Home Tecnologia Contrato com Paquistão avança na Mectron

Contrato com Paquistão avança na Mectron

745
4

mar-1-b

Virgínia Silveira

ClippingNEWS-PAA Mectron vai iniciar no próximo ano a fase de industrialização do míssil anti-radiação MAR-1, o primeiro produto exportado pela empresa para o governo do Paquistão. Na época da assinatura do contrato, em 2009, o Ministério da Defesa do Brasil chegou a comentar que o acordo com o Paquistão contemplava a compra de 100 unidades do míssil, avaliadas em US$ 85 milhões. Os executivos da Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT) não comentam o valor do contrato devido à existência de cláusulas de confidencialidade.

O primeiro projeto de cooperação internacional da Mectron na área de mísseis foi feito com a África do Sul, em 2007, envolvendo o desenvolvimento conjunto do A-Darter, míssil de combate ar-ar de quinta geração. Do lado sul-africano participa a empresa Denel. No Brasil, além da Mectron, também estão no projeto a Avibras e a Optoeletrônica.

Segundo o diretor de novos negócios da ODT, Rogério Salvador, o míssil iniciou a fase de industrialização, mas aguarda o contrato de produção com a FAB. O investimento da Aeronáutica na fase de desenvolvimento do projeto, segundo o Valor apurou, foi de US$ 53 milhões. A capacitação da indústria local e a parte de transferência de tecnologia estão avaliados em mais US$ 109 milhões.

Os recursos estão sendo financiados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).

A Mectron participa ainda do projeto Mansup (programa de desenvolvimento do míssil antinavio de superfície) para a Marinha brasileira. O projeto envolve a Avibras, a Atech e a Omnisys. O lançamento do primeiro protótipo está previsto para 2017. A empresa tem 480 funcionários na fábrica de São José dos Campos. Em 2014, por conta dos projetos em andamento, o quadro de funcionários deve subir 10%.

A Mectron se tornou uma referência no Brasil no segmento de mísseis com o modelo ar-ar de curto alcance MAA-1, mais conhecido como Piranha. Depois dele a empresa partiu para o desenvolvimento do MAA-1B, de quarta geração, ainda não concluído. Atualmente, está produzindo o MSS 1.2, míssil antitanque de médio alcance, guiado a laser. O equipamento foi adquirido pelo Exército Brasileiro. A Marinha também encomendou um lote do míssil para emprego pelos fuzileiros navais.

FONTE: Valor Econômico, via Sinopse da MB

VEJA TAMBÉM:

 

4 COMMENTS

  1. Senhores

    O Paquistão tem notoriamente investido em tecnologia militar nos últimos tempos, e a aquisição dos mísseis mectron parecem fora de contexto sobre o que falam deles (seriam cegos). Então, só imagino 3 causas:

    – Embargo de outros países para compra dos mísseis (o que refuta-se pela recente estreita aliança com os eua, que forneceram F-16, inclusive);
    – Falta de recursos e necessidade de produtos mais baratos (desenvolver um caça pode sugar muito dinheiro);
    – O produto é realmente bom e eles querem ter diversidade de armamentos para não depender de apenas um fornecedor(!?)

    Saudações

  2. Li por ae que esse MAR-1 além dos sistema de guiagem por emissões, tem também INS e GPS. Além de que sua “roupagem” em composite melhora sua furtividade. Talvez só falte um pouco mais de alcance e um shape mais furtivo, o que o tornaria uma arma no mesmo nível das armas guiadas americanas mais modernas.

    []’s

  3. o HARM não tem desenho stealth, e o MAR-1 tem porte semelhante. Deve possuir um modo de operação parecido também. O Paquistão comprou da Mectron porque existem poucos países que produzem mísseis anti radiação (de cabeça, França, Inglaterra, EUA e Russia) e estes por um motivo ou outro não devem ter permitido a venda ao Paquistão. Essa venda é um atestado da eficácia da arma, o Paquistão está acostumado a operar equipamentos sofisticados.
    ABRAÇOS,
    Marcelo

  4. Mísseis antirradiação são usados em operações SEAD, onde o objetivo não é propriamente destruir os radares da rede de defesa inimiga, e sim permitir que uma força atacante penetre para atingir seus alvos primários.
    Em geral este objetivo é conseguido forçando o inimigo a desligar seus radares (principalmente os radares de vigilância) e para que isso ocorra não é necessário que o míssil antirradiação seja stealth.
    O que diferencia o HARM do MAR-1 parece ser a velocidade. O HARM tem velocidade superior a Mach 2 (provavelmente chega a Mach 3) enquanto o MAR-1 parece não ter velocidade muito maior que Mach 1.
    A velocidade maior reduz o tempo de reação da defesa e dificulta a interceptação do míssil por armas C-PGM.
    Em relação a este tipo de míssil não há muito o que se possa fazer para reduzir seu RCS, salvo uma mão de tinta RAM. rsrsrssss
    A técnica de forma teria pouco a colaborar com um míssil propelido a foguete e de dimensões reduzidas como este, já que ele é naturalmente pouco reflexivo. O que se poderia fazer era reduzir ou eliminar as asas e aletas, o que provavelmente obrigaria a adoção de tubeiras com escape vetorado e o uso da técnica de sustentação pelo corpo do míssil.

    Marcelo,
    Israel também pode ser incluído na sua lista já que possui alguns UAVs anti-radar suicidas.
    A Alemanha também até pouco tempo atrás estava desenvolvendo um míssil antirradiação extremamente avançado, o Armiger. Há muito não se fala mais dele (????)
    Há notícias que a Índia está desenvolvendo seu próprio ARM.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here