quinta-feira, agosto 5, 2021

Gripen para o Brasil

A400M da França faz seu primeiro voo transatlântico norte

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

 A400M francês - foto Força Aérea Francesa

Antes desse voo na rota norte com destino aos Estados Unidos, aeronave A400M da Força Aérea Francesa já havia realizado travessia transatlântica na rota sul, para Guiana e Martinica

Na quarta-feira, 13 de agosto, a Força Aérea Francesa divulgou nota sobre o primeiro voo transatlântico na rota norte realizado pelo avião de transporte A400M Atlas. O voo, em velocidade de Mach 0.68, nível 350 (10 km de altitude), ocorreu em 9 de agosto com o exemplar de indicativo MSN 08, teve como destino Washington, nos Estados Unidos.

A aeronave decolou da Base Aérea 123 de Orleans, na França, rumo a Colônia, na Alemanha. Lá, o A400M recebeu a carga que transportaria aos EUA, realizando antes da perna para Washington uma curta escala em Shannon, na Irlanda. A missão foi realizada em proveito do Comando de Transporte Aéreo Europeu (EATC  – European Air Transport Command). A volta teve como rota os aeroportos canadenses de Calgary e Quebec antes do voo transatlântico rumo a Bruxelas, na Bélgica, parada que antecedeu o pouso final na Base Aérea de Orleans.

A400M francês - primeiro voo aos EUA - foto Força Aérea Francesa

Em março deste ano, a Força Aérea Francesa realizou seu primeiro voo transatlântico com o A400M, porém na rota sul, que teve como destinos a Guiana e a Martinica. O A400M se juntou à Força Aérea Francesa em 2013, representando a adição de um meio de transporte militar tático com capacidade estratégica. No momento, os exemplares franceses de A400M operam no Centro de Experimentações Aéreas Militares (CEAM –  centre d’expériences aériennes militaires) baseado em Orleans, onde é estabelecida a doutrina com a aeronave e a formação dos núcleos das primeiras unidades operacionais. Na França, esta será o Esquadrão de Transporte  1/61 “Touraine”.

FONTE / FOTOS: Força Aérea Francesa (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em francês)

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Marcos

Belo avião!
… mas custa caro!

Mauricio R.

Vale pelo tanto de carga que pode carregar e a capacidade de poder entrega-la aonde necessário.

Carlos Alberto Soares

Dois em operação.

Carlos Alberto Soares

Sim três, saiu no PA há poucos dias.

Valeu Nunão, um aumento de 50% (rs).

Entrega a conta gotas fica mais difícil de memorizar.

Será igual ao A 380, se cobrir os custos, será um milagre.

How much?

In total it is logical!

Não discuto a aeronave, mas a relação custo x beneficio no seu todo.

Impagável.

Rinaldo Nery

Mach .68 é bem veloz pruma aeronave turbohélice. Não imaginava. Bom desempenho em cruzeiro.

Jean-Marc Jardino

Recebeu o 4 essa semana, e ira receber mais dois ate o final do ano.

http://www.defens-aero.com/2014/08/la-dga-receptionne-son-4eme-a400m.html

Jean-Marc Jardino

Ao meu caro amigo ai de cima, ano passado, os custos do A380 ja foram pagos. So a Emirates ja cobre, com 140 pedidos no total do A380.

Jean-Marc Jardino

Nunao, atualiza ai seu status….

Recebeu o 4 essa semana, e ira receber mais dois ate o final do ano.

http://www.defens-aero.com/2014/08/la-dga-receptionne-son-4eme-a400m.html

Carlos Alberto Soares

A 380 “Mais que simplesmente um avião grande”, escreveu um analista do setor quando o primeiro A380 foi entregue à Singapore Airlines, em 2007, “o mais novo líder do setor mudará para sempre a forma como este opera”. A previsão não se tornou realidade. Superjumbo encalha, e fabricante dá até 50% de desconto A Airbus tem tido dificuldades para vender os aviões. Os pedidos foram poucos e nenhum comprador foi encontrado nos Estados Unidos, América do Sul, África ou Índia. Apenas uma companhia aérea na China o encomendou, e seu único cliente no Japão cancelou o pedido. Até os clientes… Read more »

Carlos Alberto Soares

A400M

Agora serão cinco no mesmo operador ? Pôxa !

Como diz o Juarez Martinez:

“Ter não significa operar”

Boa sorte.

Carlos Alberto Soares

“Jean-Marc Jardino
16 de agosto de 2014 at 22:05 #”

Não é verdade.

Conheça alguém da Engenharia e ouvirás coisas bem diferentes.

Estive lá e tive essa oportunidade.

http://www.airbus.com/company/worldwide-presence/airbus-in-spain/

Preste atenção nas expressões, chega a ser risível, mas é trágico.

Carlos Alberto Soares

Isto foi em Março de 2009: “Reino Unido pode cancelar A400M Comitê de Defesa da Câmara dos Comuns exige em relatório que seu país saia do projeto da EADS depois de sucessivos atrasos O Ministério da Defesa Britânico deve decidir se os atrasos à sua aquisição de 25 Airbus Military A400M podem ser bastante graves para merecer a sua retirada do desenvolvimento multinacional, disse um novo relatório do Comitê de Defesa da Câmara dos Comuns. “Com a confirmação dos atrasos no programa A400M, o MoD precisa decidir se considera o abandono do programa e tomar a decisão oportunamente ou tomara… Read more »

Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares

Tic Tac Tic Tac Tic Tac Tic Tac

e o tempo passa……

Carlos Alberto Soares

Interessante, fosse somente a España, mas a otros:

Horas, diminui o mercado fabuloso desse gigante impagável:

http://www.diariodesevilla.es/article/economia/1529507/espana/vendera/la/mitad/sus/am/para/ahorrar/hasta/millones.html

Carlos Alberto Soares

Mejor, pero tiene otros: “No entanto, as pressões orçamentais se pedágio. O compromisso original da Alemanha por 60 A400Ms foi reduzido para 53, como parte de uma renegociação feita para salvar o programa de eventual cancelamento em abril de 2011 Posteriormente, Berlim anunciou que só planeja operar 40 de suas aeronaves em ordem, o que significa que novos compradores internacionais deve ser encontrada para os transportes considerados excedentes às suas necessidades. A Espanha também indicou que não será capaz de dar ao luxo de operar todas as 27 aeronaves de transporte Atlas que tem sobre a ordem, com apenas 14… Read more »

Carlos Alberto Soares

Caro Juarez Martinez

Lembra do seu comentário sobre sua G SUV ?

Acho que vc estava em Manaus, entrou numa concessionária, viu uma Top de Linha, preço, mais seguro, mais documentos etc …..

Saiu, olhou para a que vc tem ou tinha e pensou:

Vou fazer uma bela revisão e vai ficar ó !

Nunca me esqueço dessa história.

Abraços Amigo.

Jean-Marc Jardino
Nick

Pela relação preço/capacidade de carga/alcance o C-17 é bem mais barato. 🙂

O A400M deveria custar algo em torno de US$100 milhões. Ficou caro.

[]’s

juarezmartinez

Pelo custo de operação do A 400 se opera um C 17 e sobra se fazer um churrasco com carne Angus para todo esquadrão tododo o dia……o troço é impagável.

grande abraço

Iväny Junior

O avião é excepcional. O que é melhor geralmente é mais caro mesmo.

Mauricio R.

Não entendí as comparações:

a) A-400M X certa aeronave de transporte tupiniquim, que sequer existe, nem protótipo voando tem ainda e carrega umas 14 ton a menos de carga.

b) A-400M X C-17A, do primeiro somente 5 unidades foram entregues, do segundo umas 200 estão em serviço de esquadrão, em uns 8 países.

Nick

Caro Mauricio R,

A questão é essa mesmo. O A400M é um transporte estratégico ou tático? Se for estratégico, deve ser comparado ao C-17 e se for um tático, ao C-130J. Em ambas perde ou pela relação custo/capacidade de carga.

É ambos? É capaz de levar um Leopard A-6 até o Afeganistão? E se for para substituir os Transall ou os Hercs, o custo não deveria ser quase o dobro.

Sobre o KC-390, calma, mas acredito que ele vai ter uma vida longa e próspera. 🙂

[]’s

Marcos

Missão!
Qual a missão que a aeronave vai cumprir? Isso é que interessa saber. É nisso que os operadores vão se concentrar
O B-747 é um puta de avião, mas não serve para instrução primaria.
O F-16 é um puta avião, mas não serve para transporte de passageiros.
O A-400 é um puta avião, mas um Búfalo velho, dependendo da missão, cumpre o que tem de ser cumprido.
C-295, C-27, C-130, KC-390, A-400, C-17, C-5 são somente bons aviões se couberem dentro da missão e do orçamento do operador.

juarezmartinez

Desculpe Marcos, discordo. De nada adianta cumprir a missão por um custo extremmente alto e quebrar a força aérea do operador.
Aa comparação que tu fizeste não é correta.

Grande abraço

Carlos Alberto Soares

“It now looks likely that the RAF will probably retain its C-17s, and will operate a mixed transport fleet comprising the C-130J, A-400 Atlas and C-17 until at least the end of the decade.”

Entenderam ?

Um olho no gato e outro no peixe !

Carlos Alberto Soares

“Orders for other nations include Germany 53; France 50; Spain 27; Belgium 7; Turkey 10; Luxembourg 1 and Malaysia 4.”

Os dados estão desatualizados, basta ler as matérias acima, em destaque.

Carlos Alberto Soares

Jean-Marc Jardino 17 de agosto de 2014 at 9:20 # In English you might understand “However, budget pressures have taken their toll. Germany’s original commitment for 60 A400Ms was reduced to 53 as part of a renegotiation made to save the programme from possible cancellation in April 2011. Subsequently, Berlin announced that it only plans to operate 40 of its on-order aircraft, meaning that new international buyers must be found for those transports deemed surplus to its requirements. Spain has also indicated that it will not be able to afford to operate all of the 27 Atlas airlifters it has… Read more »

Carlos Alberto Soares

Palavras do Juárez Martinez

Ter não significa operar.

Decolar e pousar também não significa estar em plena utilidade operacional.

Carlos Alberto Soares

“España venderá la mitad de sus A400M para ahorrar hasta 2.360 millones
Defensa avanza que la negociación con los socios del programa ha sido “complicada” y que hay más países estudiando medidas similares. Prevé exportar 13 de los 27 aparatos comprometidos.”

Carlos Alberto Soares

“El avión militar A400M, cuyo montaje final se realiza en Sevilla, se enfrenta a nuevos desafíos. Los malos momentos por los que atraviesan las cuentas de los estados, sus principales compradores, hacen planear de nuevo el fantasma de las cancelaciones de pedidos, el aplazamiento de las entregas o la renegociación de las condiciones de los contratos. En este contexto, España comunicó ayer que ha decidido que sólo 14 de los 27 aparatos comprometidos, a los que no puede renunciar, sean entregados plenamente operativos y con todos los equipamientos. Los 13 restantes se venderán a otros países. Según indicó el secretario… Read more »

Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares

“juarezmartinez
17 de agosto de 2014 at 10:48 #

Pelo custo de operação do A 400 se opera um C 17”

Caro Amigo,

Dependendo da distância Mn quanta(s) perna(s) a menos ?

Abraços

Carlos Alberto Soares

Boeing C-17A Globemaster III Developing Nation: United States of America. Designer: McDonnell Douglas. Manufacturer Boeing. Production line: Long Beach, California. Task: Strategic airlift. First Flight: September 15, 1991, 87-0025. First Delivery: June 1993. First Operational: January 17, 1995 by the 17th Airlift Squadron at Charleston AFB in North Carolina. Crew: 2 on the flight deck plus loadmaster. Wing Span: 51,74 m. Wing Area: 353 m². Length: 53,04 m. Fuselage diameter: 6,86 m. Height: 16,79 m. Wheel track: 10,26 m. Wheelbase: 20,05 m. Cabin floor length: 26,82 m including ramp (6,05 m). Cabin floor diameter: 5,49 m. Cabin height: – 4,50… Read more »

Mauricio R.

Alguns aqui estão afirmando que o custo ou o custo X carga transportável do A-400, comparado ora contra o C-17, ora contra o C-130J; é inviável. Interessante, mas que custos são esses, são verificáveis??? Um fato desconsiderado é que as reduções nas encomendas estão relacionadas a aeronave em sí, mas tb a adequações nos orçamentos nacionais dos países participantes do programa, devido a recessão européia. “Se for estratégico, deve ser comparado ao C-17 e se for um tático, ao C-130J.” E se for estratégico mas c/ capacidades táticas, ou o mesmo argumento da Embraer p/ vender o KC-390. Qnto ao… Read more »

juarezmartinez

Mauricio, na minha modesta opinião, o problema é exatamente este: Ele é grande demais para ser tático e como estratégico não cumpre a missão. Os Aussies que quase tiveremam que engolir o troço comentaram a boca pequena quando estiveram avaliando o C 295 que o custo dele de hora voada iria ficar muito próximo do C 17, evidentemente que aí tem a questão “escala de produção” e FMS americanos que desequilibram, mas esto aí é caro, muiito caro e a se confirmar as “vomitadas” dos países membros do time. a coisa vai ficar mais cara ainda. Deus nos livre deste… Read more »

Luis

“Qnto ao C-17A, o mesmo pode ser comparado ao C-5M, aeronave de mesma classe de peso e capacidade de carga.”

O C17 e o C5 não estão na mesma classe de peso e capacidade de carga. o C5M Galaxy é bem maior do que o C17.

Guilherme Poggio

O C17 e o C5 não estão na mesma classe de peso e capacidade de carga. o C5M Galaxy é bem maior do que o C17.

Bem lembrado caro Luis

O C-17 na verdade substituiu o C-141, cujo último exemplar só foi aposentado em 2006.

A classe do C-5 é aquela onde também está o An-124 russo, com capacidade de carga útil maior que 100 toneladas.

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