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Qatar exerce opção de compra de 12 caças Rafale adicionais

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Rafale nas cores do Qatar

SAINT-CLOUD, França — O exercício da opção para a compra de 12 caças Rafale adicionais para o Catar entrou em vigor hoje.

Esta opção foi exercida em 7 de dezembro de 2017 em Doha, na presença do Presidente da República Francesa, Sr. Emmanuel Macron, e sua Alteza Xeique Tamim bin Hamad Al Thani.

Seguiu-se o contrato assinado em 4 de maio de 2015 entre o Estado do Qatar e a Dassault Aviation para a aquisição de 24 aeronaves Rafale.

Uma vez que estes dois lotes tenham sido entregues, a Qatar Emiri Air Force irá operar 36 caças Rafale.

A Dassault Aviation e seus parceiros agradecem às autoridades do Qatar por terem dado a ela essa oportunidade renovada para consolidar 40 anos de excelente cooperação entre a indústria de aviação francesa e a Qatar Emiri Air Force.

Com mais de 10.000 aeronaves militares e civis entregues em mais de 90 países no último século, a Dassault Aviation acumulou conhecimento reconhecido mundialmente no projeto, desenvolvimento, venda e suporte de todos os tipos de aeronaves, desde o caça Rafale até a família high-end de jatos executivos Falcon e drones militares. Em 2017, a Dassault Aviation registrou receita de € 4,8 bilhões. A empresa possui 11.400 funcionários.

As armas do Rafale – clique no infográfico para ampliar

FONTE: Dassault Aviation

48 COMMENTS

  1. Compra meramente política, apenas para agradar um aliado, assim como o fizeram com Grã Bretanha e EUA, adoraria saber de onde eles vão tirar pilotos para os rafales, F-15 e Typhoons que eles compraram. Para uma força aérea que só tinha 12 mirages fica difícil acreditar que eles precisam realmente dessa grande quantidade de caças.

    • Eles poderiam, na minha opinião, terem sido mais eficientes se tivessem divido melhor entre Rafale, Gripen C/D F20 e o nEUROn. O F-15 e o Typhoon, com certeza, são excelentes aeronaves, mas são ainda mais caros de adquirir, operar e manter. É importante mesclar qualidade com quantidade, nem somente umas, nem somente outra, podem balançar o resultado de uma guerra a seu favor.

      É o que eu penso para o Brasil, inclusive.

  2. Parabéns à Dassault e aos seus clientes. Já podemos dizer que o Rafale é um sucesso de vendas? Acho que sim.

    É um excelente caça, sem dúvidas.

  3. Independente de motivações políticas (qual compra de defesa não as tem?), o fato é que o Rafale conseguiu se consolidar como um produto atrativo no restrito mercado de aviação de caça.
    Mesmo sem ter o peso do lobby americano (e de sua FMS) e do pontapé inicial de um consórcio como o Typhoon, O Rafale conseguiu exportações expressivas se levarmos em conta seu preço, o atual momento da economia global e o fato de seu portfólio de carga paga estar restrito a armas e sistemas de origem europeia.

    • Algumas correções, meu amigo.

      Não há restrição para que o Rafale só use armamentos europeus, o que existe é que só foram integrados armamentos europeus, porque seu operador inicial só fez assim, conforme seu próprios interesses. Nada impede que os clientes não europeus do Rafale, se assim desejarem fazer, integrar armamento de outras origem. A diferença aqui é que eles terão que pagar tal integração.

      No mais, não há sentido algum querer integrar armamento estadunidense (que é a “justificativa” de alguns “iluminados”), por exemplo, se o país que for querer fazer isto, não tiver acesso aos aviões, o que dirá de armamentos?! Ou seja, eu não compro aviões dos EUA, mas quero comprar armamentos deles?! Não faz sentido isto.

      Com relação ao preço, dentre as opções médias e biturbinas que se encontra no mercado, o Rafale é um dos menos caros. Se Typhoon e Super Honet tem conseguido vender, não há que se achar estranho que o Rafale não consiga vender.

      Esse mantra de que o Rafale é, sozinho, uma aeronave cara, era papo de F-X2, para justificar a escolha do projeto Gripen E/F.

      Grande abraço!!!

  4. esta ai Dassault Aviation, aeronaves civis e militar. Será que a EMBRAER Defesa, conseguira chegar neste patamar depois do advento Boeing ? O tempo , ele nos respondera

    • Não. Se vendida para a Boeing a Embraer sumirá.
      A Embraer atual é a terceira maior fabricante de aviões, incluindo comerciais, executivos e militares.
      A Dassault fica para trás… Bem como a Bombardier…
      Se vendida, a Embraer além de sumir, logo ou mais adiante, não irá desenvolver um caça. Isso fica com a Boeing e seu F18…

  5. A razão das aquisições de fato é política, em meio a muitas incertezas no Oriente Médio. Entretanto, apesar de o dinheiro poder tudo, seria mais inteligente se eles mantivessem somente 1 tipo de caças (ou dois, se 1 fosse mono e o outro birreator) e comprassem meios terrestres e navais dos outros aliados, ao invés de fazer essa salada de aviões muito similares funcionalmente, todos biturbinas similares.

    A capacidade logística e de treinamento de pilotos em um país de meros 2,5 milhões de habitantes não deve ser das melhores.

  6. O Qatar tem uma situação complicada do ponto de vista vida geopolítica do oriente médio. Como exemplo tem severas diferenças com a Arábia Saudita, que é um aliado norte americano de peso. Creio que isso explica em parte essa estratégia semelhante na da Índia, na hora de adquirir armamento. Para o Qatar ficar na “mão dos EUA” incomoda muito.

  7. Muita coragem do Qatar em confiar sua força aérea nos EUA, França e Reino Unidos. Esses países costumam agir em conjunto e se Arabia Saudita e outros países do O.M decidirem atacar o Qatar esses países não vão fazer nada, apenas olhar o pau comer. Seria bom comprar uns SU-35 + S400 para equilibrar o jogo.

  8. Imagino o Brasil chegando la com o São Paulo, o A1 e uns lança granada soldado no casco kkkkkk – Baile dos aposentado.
    #GRIPENVemlogo

    • Concordo. A camuflagem deste “draw” ficou bem legal, mas não serve pra qualquer país.

      Não faz sentido, por exemplo, a Suécia que é um país nórdico (frio) ou Israel que é um país de clima seco, camuflar seus caças em tons de verde oliva que remete a floresta.

  9. O Rafael pode ser muito bom,mas seu custo é alto a hora de vôo e o dobro do grispen,pode ser avião para o quatar a India mas sinceramente não é avião pro Brasil não.Não falo da performance mas do custo / beneficio,vamos de grispen que tá bom demais.

    • Francamente as vezes me pergunto se essa economia vale a pena , uma vez que não vamos compensar numericamente as desvantagens. Perder a superioridade aérea num conflito moderno custa muito mais caro que os Rafale F3,o F-18 SH ou o Sukhoi 35… as vezes a destruição é tamanha que o país não se levanta nunca mais!

    • Desculpem o off-topic, mas realmente queria entender de onde sai ou saiu esse “Grispen”…
      Não sei se seria dislexia, analfabetismo funcional, algum corretor ortográfico meio capenga, gozação/má fé, ou simplesmente ignorância mesmo…

  10. Acho que a única coisa que evitou que o bloco de países árabes “honestos” invadisse o Qatar no ano passado, por suposto auxílio ao terrorismo, foi a base americana lá. Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes, Egito etc fizeram várias exigências que, caso não fosse cumpridas, acarretariam na invasão do país. No fim, o Qatar não atendeu e ficou por isso mesmo. Eu no lugar deles estaria fazendo o mesmo…Porque se esses países resolverem invadir, com os EUA provavelmente fingindo não ser nem com eles, as coisas ficarão ruins para eles.
    Mas, por hora, enquanto os americanos estão lá, melhor não inventar de comprar nada russo.

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