sábado, julho 2, 2022

Gripen para o Brasil

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Jatos AMX italianos destroem antena de comunicações no Afeganistão

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Antena era utilizada por grupo rebelde afegão e foi atacada com uma bomba guiada a laser

A Força Aérea Italiana (Aeronautica Militare) informou que na última terça-feira, 9 de outubro, dois de seus jatos AMX que operam no Afeganistão, fazendo parte do Grupo Tarefa “Black Cats”, destruíram uma antena de comunicações por rádio de um grupo rebelde afegão. O alvo, que estava no distrito de Bakwa e a poucos quilômetros da base operativa avançada “Lavaredo”, foi destruído por uma bomba guiada a laser.

A antena foi localizada em uma missão anterior de reconhecimento, e que foi analisada por especialistas do “Black Cats”. Antes do lançamento da bomba, foi verificado se não havia presença de civis próximos ao alvo e, durante toda a ação, a região foi monitorada por uma aeronave remotamente pilotada RQ-1C do Grupo Tarefa “Astore”, que emprega pessoal e meios do 32° Stormo .

Já o Grupo Tarefa “Black Cats”, que opera os caça-bombardeiros AMX, é composto por pilotos e especialistas provenientes do 51° Stormo de Istrana, do 32° Stormo de Amendola (Foggia) e do 3° “Reparto Manutenzione Velivoli” de Treviso.

FONTE / FOTOS: Força Aérea Italiana

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Marcos

Os AMX demonstraram ao longo dos anos que cumprem com perfeição a sua missão: bombardeiro. Dai pego um gancho para o Brasil: A missão dos AMX é bombardeiro, não caça. Assim, retirando fora das contas os AMX e os Mirage (que estão com os dias contados), nos resta, como aviação de caça, os 46 F-5, dos quais apenas 24 foram modernizados. Assim, nossa frota de caças resume-se a justamente esses 24 caças modernizados, que estão com 35 e 40 anos de uso. Para um país do tamanho do Brasil, isso é ridículo. Essas aeronaves não dão conta de fazer sequer… Read more »

Marcos

Tem mais: do jeito que as coisas andam, esses 36 caças do programa FX-2 vão acabar virando apenas 12 caças, ou seja, voltamos à estaca zero.
Escrevam ai: vão comprar 12 caças de prateleira e o restante vão comprar aviões usados. Esse é o histórico do Brasil: comprar aviões usados.

Giordani

O Marcos tocou num assunto que considero interessante, para não dizer triste. O GF vende a ideia de que o braZil é pacifista e todas aquelas bobagens. Então, Eu pergunto. Se pacifista, pra quê um jato de Ataque? E outra coisa, quem daria cobertura para o A-1, visto que o Forevis-5 é um perna curtíssima e o M2000 também não é lá essas coisas…
Numa hipotética situação, o A-1 lutaria como os A-4s argentinos lutaram nas Malvinas?

Marcos

Giordani:

Foi bom você tocado no assunto Argentina. Os principais vetores aéreos, ou únicos vetores que os argentinos possuem são os A-4 modernizados.
Se bobear, ficaremos como os argentinos, eles de A-4 e nós de AMX.

graanbarros
Marcos

Pensando em um bombardeiro como o AMX, se justifica a aquisição dos Gripen como aeronaves de cobertura, interceptação e policiamento.
Se você excluir os AMX, temos de pensar em uma aeronave que possa cumprir as duas missões: bombardeiro e caça. Assim se justificaria a aquisição dos F-18 ou dos Rafale. Teoricamente uma aeronave com raio de ação de 1000km para cobertura do espaço aéreo, necessitaríamos de pelo menos sete bases aéreas com 12 aeronaves em cada uma, ou seja, precisariamos de 87 aeronaves. Essa é a minha conta.

Marcos

corrija-se: 84 aeronaves

Marcos

Nunão: concordo com tudo o que você colocou, inclusive quanto ao Gripen. Eu o excluí por considerá-lo leve demais. Mas enfim…

Marcos

rs

Marcos

Vou fazer uma outra consideração aqui, que provavelmente muitos não concordem: prefiro um bi-reator. Por quê? Porque estou pensando daqui vinte, trinta anos. Imagine-se você, piloto de caça, num monomotor, com uma aeronave de trinta anos, operando, sei lá, uns cem quilômetros mar a dentro. E que quantidade de aviões: 60 unidades. Por quê? Porque daqui dez anos você terá de encomendar outros sessenta, mais modernos. Aliás, esse seria o ideal, que a cada dez anos você adquirisse um lote novo de aeronaves. Mas para quem não tem dinheiro para comprar novos, mas que entrega de graça os seus para… Read more »

Marcos

Enquanto isso, em Bundaslávia, segue o “gigantesco” avião parado na pista, com o trem de pouso arreado e ameaçando a produzir mais uma vexatória paralisação aérea naquele país.

Nick

Caro Marcos, Sobre AMX, concordo que não é um caça(apesar que já ouve discussões dizendo que, se ele tem uma capacidade mínima, marginal, ridícula de derrubar outra aeronave, é um caça) e o mesmo vale para o AT-29. O AMX no meu entender não é um bombardeiro também, (B-52,Vulcan, B1B, B2). Ele é um Avião de Ataque Leve. 🙂 Eu vejo a FAB do futuro( uma versão racional, sem muitos devaneios) assim equipado. 10 Esquadrões de caças multi-função médio-leves, cada um com 12 caças. 2 Esquadrões com um caça pesado, de 5ª geração, (F-35 ou o PAKFA) 18 cada. 4… Read more »

Guilherme Poggio

Nick

Alguém que leva 3800 kg de armas por grandes distâncias não pode ser chamado de “ataque leve”.

Vader

Nick disse: 15 de outubro de 2012 às 14:48 “apesar que já ouve discussões (…)” Essa discussão é tão ridícula quanto quem a sustenta, amigo Nick. Quem sustenta que AMX e ST são aeronaves de caça normalmente é a vermelhuxada asquerosa do “Bravfil-Putênfia” dos Disney-Brasil da vida, que acham que com a igualdade semântica o Brasil e a FAB estaria comparável, com AMX e ST, à USAF, de F-22 e F-35. Comparar um AMX ou mais ainda um A-29 com um caça de alta performance, mesmo que seja um mísero F-5M, uma aeronave que com todas as suas limitações foi… Read more »

Marcos

E Dart Vader tinha razão…

Sukhoi T-50, talvez, lá por 2020. O avião não tem motor e não tem radar. Opera atualmente com sistemas adaptados de aeronaves de outras versões. O motor, nem começaram a desenvolver. O radar, estão encontrando enormes dificuldades para configurar e integrar.
(fonte: areamilitar.net)

Giordani

Duas coisas que Eu ainda quero fazer em vida;

– Ver o cometa Halley novamente
– Ver a finalização do FX…

A volta do Cometa Halley com certeza vou conseguir…com certeza!

Vader

Marcos disse:
15 de outubro de 2012 às 16:51

Marcos, queria ver essa notícia mas o site aparentemente está fora do ar.

Se conseguir acessá-lo, cole aqui a notícia.

Sds.

Daglian

Peço licença na discussão para questionar: sobre os A-1 modernizados, até quando espera-se que este opere na FAB? Sobre o PAKFA… aparentemente os russos estão tendo dificuldade em fazer o que os americanos já fizeram na década de 80. Na minha humilde opinião, tendo em vista esta duvidosa qualidade do produto russo e sua conhecida péssima pós-venda, creio que se for para a FAB adquirir um 5aG, que seja o F-35, pois a experiência da LM no assunto é indiscutível e apesar de todas as críticas sobre o fornecimento de materiais pelos EUA ao Brasil, ainda acredito que por pior… Read more »

Marcos

Daglian

O sonho aqui é o seguinte:

Pedir um ++ e receber um +/-
Pagar por 5G e receber um +/-

Nick

Caro Poggio, Considero o AMX como um avião de ataque leve, mais porque ele não é definitivamente um Tornado, ou um F-15E, ou um SU-34. Que seriam no caso caças-bombardeiros pesados, de longo alcance para misssões de interdição. Todos capazes de levar mais de 9 tons de armamentos. Logo abaixo, eu colocaria o Rafale, o F-18E, e o Su-30/35 na faixa dos 8 tons. Um pouco mais abaixo, na faixa dos 6 tons, ficariam o F-16E e o F-18C/D e talvez o MIG-35. E finalmente abaixo dos 5 tons ficariam os caças leves. E no caso do AMX, como o… Read more »

Guilherme Poggio

Nick A sua divisão faz todo o sentido, mas não é dessa maneira que as Forças Aéreas pensam. As aeronaves são pensadas em função das missões que ela podem executar. Do ponto de vista tático, e falando de forma simplificada e genérica, temos: Interdição Aérea em Profundidade – (Air Interdiction – AI) Ações aéreas em profundidade de caráter tático ou estratégico contra alvos terrestres de elevado valor bem dentro do território inimigo (deep strike). Inclui-se aqui o que muitos autores definem como CAO (Counter Air Operations). Interdição Aérea do Campo de Batalha (Battlefield Air Interdiction – BAI) Ações aéreas de… Read more »

Nick

Caro Poggio, Concordo com essa classificação, mas simplificaria ela: AI: F-15E; Tornado; Su-34 e poderiam ser somados à esse grupo, com limitações(ou de carga ou de alcance) o F-18E/F, Rafale e Su-30/35. BAI/CAS : AMX, F-16E, F-18C/D, AV-8B, Gripen, Hawk200, Alphajet, M-346, Tejas, KAI-T50. Alguns de maneira mais eficiente e outros nem tanto. É bom observar que o F-16E por exemplo pode além de realizar o ataque, fazer sua própria auto-proteção. Já o AMX necessita de escolta. E por fim as missões do tipo COIN/Ameaças Assimétricas(jogar bombas nas FARC/Taleban :)) SuperTucano, AT-6, Pucará, IA-63 , etc… No meu entender, não… Read more »

joseboscojr

Sem querer me meter mas já me metendo, hoje é difícil classificar aeronaves capazes de realizar operações ar-sup tendo em vista que bombardeiros estratégicos se mostram ótimos em CAS, aviões especializados em CAS realizam muito bem operações de interdição, alguns aviões de ataque e caças bombardeiros fazem tudo muito bem, desde o apoio aproximado, a interdição do campo de batalha e o ataque estratégico e porque não, operações de baixa intensidade (COIN).
Talvez fica mais fácil classificar mesmo pela carga ou pelo alcance do que pela função.

Guilherme Poggio

Bosco Não é de hoje que caças bombardeiros fazem de tudo muito bem, até apoio aproximado. A pergunta é se você vai querer fazer isso com um caríssimo Tornado ou com o AMX. O programa AMX nasceu em função dessa pergunta. O Super Tucano talvez vá para o Afeganistão (se ganhar a concorrência) fazer o que aqueles Harriers explodidos estavam fazendo lá em Camp Bastion. Só que por um preço bem camarada. Alguém aqui já falou que se fossem seis ST destuídos a conta ficaria muito mais barata. A ideia toda não é juntar os aviões e classificá-los segundo uma… Read more »

Ivan

“Para a Itália isto possivelmente não é válido. Poggio, Mesmo dispondo de Tornados para missões de interdição, a Aeronautica Militare usou os pequenos AMX no Kosovo e na Líbia, particularmente após o ataque a IADF inimiga, quando o espaço aéreo ficou menos perigoso. O menor custo operacional de aeronaves de ataque como o nosso A-1 é importante em qualquer cenário, pois até mesmo naqueles de maior intensidade há missões mais simples (mesmo que perigosas) bem como um desdobramento do conflito após redução das defesas, as vezes de ambos os lados. Usar Strike Eagle, Super Hornet, Tornados e Rafales para jogar… Read more »

Eduardo RA

Marcos disse:
15 de outubro de 2012 às 20:14

“Pedir um ++ e receber um +/-
Pagar por 5G e receber um +/-”

???
5G +/- deve ser um “stealth” com chip.

Vader

O A-1 é o famoso “bom e barato”. Espera-se que com sua modernização se transforme enfim num atacante de qualidade, malgrado o preço pago.

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