domingo, janeiro 16, 2022

Gripen para o Brasil

Exercício Conjunto Tínia soma 1.000 horas de voo

Destaques

Redação Forças de Defesa
redacao@fordefesa.com.br

Marca expressiva de horas voadas só é possível por conta das Missões Aéreas Compostas

Um cenário tático complexo e um objetivo a ser atingido: defender a soberania do espaço aéreo e atacar o território inimigo, em uma simulação de guerra convencional. Esse é o contexto do Exercício Conjunto Tínia 2021, o maior treinamento do ano realizado pela Força Aérea Brasileira (FAB).

O foco é adestrar os militares e as aeronaves da FAB para as missões aéreas compostas, chamadas também de COMAO, do inglês Composite Air Operation, que significa o envolvimento de várias aeronaves e Esquadrões em uma missão com diversas ações simultâneas.

Um pacote COMAO é um grupo de aeronaves fortemente coordenado, que reúne várias funcionalidades, agindo em apoio mútuo e garantindo a superioridade aérea. Tradicionalmente, um COMAO pode variar de oito a mais de cem aeronaves. No Exercício Conjunto Tínia 2021, em cada Missão Aérea Composta estão sendo empregadas até 40 aeronaves, que juntas já somaram mais de mil horas de voo. A marca expressiva foi atingida no décimo dia do treinamento, que acontece de 8 a 26 de novembro, em Santa Maria (RS).

O Comandante do Primeiro Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (1º/10º GAV) – Esquadrão Poker, Tenente-Coronel Aviador Agnaldo dos Santos, e um dos pilotos de caça que participam do Exercício Tínia, destaca que esse significativo número de horas voadas durante o Exercício são por conta das Missões Aéreas Compostas. “Esse marco expressivo só é possível porque a FAB, durante esse exercício, faz uma reunião dos vetores para a realização dos COMAO, que é uma missão onde buscamos ter superioridade aérea momentânea para que as aeronaves de ataque possam atuar sem se preocupar com a defesa aérea. Nesse cenário, reunimos uma quantidade muito grande e expressiva de aeronaves para atuar como força aérea”, completou.

A terceira edição do Exercício Tínia também tem com um dos objetivos treinar o Mission Commander, ou seja, o piloto que planeja e coordena toda a missão. “O Mission Commander é responsável por gerenciar a execução de uma missão estabelecida. É responsável por desenvolver e empregar táticas para o melhor sucesso de uma missão que foi previamente estabelecida pelo comando superior”, explicou o Major Aviador Peterson Flávio Lima de Souza, piloto do Terceiro Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (3º/10º GAV) – Esquadrão Centauro.

Outra peça fundamental nos COMAO é a Célula de Avaliação de Desempenho Operacional (CADO). A Sargento Larissa Cristina Teixeira Resende, auxiliar do Esquadrão Poker, conta que sua função é avaliar o desempenho do piloto durante o voo de pacote. “Para isso, usamos o MMC, que é um cartão de memória, onde são gravados os vídeos e os dados do voo do piloto. Em seguida, nós integramos todos esses vídeos e dados em uma planilha onde concluímos fazendo a crítica vídeo”, explica.

Depois disso, é a vez de outra equipe entrar em ação. O Sargento Vagner dos Santos Ribeiro, auxiliar da CADO, é um dos responsáveis por avaliar e validar o desempenho dos aviadores de todos os Esquadrões que participaram da Missão Aéreo Composta. Segundo o avaliador, o desempenho dos pilotos nas missões tem sido satisfatório. “Os militares têm obtido êxito tanto nos ataques quanto nos lançamentos de mísseis. Conseguimos saber disso através da Célula de Estatística. Através dela compilamos os dados de todos os tiros e empregos. E, assim, damos um feedback com o resultado geral para os pilotos por meio de gráficos e planilhas”, esclarece.

Exercício Conjunto Tínia

A terceira edição do Exercício Conjunto Tínia, que ocorre a partir da Ala 4 – Base Aérea de Santa Maria (BASM) até o dia 26 de novembro, reúne mais de 1.200 militares, 50 aeronaves e 24 Unidades Aéreas e de Infantaria, em uma simulação de guerra convencional, também chamada de guerra regular, ou seja, quando há um conflito entre forças armadas de dois países ou alianças de Nações. Pela primeira vez, concomitantemente ao EXCON Tínia, ocorre o Adestramento Conjunto Meridiano – Fase Ibagé, sob coordenação do Exército Brasileiro, e a Operação Escudo Antiaéreo, sob responsabilidade do COMAE, ambas realizadas entre os dias 10 e 14 de novembro.

FONTE: Força Aérea Brasileira

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Roberto

Onde está o Flanker?
Tem novidades sobre a desativação dos aviões do 1°/6° GAV?
Qual será o novo equipamento?

Last edited 1 mês atrás by Roberto
Matheus

A FAB carece de uma frota ISR de ponta.

Flanker

Olá, Roberto. Não sei sobre a substituição dos R-35AM, que foram desativados no comecinho de novembro. Sei que os E-99M tem capacidade SIGINT e poderiam substituir os Learjet. Um novo vetor para o 1⁰/6⁰ GAV poderia ser um UAV dedicado à SIGINT/ELINT. Aguardemos. Abraço.

Rinaldo Nery

Os R-35 têm como missão primária o imageamento com as câmeras digitais ADS40. SIGINT é missão secundária, com o DALIA 3000, se não me engano. O Phenom 300 seria uma boa indicação. Os E-99 e R-99 possuem a mesma capacidade SIGINT.

carcara_br

o Comandante da missão (mission commander), participa da missão dentro do aeronave ou fica em solo?

Rinaldo Nery

A bordo na força atacante. Deve possuir a qualificação mínima de Líder de Esquadrão da Aviação de Caça (Capitão ou acima).

carcara_br

Obrigado, aeronaves biplace, facilitariam o trabalho? Imagina alguns dia a função de operador de Drone ser integrada?

Last edited 1 mês atrás by carcara_br
ANDRE DE ALBUQUERQUE GARCIA

Alguém sabe informar quantos A1 (dos 14 previstos na última readequação) foram modernizados?

Flanker

Que eu saiba, até agora foram entregues 11, sendo os seguintes:
5500, 5504, 5506, 5510, 5520, 5523, 5525, 5526, 5527, 5652, 5654.
Assim, faltam mais 3. Se alguém souber se algum desses já foi entregue, favor colocar aqui.

ANDRE DE ALBUQUERQUE GARCIA

Obrigado, Flanker!

Agnelo

Excelente!!!!!!!!!
Poucos países fazem um exercício envolvendo 40 aeronaves de sua própria Força!!!
EXCELENTE!!!!

Red Pill - 红色药丸

O Comte Robinson esteve por lá e disse que AMX voam o tempo todo, dia e noite.

Flanker

Não só os A-1M. Todas as aeronaves envolvidas tem voado diuturnamente. Fora dos exercícios, no dia a dia, os A-1M e H-60L voam diariamente.

Agnelo

Show!!

Flanker

Os pacotes das COMAO envolvem até 40 aeronaves, mas no Exercício estão participando 50 aeronaves.

Agnelo

É muita coisa!!!
Show

Red Pill - 红色药丸

Excelente !

Carlos Crispim

aS FOTOS FICARAM INCRÍVEIS, A primeira é sensacional.;

Flanker

O A-1M da foto está com 2 bombas com kit de guiamento Lizard e um pod Litening. Aliás, é difícil ver, mesmo no dia a dia, fora de Exercicios como o Tínia, um A-1M que não esteja equipado com um Litening ou um RecceLite.

Clésio Luiz

Foi divulgado se será adquirido um novo casulo designador para o F-39?

Matheus

Sim, o Litening da Rafael. Além de bombas Spice.

Flanker

Clésio, para os F-39E/F, a FAB adquiriu o Litening G4 e o Reccelite XR, versões mais novas dos pods Litening III e RecceLite, em uso com os A-1M.

victor

Como o AMX é belo!

Patriota

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