Home Aviação de Ataque Como o F-35 está aprimorando suas habilidades de ‘dogfight’ no Japão?

Como o F-35 está aprimorando suas habilidades de ‘dogfight’ no Japão?

9322
55
F-35 Lightning II em voo de treinamento

Por Valerie Insinna

KADENA AIR BASE, Japão e WASHINGTON – O F-35 recebeu artilharia pesada dos críticos pela falta de capacidade de “dogfight”, uma reputação que segue o Joint Strike Fighter por anos.

Mas nos céus acima da Base Aérea de Kadena, no Japão, os operadores do F-35 estão tendo a chance de provar que os detratores estão errados.

Em outubro, mais de 300 aviadores e 12 jatos de pouso e decolagem convencionais F-35A da Base Aérea de Hill, Utah, chegaram ao Japão, marcando o primeiro desdobramento do F-35 da USAF na região Ásia-Pacífico. Desde então, os pilotos se concentraram principalmente na luta ar-ar – uma raridade para o F-35, um jato furtivo de quinta geração que é mais conhecido por sua capacidade ar-terra.

A localização de Kadena na ilha de Okinawa, um pequeno terreno de 466 milhas quadradas cercado pelo Oceano Pacífico, oferece uma localização privilegiada para os operadores do F-35 praticarem o combate aéreo, disse o capitão Ryan Fantasia, piloto de F-35A do 34th Fighter Squadron.

“Os espaços aéreos estão sobre a água, por isso é muito mais difícil olhar para baixo e ver terra ou qualquer coisa assim. Além disso, os Eagles estão aqui”, disse ele, referindo-se aos dois esquadrões de caça F-15C/D Eagle baseados em Kadena.

Os pilotos do F-35A treinam com os F-15C/D de algumas vezes por mês a alguns dias por semana, disse Fantasia ao Defense News em fevereiro. Às vezes, esses exercícios incluem os Eagles dos 44th e 67th fighter squadrons em Kadena; enquanto outros dias, os pilotos do F-35 misturam-se com os F-15 da Força Aérea de Autodefesa do Japão.

“É muito divertido. Eu realmente gosto muito disso”, disse Fantasia, um piloto relativamente novo que se formou em janeiro na classe básica de vôo inaugural do F-35. Fantasia e os outros cinco graduados do “B-course” são os primeiros pilotos treinados desde o início para serem pilotos do F-35. Eles não tinham experiência anterior em outro avião de combate como um F-22 ou F-16.

F-35A demonstrando sua capacidade de manobra

Agora, esses pilotos aprendem não apenas com os pilotos mais experientes do F-35 baseados em Hill, mas com os pilotos de F-15 de Kadena, cujo treinamento consiste em táticas e técnicas que foram transmitidas e refinadas ao longo de quase quatro décadas.

“O treinamento em si, estamos realmente aproveitando a parte conjunta do exercício”, disse Fantasia. “Assim, a capacidade de ver as diferentes capacidades de todos e, em última análise, colocar isso em um cenário fluido, permite muitos sucessos e muitas chances de aprender uns com os outros.”

Durante seu último voo, Fantasia enfrentou uma luta cara-a-cara que lhe permitiu praticar manobras básicas de caça – coisas como giros altos, subidas altas e movimentos de alto ângulo de ataque que permitem ao piloto uma posição mais vantajosa quando em uma luta aproximada.

Fantasia não disse se ele lutou contra outro F-35 ou um F-15, mas o jato de quarta geração ainda pode representar um desafio em um dogfight.

O F-15C tem sustentado tem um longo prazo como o principal jato de superioridade aérea da Força Aérea dos EUA, desde o momento em que foi introduzido nos anos 1970 a 2005, quando o F-22 da quinta geração foi lançado. É famoso por seu incrível recorde de combate aéreo, sem perdas jamais registradas.

O registro do F-35 contra os caças de quarta geração nem sempre atraiu a atenção positiva para o jato. Em 2015, o site War Is Boring obteve um resumo de cinco páginas de autoria de um piloto de testes do F-35, que escreveu que o Joint Strike Fighter havia sido superado pelo F-16. O piloto disse que o F-35 era muito lento e não manobrável o suficiente para fugir do F-16 ou derrubá-lo, afirmou no relatório.

Na época, o Departamento de Defesa defendeu o F-35 apontando que a aeronave envolvida no teste era um modelo muito antigo, com um envelope de voo limitado a apenas 5.5G. O jato também não apresentava muitos dos sistemas de missão, revestimento stealth ou funcionalidade de exibição de capacete considerados por alguns como os recursos definidores do F-35, que agora estão amplamente disponíveis.

Em fevereiro, os F-35 da Kadena receberam o mais recente software Block 3F, a versão de capacidade de combate completa que permite que a aeronave voe todo o seu envelope de voo e manobras de até 9G. Mas, mesmo antes disso, a capacidade ar-ar do Joint Strike Fighter mostrou melhora, alcançando uma taxa de kills de 20 para 1 em seu primeiro evento Red Flag no início de 2017.

F-35 e F-16

O capitão Brock McGehee, um piloto do 44th Fighter Squadron de Kadena que tem pilotado o F-15 por dois anos, caracterizou o F-35 como um caça ar-ar “extremamente capaz”, durante uma entrevista em fevereiro com o Defense News.

“É um pouco assustador voar um pouco no escuro com um avião invisível que está ao seu redor em algum lugar”, disse ele. “Esses caras são pilotos muito bons, a consciência situacional deles é muito alta e eles fazem um bom trabalho em nos manter informados de onde estão quando estão no mesmo time que nós.”

McGehee comparou o F-35 ao seu irmão de quinta geração, o F-22 Raptor. Ambos são aviões stealth, tornando-os muito difíceis de detectar a longas distâncias. Mas em combate próximo, um F-15 vai engajar um F-22 e F-35 de maneira muito diferente, disse. Ele se recusou a discutir detalhes que pudessem revelar táticas, técnicas e procedimentos e fornecer ao adversário dicas sobre a melhor forma de operar qualquer aeronave.

“Um F-22, se você já assistiu a demonstração dele, pode virar do avesso. É ridículo”, disse ele. “Um F-35, é diferente. Então, isso é apenas uma espécie de manobra básica de manobra para nós sobre o que fazer de diferente.

Então o F-15 pode bater o F-35 em duelos?

“Quero dizer, às vezes”, disse McGehee, acrescentando que todas as aeronaves perdem em combate aéreo às vezes, e por várias razões.

“Parte disso é a aeronave e parte é o homem na aeronave”, continuou ele. “Nós temos pilotos muito talentosos aqui que são capazes de ganhar a ofensiva sobre muitos outros pilotos. Um piloto que entende muito bem este avião e é muito habilidoso é bem letal, não importa o que esteja voando, então é possível.”

FONTE: Defense News

55 COMMENTS

  1. “XFF 28 de Março de 2018 at 16:10 F-35 baleia consegue lutar em dogfight”?
    Consegue sim! é só uma questão de jeito, técnica, ou melhor de treinamento.
    Ajudaria muito em dogfigth, se a cabine do piloto fosse mais ressaltada.
    Por falar nisso, o F-35 não vai ter uma versão biposto, como nos caças de gerações anteriores?

  2. O artigo parece, por vezes, um pouco vago, em função das informações classificadas. Difícil fazer algum juízo de valor. Como parece tratar-se de combate visual, talvez o Justin pudesse nos brindar com alguma informação a fim de auxiliar o entendimento.

  3. Muito importante os F-35 treinarem pro combate aéreo. O combate WVR não é sua especialidade, mas se ele se deparar com um oponente nos céus que seja do seu nível, a tendência é que isso ocorre, falando em futuro quando ele estiver plenam operacional.

  4. Coronel Rinaldo.
    Realmente acho até estranho esse tipo de entrevista.
    Há um risco enorme de entregar o ouro…
    Até porque pilotos em geral, especialmente jovens, muito provavelmente não têm o jogo de cintura de um comandante, provavelmente com mais traquejo para saber o que pode ou não falar…

    • Nonato, dentre as muitas inovações do F-35 está esse “desenvolvimento em midias sociais”…. Quero dizer, essa super exposição que faz chover críticas e mais críticas. EU não me recordo – e os amigos podem ajudar! – de outro projeto militar tão badalado…

      Nessa linha de raciocínio, natural que apareçam aqui e acolá notícias positivas.

      Eu boto fé no avião simplesmente porque é americano: eles vão vencer as limitações, vão evoluir o caça e vão fazer dele uma arma letal, quer seja pela furtividade, quer seja pelos sensores, ao que vão somar a tradicional excelência em, doutrina e treinamento.

      • A ciência é uma só. Todos vão conseguir chegar lá. As questões são ‘quando’ e a ‘que preço’.
        Parece que esses dois quesitos não estão favorecendo muito o F-35.

  5. Fiquei com algumas duvida após ler esse artigo.

    A proteção stealth deixa de existir quando os caças se encontram em dogfight?
    Como se faz para conseguir uma solução de tiro para o lançamento de misseis?
    Sente os dois caças stealth no dogfight restaria somente o uso do canhão?

    Uma pena não termos essas informações no artigo.

    • O conceito de “stealth” não torna a aeronave impossível de adquirir no radar, apenas diminui enormemente a distância em que pode ser detectada. No dogfight, se o seu radar for tão ruim que ainda não adquiriu o alvo (improvável), um míssil IR não terá o menor problema em travar no motor de qualquer caça de 5ª geração.

  6. Depois de muito ver as demonstrações do F-35 e de ler a declaração de alguns dos seus pilotos, fica claro para mim que o jeito de voar o F-35 é mais semelhante ao F-18 que ao F-16.

    Assim como o Hornet, o F-35 não tem uma capacidade de curva sustentada no nível do F-16. Ele sangra muita velocidade em curvas. No que ele é bom é nas curvas instantâneas.

    Então aqui vem de que escola de combate você prefere: se energia é tudo, o F-35 é uma baleia esperando o abate. Se para você o que importa são os ângulos, então o F-35 pode encarar qualquer um.

    Agora, como fica bem evidente quando se discute caças soviéticos e chineses, o que é melhor varia de acordo com o que o oponente faz bem.

    • De acordo Clésio Luiz. Para tal os EUA tem o F-22 e o F-35. Me corrija se estiver errado, mas acho que no caso de energia, o F-22 é mais indicado! De qualquer forma sempre teremos caças de países oponentes iguais dos EUA para enfrentar o TIO SAM!

  7. Galera não se preocupem o f-35 é muito ruim mesmo e parece que amanhã Donald Trump fará um anúncio diretamente da tocha da estátua da liberdade com a seguinte fala: ” hello my dear americans, we have been thinking a lot about the f-35 and all the billions and billions and billions spent so far in the program. And we decided that the most intelligent thing to do right now is to turn down the project. Thanks and God bless you all.

  8. By Google:
    “Consciência situacional é uma representação mental e compreensão dos objetos, eventos, pessoas, sistemas unidos, interações, condições ambientais e outros fatores uma situação específica que possa afetar o desenvolvimento de tarefas humanas, seja complexo ou dinâmico.
    .
    Clésio,
    .
    Em relação aos caças de geração inferior, acredito que o grande diferencial do F-35 qualquerletra será a consciência situacional fornecida por seus sensores e fusão de dados, somada à negação de consciência de sua posição aos opositores em função de sua furtividade.
    .
    Abraço,
    Ivan.

    • Ivan, muito do que se fala dos caças de 5ª geração como o F-35, é em relação à oponentes que não possuem qualquer nível sério de stealth. É repetido à exaustão, sempre a mesma situação, como se ela fosse imutável. Mas como fica quando o oponente também possui características de redução de assinatura radar?

      O que acontece, por exemplo, se a cobertura radar dos AWACs, que todos os caças ocidentais, nas últimas 3 décadas, operam sob, não valer de mais nada, porque o oponente também possui os mesmos AWACs e também possui stealth? China e Rússia estão trilhando esse caminho.

      E quem vai arriscar acionar o próprio radar, correndo o risco de ter a posição exata revelada. Como fica o recurso do LPIR contra alvos de baixa assinatura? Será que o recurso de IRST é suficiente nessa situação?

      Eu pessoalmente acho que está na hora do pessoal começar a pensar que os adversários do F-22 e F-35 não estão congelados no tempo, e que a vantagem de hoje não está garantida ano que vem.

      • Clesio,

        LPIR = Low Production Initial Rate. Foi a primeira fase de manufatura do F-35.

        Ou existe alguma outra definição com a mesma sigla?

  9. Consciência situacional no nível do F-35 é só questão de tempo para os outros caças alcançarem. Se é que as últimas versões dos delta canards, SH e Eagles já não alcançaram. Manobrabilidade? Talvez agora os mísseis WVR tornem isso desnecessário. Mas os DIRCMs podem proliferar e mudar isso. Desde os exercícios ACEVAL/AIMVAL os EUA acham que dogfight deve ser evitado já que F-15 e F-14 eram abatidos por F-5E em uma razão de 1:1 em engajamentos com múltiplos aviões. Em razão disso o combate BVR se tornou a primeira opção para os EUA e a furtividade do F-35 funciona como uma carta na manga. Só que a ECM também evoluiu dificultado o emprego dos mísseis BVR, que nunca foram grande coisa em termos de Pk diga-se de passagem. Além disso temos radares operando na região baixa da banda S, banda L, UHF e VHF, operando do solo e e aeronaves AEW e sistemas passivos como o VEGA somados ao IRST instalados em caças reduzem a margem de segurança fornecida pela furtividade em aeronaves pequenas como caças. Será que voltaremos aos canhões até aviões equipados com torres lasers se tornarem realidade? Quando vejo concepções artísticas de caças com torres laser me lembro do Boulton Paul Defiant. Mísseis inicialmente não funcionavam mas acho que o “Defiant with lasers do séc XXI” irá funcionar. Deixando os caças lasers de lado, estou louco para ver como os F-35 se sairão em exercícios contra os Typhoons. Isso irá ocorrer cedo ou tarde na Grã-Bretanha e Itália.

    • Groo, no início da década de 90, durante as conversas sobre a resposta europeia ao R-73 soviético, a RAF já achava que dogfight tinha se tornado perigoso demais onde mísseis podiam virar 90° depois do lançamento. Os britânicos estão queriam um míssil que fosse cineticamente superior ao soviético (o ASRAAM), para atirar primeiro e com superior precisão. Os outros parceiros europeus queriam taxa de curva superior ao Vympel (IRIS-T).

      Hoje sabemos que o Typhoon é voltado ao combate supersônico, e por causa disso sua performance em dogfight contra caças de alta curva sustentada em velocidades subsônicas é deficiente. Mas quando utilizado como deve, dificilmente o Eurofighter sairá do seu envelope de vantagem para curvar junto ao oponente à baixas velocidades.

      Essa metodologia, sem dúvidas, espelha o pensamento da USAF com o F-22 e eu pessoalmente acho que caças assim tem vantagem em combate aéreo contra “os puxadores de 9G”. Se eu fosse fazer meu caça de 5ª geração hoje, ele totalmente seguiria essa filosofia.

      • Clesio,

        90 graus = angulo reto. Não seria 180 graus? Ou seja, o piloto dispara o missil, e o mesmo faz uma uma mudança de trajetória para atingir um alvo que estaria vindo por atrás na posição 6 o’clock.

        • Alguns mísseis podem curvar até 90 graus. Outros demonstraram poder curvar até 180. Eu pessoalmente não acho que após uma curva tão drástica ainda exista muita energia nesses mísseis para perseguir um alvo, ou seja, o oponente teria que estar perseguindo o caça que disparou o míssil (indo de encontro ao míssil) para que este tenha chances de alcançá-lo. Minha opinião apenas, posso estar enganado.

    • Mas essa é a questão, manter a vantagem. Se os EUA hj estão num ponto C e seus oponentes e concorrentes estão num ponto B, quando eles chegarem no ponto C os americanos estaram no D,E ou F. Pelo menos é isso que os mesmo fazem ou tentam fazer desda 2GM.

  10. Porque não serve pra dogfhigt!
    – canopy na mesma altura da linha dorsal.( Visão 6hores inesiste!)
    – Mach 1,6
    – prioridade ar-solo
    – Operacional em vários países mas ninguém fala nada sobre dogfhigt!
    – Primeira matéria sobre o assunto é presunçosa e sem dados numéricos.

    • Não precisa de canopy pra ver as 6h, o caca tem cameras em todas as 4 direções e o piloto não enxerga o caça, sendo que sua visão é só a do lado de fora, como em um video game(jogo) de caça.
      Assim como o piloto ve tudo no capacete, ele tbm mira no capacete, ou seja é so virar a cabeça e os misseis serão de 5° geração ou seja muito dificil de ser implementar contras medidas e sendo impossivel de desviar.
      A função do F-35 nunca foi de ar-solo, mas de omnirole ou multirole há um preco baixo, ou seja faz de tudo e não é bom em nada, mas como ele é “estelfi” e tem a melhor fusao de dados num caça atual, ele “hoje” é o melhor do que 99% dos outros.

    • Su-57 possui canopy praticamente com as mesma limitação visual. Quem vai manobrar a 8G e olhar as 6h ? É humanamente impossível. F-35 pelo menos possui o DAS para fazer esse acompanhamento em qualquer quadrante sem o piloto necessitar fazer esforço físico em elevada carga G. Dogfight ocorre a menos de Mach 1, pouco importa se ele está limitado a Mach 1.6, que aliás, é ssuficiente para a esmagadora maioria dos compromissos. Só o que existe são elogios de quem já pilotou o F-35, basta procurar.

    • Boscao,
      Com todo respeito aos seus parâmetros “furtivos”, penso eu que o que você busca é uma aeronave sem piloto!Unmanned

      • Serjão,
        O piloto do F-35 utiliza um capacete com visor que proporciona uma “realidade aumentada” em 360º. O canopy pode ser do jeito que é sem prejuízo da consciência situacional em combate aproximado.
        Muitos dados são apresentados de forma acústica, estereofônica, dando a ele noção espacial das ameaças.
        O combate aproximado (na distância visual) é feito a menos de Mach 1. A velocidade supersônica é mais importante no combate BVR, e há estudos que dizem que quando ocorre, em 99% das vezes não passa de Mach 1.5, e assim mesmo , por poucos segundos.
        Quanto a ele ser um caça bombardeiro com função primária ar-solo, eu concordo, mas o F-15E também o é e não deixa de ser um temível caça de superioridade aérea.
        Também o F-16 era um caça bombardeiro mais dedicado à função ar-terra. O F-18 também! Essa função primária não impediu esses caças de terem excelente desempenho na função ar-ar.
        E já houve sim vários artigos ressaltando as características positivas do F-35 em relação ao combate ar-ar, com os pilotos tecendo comentários mais que elogiosos ao caça.
        Um abraço.

  11. So dele ser stealth e podrr atirar com misseis BVR, ele já é melhor no combate aereo do que todos os outros cacas no mundo ja fabricados, que não tem o nome de F-22 Raptor. O resto é mimimimi.

    • Augusto L,
      Não tem como comparar o F-35 (conceito) porque não existe concorrência e é lógico que por isso ele é o melhor!
      Outra coisa, vc acha que no ardor de um combate aéreo o piloto vai ficar olhando telas de câmeras de ré???(tipo aquelas de anti colisão de automóveis???) Tenhamos bom senso!

          • Sérgio, fala sério. Da onde você tirou que é informação demais? Imagine que é como se fosse realidade virtual, o piloto olha e o avião simplesmente não aparece, o que aparece é uma imagem do exterior e as informações mais pertinentes ao voo. Isso é parte da tao propagada consciência situacional que o F-35 elevou a outro patamar. O piloto vê apenas o essencial, mas de forma simples e completa.

  12. O vermelhos ficam loucos quando veem que o avião não para de ser desenvolvido

    Segue o jogo, o maior erro que se pode fazer é menosprezar a capacidade que os EUA possuem em desenvolver maquinas bem legais.

    É inconcebível pensar em “plano B” nesse estágio.

    • Engraçado, se não exaltar qualquer coisa que venha dos EUA e seus parceiros logo é taxado de vermelho pelos neocons. Deve ser a tal paralaxia cognitiva que o Aiatolavo de Carvalho inventou.

  13. Apenas como comentário complementar, não ligado a “dogfight” diretamente, mas tbm o sendo. Semana passada estava passando de carro nos arredores de Phoenix, AZ. Quando observei dois aviões fazendo uma manobra de pouso “bastante ousada” diria eu. Eram dois F35. Não tinha como filmar, pois estava no volante. Eles estavam provavelmente sobrevoando paralelo a uma pista (creio que AFB Luke) e entraram numa curva de 180°, já com trem de pouso em posição, um ângulo descendente bem acentuado. Um dos caças “abriu” um pouco mais. Nisso o primeiro “fechou” um pouco mais o angulo de descida e pousou. O segundo caça acompanhou e pousou na sequencia. Ok. Talvez todos aviões de combate façam manobras assim (acredito até que sim) contudo me chamou a atenção a rapidez com que a coisa se desenvolveu. Apenas um relato de caso para compartilhar com os senhores

  14. Quando eu vejo colocarem que o F-35 é pesadão, que não dá p/ entrar num dogfight, me lembro do Lightning original, o P-38, que abateu às pencas o hiper manobrável Zero. Na maior parte das vezes utilizava sua maior velocidade e fogo concentrado no nariz p/ abater sem entrar num combate que favorecia o inimigo ( curta distância ), mas pilotos habilidosos engajavam num dogfight utilizando diversos recursos não-convencionais, como acelerar/desacelerar 1 dos seus 2 motores, conseguindo manobras inesperadas p/ os japoneses, surpreendendo-os. É como está no texto “Um piloto que entende muito bem este avião e é muito habilidoso é bem letal, não importa o que esteja voando” e p/ isso é fundamental um treinamento mais realista possível. Uma Força Aérea de elite como a de Israel, por exemplo, não se faz sem muito suor e sacrifício. Se a USAF quiser tornar o F-35 capaz de enfrentar uma arena de dogfight, ela vai ter que ter muitos treinamentos como esses do Japão.

  15. Durante seu último voo, Fantasia enfrentou uma luta cara-a-cara que lhe permitiu praticar manobras básicas de caça – coisas como giros altos, subidas altas e movimentos de alto ângulo de ataque que permitem ao piloto uma posição mais vantajosa quando em uma luta aproximada.

    Olha só quer dizer que movimentos com grande AOA são úteis e treinados??? Aqueles mesmos que acabam com a energia da aeronave rsrsrsrs

    • “TVC não tem utilidade em caças”, diriam alguns;
      Vou guardar esse trecho:
      Um F-22, se você já assistiu a demonstração dele, pode virar do avesso. É ridículo”, disse ele. “Um F-35, é diferente. Então, isso é apenas uma espécie de manobra básica de manobra para nós sobre o que fazer de diferente.

      • As manobras básicas continuam as mesmas: ioio de alta, ioio de baixa, zoom, tunneaux de G, jinkout, ataque em barril, tesoura, e as curvas: lead, lag e pura.

  16. O F-35 parece ter as suas qualidades, engraçado quando o piloto do F-15 diz a frase abaixo:

    “É um pouco assustador voar um pouco no escuro com um avião invisível que está ao seu redor em algum lugar”, disse ele. “Esses caras são pilotos muito bons, a consciência situacional deles é muito alta e eles fazem um bom trabalho em nos manter informados de onde estão quando estão no mesmo time que nós.”

    O F-15 é tudo, menos um avião incompetente (pergunte aos Russos, Sírios, Iraquianos, Iranianos, Líbios, etc, etc, etc) na arena ar-ar. Impor uma taxa de perdas de 20×1 contra o magnífico F-15 chega a ser alentador para o problemático novo avião americano, parece que existe um certo potencial que pode ser convertido em uma terrível dor de cabeça para os seus oponentes.

    “Ver” o inimigo antes de ser “visto” ainda continua ser a receita de sucesso no combate aéreo (sempre foi assim desde a primeira vez que alguém alçou voo com a intenção de derrubar um oponente), o F-35 parece fadado a manter a supremacia aérea americana nos trabalhos/missões a que lhe forem confiados. Certamente o “dogfight” é a ultima opção para esse tipo de avião, mas é bom a turma estar treinada.

  17. Apesar de muitos acharem que só serve para demonstrações, pelo que entendi da reportagem é que o TVC é algo “a mais”, uma carta na manga… então podemos concluir que (no trecho que fala sobre enfrentar um F-22): TVC, melhor ter e não precisar, do que precisar e não ter.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here