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AEL entrega o protótipo modelo C do WAD do Gripen brasileiro à Saab

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WAD no cockpit do Gripen - AEL Sistemas - Foto: Gilmar Gomes
WAD no cockpit do Gripen – AEL Sistemas – Foto: Gilmar Gomes

A conclusão da terceira etapa do desenvolvimento permitirá que a Saab dê continuidade ao projeto, resultando na preparação e integração da primeira aeronave brasileira

Porto Alegre, 9 de maio de 2018 – A AEL Sistemas anuncia a entrega à Saab do modelo C do display panorâmico Wide Area Display (WAD) do Gripen E/F brasileiro, um equipamento com tecnologia de última geração que cumpre os requisitos do programa F-X2 da Força Aérea Brasileira com a Saab.

O modelo C é o resultado da terceira etapa do desenvolvimento do WAD e sua entrega dentro do cronograma reforça o compromisso da AEL com o programa Gripen. Trata-se de um protótipo com mecânica, hardware e software que será usado no desenvolvimento e ensaios de qualificação do equipamento para futuro uso da aeronave em voo. A conclusão desta atividade permitirá à Saab dar continuidade ao cronograma de desenvolvimento, bem como a integração com os demais sistemas da aeronave, resultando no voo do primeiro Gripen brasileiro.

Desde a entrega do modelo B, no segundo semestre de 2017, destacam-se as seguintes evoluções e melhorias no modelo C: desenvolvimento de uma nova placa gráfica para aumentar a capacidade de processamento e o desempenho na apresentação de imagens; realização de testes de qualificação ambiental requeridos para o voo, como ensaios de vibração (shaker) e de temperatura (burn-in); consolidação da configuração final de hardware; ampliação da maturidade e confiabilidade do sistema; e a agregação de diversas funcionalidades de software.

“A entrega do modelo C representa o comprometimento da AEL com a absorção de tecnologia no desenvolvimento do WAD para a próxima geração de caças brasileiros. Entregamos o protótipo dentro do cronograma previsto, possibilitando a continuidade das atividades dos engenheiros da Saab rumo à integração final da aeronave”, afirma Sergio Horta, presidente da AEL Sistemas. “É importante ressaltar que essa entrega é fruto da cooperação contínua e promissora entre a AEL e a Saab”, complementa.

O WAD é um sistema inteligente com tela panorâmica (19 x 8 polegadas) de alta resolução, que permite exibir uma imagem contínua e redundante em toda a sua extensão, e é capaz de receber entradas de teclas multifuncionais, touchscreen ou interfaces externas. É a principal fonte de todas as informações de voo e missão na cabine de piloto.

Cockpit do Saab Gripen com WAD
Cockpit do Saab Gripen com WAD

A AEL no programa Gripen

Em fevereiro de 2015, a Saab anunciou a seleção da AEL como nova fornecedora no Brasil. Saab e AEL também assinaram um contrato de transferência de tecnologia. A empresa foi selecionada para fornecer o Wide Area Display (WAD), o Head-Up Display (HUD) e o Helmet Mounted Display (HMD), que serão integrados ao Gripen brasileiro como parte do contrato F-X2.

O programa de desenvolvimento do WAD começou em janeiro de 2015. O novo programa de sistemas aviônicos para a aeronave está planejado para ser executado ao longo de cinco anos e inclui o desenvolvimento, a integração e o trabalho de produção, que serão realizados em Porto Alegre (RS), na sede da AEL. A integração do WAD com a aeronave será feita pela Saab e pela Embraer, com o suporte da AEL.

Em 2 de setembro de 2015, a AEL entregou à Saab, também dentro do cronograma, os primeiros protótipos “Modelo A” das unidades do WAD para o Gripen brasileiro. Em maio de 2016, a AEL anunciou a entrega, com sucesso, da aplicação de Interface Homem-Máquina (Human-Machine Interface – HMI) para o WAD, uma versão preliminar de software que demonstra os conceitos de HMI da Saab para o futuro WAD. Em 2017, mantendo o cronograma de desenvolvimento da Saab, a AEL entregou o modelo B e, agora, realiza a entrega do modelo C.

Como parte do programa WAD, está em curso uma intensa transferência de tecnologia para a AEL, permitindo à empresa gaúcha desenvolver competências anteriormente inexistentes e colocando-a na vanguarda da tecnologia em displays panorâmicos. Um escopo adicional tem ocorrido no desenvolvimento da interface Homem-Máquina (HMI) para os avançados caças, juntamente com a capacidade de
realizar manutenção de aviônicos.

WAD para o caça Gripen – Divulgação: AEL
WAD para o caça Gripen – Divulgação: AEL

 

Sobre a AEL Sistemas

A AEL Sistemas é uma empresa brasileira, situada em Porto Alegre, que há mais de 35 anos dedica-se a projeto, desenvolvimento, fabricação, manutenção e suporte logístico de avançados sistemas eletrônicos, com foco nos mercados aeroespacial, de defesa e de segurança pública.  Capacitada para o fornecimento, projeto e desenvolvimento de aviônicos, eletro-ópticos, sistemas de comunicação, sistemas espaciais, ARP (aeronaves Remotamente Pilotadas) e simuladores, a empresa participa de projetos estratégicos das Forças Armadas Brasileiras como Gripen, KC-390, Guarani e SISFRON – Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras. Através de tecnologias e conhecimentos avançados, infraestrutura moderna e treinamento sistemático, a AEL produz soluções de última geração, confiáveis e inovadoras, com a qualidade de seus produtos e serviços reconhecidos internacionalmente.

Sobre a Saab

A Saab atende o mercado global com produtos, serviços e soluções de ponta nas áreas de defesa militar e segurança civil. A Saab possui operações e funcionários em todos os continentes. Graças a suas ideias inovadoras, colaborativas e pragmáticas, a Saab desenvolve, adota e aprimora novas tecnologias para atender às necessidades, em constante mudança, de seus clientes.

DIVULGAÇÃO: FSB Comunicação

40 COMMENTS

    • pergunta de leigo, será que esse display não sofrerá com a refração de luz ou incidencia desta sobre o painel no momento do voo? fazendo um parmetro rápido smartphones ^, tablets, notebooks quando em exposição ao sol ficam quase impossiveis de se ver o conteudo , não se aplicaria essa possibilidade ao painel também?

      • Resposta de leigo. Creio que a tela não seja brilhante e sim fosca. A emissão de luz também deve ser regulável e maior do que aparelhos comuns. Uma coisa é certa. ninguém vai investir num brinquedinho caro destes com o riso de não visualização. Abrçs

  1. Gostei da FAB ter adotado este display panorâmico para o nosso Gripen E/F.
    Se o equipamento cumprir sua função de diminuir a carga de trabalho do piloto bem como lhe dar uma visão mais ampla das informações que considera prioritárias, creio que seria bom se a própria Força Aérea Sueca também o adotasse. Mas suponho que, nesta altura dos acontecimentos, a mesma não tenha como voltar atrás dos equipamentos que de antemão já havia escolhido para seus caças.

  2. Bom ver uma empresa brasileira desenvolvendo tecnologia de ponta para ser aplicado em um caça também altamente tecnólogico. Isso futuramente irá agigantar a AEL.

  3. Vendo o desenvolvimento do nosso caça sair do papel e mais este wad, que somente o f35 possui no momento, uma dúvida atroz surgiu. Será que os Argis vão ficar com inveja e apreensivos dada tamanha superioridade que teremos sobre eles, coisa esta que nunca esteve tão espaçada assim? Esta superioridade não está apenas na FAB, está também na Marinha Brasileira e no Exército! Será que isto os fará repensar em sua política de aquisição de produtos militares? st4

    • No presente momento, a preocupação real dos argentinos é arrumar financiamento externo para resolver seu grave déficit fiscal (que está sendo maquiado) e em conter as disparadas do dólar e da taxa de juros. Forças Armadas não devem estar nem entre as 15 maiores preocupações de Macri.

      • Caro Augusto, me perdoe, mas eu duvido que a alta cúpula militar esteja tranquila e a vontade vendo não só o Brasil se distanciar militarmente, assim como o Chile e outros países do continente. Irão fazer uma pressão para se reequiparem no curto prazo, posso até apostar. abraços st4

    • Entendo q as Forças Armadas Argentinas já estiveram fortes mais preocupadas com o Chile e em poder estender seu poder sobre Uruguai e Paraguai.
      Nunca por nós nos expandirmos ou atuarmos no Uruguai e Paraguai.
      Em outras palavras, nós temos q nos preocupar com eles e não o contrário.

      • Sim Caro Agnelo, antes quando as 2 forças tinham o mesmo poder, éramos nós que nos preocupávamos e muito, basta ver as bases que temos em todo o sul do pais. Mas sempre me vem na cabeça que os militares argentinos não devem estar nem um pouco a vontade, vendo o Brasil se distanciar tanto, assim como o Chile já o fez e outros como a Colômbia seguindo o mesmo caminho. Já foram há pouco tempo atrás a maior força do continente, por isso a minha pergunta. abraços st4

  4. Uma coisa que eu não entendo! A Ael desenvolvendo esse aviônica para o gripen e a E###aer dizendo que ela não tem tecnologia para construir uma para o KC-390.

    • Nada de anormal. A AEL é uma subsidiária da israelense Elbit, uma empresa especializada e muito experiente em aviônica militar

    • E pra que desenvolver do zero se você compra fácil? Pra aumentar o custo?

      É um avião de carga, não precisa. Melhor o KC ter peça de avião civil mesmo, que pode levar em qualquer manutenção ao redor do mundo que acha a peça

  5. Muito bonito o cockpit, parabens a FAB! Curiosidade! Qual o motivo de caças como o gripen e o F 35 ser monoturbina? Não seria mais seguro para uma aeronave tão cara ter duas turbinas? Será a questão de custos não ultrapassou o bom senso?

    • Marcio, ter um ou dois motores não tem nada a ver com redução de custos gerando falta de bom senso. Tem a ver com todo o conceito e projeto de um caça, desde suas especificações iniciais que dizem o que se espera da aeronave. Em geral, jatos de combate de maior porte, costumam ser bimotores para que a potência seja compatível com o peso e carga bélica maiores, e os de menor porte costumam ser monomotores. Embora haja várias exceções, com bimotores pequenos, como é o caso do nosso F-5 que tem dois motores de baixa potência, e monomotores grandes, como era o caso do F-105 e outros, a lógica seguida basicamente é essa.

      Ainda que haja várias justificativas para os defensores dos bimotores, há também uma máxima que diz: “duplique os motores, duplique os problemas”. Simplificar a manutenção pode também significar mais disponibilidade, o que é muito importante.

  6. Ok Nunão!!
    Vamos de só uma turbina mesmo, (é o que temos para hoje) quem sabe um dia…??? Sou defensor de duas turbinas, se falhar uma a outra mantém o vôo.em segurança. Só uma opinião

    • Marcio, o que temos para hoje em caças supersônicos é dois motores: o F-5 é bimotor…

      Monomotor supersônico é o que teremos para amanhã, o Gripen, diga-se de passagem, um enorme salto em relação ao que o que temos hoje, independentemente do número de motores.

    • “ou defensor de duas turbinas, se falhar uma a outra mantém o vôo.em segurança. Só uma opinião”
      .
      Isso não é 100% verdade.
      Dependendo da situação, um motor pode colocar o outro fora de ação.
      .
      Nenhum Gripen for perdido até hoje por problemas na motorização.

      • A adoção de dois motores pelas aeronaves mais antigas estava muito mais relacionado a potencia reduzida dos motores do que com a “redundância” e segurança, até porque, se um motor for atingido por um míssil por menos que seja, dificilmente o resto do avião estará apto a voltar pra casa, pois não há mais “blindagem” existe pouca no Cockpit para manter o piloto vivo e permitir que ele saia dali ejetando e o avião que se dane… A pouco tempo um caça bimotor russo teve um problema em um motor e não conseguiu pousar no Kuznetsov provando que bimotor também tem problemas e nem sempre adianta muito.
        A algum tempo um Vetor mono motor não era capaz de atingir velocidades supersônicas, como é o caso do A4 que mesmo tendo um dos motores mais modernos da época em que foi projetado, era sub sônico, ou do nosso AMX-A1, que também é sub sônico e por ai vai. O motor adotado pela SAAB não só é capaz de levar o gripem a algo muito próximo a mach 2 (2.200 km/h) como é capaz de sem a pós combustão ativada manter a aeronave em velocidade supersônica 1.234 km/h, sendo muito mais eficiente em consumo de combustível do que caças maiores e bimotores do o caso do F/A-18EF Super Hornet.
        Tudo é uma questão de tecnologia e simplificação de equipamentos, a tendencia para o futuro é a redução dos numero de motores pelo aumento expressivo da potencia dos mesmos, veja isso nas grandes aeronaves de passageiros da Boeing, ou nas empresas de automóveis que tem feito substituições de motores grandes por motores menores e ainda aumentando a potencia do veiculo, ou casos mais extremos a redução do numero de reatores nos porta aviões nucleares americanos do seculo XXI…
        Acostumem-se a ver a cada dia os componentes sendo menores, mais simples e mais potentes, é o futuro meus amigos, e a SAAB sabe muito bem disso…

        • “A algum tempo um Vetor mono motor não era capaz de atingir velocidades supersônicas, como é o caso do A4 que mesmo tendo um dos motores mais modernos da época em que foi projetado, era sub sônico, ou do nosso AMX-A1, que também é sub sônico e por ai vai.”
          Caro Felipe isto não é correto, veja por exemplo, os monomotores F-8 Crusader e o F-104 Starfighter ( seu desempenho era impressionante: https://en.wikipedia.org/wiki/Lockheed_F-104_Starfighter#World_records ) cujos primeiros voos foram em 1955 e 1956 respectivamente, o A-4 o fez em 1954, ou seja praticamente na mesma época. O que ocorre é que tanto o A-4 como o AMX foram projetados desde o início p/ serem aeronaves de ataque subsônicas, nunca foram caças. Outro exemplo é o A-7 Corsair II.

    • Na verdade como disse a matéria: ela é redundante em todos os sistemas e além disso, a tela é formada por 3 independentes que por meio de software aparenta ser uma só.

  7. Rinaldo Nery 12 de Maio de 2018 at 21:29
    Se for puxar pela memória tem mais alguns ( por exemplo, o F-105 fez seu 1º voo em 1955 ), mas eu quis apenas mostrar que a premissa do amigo estava errada citando alguns contemporâneos do A-4, mas valeu pela contribuição. Abs.

  8. Gente, essas aeronaves monomotoras mais antigas foram projetadas para operarem na zona transônica de velocidade, deixando os bimotores para operarem nas velocidade supersônicas. Tudo em função da potência gerada e consumo de combustível dos motores e também dos projetos aerodinâmico e peso total.

    • Mais antigas quanto?
      F-100 e Super Mystère são exemplos de monomotores supersônicos que entraram em serviço em meados dos anos 50. E alguns anos depois era a vez de monomotores Mach 2 como F-104, MiG-21, Mirage III, e no caso deste último com motor de potência relativamente menor que os demais, e ainda assim capaz de Mach 2.

      Tirando a primeiríssima geração de caças (Meteor, Me-262) e algumas exceções, ter dois motores não era questão de cada motor individualmente não gerar potência suficiente para o desempenho desejado, e sim questão de porte mais avantajado e peso.

      Design aerodinâmico em evolução também foi fator fundamental. Um monomotor como o Hawker Hunter era transônico com praticamente o mesmo motor R&R Avon que propulsionava o Saab Draken a velocidades supersônicas. O F-8 usava praticamente o mesmo motor do F-100 de poucos anos antes e tinha um desempenho supersônico muito melhor.

  9. Este display WAD não poderia ser incorporado ou sua tecnologia e capacitação de know-How ser incorporado ao projeto PROSUB?

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