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KC-390 visitou todas as bases sauditas que operam C-130

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Hoje o KC-390 da Embraer, em sua turnê pela Arábia Saudita, partiu da Base Aérea de Prince Sultan (próximo da localidade de Al Kharj) e seguiu para a capital da Arábia Saudita, Riad, como mostra a tela do flightradar acima.

Embora a distância entre as duas cidades seja de apenas 115 km (em linha reta), a aeronave fez um trajeto muito mais longo (por questões de tráfego aéreo ou para demonstrar a aeronave).

O pouso ocorreu na Base Aérea de Riad/Rei Khaled, antigo aeroporto internacional  de Riad. Atualmente a base sedia a 1º Ala Aérea com pelo menos seis esquadrões.  Destes, três estão dedicados às funções de instrução e treinamento primário, dois operaram aeronaves de transporte VIP e um está totalmente dedicado ao serviço aeromédico.

Tanto o 1º Esquadrão (transporte VIP) como o 33º Esquadrão (serviço aeromédico saudita) operam versões do C-130. O primeiro possui em seu inventário o modelo VC-130H e o segundo o modelo C-130H para evacuação aeromédica.

Desta maneira, o KC-390 e a equipe da Embraer que está abordo da aeronave percorreram todas as três bases sauditas que operam aeronaves Hercules em suas diferentes variantes.

Para ler os posts das outras duas bases sauditas que operam o C-130 clique aqui e aqui.

 

41 COMMENTS

  1. É importante dizer também que essa parada na capital não tem apenas objetivos técnicos. As pessoas “que decidem” moram e trabalham ali. Portanto, ela também é uma visita política e possivelmente altas autoridades do país devem conhecer a aeronave hoje.

  2. Roberto Santana

    A Embraer falou em turnê de 40 dias e esse tempo ainda não passou. Pelo menos duas paradas na rota ainda teremos: Sudeste Asiático e Nova Zelândia. Há quem fale em mais uma parada no Oriente Médio. Vamos aguardar.

  3. Eu tô levando fé, meus caros!! Vamos torcer que vai dar certo, KC-390 vai vender mais que o Super Tucano! 🙂 oremos

  4. Se ele fizer Auckland – Santiago, com algum pouso intermediário, o voo vai ficar épico. Volta ao mundo, mesmo se não vender nada, já valeu a pena!

  5. Off,
    Os voos do Qatar não passam pela Arábia Saudita, parece que existe uma proibição, não sei bem.

  6. Roberto, há algumas semanas, um conjunto de países árabes aplicou sanções ao Catar por “apoiar o terrorismo”, dentre elas, a vedação dos vôos de empresas do Catar pelo território dos países sancionadores e proibição de voos para o Catar.
    .
    De fato, seria épica a volta ao mundo e não duvido que a Embraer o faça, dado o marketing de tal empreitada. Já imaginou as fotos do KC-390 sobre ilhas da Polinésia e em Rapa Nui? Dariam belos papéis de parede.
    .
    Acredito que o KC-390 irá para os Emirados Árabes, Índia, Tailândia ou Filipinas, Indonésia, Austrália e Nova Zelândia, realizando paradas de demonstração ou meramente técnicas nesses países.

  7. Maurício, eu não acho nada doida uma parada na Índia, pois esta procura um avião de transporte da categoria do KC-390.

  8. O KC-390 parece se encontrar naquela encruzilhada em que a Dassault meteu o Rafale. Foram anos de ações de marketing mediadas pelo governo francês até surgir a primeira exportação.
    Falaram da Índia, mas não se esqueçam o parto que foi a negociação com o Rafale.

  9. Imagino que o KC-390 ganhe mais pontos no mercado militar quando os parceiros do programa começarem a fechar os contratos.
    Não imagino o massacre que seria aqui se ninguém além dos EUA tivesse encomendado o F-35, não obstante a parceria firmada.

  10. Mauricio_Silva 6 de julho de 2017 at 8:58
    Rafael Oliveira 6 de julho de 2017 at 9:10

    Concordo com o Rafael, uma parada na Índia não seria doida.
    A Índia até pouco tempo atrás estava em um projeto com os russos que, se não me falha a memória, minguou. Isso é fato? Se sim, a Índia poderá ser um mercado real. Lembremos de seu não alinhamento e de sua política de variar fornecedores. Já o sobre Paquistão, penso que seus Hércules talvez sejam substituídos por produtos chineses por conta da aproximação entre ambos os países.

  11. Positivo Rafael, obrigado.
    Na década de vinte ou trinta, esse pessoal não passava de uma coleção de tribos espalhadas naquele deserto, hoje eles têm tamanha sofisticação que é difícil encontrar coisa parecida. A quantidade de voos do A380 na região é impressionante.
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    Eu acrescentaria no seu roteiro de viagem Malásia e talvez Singapura, nem que seja na volta, caso eles não queiram atravessar o Pacífico Sul.

  12. Por nada, Roberto.
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    Pois é, lá no Oriente Médio tem Emirates, Qatar, Etihad, Turkish, só para falar daquelas que estão entre as dez melhores do mundo.
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    Mesmo na ida essas opções de pouso são possíveis. E eu realmente fiquei curioso se a Embraer planeja completar a volta ao mundo ou se voltará pelo caminho mais longo. Como ela não diz nada, só resta esperar.

  13. Voltar pelo Pacífico, depois de passar pela Nova Zelândia, seria possível apenas fazendo o arriscado pinga-pinga em 3 ilhotas pelo caminho, ficando perigosamente perto do alcance máximo da aeronave nas escalas. Nem a opção do Havaí é muito tranquilizadora. Então se optarem por algo do tipo, provavelmente viriam pelo norte, passando ao largo da Rússia e Alasca para depois vir descendo.
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    Atravessar o Pacífico ainda é coisa de gente grande ou de baixinhos metidos como o Global Express.
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    PS: ele está passando ao largo dos Emirados agora, então imagino que esteja saindo do Oriente Médio indo em direção do sudeste asiático.

  14. Já tinha falado na Índia e no fracasso do MTA, onde o KC-390 pode encaixar e muito bem, e o Gripen pode fazer parte desta equação.
    Deve ir para a Nova Zelândia via países do sudeste asiático, pegando toda aquela rebarba por lá, e voltar pelo mesmo caminho, voltando ao Brasil via Europa.
    Mudou a proa e começou a baixar, pode pousar em Omam, Muscat Airport, ou Emirados.
    Omam estava no radar?
    Outra coisa, esse tour pela Arábia Saudita não tem pinta de que seja apenas para “pressionar” a Lockheed pelo C-130.

  15. Auckland – Polinésia Francesa – Páscoa – Santiago, para quem vem, o vento é a favor. Acho que dá para fazer.

  16. E numa surpreendente reviravolta dos acontecimentos, ele mudou a rota de sudeste para nordeste, indo em direção ao Irã! tam tam tam…
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    Será que nosso viajante está apenas seguindo um corredor aéreo?
    Será que ele está realmente indo para o Irã?
    .
    A conclusão em alguns minutos, via Flightradar24, o portal favorito dos perseguidores de celebridades aladas.

  17. Acertei dois chutes (só olhar os comentários mais para cima). Disse que sairia da Arábia Saudita hoje e que pousaria em outro país do Oriente Médio. Acho que vou sair agora e fazer um jogo da megasena.

  18. Pelo wiki, Omã tem 3 C-130H e 3 ‘J’, não sei se algum deles também é reabastecedor, de repente pode ser esse o interesse deles.

  19. Guilherme Poggio, você acertou a dezena (Oriente Médio), mas não acertou o número (Omã) rsrs. Espero que tenha melhor sorte com a Mega Sena.

  20. Guilherme Poggio
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    MUITÍSSIMO obrigado
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    eu tentei dar uma pesquisada parece que o c 130 h, no inicio apresentou problemas, com o sistema de pressurização e navegação
    .
    .não sei se hj ele esta apresentando problemas de alguma forma..
    http://www.nytimes.com/2005/03/24/business/the-flawed-plane-congress-loves.html
    The Flawed Plane Congress Loves

    By LESLIE WAYNEMARCH 24, 2005
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    WASHINGTON – It is hard to imagine an airplane with more problems than the C-130J, the latest version of the venerable workhorse the Air Force uses to drop cargo and paratroopers into global hot spots.

    The C-130J has so many flaws that it cannot fly its intended combat missions. It is unable to drop heavy equipment, operate well in cold weather or perform combat search-and-rescue missions. Paratroopers cannot jump out of it without risk of banging up against the fuselage.

    Still, the C-130J has one important fan: Congress. Powerful members of both the House and Senate want to spend $5 billion to acquire even more C-130J’s for the Air Force, at a cost of $66.5 million a plane. For all the C-130J’s shortcomings, lawmakers love to buy the plane and dole it out to National Guard and Reserve bases around the country, using its deployment as a justification for keeping local bases open.

  21. Se pousou na Índia é porque eles estão pensando na alternativa ao malfadado MTA que desenvolviam c/ os russos. Agora a questão é se vão querer só comprar ou vão querer fabricar lá ?

  22. Clésio e Roberto, seria possivel colocar tanques internos adicionais no KC-390, no melhor estilo Gulfstream? Isso certamente adicionaria muitas milhas no alcance dele, tornando as pernas do voo transpacífico mais seguras.

  23. Edgar,
    O Gulfstream é outra categoria de aeronave, seu grande diferencial é sua asa, que foi projetada para voos de ultra longo alcance, asas com grande capacidade de combustível, têm boa envergadura, têm um limite de número Mach próximo à unidade, a área equivalente da fuselagem é baixa. Resultado, é um avião que pode voar a 51.000 pés, com alto número Mach e não está longe do voo direto para qualquer ponto do planeta.
    Tanques externos no KC-390 poderiam aumentar sua autonomia e dar algum alcance, mas o arrasto provocado teria um preço alto, sua velocidade iria diminuir muito e o tempo de voo aumentaria. Ele não tem uma asa “long range”, é uma asa relativamente pequena, seu teto máximo, com o peso leve, não deve passar de 36.000 pés, com os tanques externos cheios e pesados e mais o peso da carga, ele provavelmente não iria conseguir subir além dos 30.000 pés nas primeiras horas do voo, portanto teria que desperdiçar combustível no bloco dos 20.000 > 30.000 pés, área que consome muito combustível e é sujeita aos efeitos do mal tempo.
    Um outro ponto, seria o posicionamento dos tanques nas asas, com problemas de peso, resistência da asa e volume de combustível, isso sem contar que comprometeria a carga transportada já que seu peso máximo aumentaria.
    O KC-390, não obstante, os voos da temporada de demonstração, que são voos vazios, não chega a ser uma aeronave de transporte estratégico, é um avião que tem na sua concepção, as dimensões do Brasil e as necessidades da Força Aérea Brasileira.
    .

    P.S. Adianto, que o caso do B-52 com seus enormes tanques externos, não procede. Boa parte de suas versões, tinha a asa “seca”, sem combustível, portanto, os super tanques que carregavam, não estressavam a estrutura.

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