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Força Aérea Sueca envia jato de ELINT à Síria

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S102B Korpen da Força Aérea Sueca
S102B Korpen da Força Aérea Sueca

Um avião S102B Korpen da Força Aérea Sueca parece estar bisbilhotando a Síria – e pode estar tentando ganhar vantagem sobre a Rússia no Báltico

O site The Aviationist noticiou que em 1 de maio de 2018, uma aeronave S102B Korpen da Força Aérea Sueca começou a operar no leste do Mediterrâneo.

A aeronave é uma das duas aeronaves S102B Korpen suecas, jatos executivos Gulfstream IVSP fortemente modificados usados ​​para realizar missões ELINT (Electronics Intelligence). Estas aeronaves estão em serviço com a Força Aérea Sueca desde 1992, quando substituíram os dois TP85 (aviões Caravelle modificados anteriormente pertencentes à companhia aérea SAS), operados por 20 anos desde 1972.

Eles são equipados com sensores operados pelo pessoal de ELINT do FRA (Radio Establishment of the Defense), capaz de espionar, coletar e analisar emissões eletrônicas inimigas. Os jatos Korpen realizam rotineiramente missões de vigilância sobre o Mar Báltico, voando alto e rápido no espaço aéreo internacional ao largo da área de interesse. O “alvo” mais frequente do S102B é o Kaliningrad Oblast e as suas instalações russas. Por este motivo, os aviões suecos de ELINT são também frequentemente interceptados pelos Su-27 Flankers russos, a partir das bases aéreas do enclave de Kaliningrado.

De qualquer forma, parece que o avião sueco já apontou seus sensores para os sinais russos na Síria, desdobrado em Larnaca, Chipre: o exemplar 102003/”023″, usando o indicativo “SVF647”, foi rastreado, por meio de seu ADS-B/Mode-S, duas vezes em 1 de maio, voando na Síria, Líbano, Israel e Egito, mais ou menos da mesma forma que muitas outras aeronaves (P-8 da Marinha dos EUA, RQ-4 e RC-135 da Força Aérea dos EUA) têm feito por algumas semanas.

Considerada a área bastante incomum de operações, pode-se perguntar por que o sueco S102B está operando próximo ao teatro sírio, tão longe de casa. Pode-se apenas especular, mas o palpite mais provável é que a aeronave está coletando ELINT ao largo da Síria para adquirir novos dados de referência para os ativos que são desdobrados lá e que podem ser desdobrados atualmente ou iminentemente em Kaliningrado. Possivelmente vasos de superfície também, o que pode aumentar a Ordem de Batalha Eletrônica do Báltico.

“Eu acho que eles estão adquirindo ELINT, que é único na Síria e pode ter aplicações no Báltico”, disse uma fonte da comunidade US Rivet Joint, que prefere permanecer anônima.

Com certeza, com todo o “hardware” russo implantado na Síria, muitas vezes chamado de “testbed” para os novos equipamentos de Moscou, há muitos dados a serem coletados na região que já se transformou em uma espécie de “paraíso dos sinais” para as equipes de inteligência de todo o mundo.

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Luiz TrindadeLeonardo AraújoWagnerJorge MoreiraHMS TIRELESS Recent comment authors
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Wellington Góes
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Wellington Góes

A EMBRAER perdeu, ainda durante a gestão Maurício Botelho, quando tentou agenciar a participação da Dassault e Airbus, uma otima oportunidade de se consolidar com a fornecedora de plataformas para aeronaves de inteligência à SAAB, quanto à própria Flygvapnet. Fez eles caírem no colo da Gulfstream e da Bombardier. Hoje, o atual CEO, quer vender a empresa à Boeing. Quanto mais estes tipos de CEOs tentam vender a empresa, mais espaço ela perde no mercado militar. A sorte é que o governo (leia-se FFAA), ainda tem muito interesse de mantê-la viva. Pelo menos a parte militar. Senão já teria desaparecido… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor

Pessoal, Até entendo que a celeuma da negociação entre Boeing e Embraer “contamine” matérias que não falem disso mas que tratem de assuntos relacionados à Embraer (praticamente qualquer matéria sobre entrega de aeronaves) ou à Boeing (idem, ou o caso recente de uma aquisição de outra empresa). Mas colocar o assunto até nessa aqui, que trata de um avião da Força Aérea Sueca em serviço por lá desde 1992 (detalhe: época em que Embraer ainda era estatal) e que foi voar missões de inteligência na Síria? Colocar o assunto da negociação Embraer – Boeing aqui já é demais, e dificilmente… Read more »

Wellington Góes
Visitante
Wellington Góes

Tá certo, desculpe pelo deslize. Mas a ideia é mostra que, se a ganância não fosse maior do que a capacidade de raciocínio para sobrevivência no médio e longo prazo, oportunidades de se consolidar no mercado como um player global com luz própria, é o que não falta.

Mk48
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Mk48

Perfeitamente natural . Os Russos estão usando a Síria para testar seus novos equipamentos militares. Exatamente por serem novos não há informações disponíveis sobre eles, e a Suécia tendo a Rússia como adversário histórico, é mais que obrigação colher dados operacionais destes equipamentos. Nada de mais nisso.

Alex Nogueira
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Alex Nogueira

Tomara que os suecos encham suas bibliotecas eletrônicas de dados e que já mandem os sistemas de defesa dos Gripens recheados rsrs.

Nilo Antonio Rodarte
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Nilo Antonio Rodarte

Pobre Síria! Virou mesmo uma casa de mãe Joana. Campo de teste de equipamentos militares do mundo todo.

Fernandes
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Fernandes

Sim, mas a rota de voo dos suecos mostra interesse em informações de outros países também, como Egito, Israel e Líbano.

HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

O interesse reside unicamente nos sistemas russos instalados na Síria, que são os mesmos que ameaçam os suecos no norte. Não há como colocar israelenses, egípcios e libaneses como ameaça aos suecos.

Wagner
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Wagner

O fato de não ser ameaça não significa que não vão tentar dar uma olhada e pegar o que puderem de dados de Israel, Egito, USA, etc. Todo mundo espiona todo mundo e ninguém confia em ninguém, meu caro!

Groo_SP
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Groo_SP

Essa é uma das formas eles conseguirem uma biblioteca de guerra eletrônica. Quando os países não tem acesso a um local de conflito fica como? OSINT (Inteligência de Fontes Abertas) e suposições, já que as leis da física são iguais em todos os lugares?

Jorge Moreira
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Jorge Moreira

Qualquer conflito é por excelência um ótimo campo de teste para a verificação de produtos de defesa próprios e alheios .Nada melhor que a avaliação prática de performances in loco.

Wellington Góes
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Wellington Góes

Com a aviação russa voando com tudo ligado naquelas bandas, nada mais natural em ter um bisbilhoteiro electrónico para aumentar sua biblioteca de sinais.

Leonardo Araújo
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Leonardo Araújo

Bem que poderíamos mandar um de nossos r-99 para lá tá
Em cooperação com a Flygvapnet

Leonardo Araújo
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Leonardo Araújo

Uma forma de fazer isso veladamente seria planejar um exercício conjunto com a Grécia que opera o R-99.
E fica ali no Mediterrâneo perto de tudo.

Luiz Trindade
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Luiz Trindade

Meu pensamento é o seguinte e que venha os projeteis de metralhadora: Fica cutucando a Rússia que na primeira oportunidade ela vai arranjar um incidente e dar cabo nesse avião parecendo um acidente.