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O retorno do AMX?

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Operações na Líbia mostraram a necessidade de aeronaves de ataque baratas

Robert Wall

LONDRES – Apesar de grande parte do foco das operações de ataque à Líbia ter sido em plataformas como o Tornado GR4, Eurofighter Typhoon e Rafale Dassault, uma lição que surge do conflito é a necessidade de ter uma aeronave de baixo custo para suportar tais operações prolongadas.

“Precisamos pensar sobre a necessidade para o futuro de uma plataforma de baixo custo que seja capaz de fazer o nosso trabalho, se necessário, em um ambiente permissivo”, argumenta o Brig. Gen. Silvano Frigerio, vice-chefe do ar e do espaço e planejamento da Força Aérea Italiana e chefe da direção de alvos para as operações da OTAN na Líbia.

“Se não temos uma frota composta por aeronaves de alta tecnologia e aeronaves de tecnologia menor, como podemos gerenciar milhares e milhares de horas de vôo em uma área de operação conjunta procurando um veículo blindado com uma aeronave sofisticada, no futuro? Talvez não possamos nos dar ao luxo de ficar lá por tanto tempo”, diz ele. Durante as operações na Líbia, os aliados estavam preocupados com o custo da duração do conflito, ele conta na Conferência Internacional Anual de Caças do International Quality Productivity Center.

A Itália viu a diferença em primeira mão quando se comparou o custo operacional de um AMX de ataque ao solo, totalmente carregado, com outros aviões de ataque.

O conflito também reforçou a necessidade de armas e danos colaterais menores.

Frigerio apontou outras insuficiências mais amplas que a Aliança da OTAN precisa lidar. Uma delas é a necessidade de reforçar a sua inteligência, vigilância e capacidade de coleta de reconhecimento, pois a OTAN dependia cerca de 80% dos recursos dos EUA durante a campanha.

Falando em projetos como o programa de Alliance Ground Surveillance – um esforço para adquirir Global Hawks para a NATO -, “precisamos continuar neste caminho”, diz ele,

Nem todas as lacunas são relacionadas a equipamentos. Por exemplo, a Aliança precisa estabelecer um centro de excelência para a definição de alvos, a fim de aumentar o número de especialistas disponíveis para apoiar uma operação e garantir que eles sejam treinados para um padrão comum. Uma metodologia comum da NATO para estimativa de danos colaterais também é necessária, acrescenta.

FONTE: Aviation Week / TRADUÇÃO e ADAPTAÇÃO: Poder Aéreo

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Mauricio R.
Mauricio R.
8 anos atrás

Não diria a volta do AMX, mas uma tremenda possibilidade os UCAV’s.

Nick
Nick
8 anos atrás

O M346 está lá para enfeitar? Poderia ser usado como Dual-role (LIFT/Ataque leve). Além destes, UCAVs como o Predator/Reaper e o Hermes/Heron.

E claro, os Super Tucanos 😀

[]’s

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Nick
8 anos atrás

“Nick em 11/11/2011 as 18:18 O M346 está lá para enfeitar?” Vamos com calma… O M346 a bem da verdade não está lá nem pra enfeitar – mal está começando a ser recebido e a entrar em operação na Aeronautica Militare, em pequena quantidade e para inicialmente formar seus próprios instrutores que, somente quando um quadro suficiente deles e de aeronaves estiver no jeito, vão operá-lo na função de Lead In Fighter Trainer – LIFT. Recebeu há poucos meses seu certificado de aeronavegabilidade e até há pouco só tinha dois entregues (não lembro de ter lido sobre outras entregas, que… Read more »

Mauricio R.
Mauricio R.
8 anos atrás

Considerando:

“…uma plataforma de baixo custo que seja capaz de fazer o nosso trabalho, se necessário, em um ambiente permissivo”, argumenta…”

Eu diria que plafaformas UCAV como X-47, Phantom Ray, Neuron ou Tiranis, seriam bem mais adequadas.

Corsario137
Corsario137
8 anos atrás

UAV e UCAV, o senhor já ouviu falar? #FIKDIK 😉

Alexandre Galante
8 anos atrás

Mauricio, o problema é que esses UCAV ainda vão ter que provar o conceito e não vão ser baratos, quando levarmos em conta o sistema como um todo. É bom lembrar que os VANT armados atuais estão provocando muito dano colateral, o que não é desejável.

Por outro lado, temos aviões baratos de operar já em operação e com o formidável sensor Eyeball Mk1 que ajuda a minimizar danos colaterais.

Requena
Requena
8 anos atrás

O Super Tucano não exerce justamente esse tipo de função?

JapaMan
JapaMan
8 anos atrás

Concordo com o Galante, esses UCAVs não serão baratos, seria interessante um versão mais moderna, mais robusta e potente de um AMX, lógico que esta fora de cogitação, mas creio que uma aeronave como essa necessita muito mais de um sistema a bordo moderno que faça todo o trabalho, do que outra coisa, o custo operacional é muito menor, e com certeza prolongaria sim o tempo no cenário de missão.

sds,

Mauricio R.
Mauricio R.
8 anos atrás

Exceto pelo F-16, as demais aeronaves existentes que pudessem se enquadrar no escopo do artigo, tem mto poucas células em serviço. E isso levando em conta tanto o A-10, como o AV-8B+. Aliás dependendo do país, a aeronave seria diferente e em mtos casos não passaria de algum treinador avançado a reação. Outros sequer teriam alguma aeronave, nessas condições. Qnto ao ST, seu emprego dependerá da permissividade ambiente. A simples presença de manpads, já inviabilizaria seu emprego, devido ao desempenho cinético inadequado. Vejam que na Líbia um exemplar do novíssimo Fire Scout foi abatido, enquanto modelos mais antigos (Reaper; Predateor;… Read more »

Marcelo
Marcelo
8 anos atrás

UCAVs de longo alcance como o X-47 e o Neuron precisam ser controlados/monitorados por link com satélites, o que limita a sua utilização por países com essa infraestrutura (muito cara) como EUA, França, China e como sempre, a Inglaterra usando a infraestrutura dos EUA, assim sendo, aviões de ataque de baixo custo sempre terão o seu valor, mesmo os EUA, está investindo na modernização do A-10 para voar até 2025/2030 e nos novos turbo-hélices leves de ataque.

Ivan
Ivan
8 anos atrás

Sou um defensor do Hi/Low Mix. São tantas as missões de combate em uma guerra aérea que é impossível uma só aeronave desempenhar todas com uma relação custo/benefício suportável. Será que é necessário um caça bimotor de US$100,000,000.oo para lançar um par de bombas guiadas de 1.000 lbs. sobre um comboio logístico? A maioria das missões sobre o Afeganistão seriam realizadas pelo AMX ou aeronave semelhante com um bom radar e/ou PODs IR/Laser. A combinação futura da Aeronautica Militare é Hi/Hi Mix, com Typhoons e Lightning II. Quando a infantaria precisar de apoio aéreo eles vão arriscar estes caros aviões?… Read more »

Antonio M
Antonio M
8 anos atrás

Deve ser por isso que a China ainda mantém um bom número do Nanchang Q-5 Fantan e ainda, efetuando modernizações nos mesmos.

G-LOC
G-LOC
8 anos atrás

Quando os italianos conceberam o AMX eles queriam uma opção mais barata que os caças da época, como o F-16, Jaguar e Mirage F1, que estavam sendo usados em missões de ataque. Na época as táticas eram de voo a baixa altitude com bombas burras.

O M-346 pode ser considerado “caro” por ter dois motores. No supertrunfo é um AMX piorado nas missões de ataque.

Um UCAV tripulado seria uma boa opção para o futuro.

Mauricio R.
Mauricio R.
8 anos atrás

“…e como sempre, a Inglaterra usando a infraestrutura dos EUA, assim sendo, aviões…”

Já tem um tempinho que os britânicos estão voando seus Reapers, por sí mesmos e da Inglaterra, não mais de Creek AFB.
Em breve serão os italianos.

Grifo
Grifo
8 anos atrás

Senhores, o futuro a muito longo prazo parece ser mesmo o uso de VANTs neste cenário, mas HOJE o AMX oferece uma relação custo-benefício excepcional. Aliás, a Líbia é mais um conflito onde a AMI destaca o valor deste avião. Repetindo o que já falei aqui uma vez, se tivermos o dissabor de entrarmos em conflito com um dos nossos vizinhos, o AMX modernizado seria na minha opinião a arma mais valiosa da FAB, o nosso MVP. Ainda no mesmo assunto, curioso que pouco tem se falado aqui na performance dos helicópteros de combate, Apache e Gazelle. Ao que parece… Read more »

Marcelo
Marcelo
8 anos atrás

Grifo, entao voce deve estar falando do Tigre e Gazelle, uma vez que a França realizou mais de 90% dos ataques feitos por helis na Libia.

Grifo
Grifo
8 anos atrás

Grifo, entao voce deve estar falando do Tigre e Gazelle, uma vez que a França realizou mais de 90% dos ataques feitos por helis na Libia.

Caro Marcelo, realmente faltou citar o Tigre, mas não retiraria os Apache britânicos. Como o dado de 90% veio da Armée de L’Air eu acho ele pouco confiável (foi corroborado por alguma outra fonte?), mas de qualquer forma o meu ponto é que os helicóptero de ataque em geral se mostraram uma excepcional arma neste cenário de guerra.

G-LOC
G-LOC
8 anos atrás

ntre as melhorias que um Super AMX poderia ter temos: – Introdução de tecnologia furtiva, pelo menos na parte frontal, e uso de armas guiadas furtivas e menores ou em casulo furtivo – Motor mais potente para melhorar desempenho em pista e melhorar o alcance. Os motores atuais com o mesmo peso da Spey já tem o dobro da potência. Seu substituto será mais potente ou mais leve, mas confiável, mais fácil e barato de manter e mais econômico. O motor poderia ser o mesmo usado no FX2 (M88 ou F-414). – Controles Fly-By-Wire para uma versão de treinamento simular… Read more »

Grifo
Grifo
8 anos atrás

Caro Marcelo, exatamente a matéria da Aviation Week tem como fonte a Armée de L’Air. Como ela tende a “exagerar” (para sermos educados) os feitos franceses, algo que tivemos a oportunidade de ver em primeira mão aqui na Cruzex, eu prefiro ter a corroboração da OTAN ou de uma fonte mais confiável.

De qualquer forma acredito que os helicópteros de ataque – todos eles – tiveram uma excelente performance, e são uma alternativa aos caças e VANTs que estava de fora da conversa aqui.

Mauricio R.
Mauricio R.
8 anos atrás

Parece que os franceses estão c/ algum problema de infra, p/ poderem operar tantos UAS e UAV’s assim.

(http://www.defensenews.com/story.php?i=8231685&c=MID&s=TOP)