domingo, novembro 28, 2021

Gripen para o Brasil

ÁGATA 6: RA-1 da FAB decola de Santa Maria para missão no Mato Grosso

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Mais de 5.000 km. Foi essa a distância percorrida por um caça RA-1 da Força Aérea Brasileira neste Domingo (14/10) durante a Operação Ágata 6. O avião partiu da Base Aérea de Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul, e fez o reconhecimento de lugares no norte do Mato Grosso. Foram 7 horas e 16 minutos entre a decolagem e o pouso, o que foi possível com o uso do reabastecimento em voo, quando uma aeronave maior transfere combustível para uma menor.

Às 8h00, o RA-1 decolou de Santa Maria. Dez minutos antes, o avião reabastecedor, um KC-130 Hércules, decolou de Campo Grande. As duas aeronaves se encontraram às 11h20 em um ponto pré-determinado a aproximadamente 60 km a noroeste de Cuiabá (MT). Ali, o KC-130 estendeu suas mangueiras de reabastecimento e transferiu 3.100 litros de combustível para o RA-1 enquanto os dois aviões voaram juntos a 370 km/h e 4.500 metros de altitude.

Após poucos minutos, o caça se desconectou da mangueira de reabastecimento e seguiu para o local da sua missão. Já o Hércules permaneceu em uma órbita de espera até as 13h35, quando o RA-1, já voltando de missão, recebeu mais 3.710 litros de combustível, o suficiente para chegar em Santa Maria. Enquanto esperava, o KC-130 transferiu ainda mais 3.940 litros para outro RA-1, também em Missão de Reconhecimento.

De acordo com o Major Cláudio Garcia, Comandante da aeronane reabastecedora, esse voo demonstrou o potencial de um KC-130 em Operações como a Ágata 6. “O nosso avião tem a capacidade e aumentar a autonomia dos caças, que consegue chegar ao seu destino com mais segurança”, explica.

FONTE/FOTOS: FAB (Agência Força Aérea)

NOTA DO EDITOR: reparar no “pod” levado sob a fuselagem pelo A-1 (AMX) da FAB e comparar com a foto de matéria de ontem de um AMX italiano no Afeganistão. Para informações relacionadas, consultar também os dois últimos links da lista abaixo.

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wwolf22

o motor aguenta ficar funcionando sem ser desligado por quantas horas seguidas ???
ex. ele pode fazer um voo de 20 horas ?? falando do motor

Giordani

O motor pode aguentar muito além das 20 horas, basta ter óleo e combustível. Aquele voo épico dos Forevis, aonde ficaram mais de 7 horas no ar foi justamente para testar o quanto o “carter” aguentaria…

Agora imagina ficar sete, oito, dez horas numa carlinga apertada e com assento duro…
Não lembro se o A-1 tem OBOGS ou é na garrafinha mesmo. E tubo mictório? Esse Eu acho que não tem…segura ou é na fralda geriátrica mesmo…;-)

Marcos

Garrafinha!!!

Marcos

O motor pode ficar muito além de 20 horas em funcionamento, desde que, como disse o Giordani, tenha óleo para lubrificar o motor.

Em 2005 o GlobalFlyer, com um único motor, permaneceu por quatro dias em vôo, totalizando algo em torno de 70 horas.

wwolf22

grato pelas respostas.

Blind Man's Bluff

Isso me lembra o livro do Smallwood, Warthog: Flying the A-10 in the Gulf War, onde os pilotos americanos tiveram que cruzar lentamente o Atlantico, realizando diversos reabastecimentos em voo e mais impressionante, sem piloto automatico!

Giordani

Exatamente! Cruzaram o Atlântico a pouco mais de 500km/h…deve ter sido uma aventura e tanto! Desafio! E o tubo mictório? Aguenta! Tamém tem o relato de um tripulante de B-2, aonde ele enaltece os projetistas pela colocação de um banheiro!!!! Hahaaha…Que alívio!

cristiano.gr

Esse deve ser um dos que passam aqui em casa. Os únicos jatos que vejo por aqui são A-1 baseados em Santa Maria.

juarezmartinez

Não é tão somente uma questão de combustível e volume de óleo no motor, é sim a qualidade e a especificação do óleo. Isto só possível nos últimos anos com adoção de uma linha de lubrificantes que mantinha um níivel de viscosidade e baixa sensibilidade a altas temperaturas que isto foi possível, principalmente em motores de concepção mais antigas onde os mancais de apoio do eixos são roletados.

Grande abraço

Giordani
Giordani
Roberto F Santana

Essa coisa de lanças, mangueiras, acertar o… lugar certo.
Quando se erra ou algo não dá certo…

Parece ser bem frustante não?

Giordani

Literalmente brochante! 🙂

juarezmartinez

Não é a toa o apelida do cesto dado pelos pilotos: Fred kruger….

Grande abraço

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