domingo, maio 16, 2021

Gripen para o Brasil

Senado fará audiência pública sobre a compra de caças suecos

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Gripen Demo com tanques maiores - foto S Kalm - Saab

ClippingNEWS-PATão logo o Congresso retome as atividades, em fevereiro de 2014, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) fará uma audiência pública com o ministro da Defesa, Celso Amorim, e o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, para que sejam esclarecidos detalhes relativos à decisão do governo brasileiro de comprar 36 caças da empresa sueca Saab. As informações são da Agência Senado.

Foi o que informou o presidente da CRE, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) à Rádio Senado. Na entrevista, o senador expressa a opinião de que as ações de espionagem realizadas no Brasil pelo governo dos Estados Unidos, reveladas pelo analista de inteligência americano Edward Snowden, certamente prejudicaram a Boeing, empresa daquele país que disputava a preferência das autoridades de defesa brasileiras com a Saab e a francesa Dassault.

“Ainda que nossas autoridades não admitam, é evidente que houve uma reflexão sobre isso. Quando você faz uma aquisição como essa, é como se você estivesse fazendo um casamento. Então a geopolítica foi considerada, juntamente com as questões de eficiência e performance”, ponderou Ferraço.

Demonstrador do Gripen F e Gripen D em voo - foto Saab

Antecedentes

Anunciada na última quarta-feira (18), a escolha dos caças suecos pôs fim a uma disputa que já durava quase duas décadas. Em 1996, o governo Fernando Henrique Cardoso comunicou a intenção de adquirir as aeronaves. O mesmo objetivo orientou o lançamento, em 2001, do programa FX-2, ainda na gestão FHC.

Durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o então presidente da República chegou a declarar que o Brasil compraria os equipamentos fabricados pela francesa Dassault.

Na opção pelos caças de modelo Gripen NG, da Saab, pesaram, conforme o Ministério da Defesa, a qualidade dos equipamentos, os custos de aquisição estimados em US$ 4,5 bilhões e de manutenção e, sobretudo, os compromissos de transferência de tecnologia e de nacionalização de boa parte do processo de produção. Isso porque a parte de estrutura do avião e outros componentes deverão ser produzidos em São Bernardo do Campo (SP), contribuindo para o desenvolvimento da indústria aeronáutica do país.

Linha de montagem Gripen - foto 2 SAAB

Baixo investimento

No Senado, foram positivas as primeiras reações à escolha da Suécia como parceira no projeto de reaparelhamento da Aeronáutica. Em discurso em Plenário na quinta-feira (19), a senadora Ana Amélia (PP-RS) elogiou a decisão. Lamentou, no entanto, a demora na definição do escolhido e os baixos investimentos do Brasil nas áreas de defesa e de tecnologia.

Ferraço também fez declarações favoráveis ao caminho estratégico pelo qual o país optou. Mas destacou a necessidade de `diálogo” entre Executivo e Legislativo para que sejam esclarecidos `detalhadamente” os diversos aspectos da decisão.

Um desses aspectos tem a ver com as providências que serão tomadas para resguardar os interesses nacionais de defesa a partir deste mês quando a Aeronáutica deixará de utilizar os caças franceses Mirage e até 2018, data em que está prevista a entrega dos primeiros aviões Gripen.

Nós vamos fazer um diálogo muito aprofundado e detalhado sobre as razões que levaram o governo brasileiro a decidir pelo jato supersônico Gripen, e vamos debater o planejamento do Estado brasileiro para esses meses em que termos um vácuo na ocupação desses espaços afirmou Ferraço à Rádio Senado.

FONTE: Diário do Sudoeste, via Notimp

FOTOS: Saab

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Gilberto Rezende

Gostaria que ALGUÉM questionasse o Saito e ao Amorim sobra a turbina americana “commodity”… Só que na verdade a turbina do Gripen não tem nada de commodity, a F414 é um produto americano estritamente militar (Super Hornet) que foi liberado apenas para o protótipo do SAB Gripen DEMO e tem e ISTO SIM É DO NOSSO MAIS ALTO INTERESSE um programa de fornecimento e produção local com a Índia de 99 unidades (com opção de compra para mais 47) para equipar o projeto Tejas MK II. Praticamente o MESMO que precisaríamos… http://www.gereports.com/india-orders-99-ge-f414-engines-for-tejas-fighter-jet/ http://articles.timesofindia.indiatimes.com/2010-10-01/india/28238198_1_engines-tejas-mark-ii-lca O processo INDIANO para o fornecimento da… Read more »

DrCockroach

Nada demais na audiencia, algo normal. Soh espero que isto nao abra uma “janela de oportunidade” para a Dassault repetir no Brasil as baixarias que fez na Suica quando perdeu, e poe baixaria (e parte da imprensa de lah comprou as mesmas; o Nunao pode elaborar mais se quiser, pois acompanhou o que era publicado).

[]s!

André Sávio Craveiro Bueno

Caros, Entendo que a FAB (e nosso país, de modo geral) só não é maior e melhor por conta de questões economico/financeiras e ou políticas, ou seja, épocas de pindaíba, como nos anos 80 e falta de visão e interesse político desde sempre. Uma empreitada aqui outra ali foge à regra. Assim, atribuir ao Comandante Saito, COPAC etc que os americanos autorizem a fabricação das GE por aqui é ridículo. Talvez até o façam. Mas não são obrigados. Fizeram na Índia? Sim, mas provavelmente por conta do interesse geopolítico. E nós, irmãos do sul?! Bem, para isso precisariamos não jogar… Read more »

Iväny Junior

Que faça-se a audiência. Sem baixaria, sem espetáculo, dentro dos limites do poder legislativo e com a ética que se deve analisar.

Sobre o assunto que o Gilberto Rezende levantou, eu sei que a Saab (uma empresa no mínimo ética) têm autorização para produzir e repassar a produção do motor GE 414 (tanto que repassou à Volvo), como também, parceria com a mesma. O sucesso de mercado do Gripen é altamente rentável para EUA, Suécia e brasil.

Isso inclusive, foi muito repercutido nestes termos pelo lobby frances da dassault, e respondido muitas vezes pela Saab, FAB, e, até a GE.

Nick

Esse Senado não ajudou muito enquanto o processo estava parado em cima da mesa da Dilmona. E não vai ajudar agora.

Sobre os motores, vejo um gargalo difícil de ser vencido em meros 4 anos para a produção dos GE -414G por aqui.

Mas seria interessante produzirmos alguns componentes, especialmente aqueles que se desgastam rapidamente. O problema é que a melhor empresa que poderia fazer isso já não é mais brasileira.

[]’s

Oganza

Só para esclarecer… A FAB e o Estado Brasileiro não tem que cobrar NADA do Tio San, temos que cobrar é da SAAB. A GE (fabricante dos motores F414) é uma subcontratada do Programa Gripen que por sua vez tem a SAAB como gestora. Mas está claro que temos que avaliar se é realmente vantajoso fabricar APENAS 80 turbinas aqui no país (e esse número é superlativo dado a quantidade de caças, 36). É claro que esse cenário não está fechado e NÃO impede uma negociação sobre os motores direto com a GE, mas se isso for feito, com certeza… Read more »

Oganza

Nick,

verdade, 4 anos é muito pouco, o ideal realmente seria termos algum fornecedor nacional ou em parceria com a GE para fabricar as partes de consumíveis dos motores e ai com o tempo, quem sabe né? rsrs

Sds.

Rafael M. F.

E alguém tem dúvida de que a Dassault vai atacar nessa frente?

André Sávio Craveiro Bueno

Srs., de fato o que interessa não é a fabricação do motor e sim peças e subsistemas de curto ciclo de uso.

A Polaris possui o projeto de uma pequena turbina. Seria ela capaz de participar de um processo de fornecimento de partes?

Rafael M. F.

A CELMA – fabricante sob licença das Spey do A-1 – teria condições de produzir a F-414 sob licença?

Guilherme Poggio

A CELMA – fabricante sob licença das Spey do A-1 – teria condições de produzir a F-414 sob licença?

Sim,

Mas lembrando que no caso do AMX a própria Rolls Royce do Brasil foi subcontratada pela CELMA para fabricar certas peças do Spey. E mesmo assim nem todo motor foi licenciado para o consórcio AMX.

Mais informações sobre este tema na Revista Forças de Defesa n.9.

Bogaz

Posso estar errado, mas não vejo grandes vantagens na produção nacional das turbinas. Toda aviação comercial ocidental, inclusive a da Embraer utiliza modelos americanos, canadenses e ingleses. Ao meu ver não é um dos objetivos do programa.

Oganza

Rafael M. F.

A CELMA já é o braço da GE aqui no país, quando foi adquirida em 1995 ou 96, não lembro.

Ela foi comprada do consórcio formado por Andrade Gutierrez, banco Safra e um segundo banco que não lembro tb rsrsrs sorry… esse consórcio foi seu primeiro proprietário depois de sua privatização feita em 91 pelo Governo Fernando Collor.

Mas é excencialmente uma unidade de manutenção. Não sei qual é sua capacidade industrial, de manufaftura ou montágem.

Sds.

eduardo pereira

Provavelmente neste debate no senado sairá a negativa ou afirmativa da vinda de Gripen’s C/D para segurarem o rojão até a chegada dos filhotes novinhos de Grifo !!

Sds.

Alexandre Galante

Só vale a pena produzir a turbina ou partes dela no País se houver escala, senão é prejuízo.

Carlos Alberto Soares


Alexandre Galante
26 de dezembro de 2013 at 15:22 #

Só vale a pena produzir a turbina ou partes dela no País se houver escala, senão é prejuízo.”

Entenderam ? O resto é balela ou o raivoso com blá blá blá,
adivinhem de quem estou falando ?

Carlos Alberto Soares

Off topic

Pessoal, esse super “banner” superior e um menor acima no site, é vírus ??

Alexandre Galante

Carlos, os banners são direcionados pelo Google.

Almeida

Deveriam ter feito esse questionamento quando da aquisição dos Scorpéne, dos EC-725, dos Mil-35M…

Almeida

A CELMA tem capacidade de fazer manutenção de terceiro nível na maioria dos motores GE e deve fazer parte do acordo dos Gripen para ser o principal mantenedor dos mesmos no Brasil. Se não ficar com eles, ficará com a própria GE ou Volvo, ambas em plantas aqui no país.

Se houver volume e vontade política, sim, eles tem como expandir as operações e fabricar motores sob licença.

PS: turbinas são PARTE dos motores à jato.

Carlos Alberto Soares

“Almeida
26 de dezembro de 2013 at 15:51 #

Deveriam ter feito esse questionamento quando da aquisição dos Scorpéne, dos EC-725, dos Mil-35M…”

Concordo !

Tem coisa mais interessante para discutirmos:

http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/politica/2013/12/26/EM-SEIS-MESES-AUTORIDADES-FAZEM-1456-VOOS-EM-JATINHOS-DA-FAB.htm

Vamos para o Fórum adequado:

http://www.aereo.jor.br/2013/12/21/renan-usa-aviao-da-fab-em-viagem-a-pe-onde-fez-implante-de-cabelo/#comments

Clésio Luiz

A turbina do AMX foi feita aqui, acho que pela CELMA. Como não houve continuidade na produção de turbinas, mesmo que de outros modelos, o conhecimento meio que se perdeu.

Mas acho que fabricar parte das peças da F414 é uma boa idéia, principalmente para fornecer sobressalentes e ajudar a capacitar a engenharia na produção de turbinas modernas. Aquela startup nacional que estava produzindo uma turbina de pequeno porte poderia ser uma das beneficiárias. Turbinas pequenas estão em grande demanda por causa dos ARPs e mísseis de cruzeiro.

Klesson

Este é o problema aqui no Brasil , falta escala e quando temos não produzimos, e exemplos temos muito, vejam o T27, Bandeirante, Super Tucano, passando pelo AMX e o próprio F5. Estes motores nunca foram nacionalizados. Nós, tradicionalmente usamos motores americanos, e mesmo com a escolha do Gripen, não acredito que seria problema o fornecimento deste motor. Lembro que 36, 72 ou mesmo 120 não são escalas de produção, nem satisfatória, até mesmo porque, estes números não são suficientes para a nossa defesa. Os EUA são tradicionais fornecedores, consumidores e aliados, o que não pode é o Brasil ficar… Read more »

Carlos Alberto Soares

Alexandre Galante
26 de dezembro de 2013 at 16:08 #

Obrigado.

Galeão Cumbica

Galante,

tem como vc incluir aquele botão no final da pagina “ir ao topo” que tinha no site antigo, ajuda mto quando as conversas ficam extensas.

sds
GC

Vader

O Nick matou a charada: o que o Senado fez enquanto o processo não era decidido? Pressionou o governo PeTralha por uma decisão? Não. Não fez mais nada do que convocar essas audiências estúpidas e mandar comi$$ões pra passear no exterior… Percam as esperanças rafalechetes: não será agora que saiu alguma decisão que o Senado irá peitar o governo do PT… No mais, observo que JAMAIS foi objetivo do Programa FX2 o fabrico de motores a jato no Brasil. O que a FAB quer é a MANUTENÇÃO em território nacional. Portanto, parem com a choradeira. PS: um hipotético embargo às… Read more »

Guilherme Poggio

Até porque, lembro aos senhores: os pagamentos só se darão quando do início do recebimento da aeronaves.

Vader

Lembre-se que aquilo que foi dito/escrito era parte da proposta. Agora que teremos a negociação do contrato é que poderemos confirmar tudo o que foi oferecido na proposta.

Marcos

“Americano é bobo, mas não rasga dinheiro…”

em compensação:

Brasileiro é “xperto”, mas rasga dinheiro…

Mauricio R.

Orra meu!!!
O Gilberto pautou o blog e foi tdo mundo atrás!!!
Atenham-se ao que a FAB solicitou dos licitantes, o resto é viagem, pura e simples.
No mais, da mesma forma que a Embarer fabricou 29-30% do AMX, a Celma fabricou o mesmmo tanto da turbina RR.

Marcos

Não é só trocar o motor. Acaso o motor não fosse o GE, muitas modificações, de de diâmetro da fuselagem, desenho da asa e outros detalhes teriam de ser feitas.

Marcos

Vou repetir o que venho falando a tempos: ter de comprar mais um OB para substituir os Mirage, é a prova de que essa escolha demorou demais.

Hamadjr

Estou feliz, eufórico, enebriado, enfim, pq o governo decidiu a novela, mais ainda pq escolheu a SAAB, opinar sobre turbina, parafuso, arruela, senado etc etc etc, é masturbação neural.
Logo teremos o PA vai poder imprimir uma edição especial, Chega ao Brasil o Primeiro G/NG, com foto e tudo o que tem direito.

Carlos Alberto Soares

“Mauricio R.
26 de dezembro de 2013 at 18:53 #

Orra meu!!!
O Gilberto pautou o blog e foi tdo mundo atrás!!!”

Repeteco:

“Alexandre Galante
26 de dezembro de 2013 at 15:22 #

Só vale a pena produzir a turbina ou partes dela no País se houver escala, senão é prejuízo.”

Entenderam ? O resto é balela ou o raivoso com blá blá blá,
adivinhem de quem estou falando ?”

ricardo_recife

Ninguém espere que esta audiência no Senado vá produzir grande coisa. Primeiro porque não há qualquer preocupação com defesa no Congresso Nacional, são pouquissimos os políticos que tem algum conhecimento ou interesse sobre o tema. O mais provável é que a maioria fique calada, alguns puxem o saco da Tia Dilma dizendo que a escolha foi uma jogada de mestre, fantástica isto e aquilo (como o fez a liderança do PT no Senado). Alguns outros vão gastar alguns minutos lendo blogs e copiando perguntas, especialmente as idiotas como está história mais do que manjada das turbinas (como se a FAB… Read more »

Grifo

Entenderam ? O resto é balela ou o raivoso com blá blá blá,
adivinhem de quem estou falando ?”

Caro Carlos, eu acrescentaria ainda: será que o Brasil pediu à SAAB/GE para fabricar localmente os motores? Existe alguma indústria local em condições de absorver esta tecnologia?

Para mim a resposta para estas duas perguntas é “não”, então discutir isto para mim é perda de tempo.

Grifo

Senhores, pelo que eu me lembro os motores Spey foram somente montados pela CELMA, que ficou também responsável pelas revisões. Com a compra da CELMA pela GE esta última não se interessou mais por isso, e depois de indas e vindas as revisões hoje são feitas na Itália.

champs

“Orra meu!!! O Gilberto pautou o blog e foi tdo mundo atrás!!!” Carlos e Maurício, Eu acho que temas como estes são relevantes para debater, ouvir quem crítica é interessante e esclarece muita coisa também. Outra coisa que o Gilberto levantou e que acho interessante debater é a questão do datalink. 1 – A escolha do Gripen afetará de alguma forma o desenvolviento do Link-BR2? 2- Por o Gripen já possuir, talvez o melhor datalink do mundo, o desenvolvimento do datalink nacional poderia ter seu desenvolvimento “limitado” por a FAB entender que seriam redundantes pelo menos para os caças e… Read more »

Gilberto Rezende

Passaram ANOS falando que a END e o FX-2 era sob tranferência de TECNOLOGIA. Sem produzir a TURBINA do seu avião ou pelo menos produzir uma substituta nacional você não domina ou tem propriedade sobre coisa ALGUMA. A Índia está se lixando se é econômico ou não, ela deseja a segurança estratégica de poder produzir em seu território as turbinas do seu Tejas Mk. II. Se além de se conformar em comprar o caça mais baratinho do FX-2 os amiguchos do Blog agora acham que nacionalizar e produzir no Brasil a turbina do caça que nos servirá (mal ou bem)… Read more »

Guilherme Poggio

Se além de se conformar em comprar o caça mais baratinho do FX-2 os amiguchos do Blog agora acham que nacionalizar e produzir no Brasil a turbina do caça que nos servirá (mal ou bem) nas próximas 3 ou 4 décadas é BOBAGEM E NÃO É ECONÔMICO…

Caro Gilberto Resende,

Independentemente da escolha do caça A, B ou C, não há previsão de nacionalizar/produzir o motor no Brasil.

Gilberto Rezende

E LEMBREM minha outra sugestão CONSTRUTIVA…

O Governo brasileiro deveria através da Embraer se juntar a SAAB e a Boeing no programa de desenvolvimento de um jet lift para o certame T-X da USAF.

o SAABOEINGRIPEN TRAINER…

Requena

“Vader: se os EUA quisessem de verdade nos embargar, nenhuma aeronave Embraer voava. Ou da FAB. Americano é bobo, mas não rasga dinheiro…”

Isso que eu não consigo entender.

Os caras descem a lenha nos americanos e “se esquecem” que a EMBRAER usa “um caminhão” de peças americanas na montagem de seus aviões.

É muito fanatismo ideológico, deixa os caras cegos.

Gilberto Rezende

Requena avião da Embraer não combate. Peças e partes de uso MILITAR é outro assunto, não é de acaso que o KC-390 da Embraer tem um painel e aviônica CIVIS… Os EUA,como já fez em várias outras ocasiões, SE o Brasil vier a decidir daqui a 8 anos construir uma frota de 200 Gripen E porque começaria a fluir o dinheiro da exploração do Pré-Sal, o governo americano pode chegar a conclusão que isso alteraria o balanço estratégico na América do Sul e atemorizaria seus aliados, por exemplo, a Colômbia. E babau turbina commodity… A DECISÃO de quantas turbinas não… Read more »

Ivan

Pratt & Whitney PT6 Esta é a “turbina” que poderia ser fabricada ou montada no Brasil. Porque? Simples, escala. A família de turbinas PT6 é (provavelmente) a mais vendida do mundo. No Brasil, diferentes versões da PT6-A equipa vários aviões da Embraer e da FAB, como por exemplo: Embraer EMB 110 Bandeirante; Embraer EMB 110 Bandeirante; Embraer EMB 121 Xingu; Embraer EMB 312 Tucano; Embraer EMB 314 Super Tucano. Apenas a FAB deve ter comprado algo em torno de meio milhar em várias configurações de potência. Mas este NÃO é assunto a matéria acima. Muito mais interessante é observar o… Read more »

Requena

Gilberto Rezende A EMBRAER vende aviões militares que combatem(Super Tucano) pelo mundo afora. Só uma vez os americanos vetaram a venda de aviões que usavam sua tecnologia, para a Venezuela na época em que o Chávez chamava o Bush de “demônio”. De resto tá cheio de multinacional americana vendendo peças, armas, manutenção, etc. nas nossas FFAA o ano inteiro. Os caras querem saber de dinheiro. Se puderem nos vender de forma direta(F-18) ótimo. Se não deu certo, vão adorar vender de forma “indireta”(Gripen). No fim das contas o dinheiro vai pro bolso do Tio Sam do mesmo jeito. E é… Read more »

Gilberto Rezende

Se queres colocar SUA segurança e do SEU país ao critério do Tio Sam é escolha SUA…

Quero saber a escolha do governo do meu país e para isso ele deve ser QUESTIONADO.

Gilberto Rezende

E não estou preocupado com o que eles querem, me preocupo com o que o meu governo está pensando e ONDE ele quer chegar com o Gripen…

joseboscojr

Gilberto, Guerras entre estados soberanos no Século XXI duram alguns dias, no máximo, alguns meses. Nunca mais veremos guerras durarem anos como as do Século XX. Neste contexto, é muito menos importante de quem é a turbina do Gripen já que qualquer ação militar não se estabelecerá por tempo suficiente a ponto de fazer sentir nossa dependência dos americanos ou de qualquer outro. O que pode ocorrer que pode durar anos ou décadas é uma situação de embargo e sanções impostas por um determinado país ou por uma coalizão de países ou mesmo pela ONU. Nesse caso haveria tempo suficiente… Read more »

Galeão Cumbica

Gilberto

Neste raciocínio o Brasil então deixaria a segurança nas mãos da Franca, com a turbina do Rafale! pois esta seguramente não seria feita aqui idem!

Mas…. concordo com a ideia de tirar as turbinas do pacote e fazer uma compra direta com alguma montagem aqui, pra absorver conhecimento de manutenção, fazer turbina aqui no way! seria gastar demais pra absorver pouco resultado, ao menos por enquanto.

sds
GC

Requena

A minha segurança e a de meu país vão continuar do mesmo jeito que está, sendo o avião sueco, americano, francês, chinês, russo ou “marciano”. Nossas FFAA volta e meia fazem meio expediente as sextas feiras pra economizar comida. Temos munição pra encarar 1 dia de guerra real. Quando muito. Isso não se muda comprando caças franceses, russos ou americanos. Esse país não possui um “projeto de nação”. Nunca teve e não vai ter a curto prazo, pois a política nacional é um mar de incompetência, corrupção e falta de interesse no futuro do Brasil. Enquanto formos dependentes dos nossos… Read more »

Carlos Alberto Soares

“Gilberto Rezende 27 de dezembro de 2013 at 11:52 # E não estou preocupado com o que eles querem, me preocupo com o que o meu governo está pensando e ONDE ele quer chegar com o Gripen…” Não vai chegar, vai pelo menos voar. Melhor do que a “Rajada dos Hangares” ou projeto pseudo-nacionalista de teco teco com cara de ling ching em nome da soberania que demoraria 20/25 anos para voar e não nos levar a lugar nenhum. Quanto ao Pré-Sal, a grana que poderá e reitero poderá advir não contempla as FFAA’s. As turbinas não nos faltarão nem… Read more »

Carlos Alberto Soares

“não nos levaria a lugar nenhum.”

Carlos Alberto Soares

http://www.youtube.com/watch?v=CQgcUQiFuxs

+ (mais)

http://economia.terra.com.br/avioes-fabricante-da-cessna-comprara-beechcraft-por-us-14-bi,5cefea9f84523410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

Esses Americanos não brincam em serviço e como já afirmado neste topic não rasgam dinheiro, tá ai a prova ….

Carlos Alberto Soares

Sempre fui SH, mas a escolha foi boa e

entre as vontades do GR e um filme, prefiro o filme:

http://www.youtube.com/watch?v=sDNa-k1rDdI

Reportagens especiais

As chances do Gripen ao redor do planeta

E como isso poderá ser benéfico para o Brasil Por Guilherme Poggio (colaborou: Fernando "Nunão" De Martini) Em matéria anterior eu mencionei...
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