub sônicos que possuem grande manobrabilidade a baixas alturas e velocidades poderiam disparar o torpedo a uma grande distância após travamento do alvo.
    O mesmo faria a “corrida” até o alvo automaticamente sem precisar de guiagem da plataforma lançadora, seja por fibra óptica ou sei lá o que mais usam!

    • E o combustível desse torpedo?
      A única coisa lançada por aeronaves hoje são torpedos leves. Como você vai lançar um torpedo desses a grande distância, presumindo o horizonte de radar, para perseguir um navio, que não é a função desse torpedo?
      .
      Vai gastar uma montanha de dinheiro para fazer incrível gambiarra de adaptar um Torpedo pesado (sabe-se lá como) para ser lançado por caças?
      Pq não utilizar essa montanha de dinheiro para ter mais aeronaves de caça, que tanto precisamos e um míssil que preste?

      • Pois é…

        Não é melhor gastar primeiro com o desenvolvimento de torpedo pesado guiado para lançar de submarino? E com torpedo leve antissubmarino lançado de navios e de aeronaves? E de versões do míssil antinavio em desenvolvimento para ser lançadas de aeronaves e submarinos? E quem sabe de um míssil ou foguete lançado de navio que entregue um torpedo antissubmarino perto de seu alvo (como já tivemos com o Ikara)?

        Afinal, todos esses passos ainda estão para ser dados antes de se reinventar algo que deixou de ser efetivo logo após a Segunda Guerra Mundial (torpedos pesados lançados de aeronaves na função antinavio) devido ao que já era quase uma missão suicida ter virado uma garantia de suicídio, além de inviável devido às velocidades envolvidas nas aeronaves a jato.

        Criatividade é importante, mas quase nunca dá certo colocar a carroça na frente dos bois. Muito menos quilômetros na frente dos bois.

  24. Mesmo na WW2 torpedeamento aéreo era tarefa de alto risco e baixo sucesso. Em Midway todos os torpedeiros americanos foram abatidos, os bombardeiros de mergulho foram mais efetivos.
    O torpedo que acertou os lemes do Bismarck foi um tiro de plena sorte.
    .
    Não adiantava ser um torpedeiro veloz porque tinha que reduzir a velocidade para o lançamento. Era necessário ser estável e firme em baixas velocidades com um torpedo de 800kg. Por isso um projeto aparentemente defasado como o Swordfish fez tanto sucesso.

  25. Não seria o caso de usar VANTs lançadores de mísseis antinavio ao invés de aeronaves tripuladas, deixando os caças para a função de escolta ?

  26. A literatura geral abaixo se refere ao PAAMS como podendo guiar simultaneamente 16 misseis o que é bastante significativo. Resta saber se seria facil em um ataque de saturação lançar mais de uma duzia de misseis simultaneamente, o tempo entre esses lançamentos ou outros lançamentos sucessivos até se esgotarem as capacidades disponiveis.
    https://en.wikipedia.org/wiki/PAAMS Sobre o alcance dos radares vale lembrar que conforme as faixas de frequencia as ondas eletromagnéticas dos radares também se curvam (mais ou menos) em relação a curvatura da terra. Como estou saindo um pouco do tópico, não fiz as contas.

  27. Os Ticonderoga levam 4 MK99, os SPG-62 podem iluminar até 16 misseis simultaneamente, a grande vantagem do sistema AEGIS adotado por varias marinhas no mundo é ter sistemas independentes para detecção, trackeamento, lançamento e iluminação, sejam misseis, torpedos e canhões, com isto as armas são operadas simultaneamente e de forma independente não dependendo de um sistema centralizado. Resta acrescentar que o AEGIS tem sido modernizado continuamente na produção, inclusive alguns em operação.
    O sistema PAAMS das Type 45 (SAMPSON /S1850) pode lançar até 16 misseis simultaneamente, igual ao AEGIS das Ticonderoga.

  28. Bardini 21 de julho de 2018 at 15:16
    E o combustível desse torpedo?
    A única coisa lançada por aeronaves hoje são torpedos leves. Como você vai lançar um torpedo desses a grande distância, presumindo o horizonte de radar, para perseguir um navio, que não é a função desse torpedo?

    E quem disse que estou propondo o desenvolvimento desse tipo de armamento no Brasil? ( Sem nem o básico estamos fazendo, e ainda comprando para montar aqui imagina um equipamento deste).
    Mas o combustível seria o mesmo, pois mensionaram que tem torpedos com alcance de 20 km, e com um sistema de travamento e guiagem autônomo o mesmo se orientaria sozinho.
    Quanto ao peso, não sei se algum avião tem capacidade em seus pilones para suportar 2 toneladas , mas aviões como o SU-35 seriam interessantes (caso suporte esse peso).
    Quanto ao horizonte radar, o mesmo não afeta aeronaves em vôo, pois as mesmas não estão limitadas a está situação, pois estão acima da linha de limite, e o torpedo caso desenvolvam este sistema de guiagem será alimentado por informações iniciais pela aeronave lançadora.
    Só estava falando com o Bosco que em minha opinião o que tornaria viável um torpedo lançado por aeronaves seria o desenvolvimento de um sistema de navegação, travamento e guiagem autônomo.
    E não um sistema revolucionário de propulsão, como afirmou o mesmo.
    Parcimônia e caldo de galinha não fazem mal a ninguém!

    • “Quanto ao horizonte radar, o mesmo não afeta aeronaves em vôo, pois as mesmas não estão limitadas a está situação, pois estão acima da linha de limite”

      Amigo, seria bom você ler um pouco para se informar antes de postar algo assim. Quanto mais acima do horizonte radar, mais vulnerável a aeronave fica. Pode ser detectada e abatida a uma distância maior. Será que você não está confundindo horizonte de radar com linha d’água?!

    • Kemen,
      O Mk-54 poderia ser lançado de um caça, e inclusive o torpedo poderia ser programado para ter função antinavio (ele é exclusivamente antissubmarino) , o problema é que esse torpedo tem alcance de 10 km (20 no máximo, a baixa velocidade) e isso obrigaria o caça a se aproximar perigosamente de um navio.
      Uma outra opção é se usar o sistema HAAWK https://www.militaryaerospace.com/content/dam/mae/online-articles/2013/04/HAAWC%204%20April%202013.jpg
      que deixaria o caça a uns 80 km de distância.
      Outra opção ainda seria usar um míssil cruise como o 3M54K (kalibr) que em vez de lançar um estágio supersônico lançasse um torpedo quando a uns 10 km do navio alvo.
      Outra opção é lançar um UUV de grande autonomia (baixa velocidade) que fosse capaz de por sí só achar um alvo. Na verdade as futuras minas submarinas serão assim. Em vez de fixas elas ficarão se movendo numa área e poderão agir de forma pró-ativa, procurando e indo atrás dos alvos.
      Ou podemos esquecer isso tudo e atacar com mísseis mesmo, do jeito que é hoje, tentando penetrar nas defesas navais utilizando um perfil de voo baixo, alta velocidade, ECM, furtividade, saturação, etc.

  29. Eu imagino que o ideal seria os mísseis antinavio fazerem uma trajetória parabólica no final do seu percurso, quando já fossem detectados, atingindo os conveses que são menos protegidos que os costados.
    Como nas batalhas entre couraçados na WW2, onde as maiores distâncias envolvidas faziam os projéteis serem disparados de maior ângulo, impactando parabolicamente.

    • Delfin,
      Os mísseis semibalísticos (AS-4, SM-6, AARGM, HARM, Kinzhal (??), Kh-32, etc.) já fazem isso e alguns mísseis cruise de voo mais alto também (SSN19, Moskit, etc).
      Também é sabido que o Harpoon, embora seja sea-skimming, é capaz de implementar uma trajetória terminal tipo “pop-up” em que sobe quando está a cerca de uns dois quilômetros do navio alvo e mergulha contra ele, atingindo-o por cima.

    • Delfim,
      Navios de guerra modernos não são blindados, nem nos conveses nem nos bordos, excetuando-se proteção de áreas muito específicas como o COC, silos de mísseis, mas ainda assim, em geral, apenas blindagem leve contra fragmentos, com chapas um pouco mais grossas, kevlar ou similares.

      O missil atingindo de cima ou do lado vai penetrar nas chapas finas e causar danos de jeitos muito parecidos. Exceção talvez a um impacto de cima para baixo que atinja especificamente o paiol de munição, que em geral fica abaixo da linha d’água.

  30. Amigo, seria bom você ler um pouco para se informar antes de postar algo assim. Quanto mais acima do horizonte radar, mais vulnerável a aeronave fica. Pode ser detectada e abatida a uma distância maior. Será que você não está confundindo horizonte de radar com linha d’água?!

    Amigo talvez não me fiz entender, mas me referia a relação capacidade dos sensores do navio X limitações do horizonte rada, coisa que não acontece em aeronaves.
    E não a relação detecção X furtividade de uma aeronave.
    Sugiro compreender melhor a situação, mas se não me fiz entender direito peço desculpas.

    Exemplo de kit de guiagem para um possível torpedo aeroguiado
    Link:https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTFZ-rCjFeslW7F9GSdXcJ-Zm35C8Ohb-evM9K8k99LlSPTJb6QVA

    Outra opção e que podemos desenvolver localmente uma versão modernizada do sistema ASROC.
    Pois por ser desatualizado, suas patentes já caducaram e temos alguns destes sistemas nas Niterois ou mesmo estocados em algum lugar.

    Link:https://pt.wikipedia.org/wiki/ASROC

    • ASROC nunca operou na classe Niterói.

      Não obstante, a pertinência de desenvolver algo semelhante ao ASROC, pensando no emprego em navios brasileiros na guerra antissubmarino, é uma das poucas coisas que concordo com você. É um armamento que complementa muito bem os helicópteros como carregadores de torpedos antissubmarino.

  31. Em tempo: vale salientar que apenas mísseis balísticos intercontinentais implementam “ECM” na forma de PENAIDS (dispositivos de auxilio à penetração), que são falsas ogivas lançadas após a fase de impulso, de modo a saturar e confundir um possível sistema antimíssil.
    O porque de mísseis não adotarem medidas de ECM , como o lançamento de flares, chaffs, ou interferência ativa, é facilmente compreendido visto que isso não poderia ser feito de forma aleatória e sim reativa, num momento preciso, e os atuais mísseis ainda não têm esse “discernimento”. Falta inteligência e sensores ao redor do míssil que dê a ele a capacidade de perceber quando está sendo engajado e o momento certo de lançar os decoys.
    *Eu só coloquei a ECM como uma possibilidade por conta de que isso pode acontecer no futuro, e inclusive é dito que o LRASM teria capacidade de “interferência ativa” na fase terminal.

  32. Caro Nunão, também não concordo com muita das coisas que escreve, mas nem por isto desmereRealmente me enganei, os ASROC eram utilizados os contra torpedeiros da MB (não me lembro a classe).
    E sim, com o desenvolvimento da plataforma giro estabilizada da Avibras, somado aos SLDM,s temos completo conhecimento para desenvolver um ASROC-MK2 nacional.
    Com melhorias como guiagem de meio curso etc.
    E como deve ter alguns sistemas armazenados, as patentes já caducaram na impediria tal investimento.

    • Foxtrot,
      Continuo não entendendo o que plataforma giroestabilizada tem a ver com lançamento de mísseis de grande porte, na sua visão. Gostaria que explicasse.

      Essas plataformas giroestabilizadas são em geral para artefatos de pequeno porte ou armas leves que não usem sistemas de direção de tiro do navio, para serem menos afetadas pelo balanço e caturro.

      • Nunão, acho que a ideia dele seria para um asrock “ante-navio”. Se entendi bem, ele quer lançar beeeem de longe, e para isso a tal plataforma inercial. Um pensamento, o que impediria o navio alvo de abater o asrock? Isso não tornaria a opção muito mais vulnerável que os mísseis sea skimming? E vamos concordar, se fosse algo factível já haveria pelo menos estudos sobre isso.

        • Lemes,

          Se for isso, então é confusão braba entre plataforma giroestabilizada (onde se instala metralhadoras, canhões leves e até mesmo lançadores de engodos etc) e sistema inercial (que vai dentro do missil, para navegação).

  33. Foxtrot,
    Continuo não entendendo o que plataforma giroestabilizada tem a ver com lançamento de mísseis de grande porte, na sua visão. Gostaria que explicasse.

    Essas plataformas giroestabilizadas são em geral para artefatos de pequeno porte ou armas leves que não usem sistemas de direção de tiro do navio, para serem menos afetadas pelo balanço e caturro.

    Caro Nunão, estou apenas realizando um “exercício mental”.
    Quando propus a primeira vez a utilização da plataforma giro estabilizada da Avibras (agora denominada por mim de PGS para facilitar) para uso em uma futura (caso viável) construção de novas CCB,s.
    Me baseie na informação do diretor da Avibras de que a mesma poderia em futuro disparar versões do MT-300, MANSUP e outros mísseis.
    Assim, por não possuir capacidade de instalação de um VLS, seria interessante a instalação desta plataforma nas nova aquisições das CCB,s (mais uma vez frisando, caso fosse viável a construção de novas unidades).
    Algo semelhante ao sistema AAe Norte Americano RIM-116.
    A mesma plataforma poderia (com certas modificações) servi de base para um sistema nacional ASROC-MK2 nacional.
    Com melhorias frente ao original em áreas como navegação de meio curso, comunicações, link BR-2 (munindo o torpedo interno com informações do alvo) etc.
    Mas como disse, tudo isso descrito por mim, são “exercícios mentais”, feitos na área de engenharia.
    Antes de se iniciar um protótipo e validar ou não tais “exercícios”.
    Abraço!

    RIM-116: https://i.ytimg.com/vi/gt–7jKG0Q0/maxresdefault.jpg
    ASROC: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/18/ASROC_launcher_USS_Columbus_1962.jpg/300px-ASROC_launcher_USS_Columbus_1962.jpg
    PGS Avibrás: http://tecnodefesa.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Plataforma-Giro-Estabilizada-1-981×1024.jpg

  34. Lemes,

    Se for isso, então é confusão braba entre plataforma giro estabilizada (onde se instala metralhadoras, canhões leves e até mesmo lançadores de engódos etc) e sistema inercial (que vai dentro do míssil, para navegação).
    Caro Nunão, nunca disse que o sistema inercial iria na plataforma, realmente não faz sentido algum.
    A plataforma está ai e existe (que você queira ou não).
    Me referia a utilizar a plataforma para lançar um melhoramento do ASROC (envolucro de torpedo), com motor foguete, sistema inercial e navegação de meio curso, comunicações, Asas retrateis etc.
    Diferente da versão um que nada mais era que um foguete com um torpedo dentro, a MK2 seria um míssil com um torpedo dentro.
    Brabo mesmo e ler, não entender e ainda fazer mal juízo do engano que você mesmo cometeu, mas faz parte!

    • Foxtrot,
      Não cometi engano algum pois não fiz uma afirmação.
      Conversei com o Lemes sobre uma hipótese, o que é muito diferente.
      E fico mais aliviado, ao ler seu comentário, que essa hipótese não foi confirmada.
      Não tem nada de “mal juízo”, baixe a guarda.

      Porém, continuo não vendo lógica na plataforma giroestabilizada para as utilidades que você mencionou, como instalar reparo lançador de uma nova versão do ASROC, Mansup, ou de missil antiaéreo, que são armas guiadas, que manobram após o lançamento e cuja precisão não depende de pequenas alterações no ângulo em que são lançadas devido a balanço ou caturro. No máximo, acho que só vai servir para que os parâmetros de lançamento em condições de mar grosso sejam melhores do que se os reparos não estivessem na tal plataforma. Só que a plataforma teria que ser muito maior e muito mais pesada. Tanto que não se usa esse tipo de plataforma estabilizada para armas desse porte, é só olhar como são os lancadores de Exocet, com suportes soldados no convés. Ou o velho, pesado e volumoso lançador conteirável de ASROC. Praticamente, quase tudo isso está mudando para silos verticais.

      Ao menos na minha opinião faz pouco sentido, e menos ainda num navio do porte de corveta, o desenvolvimento de plataforma giroestabilizada do porte necessário para as aplicações que você mencionou. Melhor esperar primeiro que a plataforma termine seu projeto de industrialização e seja entregue para o fim pretendido, que é de um sistema lançador de despistadores de misseis, este sim um emprego mais do que necessário para as futuras corvetas, e depois vê-la aplicada também em armas leves, radares etc.

  35. Caro Nunão, não estou na defensiva rsrsr.
    Apenas estou especificando e esclarecendo minha opinião/ sugestão.
    Mas mandei imagens dos sistemas RIM-116 (com PGS para mísseis guiados AAe)
    O antigo ASROC etc.
    Mas realmente você está certo, o melhor e esperar o término e entrega do PGS Avibrás e caso se confirme a alegação do diretor da empresa (uso da mesma para disparo de mísseis já citados), entenderá melhor minha alegação.
    Caso não se confirme, entenderei melhor a sua.
    Passar bem !

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