Home Espaço AEL apresenta modelo do primeiro microssatélite brasileiro para aplicações militares

AEL apresenta modelo do primeiro microssatélite brasileiro para aplicações militares

444
10

Microssatélite

Exposição marcou a inauguração do Centro de Desenvolvimento e Industrialização de Equipamentos Aeroespaciais da empresa, que dará ao Brasil capacidade de produção de aviônicos e sistemas de defesa inéditos no país

Porto Alegre, 04/10 – A AEL Sistemas exibiu hoje, pela primeira vez, o modelo do primeiro microssatélite brasileiro para aplicações militares – o MMM-1 – que tem previsão de lançamento para dezembro de 2015. Pesando menos de 10kg , e com 30 cm de altura, o microssatélite poderá ser usado para fins de comunicação e monitoramento (sensoriamento remoto), entre outras missões. Como o Brasil hoje não produz satélites, depende de outros países para suprir a demanda nacional por esse tipo de tecnologia.

Por ser menor e mais leve, o equipamento é também mais barato, permitindo que o país incorpore essa tecnologia em maior escala. O investimento inicial no projeto é de R$ 43 milhões e parte dos recursos virá da Finep – Agência Brasileira da Inovação.

“Por meio de uma parceria ampla que envolve o estado, universidades, institutos e empresas locais, a AEL e o Polo Espacial Gaúcho irão fortalecer o segmento de alta tecnologia espacial e suprir uma parte da demanda do Brasil”, afirma o diretor de Tecnologia da AEL, Marcos Arend.

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, ressaltou que a produção de microssatélites no país fortalece o Brasil. “Queremos que o estado seja um polo espacial e de modernização tecnológica para o segmento de defesa. Esse tipo de projeto fortalece a soberania nacional”, afirmou o governador, durante a inauguração. “Esta parceria nos ajudará a colocar o Rio Grande do Sul na vanguarda tecnológica do Brasil e do mundo”, acrescentou.

No evento, o presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Ivan De Pellegrin, destacou as oportunidades que irão surgir a partir da criação do Polo Espacial Gaúcho. “As mudanças ocorridas na estratégia nacional de defesa e os expressivos recursos disponíveis criam oportunidades de desenvolvimento para o Rio Grande do Sul”, ressaltou.

Desenvolvimento e Industrialização

A apresentação do microssatélite marcou a inauguração do Centro de Desenvolvimento e Industrialização de Equipamentos Aeroespaciais da AEL, em Porto Alegre. Nesta unidade – um espaço de 7,5 mil metros quadrados, três vezes maior do que a atual estrutura da empresa no Rio Grande do Sul – funcionará a fábrica de equipamentos de alta tecnologia da companhia e laboratórios para desenvolvimento de produtos e sistemas.

A iniciativa materializa o principal objetivo da companhia: desenvolver a indústria espacial e de defesa no país. O novo centro irá fortalecer ainda o desenvolvimento tecnológico estadual, em especial o projeto do Polo Espacial Gaúcho, fruto de parceria com o governo do Rio Grande do Sul, universidades, institutos e empresas locais.

“O centro contribuirá para fortalecer a indústria brasileira de defesa”, afirma Vitor Neves, vice-presidente de Operações da AEL Sistemas, subsidiária brasileira da israelense Elbit Systems. “Teremos capacidade de produzir aviônicos e desenvolver sistemas de defesa inéditos no Brasil, caso dos sistemas de guerra eletrônica, veículos aéreos não-tripulados, tecnologia eletro-óptica, além de sistemas de guiagem de armamento e sistemas espaciais”, ressalta Neves. O desenvolvimento de sistemas espaciais está sendo impulsionado pelo Polo Espacial Gaúcho – o microssatélite será o primeiro grande projeto.

DIVULGAÇÃO: FSB COMUNICAÇÕES / FOTO: Fabrício Barreto

Subscribe
Notify of
guest
10 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Marcos
Marcos
6 anos atrás

“IsrAEL”

Soyuz
Soyuz
6 anos atrás

O programa espacial patina, programas não andam.

Só a PMM, plataforma multi missão que visa padronizar os satélites do INPE em torno de um hardware comum, esta há uma década no limbo.

O VLS também há uma década parado.

Enquanto isto o armazém alfandegário da Elbit no Brasil, fulga AEL, propõe um satélite de 10Kg a mais de R$ 40mi.

Isto é piada? Infelizmente não.

Soyuz
Soyuz
6 anos atrás

http://www.cubesatshop.com/

Aqui você pode comprar todos os componentes para produzir um Cubesat 3U de tamanho similar com o este proposto na foto.

Custaria uns US$ 800mil, 22 vezes mais barato que o preço do programa proposto, 100% COTS sem ganho tecnológico ou cientifico relevante.

jura_gol
jura_gol
6 anos atrás

Meus queridos amigos , alguém esta levando muito dinheiro nesta brincadeira,

Blind Man's Bluff
Blind Man's Bluff
6 anos atrás

…e ninguem esta levando o dinheiro a serio.

ci_pin_ha
ci_pin_ha
6 anos atrás

será que nesses R$43mi já não é o valor incluindo o lançamento?

Soyuz
Soyuz
6 anos atrás

@ci_pin_ha

Se estiver incluído, é mais um motivo para suspeitar.

Satélites de baixa massa, normalmente sobem “de carona” em lançamentos de satélites maiores. Todo ano uma duzia de satélites deste porte, construídos por universidades, ONG´s e amadores no mundo todo sobem desta forma. Inclusive dois cubesats brasileiros irão ser lançados ano que vem ou no próximo “na faixa”.

O próprio INPE já lançou satélite “de carona”, no caso o SACI-1 em 1999 subiu com o CBERS-1 em um foguete chines.

Abaixo uma lista de missões de baixa massa lançadas “na faixa” por agências espaciais mundo afora

http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_CubeSats

Soyuz
Soyuz
6 anos atrás

Continuando neste assunto, estava lendo o noticiário espacial da semana.

Um exemplo de satélite “caroneiro”, o BRITE-PL2 polones que tem a mesma massa deste satélite da Elbit, 10Kg.

http://space.skyrocket.de/doc_sdat/brite-pl.htm

Deve ser lançado de carona com o CBERS-3, final do anos na China.

http://www.zenite.nu/orbita/antecipado-o-lancamento-do-cbers-3/

Fighting Falcon
Fighting Falcon
6 anos atrás

Devagar deve sair alguma coisa brasileira (mesmo que a empresa seja israelense).

José
José
3 anos atrás

Como o Brasil vai desenvolver tal tecnologia se os super computadores estão sendo desligados por falta de verbas,isto é o cúmulo