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Saab divulga avanços do Gripen no Farnborough Airshow

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Simulador do Gripen E com WAD no Farnborough Airshow
Simulador do Gripen E com WAD no Farnborough Airshow

No Farnborough International Airshow de 2018, a Saab falou sobre como o progresso que está sendo feito nas aeronaves de teste do Gripen E está aproveitando a flexibilidade inigualável do design da aeronave.

O chefe de área de negócios Aeronautics da Saab, Jonas Hjelm, explicou como as duas próximas aeronaves Gripen E para o programa de ensaios em voo estão se beneficiando das principais decisões tomadas em relação ao design.

“As ameaças de hoje não são iguais às ameaças de amanhã, e os caças modernos poderiam ser vistos como uma rede de supercomputadores voadores que buscam superar o desempenho de seus oponentes. Por isso, projetamos a arquitetura inteligente do Gripen para garantir que possamos incluir os mais recentes e avançados computadores e outros hardwares com rapidez e simplicidade, algo incomparável nessa indústria. Temos a dupla vantagem de o Gripen ser tanto a aeronave mais nova quanto a mais capaz de evoluir de forma simples à medida que o poder de processamento avança. O piloto que estiver no comando do Gripen E terá, portanto, uma vantagem inegável”, explica Hjelm.

Programa de Testes do Gripen E
Programa de Testes do Gripen E: os protótipos 39-8 e 39-9 servirão para testar a Flight Test Instrumentation (FTI), plataforma e sistemas. O 39-10 aferirá o peso correto, além de testes de plataforma e sistemas

As duas aeronaves (conhecidas como 39-9 e 39-10) se beneficiaram com computadores novos e atualizados que foram rapidamente adicionados a elas, melhorando ainda mais a capacidade da primeira aeronave, 39-8. Um fator sensível era que isso pudesse ser feito sem afetar os sistemas críticos de voo e, portanto, ser concluído em dias e semanas, não em meses e anos, como é comum nos caças. Isso significa que o Gripen E poderá estar na vanguarda do combate aéreo por décadas, à medida que novos recursos ou tecnologias exijam cada vez mais poder de processamento.

Jonas Hjelm também revelou que durante o mês de julho, o Gripen E realizou seu primeiro voo equipado com um míssil ar-ar IRIS-T em cada ponta da asa, além de quatro pilones sob as asas e o pilone central na fuselagem.

O voo incluiu várias manobras de ensaio em velocidade supersônica. Ele aconteceu sobre o Mar Báltico e abre caminho para futuros testes envolvendo transporte e lançamento de mísseis, tanques externos (drop tanks) e outras cargas externas.

O Gripen E é um programa global e tem tido progressos com o design do Gripen F, a versão de dois assentos do caça. Ele está sendo projetado no Brasil, em parceria com a Embraer, e pode ser usado para treinamento, treinamento de prontidão para o combate, missões de combate e Guerra Eletrônica, configuração de Comandante de Missão e Oficial do Sistema de Armas no assento traseiro.

Outros destaques foram as novas entregas em torno do hardware principal, como o Wide Area Display (WAD), que está sendo desenvolvido pela empresa brasileira AEL. O Gripen E está sendo desenvolvido para a Força Aérea Sueca, e a Força Aérea Brasileira receberá tanto o Gripen E quanto o F.

Gripen E voando com mísseis ar-ar IRIS-T na posta das asas
Gripen E voando com mísseis ar-ar IRIS-T na posta das asas

DIVULGAÇÃO: Saab

20 COMMENTS

  1. Uma coisa me chamou a atenção no protótipo 39-10: “correct weight”. Quer dizer que se este tem o peso da aeronave de série, os outros protótipos estão abaixo ou acima do peso? E este é o vazio ou c/ plena carga?

    • Os outros protótipos têm pesos vazios diferentes do definitivo por carregarem equipamentos de testes e telemetria diversos para as provas que realizam. O 39-10 deverá ter o peso vazio definitivo.

      • Valeu, é que algumas vezes se discutiu sobre qual será o peso max. dele já que a própria Saab divulgou material c/ informações distintas. Abs.

          • Lembro disso, mas é que me chamou a atenção o destaque dessa questão nesse material, afinal a Embraer, por exemplo, tem conseguido resultados práticos melhores que os previstos, então poderia ser alguma novidade nesse tema. Mais uma vez obrigado pela atenção, amigo.

          • Entendi.

            Mas, de qualquer forma, já faz tempo que foi divulgado esse planejamento em que o 39-10 terá o peso da versão final. Talvez você não tenha reparado porque nessa matéria, especificamente, a imagem a respeito disso esteja mais destacada do que outras que mostraram essa informação.

  2. Contra estes, poucas chances para qualquer caça da América Latina… ou correm atrás ou serão eternamente a caça.
    Lembrando que o Gripen combate em rede, ou seja, cada um pode ser uma espécie de “E-99” dos demais.. tudo interconectado, o que um detecta, é repassado na hora aos demais, fora que a FAB já usa o E-99 faz uns 15 anos, com essa máquina nem necessita.
    Com o Gripen implantado, os pilotos da FAB vão ter que tirar um pouco o pé num exercício Cruzex, se não perde a graça.
    Matilha de caça aérea.

      • Até lá a gente já será hepta.
        Mais fácil a Argentina fabricar seu SSN primeiro, o F-35 do Chile é nessa mesma linha.
        U$ 54.900 a hora de voo segundo dados oficiais, haja cobre, hein amigo.

      • Como maior parceiro militar do Brasil na América do Sul, não duvido nada que o Chile ‘espere para ver’ o que acontece com o programa Gripen Brasileiro, já que o Gripen já tem armamentos de origem americana integrados, o que o tornaria já pronto para operação na própria FACh. A interoperabilidade com os F-16 talvez não fosse algo tão difícil de se conseguir, o que levaria à uma alternativa de operação barata mas com alto ganho operacional. Enfim… só o tempo dirá, mas vejo o Gripen como uma alternativa atraente tanto para a FACh quanto para a Fuerza Aerea Colombiana.

      • Delfim meu caro.O Gripen no meu ver, foi feito para países com o cenário da América do sul.O slogan do Gripen, deveria de ser “Coloque sua força aérea para voar”.O custo da hora de voo do F-35, para o Chile,quando for dar motor ,vão creches,orfanatos,hospitais entre outros para o beleléu.Imagina compra de armas,peças,manutenção etc…Agora em contra partida, o Brasil precisa fazer sua parte. 150 caças no mínimo, pois se não consegui fazer isso, é melhor pedir arrego

    • Silvano…disse tudo…”matilha de caça aérea”! Essa aeronave é totalmente diferente de qualquer outra que temos no mercado em nível de conectividade, troca dados em tempo real, mudança de planos e estratégias em pleno vôo, sobrevivência, designação do alvo e claro, os mísseis de ultima geração que serão instalados. Só que FAB…precisamos de no mínimo 100 à 120 unidades! Não estou nem mais contando com o 2º lote de 36…precisamos até 2030 de uma quantidade física operacional (Nada de planos) compatível com o tamanho do nosso país! Espero que essas eleições sejam esse divisor de águas e ajudem nossas FA a serem o que nasceram para ser!

  3. Quanto à essa questao do peso definitivo, ha que se lembrar que tambem se esta falando da distribuiçao das massas. Parte da instrumentaçao especificamente voltada a testes possui peso e volume diferentes do que os componentes que serao instalados, ou nao, no espaço destas “cargas” provisorias. A influencia destes componentes, por menor que eventualmente seja, pode ser muito significativa, principalmente em manobras que envolvam aceleraçoes mais intensas. Por exemplo, uma instrumentaçao posicionada na ponta da asa (em lugar de um missil) em uma manobra envolvendo uma rotaçao em torno do eixo longitudinal da aeronave, pode distorcer o valor da resposta dinamica do conjunto e modificar os valores a serem parametrizados no software.

  4. Prezado Silvano: tenho aqui colocado varias vezes que esta caracteristica de combate em rede, desenvolvida de forma original pela SAAB, é a principal característica do nosso Gripen. As nossas aeronaves biplaces poderao desenvolver habilidades e funções ineditas em nosso TO, garantindo uma eficacia enorme, maximizando os resultados da nossa “matilha” (termo tambem que gosto de usar, inclusive aqui no Aereo).
    Os nossos amigos chilenos e colombianos (vou frequentemente a trabalho nesses paises e nutro uma grande admiraçao por ambos), terao uma otima opçao ao analisar uma possivel aquisiçao. Abs

    • Este Casa 101 foi comprado da Jordania para formar mecânicos, uma opção para não retirar uma aeronave operacional da FACh para isso.

    • Já ouviu falar de um tal “Sherpa” que está para chegar a essas bandas? E de um tal de “Trader”? Agora fale mais de “lixo de segunda mão…”
      Não estamos tão melhores assim.

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