quarta-feira, dezembro 1, 2021

Gripen para o Brasil

África do Sul e Brasil prontos para o primeiro teste do A-Darter

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Um caça Gripen D da Força Aérea da África do Sul deverá realizar o primeiro disparo real de um míssil ar-ar de curto alcance A-Darter no final deste mês, em prosseguimento ao projeto conjunto com a indústria brasileira.

Lançado em abril de 2007 sob um programa de desenvolvimento e produção de 66 meses, pelas forças aéreas Brasileira e Sul-Africana, o A-Darter é destinado a armar os Northrop F-5EM/FM e futuros F-X2, e Gripen e BAE Systems Hawk 120.

No valor de US$ 130 milhões, o projeto envolve a Denel Dynamics e companhias brasileiras, lideradas pela Mectron. As atividades de produção deverão começar em 2013, com a FAB esperando a entrada em serviço em 2014.

Os testes de lançamento da nova arma estão programados para serem realizados na área de tiro Overberg na África do Sul. Testes de solo do buscador do míssil foram concluídos em janeiro e testes de voo cativo foram completados em março, com o primeiro míssil de teste entregue à Saab na Suécia em setembro passado.

Cerca de 50 engenheiros brasileiros civis e militares estão apoiando o trabalho de desenvolvimento na África do Sul e a Avibras e Mectron têm grandes esperanças no potencial de exportação do A-Darter.

O diretor executivo da Avibras Sami Hassuani acredita que inicialmente de 100 a 200 unidades poderão ser vendidos a clientes internacionais, com o Paquistão visto como principal candidato. A Mectron entregou seu primeiro lote de mísseis MAA-1A Piranha ao Paquistão no mês passado e Islamabad também assinou uma carta de intenção para comprar a versão II do Piranha, o MAA-1B.

FONTE: Flightglobal / COLABOROU: Clésio Luiz

NOTA DO EDITOR: o desenvolvimento do A-Darter, a primeira exportação de mísseis Piranha para o Paquistão e a possível venda de navios de guerra para países do Continente Africano, são provas de que os militares brasileiros têm competência para desenvolver projetos de sucesso, desde que o Governo não atrapalhe, como foi o caso do AMX e do F-X2.

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Paulo Costa

Poderá ser usado no A-1M,e acredito tb no A-4M da Marinha.
Este missil é de 4 geração,com empuxo vetorado e Loal…..
Para nos vai ser o bicho……

SABRE

Um belo arsenal apartir de 2014, mas tem que continuar investindo em versões melhoradas desses sistemas!Inclusive em uma verão terra-ar de missil, tanto para defender pontos estrategicos em terra com para ser instalados nas novas escoltas!

SABRE

Precisamos de misseis de defesa aerea, alguem sabe como está a questão da possivel compra de sistemas Russsos ou Chineses? Será que seria muito dificil transformar o MAR- 1 ou o A- darter para essa função, radar nos temos o SABER.

Thiago

Alguem tem alguma informação sobre o MAN – AntiShip Missile??

drcoakroach

Galante escreveu: “…são a prova de que os militares brasileiros têm competência para desenvolver projetos de sucesso, desde que o Governo não atrapalhe…” Muito bom!

Gostaria de ver mais parcerias entre o Brasil e nossos vizinhos do Atlantico. Temos A-Darter, KC-390 e quem sabe o Gripen p/ comecar. Somos parecidos em muitos aspectos.

[]s!

kaleu

Desculpe o off-topic :

DB e BM, fora do ar … será que estamos vendo o “dedinho” de nosso governo “democrático” em ação ??????

Sds
kaleu

Wilhelm

Ótima notícia.
Agora é torcer para esses projetos não sejam descontinuados, como sempre ocorre por estas terras.

Clésio Luiz

Engraçado. O motivo de eu ter mandado essa notícia para o Galante foi ver o pessoal comentar essa venda do MAA-1A para o Paquistão, mas ninguém notou…

Então eu mesmo vou comentar: essa é a primeira venda do Piranha para um cliente externo. Um míssil que todos diziam ultrapassado e sem mercado já encontrou comprador.

Seria bom agora ter mais notícias de sua adoção na FAB e como anda o desenvolvimento do MAA-1B.

Giordani RS

Clésio,

Eu me lembro bem de ter lido, isso no final da década de 80, em diversas revistas especializadas da época, que o Piranha era um bom material…e se não me engano, comparavel ao AIM-9L…

Resta saber se veremos o vestuto F-5 armado com o A-Darter e se algum dia serão exibidas ao mundo imagens de algum lançamento…

André Castro

Uma coisa interessante que só agora notei ,no diagrama com o tempo de desenvolvimentos dos mísseis pela |Mectron ,o tempo de desenvolvimento até a industrialização ,vem caindo consideravelmente a cada novo projeto espero que continue assim .

zmun

Alguém sabe dizer em quais vetores os Piranhas serão integrados no Paquistão? Seria muito interessante ver os F-16 voando com eles!!! Provavelmente o principal usuário será o JF-17. Cuidado com os chineses e a sua engenharia reversa!!!
abç

Erikson

Não sei se estou confundindo as coisas, mas aquele Hércules do Paquistão que esteve aqui, não decolou levando um lote de mísseis MAR-1 ao invés do Piranha?

V.T.G.

Com relação à venda para o Paquistão, alguém sabe se houve alguma manifestação da Índia?

Nick

Caro zmun, Já foi noticiado no DB que o Paquistão já embarcou alguns lotes de MAA-1A Piranha….. E teria embarcado uns MAR-1 também mas este foi cancelado por razões políticas. No mais torcendo para que todos os misseis desse chart se tornem realidade (alguns já o são). Ficaria faltando uma bomba StandOff na classe do JSOW Americano, um missil BVR(poderíamos comprar os direitos do R-Darter e moderniza-lo) e desenvolver uma versão lançado do ar do MAN-1. E pronto, teríamos ae sim, independência de sistemas estrangeiros(não totalmente), visto que alguns componentes ainda seriam importados, mas de qualquer forma a FAB teria… Read more »

Cmte Fred

“Desculpe o off-topic :

DB e BM, fora do ar … será que estamos vendo o “dedinho” de nosso governo “democrático” em ação ??????

Sds
kaleu”

Ah… só porque se comenta ali abertamente a manipulação dos critérios de escolha do FX-2??? Imagina!!!

Back to the topic: Fundamental para o país manter uma industria de misseis. De nada adianta ter um caça se não tiver nada para armá-lo.

André Oliveira

Editor:

Nestes dois casos o governo mais recente na verdade ajudou. Quem tinha bronca de militares e de armas, pois isso é coisa de americano, era a outra turma que não tinha nenhuma vontade de defender os interesses do país, antes pelo contrário..

Vader

kaleu disse:
8 de julho de 2010 às 1:48

Kaleu, sumidão hein? Apareça mais por aqui.

Abs.

Edu Nicácio

A se confirmar esse cronograma da Mectron, em 2016 teremos todos eles operacionais e, possivelmente, equipando os três esquadrões de FX-2, todos os A-1M e F-5M… Só gostaria de saber qual o volume de encomendas das nossas FFAA…

Muito bom! Avante Mectron, avante BRASIL!

Ricardo-Recife

Se o Rafale não atrapalhar.

SABRE

Não tem lógica não vender comedo de engenharia reversa, todos os paises que compram armamento de outras origens tentam descobrir os segredos dos produtos”todos fazem isso” olha o Brasil com o exocet, bom se formos pensar assim ninguem vende para o Brasil, principalmente Americano, por que o Brasil tem acordos, com o Irã,na aera nuclear, e com a Russia, China, Bielorrusia na area espacial e fuguetes!

SABRE

Só para lembrar todos os paises possuem algum tipo de acordo tecnologico com outros paises isso é uma cadeia tipo ninguem vende para a Africa do Sul, por que ela tem acordo de desenvolvimento com o Brasil e o Brasil tem acordo de desenvolvimento com a china de satelites, ai essa tecnologia pode chegar aos Chineses! Isso ocorre é claru ou vcs acham que o piranha não é tecnologia reversa de um famoso missil americano e um Israelense? O mar-1 também surgiu do nada? shashahsshha acordem!

SABRE

Só lembrar que o Brasil comprou kits lizard e logo alguns anos depois surgiu o kit nacional Acauan! Quando um país não vende um equipamento para outro é porque ele sabe que esse país não tem a capacidade ainda de produzi-lo e se vender o mesmo em pouco tempo o terá, agora quando vende o que tem de mais modermo é por que ele sabe que o país comprador se quiser pode produzir, tem tecnologia para isso, logo melhor comprar de mim que fazer um concorrente meu!

Alexandre Galante

Sabre, o que você está querendo dizer? consegue resumir em três linhas?

rique

Até onde se sabe , as forças armadas brasileiras estão sob as ordens do governo.Iniciativas isoladas esbarram no mínimo em princípios hierárquicos a menos que estejam montando um estado paralelo. O que para alguns saudosistas é sempre uma ideia tentadora.

Alexandre Galante

Rique, estão sob as ordens do Governo, mas não precisam deste para lhes ensinar como se deve trabalhar. Ao Governo cabe definir a política e a estratégia e só.

O problema é quando o Governo quer fazer o trabalho destes profissionais.

SABRE

Sim Galante,resumindo é claro que o Paquistão vai tentar fazer engenharia reversa no piranha e no MAR-1, e em alguns anos vão produzir misseis melhores que estes, ou vc acha que o Brasil nunca colocou um Derby na bancada para tentar absorver tecnologia?

SABRE

Quatro linhas, mas acho que expliquei,se vc tem uma industria de qualquer coisa, ai compra um produto mais moderno fora claro que vai depenar o produto estrangueiro e tentar absorver a tecnologia que não tem!

Tito

“desde que o Governo não atrapalhe, como foi o caso do AMX e do F-X2.”

Perfeito Galante, eu acho que este programa deve ter passado desapercebido pelo governo, por isso foi pra frente. 🙂

Noel

Esse projeto é financiado, em sua maior parte, com recursos do MCT, somados a uma parcela do COMAER, e gerenciado pela COPAC, que muitos aqui acreditam ser, um antro de incompetentes, e só fazem “birra” contra o Governo.

Rafael

O Missil Anti-navio e o Kit de guiagem são projetos bem interessantes e importantes pra a defesa do Brasil, vale dizer que de 95 para ca a Mectron deu um salto tecnologico importante. Pode parecer off-topic mas vi a algum tempo uma materia na qual dizia qua uma deputada queria “regularizar” a exportação de armas, principalmente para paises em conflitos etnicos e guerras civis, ela simplesmente não levou em conta o valor agregado que esses produtos tem e desenvolvimento tecnologico que eles nos trazem. Com essa “regularização” as exportações cairiam bastante e o resultado para a nossa industria seria… melhor… Read more »

Ramir

Agora so falta um site decente para a Mectron e a Avibrás.

Pq ng merece um site daqueles, totalmente desatuailizados e com aparência da década de 90

http://www.mectron.com.br/

http://www.avibras.com.br/

Alexandre Galante

É verdade, Ramir! Já me coloquei à disposição para refazer os sites delas. 🙂

Baschera

Giordani RS disse: 8 de julho de 2010 às 8:39 Giordani, na verdade o Piranha MAA-1A estaria no mesmo nível do AIM-9G ou do Shafrir da Rafael, o que seria um avanço pois ná época, 1976/1980 se pretendia substituir os AIM-9B. Diz-se que (Ex: Jane’s…) o Piranha 1A seria um míssil de 3 geração. Sobre o Piranha 1B, este ainda não dá para comparar, pois ainda não está devidamente terminado (em testes na FAB) e poderia ser no mínimo de 4 geração. Paulo Costa disse: 7 de julho de 2010 às 23:25 Paulo, o A-Darter, embora ainda em testes iniciais,… Read more »

Elizabeth

Ola meninos, Amanhã é sexta feira e o blog deve ficar bloqueado para comentários de não assinantes, então deixa eu dar minhas opiniões sobre o programa A-DARTER. Ele é um programa que apresenta sua dose de problemas, (como todo programa desta natureza), mas sobre os problemas do A-DARTER e da dupla de parceiros Mectron e Denel Dynamics, vou me furtar a comentar, porque teria que utilizar informações sensiveis sem poder citar fontes e sem poder detalhar processos de analise destas informações. Porem vamos fazer uma rápida analise de fatos passados. O primeiro e único AAM brasileiro como todos sabem é… Read more »

grifo

O caça “estratégico” da FAB para alguns, chamado AMX, jamais carregou um AAM valido em 22 anos de serviço ativo. O AMX nunca foi o caça “estratégico” da FAB. Esses alguns precisam se informar. A FAB tem 3 mísseis equivalentes, três aviões clientes dos mísseis e o míssil nacional só pode voar no F-5R. Considerando que este é o nosso principal vetor para combate ar-ar, me parece lógico que este seja o escolhido para a integração do MAA-1. a forma como a FAB arma seus caças é uma piada abaixo da critica. Isto é verdade, mas nada a ver com… Read more »

Elizabeth

>>>>>>”O AMX nunca foi o caça “estratégico” da FAB”. Esses alguns precisam se informar.” Por isto esta entre aspas. Também não considero o AMX um avião estratégico, mas ele é normalmente descrito na literatura ufanista como sendo. >>>>>>>”Esses alguns precisam se informar.” Sem ironias e sarcasmos por favor. Se quiser debater comigo seja cordial e educado como estou sendo com você. >>>>>>>Considerando que este é o nosso principal vetor para combate ar-ar, me parece lógico que este seja o escolhido para a integração do MAA-1. O MAA-1 é um míssil com características multi plataforma como o AIM-9, o lógico seria… Read more »

Bronco

Elizabeth, Eu sou um dos que usa o jargão “caça estratégico” para o A-1. Aliás, uso o jargão “caça-bombardeiro estratégico”. E o faço não por achar que ele é o melhor avião do mundo, mas porque é o único vetor da FAB capaz de acertar pelo menos duas bombas de 500 kg com um elevado grau de precisão num alvo a 1000 km de distância. E o faz com capacidade de penetração e sobrevivência que nenhum outro país do continente jamais experimentou. Seus pares europeus ou dos vizinhos do norte são incomparavelmente melhores e mais completos. Acredito que nunca se… Read more »

grifo

Sem ironias e sarcasmos por favor. Se quiser debater comigo seja cordial e educado como estou sendo com você. Cara Elizabeth, a ironia foi com os “alguns”, não com você. Aliás estava concordando contigo neste ponto. Voltando ao seu comentário anterior, A bagunça de atrasos, mudanças de fornecedores, múltiplas plataformas, descontinuidade de projetos, mudança de prioridades, tudo isto que foi a aviação de caça da FAB nos últimos 50 anos é a única razão deste quadro patético. O quadro que você descreve fica incompleto sem citar o que está no pano de fundo de todas estas descontinuidades, atrasos, mudanças, etc.:… Read more »

drcoakroach

Eh triste, nao soh oportunidades perdidas mas a bagunca que foi criada pelo NJ, uma atuacao nefasta. A proposito, neste mes de Julho faz um ano que o Ministro da “Defesa” foi assistir as comemoracoes da independencia Francesa ao lado da colega dele Francesa, aquela que chamou o KC390 de “carrinho de mao”. Dias depois ele sumiu nos vinhedos de lah, felizmente, por um excelente trabalho de dois jornalistas que ficaram curiosos com o “desaparecimento” dele, descobriu-se o famoso jantar nao oficial no chateau da Dassault, uma empresa particular com interesse de vender bilhoes de dolares em jatos p/ o… Read more »

drcoakroach

A proposito: Alguem sabe qual foi, na RFP, o percentual de offsets que deveriam ser destinados especificamente p/ fins militares? Grifo?…

[]s!

Justin Case

Cucaracho, bom dia.

Offset 100% no setor aeroespacial tem sido a regra.
Abraço,

Justin

Drcockroach

Bom dia Justin!

Obrigado pela informacao. De memoria, penso ter lido que na Rep. Checa exigiu-se que 25% dos off-sets fossem especificamente com fins militares, o que nao impede que os restantes 75% sejam p/ o setor aeroespacial, como vc colocou. Muito interessante.

[]s!

P.S.: Terei que mudar este meu nick: cucaracho, barata, etc… nao combina 🙂

grifo

Acrescentando dois pontos aqui:

Existe um requisito mínimo de offset, mas não existe um máximo. Se o concorrente quiser oferecer 200%, 300% de offset, isto será pontuado e considerado uma vantagem em relação aos demais concorrentes.

Nem todo offset é igual. Offset em programas da FAB são mais valorizados, e mais ainda se forem dentro do próprio programa FX-2.

Drcockroach

Obrigado Grifo,

Entao temos:

Gripen NG: 175% off-sets (inclusive de exportacao de partes do Gripen NG p/ SAF (http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads/2009/09/gripen_ng_br-500×374.jpg)

Rafale: 160% inclusive of 12 KC390 (assumindo que comprem…);

SH: Alguem sabe o percentual?

[]s!

Baschera

A história descrita pela Elisabeth se repete….. A FAB ja viu que o Piranha 1B atrazou, igual ao 1A….. e o A-Darter, apesar de estar indo dentro do cronograma, não se sabe exatamente se virá na quantidade necessária e nem se será integrado as atuais plataformas… por isto adquiriu o Python IV (AAM) da israelense Rafael, mais moderno e poderoso que o Python III. Informações que obtive esta semana, dão conta que o míssil tem se revelado muito além das expectativas da força, principalmente por usar data-link e ter um alcançe até maior que informa o fabricante. Outra coisa, em… Read more »

GHz

Elizabeth,

Vc se esqueceu dos AIM-9H dos A-4KU/ AF-1 da MB… Repetindo a situação “caça-tampão”=”míssil-tampão”.
Não sei qual serão os MAA a serem integrados na modernização dos AF-1 que ora se inicia, mas seria de se esperar MAA-1A, MAA-1B, A-Darter e Derby.

Após o blog voltar a ser bloqueado a não assinantes, onde poderemos trocar comentarios?
Eu frequento de vez em quando, no Yahoo, o Sistema de Armas e o Diplomacia Global.

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GHz

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