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Como o debriefing da Força Aérea Israelense pode ajudar sua empresa

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F-16I Sufa

Por Inbal Arieli

Em fevereiro, um F-16 de Israel foi abatido pelo fogo antiaéreo sírio durante uma operação, a primeira vez que um jato de combate da Força Aérea Israelense (IAF) foi derrubado em combate desde 1982. Os pilotos israelenses se ejetaram do avião, que caiu em um campo no norte de Israel. Apenas alguns dias depois, os resultados do interrogatório realizado pela IAF, para entender melhor o que aconteceu, foram espalhados pela mídia israelense para todos verem.

A principal conclusão do debrief – que o piloto permaneceu na altitude errada permitindo que o míssil antiaéreo travasse em seu avião – foi publicada no site da IAF. Essa cultura de debriefing é impressa no DNA da IAF: discussão transparente e radical para aprender com eventos anteriores. Ninguém sai da sala até que o problema seja resolvido. Para um pequeno país como Israel, que depende fortemente de sua superioridade aérea, tem que ser assim.

Mas há algo a ser ganho pelas pessoas nos negócios – grandes corporações e startups em ascensão – em adotar alguns dos processos que definem unidades militares de elite de alta operacionalidade?

Aprendi muito sobre como administrar uma empresa a partir de meu serviço militar – principalmente em unidades de inteligência de elite – e ficou claro para mim como a mentalidade das unidades militares pode ser aplicada com sucesso às empresas em crescimento.

Então, como isso funciona na Força Aérea Israelense?

Em primeiro lugar, não importa o tamanho ou a gravidade do evento: toda e qualquer atividade da IAF, toda e qualquer manobra, em treinamento ou combate, é analisada da mesma maneira. Cada esquadrão tem um briefing matinal definindo as metas do dia e um debriefing todas as noites, mapeando as lições daquele dia. Cada voo começará com um briefing e terminará com um debriefing para a tripulação de voo. Ao coordenar um exercício, a primeira tarefa será agendar um briefing para começar e uma sessão de esclarecimento que encerrará o exercício.

Cada esquadrão tem um oficial responsável por documentar todas as lições e um sistema para documentar o conhecimento adquirido e distribuí-lo para quem precisa vê-lo: pilotos do esquadrão, pilotos de outros esquadrões voando com o mesmo avião e, em muitos casos, a organização inteira. Esse processo desempenha um papel crítico no método da IAF de lidar com um ambiente em constante mudança em uma região muito difícil. Soa familiar para o seu negócio? Muito semelhante a uma empresa em crescimento, a IAF não pode deixar de aprender suas lições em movimento.

A cultura de debriefing nas Forças de Defesa de Israel (IDF), particularmente na Força Aérea, valoriza a responsabilidade pessoal e a abertura. Nas IDF, compartilhar as conclusões de uma sessão de debriefing é dificilmente considerado humilhante ou como algo que voltaria para assombrar um militar. Pelo contrário, se um incidente significativo ocorreu, é importante compartilhar suas conclusões e consequências com os outros, de modo a dar a todos a chance de aprender com isso, assim como no caso do recente F-16 abatido.

Então, o que torna o debriefing da IAF uma ferramenta tão eficaz, no centro do mecanismo de aperfeiçoamento da Força? E como poderia ser aplicado aos negócios?

Em poucas palavras, o método de debriefing da IAF usa os fatos em vez de sentimentos, e ajuda a envolvê-los de uma forma abrangente e fácil de usar, fazendo três perguntas simples:

  1. O que aconteceu? Apenas fatos. Isso não se limita apenas às conseqüências negativas, mas também pode se aplicar às positivas.
  2. Por que isso aconteceu? As razões.
  3. O que devo fazer (ou nós) de diferente na próxima vez? Criando uma lista prática de “fazer” para melhorar ou alterar, que também pode ser aplicada a outras pessoas.

Seguir este método produz uma lista de lições que, se coletadas da maneira correta, respondem diretamente às perguntas acima e, crucialmente, podem ser facilmente transmitidas entre as pessoas.

Mas seguir estas 3 perguntas não é suficiente. É preciso que haja um interesse genuíno na melhoria e uma cultura que apoie uma conversa aberta.

Na prática, a IAF consegue criar um ambiente onde as pessoas possam falar livremente. Isso é feito usando vários princípios:

  1. Resista e obedeça. Criticar não é uma escolhar, é na verdade uma obrigação. Se você vê algo errado, você tem que dizer que está errado, porque está errado, e o que deve ser feito para consertá-lo. Mas – se o resultado da conversa não é o esperado, e as mudanças que você sugeriu não foram aprovadas, você ainda precisa obedecer e se comportar de acordo.
  2. Não julgue a pessoa – julgue a situação, pode ser você na próxima vez. É muito comum na IAF que um briefing feito por uma pessoa ou equipe seja acompanhado por um esquadrão inteiro. A conversa deve ser em torno dos fatos e do que poderia ter sido feito de forma diferente, e não sobre a pessoa que está realizando o treinamento.
  3. Se você não fizer, não cometerá erros. Se um jovem oficial encontra um problema, ou vê um problema que precisa ser consertado, espera-se que ele apresente uma solução. Pode não ser a melhor solução, mas eles terão que chegar a uma, no entanto. Esse princípio ensina as pessoas dentro da IAF a assumir responsabilidade e levar a organização adiante. A mitigação dos erros, se acontecerem, será tratada no debate.
    Crítica brutalmente honesta, do tipo encontrado em unidades militares de elite, dificilmente é encontrada no mundo dos negócios, apesar de ser uma das práticas mais benéficas que qualquer organização pode adotar.

FONTE: Forbes

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Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
2 anos atrás

Nada diferente que a maioria das Forças Aéreas ocidentais (incluindo a nossa) não faça.

Helio Eduardo
Helio Eduardo
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

Se não for um abuso de minha parte, gostaria de saber do senhor mais sobre como isso ocorre na nossa FAB.
Eu não segui a carreira militar (algo de que me arrependi), mas procuro aplicar a lógica militar (processos, etc) nos problemas. Minha razão é simplória até: quem faz planos sabendo que sua vida, e a de seus companheiros, depende deles, o faz com esmero. No mundo corporativo não é assim, muitas das vezes a vaidade e o sucesso individual são sobrepostos ao coletivo e á empresa….

Renato B.
Renato B.
Reply to  Helio Eduardo
2 anos atrás

Isso é cultura organizacional, demora para se desenvolver e é preciso ser afinado desde o nível estratégico até o operacional. O fator cultura interna é importante e, apesar muitas vezes ignorado, pode ser a razão da força ou fraqueza de uma organização.

Por exemplo, quase todo mundo tem sua história no trabalho de uma inovação que foi proposta e “não pegou”. Muitas a resistência vem justamente desse fator cultural.

Para dar uma idéia sobre o assunto (e mostrar que antropologia vai além de trabalhar com índio) https://ensaiosenotas.com/2011/02/09/antropologia-corporativa-suas-aplicacoes/

Walfrido Strobel
Reply to  Helio Eduardo
2 anos atrás

Briefings e Debriefings são rotina na FAB, mas ocorre também o problema da vaidade e de Oficiais qu se acham dono da sua unidade, alguns até dizem sem o menor constrangimento, “O meu Esquadrão” e se comportam como se fosse uma propriedade particular.

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
Reply to  Walfrido Strobel
2 anos atrás

Acontece em muitos lugares essa apropriação de órgãos e/ou organizações por agentes públicos. Semana passada em um estado do norte do Brasil um governador de estado referiu-se à PM como “a minha polícia”…

Renato B.
Renato B.
Reply to  HMS TIRELESS
2 anos atrás

Isso é um problema que pode acontecer em qualquer lugar, por isso é importante se estudar a cultura e o clima organizacional. Por exemplo, um problema sério que costuma ocorrer é o groupthinking ou “pensamento de seita” que é insidioso e pode levar qualquer grupo para o buraco.

Rodrigo Ferreira
Rodrigo Ferreira
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

Faz isto em uma empresa hoje em dia, principalmente com os mais novos que vai ter gente choramingando no Facebook e no Linkedin

JT8D
JT8D
2 anos atrás

Muito parecido com o que se passa em empresas japonesas

Felipe Alberto
Felipe Alberto
2 anos atrás

Uma versão dos países fronteiriços à Israel é o ‘Why Arabs Lose Wars’ do Norvell B. De Atkine

Felipe Alberto
Felipe Alberto
Reply to  Felipe Alberto
2 anos atrás
luiz antonio picholaro
luiz antonio picholaro
2 anos atrás

A matéria é interessante na medida em que nas empresas muitas vezes essa metologia é bem mais completa do que essa declarada na materia. Certa ocasião, eu e minha equipe estavamos pesquisando métodos para análises de riscos em procesos para o sistema de gestão da qualidade da empresa e tomamos como base a metodologia utilizada pelo CENIPA, para a identificação de riscos potenciais, valoração dos riscos em função da atividade fim, mitigação de falhas, etc. na oportunidade conversei com conhecidos oficiais da FAB e o que eu ouvi, supera em muito o metodo descrito nessa matéria. Creio que a classificação… Read more »

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  luiz antonio picholaro
2 anos atrás

Esse método de análise se risco do CENIPA foi desenvolvido pelo Magalhães, da minha turma, fruto de mestrado em segurança de vôo nos EUA. Foi implantado em 2003. Não há nenhum problema de sigilo em usá -lo.

Renato B.
Renato B.
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

Eu acho que isso seria uma excelente tópico para uma matéria por aqui.

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
2 anos atrás

Na IAF um oficial piloto de caça de patente inferior, pode questionar a performance de um oficia piloto de caça de patente superior.

Será que essa cultura também existe na FAB?

JT8D
JT8D
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

Bingo. Eu tenho certeza que o que diferencia a IAF não é a sofisticação dos processos e documentos, mas a cultura de poder falar abertamente sem o medo de sofrer represálias

JT8D
JT8D
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

Nem na FAB e nem na maioria das empresas ocidentais

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  JT8D
2 anos atrás

Como você sabe? Foi da FAB? Que tal perguntar pra alguém que foi?

Tiger 777
Tiger 777
2 anos atrás

Na guerra do Yon Kippur, Israel, sofreu grandes baixas por arrogância, o mesmo acontecendo na segunda guerra do Líbano. Porém os erros cometidos foram analisados, e não jogados pra debaixo do tapete…
O sistema Trophy de proteção a blindados é um exemplo da reação, frente ao incremento dos sistemas de mísseis. Os VANTs tbm foi resultado das baixas aéreas em 1973.

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
2 anos atrás

Foi comentado na época (1973), que Israel sabia da movimentação das tropas árabes, mas não atuou pre-emptivamente para não ser visto pela opnião pública mundial, como país agressor.

Golda Meir e Moshe Dayan foram responsabilizados pelo fiasco.

O que êles não esperavam, era que seria atacados em pleno feriado religioso.

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

Não foi bem assim! De fato os egípcios foram efetivos em mascarar dos israelenses que estavam se movimentando para deflagar um novo conflito e quando os israelenses perceberam que uma guerra era iminente já era tarde para deflagrar um ataque preventivo. Outro aspecto é que a forma que a margem oriental foi defendida, a Linha Bar-Lev, era um equivoco pois se tratava de uma linha de defesas fixas aos moldes da malfadada Linha Maginot francesa, sendo que o maior crítico da mesma, o então general Ariel Sharon, defendia que a margem oriental do canal fosse vigiado por patrulhas móveis afastadas… Read more »

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
2 anos atrás

A foto acima é do General Amikam Norkin, atual comandante da IAF, depois de um vôo com de seus pilotos.

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
2 anos atrás

Até entrei no site da FAB para ver se encontrava algum debrief publicado, mas não encontrei.
Então, mesmo não tendo participado de nenhum debrief na FAB ou na IAF, acho que a comparação não é adequada, pois há diferenças significativas.
No mais, Israel está em guerra há muitas décadas. A experiência e o conhecimento da IAF são incomparavelmente maiores que os da FAB. Boa parte do que a IAF sabe por experiência própria em combate real a FAB sabe apenas na teoria e por treinamentos simulados.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Rafael Oliveira
2 anos atrás

Já participou de algum debriefing na FAB, ou viu no Facebook?

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

Como eu escrevi acima, não participei. Só pesquisei no site da FAB para ver se achava algo similar ao que a IAF publicou.
O senhor já participou de algum debriefing da IAF após uma missão real para saber como é para poder comparar com o da FAB?

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Rafael Oliveira
2 anos atrás

Debriefing é debriefing. Na paz ou na guerra. A metodologia é a mesma. Não há diferenças significativas porque você levou um tiro. Uma coisa é debriefing, outra são “lessons learned”, que no meio civil chamam de “oportunidades de melhoria”.

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

Bom, posso concordar que a metodologia seja a mesma, mas as experiências são muito diferentes e tem muito mais coisa a ser debatida no debriefing de uma missão real. Além disso, o estado de espírito deve ser outro após uma aeronave ser perdida na missão porque os pilotos não seguiram os protocolos.
Mas, talvez, pensemos a mesma coisa, mas o senhor considera que a diferença não é significativa. Enquanto eu, como leigo, acredito que seja.

dover
dover
2 anos atrás

Basta ler qualquer livro escrito por membros da forças especiais americanas para ter mais um pouco de conhecimento sobre este tipo de debriefing.
Inclusive, durante o debriefing, o soldado mais novo pode criticar abertamente o oficial mais sênior e este, por doutrina, não pode nem responder nada além de fatos e, mesmo assim, se os outros acharem que não é cabível, se pronunciam e o assunto morre ali.
Qualquer força profissional que esteja em busca da melhoria contínua usa este tipo de debriefing.

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
2 anos atrás

Rafael, eu te diria que a IAF é até superior a USAF.

Eles possuem uma enorme experiencia em combate em espaço aéreo altamente denso WVR.

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

Tadeu, em algumas missões, deve ser mesmo. Mas, no geral, a USAF é melhor em razão da quantidade de aeronaves e por ter algumas exclusivas, como o F-22 e o B-2.

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
Reply to  Rafael Oliveira
2 anos atrás

Rafael,
O poder numérico e qualitativo da USAF é muito superior do da IAF .
Mas quanto a experiencia em combate dogfight eu ainda fico com a IAF.

Walfrido Strobel
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

A IAF e a USAF são Forças Aéreas de doutrina completamente diferente, enquanto a IAF tem como principal incumbência a defesa de um território relativamente pequeno e cercado de inimigos a USAF é uma orça de projeção mundial espalhada por todo o planeta, são duas Forças com atuações completamente diferentes.

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
Reply to  Walfrido Strobel
2 anos atrás

Talvez a USAF e a Heyl Ha’Avir sejam as melhores naquilo que se propõem a ser.

Cronauer
Cronauer
Reply to  Walfrido Strobel
2 anos atrás

HMS TIRELESS 20 de Março de 2018 at 15:09
.
Concordo plenamente.

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
Reply to  Walfrido Strobel
2 anos atrás

Perfeito comentario.

Bezerra (FN)
Bezerra (FN)
2 anos atrás

Só para fonte de conhecimento. Aqui no CFN estamos buscando a implantação da metodologia LEAN Six Sigma, para cuidar do Processo de Qualidade e Melhoria Continua da Força, isso inclui também no emprego e preparo da tropa. Boa parte do Oficialato está buscando as certificações Green Belt, Black Belt e Master Black Belt, incentivando aos Praças Graduados a Certificação Yellow Belt e em até mesmo Green Belt. Só temos a ganhar com boas metodologias e com tabulação de dados de KPIs, criando indicadores de desempenho.

Rodrigo Ferreira
Rodrigo Ferreira
Reply to  Bezerra (FN)
2 anos atrás

Eu lido com estas metodologias diariamente…

Obviamente na minha área..

O problema que não deixar acontecer é tentar compensar com metodologia, problemas de engenharia..

E isto na área de desenvolvimento de Software tem sido o grande X da questão no Brasil.

Sérgio Luís
Sérgio Luís
2 anos atrás

Um possível diálogo entre os pilotos israelenses:
“Nossa parceiro!! Os sírios estão pegando pesado com esses S-200!!! Se eu fosse você não voltaria lá com essa propaganda enganosa que é F-35!
AHaa !Mas não volto mesmo!!”

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
Reply to  Sérgio Luís
2 anos atrás

Sei…..

Agora conta aquela do Su-24 que paralisou um destroyer da USN no Mar Negro…rs!

Sérgio Luís
Sérgio Luís
Reply to  HMS TIRELESS
2 anos atrás

Moleza!!
Comentário entre dois marinheiros do USS D. Cook:
“Nossa cara! Quero descer no próximo porto!!
Esse sistema KIBHINI jogou areia nos nossos sistemas de defesa!!
Acho melhor pegarmos uma bóia salva vidas até lá!!”

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
Reply to  Sérgio Luís
2 anos atrás

Viajando na maionese…rsrsrs.

XFF
XFF
2 anos atrás

Depois que a Síria derrubou F-16, nunca mais ouvi falar que Força Aérea de Israel invadiu o espaço aéreo Sírio ou atacou a Síria. Porque será? Medo de perder mais um F-16? Israel está calminho agora…

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
Reply to  XFF
2 anos atrás

Se tem uma coisa da qual Israel nunca teve medo foi de seus inimigos.

Sérgio Luís
Sérgio Luís
Reply to  HMS TIRELESS
2 anos atrás

Pois não parece!!!
Cadê os f-35 (Natimorto) sobre a Síria???
O combinado é quando o Natimorto voltar a dar as caras sobre a Síria novamente nos avise!

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
Reply to  Sérgio Luís
2 anos atrás

Dizem que foi o F-35 o responsável pela destruição da IADS síria depois do incidente com o F-16….

Eu particularmente não acredito mas vai saber?

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
Reply to  Sérgio Luís
2 anos atrás

Se os os sirios não viram o F-35 entrar, então para que apresentar provas?

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
2 anos atrás

Acredito que seria interessante acrescentar um ponto para eliminar mal entendidos. O debriefing a que ser refere o artigo é aquele que uma esquadrilha realiza depois de uma missão, em volta de uma mesa. É simples (e deve ser), onde os fatos ocorridos são revisados. Por definição, avaliar a missão é apontar méritos e deméritos visando desempenhos futuros. Se um Tenente lidera a esquadrilha, com um Coronel na ala, se o Coronel errou vai ter seu erro apontado (educadamente ). E ele vai aceitar, pois isso chama-se profissionalismo. É assim lá e aqui na FAB, e noutras. Outra coisa chama-se… Read more »

Jr
Jr
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

Seria o debriefing pós voo um resumo do que aconteceu na missão e o relatório final de operação algo mais amplo e detalhado da missão apontando erros e maneiras de corrigir esses mesmos erros?

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Jr
2 anos atrás

Exato.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

De TODAS as missões. Da Operação toda, em todos os setores (Pessoal, Infraestrutura, Inteligência, Logística, Comunicações, Saúde etc.)

Nonato
Nonato
2 anos atrás

E essa do F16 em baixa altitude?
Alguém tem detalhes?
Qual deveria ser a altitude? Em que altitude estava?
Até porque o comum é voar baixo para não ser detectado a uma distância muito longa.

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
2 anos atrás

XFF,
Voce está mal informado ou atua de má fé. Foi exactamente depois que o F-16 foi abatido, que a IAF voltou lá na Siria e baixou o porrete.

Israel nunca toma um tapa na cara e fica por isso mesmo.
Sempre dão o troco, e muito pesado.

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

Mas que houve retaliação isso houve, e segundo consta foi bem dura…

Tadeu Mendesa
Tadeu Mendesa
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

Roberto Santana,

Meus antepassados (por parte de mae e pai) eram judeus. Eu apoio e defendo Israel, por conseguinte sou sionista. Mas nao pratico religiao. Sou secular.

Sou Macon do Rito Escoces aqui nos EUA, filiado a Grande Loja de Massachusetts.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Tadeu Mendesa
2 anos atrás

T.’.F.’.A.’.
Ordem e Progresso, Oriente de Indaiatuba, SP.

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

Eu não sei o que significa TFA. Minha iniciação foi toda feita aqui now EUA.

Tiger 777
Tiger 777
Reply to  Tadeu Mendesa
2 anos atrás

T.F.A. a vcs, Estrela de Porto Velho – GOB-RO.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Tiger 777
2 anos atrás

Iniciei aí, na Luz e Perseverança.

Cesar A. Ferreira
Cesar A. Ferreira
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

Caro Senhor Tadeu Mendes… As fotos de satélite de observação de órbita baixa da base T-4 foram liberadas, recentemente, ou seja, com muito atraso, e nelas se vê dano algum na referida base. Todas as instalações estão intactas, bem como os vetores, nos quais se incluem vários Mi-24… Nestas imagens há apenas um só dano físico, um simples furgão, branco, largado junto a uma pista de rolamento… Poder-se-á afirmar que o furgão era o alvo, posto de controle de drones… Ou, um simples decoy… Para uma base que se disse ter sofrido um ataque brutal, convenhamos, nada aconteceu. As imagens… Read more »

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
Reply to  Cesar A. Ferreira
2 anos atrás

Então o governo de Israel liberou imagens de satélite que comprovariam que seu ataque de retaliação teria sido uma farsa? Só mesmo o ódio extremo e irracional que o referido comentarista nutre de Israel e também do seu povo, comprovado por inúmeras postagens nos diversos blogs e sites de defesa e geopolítica, para explicar tamanho absurdo…..

Rodrigo Ferreira
Rodrigo Ferreira
Reply to  HMS TIRELESS
2 anos atrás

Quando permitem estas pessoas saírem do cercadinho deles do Plano Barril, somos sempre premiados com estas pérolas.

XFF
XFF
2 anos atrás

Tadeu Mendes 20 de Março de 2018 at 13:39 >>>>

Tadeu, só bêbado acredita nessa versão Israelense, dizendo que atacou 12 alvos após derrubada do F-16. Força Aérea da Síria abate F-16, 5 horas depois, Israel invade Síria e atacar 12 alvos sem sofrer qualquer ataque da Síria?? Além disso, a Força Aérea da Síria estava em alerta máxima e com dedo no gatilho esperando que Israel comete esse tipo de erro.

Israel pode ter lançado 12 ataques de artilharia sobre a Síria….

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
Reply to  XFF
2 anos atrás

XFF, seja racional…..

A Força Aérea Israelense, assim como o restante das suas forças armadas, é profissional ao extremo! Já ganharam 4 guerras contra seus vizinhos e o seu score de vitória fala por si. Por que motivo eles iriam “inventar” que atacaram alvos na Síria sem o terem feito? Quem costuma usar desse expediente, de inventar “causos”, são justamente os sírios.

Rafael Silva
Rafael Silva
Reply to  HMS TIRELESS
2 anos atrás

XFF, me diga quando você viu Israel assumir um ataque a um vizinho? Pois é né….difícil… Após o abate do F-16 pelas defesas antiaéreas Sírias, Israel foi obrigado a se pronunciar sobre o fato e indicou que efetivamente atacou o vizinho. Esses ataques no território Sírio eram feitos esporadicamente antes da Síria entrar em guerra civil, geralmente para conter o envio de armamento para o grupo hezbollah, entretanto após a guerra civil Síria esses ataques se intensificaram porque: – Com a instabilidade, o grupo hezbollah aproveitou as brechas criadas para receber armas de seus apoiadores (Irã). – Presença militar Iraniana… Read more »

Delfim Sobreira
Delfim Sobreira
2 anos atrás

Cel. Nery e demais.
Fui Perito cedido pela PCERJ nas provas do extinto DAC aqui no Rio de Janeiro. Mesmo em tais ocasiões o duo briefing / debriefing existia, pois afinal em meses haveria outra prova e os acertos e erros precisavam ser relevados.
Quando o DAC foi substituído pela ANAC a perda de qualidade foi muito sensível.
O Cmdte. mais frequente nas provas do DAC foi o então Major Cromack, conheceu-o Coronel ?

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Delfim Sobreira
2 anos atrás

Ronald Jorge Figueira Cromack. Da minha turma, servimos juntos na Segunda ELO. Grande aviador.

Delfim
Delfim
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

Branco, bigode e cabelo escuros, perto de 1,80 de altura, bem humorado ? As provas sob seu comando eram as melhores. Sempre providenciava uma vtr com infantes armados para me buscar e me levar em casa. E eu ia de passeio com um colete preto da PCERJ. Eu era muito bem tratado. Meu trabalho era aferir pelas digitais e documentos possíveis crimes de falsidade ideológica. Ficava numa saleta no fundo do corredor, de frente para a sala maior onde ficava o Comando. As provas do DAC no Rio eram realizadas no Colégio Brig. Eduardo Gomes, na “Praça do Avião”, na… Read more »

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Delfim
2 anos atrás

Morei naquela vila, em 2005.

Gustavo
Gustavo
2 anos atrás

Nonato 20 de Março de 2018 at 13:24 . Boa pergunta Nonato .vamos aguardar a resposta do pessoal aí .