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Dos 186 caças F-22, apenas 80 estão disponíveis para operações

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F-22 Raptor

Mudanças na organização e utilização do F-22 podem melhorar a disponibilidade de aeronaves e o treinamento de pilotos

A organização da Força Aérea dos EUA (USAF) da sua pequena frota de F-22 não maximizou a disponibilidade dessas 186 aeronaves. A disponibilidade é limitada por desafios de manutenção e organização da unidade. Por exemplo, stealth é uma característica central do F-22 e, de acordo com oficiais da USAF, fazer a manutenção do revestimento furtivo externo da aeronave é demorado e reduz significativamente o tempo que os F-22s estão disponíveis para missões.

Os desafios de disponibilidade de manutenção são exacerbados pela decisão da Força Aérea de organizar a frota do F-22 em pequenas unidades – 18 ou 21 aeronaves de missões primárias por esquadrão e um ou dois esquadrões por ala.

As alas de combate tradicionais têm três esquadrões com 24 aeronaves em cada esquadrão, o que gera eficiência de manutenção, porque pessoas, equipamentos e peças podem ser compartilhados, de acordo com oficiais da USAF. Além disso, a Força Aérea organizou esquadrões de F-22 para operar a partir de um único local. No entanto, geralmente emprega apenas uma parte de um esquadrão, e a parte restante se esforça para manter a aeronave disponível para missões em casa. Esquadrões maiores e tradicionais da Força Aérea e unidades destacáveis ​​proporcionam um melhor equilíbrio de equipamentos e pessoal, de acordo com oficiais de serviço.

A USAF não reavaliou a estrutura de sua frota de F-22 desde 2010. Sem conduzir uma avaliação abrangente para identificar e avaliar a organização do F-22, a Força Aérea pode estar perdendo oportunidades para melhorar a disponibilidade de seu pequena, mas crítica frota de F-22 e apoiar a necessidade de superioridade aérea do comandante combatente em ambientes de alta ameaça.

A utilização pela Força Aérea de sua frota de F-22 tem oportunidades de piloto limitadas para treinar para missões de superioridade aérea em ambientes de alta ameaça. Para completar os requisitos anuais de treinamento para missões de superioridade aérea, os pilotos do F-22 devem treinar quase o ano inteiro. No entanto, os pilotos do F-22 não estão cumprindo suas exigências mínimas de treinamento anual para as missões de superioridade aérea, de acordo com relatórios de treinamento da USAF e oficiais de serviço.

Caça F-22 em manutenção
Caça F-22 em manutenção

Além disso, a utilização de F-22 para exercícios e missões operacionais que não exigem as capacidades únicas do F-22 interrompem o treinamento dos pilotos e reduzem a proficiência. Por exemplo, as unidades F-22 são freqüentemente direcionadas a participar de exercícios de construção de parcerias. No entanto, durante esses exercícios, os pilotos do F-22 podem ser impedidos de pilotar o caça da mesma forma que o pilotariam em combate – devido a preocupações de segurança sobre a exposição das capacidades exclusivas do F-22. Essas restrições limitam o valor dos exercícios e podem resultar em pilotos desenvolvendo maus hábitos, de acordo com oficiais da Força Aérea.

A Força Aérea também usa F-22 para apoiar missões de alerta – uma missão que exige que certas bases tenham jatos prontos em todos os momentos para responder a ameaças da aviação civil ou militar. A missão de alerta não requer as capacidades avançadas do F-22, mas não há outros esquadrões de combate da Força Aérea atualmente baseados nas bases do F-22 no Alasca e no Havaí, portanto a missão de alerta recai sobre as unidades do F-22. Os pilotos e aeronaves atribuídos à missão de alerta não podem ser usados ​​para outros fins, incluindo treinamento. Isso limita as oportunidades para os pilotos melhorarem as habilidades de superioridade aérea.

Sem examinar e implementar opções para melhorar as oportunidades de treinamento de pilotos do F-22, a Força Aérea pode estar perdendo oportunidades para melhorar sua capacidade de enfrentar os desafios de superioridade aérea que espera enfrentar.

F-22 e F-35

Por que o GAO fez este estudo?

O F-22 foi projetado e colocado em campo como o principal caça ar-ar da Força Aérea. A pequena frota de 186 aviões F-22 é fundamental para a capacidade da USAF de realizar sua missão de superioridade aérea em áreas de alta ameaça. Embora a Força Aérea tenha se concentrado em outras missões nos últimos 15 anos de conflito, agora está tentando se concentrar na superação de ameaças avançadas, mesmo que continue a apoiar as operações em andamento. Embora a recente introdução do F-35 dê à Força Aérea outro caça avançado, o F-35 foi projetado principalmente para as missões ar-terra e assim pretende complementar, mas não substituir, o F-22.

O Relatório do Senado 114-255 incluía uma provisão para o GAO revisar uma variedade de questões relacionadas aos esquadrões de caças F-22 da Força Aérea. Este relatório examina até que ponto a organização da Força Aérea (1) da sua frota de F-22 maximiza a disponibilidade de aeronaves e (2) a utilização de sua frota de F-22 afeta o treinamento de superioridade aérea dos pilotos.

O GAO analisou as orientações do Departamento de Defesa (DOD), analisou os dados de manutenção e as informações de treinamento do F-22, avaliou o uso dos F-22 durante os desdobramentos e entrevistou funcionários da agência. Esta é uma versão pública de um relatório confidencial emitido em abril de 2018. Informações do DOD classificadas ou confidenciais foram omitidas.

O que o GAO recomenda

O GAO recomenda que a USAF reavalie sua estrutura organizacional de F-22 para determinar abordagens alternativas para a organização de esquadrões de F-22 e identifique maneiras de aumentar as oportunidades de treinamento de pilotos para missões de superioridade aérea de alto nível. O DOD concordou com as recomendações do GAO.

Clique aqui para ler o relatório completo em inglês (38 páginas em PDF) no site do GAO.

FONTE: Government Accountability Office

120 COMMENTS

  1. Não seria mais barato ter mantido o investimento no raptor do que iniciar uma nova com o f35, adaptando-o para fazer o que o f35 faz, melhor e mais barato? st4

    • Sem dúvida alguma. Mesmo o F-22 custando uma fortuna era mais barato, e rápido, construir e manter 450 – 500 do que projetar o F-35, corrigir eventuais falhas de projeto (foram inúmeras) e ainda querer construir mais de 2mil deles.

    • Saldanha da Gama,
      Muita gente fala (e eu concordo) que o F-22 foi um caça muito precoce, entrou cedo em produção e saiu cedo. O que o Sr fala faz total sentido, seria a coisa mais logica ir desenvolvendo o projeto e agregar as novas versões tecnologias mais recentes, mas isso aparentemente não interessou a alguém.

    • Eduardo, Gordo e Gonçalves, obrigado pelas respostas e o carinho, mas o desenvolvimento do f35 em prol de se manter e adequar o Raptor um caça sensacional e que derivou todos os “stelfis” em tudo até no design, me remete ao Brasil onde tem uma coisa boa, preferem derivar para outra pior criando e elevando gastos desnecessários, tipo o Maracanã. Abração à todos e ansioso pelo voo do Gripen em nossos CÉUS. ST4

  2. Os custos da tecnologia de ponta estão demasiadamente altos demais, na mesma medida que a tecnologia avança os custos avançam junto, vai ficar impossível manter uma frota completa daqui a alguns anos. O F-22, F-35 e Typhoon, podendo acrescentar o Rafale também, são alguns dos exemplos que temos.

    • Pois é, vale lembrar que o programa F-22 também teve redução de custos e unidades contratadas. Brincar de superpotência custa caro, até mesmo os podres de ricos sentem o peso no bolso.

  3. Me pergunto se uma versão biposto da aeronave poderia reduzir o tempo de treinamento dos pilotos da aeronave, além de permitir que dois pilotos acumulassem horas no mesmo voo.

  4. Na terceira foto da para se ter uma palida ideia em relaçao aos RAMs de cada aeronave. Ao que tudo indica, nas bordas de ataque das asas (slants inclusis) por exemplo e em outras arestas em geral, o material empregado no F22 parece ser mais brilhante ; no contorno do canopy tambem fica aparente essa diferença. Pelo que se pode ler em diversas materias a respeito, o material empregado no F35 foi redefinido justamente para melhorar sua aderencia à superficie aerodinamicamente ativa, aumentando a sua resistencia icnclusive às intemperies e corrosao! A hipotese de usar no F22 o mesmo material RAM do F35 seria obvia demais; acredito que muitos fatores impedem com que isso srja implementado, a começar pela remoçao do primeiro e preparo das superficies para aplicaçao do segundo; outro fator que me parece tambem muito significativo è que muito provavelmente os c9mpositos da estrutura de um sao diferentes daquelas do outro. Mas vejam que so o fator manutençao do RAM ja implica em uma margem enorme quanto à indisponibilidade de cada aeronave!

    • No F-22, tal como no B-2, o RAM é aplicado como uma tinta. No F-35 é como uma resina.
      Um fator que encarece a manutenção (isso eu li sobre o RAM do F-35, mas talvez sirva para os outros também) é que o serviço é tão especializado, que em uma troca de componente que haja a necessidade da remoção de uma carenagem, o primeiro passo é a equipe de RAM remover o material, o segundo passo é a equipe de mecânicos tradicionais proceder com a substituição e/ou reparo e teste da aeronave e o terceiro passo é a equipe de RAM aplicar o novo material. Tudo é especializado, inclusive o ferramental para a remoção e instalação do RAM. Apenas a necessidade de ter uma equipe apenas para trabalhar com o RAM já encarece a manutenção.

  5. “Você não terá dificuldade em provar que batalhas, campanhas, e mesmo guerras foram vencidas ou
    perdidas primariamente por causa da logística.” General Dwight D. Eisenhower

  6. Podem até rir de mim, mas creio que a tecnologia stealth tem lá seus limites. Hora menos hora, alguém vai conseguir meios pra se detectar vetores furtivos, e todo esse avanço e investimento vai se tornar inútil. E a história tem contado exatamente isso. Para uma medida tem sempre uma contramedida. sou mais aeronaves mais convencionais, com sistemas no estado da arte.

    • Trucko,
      Essa sua “lógica” serve literalmente para tudo. Se serve para a tecnologia stealth serve para os meios que irão detectar os stealths, que serão sobrepujados por outros meios mais stealths e assim num circuito infinito.
      E também serve para os meios convencionais em estado da arte, que serão sobrepujados por outros meios convencionais mais avançados.
      O interessante da sua linha de pensamento é que você parece que “compartimenta”, “isola” a tecnologia stealth como se ela fosse uma tecnologia exótica sobre-humana, e não uma resposta evolutiva natural aos meios de detecção que ora existem.
      Pela sua visão os aviões de guerra tinham que continuar a ter RCS de jumbo, carregando um monte de trambolhos sob as asas de modo a aumentar mais ainda o RCS, o arrasto, comprometer a manobrabilidade, etc.
      A minha visão é diferente da sua. Em havendo um sensor que torne a tecnologia stealth atual inútil esse será o novo paradigma a ser superado e se deverá criar uma tecnologia stealth para esse “super” sensor, e assim sucessivamente.
      A tecnologia stealth não é nada mais nada menos que a reprodução do que já acontece há milênios, na verdade, desde que o mundo é mundo. Tanto para a defesa quanto para o ataque a furtividade sempre foi explorada pela natureza na luta pela sobrevivência e isso há muito tempo foi percebido pelo homem, desde os tempos das cavernas até hoje e o será enquanto o homem fazer guerra contra o homem.

      • Bosco, durante toda a história da humanidade sempre existiram armas e defesas que evoluíram para poderem superar umas as outras. Por exemplo, as muralhas foram construídas para proteger cidades ou fortalezas, mas foram desenvolvidas torres de cerco e catapultas para superá-las. Isso é normal.

        O problema é que a tecnologia stealth aplicado em aviões é demasiadamente caro e complexo, prejudicando muito a logística, e consequentemente a disponibilidade.
        É como o colega acima citou, logística é um fator que determina a vitória ou a derrota.

        Manter uma frota de aeronave da geração 4 ou 4++ já é uma tarefa muito cara e complexa, imagine isso com aeronaves de 5 geração. Com isso eu não estou dizendo que não se deve buscar a evolução das aeronaves, mas deve-se avaliar muito bem o custo e benefício do emprego da tecnologia stealth em aeronaves, pois as mesmas são muito complexas para serem mantidas.

        • Julio,
          Eu concordo, mas ao meu ver a evolução tem que ser no sentido de baratear, generalizar e simplificar a tecnologia stealth e não de aboli-la em nome do custo ou da disponibilidade.
          Já imaginou se as vozes contra o submarino nuclear lançador de mísseis balísticos dessem ouvido aos “do contra”? Não houve problemas mais difíceis de solucionar que a desta arma , e tudo para torná-la furtiva, e hoje ela é considerada a arma dissuasória mais eficaz que já existiu.
          Não será o custo ou a dificuldade da aplicação de material RAM que vai deter a tecnologia stealth tendo ela chegado ao ponto em que chegou. Esse probleminha frente ao SSBN/SLBM, só pra citar um exemplo, é fichinha.
          Para cada novo sensor que desenvolverem haverá uma nova proposta de tecnologia tentando degradar seu desempenho.

          • Ops!
            Reescrita: “Já imaginou se as vozes a favor do submarino nuclear lançador de mísseis balísticos dessem ouvido aos “do contra”?”

          • Bosco, de vez em quando eu faço um exercício mental de futurologia bélica. E todas as vezes que eu faço isso eu me pergunto como serão travadas as guerras entre nações de poderes equivalentes. Com cada nação equipada com equipamentos de ponta.

            Sempre que eu faço isso eu chego a conclusão de que sairá vencedor de tais conflitos será a nação que estiver equipada com equipamentos que tiver a maior disponibilidade, não necessariamente os melhores equipamentos. Pois cada vez mais, as nações têm trocado a quantidade pela qualidade de seus meios de combate. Eu cheguei a essa conclusão baseado nas experiências da PGM e SGM.

            Na Segunda Guerra Mundial o fator principal — mas não o único — para a vitória dos Aliados foram a enorme capacidade industrial e logística dos EUA, que abasteceram os demais países da coalizão. Em 1944 em diante, os Aliados conseguiam repor as seus materiais de combate mais rápido do que os alemães conseguiam destrui-los. As grandes vitórias alcançadas pelos alemães foram decorrentes do altíssimo nível das lideranças, pela doutrina empregada e pela logística bastante eficiente. Os alemães empregavam em várias áreas equipamentos tecnicamente inferiores aos dos seus adversários, e quase conquistaram toda a Europa. O erro Crasso dos alemães foram de se aventurar na União Soviética, num lugar onde a logística alemã simplesmente colapsou. Mas devo citar que na campanha na Rússia, Hitler cada vez mais se intrometeu nas estratégias militares, e isso não foi algo bom para o exército alemão.

            O ponto central do meu argumento é que não adianta uma nação focar sempre na qualidade dos seus equipamentos militares. O exemplo disso foi a França na SGM, que foi derrotada e ocupada em apenas 4 semanas de combate. Devemos lembrar que até então a França possuía o exército melhor equipado de toda a Europa e, em tese, era a nação mais poderosa da Europa continental.

            É por isso que eu tenho objeções a aeronaves stealth. Tais aeronaves tem um seu valor em combate muito elevado, não tenho dúvida alguma sobre isso. Em circunstâncias ideais são as aeronaves ideais. Mas em caso de guerra, eu tenho as minhas dúvidas se elas manterão o seu valor.
            Explico, uma batalha é algo semelhante a uma corrida de 100 metros rasos, já uma guerra é equivalente a uma maratona de 46.000 metros. Num cenário de diversas batalhas sem sequência, empregando tais aeronaves diversas vezes, eu tenho minhas dúvidas que elas resistiram ao desgaste de uma guerra.

          • Julio,
            Seu raciocínio estaria corretíssimo se:
            1- a tecnologia stealth for mesmo tão difícil de manter como os arautos do “quanto pior, melhor” alardeiam;
            2- se não houver evolução futura que faça com que a tecnologia stealth fique barata e fácil de manter;
            3- se os caças stealths dependessem única e exclusivamente da tecnologia stealth para vencerem e sobreviver;
            4- se uma força aérea não fosse um conjunto de meios diversos e variados em prol de um objetivo comum;
            5- se a furtividade plena tivesse que se manter durante toda a guerra (em todos os 46 km da Maratona) e não somente nos momentos iniciais;
            6- se um caça stealth com seu revestimento RAM degradado for pior que um caça convencional.

            O que se sabe é que nos projetos mais antigos de aeronaves stealth o material RAM (que leva à loucura os críticos) era responsável por não mais que 20% da redução da assinatura radar e era na sua maioria relativo a material de cobertura (tinta), de complicada manutenção. Um F-117 mesmo sem cobertura RAM tinha um RCS ínfimo já que estava em conformidade com a técnica de forma, que era o maior responsável pela redução do RCS.
            Hoje, o material RAM responde por 50% da furtividade e é na sua maioria material RAM estrutural, que não exige tanta manutenção.
            Só para termos um ideia, o F-35 continua a ter um RCS mínimo de qualquer jeito divido à técnica de forma (que inclui, dentre outra, os compartimentos internos de armas) e ele é um dos caças mais bem equipados do ponto de vista da eletrônica embarcada e da motorização.
            Na minha opinião, um F-35 mal cuidado e com pintura RAM degradada ainda é melhor que um Su-35 “zero bala”.
            O F-22, com 40% de disponibilidade, em tempo de paz, pra mim não é ruim. Não sou da FAB mas será que nossos F-5 têm 40% de disponibilidade? Será que há nesse momento 25 F-5 prontos para voar?
            No relatório sobre o F-22 cita o material RAM por conta dele ter um material RAM. O que me causaria estranheza é se houvesse 97 caças F-22 encostados e deteriorando ao relento. Não é isso que ocorre. Por força inclusive de verba há 80 F-22 que estão sendo mantidos e há 97 “estocados” e bem mantidos num estado de dormência e que podem em caso de necessidade serem colocados em ação.
            O problema é que tudo no Ocidente, principalmente nos EUA, nos parece errado porque a liberdade de opinião e manifestação a que se chegou naquele país é algo assombroso e como tudo que o ser humano faz sem que haja controle ou autoridade, costuma meter os pés pelas mãos.
            Infelizmente a democracia ocidental geradora dessa libertinagem vista até nos meios oficiais e governamentais, será quem dará o golpe fatal no Ocidente.
            Eu de minha parte acho que o diabo não é tão feio como pintam e ainda se levará algum tempo até termos redes de pastelaria vendendo pasteis recheados de carne de cachorro e nos vermos obrigados a aprender mandarim.

      • Bosco , Descordo de você ! A tecnologia stealth foi um aposta prematura e equivocada dos EUA, assim como eles equivocaram no passado com absolencia dos canhões na decada de 60, eles equivoram de novo. O maior problema do caça furtivo é justamente o custo, custo beneficio, taxa de disponibilidade igual de um caça dos anos 70, ele é cego na faixa infravermelho e não é equipado com estações de radar de varredura lateral, sem as quais ele não consegue rastrear o movimento de mísseis inimigos sem se mover ao longo da linha para sua aeronave e por final, depende de mais da rede de dados pra sobreviver.

        • Fox, compreendo essa eventual polêmica acerca da eventual obsolescência da tecnologia stealth.
          Mas discordo acerca de alguns pontos por você mencionados.
          Primeiro quando você diz que a tecnologia stealth foi uma resposta prematura dos EUA.
          Os EUA detém essa tecnologia há uns 40 anos. E somente hoje em dia se fala que alguns enormes radares de baixa frequência poderiam identificar a localização de tais caças.
          Você estar 40 anos a frente de outro país é um erro?
          Outra, quanto à ausência de radares nas laterais do F 22 nada tem a ver com tecnologia stealth (posso estar enganado). Foi apenas uma questão de projeto.
          Certamente ele tem radar frontal e que na maioria das situações não vai usar para não ser localizado. Então não se trata de uma questão de falta de radar lateral.
          O su 57 tem radares na frente, atrás, embaixo, em cima, na direita na esquerda, talvez até dentro dos tanques de combustível…
          Mas se forem ligados entregarão sua posição…

          • Nonato,
            O caça Russo foi projetado pra enfrentar qualquer caça e não somente para passar por desapercebido, é por isso que ele vem cheio de musculos, essa é a doutrina Russa.
            Ja é previsto que dentro de 15 anos a tecnologia Stealth será tolida pelos radares quanticos ou Radares de “bolinhas” como diz nosso amigo bosco.

    • Acho que esse tipo de furtividade vai ser sempre um diferencial mas no futuro não vai vencer guerra não, ainda mais com o outro lado bem aparelhado.

    • Já teve outra tecnologia furtiva na História, chama-se submarino. Também trouxe um monte de custos e dificuldades de operação e manutenção. Daí um dia criaram o sonar, que pode detectá-los. Isso acabou com os submarinos ou eles ainda são utilizados por todas as grandes marinhas até hoje?

      A tecnologia stealth veio para ficar porque é uma característica extremente desejável na guerra aérea, assim como foram os submarinos para a guerra naval.

      • Almeida,
        Nem se compara uma coisa com a outra.
        Os custo de operação de um submarino está mais incerido na operação maritima doque na furtilidade.
        Muitas vezes o submarino não é atingido pelo sonar ativo, porque à medida que o som se propaga no oceanos ele é desviado de acordo com a temperatura e a profundidade. Localizar um submarino é mais sorte doque qualquer coisa.
        Te aconcelho a pesquisar sobre o assunto, pois não tenho a mesma paciencia do bosco pra dar aula de graça.

  7. Se for disponibilidade para combate, é muito complexo a situação,mas se for para treinamento
    já foi dito que no exterior a RAM não será aplicada,nem o avião vendido.Então pode-se treinar
    não sei em ate qual estagio sem a RAM.

  8. Citando trecho da matéria: “de acordo com oficiais da USAF, fazer a manutenção do revestimento furtivo externo da aeronave é demorado e reduz significativamente o tempo que os F-22s estão disponíveis para missões.”
    Este é o motivo de eu encarar, com ressalvas, a afirmação que os novos caças F-35 e assemelhados (S-57, J-20) são caças furtivos e multifunção simultaneamente. Se o F-22 que é essencialmente uma avião para superioridade aérea, já enfrenta este problema, fico imaginando um caça que deve ser o principal “workhorse” das forças armadas.
    O F-35 quando “maduro”, me parece um excelente caça furtivo, ou um bom caça multifunção (devido à sua avançada suíte). O problema é ser os dois ao mesmo tempo.

    • Ser multifuncão n tem muita relação com ser furtivo ou não. Qual aspecto da multifuncionalidade no F-35 afeta negativamente a furtividade que não existe no F-22 ? Na verdade na banda X já é especulado até que o F-35 seja mais furtivo que o F-22.

      • Nas forças armadas dos EUA, o F-35 se destina substituir uma gama de aeronaves muito maior que o F-22. Foi projetado para ser o principal avião de caça da Força Aérea, da Marinha e do Corpo de Fuzileiros, convivendo apenas com o F-22 e versões mais modernas de aviões de 4ª geração (f-18, por exemplo). Isto, a meu ver, já é muita coisa.
        E deve fazer isso sendo furtivo.
        Isto inclui realizar algumas, ou todas, as missões hoje realizadas pelos F-16, F-15, F-18 e Harrier, tais como ataque, apoio aéreo aproximado (eventualmente) e missões anti-navio, ainda que não as faça com maestria ou com frequência além claro, do treinamento inerente as estas missões. Nestes casos, o caça utiliza tanques externos e carga bélica pesada, incompatível com seu sistema de armazenamento interno.

        Teoricamente, o F-35 somente sacrificaria sua furtividade quando desempenhasse missões em sua configuração “suja” ou seja, usando os ponto externos de fixação.
        A minha dúvida, e perceba, não é uma afirmação, é a viabilidade de se manter o revestimento furtivo intacto e funcional após submeter a aeronave à missões “estressantes” , que podem ser contínuas em caso de operação real.
        Matéria publicada neste mesmo site “Características ‘stealth’ do F-35 são a causa da metade dos defeitos do avião” de 07.03.2018 traz as seguintes afirmações, ainda relacionadas à fase de produção:
        “ o vice-almirante Mat Winter, chefe do F-35 Joint Program Office do governo, criticou a Lockheed pelo que ele vê como um progresso muito lento na eliminação das chamados quedas de qualidade – erros cometidos pela força de trabalho da Lockheed que podem incluir perfuração de orifícios que são muito grandes ou a instalação de uma peça com mossa.”
        “Falando aos repórteres no Media Day da Lockheed na segunda-feira, Jeff Babione reconheceu que a baixa observabilidade, ou as capacidades de LO (Low Observability), em particular, estão representando um desafio para a empresa.”
        (…)
        Para reduzir a assinatura do F-35, os painéis que compõem a sua estrutura devem ser alinhados com precisão. À medida que cada painel passa pelo processo de produção – construir, depois instalar, juntar-se a outros painéis – pequenos desvios podem tornar muito difícil atender aos padrões, mesmo para um mecânico experiente.
        (…)
        “Por outro lado, nós, inadvertidamente, arranhamos o sistema de revestimento, e temos que pintá-lo. Ou quando o mecânico pulveriza o avião [com revestimento LO], nem tudo é robotizado. Há algum overspray, e eles têm que limpar”, disse.”
        Ou seja, se na fase de produção a baixa observabilidade pode ser comprometida por um arranhão, uma peça milimetricamente mal encaixada, um parafuso um pouco fora do lugar, imagino como é difícil, leia-se caro e demorado, mantê-la em situação de emprego real, que dirá em combate, quando este é o único ou principal vetor disponível.
        Espero ter esclarecido minha posição.

        • Para missões CAS o stealth não é tão relevante, mas nos demais cenários de ataque tático sim. O fato de realizar AI por exemplo não vai degradar mais do que realizar Patrulhamento Aérea. Por isso não entendi a relação de ser multifuncão e perder furtividade. O F-22 com um sensor EOTS seria bem mais multifuncão e continuaria tão furtivo quanto antes. Observae que os problemas citados são na produção, natural já que o F-35 é o caça com maior precisão no padrão de produção, o que antes era aceito, com o mesmo não e mais.

  9. São 80 avios disponíveis tirando as aeronaves reservadas para treinamento e as aeronaves destinadas ao alerta aéreo antecipado ? Ou, seria às 80, pra fazer isso tudo ?
    O debate seria mais justo, com essas informações.
    Por isso tenho ressalvas a essas notícias, assim como tenho as referentes à Luftwaffe.

    • As 80 fazem tudo. A aeronave de Alerta DA (não é alerta aéreo antecipado) é UMA SÓ! Fica a postos o dia todo período ALFA (expediente ) e período BRAVO (fora do expediente ). Não compromete em absolutamente nada o treinamento das equipagens.

  10. Segundo o relatório é um show de como gerir mal seus recursos. E novamente segundo o relatório o F35 não é um caça de superioridade aérea, então como fica quando findar o tempo dos F22. Muito estranho como lidam com isto, só pode ser policagem.

  11. Esse relatório explica muitas das decisões do Robert Gates, enquanto ministro do DoD, lembro de aqui no Aereo, muitos se falava pq os F-22, não tinham ido para Libia em 2011 e depois pq n participaram de varios exercicios.

  12. Tecnologia é importante sim, porem sem uma logística adequada e uma doutrina eficiente essa tecnologia pode tornar-se inútil ou completamente ineficiente no campo de batalha.

    Saudações!

    • Sim. Enquanto no F-22 e no B-2 há a necessidade de aplicação de RAM (como se fosse uma tinta) antes de cada voo, no F-35 não há esse procedimento, a não ser que tenha alguma intervenção de manutenção corretiva (pane reportada).
      Eu acredito que as verificações de pós-voo e pré-voo nos dois primeiros exigiam aberturas de carenagens e reaplicação do RAM.
      No F-35, para diminuir o tempo (e custo) de manutenção, não há esta necessidade. Possivelmente as verificações de by-pass de filtros, Oxigênio, Nitrogênio, etc. são realizadas sem ser preciso a abertura de acessos externos no F-35.

    • Não houve e não haverá a curto prazo. Os custos futuramente serão inviáveis. Os caças 4.5 ++ podem com avanços de radar e contramedidas m contrapor com grande sucesso os não tão efetivos stealth de balcão, pelos próximos 50 anos.

      • “Os custos futuramente serão inviáveis.”
        Errado , com o numero de operadores crescendo a cada dia , mais pesquisa e desenvolvimento , escala da produção aumentando os custos vão cair e muito … tem sido assim em todas as tecnologias desenvolvidas nos últimos 100 anos , não vejo porque neste caso venha ser diferente

      • Não foi o que vimos na Síria, onde o Su-35, nomeado pelos russos o melhor caça 4,5G do mundo, mostrou-se incapaz de detectar os F-22.

        • Pois é, como se o colega tivesse alguma ideia sobre a eletrônica secreta dos caças modernos.

          Fazem umas afirmações sem embasamento nenhum, além de não compreender como o furtividade funciona. Só para não ter que admitir a desvantagem russa em aviação militar.

    • Esqueci desta Classe B´rel – Nave de Rapina mais furtiva ainda, ou seja o conceito de furtividade não é de invisibiliade, mas falando do post, se esta assim com o F-22 então como será com F-35.

  13. O tempo é impiedoso e a história se repete século após século. Todos os grandes impérios do mundo, sem exceção sucumbiram devido ao mesmo motivo central. Mesmo tendo conquistado grandes extensões e conquistado varios povo, a sua máquina de guerra custabum valor incalculável, que nem mesmo os Estados Unidos, o maior império da história é capaz de sustentar, devido aos custos altíssimos e irreais. Império Romano, Napoleônico, Otomano, Nazista e Soviético não conseguiram sustentar seus crescentes custos para operar e manter seu poder. Os Estados Unidos com suas mais de 800 bases, em determinado momento entrará em colapso. O F-22 é um exemplo disso. Quem viver, verá.

    • Quando os EUA entrarem em colapso provavelmente todos ou outros países já não existiriam como hoje. Um resfriado para os EUA é mal súbito para os outros.

    • A paixão cega a razão!
      O que vc acha dos 17.000.000 de Km² da Rússia,que vem conseguindo,se expandindo, conquistando com o seu imperialismo,desde o grão ducado de Moscou,e que incorporou mais de 100 etnias,não terá um fim?
      O F-22 deixou de ser fabricado,graças a precipitação das autoridades americanas,elas alegavam alto custo,com a queda do comunismo não mais havia a necessidade de um grande número de aeronaves,também por ter sido considerado o F-22 muito superior(não ter um adversário à altura),não havia a necessidade de um número grande de aeronaves nem um inimigo a afrontar.Hoje os tempos são outro: eles tem como adversário um urso que mostra as garras e um dragão que cospe fogo.

  14. Bosco, a tecnologia stealth não é estranha pra mim, pois acompanho seu desenvolvimento desde que surgiu nos anos 80.não sou contrário á ela e muito menos a submarinos principalmente, aos Nucs, armas furtivas por excelência. Sou somente quanto aos custos elevados dos caças de quinta geração, que ao meu ver, vão ficar proibitivos. Planejavam-se 700 F 22 e somente 189 foram produzidos, se não me engano. A frota de F15 está ai ainda e por um bom tempo.. fora os Spirit que custam o absurdo…somente 21 aeronaves! O F35 era pra se tornar uma aeronave mais barata, mas os custos só sobem. E não vejo tendencia dos preços caírem… muito pelo contrário. Pra quem pode pagar, beleza (e vamos ver até quanto isso). Nós, que não podemos, vamos afiar nossas habilidades com o que podemos.

    rato pela atenção.

    • Tem que ver pelo outro lado tbm, os custos para criação de sistemas capazes de restrigir a operação de uma forca equipada com stealth é astronômico tbm.
      Ou seja o trade off, resulta em paid off.

    • F-35A no lote 11 está por 89 milhões. 6% inferior ao lote 10. E a tendência é chegar a 80 milhões em 2020. A tendência do stealth é ficar cada dia mais barato. A realidade atual já e bem diferente de 15 anos atrás. A ladainha contra o stealth é de quem n pode pagar por. Todos os novos projetos de caças são stealth, essa é a realidade.

  15. Pra quem achava (e ainda acha) que a FAB tinha que ter participado e adquirido o F-35, está aí a resposta. Mas como alguns lêem e não entendem, vamos ver de novo posts falando a mesma coisa de sempre.
    Eu quero uma Ferrari, mas não consigo pagar o IPVA e o seguro. Nem as revisões.

    • Admiro o otimismo dos Srs com o Gripen , serio mesmo . Mas considerando que esta deve ser a aeronave padrão da FAB pelo próximos 50 anos ou mais (vide F-5) eu não me empolgo tanto , oremos é claro para que todo o resto do mundo tenha a mesma dificuldade em obter caças de 5ª geração .
      E Sr Rinaldo o Sr ainda vai viver para ver o Chile adquirir o F-35 com um pacote full (treinamento+armamento) por um preço menor que o que sera pago pelo nosso querido NG , ai neste momento todos nos vamos olhar para a FAB com um caça de 4ª geração , transferência de tecnologia para a Boeing e dar aquele lindo sorriso amarelo

      • Por que a transferência de tecnologia da SAAB irá para a Boeing se a EDS (Embraer Defesa e Segurança) não está incluída no acordo entre as duas empresas? Sua afirmação não faz sentido.

        Além disso, como o senhor pode afirmar que o Chile irá adquirir o F-35 e, além disso, por um preço menor que a FAB pagou pelo Gripen E, se não sabemos o preço que a LM faria para aquele país? E mesmo que assim seja, isso não é algo negativo em si. A FAB não pagou por um caça somente: pagou por tecnologia e acesso ao código fonte dos softwares do Gripen E. Isso o Chile, caso venha a adquirir o F-35, não terá acesso.

        Em paralelo com a matéria em si, vemos que caças de 5a geração exigem cuidados especiais e caros. Mesmo uma Força Aérea de primeiríssima linha como a USAF tem dificuldades em manter tais vetores operacionais e, portanto, imagine o que a FACh, por mais competente que seja, passaria para conseguir manter seus F-35 no ar.

        Por fim, e agora falando sobre a matéria em si, sempre pensei que o fechamento da linha de produção do F-22 foi prematuro, pois ainda havia espaço para a USAF encomendar mais algumas aeronaves. No entanto, creio que houve pressão de diversas partes, incluindo da própria LM, em prol da produção do F-22 cessar em favor do F-35, já que assim as vendas da variante A da nova aeronave não seriam limitadas pelo irmão mais velho.

          • Me permita detalhar um pouco melhor minha linha de raciocínio:
            “Eu quero uma Ferrari, mas não consigo pagar o IPVA e o seguro. Nem as revisões.”
            Aquilo que o Sr se refere como Ferrari eu vejo como um belo BMW, ou traçando um paralelo mais próximo da realidade em questão .. um F-16 deste século , será operado por toda a Otan , vendido aos milhares nos quatro cantos da terra , custo de aquisição e operação vão cair de forma vertiginosa …. e penso que isso já no médio prazo … daí vai nos restar apenas o nosso Gol pelo qual pagamos um valor de BMW.
            Sobre a tal “transferência de tecnologia” me dá até preguiça de falar, a única vantagem efetiva que eu via (não vejo mais) era a Embraer tirar proveito de alguma coisa que viesse a receber nesse processo (para incluir em sua linha comercial que fique bem claro).
            A divisão de defesa desta empresa não sobrevivera apenas com as encomendas do nosso governo, e mesmo que conseguisse essa proeza jamais encabeçaria um projeto como de um caça próprio ou coisa que o valha.
            Que fique claro, não estou torcendo contra, agora que o contrato já foi assinado rogo a Deus que tenha sido a melhor opção, mas aos poucos os fatos estão mostrando que pode não ser bem assim .

        • “EDS (Embraer Defesa e Segurança) não está incluída no acordo entre as duas empresas?”

          Isso é lindo no papel , na pratica foi apenas um subterfugio para conseguir a aprovação do Governo e aplacar a ira de um ou outro nacionalista mais exaltado , na pratica teremos toda a pesquisa e desenvolvimento indo para fora do pais e quando a poeira baixar eles concluem a compra do que falta ( ou fecham de uma vez) . Nos brasileiros já estamos acostumados a ter a GM do Brasil , a Volkswagen do Brasil e agora teremos a Boeing do Brasil e vamos todos comemorar esta grande “parceria”. Quem viver vera

          “Além disso, como o senhor pode afirmar que o Chile irá adquirir o F-35 e, além disso, por um preço menor que a FAB pagou pelo Gripen E, se não sabemos o preço que a LM faria para aquele país?”

          Cada vez que os críticos do F-35 repetem seu mantra ele fica mais barato , este é o F-16 desta geração , em um futuro não tão distante o fabricante vai tentar recuperar todo o investimento que fez no desenvolvimento do mesmo , ele será oferecido da Colômbia a Índia e os custos que já vinham baixando vão despencar , essa é uma conclusão óbvia considerando o tamanho do programa

          “Isso o Chile, caso venha a adquirir o F-35, não terá acesso.”
          Exato , eles terão apenas o caça mais avançado já feito pelo ocidente nos últimos 100 anos, mas penso que vão se virar bem com isso”

          “Em paralelo com a matéria em si, vemos que caças de 5a geração exigem cuidados especiais e caros bla bla bla”
          O Sr fala como se estes custos e dificuldades fossem se manter eternamente, como se neste momento não tivesse milhares de pessoas trabalhando para superar isso. O F-22 foi o paciente zero, natural que ele trouxesse com ele vários desafios, agora com o F-35 vários destes problemas desapareceram e ao longo dos próximos anos com a maturidade destas tecnologias a tendência é que se torne cada vez mais acessível

          O argumento que não podemos aderir a uma nova tecnologia porque ela pode ser difícil de operar no início para mim é absurdo, aqueles que lideram o mundo hoje estão abandonando caças de 4 geração, ainda assim nós devemos nos amarrar a eles por mais décadas porque pode ser difícil de operar caças de 5º geração no início? Estamos mesmo planejando defesa a longo prazo? Quão efetivos serão estes que compramos daqui 20 anos?

          Estas aeronaves que vem em tão pouca quantidade vão servir para defender mais 200 milhões que habitam essa terra, na minha modesta opinião deveríamos ter o que a de melhor e mais avançado

          “Por fim, e agora falando sobre a matéria em si, sempre pensei que o fechamento da linha de produção do F-22 foi prematuro”
          Aqui concordamos

          • Junior,

            Por mais que eu entenda seu ponto sobre o acordo Boeing-Embraer, eu prefiro lidar apenas com fatos e posicionamentos oficiais. Veremos no futuro no que isso resultará.

            Também percebi, e me corrija se eu estiver engando, que o senhor sugeriu que eu seja um detrator do programa F-35. Apenas para esclarecimentos: não o sou. Acredito no F-35 e sei do seu potencial, mas não posso deixar de reconhecer o fato de que, por ser uma aeronave de 5a geração, por maiores que sejam suas escalas de produção, dificilmente esta aeronave terá custos de aquisição e/ou operação menores que o do Gripen E/F.

            Repito: esperemos o Chile efetivamente comprar e receber seus F-35. Não sei porque motivo o senhor trata como se isso fosse algo certo, quando houve apenas uma especulação de que a LM tenha oferecido o vetor ao Chile. Não sabemos sequer a resposta dada pelos chilenos.

            Por fim, os custos e dificuldades operacionais do F-22 irão se manter ou crescer até o fim de sua vida operacional. Não há mais volta, ainda mais com a linha de produção fechada. A questão muda em relação ao F-35: neste caso, sim, os custos irão mudar ainda, seja para mais ou para menos, e isso só saberemos no futuro. Por isso acho incerto que países que não sejam potências entrem em projetos de 5a geração. Na minha mente, apesar das opiniões de alguns outros comentaristas, ainda é cedo para que esta tecnologia seja difundida em forças aéreas com orçamento limitado.

          • É o Júnior Souza, falou um monte de achismo e torcida a respeito do F35 e comentários sobre o F22, mas numa coisa ele acertou, o F22 é o paciente zero e o F35 encontra-se internado.

      • Junior, o custo de aquisição irá certamente cair. Talvez não o quanto esperado inicialmente, mas cairá. Mas o x da questão não é o custo de aquisição + treinamento. É o custo de operação.
        E quanto a isso, não espere redução do custo da hora vôo do F-35. Ou seja, é algo bastante diferente do case F-16. Primeiro que jamais (uso a expressão sem medo) serão produzidas tantas unidades; segundo que jamais o custo de operação será parecido: o F-16 era o caça leve, barato, de fácil manutenção, em comparação ao F-15 grande e dispendioso; o F-35 tem uma hora vôo que custa o dobro de um F-15, que era o high da época…
        Manter escondido dos radares um pedaço gigante de metal voando com alto desempenho e grande velocidade, é uma proeza muito grande, que mistura tecnologia e arte. Qualquer mínimo detalhe pode fazer o caça ser detectado. Isso exige pesada manutenção, traduzindo-se em baixa disponibilidade (vide título da matéria) e alto custo da hora vôo. Vale a pena ? E será que vale a pena para todos, em todos os cenários ? Existem outras formas de sumir do radar, sem passar pelas técnicas de forma (F-35, F-22) ? Note que o coração do Gripen E é um novo e poderoso sistema de EW, que promete esconder o caça dos radares. A versão C já fazia isso, mesmo não dispondo da sofisticação da suíte da versão E. Pense nisso. Nosso irmãos chilenos tem tudo para irem de Gripen E.
        Sds

  16. O que ninguém pode negar é que :
    – Aviões furtivos são caríssimos de construir
    – Aviões furtivos são caríssimos para voar
    – Aviões furtivos são caríssimos nas manutenções
    Em minha modesta opinião, a furtividade seria muito mais útil com bombas planadoras furtivas e orientadas por GPS, mísseis de cruzeiro furtivos, drones furtivos etc.. , enfim sistemas de ataque e vigilância para ataques de surpresa a alvos de alto valor.

  17. É….acho que alguém planejou errado!
    E olha que já falaram que reativar a fábrica é inviável…
    E botaram todos os ovos em um vetor, que ainda não está totalmente operacional!
    Sem contar nos agregados…como mísseis e radares….o que parecem estar perdendo terreno também!
    Se existe alguém que pode reativar a fábrica destas belesinhas está no poder agora….precisam de um louco para isso! Kkkkk

  18. Prezados, muito e muito se fala da queda de prontidão, horas de voo ideal, horas de voo dedicadas a treino d dog fight, interceptação, quantidade de vetores, disponibilidade dos mesmos blablalalala e td resto sobre a usaf… Pois bem…em minha opinião, de leigo, claramente a usaf nao é oq ja foi. Ok. Não é pq nao precisa no momento. Pilotos altamente especializados e d prontidão p dog fight precisa? Claro q precisa. Só tem um detalhe q eu em minha ignorância acredito… Se por ventura (ou desventura d alguém) os eua imaginar (pode ser remotamente) um cenário futuro de desvantagem de superioridade militar /tecnológica, eles apertam um botaozinho chamado “esforço de guerra” e destroem qq tipo d teoria tipo “oriente, Russia, china, acre estao superando os eua em capacidade blabla”. Bobagem achar q eua dorme no ponto.

    • Não é tao simples assim pois em caso de conflito global os alvos primários serão os pontos de infraestrutura e instalações militares de produção. Com ligações de integração rompidos em vários pontos cruciais , com falta de material e dos especialistas (ja que a linha de produção de F-22 parou faz tempo) o conflito vai acabar antes que qq um dos países deste patamar envolvidos consegue chegar ao ponto de instalar (praticamente de zero) uma NOVA linha de produção dessa complexidade e ainda multiplicando numero de unidades produzidos em comparação com “tempos de paz”.
      Um grande abraço!

      • Scud,
        Mas no caso de uma guerra convencional a infraestrutura americana estaria inalcançável e os alvos primários de prováveis mísseis cruise lançados de submarinos, que têm potencial de atingir alvos nos EUA não seriam alvos de infraestrutura tendo em vista a reduzida quantidade desses ativos.

      • A única forma da Rússia atingir os EUA com armas convencionais é através de seus mísseis cruise lançados de submarinos e bombardeiros. Esse ataque convencional ao território americano seria absolutamente ineficaz do ponto de vista prático e só teria um forte efeito psicológico.

        • Amigo Bosco!
          A guerra (qq) não se resuma somente aos rifles e bombas(mísseis de cruzeiro :)).Tem tb ações das células dormentes , sabotagem programada , hackers com acesso aos sistemas vitais , cacada dos navios-petroleiros(!!!!), minas , EW e etc.
          Por tanto “A única forma de xxxx atingir yyyy” numa IMPROVAVEL guerra convencional (com envolvimento dos grandes , obvio) se transforma em “varias formas de atingir”. Incluindo (primeiramente) as bolsas dos mercados inflados das corporações e papeis que vão virar confetti. Lembra quando uma das tempestades varreu a costa americana e atingiu o único(!!) HUB dos combustíveis da região ? O povo partiu para violência, saqueamento e pânico. Multiplique isso para TODOS os tres (!) hubs e inclui as estações de transporte e alguns dutos .E vera que “a única forma de atingir” num contexto logístico é uma ficção.
          Um grande abraço!

          • Scud,
            Por isso me referi à “guerra convencional”. Essa aí que você citou tá longe de ser convencional. rsrs
            E vale salientar que nesse jogo os EUA não são exatamente o que podermos dizer de “principiantes”. Na verdade eles são mestres em jogar esse jogo, haja vista os arautos das teorias conspiratórias que alegam ser os EUA os mestres do engodo, os responsáveis por tudo que existe de ruim no mundo, desde a “Primavera Árabe” até o degelo das luas de Júpiter, controlando corações e mentes em nome de sua fome insaciável de petróleo e outros recursos naturais e quando não dá certo eles não exitam em fritar criancinhas do terceiro mundo com napalm. Ou seja, o bom senso manda não subestimar esse pessoal achando que só eles serão vítimas indefesas de guerra cibernética, de armas antissatélites, de EMP nuclear, de células terroristas dormentes, de mensagens subliminares, de controle da mente, etc.

  19. Comparar quantidade de vetores disponíveis nos eua versus países no oriente é uma bobagem. Se existir necessidade de mais aeronaves…. Quintuplicam a produção rapidamente. Já o fizeram no passado nao tenho duvida o fariam mais rapidamente agora. Pilotos…? Lá tem sobrando tmb. Meamo sem treinar o ideal exigido, com certeza muito mais treinado (em quantidade) q qq outro país

  20. “No entanto, durante esses exercícios, os pilotos do F-22 podem ser impedidos de pilotar o caça da mesma forma que o pilotariam em combate – devido a preocupações de segurança sobre a exposição das capacidades exclusivas do F-22.”
    Gostaria de saber quais capacidades, além do desempenho dinâmico, são exclusivas, mais avançadas que as do F-35 10 anos depois.

    • Infelizmente Delfim, vamos (todos nós) ficar no gostaríamos, se eles não querem se expor junto com os seus aliados, imagina na WEB, concordo que o F-35 é um caça tecnologicamente mais avançado, muita gente diz que o F-22 não ousou tanto tecnologicamente, quanto o F-35, que o primeiro ficou focado na stealth e na célula em sí, mas só eles sabem.
      Mas concordo com você, 10-20 anos é muito tempo para avanço tecnológico.
      Quanto o fechamento da linha de produção que alguns aqui estão postando. Depois de anos, uma decisão pode não ter muito sentido, mas na época, além do altissimo custo do programa, não existia um adversário a ser batido (Russia em frangalhos, a China não era o que está se transformando) e o programa F-35, que prometia 3 caças diferentes, inclusive para a marinha (que acabou desistindo de uma versão do F-22 navalizado) selaram o destino da linha de produção do F-22. Não foi uma decisão impensada ou irresponsável, tinha todo o sentido.

  21. A disponibilidade é normal cair com o tempo e uso, ainda mais que não estão produzindo caças novos, é absolutamente normal. Mas eu preferia ter 10 desses F-22 do que não ter nenhum; só os EUA tem, estão na vanquarda, e ainda possuem uma segunda opção de caça stealth, o F-35, o domínio tecnológico dos EUA é patente e incontestável, podem ser dar ao luxo de ter e nem usar, quem critica é por que não tem nada, o choro é livre.

  22. Carlos Alberto Soares 22 de julho de 2018 at 4:57

    Boa noite, Carlos.

    Esta notícia da Azul pode ser uma resposta ao que foi anunciado pela ATW no último dia 17.

    O David Neeleman, explicando sobre a escolha feita para a frota da nova empresa aérea disse:
    “The A220 has more range” than the Embraer E195-E2, he told ATW on the sidelines of Farnborough. The aircraft gives the carrier “more flexibility,” he said.

    E o repórter disse mais abaixo, idéia da cabeça dele, o seguinte:
    Neeleman’s investment group has taken options for further A220s that could be operated by TAP or Azul in the future.

    Veja o texto completo no link a seguir:
    http://atwonline.com/farnborough-airshow-2018/neeleman-group-picks-a220-us-startup

  23. Penso que em 10 anos a tecnologia stealth/furtivo será algo já superado.

    Drones/Misseis/laser com AI irão mandar nos céus.

    Superioridade aérea será assunto encerrado. Com os mísseis terra-ar , ar-ar , ampliando seu campo de ação para mais de 600km bem como a evolução natural dos meios de detecção, avião caça tripulado entrando no espaço inimigo mais do que saturado de defesas só nos livros de história.

  24. Apenas como exercício de imaginação, em um cenário de guerra aberta e declarada, com o “bicho pegando”, será que os EUA iam fazer todo o procedimento de manutenção, nos seus pormenores?
    Ou “se tá voando, vai embora!”?

    • Não consigo enxergar hoje, uma guerra pega para capar brotando do nada, algo do tipo, milhares de blindados da Russia atacando a Europa Ocidental, acredito mais em um conflito que vá crescendo com o passar do tempo. Ao contrários dos filmes, o transporte de material bélico é algo demorado mesmo para os caças, o mesmo até pode ir voando a zona de conflito (sendo reabastecido) mas ele depende de toda uma infra-estrutura logística, então, difícil imaginar os EUA enviando 100 F-22 para o Japão, Europa ou Oriente Médio. Não tenho ideia de quanto tempo isto iria demorar, mas não acho que seria menos do que duas ou três semanas, então teriam tempo para preparar os que estão não estão disponíveis. Uma coisa é operação em tempo de paz, outro bem diferente é quando a coisa tá pegando fogo.
      Os EUA não tem HOJE adversários que coloquem a sua hegemonia em risco, claro, dentro de 5, 10 anos, a China pode ser, mas hoje, não. Os americanos estão em um patamar muito superior ao resto do mundo.
      No mais, o F-22 é um dos caças americanos, eles ainda possuem centenas de F-15, F-16 e F-18, só estes caças já darão conta do serviço. HOJE os Americanos teriam como oponentes sérios somente os ET, mesmo uma improvável união entre os Russos e Chineses não seriam páreos para o Gringos.

      • Eu sei que um conflito aberto, hoje em dia, beira o impossível. Como falei no início da postagem, apenas um exercício de imaginação, pois gostaria de saber se seria usada toda a capacidade das aeronaves de 5a geração em conflito “mais quente”, visto que sua manutenção é mais extensa e complexa se comparada à de aeronaves de gerações anteriores.
        Sdds.

  25. O raciocínio é simples para não dizer simplista!
    O mundo busca uma aeronave que :
    Ataque e intercepte tudo na calada!
    Os japoneses já estão cobrando isso dos EUA pois o f-35 “limitado” não é capaz de fazer as duas funções sozinho!
    Outra coisa! O que o mundo busca é um “tipo” de F-15 furtivo!!

  26. Pessoal,

    O F-22 e F-35 são os melhores caças operacionais do momento.

    Tem suas vantagens, tem suas desvantagens, e principalmente para aqueles que encaixam em seu contexto de defesa.

    Este tipo de noticia so mostra o quão dificil é manter os objetivos deste tipo de projeto.

    Quem segue e persegue o primeiro colocado sempre tem a vantagem de reduzir o tempo e os custo do projeto, mas….ainda está atras na trilha a seguir…seguir é uma coisa…empatar e ultrapassar é outra…

    Eu tenho para mim que estes aviões são sensacionais, mas embutido em seu conceito e de forma subliminar, havia a doutrina de forçar seus oponentes a banca rota ou falencia orçamentaria para sustentar a competitividade na industria bélica….de certa forma foi isto que ocorreu com a antiga URSS, na qual acabou ficando claro que não conseguiria perseguir a corrida tecnologica e armamentista dos EUA…

    Mas parece o proprio EUA estaria ao menos neste projeto chegando proximo ao seu proprio limite….ter a tecnologia não é necessariamente a mesma coisa que operacionaliza-la em larga escala….o custo fica logaritmico…

    Claro que com o tempo o custo pode reduzir….mas os avanços tecnologicos podem encontrar outros caminhos alternativos para replicar o mesmo efeito ou ainda tentar anula-lo…

    Noves fora da elocubração, o problema é que 80 aviões são insuficientes para estarem em todos os lugares ao mesmo tempo….este é que é o real problema….

  27. Não existe cancelamento do Su 57.

    Apenas que a principal versão não entrará em produção em massa nesse instante, o que na verdade já era bem conhecido. O modelo continua em desenvolvimento , assim como sua nova turbina.

    E, de fato, se os americanos querem produzir centenas de F 35 sem resolver seus problemas antes, ok, o dinheiro é deles. A Rússia não pode gastar grana de maneira imbecil e por isso prefere estudar melhor o caça e termina-lo de maneira bem satisfatória.

    Não existe nenhum ataque iminente contra a Rússia nesse instante, seria ridículo o Kremlin queimar o Orçamento produzindo 300 Su 57 sem o próprio projeto estar concluído… SE os USA gostam de fazer isso, ok, a vida é deles. É problema do contribuinte norte-americano, e não do Putin.

    Deixem a Rússia em paz, o que ela tem a ver com a disponibilidade dos Raptor ?? Estourou a Terceira Guerra e eu não estou sabendo ??

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