Modernização de 43 aeronaves de combate custará R$ 2 bilhões até 2016

 

Roberto Godoy

O Brasil completa em 2016 o projeto, já iniciado, de construção de uma força de ataque aéreo estratégico baseado na revitalização tecnológica do caça bombardeiro AMX, o A-1 da aeronáutica militar. O programa envolve 43 aeronaves e vai custar cerca de R$ 2 bilhões.

Segundo a Aeronáutica, do total já foram desembolsados R$ 840 milhões. O valor restante será pago entre os exercícios de 2012 e 2017. Depois do procedimento, os caças serão operacionais até o ano 2032.

A Embraer Defesa e Segurança (EDS) e a empresa israelente Elbit estão trabalhando com o primeiro lote de 10 jatos na fábrica da EDS em Gavião Peixoto, a 300 km de São Paulo. O primeiro AMX modernizado será entregue à FAB entre 2013 e 2014; o último, em 2017. Em algum momento nesse período, o Alto Comando decidirá pela extensão da encomenda de forma a abranger toda a frota de 53 unidades. Enquanto isso, os 10 bombardeiros de reserva permanecerão em operação na base de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e no Esquadrão Adelphi, da base de Santa Cruz, no Rio.

O A-1M, como será rebatizado o caça, terá capacidade para atingir, recebendo combustível em voo, qualquer alvo estratégico na América do Sul, no Caribe e em boa parte da África, além de permitir ações de cobertura no Atlântico Sul. De certa forma, os caças-bombardeiros da Força Aérea podem, agora mesmo, cumprir esse tipo de missão.

Em agosto de 2004, dois deles decolaram de Santa Maria, permaneceram cerca de 12 horas no ar, fizeram três reabastecimentos em voo e, depois de um giro de 7 mil quilômetros sem serem detectados, haviam “lançado” todas as bombas contra vários objetivos vitais – centrais de energia, grandes centros de comunicações, instalações militares e complexos industriais. Para essa operação, foi preciso criar sistemas específicos, como um reservatório para as rações alimentares e uma espécie de sanitário químico compacto.

O pequeno jato é subsônico, mas pode voar a 900 km/hora e a 100 metros, talvez menos, de altitude.

A versão modernizada será equipada com um sofisticado radar multimodo SCP-01, desenvolvido pela Mectron, de São José dos Campos, controlada pela Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT), capaz de atuar nos modos ar-ar, ar-terra e ar-mar. Integrado a um computador de missão de combate, pode coordenar o emprego de 3,8 toneladas de armas – bombas inteligentes, mísseis de alcance além do horizonte, foguetes e, em outra vertente, acessórios para reconhecimento eletrônico. Os dois canhões de 30 mm originais serão mantidos.

Dissuasão

O uso estratégico do AMX é um assunto delicado. Falando aos senadores da Comissão de Relações Exteriores e Defesa, pouco antes de deixar o governo, o ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, citou o programa de revitalização e seu “elevado e efetivo poder dissuasório”. Para o Comando da Aeronáutica, o poderoso A-1M terá a função de “permanecer pronto para atender às necessidades operacionais da FAB, com excelente raio de ação, sistema de reabastecimento em voo e a qualidade de transportar uma grande diversidade de armamentos”. A questão política não entra formalmente nas considerações oficiais do governo.

Compacto e ágil, de asas curtas, o AMX mede 13,5 metros. A envergadura é de 8.87 metros. O peso máximo não passa de 13 mil quilos.

O programa de atualização da tecnologia implica um novo painel, com três telas digitais coloridas – 121 polegadas para exibir informações. O piloto terá todos os dados projetados no capacete – com recursos de visão noturna – e o comando completo do caça num único instrumento, o manche. É possivel que o projeto venha a incluir uma película destinada a confundir radares e sensores de identificação.

O bombardeiro de precisão é resultado de um acordo binacional firmado entre o Brasil e a Itália em 1981. Foram produzidos para as forças dos dois paises aproximadamente 200 unidades. A Embraer assumiu a encomenda da FAB. O batismo de fogo do AMX só aconteceria na Guerra do Kosovo, em 1999. A aviação italiana cumpriu 252 missões de combate sobre a Sérvia, sem perda de nenhuma aeronave. Em 2011, três unidades da base de Trapani, na Sicilia, totalizaram 500 horas de voo na Líbia entre os meses de abril e outubro a serviço da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a OTAN.

No Brasil, em maio de 2011, o AMX serviu ao voo da tenente Carla Alexandre Borges, primeira mulher do País a comandar um jato de combate. Aos 28 anos, a oficial da FAB participa regularmente dos ensaios de bombardeio e apoio à tropa terrestre do Esquadrão Adelphi, no Rio de Janeiro.

FONTE: Estadão

SAIBA MAIS SOBRE O AMX:

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

33 Responses to “FAB ganha poder de fogo com ‘novo’ caça” Subscribe

  1. Ozawa 16 de janeiro de 2012 at 9:49 #

    ” (…) O A-1M, como será rebatizado o caça, terá capacidade para atingir, recebendo combustível em voo, qualquer alvo estratégico na América do Sul, no Caribe e em boa parte da África, além de permitir ações de cobertura no Atlântico Sul. De certa forma, os caças-bombardeiros da Força Aérea podem, agora mesmo, cumprir esse tipo de missão.”

    Combinaram isso com os Russos ? Ou com os Chineses, Americanos, CE, até mesmo com o Chavéz… Os SU 35 aniquilariam eles por um caminho eventual de confronto… Ou os nossos galinhos de briga serão escoltados por que caças ao objetivo ? Os Mike ?

  2. Alfredo Araujo 16 de janeiro de 2012 at 10:21 #

    Ozawa…

    Tmb não entendi pq envolveu Russia e China no contexto sulamericano…

    E sobre q Su-35 vc está falando ? Esses mal estão saindo do forno…

    Se estiver falando dos Su-30 da Venezuela, esses não seriam oponentes imbatíveis para a dupla F-5M e E99, pelo contrário !
    O unico sençao seria a perna curta dos DERBI…

    Se valendo de um RCS discreto e apoio de um AWCS, os MIkes são oponentes respeitáveis para qualquer FA latino americana…

  3. Clésio Luiz 16 de janeiro de 2012 at 10:39 #

    Esse valores do texto são bem maiores dos que haviam sido publicados antes para a modernização do A-1.

    Esse Godoy aí merece confiança?

  4. Nick 16 de janeiro de 2012 at 11:13 #

    A-1 Estratégicos? Oo’

    Menos, bemmmmmm menos…. Serão bons vetores de ataque, mas dae chamar esses aviões de ataque como Força Estratégica é demais :P

    []‘s

  5. Fernando "Nunão" De Martini 16 de janeiro de 2012 at 11:26 #

    Nick,

    No atual inventário da FAB, são os únicos que podem ser utilizados a contento em missões de ataque de cunho estratégico (se podem ser comparados favoravelmente com vetores estratégicos de outros países, é uma outra questão, mas atualmente na FAB não há nada que chegue perto dele nesse sentido).

    No futuro, com a eventual aquisição de caças novos do F-X2, creio que estes últimos terão um desempenho superior ao A-1M em alcance, e este estará no inventário para somar à capacidade de dissuasão. Até publicamos uma matéria, no ano passado, discutindo se após a eventual entrada em operação do F-X2 os A-1M não estariam “sobrando” e buscamos analisar criticamente a modernização sob o viés do custo-benefício (não exatamente do custo de modernização, que é muito mais baixo do que o de aquisição de aeronaves novas, mas do custo operacional no futuro, quando outras aeronaves mais capazes já estivessem em operação na FAB). A discussão foi interessante, foram vistos prós e contras, e pode ser retomada aqui com a leitura da matéria da época e de vários comentários bem pertinentes contra e a favor do que o artigo dizia:

    http://www.aereo.jor.br/2011/02/25/e-o-nosso-mini-tornado-daqui-a-quantos-anos-ele-deveria-ser-desativado/

    De qualquer forma, hoje e no futuro próximo, o A-1 (e o A-1M, se a modernização não atrasar como outras atrasaram) permanecerão como os principais vetores capazes de ataques estratégicos da FAB – com uso de Revo, é claro, como mostra essa matéria sobre a Operação Princesa dos Pampas, que também fala de preparações e exercícios realizados antes da mesma:

    http://www.aereo.jor.br/destaques/operacao-princesa-dos-pampas/

    Boa discussão a todos!

  6. Ozawa 16 de janeiro de 2012 at 11:46 #

    Alfredo,

    Envolvi Russia e China no contexto sulamericano, por que não existem movimentos independentes de peças no contexto sulamericano sem a anuência dos países centrais. A África é desimportante para China ? Um conflito armado na AL não interessa a ela ?! E a Rússia ficaria inerte num ataque à Venezuela, por hipótese ?! Bem, são divagações…

    Os A 1 não são vetores estratégicos de uma nação militarmente expoente. Apenas, e tão somente, poderiam participar de uma força conjunta sob um mandato da ONU como os similares italianos, sob um cobertor aéreo das potências centrais, e só.

    Realmente a menção aos SU 35 foi equivocada, são os “30″ da FAV. e, quanto a equivalência de forças com o binômino Mike/R99, bem, ainda pendo pros SU30…

  7. Ivan 16 de janeiro de 2012 at 11:46 #

    O Roberto Godoy merece o crédito de se dedicar ao assunto defesa enquanto a imensa maioria dos jornalistas dos grandes jornais simplesmente repetem o press release que recebem.

    Mas mistura tanto os dados técnicos e nomeclaturas que por diversos momentos confunde mais o leitores leigos do que informa.

    Como não há quem o conteste na imprensa de grande circulação, sua credibilidade ainda não foi abertamente contestada, porém acredito que não conseguiria sobreviver em um debate aberto com boa parte dos ‘blogueiros’ de defesa de qualquer matiz (russófilo, francófilo ou americanófilo).

    No mesmo texto o A-1 M é chamado de “caça”, “caça-bombardeiro” e até mesmo “bombardeiro”. Isto já me parece uma incoerência.
    Pelo que entendo seria um avião de ataque, com boas qualidades como robustez e confiabilidade, ou no máximo um ‘Strike Fighter’ que em tradução literal seria ‘Caça de Ataque’.

    Escrever que o nosso pequeno e robusto A-1M seria capaz de atacar “qualquer alvo estratégico na América do Sul, no Caribe e em boa parte da África, além de permitir ações de cobertura no Atlântico Sul”, é de um otimismo sem par, até por que não seria ele a atravessar o Oceano Atlântico em avião monomotor, sentado no apertado cockpit “bombardeiro” (sic). Parece mais piada de ‘super-trunfo’.

    Outra pérola:
    “Em agosto de 2004, dois deles decolaram de Santa Maria, permaneceram cerca de 12 horas no ar, fizeram três reabastecimentos em voo e, depois de um giro de 7 mil quilômetros sem serem detectados…”
    Tenho dúvida que houve tentiva de detectá-lo, mesmo com os poucos recursos que a FAB tem, mas tenho certeza que não passaria indetectado por um espaço aéreo contestado no padrão de vôo alto que certamente teve. O jornalista ‘marotamente’ tenta dar a entender uma qualidade que não é do pequeno atacante, em que pese em outro tipo de perfil de missão, como hi-low-hi, poderia até conseguir em boa parte da América do Sul.

    Mas há um detalhe que pode dar uma pista das intenções do artigo:
    “A versão modernizada será equipada com um sofisticado radar multimodo SCP-01, desenvolvido pela Mectron, de São José dos Campos, controlada pela Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT)…”
    A Odebrecht acabou de entrar no mercado de defesa, através de aquisições do que já estava funcionando, mas é uma potência econômica e financeira, que pode perfeitamente representar substanciais verbas de propaganda para sua nova atuação empresarial.
    Business is business, afinal.

    Sds,
    Ivan.

  8. Giordani RS 16 de janeiro de 2012 at 11:59 #

    “…terá capacidade para atingir, recebendo combustível em voo, qualquer alvo estratégico na América do Sul, no Caribe e em boa parte da África, além de permitir ações de cobertura no Atlântico Sul.”

    PQP! Vai ser otimista assim lá na china!!!!!

    Sem cobertura aérea é Tiro-ao-pato, como os hermanos descobriram na pele em 1982…

  9. Marcos 16 de janeiro de 2012 at 12:13 #

    América do Sul… Caribe… África… Atlântico Sul…
    Vamos atacar esses locais?

    Como aeronave de ataque o AMX sempre foi bem sucedido, disso os italianos podem falar com mais conhecimento que nós.

    Como interceptador, só se for contra uma aeronave mais lenta. Se for um Cessna Citation X, não precisa perder tempo nem para decolar.

    Como caça, sequer vou comentar.

  10. Marcos 16 de janeiro de 2012 at 12:17 #

    E é bom lembrar que logo os F-5M começarão a ser desativados.
    E que até agora não decidiram o que colocar no lugar.
    Acho que no meio do caminho alguma empreiteira vai entrar na negociação, vão comprar os Mirage dos EAU, os quais serão modernizados pelo “pião de obra”.

  11. Fernando "Nunão" De Martini 16 de janeiro de 2012 at 12:23 #

    Marcos,

    Há um interessante artigo escrito pelo almirante de esquadra (ret) Mauro Cesar Rodrigues Pereira na revista Forças de Defesa 3 – para quem ainda não comprou a revista, dá pra ler um pedaço na “amostra” acessível aqui:

    http://www.naval.com.br/blog/revista-forcas-de-defesa/#axzz1jdEbvLx1

    Mas recomendo a leitura completa, obviamente… Segundo o autor, existe sim a possibilidade estratégica de ser necessário um ataque a um inimigo numa base africana, por exemplo. É algo que não pode ser descartado 100%, e para ele é uma das várias justivicativas para o uso de NAe (não a principal, mas uma delas, justificando o uso ofensivo da arma), mesmo sendo uma ação ofensiva dentro de uma estratégia basicamente defensiva, como é a nossa.

    Assim, não descartaria extrapolar a possibilidade para ataques a outras localidades citadas, nas situações preconizadas pelo o autor, extrapolando o cenário nesse caso para alvos dentro das possibilidades do A-1 (pode-se concordar ou não com o que diz o almirante, mas acho importante entender as possibilidades que ele discute).

  12. Nick 16 de janeiro de 2012 at 12:40 #

    Sinceramente, o Godoy exagerou na maionese :)

    Caro Nunão,

    Pode ser que a FAB considere o melhor vetor para ataque estratégico, mesmo porque não temos nada além dele. Mas ele não foi feito para isso.

    Atacar a África com AMX? Quanto revos seriam necessários? 4 na ida e 4 na volta? Teria de ter revo dos revos. No futuro com o KC-390 pode ser possível, mas haja planejamento.

    []‘s

  13. Marcos 16 de janeiro de 2012 at 12:53 #

    “Nunão”:

    Concordo que eventualmente seja necessário alguma ação externa, mas para isso vamos precisar muito mais do que dispomos.

    Quanto ao AMX , penso que é uma excelente aeronave, mas tem sua missão especifica.

  14. Giordani RS 16 de janeiro de 2012 at 13:08 #

    “Nick disse:
    16 de janeiro de 2012 às 12:40
    Sinceramente, o Godoy exagerou na maionese
    …Atacar a África com AMX? Quanto revos seriam necessários? 4 na ida e 4 na volta? Teria de ter revo dos revos…”

    Ué…a Inglaterra fez isso em 1982…

  15. Almeida 16 de janeiro de 2012 at 13:14 #

    R$ 2 bilhões?!

    Saiu no DOU outro dia que era algo em torno de U$ 11 milhões por aeronave, U$ 473 milhões pelo programa, aprox R$ 845 milhões. Botaram novos armamentos e sensores no meio?

    Esse Godoy…

  16. Nick 16 de janeiro de 2012 at 14:16 #

    Caro Giordani,

    Com Vulcans, com Vulcans :)

    A USAF fez muito disso no Vietnam (e no Iraque também), mas a aeronave era o B-52… E recentemente vimos que estão querendo transformar o B-1B em CAS! ASHUHAUHAHUH!

    Enquanto eles querem adaptar o B-1B em CAS nós transformamos nossos AMX em bombardeiros estratégicos!!

    Entregar 2 bombas de 250kg(que sejam 4) depois 5000km de oceano é dureza heim. -_-

    []‘s

  17. Ivan 16 de janeiro de 2012 at 14:33 #

    Bah !!! Giordani,

    Ué…a Inglaterra fez isso em 1982…
    Mas com bombardeiros (de verdade) Avro Vulcan, que pesam vazios mais que meia dúzia de “bombardeiros” (de Godoy) A-1M, sendo que a totalmente carregados a relação muda para quase 9 (nove) vezes.

    O que vc está colocando no seu chimarrão? Ka ka ka… :)

    Sds,
    Ivan.

  18. juarezmartinez 16 de janeiro de 2012 at 16:01 #

    Se tem duas coisas que ninguém sabe como estão em andamento e se vão e quando vão terminar os programas: O Refit dos A 1 e dos A 4 da MB, e olha que não sou eu apenas que fala isto, tem gente dentro do programa, que quando se pergunta sobre os ditos, os caras olham para cima, olham para baixo, assobiam, e saem de fininho….não sei…algo me diz que este dois casos vão ser “dolorosos”…..

    grande abraço

  19. Alexandre Galante 16 de janeiro de 2012 at 16:20 #

    Juarez, semana passada eu e o Padilha estivemos na DAerM e soubemos que o programa do AF-1 vai de vento em popa, com quem está diretamente envolvido no programa. Mais tarde divulgaremos mais detalhes.

  20. guedesp01 16 de janeiro de 2012 at 17:12 #

    na minha opnião esse projeto é bem interessante para fab, ja que teremos 43 avioes atualizados por um custo compativel com orçamento.

  21. Vader 16 de janeiro de 2012 at 18:57 #

    R$ 2 BILHÕES???? PQP!!!

    Para entregar em 2017 uma aeronave que então estará beirando os 30 anos de idade??? Um avião subsônico, sabidamente perna-curta, mal armado e limitado?

    Oras, eu tô maluco, o Godoy é que exagerou no danoninho, ou é isso aí mesmo?

    Caras, o AMX só tem (tinha) UMA vantagem: é BARATO! Se nem isso ele tem mais, estamos é sendo ROUBADOS!

    R$ 2 bilhões / 43 = R$ 46 milhões POR AERONAVE, ou, ao câmbio de hoje, US$ 25,7 MILHÕES!

    Amigos: 25 milhões de dólares pela MODERNIZAÇÃO de um… AMX???!!!

    Não, não é uma aquisição, é uma MODERNIZAÇÃO!!! E mais: a última aeronave será entregue quase no final dessa década! Daqui a cinco ANOS!

    Inacreditável. Ou tem algo errado nas fontes do Godoy ou, de novo, estamos sendo ROUBADOS!

    Que venha a FAB a público esclarecer esse descalabro.

  22. Guilherme Poggio 16 de janeiro de 2012 at 19:46 #

    “o caça, terá capacidade para atingir, recebendo combustível em voo, qualquer alvo estratégico na….”

    Vamos parar por aqui.

    E por acaso o AMX não tem capacidade de reabastecimento aéreo?

    Acho que ele trocou alhos por bugalhos. O problema do AMX é a maldita “garrafinha”, que limita em muito o voo em alta altitude, forçando o voo mais baixo sem a máscara e consumindo mais combustível.

    A modernização vai substituir a garrafinha pelo OBOGS.

  23. joseboscojr 16 de janeiro de 2012 at 19:55 #

    Eu não duvido que o AMX do Godoy possa atacar a África, mas levando em consideração que terá que levar 5 tanques externos, mais um microondas, mais 8 quentinhas, 2 coca-colas 2 litros, 6 fraldões para adultos, 3 bisnagas de pomadas para assadura e meio litro de “rebite”, quando chegar lá no dia seguinte só vai poder jogar o lixo acumulado no alvo.

  24. mmls10 16 de janeiro de 2012 at 20:02 #

    caça ??

    ah eh se voa e eh militar e a jato eh caçã, se o mesmo e eh civil é boeing (ou mais ultimamente airbus)

    Pra escrever isso chama qqr “buneco” .. eita moleza arrumou este godoy, O Galvao Bueno nacional do mundo de defesa .. .

  25. joseboscojr 16 de janeiro de 2012 at 20:12 #

    Quanto ao caso dos Vulcans e B-52, dizem que bombardeiros B-2 já ficaram operando mais de 48 horas ininterruptas em missões de ataque ao Iraque partindo dos EUA e voltando.
    Comumente o vôo do Missouri ao Iraque, ida e volta, levava cerca de 30 horas pelas rotas usuais.
    Mas ele tem toalete química, copa e um colchonete.
    Rsrss

  26. juarezmartinez 16 de janeiro de 2012 at 20:26 #

    Galante disse:

    Juarez, semana passada eu e o Padilha estivemos na DAerM e soubemos que o programa do AF-1 vai de vento em popa, com quem está diretamente envolvido no programa. Mais tarde divulgaremos mais detalhes.

    Leia mais (Read More): FAB ganha poder de fogo com ‘novo’ caça | Poder Aéreo – Informação e Discussão sobre Aviação Militar e Civil

    Galante! O Padilha me comentou isto hoje, mas eu tenho outra versão deste negócio, que claro não é a mesma fonte de vocês,mas é bem confiavel…..vamos aguardar para ver.

    Grande abraço

  27. Baschera 16 de janeiro de 2012 at 20:35 #

    Hahahaha…… rí uma barbaridade tchê dos comentários do Bosco e do Ostra…..

    Bem, para quem não se lembra, o senhor jornalista é notório porta-voz dos “fantásticos” programas militares brazucas e seus “investimentos milionários”…..putz…… como ele mesmo echeu a boca para comentar no Globo News Painel deste final de samana.

    Sobre o AMX, não vou entrar no mérito do vetor em sí…. um avião leve de ataque ao solo/reconhecimento e não “caça”….. e que poderá, sim, ter alguma serventia, como se verificou recentemente nas operações na Líbia, que, sem oponente aéreo diga-se de passagem, é um bom vetor por ter custos muito menores que seus pares, tanto o F-16, quanto o Tornado e principalmente comparado aos custos de um Rafale.

    O contrato original (FAB x EMB), na verdade com uma subsidiária da EMB, a EAI- Embraer Aviation International, era de Us$ US$ 147,565,954.11, conforme o EDL de Nº 1/2009 para 43 células.

    Posteriormente, em 2009, o Governo assinou contrato para a modernização dos aviônicos e sensores com a israelense Elbit (atravéz de sua subsidiária a Aeroeletrônica) via empréstimo internacional (consórcio dos bancos BNP Paribas e Hapoalim) de mais 85 milhões de Euros e corresponde a 85% dos custos do acordo. os restantes 15%, correspondentes à Us$ 20,460 milhões, será desembolsado pelo tesouro nacional.

    Seria bom se esclarecer como o jornalista chegou no seu número, de R$ 2 bi…..

    Sds.

  28. Ozawa 16 de janeiro de 2012 at 21:42 #

    Sei não… A disponibilizar tantos recursos, R$2Bi, para um caça de ataque modesto e limitadíssima projeção estratégica, mesmo para os padrões de hoje, que dirá até 2032… Seria melhor carrear tais recursos para a partir dessas células desenvolvê-lo como treinador avançado, o abandonado projeto AMX-T. A FAB carece de um treinador avançado, robusto e econômico após a desativação dos vetustos Xavantes… E deixar a função de ataque estratégico para o highlander FX2…

    Acho incoerente canalizar os parcos recursos da FAB neste vetor para tais funções, a não ser que o interesse econômico da Odebrecht pelo projeto sobrevaleça sobre o interesse público…

  29. juarezmartinez 16 de janeiro de 2012 at 22:57 #

    Senhores! Por favor, os senhores são a elite do pensamento de defesa deste país, e estão discutindo as asneiras profelidas por este “gordinho” que ate´a pouco alardeava aos quatro cantos que a vantagem dos Franceses no FX é que eram os únicos que forneceriam Tots, me poupem disto, todos nós sabemos o custo do refit do A 1.
    Vou mandar um e mail Wack da Globo e pedir para ele chamar alguém aqui do blog para falar destes assuntos e pararem de dizer asneiras boca afora.
    Ahhh of topíc, viram a pantomina que fizeram por causa da 4ª frota dusamericanu, dá para dar credibilidade para uma turba destas…

    Grande abraço

  30. joseboscojr 16 de janeiro de 2012 at 23:09 #

    Baschera,
    E eu ainda esqueci de colocar na lista da “carga paga” 1 bóia, 1 protetor solar FPS 40 e 2 kg de repelente de tubarão.
    rsrsrsss

  31. Grifo 17 de janeiro de 2012 at 0:40 #

    Com Vulcans, com Vulcans

    Caro Nick, complemento dizendo que também com uma frota de reabastecedores, cinco aviões tanque para cada Vulcan. Assim como o primeiro ataque americano a Tóquio do Doolittle, estes ataques foram mais para efeito psicológico e de propaganda.

    Sobre um ataque na África, acho que não existe a menor possibilidade de isto ser necessário e me surpreende que a MB leve isto a sério, me parece só mais uma desculpa para tentar justificar o porta-aviões. Em que cenário um bando de países paupérrimos que mal consegue colocar um avião de caça em operação seria uma ameaça à segurança do Brasil? Nas Falklands o Reino Unido estava protegendo o seu território, o que é que nós temos lá?

    Seria bom se esclarecer como o jornalista chegou no seu número, de R$ 2 bi…..

    Este número realmente não faz sentido, o valor é muito menor.

  32. Mauricio R. 17 de janeiro de 2012 at 0:50 #

    Jogava tdos fora e trocava, por uns Gripen C/D.

  33. Lyw 17 de janeiro de 2012 at 15:21 #

    A menos que nesta conta de 2 bilhões do Godoy estejam incluídos já a compra de armamento, a mesma está de longe muito equivocada! A conta da modernização das 43 aeronaves será de pouco mais de 250 milhões de R$.

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