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A-1: um avião ainda incompleto

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vinheta-destaque-aereoNo momento em que se fala tanto de transferência de tecnologia no Programa FX-2 da FAB, é bom relembrar o caso do AMX, o avião de ataque que foi desenvolvido e produzido conjuntamente pela Itália e pelo Brasil. Graças ao AMX, a Embraer e várias outras empresas brasileiras puderam absorver know-how em áreas antes desconhecidas.

As indústrias aeronáutica, eletrônica e mecânica brasileiras ganharam muito, capacitando-se no desenvolvimento e produção de sistemas modernos. Houve geração de empregos de nível elevado e elevação dos padrões profissionais.

Em junho de 1977, a Aeronautica Militare Italiana – AMIconcebia uma aeronave de ataque leve, pequena, ágil e robusta, especializada em missões de apoio aéreo aproximado e interdição. O AMX deveria substituir os Fiat G-91 na AMI.

O avião, que seria denominado AMX (Aeritalia-Macchi X-perimental), era comparável ao A-4 Skyhawk americano, em dimensões, peso e potência do motor.

A Macchi já tinha contatado a Embraer anteriormente propondo seu MB340, mas resolveu unir-se à Aeritalia que trabalhava num projeto semelhante, economizando assim tempo e dinheiro. O Brasil já tinha fabricado oMB-326 Xavante da Macchi sob  licença e a aproximação com a Itália era natural.

O governo brasileiro acompanhava com interesse o AMX, pois a FAB estava convicta que o avião preencheria seus requisitos de um caça tático para o início dos anos 90. Em 27 de março de 1981, foi assinado um memorando de acordo entre o Brasil e a Itália, para o desenvolvimento e a produção conjunta do avião, em base totalmente colaborativa.

Desenvolvimento

amx-3v-3

O AMX foi pensado desde o início como uma aeronave de ataque leve, voltada para alvos de superfície. O design do canopy e o nariz afilado para baixo visam dar ao piloto uma boa visibilidade para alvos em terra.

A configuração de asas em posição de ombro foi escolhida prevendo a operação em pistas semi-preparadas e decolagens curtas. O formato da asa, com enflechamento de 31 graus no bordo de ataque dá agilidade a baixas altitudes e tem a capacidade de suportar consideráveis danos em combate.

mk807

O motor escolhido foi o velho e confiável Rolls-Royce Spey Mk.807, com 5.000kg de empuxo seco. Com esse motor, o AMX pode voar a mais de 500 nós de velocidade à baixa altura, com sua carga máxima de bombas.

O perfil típico de missão do AMX é Hi-Lo-Hi, atacando alvos com bombas “burras”, mas com alta precisão, graças aos computadores de bordo, que permitem o lançamento das armas pelos modos CCIP (ponto de impacto continuamente computado) e CCRP (ponto de lançamento continuamente computado).

Para auto-defesa contra caças inimigos que tentassem impedir o cumprimento de suas missões, o AMX foi equipado com sapatas nas pontas das asas, para o lançamento de mísseis Sidewinder AIM-9L ou o Piranha MAA-1.

amx-corte

Sete protótipos foram construídos, tendo o primeiro voado em 15 de maio de 1984. A produção dos primeiros 30 aviões (21 para a Itália e 9 para o Brasil) começou em 1986, juntamente com o projeto da versão biplace.

A primeira aeronave de produção fez seu roll out em 29 de março de 1988, em Turin, realizando seu primeiro voo em 11 de maio.  O segundo contrato de produção foi feito em 1988, de 59 aviões para a Itália e 25 para o Brasil, incluindo 6 e 3 biplaces respectivamente.

As entregas à AMI começaram em abril de 1989 e o primeiro A-1 da FAB (5500) fez seu primeiro voo em 12 de agosto de 1989. A entrega ocorreu em 17 de outubro de 1989.

O primeiro voo do biplace italiano AMX-T ocorreu em 14 de março de 1990 e o primeiro voo do biplace brasileiro (5650) ocorreu em 14 de agosto de 1991.

O último AMX monoplace italiano foi entregue em 1997, num total de 110 aeronaves produzidas. O último biplace foi entregue em 1998, com um total de 26 produzidos. As aeronaves foram produzidas em 3 lotes (batches), tendo o quarto (49 aeronaves) e quinto (51 aeronaves) lotes sido cancelados.

No Brasil, também foram 3 lotes, totalizando 56 aeronaves (45 monoplaces e 11 biplaces).

Entrada em serviço

A entrada em operação do AMX tanto na Itália quanto no Brasil foi prejudicada pela falta de verbas para a conclusão dos programas. Na Itália, somente as aeronaves do Lote 3 é que entraram em serviço com o status FOC (full operational capability). O lote 2 era pré-FOC e o lote 1 foi colocado na reserva.

As aeronaves da FAB entraram em serviço sem radar, sem canhões e sem a capacidade de disparar mísseis ar-ar. A razão disso teria sido o atraso no desenvolvimento do míssil Piranha. Mas algumas fontes dizem que os AMX da FAB não possuem a cabeamento para o uso de qualquer míssil nas pontas das asas.

Com todos os problemas, o AMX foi o responsável pela introdução de novas tecnologias na FAB, como HOTAS (Hands on Trottle and Stick), HUD (Head-up Display), MFD (Multifunctional Display), RWR (Radar Warning Receiver), ECM, barramento de dados 1553B e novos conceitos de manutenção (BITE).

Em operação

Em 1998 a FAB foi convidada para participar da Operação Red Flag nos EUA. Foram deslocados 6 aeronaves AMX e 90 militares do Esquadrão Adelfi, apoiados por um KC-137 e um C-130.

O Esquadrão Adelfi (1º/16º GAv) voou um total de 236:45h na Red Flag, onde ficou evidenciado “a impressionante velocidade de adaptação dos brasileiros”, segundo oficiais americanos.

Consta que os AMX da FAB atingiram 75% dos alvos designados e nenhum foi abatido por fogo inimigo, tendo ainda obtido alguns kills contra caças que tentaram interceptá-los a baixa altitude.

O mid-life upgrade

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Dentro do programa de reaparelhamento da FAB, foi assinado um contrato com a Embraer para a modernização de toda a frota de AMX. O programa prevê a padronização dos sistemas de navegação e comunicação dos três lotes, similares ao do programa do F-5BR, além da instalação do radar SCP-01, da empresa Mectron de São José dos Campos, capaz de detectar alvos múltiplos em terra, no ar e mar.

scp-01

O Comando da Aeronáutica vai investir US$ 400 milhões ao longo de 60 meses para modernizar 53 caças-bombardeiros AMX A-1 da FAB.

Na nova versão do AMX, os pilotos passarão a contar com um avançado sistema de gerenciamento de combate e um designador laser para dirigir bombas inteligentes e mísseis ar-terra de precisão.

A empresa israelense Elbit Systems ganhou no ano passado o contrato da Embraer para o fornecimento de sistemas eletrônicos (aviônica) para o programa de modernização dos AMX da Força Aérea Brasileira.

O desenvolvimento inicial e a fase de protótipos do contrato somam 67 milhões de dólares. O contrato completo, incluindo a fase de produção subsequente, totaliza 187 milhões de dólares e deve ser concluído até 2014, segundo a Elbit.

O Futuro

Embora o AMX tenha sido muito criticado na FAB e na AMI inicialmente, por ter entrado em serviço ainda incompleto, o avião mostrou suas capacidades em operações reais e em exercícios. Em 1999, os AMX italianos voaram 252 sortidas (667h de voo) contra alvos em Kosovo, lançando 39 bombas Opher guiadas a laser. O desempenho foi considerado excelente.

No caso específico da FAB, o AMX até hoje foi subaproveitado. Seu potencial como aeronave de ataque só poderá ser plenamente conhecido após a modernização.

Com o radar SCP-01 o AMX poderá realizar também missões de ataque marítimo, caso a FAB resolva finalmente adotar algum míssil antinavio. O emprego do míssil anti-radar nacional MAR-1 em missões antinavio também não pode ser descartado.

Até sua substituição pelo caça selecionado no FX-2, o A-1 continuará sendo a principal aeronave de ataque da FAB.

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99 COMMENTS

  1. Depois da vinda do FX-II, os A-1 poderiam ser designados a realzarem tarefas de treinamento avançado ou então patrulhamento maritimo para a MB.

  2. Afinal de contas,o AMX brasileiro ainda esta sem radar e também não pode disparar mísseis,ou isso ocorreu apenas na sua precosse entrada em serviço ativo na FAB?
    E se o caça possui tal equipamento,qual seria?

  3. Não consigo imaginar um avião sem radar, mas um caça? Já stava na hora do governo tomar vergonha na cara e mandar comprarem radr para ele.

  4. Brincadeira essa situação heim.

    Um avião bom e que realiza as funcões para o qual ele foi definido, deveria ser tratado com mais respeito.

    Já pensaram se a partir dele o país tivesse continuado projetos de melhoria e de desenvolvimento de novos aviões.

    Poderiamos hoje não precisar de FX-2, investindo os bilhões aqui dentro.

    Mas, como isso é Brasil……

    BRASIL!!!

  5. A evolução total deste avião teria um custo viável?
    Por quantos anos ele poderia operar antes de se tornar obsoleto para as funções específicas a que ele seria ou é destinado?

  6. Asterix, há quem diga que era melhor a FAB pegar esses US$ 400 milhões que vai gastar na modernização dos AMX e empregar na compra de F-16 usados, como fez o Chile. Tem gente que acha perda de tempo e dinheiro continuar investindo no AMX.

    Eu sou suspeito, gosto do avião, acompanhei o desenvolvimento desde os primórdios, então defendo a modernização. Acho que a FAB ainda poderá usá-lo por uns 15 ou 20 anos.

  7. Obrigado, companheiro Galante.
    Na minha opinião, a modernização seria mais viável também, porque não dependeríamos tanto do mercado estrangeiro. Repito: Não dependeríamos TANTO.
    O avião é bom e provou isso em combates reais.

  8. Galante,

    Falou tudo, R$ 400 milhões em 60 meses dá R$ 6,6 milhões por mês para se ter uma linha de 43 A-1M “sinistros” que conferiram à FAB uma força de ataque estratégica, aja vista os deslocamentos deste vetor pelo Brasil, principalmente nas Bases de Desdobramento.

    Por favor, não dá para postar esta imagem do AMX-T com o míssil MAR-1 com a pintura da Marinha, só pra gente babar vai??

    Uma versão naval dele para ataque seria formidável, enquanto o Rafale faria a Defesa Aérea da Frota, pô , aí seria f…!!!

    EU ADORO O A-1!!!!!

    Conversei com um Tenente novinho, piloto do 1º/16º da BASC, aqui do RJ, e ele me disse que está muito ansioso para voar a versão modernizada. Eu perguntei se ele não queria ir logo para o F-5M, ele respondeu: “Não, o A-1 é melhor e o A-1M vai ser porreta!!!” Brincando com o spirit of corps e a competição que existe entre os Jambocks e os Adelphi. Aliás, ele esta torcendo para o Rafale, tá!!!

    Sds,

  9. Por mim o AMX foi um avião que já nasceu defasado tendo em vista o valor unitário da célula, foi muito importante para a aviação nacional, porém eu acredito que a razão custo/benefício foi péssima, poderíamos ter adquirido know-how de aviação de caça em outra célula mais poderosa com o mesmo valor uitilizado para os A1.

    Eu ainda prefiriria que a FAB adquirisse outros vetores como o F16 MLU ou de repente até os gripens estocados do que renovar um avião por mais 15 anos e ele continuar defasado.

  10. Boa tarde à todos!!

    Alguém poderia postar radar SCP-01 da empresa Mectron?Gostaria de saber a capacidade de alvos, distancia…….

    Abraços

    Paulo

  11. Acho que o maior problema foi não ter aproveitado melhor a parceria com a Italia. Se essa parceria tivesse durado, poderiamos ter os novos treinadores italianos e quem sabe algum acesso ao eurofighter…

    Abraços

  12. Asterix,

    São aviões diferentes para missões diferentes.

    O FX-2 será multifuncional; o A-1 não.

    E nem nasceu para isso.

    Como diz a reportagem o Scipio é um radar otimizado para missões de ataque ao solo, apesar de também poder ser utilizado para missões de combate aéreo, mas de maneira limitada se comparado ao equipamento do FX-2 e até mesmo aos Grifo-F dos F-5M.

    Existe um seríssimo problema de relação peso x potência no A-1 que o impede de ser um caça dos bons, mas que garante uma capacidade mínima de defesa especialmente a baixa altura, seu ambiente de combate, onde se apóia na grande superfície alar para realizar suas manobras. Características claras de um caça-bombardeiro leve com capacidade limitada de combate ar-ar.

    Pensando nisso, duvido ainda que ele vá poder disparar mísseis BVR mesmo depois da modernização, por exemplo, como já fazem os F-5M e como fará o FX-2.

    Conclusão: diria que o FX-2 e o A-1 serão complementares em suas missões fim, como são hoje em relação aos bicudos e Mirages, até que o A-1 seja completamente substituído pelo FX-2 daqui a uns 20 anos.

    Durante alguns anos, pelo menos até 2020, o mix HI-LOW da FAB será: FX-2 + F-5M.

    S.A.

  13. Paulo Silva,

    O SCP-01 é um radar multimodo especializado em missões de ataque ao solo. É quase um radar de abertura sintética, pois é capaz de mapear o solo, encontrar alvos em terra e fornecer informações importantes sobre distância e altura da aeronave em relação ao solo, fator importantíssimo num caça-bombardeiro como o A-1 que segue rente ao solo fugindo da ameaça radar até o alvo designado. Aliado a um piloto automático, as informações passadas pelo radar para o sistema de missão do caça reduzirá sobremaneira a carga de trabalho do piloto e otimizará a capacidade de penetração do A-1.

    O Scipio, ou SCP-01 tem cerca de 75 Km de alcance contra alvos de grandes dimensões em terra, mas isso pode variar para menos dependendo da altura em que esteja a aeronave, exatamente como funciona no radar de abertura sintética dos R-99 B, por exemplo.

    E possui ainda um alcance de pouco menos de 40 Km para alvos Ar-Ar, mas não é otimizado para tal. Como é um radar com limitações, não direciona o feixe para uma determinada área diminuindo o ângulo de detecção, o que faz com que o alcance e o acompanhamento dos alvos seja inferior aos irmãos de sua classe otimizados em combate ar-ar.

    No entanto, na arena ar-terra, é bastante eficiente e resistente a contra-medidas (inclusive às eletrônicas), característica presente em muitos produtos da Mectron e preocupação recente do comando da aeronáutica.

    Teve seu desempenho testado desde 2001, mesmo contra os navios da Marinha do Brasil (Fragatas da classe Niterói modernizadas) e seus sistemas de lançadores de chaff e tudo correu como planejado.

    Vai, provavelmente, equipar os A-4 da MB pois apresentou um ótimo comportamento na detecção, acompanhamento e distinção de alvos no mar.

    É óbvio que é um produto limitado se comparado aos semelhantes norte-americanos, russos e europeus. Até porque muito disso se deve ao fato de ter sofrido com os cortes no orçamento, ônus ingrato que também se estendeu à diversos programas de desenvolvimento de armamentos e eletrônicos nacionais. Mas me arrisco a dizer que não há nada melhor do que isso nas prateleiras por aí, e poderá, com sua produção em escala, evoluir muito até uma próxima família de radares nacionais, especialmente com a assinatura de contrato do FX-2.

    S.A.

  14. Prezados amigos;

    Comentários off-topic não serão mais permitidos, principalmente com notícias que nada têm a ver com o tema do post original. Desse modo, não nos desviamos do assunto, ainda mais quando a discussão começa a ficar bacana.

  15. Muito bem pensado Galant em colocar este post sobre o AMX A1.
    Queria tirar uma dúvida???
    Mesmo depois da sua modernização os A1 não poderam ser utilizados em ataque ar/ar ??? Lançar misseis ??? Mesmo não tendo como principio ser bombardeio.

    Tem como responder essa Galante ???

    Abs.

  16. F-16 usados não trarão nada em conehcimento para nós.
    Vejo ainda que seria interessante a FAB passar parte dos AMX para a MB para ataque naval.

  17. Galante,

    Se o comentário foi pra mim, me perdoe.

    Imaginei que responder às perguntas dos colegas sobre equipamentos que serão instalados no A-1 e sobre a estruturação da FAB pós modernização não estariam fora do tópico.

    Perdão novamente.

  18. O AMX na FAB até hoje não atingiu o FOC (Fully Operational Clearance) Ou seja, ATÉ HOJE, ele não está plenamente operacional.

    Um avião que já esta quase no fim de carreira, e não atingiu a certificação de 100% operacional.Sem contar os exemplares estocados, envelhecendo sem voar, já com corrosão em suas longarinas.

    Só no Brasil mesmo. Falta de seriedade e total descaso.

  19. Olá,

    Tenho a impressão de que a década de 80/90 não foi boa para o Brasil como um todo. Vivemos o período da redemocratização política, mas também a crise econômica e a falência do estado brasileiro. Foi inclusive essa crise que levou à privatização da Embraer (a outra alternativa era fechar a Embraer…).

    Na época, o Ministério da Aeronáutica investiu cerca de 8 bilhões de reais no desenvolvimento do AMX (em valores corrigidos para hoje). Esse investimento resultou nos jatos regionais (ERJ-135 e ERJ-145) e também nos jatos maiores (EMB 170 até EMB 195).

    Hoje falamos em FX2 e modernização/padronização do F5, AMX e A4 (me recuso a chamar os aviões da MB de A1) porque o Estado recuperou sua capacidade financeira e a Embraer conquistou um padrão de qualidade que permitiu fazer dos velhos caças da FAB equipamentos operacionais.

    Se percebermos o desenho da FAB hoje, ela esta praticamente renovada em relação à frota dos anos 90. Começamos pelos caças modernizados, indo para os E-99 e R-99, C-105, Supertucanos, helicópteros, reforma dos bandeirantes e tucanos, e agora FX2 e KC390.

    Na década de 90, a FAB não tinha essa perspectiva.

    Todo o estado brasileiro tinha problemas de gastos correntes. Universidades estavam desmontadas, a Petrobrás quase virou Petrobrax, Bancos foram privatizados, RFFSA, Vale e a própria Embraer foram privatizadas.

    O AMX foi, à epova, revolucionário em vários aspectos. È um excelente avião para o que foi projetado e possibilitou avanços tecnologicos na industria aeroespacial e na FAB. O próprio motor escolhido possiblitou independencia de manutenção (o que não acontecia com os Mirage III e nem com os Mirage 2000, que são enviados à França ainda hoje para manutenção).

    Acho excelente que os AMX sejam modernizados e passem a operar com sua capacidade máxima. Constituem um poder de dissuasão tremendo para a FAB, pois podem atingir alvos em toda a América Latina. (quem sabe bombardear o palácio de governo de Honduras? riso)

    e também acredito que comporão junto com os A29 a linha de defesa na amazônia por muitos anos, mesmo com a entrada dos FX2.

    Pergunta, os primeiros a serem subsituidos pelo FX2 serão os Mirage 2000? O que será feito deles? Irão para a Argentina? E os demais 24 FX2, irão para canoas? ou serão divididos 12 para Canoas e 12 para Santa Cruz? Alguém sabe?

  20. Acredito que o que causou esse absurdo é o modelo de negócio. Se esse radar tivesse sido produzido no PAMA-SP, ou seja, pela própria Força Aérea, dentro de suas instalações, através da contratação de engenheiros formados no ITA, utilizando modelos de gestão das empresas privadas, fazendo concorrência entre equipes de trabalho e premiação por desempenho e pelos resultados, isso não aconteceria, pois, imaginem só a extorção que a Mectron e todas as demais empresas privadas fizeram e fazem para a entrega de material militar desenvolvido sob encomenda?

  21. Asterix,

    Sim, diversas delas. Mas não uma que sirva no A-1 sem que precise se rever todo o projeto, remodelar a fuselagem traseira e aumentar ainda mais os custos de manutenção do A-1 que já não são baixos.

    É praticamente um reprojeto de custos proibitivos e sem escala comercial que justifique o investimento.

    Ainda assim ele teria sérias limitações em relação aos caças de alta performance pelo fato de ter asas altas e projetadas para o vôo subsônico a baixa altitude.

    Mais uma coisa: para a missão para o qual foi concebido ele não é tão submotorizado. Para a missão de um caça-bombardeiro subsônico leve as Spey funcionam a contento.

    O problema é, de fato, a capacidade limitada de manobra, especialmente quando está full loaded.

    De qualquer forma, se resolverem o problema de geração de excessiva de fumaça já me dou por satisfeito.

    Entenda: não é tão simples assim fabricar um avião multimissão que seja realmente muito bom em tudo o que faz. Utilizar um A-1 em sua missão, tudo bem. Mas como caça de superioridade aérea está, na minha opinião, fora de cogitação.

    No que o A-1 se propõe a fazer, é um bom avião. Será melhor ainda depois da modernizaão. Nas demais missões são utilizados outros vetores mais capazes, de maior performance.

  22. Sem radar e sem a capacidade de disparar mísseis ar-ar eu já sabia, mas sem canhões??

    Os AMX da FAB continuam sem os DEFA ou foram instalados ao longo do tempo?

  23. De acordo com que um colega nosso disse anteriormente, havia um projeto de um caça super sônico(!) nacional da Embraer de treinamento muito semelhante ao AMX. Será que não é hora de tirar esse projeto e dar uma olhada. Quem sabe poderíamos produzi-lo. Agora que os AMX estão nas ultimas e ao que me parece, essa renovação não será o suficiente para mais 20 anos. Penso que já deveriam ter sido aposentados. Não podemos utilizar uma aeronave até ela ficar completamente acabada. Só o Brasil mesmo, e olha que ele é operado a vinte anos sem radar (um caça sem radar).

    Um caça sem radar! Não há desculpas de governo nenhum para uma coisa dessas. E já estão a tanto tempo sem um. Para que por agora, seria melhor aguardar o resultado do FX2, pelo menos teríamos um caça com radar que presta.

  24. Sobre os 54 A-1 modernizados ou 12 SU-30.

    Podem me internar, mas eu prefiro os 54 A-1 modernizados.

    Poxa pessoal, vamos olhar melhor para a missão dos aviões! Se ainda fossem uns 24 SU-34… Rs

    Prefiro os A-1 não pela performance do avião, mas pela manutenção da linha de modernização da Embraer (que vai beneficiar também a MB e quem sabe possa vender seus serviços e experiência de modernização à outros países a exemplo de Israel); do aumento da capacidade de um avião completamente dominado do ponto de vista técnico, de manutenção e estrutural; da justificativa de uma linha de produção do Scipio que capacite e mantenha mão de obra especializada na Mectron para que ela receba, durante o processo, as tecnologias críticas possíveis advindas do FX-2; para fortalecer a Mctron como parceira destas mesmas tecnologias junto aos fornecedores do FX-2; para fortalecer a Mectron em relação à futuras negociações com os israelenses; para manter uma capacidade de reinvestimento que aumente as linhas de produção de outros produtos, dentre eles a ampliação da linha de produção do Piranha e o adiantamento da produção em escala do MAR-1, além da possível contratação da Mectron pela MB para o auxílio à produção do MAN nacional; o fortalecimento de parcerias entre a Mectron e a Avibrás com a negociação de determinados contratos menores; a capacitação de mão-de-obra da Embraer na evolução de um produto da própria empresa, só que de uma geração anterior…

    Tem também a manutenção da logística atual da FAB que já é debilitada e poderia ficar ainda mais com a troca abrupta de meios; a padronização dos meios aéreos (A-29, A-1M, F-5M, A-4M); a facilidade imensa de transição dos pilotos de um avião para outro durante o período de instrução; e, talvez o mais importante, a possibilidade imensa de, como a padronização, simular missões de ataque ao solo e outras no A-29, sem necessariamente precisar tirar os A-1 do solo uma vez que haverá um alto grau de comunalidade entre os meios. Dessa forma a FAB economiza recursos sensíveis e dá aos pilotos a oportunidade de voar mais horas sem necessariamente perder qualidade no treinamento.

    É mais ou menos o que ocorre em muitas grandes forças aéreas do mundo que não vivem em combate, e empregam um vetor menos capaz (que seria um low) operacional e voando diariamente e outro, mais capaz, para missões de combate de todos os tipos.

    Aqui seria um pouco diferente, mas igualmente importante para a instrução dos pilotos e a manutenção da doutrina operacional.

    Enfim, são incontáveis ganhos para o Brasil.

    É claro que 12 SU-30 também seriam um ganho e tanto, mas pra mim, particularmente, não nesse caso específico.

  25. Por que não pensar em AMX II para FAB e MB ? Sempre gostei muito caça e tbem sempre achei ele com “cara de porta-aviões”

  26. Colegas

    Sabe. Sempre vemos os outros com melhores armamentos e completamente funcionas. Sempre ficamos babando por eles. Mas quando é nacional, pode ser o pior do pior, que nós ficamos seriamente felizes. Bem, eu não. Acredito que esse país tem potencial de sobra para construir equipamentos militares, não o faz por burrice do governo, cuja verba é desviada. Cortam os gastos das nossas defesas a migalhas. Para eles, é mais fácil comprar que fabricar. É verdade! Mas comprar não nos da nenhuma independência e tão pouco conhecimento. Mesmo que compremos o projeto do caça (literalmente) ainda estaríamos aproveitando o trabalho dos outros. Seria muito melhor gastar o dobro para investimentos internos, pois o recompensa viria mais tarde, com o reconhecimento e o pensamento patriótico de que “nós podemos chegar a onde quisermos, basta querer e agir”.

    Eu não sou patriota, mas meu maior prazer vai ser quando o Brasil andar com as próprias pernas.

    saudações

  27. Com a escolha do fx2,a fab não poderia fazer uma nova versão do amx usando a tecnologia que ela absorveria do novo caça?

    Abraço…

  28. Quanto aos que falam em desenvolvimento tecnologico, eu ate concordaria se o desenvolvimento tivesse começado no inicio dos anos 90, nós ja teriamos quase 20 anos de aprendizado e progressos, mas na atual conjuntura, necessitamos de aviões novos e capazes quase que de imediato, por isso acho que o Rafale é a melhor opção pelo momento.
    Peço que não esqueçam que desenho de avião é uma parte, avionica é outra, inclusive o radar extremamente importante no mundo de hoje e a turbina, que tambem levaria varios anos pra desenvolver.
    Antigamente era so por uma turbina, canhões e largar na mão do piloto, hoje as exigencias de um bom avião de 4 geração são imensas e não é nada facil desenvolver ja nesse nivel, pra terminar tambem não esqueçamos que varias companhias de aviões de guerra acabaram ou foram anexadas pelo mundo afora, inclusive a lendaria MIG, esta ruin das pernas , quase na lona, provando que não apenas decidir “vamos fazer um avião” e sair fazendo e ter mercado pra manter a produção e olha que nem falei do armamento que é melhor desenvolver tambem pra não ficar dependente, tambem, dos outros.

  29. Infelizmente temos poucos tipos de caças no nosso país. Creio que os pilotos dos AMX vão defende-lo. EU VOU DEFENDE-LO, jamais falei meu desse avião, o problema é como ele é tratado. Agora já é tarde. Ele não é mais aquele brinquedo novo. Agora, não podemos errar outra vez, temos que ter exatamente o que eles prometeram (FX2).

  30. O A-1 é o xodó da FAB e meu também! Gosto do avião. Coincidência ou não, fazemos aniversário no mesmo dia 15 de Maio, com diferença de 2 anos a mais pro AMX rs

    Abraços

  31. Os EUA haviam vetado o Vulcan dos nossos AMX, por isso o uso do DEFA. Mas na proposta do SH pra o FX-2, está presente o Vulcan no “pacote” de armas.

    Abraços

  32. A julgar pelos comentários sobre a condição dos F5M, creio que a FAB tb irá acertar nos futuros A1M.

    Não me lembro em qual exemplar, mas numa revista Força Aérea o Gilberto Schittini comentou sobre a subutilização das aeronaves pela FAB, notadamente os A1.

    Quem sabe esta MLU permitirá á FAB operar as aeronaves de modo mais intenso e extenso.

    Abraços

  33. Me referi a subutilização com relação ao que a aeronave pode oferecer, tanto pelas possibilidades de utilização como de um programa continuado de aperfeiçoamento.

  34. Boa noite,

    Um caça como o AMX era para ser mais respeitado, pelas autoridades e pela própria embraer, seguindo um raciocínio lógico, o AMX era para ser a base do desenvolvimento da aviação de caça nacional, mas até agora só serviu para engordar os cofres da embraer, será que o fx-2 terá este mesmo destino, ou seja, adquire-se toda tecnologia repassa para a embraer, ela usa para fabricar melhores aviões para competir no mercado e encosta o projeto como fez com o A-1 AMX, sinceramente, é hora do governo e nós mesmos abrir-mos os olhos e que todo este processo fique bem claro e em preto e branco.

    Sds Verde Oliva.

  35. me Desculpe a minha ignorância, mais qual A difereNça Do A-1 pro A-4 da MB? e caso o BRasil não quisesse modernizar os A-1 e Comprasse F16, o Custo De mAnuTençÃo seria maior?

    abrAços

  36. alvespereira em 23 set, 2009 às 20:08

    O negocio “cunpanhero” é estatizar a Embraer outravez, ela pega a tecnologia e emprega eu seus aviões para mandr para fora. Já o povoão aqui, tem que se contentar com o que tem.

  37. AMX modernizado = péssima e tardia escolha, avião caro de manter, peças escaças, baixo desempenho, muito dinheiro gasto! uma fábula mesmo!
    A-4 modernizado = escolha infeliz e tardia.
    mais uma vez a EMBRAER sai ganhando e a FAB e Marinha ficam em situações inferiorizadas e defasadas.

    Aposentem logo estes AMXs e comprem umas 36 células de F-16 e modernizem, (o F-16 continua sendo o caça maisbarato de manter!) e parem de gastar nosso suado dinheiro com coisa que não servem mais! alías, nunca serviram direito.. não muito mais do que um Xavante… se era para jogar só bombas burras…

  38. O AMX tem alguma capacidade de lançar Exocet, falo do lado técnico depois que for modernizado ??

    Sempre gostei do AMX lembro que a primeira vez que eu vi ele foi no CTA,nos portões abertos que acontece todo ano na semana da asa, na ocasião AMX e um Xavante ficavam se revezando nas demostrações aéreas,ele ficava a uns três metros da grande que separava do publico, o mais legal que fica com motor liga ,o único problema foi conseguir tirar o cheiro de querosene da minha roupa . Mas quem esta na chuva é para se molhar!!!!

  39. Companheiros garimpei Algumas informações da mopdernização do A1 na net: O AMX será equipado com o capacete DASH 4 da Elbit, já usado nos F-15, F-16 e F-4 de Israel e F5 do Brasil. Ele é conectado ao sistema de navegação, sensores de mísseis, radar e HUD. As funções mostradas no capacete são localização e distância do alvo, zona de lançamento de mísseis, informações de vôo (velocidade, altitude, etc) e alertas.

    Mesmo movendo a cabeça e olhando para um dos lados do canopí, o piloto não perde contato visual com as informações vitais para o cumprimento de sua missão. Além de aumentar a consciência situacional, uma vez que todo o céu à sua volta passa a ser facilmente monitorado, o piloto pode se usar o DASH para lançar mísseis com capacidade off-boresight, ou seja, bem fora da linha visada do nariz da aeronave.

    DASH atual de terceira geração é capaz de mostrar imagens do FLIR diretamente na altura dos olhos do piloto e para onde ele olhe.

    Um HMD deve ser leve, pelo menos 2kg e o ideal é 1,5kg. A limitação atual é o campo de visão que está limitado a um cone de 10 graus.

    O DASH poderá ser usado para designar alvos para mísseis ar-ar e ar-superfície e para apontar sensores como o radar, casulo designador laser e de reconhecimento. Também pode atualizar pontos de baliza para o sistema de navegação/INS.
    ou seja esses equipamentos compensarão em parte a pouca agilidade q o amx tem!

  40. André Castro em 23 set, 2009 às 21:54

    Eu já entrei no Tucano e mexi nele(só os ailerons), meu tio deixou, desde então adoro o Tucano. Quando eu toquei nele, eu quase morri.

  41. Baixo e Rápido
    A primeira impressão deixada pelo AMX ao entrar em operação na FAB foi ruim pois os primeiros tripulantes eram ex-pilotos de F-5E e Mirage III e o usavam como caça e não como avião de ataque. Depois de anos é que a FAB passou a voar o AMX como aeronave de ataque. O AMX agora é a primeira escolha dos pilotos de caça.

    Mesmo sendo considerado “inferior”, é considerado melhor que o F-5 a baixa altitude e melhor que o A-4 Skyhawk e A-7 Corsair II em manobrabilidade.

    A própria USAF levou 10 anos para voar o F-15 Eagle como F-15 e não como F-4 Phantom II. Agora deve levar menos da metade deste tempo para voar o F/A-22 como F/A-22 com o auxílio de simuladores para desenvolver novas táticas com as novas capacidades.

    O AMX foi projetado para otimizar o alcance em vôo subsônico em compromisso com a velocidade e agilidade. Para um aeronave de ataque a velocidade e manobrabilidade são secundários. Uma aeronave supersônica tem custo operacional 15% maior que uma supersônica da mesma capacidade devido aos reforços estruturais para aguentar velocidades mais altas. O AMX tem alta carga alar para diminuir o arrasto e facilitar o vôo a baixa altitude. Como consequência a aeronave tem relativamente pouca manobrabilidade.

    O motor também não precisa ser potente para acelerar, subir e fazer curvas. Após duas manobras agressivas o AMX já perdeu toda sua energia e se torna um alvo fácil. A função de uma aeronave de ataque é penetrar nas defesas até a uma distância em que pode localizar e identificar o alvo para o disparo das armas.

    O AMX demonstrou capacidade de manter alta velocidade de penetração a baixa altitude no conflito de Kosovo. A velocidade pode ser aumentado com REVO para permitir usar maior potência por mais tempo, diminuir o arrasto com cabides ejetáveis, tanques ejetáveis, compartimento de armas interno (não no AMX), usar armas mais aerodinâmicas, e tanques conformais. De qualquer forma o AMX é subsônico e não foi projetado para vôos supersônicos.

    A velocidade trás várias vantagens como reduzir o tempo de reação das defesas e/ou tempo de exposição da aeronave, facilita evasão de caças e aumenta o alcance das armas disparadas.

    A velocidade de cruzeiro boa é alta subsônica. Depois o arrasto para atingir a velocidade supersônica é muito alta. A próxima oportunidade é próximo de Mach 2 quando a distância percorrida compensa o arrasto, porém a emissão de calor é alta. A alta velocidade também facilita a detecção a longa distância por radares Doppler enquanto a baixa velocidade dificulta.

    Na Segunda Guerra Mundial a velocidade era vantagem pois a aeronave só podia ser interceptada por trás. Isto acabou com o aparecimento dos mísseis de longo alcance.

    Outro meio de auto-defesa passivo é o vôo a baixa altitude, dificultando a detecção por radares no solo e ar. O relevo esconderia o caça dos radares inimigos. O planejamento de missão deve incluir pontos cegos aos radares em território inimigo. O reflexo do solo também dificulta o trancamento de mísseis guiados por radar e IR.

    A vantagem de velocidade dos interceptadores é perdida quando voam baixo e é difícil voar supersônico sem gastar muito combustível. Os caças interceptadores também não gostam de voar a baixa altitude. Os pilotos de caça também estarão fora do ambiente natural a grande altitude pois são pouco treinados a baixa altitude.

  42. Daqui a 15 anos estaremos no mesmo dilema. F-X2 opera sem radar, ahh se formos de Rafale bem capaz pois nem eles tem o radar multimodo de quarta geração, eles operam com o radar do Mirage-2000.

  43. maranhão em 23 set, 2009 às 21:59

    O melhor dispositivo inventado par um caça. Adoro o capacete, até aparece no Top Gun.

  44. Pra vcs verem como estávamos totalmente “desprotegidos” em termos de defesa. Até modernizarem os F-5 não tínhamos praticamente nada para defender um país deste tamanho em termos de espaço aéreo. Em pleno século 21 utilizando aviões de baixo/médio desempenho e sem radar, só no Brasil mesmo.
    Fico preocupado não com as compras novas(FX-II, Scorpenes, Prosub etc…) mas se iremos realmente manter estes meios operando.
    Pra se ter uma idéia não havia combustível para manter as atuais aeronaves voando, falta munição leve e pesada e COMIDA no EB e somente uns 25% dos meios da MB encontram-se plenamente operantes. (tem colega da MB que foi pro Haiti em que o prato principal a bordo, segundo ele, éra Macarrão com alho e óleo num dia e olho, alho e macarrão no outro..) Se for para modernizar e usar, até concordo mas se for para modernizar e continuar mantendo aviões no solo ou sub-utilizados então a coisa complica e dependermos dos nossos políticos para provisionamento de verbas para manter nossas forças operando é contar com nada…
    Basta ver hoje que foi aprovado a criação de mais algumas milhares de vagas de vereadores pelo país afora (na cara de pau)…. em pleno ano de crise mundial, recessão econômica, queda de arrecadação da receita e estado de “calamidade” das Forças Armadas…

    Abraço,

  45. Henrique em 23 set, 2009 às 22:25

    COMENTÁRIO AO SEU COMENTÁRIO

    É isso que ganharemos do nosso presidente.
    Tenho pena do nosso futuro presidente, vai pegar o Brasil pior que antes.
    Será que vale a pena destruir de vez as forças aradas em troca de UMA PORCARIA DE CADEIRA NA ONU?????
    Eu acho que não vale a pena, seria um sacrifício.
    O Brasil vai crescer e ter uma das piores forças armadas da América Latina. O Brasil é o 4º ou 5º país mais rico da AL e é uma vergonha. Até a Venezuela é melhor que o Brasil. Apenas um Flanker entraria em nosso país sem ser notado (sem radar nos AMX) e atacar Brasília, São Paulo, Rio de janeiro, Belo Horizonte e ainda voltar sem reabastecer. O Su-30 equivale a 6 Grpen + um avião tanque, já que ele tem uma das maiores autonomia.

    Nunca que o Rafale é melhor que o SU30 dos hermanos, NUNCA!

    Não é Brincadeira e terceira, se não a segunda, força aérea mais poderosa da AL é a Venezuela! Penas poucos Sukhois podem elevar da decadência para a glória. E Depois falam que o Brasil é o país do futuro.

  46. caceta, o pessoal acha que um AMX vai sair interceptando caças por aí..

    E Henrique,duvido, que um Su-30 de Chavesz passaria impune por sistemas como Sivam, E-99…

  47. Henrique, faço do seu comentário o meu também.
    Já tinha dito isso aqui.
    Minha preocupação não é com o vetor que iremos escolher (comparado ao que temos hoje, qualquer um dos 3 é luxo).
    Minha preocupação é em manter tudo isso que estamos adquirindo. Manter em uso e com manutenção em dia.
    Não adianta nada ter um Rafale e usar 10% dos seus recursos.
    Quais as chances das próximas gestões de nosso país boicotarem algum pagamento e cortar gastos militares em prol de votos? Beira os 100%.
    Todos os projetos tiverm problemas de recursos e acho q isso não será diferente.
    Enquanto a visão política do brasileiro continuar a mesma, deixando que a corja de Brasilia continue fazendo seu trabalho sujo, o país não saíra do lugar. Nunca.

  48. Sou um grande fã do avião de “ataque” A-1 (e não caça como muitos o retratam) e queria saber por que ninguém fala mal do A-10 americano que tem tarefas tão parecidas, será por que ele é americano?
    Mesmo com o caça 4,5g o Brasil não pode descarta estes tipos de aviões (F-5, A-1 e Super Tucano) aquela velha historia do F-4 do Vietnã. Como mandar um super caça para uma missão simples, mas que um tiro de .50 pode provoca um prejuízo imenso… ai eu pergunto em um ataque ao solo um avião leva uma rajada de metralhadora e cai, e ai o que é menos ruim um A-1 ou um SH, Gripen ou Rafale abatido?
    Para missão ar-ar e algumas missões de ataque os novos caças são ótimos, mas para missões mais simples o Brasil não pode gasta uma fortuna em horas de voou (me refiro aos 3) e colocar em riscos desnecessários, por isso os velhos F-5, A-1 e Super Tucano, devem continuar em serviço. (EM MINHA OPINIÃO)

    Abraços a todos!!

  49. Olha essa historia que o SU-30 não pode se abatido pelo Rafale é de chorar… o SU-30 tem uma autonomia incrível e um excelente capacidade de combate ar-ar mas neste requisito especifico o Rafale é superior assim como o Gripen NG também não deve fazer feio… sinceramente eu preferia o Su-35 no Brasil, mas pelo seu “todo”, só que o azar é da Rússia que não quis passar a tecnologia ao Brasil que estará bem servido com que a FAB pegar.

    (Desculpa ai Galante mas essa eu não podia deixar em branco)

  50. O Brasil não é o 4º nem o 5º pais mais rico da AL, mais sim o 1º.Acho que finalmente o gigante esta acordando ,claro que não do jeito que muitos queriam mas , antes tarde do que nunca.E o AMX depois de modernizado vai ser pau para muita obra ainda .

  51. Também gosto do AMX, um pouco pela capacidade provada, segundo a Itália, que testou em combate, um pouco pelo orgulho de ser brasileiro.

    Defendo a modernização dos AMX, o dinheiro irá para a Embraer, ajudará a empresa de modo financeiro e tecnológico.

    sds

  52. Não é para fazer comentários off-topic, mas assim não DÁ. Ou o todos observam as regras ou ninguém.
    Bem, como não fui eu deu início a questão Rafale X Sukhoi (já mais do que amplamente debatida aqui no blog, vale lembrar), acho que também tenho direito de (resposta de) dar meu “pitaco”. E aí vai, por partes:

  53. 1) FN em 24 set, 2009 às 0:18
    Faço minhas as tuas palavras: é de CHORAR esta história de que o SU-30 não pode ser abatido pelo Rafale. Para usar uma expressão “gaudéria”, típica daqui do sul: que BOSTAÇO!!!
    No livro autobiográfico “Voando nas alturas”, do General Chuck Yeager (o cara que, OFICIALMENTE, quebrou a barreira do som pela primeira vez), o General de Divisão da USAF Albert G. Boyd conta que certa vez, quando Yeager foi à Base Kadena, em Okinawa, testar o MIG-15, fruto da deserção de um piloto norte-coreano, foi provocado por outros pilotos Sabre, interessado no desempenho do MIG. Aceitou, assim, simular combates contra os mesmos, revezando o tipo de aeronave. Resultado: Yeager venceu ambos os combates, pilotando tanto o MIG-15 (contra o Sabre), como o Sabre F-86 (contra o MIG)!

  54. 2) Bruno Rocha em 23 set, 2009 às 23:07 (vale para o Henrique também..rsrsrsrs…)
    Os ingleses usam um sistema capaz de modelar digitalmente combates aéreos a longa distância (BVR – Beyond Visual Range), realista com controle humano, usando simulação de alta resolução chamado JOUST. Ele é usado para pesquisas de combate a curta e a longa distância, desenvolvimento de táticas, doutrina de uso de novos equipamentos (Rafale, por exemplo), treinamento, estudos de interface homem-máquina e estudo de cenários. O JOUST é capaz de modelar modos de radar, RCS (Radar Cross Section – seção reta/transvesal de radar, que é o “eco” radar de uma aeronave) de aeronaves, datalink JTIDS para troca de informações, contramedidas eletrônicas e o seu efeito nos sensores. Pode modelar novos sensores como um IRST e situações de ambiente que atrapalham a detecção infravermelha. Os dados são fundidos com filtro e mostrados em uma tela de “visão de Deus”.
    POIS BEM, utilizando este sistema, eles compararam os resultados das simulações do Eurofighter/Typhoon, equipado com o mísil ar-ar Meteor, com outros caças.
    Considerando como adversário padrão o Su-27 modernizado (equivalente ao Su-35), equipado com AA-10 ou R-77 (dados piores), obtiveram os seguintes resultados:

    CAÇA RAZÃO DE TROCA
    F/A-22 90%
    Eurofighter 82-75%
    F-15F 60%
    F-15E 55%
    Rafale* 50%
    F-18E 45-25%
    F-15C 43%
    Gripen** 40%
    Mirage 2000 35%
    Tornado F.3 30%
    F-18C 21%
    F-16C 21%

    Como se verifica, entre o Rafale e o Sukhoi, DÁ EMPATE!!!
    *CONTUDO, saliento que não é referida a versão do Rafale* que foi utilizada na simulação, mas é informado que foram usados nessa os mísseis MICA (e não os METEOR!)! Como o METEOR também será integrado ao Rafale é óbvio que essa razão de troca deve aumentar em FAVOR DO RAFALE! Uma vez que os dados já são antigos, presumo que a versão seja a F-1 ou, no máximo, a F-2. Com certeza, o Rafale F-3 com o radar AESA RBE2-AA (Active Array) terá um desempenho muito superior!!
    **Também não foi informada qual a versão do Gripen que foi testada.

  55. 3) Particularmente, acho que, num combate real, o Rafale F-3 DÁ DE PAU em qualquer versão operacional do Sukhoi 27 e suas variantes (30, 33, etc…).
    Isso por causa do IMENSO RCS do Sukhoi. Somente na última versão (35 ou 37 vai saber? Os russos vivem mudando as designações das aeronaves. Mas que ainda não é operacional) é que a Sukhoi envidou esforços para diminuir o RCS do seu caça de superioridade aérea!
    Lembro que o blog já publicou o relato de um Coronel da USAF, sobre o resultado de exercícios conjuntos da USAF e IAF contra os Sukhoi Su-30MKI da Força Aérea Indiana e, uma das coisas que o cara falou que me chamou a atenção, foi que ele afirmou que o Sukhoi é um caça bem grande, que fica BASTANTE VISÍVEL no radar do F-15!!! OU SEJA, O SUKHOI É UM ALVO FÁCIL!!!

  56. 4) Também sobre a importância do RCS num combate aéreo BVR lembro da entrevista dada pelo General (Res.) Charles Chuck Horner, comandante das forças aéreas da coalisão na primeira Guerra do Golfo, publicada na RFA nº22, onde ele afirma que o F-15 possui grande assinatura radar, que aprecia o F-16 e diz o óbvio: como o F-16 é pequeno, também pequeno é o seu RCS (claro que esse também depende de outro fatores, como o desenho, eletropositividade dos materiais, usou ou não de interferidores eletrônicos, etc… ).
    MAIS (e BEM LEGAL): ele conta que a primeira vez que armaram o F-16 com o AMRAAM e colocaram dois F-16 contra dois F-15 num cenário BVR, VENCEU O F-16!!!!
    Em análise posterior do combate, descobriram que os F-16 adquiriram o F-15 em seus radares muito antes que esses conseguissem sequer detectar os F-16, razão pela qual esses conseguiram chegar primeiro a uma solução de tiro e derrubar os F-15!!! É o lema do F-22: first to shoot, first to kill (primeiro a atirar, primeiro a matar)!
    É por essa e outras que a tecnologia stealth/furtiva ainda é o grande mote/diferencial hoje em dia no cenário BVR! Não fosse assim, os russos não estariam desenvovendo o PAK FA.
    Se o Chaveco brincar, acho que até os nossos bicudos F-5EM derrubam aquelas BANHEIRAS voadoras de Sukhoi dele!!! A Sukhoi até já fez bons bombardeiros/aviões de ataque, mas só ficou “famosa” como fabricante de caças de superioridade aérea a partir do Su-27.
    Antes disso, sinônimo de caça russo era MIG!!!
    Quem era vivo na época da guerra fria LEMBRA!!!
    PS: às vezes sinto uma melancolia/saudade em relação áquela época, afinal não se tinha Internet para escrever/ler TANTA BESTEIRA…eheheheh

  57. 5) Quanto ao AMX, acho que o grande problema, enquanto PROJETO, foi a escolha do motor. Ele já nasceu “down powered”! A alegação era de que o motor RR Spey era econômico, robusto, confiável e que, por não ter PC, não produzia “grande” (sic – vai saber quais eram os parâmetros?) radiação infravermelha. Se tivessem colocado um motor mais moderno, com certeza ele poderia levar mais carga (paga) e ter um melhor desempenho. Prova disso é que, para quem não sabe, o perfil da asa do AMX é o mesmo dos Tornados europeus, com a diferença óbvia de que a asa é fixa. Mesmo assim, já foi demonstrado que ele consegue atingir velocidades SUPERSÔNICAS em mergulho! Com potência extra, melhorariam, além da capacidade de carregar armas, a velocidade e as taxas de giro instantâneo e sustentado. Imagino, por exemplo, um AMX com uma F-404 da GE… Mas quem garante que os norte-americanos iriam nos fornecer essas turbinas, se já haviam nos negado a venda dos canhões Vulcan? E, embora eu não seja um expert sobre turbinas francesas, acho que, na época, a SNECMA não teria alguma boa solução alternativa para o caso (vale lembrar que as turbinas M-53 do Mirage 2000 são bem maiores que as Spey Mk.807 usadas pelo AMX). Aliás, li, há algum tempo, no site sistema de armas que a única turbina, na época, suficientemente compacta para caber dentro do mesmo volume ocupado pelas Spey seria a EUROJET do Typhoon/Eurofigther… Só que essa é muito cara, o que torna anti-econômica sua adoção…Pena, porque o projeto básico do A-1 é, sem sobra de dúvidas, BOM. Mas com esse motor ele fica “capenga” e sempre vai ser um “pé de boi”…

  58. O AMX é um grande projeto. Foi um sucesso técnico e industrial. Só não foi um sucesso comercial porque seu lançamento coincidiu com o fim da Guerra Fria e com a consequente inundação do mercado com aviões usados.

    O avião tem de ser julgado pela sua missão. Não dá para querer comparar com aviões multimissão de geração 4,5 ou aviões especializados ar-ar.

    A modernização é uma ótima escolha para preservar e ampliar capacidade tecnológica nacional. Duas dúzias de F-16 usados não trariam nada de substancial para o país.

    Acho ótimo que a Mectron e a Ávibras possam ganhar um pouco de “fôlego” com esses contratos e não vejo nenhuma extorsão.

    Chega de mentalidade prateleira!

  59. Tive o privilégio de participar dos primeiros protótipos de aviônica para o AMX, e posso afirmar com toda a segurança que valeu muito a pena para o BRasil este projeto. No setor de engenharia foi uma mudança muito forte de paradigmas, os eqptos eram projetados e testados dentro de estritas normas mil-std, o CQ passou a ser total e os ensaios exigiram das empresas a adaptação dos laboratórios a tecnologia de ponta dos anos 80. Me lembro que pareciamos garotos no natal quando o pessoal trazia novos equipamentos de testes que nunca tinhamos visto. Na época um multimetro de 10 digitos era um eqpto absurdo e eu ficava orgulhoso de ter um na minha bancada.
    Claro que hoje é tudo obsoleto, mas um programa como aquele só faz bem a massa crítica do pais.
    Quanto as questões de limitações do AMX só digo que era o que dava para fazer e é o que foi feito, não vale a pena reclamar da turbina, do armamento e a eletrônica embarcada porque na época o AMX “pelado” já era um salto quantico na industria nacional. E falar dele com o know-how de hoje é injustiça tremenda! Salve o AMX e que venha novos programas de cooperação e desenvolvimento com a França ou com quem quer que seja.

  60. DV o avião tem que ser comparado com seu perfil, correto, mas se este avião tem desempenho menor, custa mais caro para conceber, mais caro para manter do que um concorrente que é muito, mas muito mais capz, como ele pode ser considerado bom? fica complicado esta análise não acha?
    Não nego o fato de a EMBRAER ter tirado muito proveito deste, porém a FAB sofreu muito com esta penalidade imposta! poderia ela estar equipada, hoje, e modernizando F-16… por exemplo, se a mesma tivesse sido contemplada com estes, ou mesmo os M-2000, mais capazes, também para ataque ao solo, e que custariam à FAB menos da metade para adiquirir… é a receita que alguns usam para falar do NG…
    Chega de empurrarem coisas defasadas e ineficientes para a FAB, só para “agradar” algumas empresas! 400milhões de dolares para reformar um caça como o AMX? por favor! uma coisa é se gostar de um avião, eu gosto do AMX, mas não pelo preço que foi pago, gasto e o que ele representa de concreto para uma força, não cabe romantismo nisso não!
    nem a Itália mais aguenta o AMX e seus custos! pq será não é? se ele fosse tão bom quanto muitos acreditam ele não estaria sando de serviço com menos de 20 anos de uso! é abacaxi! e nós vamos continuar com ele! uma pena… mas antes isso do que nada!

    abraço

  61. RSRS, só a motivo de análise o RCS do SU-35 BM é de 0,6m2 no setor frontal a 1m2 em outros ângulos como o lateral….
    As versões iniciais do SU-27 tinham um RCS de 10m2 no setor frontal a 15m2 em outros ângulos como o lateral, ou seja, os Russos conseguiram diminuir o RCS frontal do Flanker em mais de 16 vezes sem alterar a forma da aeronave, simplesmente utilizando materiais RAM absorvedores, materiais com cobertura seletiva que altera a condutividade de acordo com a frequência e intensidade do feixe, tintas RAM absorventes, alem da grande utilização de materiais não refletores como materiais compostos, utilização de filamentos metálicos absorvedores de ondas eletromagnéticas, ETC., o SU-35 BM tem um RCS muito similar a de aeronaves medias e medias leves mesmo sendo um vetor pesado de alto desempenho e de grande área alar como o F-15E, porem o mesmo possui o mais potente radar já acoplado em um caça o que da uma grande vantagem ao mesmo contra vetores de mesma geração com a exceção do futuro F-15 SE que possuirá um RCS levemente inferior ao do SU-35 BM e também possuirá um radar extremamente potente. Outro ponto que auxilia na superioridade do SU-35 BM frente a vetores de mesma geração é que o mesmo é um vetor pesado de alto desempenho super manobrável, alias o mais manobravel, desta forma o mesmo tem mais chances de sobrevivência contra mísseis de 5º geração que sejam detectados antecipadamente e estejam fora da NEZ graças a sua avançadíssima suíte de contramedidas eletrônicas e de iscas como Chaff e Flare e claro sua grande manobrabilidade que combinados dão mais chances do míssil errar o alvo que de acertar. Finalizando o SU-35 BM é superior a todas as aeronaves de 4.5G do mundo, isto não quer dizer que o mesmo ganharia todos os combates contra estas ou mesmo a maioria, pois sabemos que um combate é definido por inúmeros fatores como arena de combate, numero de vetores, numero de armamentos, experiência e nível de treinamento dos pilotos, apoio de superfície e aéreo, nível de stress dos pilotos, ETC…
    A motivo de análise o Rafale F3 é superior ao SU-30 MKV pelo alto RCS do mesmo e pela suíte eletrônica menos avançada do Flanker em questão, principalmente no que se diz ao radar, desta forma o Rafale F3 e superior ao SU-30 MKV em combates BVR longos, porem inferior ao SU-35 BM em qualquer arena, o que não é novidade para ninguém….
    Um grande abraço a todos…

  62. “Se tivessem colocado um motor mais moderno, com certeza ele poderia levar mais carga (paga) e ter um melhor desempenho. ”

    o requisito do AMX era bem específico quanto ao alcance e carga (1360kg a +/- 350km de radio a baixa alitude) e o motor foi projetado para esta especificação. Pelo menos a Italia não queria mais carga ou alcance pois para isso já tinham o Tornado. A velocidade também era adequada (acompanhar o Tornado).

    “Imagino, por exemplo, um AMX com uma F-404 da GE… ”

    A F-404 na época era um pouco menos potente que a Spey. O ganho em desempenho seria nulo. A Spey era a concorrentes mais potente pois concorreu com a RB199, Viper e Adou.

    “Mas quem garante que os norte-americanos iriam nos fornecer essas turbinas, se já haviam nos negado a venda dos canhões Vulcan?”

    Existe duas versões para o caso do canhão. Tem a tese do veto e a tese que a FAB queria mesmo um canhão de 30 mm pois a potencia e a cadencia de tiro seriam melhores para uma aeronave de ataque. Me lembro que Israel equipou sus A-4 com o DEFA,substituindo os canhoes de 20mm, e queria instalar dois DEFA no lugar do Vulcan do F-4. Para mim a questão de veto estaria mais relacionada com exportação com o AMX já tendo a opção de ter um canhão alternativo ao Vulcan.

    “Mas com esse motor ele fica “capenga” e sempre vai ser um “pé de boi”…

    O AMX foi projetao para operar a baixa altitude pois a OTAN era uma força de baixa altitude. Também só usaria bombas burras. A baixa altitude o AMX é mais manobrável que o F-5E e se alguém acha que é pouco então sinto muito. Mais que isso seria uma aeronave ainda mais cara para comprar e operar e com mais riscos de projeto.

    G-LOC

  63. Todos falam que o AMX é defasado tecnológicamente. Os principais detratores são os ingleses que fabricam o seu principal concorrente, o Hawk, mais defesado (pois é da década de 70). Porém, ainda é fabricado e recebe encomendas – a mais recente é da Índia, e ninguém chama a atenção sobre sua obsolescência. Aliás, a Índia desistiu de encomendar mais unidades alegando isso (abriram os olhos, finalmente!)
    Enfim, como o Brasil está procurando um substituto para o Xavante como treinador a jato (alguns anos atrás ouvi dizer que em determinado momento estavam querendo encomendar 20 Hawks!).
    Pombas!! Temos o AMX-T que, APERFEIÇOADO, poderia ser O substituto ideal do Xavante. Tenho dito!

  64. Ele demorou a ser modernizado, quando recebemos o terceiro lote, já deveria ter havido um programa MLU. Demoramso pelo menos 10 anos.

  65. Modernização de meia vida (MLU) é no meio da vida útil. Com o primeiro AMX sendo entregue em 1990 e com uma vida útil de 30 anos então o primeiro A-1M deveria ficar pronto em 2005. O atraso será de 5 anos.

  66. Andre de POA em 24 set, 2009 às 10:04

    Tchê: também sou de Porto Alegre.
    Então trabalhaste para a Aeroeletrônica?
    Seria muito interessante se tu comentasse/expusesse um pouco mais sobre tua experiência com a aviônica desenvolvida aqui no país.
    Sauds.

  67. welington em 24 set, 2009 às 15:21
    Grande Welington: há tempos tenho acompanhado e apreciado teus comentários, assim como outros assíduos freqüentadores do blog, tais como o Hornet, o Bosco, o Francisco AMX, entre outros tantos. Tenho percebido que tu te “especializou” em equipamentos de origem russa. Legal de tua parte.
    Concordo com (quase) tudo o que tu disse, mas a discussão que o pessoal propôs acima seria de que um Sukhoi Su-30Mk2 da Venezuela JAMAIS seria abatido por um “suposto” Rafale-F3 brasileiro (se é que esse vetor vai ser mesmo a aeronave escolhida pelo FX-2). E essa afirmação NÓS sabemos que é uma PIADA!!!
    É por isso que eu fui incisivo nos meus comentários quanto ao RCS, embora “off-topic”. Quanto ao Su-35BM, fui claro ao referir que entendo que o Rafale F-3 é superior a qualquer versão do Flanker que já esteja OPERACIONAL, caso em que ainda não se enquadra o Su-35BM, como bem SABEMOS. Se tu puder revelar, gostaria MUITO de saber tua fonte fonte sobre o RCS do BM.
    Apesar que concordar contigo que o Su-35BM apresenta, sim, um desempenho superior ao Rafale-F3 e que o radar Tikhomirov NIIO Irbis-E parece (ao menos com os dados revelados até o momento) ser superior ao RBE2-AA, tenho minhas dúvidas de que o sistema de guerra eletrônica KNIRTI L175M Khibiny-M do Su-35BM seja superior ou equivalente ao SPECTRA do Rafale. Se tu tiveres mais dados sobre o KNIRTI L175M Khibiny-M, gostaria que tu os postasse por aqui. Mas uma coisa me parece certa: como, por enquanto, o 35BM tem usado OELS-27 standard dos outros Flenkers (parece que ainda não esta definido que esse será o sistema eletroóptico definitivo do Su-35), o OSF – Sistema Optrônico do Setor Frontal – dos Rafale F-2 e F-3 revela-se superior à opção adatada pelos russos – pelo menos, até o momento. Desde já agradeço as informações.
    De qualque sorte, vale lembrar que os franceses já estão pensando em como será uma futura versão F-4 do Rafale. Quem sabe não venham a cobrir o Rafale com material RAM, reduzindo ainda mais seu RCS. O futuro dirá…
    Abraço

  68. Tales, trabalhei sim na aeroeletrônica quando ainda era uma empresa familiar e unidades como RIFU, SWAH, EPCU e outras passaram pelas minhas mãos assim como para o resto da equipe de técnicos e engenheiros e foi realmente um choque tecnológico (na época). Antes disso trabalhei na aeromot fazendo retrofit em banceirantes e tambem trabalhei com o drone da aeroeletrônica e o motoplanador.
    Mas no fim dos anos 80 a crise tava braba e não aguentei mais as exigências de primeiro mundo com salário de terceiro e por mais que gostasse da area fui trabalhar com teleprocessamento em bancos, serviço não tão emocionante mas pago dignamente.
    Forte abraço conterraneo

  69. Tales entendi o operacional no seu post, porem quero ressaltar um ponto, o SU-35 BM já é um vetor operacional ele o vetor de testes é capaz de realizar todas as operações determinadas pelo seu projeto e o mesmo se encontra nos testes finais de pré produção, o termo operacional é um jargão utilizado por você e todos inclusive eu e não é incorreto, porem deve ser interpretado de maneira correta, a exemplo o SU-30 MKI é um vetor operacional em uma força área no caso a força aérea indiana, ou seja, o jargão operacional tem que ser utilizado dando a entender que a aeronave esta plenamente capaz de realizar missões para a força em que a mesma esta incorporada, desta forma a mesma esta operacional naquela força, somente ressaltando o SU-35 BM é uma aeronave operacional no sentido especifico da palavra, ou seja, ela é capaz de realizar todas as missões atribuídas ao vetor…
    Finalizando acostumamos a utilizar o jargão operacional que nada mais é que uma abreviação de operacional na força tal, mas para ter tal à frase em que se utilizar o jargão tem que dar a entender que o vetor esta operacional na’s força’s tal…
    Sobre o RCS do SU-35 BM o mesmo foi divulgado há uns anos no site da Sukhoi nas especificações do vetor e é o mesmo valor apresentado nos mais respeitados sites e BLOGs sobre temas militares do mundo e do Brasil, mais próximo você pode incrementar algumas informações sobre o vetor em um BLOG que no caso é parceiro do poder Aéreo, Naval e Terrestre, o autor Carlos Emilio é um renomado escritor e escreve para diversas revistas especializadas no cenário nacional, o mesmo possui vastos conhecimentos sobre assuntos bélicos e pode ser utilizado como fonte, só ressaltando mesmo utiliza diversas fontes que utilizo, todas de sites respeitados e imparciais…
    Tales na realidade o KNIRTI L175M Khibiny-M e superior ao SPECTRA.
    O sistema de guerra eletrônica SPECTRA é um dos mais completos e eficazes sistemas de contramedidas eletrônicas ECS e de interferência (Jammer) já instalado em um caça. O Spectra fornece alerta de iluminação de radar hostil, assim como alerta de iluminação de laser e alerta de aproximação de mísseis. O Spectra ativa automaticamente o sistema de iscas flares e chaff assim que detecta a aproximação de um míssil.
    O Khibiny-m, trabalha em pelo menos 3 modos distintos , em modos de proteção individual, escolta, e grupo de ataque, tendo similaridades aos instalados nas versões do F-15E, F-18G e aeronaves especializadas nesta função de guerra eletrônica. O sistema é capaz de detectar acuradamente o sinal da ameaça e jameala, com diferentes técnicas de interferência, sendo capaz de designar alvos para mísseis ar-ar como o R-27EP ou ar-solo como os da família kh-31p.O sistema trabalha em conjunto com o radar e direciona diferentes ondas de interferência para cada ameaça, e direciona energia eletromagnética para as contramedidas descartáveis chafft e flares, aumentando a possibilidade de engodo,
    alem disto, o sistema de defesa da aeronave conta com um RWS, um sistema de alerta contra designação por laser, um sistema de MAWS(missele aproach warning Sistem) e ainda pode contar com um sensor eletrooptico mak que alerta contra a aproximação de mísseis com guiagem IR e aciona automaticamente os conjuntos de chaft e flare. Futuramente os russos planejam a utilização de um sistema de isca rebocada, para aumentar a capacidade defensiva, contra mísseis guiados por radar, similar ao sistema a ser utilizado pelo Typhoon…

    Tales o sensor IRST do SU-35 BM já esta definido e já esta testado e operacional nos protótipos de pré produção 901(Vetor destruído), 902 e no 903 (Em construção)…
    Tales na realidade não, o sensor IRST dos caças russos, notadamente o do Flanker é extremamente sensível a captação de energia infravermelha sendo similar ao sistema que equipa o Typhoon europeu, muito embora a Sukhoi/NPO seja a líder destacada nesta área.
    O sensor IRST OSF (Optroniques Secteur Frontal) fabricado pela Thales/Sagen tem um alcance Maximo de 70km, já o OLS-35 e que tem alcance de 50km frente a frente e 90km na traseira (sem o uso de pós combustor) se o vetor estiver utilizando pós combustor o alcance ultrapassa em muitos os 100km…
    Tales o Rafale já possui cobertura RAM, porem bem menos sofisticada que os materiais utilizados em caças Russos e Americanos, a futura Versão F-4 prevê uma nova motorização mais potente, e atualização dos sistemas e sensores, alem da utilização de novos materiais e tecnologias disponíveis, inclusive de novos materiais RAM absorventes…
    Tales um grande abraço…

  70. welington em 25 set, 2009 às 12:04
    Ok, valeu pelas dicas Welington.
    Lembro de já ter lido essa discussão sobre o conceito operacional. Mas, mesmo que usemos a definição que tu defende, o Su-35B, não está operacional na FORÇA AÉREA RUSSA. Assim, ainda acredito que o Rafale-F3 seja uma aeronave mais “madura” (digamos assim). Mas concordo contigo que é um vetor superior a todos os outros caças da geração “4.5” (Rafale, Gripen, Typhoon, etc…). Porém, ainda não atingiu o grau de furtividade do F-22 e do F-35.
    É uma pena que os russos não tenham oferecido TT para o Brasil no caso do FX-2.
    Abraço

  71. Andre de POA em 25 set, 2009 às 7:28
    Muito legal essa tua experiência, vista por parte de um leigo no assunto. Quem sabe um dia tu não dá mais detalhes do desenvolvimento desses equipamentos aqui no blog (claro que me refiro ao que não for classificado, confidencial).
    Um abraço, gaúcho

  72. G-LOC em 24 set, 2009 às 20:37

    “o requisito do AMX era bem específico quanto ao alcance e carga (1360kg a +/- 350km de radio a baixa altitude) e o motor foi projetado para esta especificação. Pelo menos a Itália não queria mais carga ou alcance pois para isso já tinham o Tornado.”
    Eu sei sobre as especificidades dos requisitos do AMX e sobre as pequenas divergências destes, quando comparadas as da AMI (Aeronáutica Militar Italiana) com as da FAB. Convenhamos que, no final das contas, se procurou uma solução de meio termo, sendo que para o AMX brasileiro atingir o requisito de alcance/raio de ação desejado pela FAB, foi necessária a adoção de um perfil de ataque Hi-Lo-Hi e o menos equipamentos eletrônicos que a da AMI.

    “Existe duas versões para o caso do canhão. Tem a tese do veto e a tese que a FAB queria mesmo um canhão de 30 mm pois a potencia e a cadencia de tiro seriam melhores para uma aeronave de ataque.”
    Tbm conheço essa segunda versão sobre a questão do canhão. De fato, para a função de ataque, o DEFA de 30mm parece-me mais adequado que o Vulcan 20mm, por seu calibre mas potente. Já o Vulcan, por sua cadência, é mais adequado ao combate ar-ar. Mas lembra da história de que os norte-americanos teriam vetado a venda do F-16 para o Brasil nos anos 80? Considerando o veto da antena para o MAR-1, bem como o inercial/giroscópio do VLS e o do Torpedo 2000 sueco (Tp62) para a MB, não duvido nada de um veto do DoD americano para a venda dos Vulcan.
    Quanto a afirmação de que a F-404 era um pouco menos potente que a Spey, depende de que ÉPOCA tu te referes! SE for quando do “projeto”, concordo contigo. Mas lembro que o F-20 Tigershark, lá pelos idos de 1984/1985 usava uma F404-100 que já tinha uma potência militar (seca) de 12.000lb (ou 53,3kN ou, ainda, 5443,2Kg – valor superior ao da Spey) e máxima (com PC) de 18.000lb (ou 80,0kN). Como o 1º protótipo do AMX voou em 1984, eles bem que poderiam ter mudado a turbina antes da versão definitiva de produção, embora eu admita que não me lembre de ter ouvido falar de uma pré-série de produção do AMX.

    “A Spey era a concorrentes mais potente pois concorreu com a RB199, Viper e Adou”.
    Certo. A Viper é/era a turbina, entre outros, dos MB-326 e 339, a Adour é/era do BAe Hawk e a RB199 a dos Tornados de ataque (IDF). Ou seja, todas eram turbinas EUROPÉIAS usada em aviões de treinamento e ataque LEVE ou caça TÁTICO de ASSALTO (como era definido o IDF).
    Então, para a função de ATAQUE, a Spey se revelava adequada PARA A ÉPOCA!!!
    Contudo, vale lembrar que a literatura dos anos 80 descrevia o AMX com um caça monoposto de combate “polivalente” (Guia de Armas de Guerra – Aviões do Futuro, de Bill Guston, Ed. Nova Cultural, SP, 1986, pg. 38, original da Salamander Books Ltd., 1984) ou, então como um “avião monoposto MULTIPAPEL, com ÊNFASE NO ATAQUE, mas com alguma capacitação ar-ar e de reconhecimento” (Guia de Armas de Guerra – Aviões de Ataque, de Mike Spick, Ed. Nova Cultural, SP, 1986, pg. 44, original da Salamander Books Ltd., 1984).
    OU SEJA, embora ainda não se falasse em caça “multi-funcional”, “omine-rol fighter”, já se previa que o AMX seria uma aeronave, DIGAMOS, “multitarefa”. No entanto, como tu bem colocou, somente foram consideradas turbinas EUROPÉIAS de avios de ATAQUE! Apenas para citar outras turbinas e não ficar somente com a F404 da GE, lembro das M53 (potência militar de 14.400), também européia, do Mirage 2000 e outra norte-americana, usada no F-16, a P&W F100-100, que tinha uma potência militar de 14.780lb (se bem que o F-16 é bem maior que o AMX, o comprimento desse – 13,57m – é mais parecido com o Mirage2000 – 14,17m)!
    De qualquer forma, parece-me que, embora os projetistas tivessem sido ousados na sua proposta de avião com diversas funções, FORAM ORTODOXOS quando selecionaram as possíveis turbinas para equipar o AMX. NÃO TE PARECE ISSO?

    “Mais que isso seria uma aeronave ainda mais cara para comprar e operar e com mais riscos de projeto.”
    Bem, então, que ao menos modernizassem as Spey nesse programa de modernização. Colocar uma turbina nova seria muito caro, mas quem sabe subsituir o FAN e o queimador por outros mais eficientes e colocar um FADEC?

    Mas uma vez que tu SOMENTE DESTACOU A PARTE NEGATIVA DO MEU COMENTÁRIO ANTERIOR, vale lembrar que eu disse que o “o projeto básico do A-1 é, sem sobra de dúvidas, BOM”. É por isso que usei a conjunção “SE” em “Se tivessem colocado”… Minha inconformidade diz respeito à turbina.
    Sauds.

  73. Tales perfeito!!!
    Sobre a especulação da transferência tecnológica, a eliminação do SU-35 BM é uma incógnita, pois os Russos desde o FX1 sempre foram muito abertos a transferência tecnológica, fabricação e montagem do vetor em solo nacional, alem disto existem as pressões Americanas para que o vetor não fosse escolhido e uma parceria mais ampla não fosse firmada entre o Brasil e a Rússia no mesmo patamar Indiano ou Chinês, porem existem outros inúmeros fatores, nada foi comprovado, assim como a especulação de não transferência tecnológica, desta forma este é um mistério…
    Um grande abraço Tales…

  74. O AMX foi o possivel para nos na epoca,ganhamos tecnologia
    repassada a Embraer,que incorporou nos ERJ,e E-Jets,sucesso
    total….
    Custou US$3 bi de dolares,barato,para 54 aviões,quanto vai
    custar o mais barato dos aviões do FX-2?Pois é…
    O avião é nosso,esta aqui,ja temos o treinamento necessario,e etc…
    O Radar Scipio,é melhor que o da versão Italiana até hoje….
    Vai se tornar um avião de ataque bem completo,e bom para a nossa
    região…
    Um avião de ataque muitas vezes precisa de escolta de caças,,,,
    Temos conhecimento do software embarcado,e vamos usar o
    Piranha,bombas guiadas,e Exocet,ou outro missil antinavio,e ate
    surpresas podem aparecer nos armamentos embarcados…
    O AMX não serve para uso embarcado,assim como o radar Scipio,que
    não foram projetados para tal….
    Para o upgrade,ja esta tudo equacionado,e o radar ,o mais dificil,esta pronto,ja instalado em um avião de testes..Vamos aguardar…

  75. “Em 1998 a FAB foi convidada para participar da Operação Red Flag nos EUA. Foram deslocados 6 aeronaves AMX e 90 militares do Esquadrão Adelfi, apoiados por um KC-137 e um C-130.

    O Esquadrão Adelfi (1º/16º GAv) voou um total de 236:45h na Red Flag, onde ficou evidenciado “a impressionante velocidade de adaptação dos brasileiros”, segundo oficiais americanos.

    Consta que os AMX da FAB atingiram 75% dos alvos designados e nenhum foi abatido por fogo inimigo, tendo ainda obtido alguns kills contra caças que tentaram interceptá-los a baixa altitude.”

    Imagina se estivesse em plenas condições de combate?nossos guerreiros iriam brincar com os gringos!!!!

  76. Acho engraçado a “pregação” de que deveríamos ter adquirido F-16 no lugar do AMX…
    Se na época os americanos não autorizavam nem canhão Vulcan para uso no Brasil de onde alguém ACHA que o Brasil poderia comprar mais de 50 F-16 nos anos 80!!!
    Argumento totalmente irrealista do mesmo tipo dos que querem cancelar o FX-2 para adquirir F-35…. Simplesmente não vai rolar…

  77. O AMX provou seu valor em combate real. Tá… Mas foi o Ghibli (NATO) italiano. Com uma suíte de armamentos completa, RADAAAAAR e uma Gatling M-134 de 6 canos, calibre 20mm, enfim… Os italianos NÃO tiveram embargo americano. Nós que tivemos que tapar o buraco, voando sem radar, com instrumentos todos analógicos e dois DEFA, de 30mm (não to reclamando deles ^^).

    Gosto do AMX e queria muito ve-lo modernizado a 100%. Mas acho que vai vir tarde.

  78. Senhores, que poderia informar qual é a capacidade de combustível em litros do amx
    estou fazendo um plano contra incêndio de aeródromos.

  79. Tem muitos comentários de quem desconhece o que foi o AMX para o Brasil e para a Embraer e as industrias ligadas a tecnologia de guerra. Eu, como engenheiro de sistemas elétricos participei do projeto, sistemas, construção e dos testes de Compatibilidade Eletromagnética. Quatro anos na Itália e depois no Brasil fizemos voar o protótipo italiano na base da Otan em Casele (Torino) e depois no Brasil com o Coronel Cabral no first flight. A tecnologia de fibra de carbono, os testes de EMI e EMC, para simplificar e o inicio do uso da CAD/CAE/CAM forma tecnologias que dotou a Embraer para os novos projetos. Uma pena que a FAB (pobre de dinheiro) não aproveitou para desenvolver uma nova aeronave de “combatimento” em cima do AMX. Outro projeto que participei e apesar da crise na época deu muitos frutos foi o CBA123 já com o flight by wire. Antes da falar do AMX consulte que trabalhou nele.

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