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Força Aérea Indiana exonera oficial acusado de exigir propina da Dassault

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Rafale - trabalho da equipe de apoio no Aero India 2011 - foto 2 Armee de lair

Segundo notícias publicadas no jornal indiano The Hindu e no site Defense News, a Força Aérea Indiana exonerou um de seus oficiais, o Comandante de Ala A.K. Thakur, após este ter sido acusado de exigir propina da fabricante francesa Dassault, empresa que está em negociações exclusivas com a Índia para um contrato de 126 caças Rafale.

O oficial passou por corte marcial que confirmou as acusações feitas por um executivo da Dassault, de que Thakur havia exigido propina para exibir o caça Rafale numa posição mais vantajosa na área de exposição estática do evento “Aero India” de 2011. Segundo o Defense News, apesar da exoneração do oficial provavelmente não afetar o andamento das negociações do contrato do Rafale na Índia, fontes na Força Aérea Indiana disseram que o incidente foi visto de forma amarga entre alguns oficiais, em relação à empresa francesa.

Segundo o jornal The Hindu, a propina exigida pelo oficial indiano foi de Rs. 20,000 (Nota do editor: apesar da pouca familiaridade com a sistemática da moeda indiana, na nossa conversão acreditamos que o valor equivale a cerca de 330 dólares… leitores mais familiarizados com a simbologia da rúpia podem ajudar).

FONTES: The Hindu e Defense News (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de originais em inglês)

FOTO: Força Aérea Francesa

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Vader
7 anos atrás

Depois nego quer me convencer que a escolha do Rafale pela Índia no MMRCA foi “lisa” e “baseada em critérios exclusivamente técnicos”…

Marcos
Marcos
7 anos atrás

Não esquecer da fama dos franceses!!

Luis
Luis
7 anos atrás

E os indianos ainda foram escolher os dois aviões mais caros…

O Rafale não era nem para existir, se a França tivesse continuado no projeto do Eurofighter, e este seria uma aeronave muito melhor. E menos cara.

Observador
Observador
7 anos atrás

Senhores,

Valendo-me do Santo Google, descobri que as 20.000 rúpias (se é este mesmo o valor correto) equivalem a R$ 764,82.

É. Um real vale mais de 26 rúpias indianas.

Não sei se a corrupção indiana é pior que a brasileira.

Mas, pelo menos, é muito mais barata.

Lyw
Lyw
7 anos atrás

Senhores, até onde entendí, foi a própria Dassault que denunciou o militar que a tentou estorquir!

Marcos
Marcos
7 anos atrás

US$ 340

Observador
Observador
7 anos atrás

Fernando “Nunão” De Martini disse: 16 de julho de 2013 às 18:18 É, eu fiquei em dúvida sobre aquele numeral (Rs. 20,000?!). Se é o tal do crore, daí a confusão aumenta. O que são os “Rs 20,000”? Serão vinte mil crores? Seriam vinte bilhões de rúpias! Se forem apenas 20 crores, ainda assim serão duzentos milhões de rúpias. Pela conversão que citei (1 real = 26 rúpias) ainda é uma montanha de dinheiro. Eu continuo achando que são só 20.000 rúpias. E se for mesmo, convenhamos, para estacionar um avião em uma vaga VIP, até que o flanelinha “tá”… Read more »

juarezmartinez
juarezmartinez
7 anos atrás

Deixa eu ver se entendi! Que dizer que o Miché Jean entregou o oficial Indiano porque este pediu setecentos pilas de purfa
duas da maiores mentiras que eu já escutei, primeiro porque o Franceses entregam a té a mãe por dinheiro, segundo porque estes Indianos são uns vigaristas e ladrões de marca maior em se tratando de propina.
Nunão isto ái cheira a operação digressionista……

Grande abraço

Baschera
Baschera
7 anos atrás

Não sou versado em propinas… mas fico com a opinião do Juarez….. tem “angú neste caroço”!

Tem que ser muito estúpido para se sujar, perder a carreira, pegar uma cana, por míseros Us$ 200 ou 300 …… isto, no Brasil, é o valor do cafezinho de funcionário da coleta de lixo municipal.

Sds.

Justin Case
Justin Case
7 anos atrás

Amigos, boa tarde.

Pelo que entendi do comentário do Nunão, este valor baixo de 20.000 Rúpias era apenas a “isca” da armadilha. Seria o dinheiro que o oficial teria embolsado no ato, e não o valor pedido.
E, como foi punido com exoneração, deve ter sido comprovada a culpa. O Comandante Thakur deixou de ser apenas um “denunciado”.
Abraços,

Justin