quarta-feira, maio 12, 2021

Gripen para o Brasil

Eurofighter Typhoon rumo aos 300

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

300th centre fuselage section eurofighter - premium aerotec

Premium AEROTEC entrega a 300ª seção central de fuselagem para o programa Eurofighter

A Premium AEROTEC informou no último dia 8 de dezembro a entrega da 300ª seção central de Eurofighter Typhoon. Segundo a empresa, que informa ser a maior fornecedora de estruturas entre as companhias parceiras da Eurofighter Jagdflugzeug Gmb, a seção foi entregue dentro do prazo.

A empresa alemã situada em Augsburg vem produzindo as seções para as aeronaves das quatro forças aéreas envolvidas no programa (Grã Bretanha, Espanha, Itália e Alemanha), assim como para os clientes internacionais (Áustria e Arábia Saudita). Elas são enviadas para as linhas de montagem finais do Typhoon na Alemanha (Manching), Itália (Torino), Espanha (Getafe) e Grã-Bretanha (Warton).

A seção central mede aproximadamente 6 metros de comprimento, sendo construída em alumínio com reforços de titânio, com revestimento externo de material composto com fibra de carbono (CFRP -carbon fibre reinforced plastics), combinando robustez e leveza. Considerada a “espinha dorsal” da aeronave a seção central sustenta todo o stress da estrutura nos voos supersônicos e manobras. A estrutura contém tanques integrais, tubulações de ar para os motores, componentes eletrônicos e hidráulicos, sendo que a cabine, a seção posterior (com os motores), as asas e o trem de pouso principal são montados diretamente nesta seção central.

300th centre fuselage section eurofighter assembly - premium aerotec 

FONTE / FOTOS: Premium AEROTEC

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ZE

Esse é um projeto vencedor, ao contrário do Rafale. Cada um dos 4 países do consórcio Eurofighter sabiam que não teriam dinheiro suficiente para desenvolver um caça de forma independente. Daí, resolveram se unir. Vejam a diferença de escala entre o Eurofighter e o Rafale. Enquanto que o primeiro terá sua evolução garantida pelos números de vetores produzidos, o segundo simplesmente terá que rezar pela boa vontade do Estado Francês. O problema é que a França não está exatamente nadando em dinheiro. O Eurofighter vai a caminho do número 300, enquanto que a França (orgulhosamente só) vai a caminho do… Read more »

Ivan

ZE,

Vc é cruel, muito cruel…

Ivan.

Ivan

ZE, Na verdade EuroFighter e Rafale nasceram na mesma época, mas por diversas razões seguiram caminhos diferentes. Por volta de 1983, as forças aéreas de cinco países europeus – Inglaterra, França, Alemanha, Itália e Espanha – começaram a trabalhar em conjunto para definir as especificações para uma aeronave de caça de quarta geração, para entrar em serviço em meados dos anos da década de 1990, para enfrentar as novas ameaças soviéticas, os manobráveis e velozes Mig-29 e Su27. No início de 1985, Grã-Bretanha, Alemanha Ocidental, Itália e Espanha, estavam direcionadas a seguir a linha do demonstrador EAP, em construção no… Read more »

ZE

“Ivan em 13 dez, 2009 às 3:36 ZE, Na verdade EuroFighter e Rafale nasceram na mesma época, mas por diversas razões seguiram caminhos diferentes…” Ótima matéria, Ivan. Eu já conhecia a história. Só para completar, se você me permitir… Um pouco mais à frente, o programa Amsar (AESA para o Typhoon e o Rafale) também desandou. A “única” diferença agora é que o consóricio Eurofighter GmbH vai produzir mais de 550 vetores, enquanto que os franceses do Rafale… Bem, os franceses do Rafale cortaram por duas vezes a previsão total de compra. De 336 vetores, foram para 294 e agora… Read more »

Dalton

O Charles de Gaulle utiliza catapultas C13 americanas e equipamento de parada mark VII também americano!

A aeronave de alerta aereo antecipado é o Hawkeye da Grummann, também americano!

Os super etandard estáo recebendo bombas da Raytheon, também americana e que logo serão incorporadas aos Rafales!

Não teria sido melhor a marinha francesa ter adquirido Super hornets e terem continuado com o Eurofighter para a Força aerea?

Francisco AMX

“Para se ter uma idéia, o jornal “O Globo” publicou hoje uma reportagem acerca da penúria das nossas forças armadas. Como já referido por mim neste blog, cerca de 80% do orçamento das nossas F.A. vão para pagar salários e benefícios.” E a culpa disso agora tb é do Lula? CLARO QUE NÃO! A culpa exclusiva disso é dos militares! os mesmos que vcs não questionam sobre a “hipotética” escolha de outro vetor e não do Rafale! pensem nisso! A FAB o EB a Marinha… não são essa ilha de excelência que muitos querem emplacar aqui! não mesmo! eles erram,… Read more »

Dalton

O Rafale tem uma versao naval sim…mas…além dos EUA, a França é a unica marinha a a operar com catapultas C13 que permitem uma maior eficiencia aos Rafales. mesmo que a França cosntrua seu segundo porta-avioes, o nr de Rafales navais necessariamente não dobrará, já que um dos 2 porta-avioes estará em manutençao ou operando como porta-helicopteros, alias como já fizeram com a dupla Foch e Clemeanceau. Com a entrada em serviço do F35B é provavel que a maioria das naçoes com porta-avioes menores e sem catapultas optem por ele. Quanto ao Sao Paulo…ele pode sim operar com Rafales de… Read more »

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