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Físicos belgas calculam que todos estão mentindo sobre o abate do jato russo

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‘Na guerra, a primeira vítima é a verdade’

É raro ver a física sendo usada como uma ferramenta eficaz para comentar sobre os acontecimentos atuais, mas os astrofísicos Tom van Doorsslaere e Giovanni Lapenta da universidade KU Leuven belga usaram alguma mecânica newtoniana simples para mostrar que tanto o relatos russo quanto o turco sobre o que aconteceu com o jato russo abatido russo não podem estar certos.

Usando o vídeo do incidente e os mapas fornecidos por funcionários turcos e russos, eles mostram em um post em blog gerido pela KU Leuven que o acontecimento não poderia ter ocorrido da forma como ambas as partes o apresentaram.

Primeiro, os “fatos”. O jato derrubado foi abatido pelos militares turcos na terça-feira porque o piloto teria ignorado vários avisos acerca da invasão do espaço aéreo turco. As autoridades turcas dizem que os militares advertiram os jatos dez vezes em um período de cinco minutos. Quando esses avisos foram ignorados, o primeiro-ministro turco deu a ordem para abate, de acordo com vários relatórios. Ambos os caças estavam no espaço aéreo turco por apenas 17 segundos as autoridades turcas.

E agora, a ciência. No vídeo do incidente, que foi publicado online, pode se ver que um dos dois jatos russos foi atingido e começa a cair em direção ao solo. O jato leva aproximadamente 30 segundos para bater no chão. “Porque o movimento vertical é somente dependente da gravidade (g=9.81m/s², z=gt²/2), podemos calcular que o avião estava se movendo a uma altura de pelo menos 4.500 metros,” os físicos escrevem em seu blog. “Esse número é coerente com a declaração turca dos jatos estando a uma altitude de 19.000 pés (5.800 metros).”

Mapa da rota do avião russo abatido pela Turquia
Mapa da rota do avião russo abatido pela Turquia

No mapa fornecido por funcionários turcos, pode ser visto que o avião caiu a oito quilômetros do local onde foi atingido. O jato viajou esses oito quilômetros a partir do momento em que foi atingido até o momento em que deixou de funcionar. Uma divisão simples dá uma velocidade inicial de 980 km/h, uma velocidade perfeitamente aceitável para uma aeronave naquela altitude. Por enquanto, tudo bem.

Então, os físicos tomaram essa velocidade e compararam com a distância que os jatos viajaram no espaço aéreo turco de acordo com o mapa turco, cerca de 2 km. Voando a uma velocidade de 980 Km/h, um avião cobriria essa distância em sete segundos, em vez dos 17 segundos do relatórios turco. Para atravessar essa distância em 17 segundos, o avião deveria estar voando a apenas 420 km/h. O vídeo mostra que isso simplesmente não podia ser verdade, se o local do acidente é preciso. Física 1, Turquia 0.

A Força Aérea Turca diz que alertou os caças dez vezes em cinco minutos. Em cinco minutos, um avião viajando a 980 km/h iria atravessar uma distância de cerca de 80 quilômetros. A partir desses fatos, os professores concluem: “Como poderia a Força Aérea Turca prever que os jatos russos estavam prestes a entrar espaço aéreo turco? Jatos militares são muito ágeis, e em teoria, os jatos russos poderiam ter virado no último momento para evitar o espaço aéreo turco. Os avisos emitidos para os pilotos russos foram mera especulação no momento em que foram feitas”.

De acordo com estes fatos, os avisos não poderiam ter sido emitidos no momento em que os jatos estavam em território turco. A menos que os controladores aéreos turcos pudessem falar incrivelmente rápido, emitindo dez advertências em sete segundos, o que parece meio improvável. Física 2, Turquia 0.

Em questões como estas, nunca há um partido a culpar. Esta é a geopolítica internacional, uma disciplina em que a verdade é tão maleável quanto massa de moldar.

Mapa russo mostrando a rota do Su-24 abatido

No mapa Russo visto acima, o avião faz uma volta de 90° depois de ter sido atingido, o que é completamente impossível. De acordo com os físicos, a única maneira de conseguir isso seria se o impulso do míssil fosse muito maior do que o impulso do jato, que este último seria insignificante. “Uma mudança de curso de 90° só pode ser conseguida com um objeto que é muitas vezes mais pesado ​​ou mais rápido do que o jato”, escreveram os físicos. A partir disso podemos concluir que os jatos não estavam ativamente tentando evitar o território turco, que é o lado russo da história. Física 3, Turquia 0, Rússia 0.

Você é livre para decidir que conclusões políticas terá com esta informação. Os autores não mencionam toda a situação política, eles se concentram apenas tentando destilar fatos da informação observável: uma coisa rara e admirável em uma época em que quase tudo vem com algum marketing político.

FONTEmotherboard.vice.com / Tradução e adaptação do Poder Aéreo – COLABOROU: Philip G. Veras

61 COMMENTS

  1. “Como poderia a Força Aérea Turca prever que os jatos russos estavam prestes a entrar espaço aéreo turco”

    Histórico de invasões + radar + aeronaves turcas patrulhando a fronteira?

  2. Muito bom ver uma análise desprovida de componentes políticas pesadas e torcidas com motivações ideológicas.

    Dois mentirosos!

    Agora, sinceramente, eu sendo qualquer outro país da OTAN neste momento estaria com muita raiva da Turquia. Abateram uma aeronave, que não era hostil, que atravessou 7s de seu território. Um país mas sério, como os próprios USA, nunca tomariam atitude tão irresponsável.

  3. kkkkkkkkk,

    muuuuito bom, só assim para alguém provocar um novo olhar, mesmo que “não” factível, mas com muuuuito bom humor… uma pena que os físicos consideraram os corpos envolvidos (caça e míssil) como sendo de massa e forma uniforme, pois assim para a conta deles bater.

    Como assim Oganza? – Simples, um míssil (AIM-9) não “bate” em seu alvo mudando sua trajetória e nem é esse o seu objetivo. Seu intento é fazer que seu alvo perca suas capacidades de voo, seja provocando danos hidráulicos, de propulsão, aerodinâmicos ou tudo isso junto através de sua espoleta de fragmentação anelar que explode por proximidade…

    Ps.: Dependendo do dano, principalmente o aerodinâmico, o caça alvo não só pode mudar sua trajetória em 90º, como ele pode cair dando 270s, 360s, partir ao meio… etc… etc… coisas assim mais extremas não aconteceram pq o SU-24 é bem grandinho e tem muuuuita “lata” para absorver os estilhaços da ogiva de um AIM-9.

    Pps.: no resto, eles estão tão bem quanto a gente, é só especulação. A verdade, só os pilotos dos dois lados e os controladores é que sabem. Mas isso nós não vamos saber, não hj.

    Grande Abraço.

  4. É fato que apos acordo com os EUA para evitar “erros” …todo plano de voo dos russos é fornecido ANTECIPADAMENTE aos americanos … razão pela qual os russos dizem que foi uma emboscada a derrubada do SU-24……”17s é tipo… dedo no gatilho esperando”.

    como diz o ditado …“Quando dois brigam, um terceiro tira proveito.” ….de repente os EUA “incentivaram” os turcos a fazerem M….lembrando que a Turquia depende MUITO do gás russo.

  5. Parece que a Turquia não sabia que o avião era russo. Talvez os turcos quisessem “vingar” o Phantom abatido por um SAM sírio. Vale lembrar que Israel abateu um Su-24 sírio com um Patriot.

  6. Desculpe Oganza, mas sua suposição de erro nos cálculos (de 2 conceituados astrofísicos) se baseia em uma… suposição… Em nenhum momento os cientistas desprezam a massa do míssil e da aeronave, apenas simplificaram a explicação dos fatos.

    E não, uma aeronave não muda de rota em um angulação reta em ambiente onde há resistência do ar após a explosão de um “simples” míssil ar-ar. No vácuo tranquilo, mas aqui na primeira camada da atmosfera é praticamente inconcebível, pois a força da explosão do míssil deveria ser grande o suficiente para vencer a resistência do ar, a massa da aeronave e a própria gravidade.

    Assim como os danos aerodinâmicos resultantes não fariam com que a aeronave mudasse de rota em ângulo reto. Você pode tentar calcular isto em parábola, derivada de função (y = f(x))… Ou métodos mais complexos… Todos não podem fugir da aceleração centrípeta. O percurso de qualquer corpo será sempre uma derivada/resultante subtração de forças indispensáveis, resistência do ar, gravidade, peso e claro, a força advinda da velocidade da aeronave em sua trajetória anterior ao evento.

  7. Houve um erro de tradução. Ao falar em impulso do míssil e da aeronave o tradutor deveria falar em quantidade de movimento ou em momentum linear assim como está no original. Impulso é a variação de quantidade de movimento. Não é a mesma coisa de maneira alguma. Quando estudamos choques no segundo grau aprendemos isso. É física bem básica mesmo. Os físicos não erraram Oganza. Inclusive no segundo grau estudamos exemplos como explosões de granadas. Há uma coisa chamada de Conservação da quantidade de movimento onde a quantidade de movimento antes da explosão = quantidade de movimento depois da explosão. Considerando que o míssil explodiu em n fragmentos de massas m1, m2, …, mn, cujas velocidades, imediatamente após a explosão, são v1, v2, v3, temos:
    Qantes=Qdepois
    m0v0=m1v1+m2v2+…+mnvn (lembrando que isso é uma soma de vetores pois quantidade de movimento é uma grandeza vetorial). Muito cuidado ao apontar um erro de uma pessoa que detém um conhecimento muito maior q o seu. Ele simplificou a explicação para 99% dos leitores compreenderem.

  8. Pois então, após a “corajosa” ação turca e depois dos “ursinhos pimpão” terem deslocado à fronteira sírio-turca o sistema S-400, os turcos afirmaram (pelo menos está sendo divulgado isto) que estão suspensos os sobrevôos de aviões turcos na fronteira com a Síria.

    Até mais!!! 😉

  9. Não sou físico.
    Mas já, de cara, percebo algumas falhas na análise dos especialistas.
    Eles tentam analisar o que ocorreu antes (tempo no espaço aéreo turco, tempo entre o primeiro e o último aviso). Essas análises já haviam sido feitas antes por todo mundo sem necessidade de cálculos de física especializados…
    Quanto à velocidade do jato, se não estou equivocado, é um jato subsônico ou, pelo menos, naturalmente, caso tivesse essa capacidade, não seria normal estar em vôo supersônico para realizar bombardeios ou se não fugia em uma perseguição ou não estava em perseguição, já que não é um caça, e sim, um bombardeiro…
    Bom, quando vi a imagem da queda, pensei que eles fossem fazer outra análise.
    Explico, pelo vídeo, percebe-se que o jato caiu praticamente na vertical.
    Não sabemos a distância entre o observador e o local da queda.
    Mas, aparentemente, a partir de determinado momento (que pode não ter sido o momento da explosão do míssil), o avião caiu na vertical.
    Eu já tinha pensado em indagar os colegas hoje sobre que parte do avião teria ido atingida… Alguma tubulação de combustível, já que estava em chamas? A turbina? A asa? Aparentemente, o avião estava relativamente íntegro até cair no chão. Aparentemente, os motivos que levaram à queda foram perda de sustentação (asas ou motores) e o incêndio (que pode ter provocado tanto a perda dos motores quando das asas ou outras partes que lhe dão sustentação.
    O certo é que o avião pode ter sido atingido e, por alguns segundos, ter conseguido se manter estável e, após o incêndio danificar alguma outra parte importante, ter perdido a sustentação repentinamente. Na imagem, já está em queda livre…
    Se considerarmos a queda livre entre o ponto de impacto e o ponto de queda no solo, então, teria perdido a sustentação logo após o impacto. Então, poder-se-ia, tentar calcular a altura, a velocidade e a distância percorrida para, a partir daí, tentar identificar o ponto do impacto (território turco ou sírio?).
    Quanto ao possível giro em 90º (e não 90s, é isso mesmo?), essa guinada à esquerda (para o sul), concordo com outro forista que discordou que um caça muda sua trajetória em decorrência, pura e simplesmente, da atuação da força do míssil. Realmente, pelo pouco que sei, a maioria dos mísseis (com exceção, por exemplo, do sistema THAAD, americano, que atua por meio de impacto direto) atua por meio de espoleta de proximidade.
    Chegou perto, para não correr o risco de perder o alvo, explode, com a intenção de, com os “estilhaços” danificar, de alguma forma, o alvo (asas, motores, tanques de combustíveis, aquelas partes de sustentação lá atrás – leme? cauda? desculpem a ignorância, nem vou pesquisar isso agora. rs.).
    É louvável o interesse desses físicos, mas, pelo que li aqui, na matéria traduzida, a análise não teve muita utilidade.

  10. Não havia visto nenhuma análise parecida e, neste aspecto, acho importante o interesse dos belgas. Mas espero que eles ou outros especialistas possam realizar outra análise, melhor e mais aprofundada, para tentar identificar, com maior precisão, o que realmente, como, quando, onde tudo ocorreu. Alguém sabe a distância do local da queda em relação à fronteira? alguém sabe a posição do observador que filmou a queda? qual a direção (“horizontal e não vertical…) da aeronave?
    Se ela viesse em linha reta e tivesse perdido sustentação logo após o impacto, qual seria o local (ponto do território) em que o avião foi atingido pelo míssil?

  11. Alguém sabe acerca de algum site que apresente análises detalhadas das batalhas, locais de ocupação do território sírio, ataques realizadas por forças em terra e os ataques aéreos da coalizão, da Turquia e da Rússia?
    Eu vez, por outra, dou uma olhada no youtube, south front, mas acho superficial.
    Vou passar o link do youtube, espero que não seja contrário às regras do fórum.
    https://www.youtube.com/watch?v=c2urdiL1sbU

  12. Oganza, Lyw e Carlos,

    Independentemente dos astrofísicos terem conhecimentos avançados, a análise feita por eles usou apenas conhecimentos de ensino médio, simplificando e muito a análise.

    Se um avião pode mudar sua trajetória em 90° após a explosão de um míssil ar-ar próximo a ele eu não sei, mas que os físicos simplificaram demais a questão, isso eles fizeram, ainda mais porque sequer consideraram o ângulo entre a força da explosão e a superfície do avião. Uma coisa são duas esferas colidirem, com toda a massa concentrada em seu centro. Outra é um avião com peso distribuído de forma não uniforme. Ademais, o piloto pode ter manobrado, ainda que de forma limitada, após o impacto Por fim, o ângulo de 90° aparece num mapa em que a linha desenhada é muito mais espessa que a superfície do avião. Essa mudança de trajetória pode ter sido muito mais suave que 90° e esse ângulo ser apenas uma questão de escala da linha e do mapa.

    Outrossim, os astrofísicos desconsideraram informações fornecidas pelos turcos acerca dos avisos que teriam sido dados ainda com os aviões em território sírio e não apenas durante o suposto sobrevoo em território turco. Prefeririam usar um argumento retórico sobre ser impossível dar tantos avisos em sete segundos, só para jogar pra torcida.

    Também desconsideraram que, segundo os turcos, o avião russo não ficou voando e linha reta para percorrer 80km, conforme a velocidade média calculada pelos astrofísicos. No mapa do radar turco, o avião passa duas vezes no território turco, além de fazer uma trajetória “circular”.

    Outro argumento retórico bobinho é “Como poderia a Força Aérea Turca prever que os jatos russos estavam prestes a entrar espaço aéreo turco? Jatos militares são muito ágeis, e em teoria, os jatos russos poderiam ter virado no último momento para evitar o espaço aéreo turco. Os avisos emitidos para os pilotos russos foram mera especulação no momento em que foram feitas”. Oras bolas, os alertas são dados antes do avião invadir o espaço aéreo turco. Se ele seguir as ordens e “virar” o avião, melhor para as duas partes, pois uma não precisa derrubar e a outra não é derrubada.

    Enfim, os astrofísicos foram muito simplistas na análise. Se eles, futuramente, disserem que um meteoro vai colidir com a Terra, vou desconsiderar o aviso, rsrsrs.

  13. Lyw,

    Não muda de rota não né?…. e as centenas de aeronaves atingida por mísseis na história, onde seus pilotos foram capazes de direcionar suas rotas de queda, seja pra livrar de cair em áreas populosas, dentro de uma zona mais quente de batalha ou simplesmente “levando-a” para mais longe possível do inimigo, para simplesmente melhorar as chances de não ser capturado quando ocorresse a ejeção?

    Não meu caro… se eles quiseram simplificar, eles fizeram um trabalho de m. e só colocaram mais IBOPE na desinformação.

    Como eu disse, eles considerarão o(os) corpo(os) no ar sem todas as outra variáveis que o(os) compõem e que mantém esse(s) corpo(s) no ar, inclusive a humana. Foi mais uma notícia para colorir o assunto.

    Ps.: em nenhum momento eu desqualifiquei os Físicos Belgas enquanto físicos ou astrofísicos, que seja. Mas ele poderiam ter batido um papinho com alguns engenheiros aeronáuticos, militares de preferência.

    Grande Abraço.

  14. Rafael Oliveira,

    sobre a explicação dos astrofísicos: É exatamente isso que vc falou… consideraram os corpos uniformes e não a complexidade que os compõe e ainda deixaram de fora o elemento humano representado pelos pilotos. Enfim, deram uma mão de cor de rosa no assunto.

    Grande Abraço.

  15. A única certeza que tenho é que o avião não precisava ser abatido. Isto criou um problema sério para as relações entre estes paises. É claro que a Turquia não vê com bons olhos as ações da Russia neste teatro e é aliada da OTAN. A Turquia quer massacrar os curdos no território Sirio e financia e apoia ações dos Turcomanos para isto.Além de começar a perder muito dinheiro com o contrabando de petróleo Sírio roubado pelo ISIS. Depois dos atentados em Paris, a ” comunidade” internacional que financia a aceita os terroristas cortadores de cabeças esta agora ensaiando combatê-lo, para mostrar ao público interno. Quanto aos físicos eles so disseram o todos sabemos. O avião russo estava entre 8 e 17 segundos no espaço aéreo turco. Foi abatido porque tinha como objetivo jogar umas bombas nos turcomanos. A Turquia criou um fato novo com esta ação. É mais fácil evitar uma burrada do explicar e corrigir.

  16. Carlos, esses mapas não têm muita serventia para saber a evolução do conflito. O ISIS é uma força irregular eles combatem onde querem e quando querem. Se eles sentem que estão em situação favorável eles combatem. Se acham que a situação é ruim, ou eles fogem e vão para outro local, ou se disfarçam entre a população civil até uma oportunidade de combater em situação favorável apareça. No VIetnam e no Afeganistão (neste último caso, tanto com os EUA quanto com a URSS) era exatamente isso o que ocorria. Os soldados apareciam, e os irregulares desapareciam. Quando os soldados saiam, os irregulares voltavam. O único meio de impedir os irregulares de voltar é manter, permanentemente, presença militar nos locais mas para isso você precisa de uma força militar enorme, muitos recursos financeiros, e preparado para receber soldados mortos. Foi por isso que depois de os EUA, depois de capturarem Saddan, o Gen. Eric Shinseki estimou que os EUA precisariam 400 mil soldados para controlar o Iraque. Não deram a ele as tropas que ele pediu e o resultado foi que o Iraque mergulhou no que foi uma guerra civil. A guerra civil na Siria vai continuar por muitos anos porque ningém tem força suficiente para derrotar o outro e se continuar por muitos anos, vão começar a propor uma solução à la Iugoslávia: desmembrar o pais para dar um pouco de território para cada grupo.

  17. Jacinto, so complementando eu mesmo ja comentei inumeras aqui ….toda aquela regiao do oriente medio eh um poco de nomades e tribos c seus respectivos chefes e hoje iluminados por uma doutrina religiosa em nome de Deus q prega a guerra em seu nome. Ali nunca havera paises c estas fronteiras criadas por colonizadores europeus e muito menos c o apoio dos americanos. Mas vc esta absolutamente certo qdo ao resultado futuro…o total desmenbramento de todos estes ditos paises…….alias, ja ocorreu, so falta mudar os mapas pra ver quem fica c mais petroleo ou agua. Mas ate o petroleo vai acabar em futuro ainda nao tao previsivel e ai, bem…ai tudo ai nudar mais um pouco e novamente…..aquele ou aqueles q forem mais rapidos ou mais fortes se estabelecerao……enfim, esta matematica fica mais complexa a cada dia q passa e nao esquecamos de colocar Israel nesta equacao…tenha absoluta certeza q eles so estao esperando o esfarelamento destas tribos para poderem entrar e avancar um pouco mais nestes territorios…..ta dificil de construir este mapa…..mas a historia antiga e conhecida coloca tudo isso facil de entender…….sou filho de libaneses…..entendo um pouco …afinal assim me foi passado. Sds PS. nem o Libano vai escapar desta fragmentacao.

  18. Oganza, eu não falei que não nmudava de rota, eu falei que não mudaria de rota em um ângulo de 90º deste modo, sem seus motores, apenas com inércia, gravidade e aceleração centrípeta.

    Sobre a aparente falta de complexidade do cálculo, é preciso saber quais variáveis foram utilizadas e como foi calculado, vocês estão se baseando apenas no que está escrito na matéria.

    (cuidado para não enxergar apenas aquilo que se quer enxergar)

    Até mais.

  19. Se foi um AIM 9 IR, ele vai direto para a região que tem mais calor, a tubeira da aeronaves, o que explicaria o incêndio durante a queda, pois deve ter atingido os sistemas de alimentação de combustível junto, ou seja, o míssil não mudou a trajetória da aeronave por ação física de empuxo, pode ter mudado em função da perda de força do motor e consequentemente dos controles hidráulicos que normalmente estão escravizados em um dos motores.

    G abraço

  20. Who cares? 7 ou 17 segundos, não foi a primeira vez, nem necessariamente a primeira passagem do episódio em questão. Um único segundo seria um ótimo pretexto para acabar com o abuso russo. Turquia 1, Russia 0 e Física não tem a menor relevância sobre a questão.

  21. Eu jamais imaginaria que um caça russo iria ficar 5 minutos em espaço aéreo turco. Entendi desde sempre que os 10 avisos foram efetuados de forma preventiva, antes do caça adentrar o espaço aéreo turco. E mesmo assim a “invasão” ocorreu. Sendo isso verdade, não tem como culpar os turcos, que se sentiram ameaçados na sua soberania. Aquela que muitos que comentam em blogs quando é violada é dominada de “capachice”. Os Turcos podem até ser “lacaios” dos imperialistas americanos mas pelo jeito não pretendem sê-lo de mais ninguém.
    Se eu avisar alguém por 10 vezes para não pular o muro da minha casa e mesmo assim o indivíduo insistir eu me acho no direito de atirar, mesmo que ele só tenha intenção de usar minha propriedade para passar para a casa do outro lado.
    É o tal negócio, a Turquia aguentou e avisou várias vezes. Uma hora deu mxrxa.

  22. Não importa se o míssil se chocou com a aeronave ou se explodiu por proximidade. A quantidade do movimento antes ou depois é igual nos dois casos. A lei da Conservação da Quantidade de movimento diz isso. Gente, isso é física básica. Não tem esse negócio de corpo uniforme, disforme ou o que vcs querem. O míssil tem uma massa m em Kg e uma velocidade. A multiplicação desses dois é o módulo da quantidade de movimento. O que os físicos falaram é que não há quantidade de movimento suficiente do míssil para mudar a trajetória do aeronave em 90 graus. Vamos interpretar de forma consciente. Vocês ficam querendo distorcer as coisas pra o comentário de vocês prevalecerem. Física é uma só interpretada por engenheiros aeronáuticos, físicos ou astrofísicos.

  23. Interessante notar que os comentários aqui, abrangem somente as escaramuças militares de ambos os envolvidos.
    As sanções anunciadas pelo governo russo, vai de vez estrangular, via economia, avida e os projetos turcos, principalmente os de parceria com a Russia, daqui para a frente. A cooperação militar entre os dois países foi cancelada. A Turquia não tem fonte de energia própria, compra gás e petróleo da Russia, o governo russo paralisou a obra de ampliação do gasoduto para Ancara, os russos estavam construindo uma usina nuclear, para produção de energia elétrica, em território turco, projeto de mais de 25 bilhões de Euros, a obra está praticamente parada, desde o abate do bombardeiro. Os russos anunciaram a restrição à compra de grande parte dos produtos agrícolas da Turquia. As vendas de pacotes turísticos de viagens para a Turquia foram cancelados, principalmente depois de o governo russo pedir a volta para casa de todo cidadão russo por aquelas bandas, lembrando que a maior quantidade de turistas em visita à Turquia, são os russos, que geram receitas na casa de 5 bilhões de Euros ao ano. Além dessas restrições, a Russia ainda instalou o S400, mais o S300 do Moskva, sem contar alguma escolta submarina, que adentram a Turquia e permitem a vigia de grande parte de seu território. A Turquia tirou seus caças da fronteira e se limitou a mandar para lá alguns blindados.
    Vejamos as próximas cartadas…

  24. Jota Leo

    O que vc escreveu está parcialmente correto….as medidas impostas pelos russos vão causar prejuízos aos turcos.
    Mas é uma faca de dois gumes; a Russia também vai ter prejuízo….talvêz até mais que a Turquia.

    Se a Russia não quer vender gás e petróleo a Turquia, essa vai comprar de outro fornecedor…como todos os outros produtos….

    A Russia é que está precisando de grana e com urgência, ainda mais agora que os preços de gás e petróleo estão tão baixos….os principais produtos de exportação da Russia!

  25. Segundo um acordo antigo, bancos não vendem gasolina, e postos não trocam cheques. Pela mesma lógica, generais não deviam publicar teorias sobre a Big Bang, e astrofísicos não deviam fazer comentários sobre abates de caças em zona de guerra. Como já disseram alguns comentaristas aqui, os astrofísicos (por muito respeitados que sejam) simplificaram demais, sem o menor conhecimento de um teatro de combate nem do comportamento de um caça atingido por um míssil, que terá explodido por proximidade, portanto com transferência de momento muito menor do que estão levando em conta – sem contar o dano causado no comportamento aerodinâmico de superfícies de controle danificadasd ou destruídas. A análise pode ser boa para aulas de física num colégio (e com limitações), mas para situações politica e militarmente carregadas, passaram longe.

  26. Provavelmente os turcos aumentado a fronteira de radar além da fronteira turca original deve ser por isso que os Russos colocaram o s-400 lá pra fazer o mesmo com a Turquia, lembrando que o s-400 já tinha sido mandado antes do abate do conhecidiu com o fato , a Turquia até tem meios de mandar esse s-400 pros ar mais é declarar guerra aos russos, em tempo a Turquia ja mandou tropas para fronteira com a síria

  27. Porque as pessoas acham que sanções russas prejudicam mais a Turquia do que a própria Rússia? Os turcos exportam para a Russa o equivalente a 6 bilhões de dólares e importam o equivalente a 26 bilhões de dólares: em um embargo econômico quem perde 19 bilhões de dólares por ano de lucro é a Rússia. E se vocês querem saber o que 25 bilhões de dolares representa para a Rússia, esse valor corresponde a 30% do orçamento de defesa russo.
    O PIB da Rússia, neste ano, vai cair algo em torno de 4,5% (aqui no Brasil vai cair 3,5% e já está esta desgraça) e perdendo 25 bilhões de dólares de receita com exportação a situação só piora; O PIB da Turquia vai crescer 3,0%. Sanções econômicas é um jogo de perde perde para a Rússia e para a Turquia. Vai ter sanções para inglês ver e vão seguir a vida.

  28. Desculpem a ignorância, mas não foi um su-24 que deixou um navio sem sistema de defesa? Coincidência a parte, um navio americano, mesma procedência dos equipamentos turcos….

  29. A matemática e a física não mentem mas podem mentir os que manipulam os dados utilizados nos cálculos. Neste caso, o exemplo é a utilização de mapas russos adulterados, falando em ângulos de 90º na trajetória do SU24 após ter sido atingido. Tal ocorrência, não consta dos mapas fornecidos pela russia!!!!

  30. hummm..o SU-24 não é um BOMBARDEIRO..e sim um caça -bombardeiro,no resto entrou em espaço controlado DOS TURCOS e um F-16 mandou o “sofisticado velho SU-24 para as cucuias..

  31. Em nem entendi direito esse tal de 90º, mas vamos lá.
    Se míssil não muda de ângulo 90º na atmosfera por conta da resistência do ar muito menos o faria no espaço. Um carga explosiva que detona no espaço não provoca deslocamento de ar (onda de choque) e portanto não teria força para desviar uma massa equivalente ao do caça.
    Os únicos efeitos de uma explosão no espaço são dos fragmentos que são dispersos e de uma levíssima onda de choque proveniente da expansão do material explosivo.
    Igualmente uma explosão nuclear que geralmente emite radiação eletromagnética e uma onda de choque, no espaço ela só emite a radiação e alguma “onda” mínima produzida pelos materiais que vaporizam. Uma nave blindada à radiação poderia sobreviver a uma explosão nuclear no espaço bem próxima, o que não ocorre com uma aeronave na atmosfera já que o poder de destruição é magnificado em muito pela onda de choque. Na verdade a onda de choque é uma das principais causas de dano nas áreas mais distantes de uma detonação nuclear.

    Carlos,
    Há vários mísseis antiaéreos que não possuem espoleta de proximidade, como por exemplo o Stinger.
    Há outros que são antibalísticos como o THAAD, que igualmente não possuem espoleta de proximidade, como o PAC-3 (Patriot).

  32. Seria saudável nos ocuparmos somente da geopolítica, já que seria muita pretensão querer discutir os cálculos feitos pelos astrofísicos. No final das contas eles só concluíram o que todos já desconfiávamos: os dois lados estão mentido.
    Voltando à geopolítica, os turcos pisaram na bola, pois abateram um avião não hostil, já que teoricamente os SU 24 estavam combatendo um inimigo comum. Mas é justamente aí que começam as mentiras, pois os rebeldes que estavam sendo bombardeados não são exatamente inimigos dos turcos, que tem interesses bastante complexos e não declarados no conflito sírio.

  33. Bosco 28 de novembro de 2015 at 11:47

    Que isso…o Erdogan disse que havia autorizado o abate e o AIM-9 voa a 900m/s. O Su-24M ficou 7 segundos no território turco. Ou o Erdogan autorizou o abate quando o caça ainda estava no território Sírio ou então o caça foi abatido em território Sírio. Ou seja, de um modo ou de outro estavam errados.

  34. Alguns citaram a lei da conservação e até falaram que é coisa básica e aprendemos no ensino médio. Sim, aprendemos no ensino médio, mas também aprendemos que a lei da conservação da energia ” que a quantidade total de energia em um sistema isolado permanece constante”.
    Ênfase no “sistema isolado”.

  35. Bosco, de acordo com o mapa russo acima, quando o avião foi atingido, ele deu uma guinada de 90 graus.

    Como eu já apontei acima, em razão da escala do mapa, a mudança da trajetória pode ter sido suave.

    Quanto a questionar os cálculos dos astrofísicos, uma das principais regras de um debate é não ceder automaticamente a um argumento de autoridade. Nesse caso, eles sequer tem autoridade no assunto e, pior, fizeram uma abordagem simplória, no nivel do ensino médio brasileiro. Então, qualquer bom aluno de Física do ensino médio pode questionar os cálculos e, mais ainda, as conclusões.

    Aliás, boa parte dos questionamentos é sobre os cálculos terem sido feitos nas coxas. Desconsideraram várias informações (como existência de piloto, capacidade de manobra da aeronave atingida, turbina funcionando, local e intensidade do estrago causado , etc). Virou um mero cálculo de quantidade de movimento, que alguns colegas endossaram como se fosse uma questão da Fuvest. Bizarro.

  36. MF,
    O presidente turco não estava lá diretamente envolvido com a ação. Ele havia autorizado que o abate fosse feito caso o espaço aéreo fosse invadido.
    O oficial na linha de comando imediato aos pilotos é que deu a ordem no caso concreto e provavelmente no sentido de que se o caça adentrasse território turco após ser avisado a não penetrar no espaço aéreo era para ser abatido.
    Postura que se fosse adotada pela Rússia teria sido seguida de considerações elogiosas tipo: com o Urso o buraco é mais embaixo; agora sentiram a patada do Urso; o Putin já tinha avisado várias vezes; o Putin é homem de coragem e não alisa pra ninguém; etc.
    Quanto a onde o caça foi abatido é pouco relevante. Deram ordem para o piloto turco abater um caça que penetrou o espaço aéreo de seu país e ele foi lá e fez o serviço. Se o piloto russo não se deu conta e foi pego de surpresa, infelizmente, azar o dele. Da próxima vez que forem jogar bombas em alguém eles devem ir mais prevenidos.
    Quanto à velocidade do caça russo você se equivocou, sendo em torno de de 900 km/h e não de 900 m/s.
    Agora a Central de Criação de Fatos e Versões Incontestáveis coloca o presidente turco como só não sendo pior que o capeta. Eu sigo o velho ditado: não acredito em nada que ouço e só na metade do que vejo.
    Tomara que a passividade da OTAN seja só jogo de cena e que ela não caia nessa de “coitadismo” e “vitimismo” russo e permaneça do lado do seu aliado turco. Essa de que a Rússia é o paladino da justiça não cola. Pelo menos não pra cima de mim. Ainda mais a Rússia do Putin, ex-KGB, que de santa não tinha nada, sendo só um pouco melhor que a Gestapo. Quando lhes é conveniente eles são coitadinhos, quando não eles são os fodásticos.
    Levaram foi um belo de um tiro no meio dos culhões e agora correm atrás do prejuízo flexionando seus músculos pra impressionar o público interno e externo e enquanto limpam a poeira tratam de criar versões de uma hora para outra. Menos! Bem menos!!
    Um abraço.

  37. Olá Ronald (aka CVN76.. :-)),

    É, às vezes as obrigações profissionais tomam muito tempo, e eu fico só acompanhando de longe o PA. Mas quando dá uma folga, e sobretudo quando a discussão se torna interessante, eu gosto de dar meus pitacos.

    Neve está começando na cidade esta semana, mas nas montanhas ao redor já está tudo com um metro, pelo menos. Abraços!

  38. Naquela região todos violam o espacao aereo do outro, a Turquia que vive invadindo a Grecia e a Siria não tem moral pra exigir respeito a sua soberania.

  39. Rafael Oliveira 29 de novembro de 2015 at 6:58
    “Desconsideraram várias informações (como existência de piloto, capacidade de manobra da aeronave atingida, turbina funcionando, local e intensidade do estrago causado , etc).”
    Então vamos lá.
    1) Existência de piloto: ambos os tripulantes ejetaram imediatamente, caso contrário não teriam chegado ao solo vivos (infelizmente um deles foi morto por tiros dos rebeldes).
    2) Capacidade de manobra: nenhuma, uma vez que o piloto ejetou e o avião estava em chamas.
    3) Turbina funcionando: com as turbinas em chamas a geração de empuxo seria apenas residual.
    O problema aqui é que a conservação da quantidade de movimento está sendo encarada por alguns apenas como um tópico teórico do segundo grau. Na verdade trata-se de uma lei da física que vale no mundo real e que é dominante no tipo de fenômeno em questão.
    Acho essencial o debate, mas contestar as leis de Newton para mim está fora de questão.

  40. Bosco 29 de novembro de 2015 at 7:53

    Claro que é importante onde o SU-24M foi abatido. Pois se ele foi no território Sírio os turcos estavam errados.
    Diga-se de passagem, que eu não estou confiando em nenhuma das versões. Estou vendo naquilo que é óbvio.
    Onde caça russo passou é uma pontinha estreita do território turco. E o F-16 não estava perto pois os pilotos russos não o viram. não dava tempo de disparar e acertar dentro do território turco.
    Até parece que a Turquia não vê aqueles comboios de caminhões-tanque saindo da região do Estado Islâmico e entrando no território deles. A Turquia entrou no vale-tudo para tirar o Assad e por isso financia o Estado Islâmico. É o país mais estrategicamente bem posicionado da OTAN, tem interesse no gás e petróleo da Rússia e é por isso que a Aliança Militar sempre fez vista grossa para aquilo que ela apronta.

  41. Todos sabem que nessa ESTÓRIA não há MOCINHOS! Mas há alguns mais BANDIDOS que outros! Que é o caso da Turquia e seu apoio velado ao ISIS

  42. E porque não comentam o fato do caça turco estar dentro do território sirio por mais de 40 segundos para realizar o abate? Isso não daria direito da força aerea siria derrubar esses intrusos turcos?

  43. O centro de gravidade de um avião é muito proximo da inserção das asas na fuselagem. O missil foi lançado pelo F16, provavelmente, a partir de uma altitude inferior áquela do SU24, atingindo a região dos bocais de saida das turbinas (local com emissão de IR mais intensa) em uma trajetória com direção obliqua em relação à da aeronave. Este impacto/onda de choque devida à explosão do missil aplicou um momento no corpo do avião fazendo-o girar e com que o “bico” apontado para a terra (similar a um “empuxo vetorado” imposto por alguns modelos de turbinas) Lembrar que ha um plotter obtido de leituras a partir de satelite que nada mais é do que um “desenho” em planta, apenas 2D. Os belgas não passaram no vestibular. Dinâmica 10 x raciocínio simplorio zero.
    Sem entrar em mais detalhes: são os turcos que estão voando perto da Russia ou vice-versa? Não estou defendendo nem atacando ninguem, mas ficou claro pra todos os players envolvidos que deveriam ser respeitadas as fronteiras. Para um avião que estava retornando de sua missão não havia necessidade de entrar na Turquia. Bastava estar 5km mais ao sul.

    • atingindo a região dos bocais de saida das turbinas (local com emissão de IR mais intensa)

      Há informações de que o míssil era um AMRAAM (emissão IR desnecessária). E no caso de mísseis IR modernos, eles não precisam ser disparados da posição 6 horas.

  44. Concordo Poggio. Em sendo um AMRAAM o IR não foi necessario. Mas pelos plolters (inclusive o russo do post a seguir) as trajetorias de ambos, projetadas em plano horizontal, aparentemente seriam no sentido basico norte sul. Falou-se que a altitude do SU24 seria da ordem de 4500m enquanto que do F16 seria (segundo fonte russa) 2500m. Portanto a hipotese da onda de choque primeiro atingir a paret traseira do avião e de baixo para cima é muito provavel. Concorda?

    • Rommelqe

      Eu jamais posicionaria uma aeronave de superioridade aérea em missão de interceptação a 2500m de altitude e abaixo do alvo. Só aceito essa hipótese se ela estivesse ainda na ascendente, logo após a decolagem. Mas como os russos dizem que o avião já estava lá esperando por eles então fica difícil engolir todos estes números e dados apresentados por ambos os lados.

  45. Bem, se foi um Amraam então o RWR não deu o alarme.
    Será que os russos vão à guerra com uma aeronave sem RWR sabendo de antemão que lá poderia haver enrosco deles com a OTAN???

  46. JT8D,

    Eu não questiono as leis da física. Só acho que não foram aplicadas corretamente ao caso.

    “A quantidade de movimento de um sistema mecanicamente isolado é constante.”

    O ponto chave é: não era um sistema mecanicamente isolado.

    1-) O que significa imediatamente: 0,1s, 1s, 10s? Não temos como saber o tempo entre a explosão e a ejeção. E não sabemos se mexeram no manche depois da explosão do míssil.

    2-) Pura especulação sua que o avião perdeu totalmente a capacidade de manobra, ainda que não controlada. Dependendo de onde o míssil acertou, o avião “manobraria” até mesmo sem que o piloto fizesse algo. Repito, não foi uma colisão de esferas uniformes. Danos numa superfície de controle de avião causam resultados distintos de danos numa turbina, no bico, na asa, etc. Repare que o avião cai em um ângulo muito acentuado (cerca de 80°) e com o bico para baixo, impossível apenas a força da gravidade fazer com o avião tivesse uma queda nesse ângulo e nessa posição.

    3-) Aqui até acho que sua opinião tem mais chances de estar certa do que a minha. Mas, de qualquer forma, não temos absoluta certeza que os dois motores foram totalmente danificados com a explosão do míssil para dizer que o empuxo era residual.

    Se as equações do ensino médio fossem suficientes para analisar fatos complexos como este, não precisariam existir cursos de Física, Astrofísica e Engenharias. A realidade é muito mais complexa do que as leis de Newton (brilhantes, por sinal) são capazes de descrever.

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