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PJSC UAC e COMAC aprovam o layout geral da aeronave CR929

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No dia 6 de junho, a United Aircraft Corporation (PJSC UAC) e a Corporação de Aeronaves Comerciais da China (COMAC) aprovaram o layout geral das aeronaves wide-body CR929 de longo alcance. As partes concordaram quanto à geometria principal da aeronave – extensão e formato da asa, comprimento da fuselagem, dimensões da ponta da fuselagem e da cauda, ​​tamanho e formato das aletas das aeronaves, localização dos motores, trem de pouso e portas. O acima é o resultado dos esforços empreendidos pela equipe JET, a equipe de engenharia sino-russa conjunta liderada pelos principais designers do CR929 Maxim Litvinov (representando o lado russo) e Chen Yingchun (representando o lado chinês).

Conforme explicado pelo Chief Designer Maxim Litvinov (representando o lado russo) na cerimônia de assinatura do layout geral do CR929, “A aprovação do layout geral do CR929 pelas partes é um passo importante para o desenvolvimento subseqüente de um conceito técnico uniforme das aeronaves da família CR929. Isso nos permite avançar para o estágio de desenvolvimento conjunto em grande escala do projeto e dos sistemas da aeronave, inter alia, no contexto da ligação com os prováveis ​​fornecedores de equipamentos e componentes para aeronaves.”

O designer-chefe Chen Yingchun (representando o lado chinês) parabenizou a equipe de engenheiros russos e chineses e notou a importância da aprovação geral de layout do CR929 para trabalhos adicionais a serem realizados no âmbito do programa.

O programa CR929 está atualmente na fase Gate 3. Para além da aprovação geral do layout das aeronaves, esta fase inclui também trabalhos de investigação experimental no domínio da aerodinâmica, seleção de materiais estruturais e análise de propostas comerciais técnicas apresentadas por fornecedores potenciais dos principais sistemas e equipamentos. Espera-se que estas obras e a fase Gate 3 estejam concluídas em meados de 2019.

CR929

FONTE: United Aircraft Corporation

23 COMMENTS

  1. Essa parceria China-Rússia vai dar o que falar.
    Acabei de ler notícia de aumento de cooperação entre os países em diversas áreas, inclusive na área nuclear.

  2. Está se tornando cada vez mais evidente que o centro do poder econômico está se deslocando para a região da Eurásia e Ásia (Oriental e do Sul) . Tenho lido notícias frequentes de acordos comerciais e políticos entre os gigantes da região, Rússia, China, Índia, Paquistão, indonésia e etc.
    Paralelo a isso, acabamos de assistir o esfacelamento do G7.
    Isso trará desdobramentos importantíssimos nas áreas política e militar.
    O mundo está mudando e de forma acelerada.

  3. O C-919 tem chance de ser sucedido no mercado usando a vantagem comparativa, de ter empresas aéreas controladas pelo estado e porque os concorrentes (737 e A320neo) já não são nenhuma maravilha tecnologica e a bola da vez o CS300 grande ameaçador dos MAX e Neos, poderam e provavelmente irão ser impedidos de serem comprados pelas companhias chinesas e russas.
    Agora concorrer com os 2 melhores jatos do mundo (787 e A350) no quesito de economia de combustível vai ser um fracasso total, e ainda prejudicaram a competitividade global das companhias aéreas chinesas e russas.
    Mas como sempre dizem, os chineses e russos, pensão diferente do ocidente, a viabilidade financeira das empresas e a produção de riquezas não são a prioridade, mas sim, o rolamento da industria aeronáutica, como um todo, e a diminuição dos lucros das empresas ocidentais, mesmo que isso não venha em forma de lucros próprios.

    • Essas empresas não vão disputar esse mercado na base da aventura pelo que esta no post o projeto tem todas as etapas e prazos definidos.

    • Não sorria tanto, Augusto, pois visar o lucro não é só coisa de empresário ganancioso, das da Creusa que vende chupe-chupe na porta da escola e do Seu Zé, que vende pão de queijo da frente das empresas. Lucro não é ganância, é a forma de sobrevivência. Bom mesmo é onde há concorrência. Não vejo vantagem o semi-capitalismo sino-russo. Além do mais, essa não visada de lucro é essa mentalidade comunista que não morreu, até porque ambos os países mantém um sistema de partido único comunista, portanto, o partido é o estado. Sem falar que há uma desconfiança generalizada na qualidade.
      A Suécia, por mais socialista política que seja, é um país de economia livre. Seus produtos carregam sua qualidade na nacionalidade, tal como produtos alemães e japoneses. O que não é igual aos produtos russos e chineses. Não acredito que alguma empresa ocidental vá operar esse avião.

  4. Pois então, quem tem que se preocupar com chineses e russos são a Boeing e Airbus, não a Embraer, mas brasileiro é “isperto” e quer comprar a briga dos outros……… Quer dizer, comprar não, se vender…..

  5. Parece muito com fuselagem do 777 + a janela frontal do Airbus 380.

    No computador ficou bonito. Linda pintura.
    Mas qualitativamente (material) e performance, vai ser difícil competir com a Boeing, Airbus.

    E o turbofan? No será da GE, nem P&W, e nem RR.

    • Evidentemente, terão um mercado inicial grande na China e Eurásia. Ademais, a China tem a péssima mania de comprar empresas de outros países e nada impede que comprem empresas aéreas estrangeiras e façam um mercado cativo.

    • Muito dificil, ainda mais concorrendo com companhias aéreas com os eficientes e de grande alcance, B787 e A350.
      A China se comprar companhias aéreas estrangeiras pode perder muitos trajetos, por causa das regras de aviação ( 5 liberdades da aviação).
      É mais provavel, que produzam um avião na categoria do 777ER.

      • O fato é que o mercado alvo seria o Sudeste Asiático, Eurásia e África. Se não me engano, a HNA já tem uma aérea na África (lembro que a HNA encomendou 300 aviões C919 e Arj21 na semana passada).
        Diversas empresas africanas estão criando linhas para Pequim. O mercado é fertil.

        • Então, só se a China, pressionar ou convencer, os paises da região a deixar uma empresa estrangeira fazer voos do seu território para o outro, geralmente um avião que traz passageiros para de um país A para o B, pode levar passageiros de B para o A na volta, mas um pais A não pode ter um voo para seu pais saindo do pais B.
          À África é propícia à essa pressão, mas o mercado é de baixo remuneração, ou seja, rota secundaria e longa, foi pra isso que o 787 foi feito. Voo, fora do hub, ponto a ponto.
          O Sudeste Asiático é muito competitivo, e tem grandes companhias aéreas, inclusive boas de baixo custo, é muito duvidoso que troquem um 787 e A350, super eficientes por um projeto inferior.
          Somente na Euroasia que vejo sucesso, isso porque a Russia não é siignatoria da convenção da Onu, sobre aviação, ou seja, ele deixa quem quiser passar no seu espaco aereo, seletivamente. Inclusive com cotas.

          • Projeto inferior … a construção de aeronaves de passageiros até onde sei precisa de muita capacidade tecnológica instalada e grana do contrário muitos outros países teriam sua indústria aeronáutica fazendo projeto inferior .

          • Mais tem, “muitos outros países teriam sua indústria aeronáutica fazendo projeto inferior”, e falham e perder sua indústria por causa disso.

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