sexta-feira, maio 7, 2021

Gripen para o Brasil

22 de abril – Dia da Aviação de Caça

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

A arte “Burning the enemy”, de Fabricio Sousa, mostra dois P-47 da FAB atacando forças alemãs na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Clique na imagem para ampliar

‘Sentar a Púa: lançar-se contra o inimigo com decisão, golpe de vista e vontade de aniquilá-lo. Quem vai sentar a púa não tergiversa. Arremete de ferro em brasa e verruma o bruto’

Emblema do Primeiro Grupo de Aviação de Caça

A Força Aérea Brasileira comemora no dia 22 de abril o aniversário da Aviação de Caça, por ter sido o dia de sua maiores realizações no Teatro da Itália na Segunda Guerra Mundial. No dia 22 de abril de 1945, o 1º Grupo de Aviação de Caça realizou 11 missões de 44 surtidas, com somente 22 pilotos.

Foram destruídos naquele dia, 97 transportes a motor (avariados 17), um parque de viaturas, imobilizados 35 veículos, 14 edifícios ocupados pelo inimigo (avariados 3), uma ponte rodoviária (avariada), uma ponte de balsas e outra ferroviária, 3 posições de artilharia (avariadas), além de um sistema de trincheiras de grande importância tática.

O início e a preparação para a Guerra

A Segunda Guerra Mundial começou no final de 1939 e o Brasil acompanhava os acontecimentos sem acreditar que viesse a tomar parte dela. Porém, com os ataques a navios mercantes brasileiros por submarinos alemães em nossas costas, o estado de beligerência tornou-se inevitável e, em agosto de 1942, o Brasil declarou guerra aos países do Eixo.

Até a fundação do Ministério da Aeronáutica, em 1941, os obsoletos aviões de caça brasileiros, oriundos da Marinha e do Exército, voavam cumprindo programas de adestramento ditados pelas Missões Militares francesas e inglesas, sem a preocupação do seu emprego como arma de guerra.

O nascimento da mentalidade e a estruturação da Aviação de Caça na Força Aérea Brasileira (FAB), só veio a ocorrer com a criação do 1º Grupo de Caça em 1943, pelo Decreto-Lei 6.123, de 18 de dezembro de 1943, tendo sido designado seu primeiro comandante o então major-aviador Nero Moura.

Após um período de duro treinamento em Aguadulce no Panamá, onde voaram o P-40 Warhawk, participando inclusive da campanha de defesa do Canal do Panamá, os pilotos brasileiros, todos voluntários, seguiram para Suffolk, New York, onde foram apresentados ao P-47 Thunderbolt.

O início das operações do 1º GC deu-se em 31 de outubro de 1944, a partir do aeródromo de Tarquínia na Itália. Depois em Pisa (a cidade da torre inclinada), onde o Grupo permaneceu até o fim da guerra, ficando subordinado ao 350th Fighter Group da USAAF.

Incorporado como um Esquadrão ao 350th Fighter Group, o 1º GC recebeu o codinome “Jambock”, com o qual opera até hoje. A palavra “Jambock” significa “chicote de couro de rinoceronte”, instrumento utilizado pelos nativos da África do Sul para tanger o gado.

O Grupo era constituído inicialmente por 4 esquadrilhas, representadas pelas cores Vermelha (letra A pintada no avião), Amarela (B), Azul (C) e Verde (D), que posteriormente, devido ao grande número de baixas na esquadrilha Amarela, passaram a ser apenas três.

vermelha

amarela

azul

verde

Ao longo da Campanha da Itália, os brasileiros decolavam em esquadrilhas ou esquadrões, atacando pontes, depósitos de munição e veículos de transporte. Não havia problemas quanto à superioridade aérea nessa região, pois os aliados eram soberanos.

Desta forma, a preocupação era voltada para a artilharia antiaérea inimiga, que era pesada. Normalmente, as missões eram executadas sob intenso fogo antiaéreo da “Flak” alemã (o termo “Flak” é abreviatura de Fliegerabwehrkanone, em alemão).

DADOS OPERACIONAIS DO 1º GRUPO DE CAÇA NA ITÁLIA
Total de missões 445
Total de saídas ofensivas 2.546
Total de saídas defensivas 4
Total de horas voadas em operações de guerra 5.465
Total de horas voadas 6.144
Bombas incendiárias 166
Bombas de fragmentação (260 lb) 16
Bombas de fragmentação (90lb) 72
Bombas de demolição (1.000lb) 8
Bombas de demolição (500lb) 4.180
Total de tonelagem de bombas lançadas 1.010
Munição calibre .50 (12,7 mm) 1.180.200
Foguetes ar-superfície 850
Total de gasolina, em litros 4.058.651

Barra de Cinco Pixels

Batismo de sangue

Elemento de P-47 decola para mais uma missão contra os alemães na Itália

Em 31 de outubro de 1944, o 1º GC começou a voar em missões de guerra como parte de esquadrilhas americanas, a fim de se acostumar com o ambiente.

Em 6 de novembro de 1944, o Grupo perdeu seu primeiro piloto pela ação do inimigo. O 2º Ten Av John Richardson Cordeiro e Silva foi derrubado pelo fogo antiaéreo em Bolonha, seu avião caindo em linhas aliadas. Em 11 de novembro, o 1º GAvCa começou a voar com esquadrilhas compostas exclusivamente de pilotos da FAB, com alvos próprios.

Em 4 de dezembro de 1944, o 1º GC mudou-se com o 350th Fighter Group da USAAF para Pisa, 200km ao norte, mais perto da linha de ação. Em 10 de fevereiro de 1945, uma esquadrilha do 1º GC voltando de uma missão, descobriu uma grande concentração de caminhões, destruindo então 80 deles e 3 edifícios.

Em 20 de fevereiro de 1945, o 1º Grupo de Caça deu apoio à FEB do Exército Brasileiro, para a conquista de Monte Castelo. Em 21 de março de 1945, uma esquadrilha brasileira atacou uma oficina de conserto de ferrovia, no Vale do Pó. Um impacto direto destruiu quatro edifícios e no voo de regresso destruíram 3 Savoia Marchetti 79, bombardeiros-torpedeiros, no Campo de Galarate.

Pilotos do 1st Brazilian Fighter Squadron (1º GAVCA) do 350th Fighter Group da USAAF seguem em um jipe para a linha de voo

Durante os meses de inverno, 3 pilotos do Grupo faleceram, em Tarquínia. O primeiro, como foi dito, 2º Ten Av John Richardson Cordeiro e Silva, derrubado pelo fogo antiaéreo em Bolonha; o segundo piloto perdido foi o 1º Ten Av Oldegard Olsen Sapucaia, que em 7 de novembro de 1944, durante um treinamento, fazia curvas derrapantes, em voo rasante. Os comandos do avião congelaram e ele se chocou com o solo.

A barbatana dorsal do P-47, que curaria essa falha do avião, não chegou a tempo para ele. Quando o P-47 deixou de ser “razor-back”, recebendo o canopy bolha, perdeu o efeito de quilha que a fuselagem gerava atrás do cockpit. Com a barbatana dorsal, o problema foi resolvido.

Tenentes Rui Moreira Lima, Alberto Martins Torres e Renato Goulart Pereira
Tenentes Rui Moreira Lima, Alberto Martins Torres e Renato Goulart Pereira

Em 16 de novembro de 1944, o 1º Ten Av Waldir Pequeno de Mello e o 2º Ten Av Rolland Rittmeister estavam a bordo de um C-47 da USAAF no qual pegaram uma carona. No avião estavam vários cinegrafistas e fotógrafos, a fim de documentarem o voo de uma esquadrilha de P-47 do 1º Grupo de Caça.

Por razões desconhecidas, o C-47, numa guinada, bateu no P-47 do Ten Av Luiz Perdigão. O piloto do P-47 escapou com vida, mas o C-47 caiu, matando todos a bordo. Essa é uma razão de existirem tão poucas fotos dos P-47 da FAB em voo, na Itália.

Em 21 de dezembro de 1944, o 1º Ten Av Ismael da Motta Paes foi atingido ao norte de Ostinglia, usou o paraquedas e foi feito prisioneiro pelos alemães até o fim da guerra.

Em 2 de janeiro de 1945, o 1º Ten Av João Maurício Campos de Medeiros, foi atingido pela “Flak”, saltando de paraquedas, mas caiu em fios de alta tensão e morreu, ao norte de Alexandria.

Em 22 de janeiro de 1945, o 1º Ten Av Aurélio Vieira Sampaio estava atacando uma locomotiva, foi atingido e morreu quando seu P-47 se chocou com o chão. Não teve tempo de usar o paraquedas, pois estava baixo demais.

Em 29 de janeiro de 1945, o 1º Ten Av Josino Maia de Assis saltou de paraquedas, quando seu P-47 começou a pegar fogo. Foi feito prisioneiro por soldados alemães.

Em 4 de fevereiro, um comandante de esquadrilha, o Cap Av Joel Miranda e o 2º Ten Av Danilo Marques Moura, irmão do Comandante Nero Moura, foram ambos atingidos pela “Flak” ao mesmo tempo, ao atacarem locomotivas a sudoeste de Treviso.

2º Ten Av Danilo Marques Moura
2º Ten Av Danilo Marques Moura

Os dois saltaram de paraquedas, sendo o primeiro salvo por “partisans”, que o mantiveram protegido dos alemães até o fim da guerra. O Danilo, depois de caminhar por um mês cerca de 300km, conseguiu voltar ao Grupo.

Enquanto isso, alguns dos pilotos tinham retornado ao Brasil, por causa de esgotamento físico e doenças, entre eles dois comandantes de esquadrilhas e o Oficial de Operações.

Em 10 de fevereiro, o 1º Ten Av Roberto Brandini foi atingido na cabeça por estilhaços de antiaérea e saltou de paraquedas ao nordeste de Ostiglia. Em Verona, foi operado pelos alemães e ficou prisioneiro até o fim da guerra.

2º Ten Av José Rebelo Meira de Vasconcelos

Em 17 de fevereiro de 1945, outro piloto de P-47, Asp Av Raymundo Canário, foi atingido e saltou de paraquedas, pousando perto de soldados brasileiros. Estava entre camaradas.

Em 7 de março, o Cap Av Theobaldo Antônio Kopp, comandante de esquadrilha, ao atacar depósitos de munição ao nordeste de Parma, foi atingido e usou paraquedas, tendo sido escondido dos alemães por “partisans”, até o final da guerra.

Em 26 de março, o 1º Ten Av Othon Correa Netto foi apanhado pela “Flak”, saltou de paraquedas e acabou aprisionado pelos alemães.

Em março de 1945, as 4 esquadrilhas do 1º Grupo de Caça estavam reduzidas a 3.

Em 11 de abril, perto de Bolonha, o Ten Av Armando Coelho foi atingido, mas conseguiu saltar de paraquedas e cair em território ocupado pelos aliados. Foi o piloto mais atingido, de todo o Grupo.

P-47 Thunderbolt da FAB mergulhando para um ataque, reprodução de pintura de quadro exposto no Museu Aeroespacil no Rio de Janeiro

Em 13 de abril, o Asp Av Frederico Gustavo dos Santos morreu quando seu avião foi destruído pela própria explosão que causou ao atingir um depósito de munição alemão com metralhadoras, perto de Udine. Nesse tempo, eram realizadas duas missões por dia.

Em 20 de abril, a retirada alemã ocorria na base do “salve-se quem puder”, com alvos por toda a parte.

Em 22 de abril, o Ten Av Marcos Eduardo Coelho de Magalhães foi atingido perto de Sassuolo e saltou de paraquedas. Um oficial italiano tentou matá-lo, mas um cabo alemão enfermeiro o salvou. Ele foi levado ao hospital para tratamento dos tornozelos, quebrados quando o piloto caiu sobre uma casa. Lá, foi tratado muito bem e mais tarde, o diretor do hospital alemão, um oficial, rendeu-se a ele bem como todo o quadro de homens, pois o diretor vira que a guerra estava perdida para os alemães.

No dia 22 de abril de 1945, o 1º Grupo de Caça tinha apenas 22 pilotos e 23 aviões e conseguiu cumprir 11 missões em 44 surtidas de combate.

No dia 26 de abril, nove dias antes do fim da guerra, o Tenente Dornelles, que tinha completado 89 missões de guerra, foi abatido fatalmente pela “Flak”, na cidade de Alessandria, Itália. Após a guerra seus restos mortais foram transladados para o Brasil, e hoje repousam no monumento dos Pracinhas, no Rio de Janeiro, RJ. Tenente Dornelles foi um dos mais bravos pilotos do 1º Grupo de Caça, assim também como um dos mais queridos.

RESULTADOS OPERACIONAIS OBTIDOS PELO 1º GRUPO DE CAÇA NA ITÁLIA
Destruídos Danificados
Aviões 2 9
Locomotivas 13 92
Transportes motorizados 1.304 686
Vagões e carros-tanques 250 835
Carros blindados 8 13
Pontes de estrada de ferro e de rodagem 25 51
Cortes em estrada de ferro e de rodagem 412
Plataformas de triagem 3
Edifícios ocupados 144 94
Acampamentos 1 4
Postos de comando 2 2
Posições de artilharia 85 15
Alojamentos 3 8
Fábricas 6 5
Diversas instalações 125 54
Usinas elétricas 5 4
Depósitos de combustíveis e munições 31 15
Depósito de material 11 1
Destilaria de petróleo 3 2
Estações de radar 2
Embarcações 19 1
Navio 1
Viaturas hipomóveis 79 19

Ao todo, o 1º Grupo de Aviação de Caça voou um total de 445 missões, 2.550 surtidas individuais e 5.465 horas de voo de combate, de 11 de novembro de 1944 a 6 de maio de 1945. O XXII Tactical Air Command, subordinado à 12th Air Force, reconheceu a eficiência do Grupo ao constatar que embora tenha voado apenas 5% do total de missões realizadas por todos os esquadrões sob seu controle, atingiu um percentual muito maior da destruição total realizada: 85% dos depósitos de munições; 36% dos depósitos de combustível; 28% das pontes (19% danificadas); 15% dos veículos motorizados (13% danificados); e 10% dos veículos puxados por cavalos (10% danificados).


Baixas

Entre os oficiais pilotos que exerceram atividades aéreas no Grupo, no total de 48, houve 22 baixas, sendo:

  • 5 mortos em combate – abatidos pela artilharia antiaérea inimiga
  • 8 abatidos pela artilharia antiaérea inimiga e feitos prisioneiros
  • 6 Afastados do serviço por prescrição médica em virtude de esgotamento físico
  • 3 mortos em acidentes de aviação

Oficiais mortos em combate

  • 2º Ten. John Richardson Cordeiro e Silva – morto em ação nos arredores de Bolonha, an 6.11.1944.
  • 2º Ten. João Mauricio Campos de Medeiros – morto em ação, próximo de Alessandria, no dia 2.1.1945.
  • 1º Ten. Aurélio Vieira Sampaio – abatido próximo de Milão, no dia 22.1.1945.
  • Asp. da Reserva Frederico Gustavo dos Santos – abatido pela explosão de um depósito por ele destruído, no dia 22.04.1945.
  • 1º Ten. Luiz Lopes Dornelles – morto em ação, em Scandiano, no dia 26.04.1945.

Além dessas baixas, perdeu o Grupo mais 4 oficiais, vítimas de acidentes de aviação, em zonas de operações de guerra, a saber:

  • 2º Ten. Dante Isidoro Gastaldoni, no dia 18.05.1944, em Agua Dulce, Canal do Panamá.
  • 2º Ten. Oldegard Olsen Sapucaia, no dia 7.11.1944, em Tarquinia, Itália.
  • 1º Ten. Waldyr Pequeno de Mello e Rolland Rittmeister, no dia 16.11.1944, em Tarquinia, Itália.

Em 9 de março de 1945, um depósito de munição alemão perto de Fenili, Itália, explode após ser atingido por P-47s brasileiros voando como parte do 350th Fighter Group, XXII Tactical Air Command

Republic P-47 da Esquadrilha Verde do 1º Grupo de Caça da FAB, em fevereiro de 1945

Tenente Coronel Nero Moura comandante do 1º Grupo de Caça dá instruções da missão aos seus pilotos

À esquerda, major Walter Maciey, um oficial de ligação americano com o Primeiro Grupo de Caça brasileiro, discute o alvo do dia com o capitão Francisco Dutra Sabroza

À esquerda, o Capitão Lafayette Souza, líder de esquadrilha, e o Capitão Oswaldo Pamplona Pinto, Oficial de Operações do Primeiro Grupo de Caça

O pessoal médico anexado ao Primeiro Grupo de Caça na Itália. O homem à Direita é Luthero Vargas, filho do Presidente do Brasil e encarregado da unidade médica

Quando os pilotos do Primeiro Grupo de Caça voltaram aos Estados Unidos, passaram a maior parte de seu tempo livre no hotel Waldorf Astoria. Na Itália, eles deram o mesmo nome para sua barraca

A cantina do Primeiro Grupo de Caça

No caminho para a linha de voo, os pilotos brasileiros na Itália fumam cigarros e conversam

Pessoal de armamento do Primeiro Grupo de Caça equipa um dos Republic P-47 para uma missão

P-47 Thunderbolts do Primeiro Grupo de Caça recebem combustivel para a próxima missão

Segundo Tenente Marcos Coelho Magalhaes de 21 anos de idade, junto ao seu P-47. Na bomba lê-se “Um souvenir da FAB”

Segundo Tenente Helio Carlos Cox, natural do Rio de Janeiro, em seu Republic P-47

Segundo Tenente Jorge E.P. Taborda, natural do Rio de Janeiro

Tenente Raymundo da Costa Canario, natural do Rio de Janeiro

Republic P-47 da FAB aquecem os motores antes da missão

A bandeira brasileira tremula enquanto uma esquadrilha retorna de uma missão

Mecânicos trabalham em um P-47

Cabo Augusto Cesar de Araujo, natural da Bahia, especialista em armamento do Primeiro Grupo de Caça

Sargento Gean Bourdon, natural do Rio de Janeiro, “Flight Chief” do Primeiro Grupo de Caça

Mecânicos trabalham nos P-47 do Primeiro Grupo de Caça

À esquerda, soldado Nilo Lopes, natural do Rio Grande do Sul, e o soldado Urbano Bento, do Rio de Janeiro, inpecionam o buraco feito pela flak alemã, em um P-47 da FAB

Um membro do Primeiro Grupo de Caça inspeciona uma metralhadora ponto 50 do P-47

Um grupo de armamento do Primeiro Grupo de Caça brasileiro prepara um Republic P-47 para o combate

Um mecânico do Primeiro Grupo de Caça remove a hélice de um P-47 em um aeródromo em algum lugar da Itália

Tenente Rui Moreira Lima no cockpit do seu P-47

Tenente Coronel Nero Moura, Comandante do Primeiro Grupo de Caça

Pilotos do Primeiro Grupo de Caça discutem sobre a missão que acabaram de realizar

Pilotos e membros do Primeiro Grupo de Caça descansam em frente à Torre de Pisa


1º Grupo de Aviação de Caça na revista japonesa KOKU-FAN Illustrated

Senta a Pua 006

Fotos raras do 1° Grupo de Aviação de Caça da FAB na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial, reproduzidas da revista japonesa KOKU-FAN Illustrated, nº 82 de 1995-96. Colaboração do amigo Gustavo Moraes.

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Senta a Pua 002

Senta a Pua 004

 

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Moussa

Prova de que o Brasil tem outros heróis além de futebolistas e pilotos de corrida!! Orgulho dessa história!!

Rinaldo Nery

Exato. Esqueceu dos participantes do BBB, ¨heróis do Bial¨. rsrsrsrsrs

Santos BR

Parabéns aos nossos herois na Italia. Esse belo documentário ajuda a manter viva a memória da luta da FEB.

João Adaime

Sempre é bom lembrar uma singela diferença entre os pilotos brasileiros e os norte-americanos no 350th Fighter Group. Enquanto os norte-americanos cumpriam 30 missões e iam pra casa, os brasileiros do 1º GC “Jambock” tinham esperar a guerra terminar. Inclusive para reforçar o número de pilotos de caça, um piloto de avião de transporte foi transformado em caçador. Seu treinamento consistiu em disparar um tiros sobre o mar e pronto. Não lembro mais o nome deste piloto (consta do livro Senta a Pua). Como sempre os brasileiros fizeram das tripas coração. “Se todos nós quisermos, poderemos fazer desta uma grande… Read more »

Leandro Costa

Não me lembro disso, João. Pelo que lembro, todos os nossos pilotos receberam treinamento de conversão operacional no p-47 nos EUA. Recebemos apenas umas duas ou três turmas de recompletamento, mesmo assim com número baixo de pilotos por turma. O próprio Canário era um piloto oriundo de recompletamento. Isso foi um problema causado pelos pessoal que ficou no Brasil, porque o treinamento de pilotos nos EUA nunca parou. Porém, nossos pilotos receberam muito pouco treinamento de ataque ao solo, sendo o treinamento praticamente todo voltado para combate ar-ar, então todos tiveram ‘on the job training’ quando chegaram no TO. Lembro-me… Read more »

Leandro Costa

Ah sim, tive os pilotos oriundos de outra aviação que não era a de caça. Alberto Martins Torres, por exemplo, vinha da Patrulha. E afundou um submarino alemão na costa do RJ em um Catalina. Voou 100 missões durante a Guerra.

João Adaime

Caro Leandro
Este exemplo que citei aconteceu em pleno teatro de operações. O “treinamento” ocorreu lá na Itália mesmo. Pelo menos está citado no livro “Senta a Pua”. Detalhes, só lendo a obra.
Abraço

Leandro Costa

Eu já separei a obra aqui para tentar achar isso. Mas tenho certeza absoluta que o treinamento no P-47 aconteceu nos EUA. Só que esse treinamento não focou em ataque ao solo, mas sim em combate aéreo. Não lembro de qualquer conversão operacional feita no teatro de operações. Todos os nossos pilotos já voavam o P-47 antes de chegarem na Itália.

Rinaldo Nery

Creio que não houve esse fato. Já havia pilotos sendo treinados nos EUA, e prontos pro combate.

João Adaime

Olá comandante. Se não foi no Senta a Pua, foi noutro livro da Biblioteca do Exército. Li já faz mais de 20 anos. Foi uma decisão pessoal do comandante. O piloto ou já estava lá ou tinha recém chegado do norte da África. Ou de outro lugar via norte da África. Deram um P-47 pra ele, fez uns disparos sobre o mar e foi logo integrado ao grupo. Era já perto do fim da guerra. Lamento não poder informar a fonte, porque tenho mais de 100 livros sobre a II GM e outras guerras ou relacionados ao tema. Mas acho… Read more »

Leandro Costa

João, com todo o respeito, acho que está se confundindo. Havia todo um rito burocrático, mesmo em estado de Guerra, para um militar ser admitido em qualquer unidade. O GAvCa não foi exceção à essa regra. Houveram diversos exemplos em que os Brasileiros se destacaram em solucionar em problemas de maneira sagaz, mas acho que essa não foi uma delas.

Alexandre COLLAÇO BEZERRA

Meu PAI foi PILOTO do MINISTÉRIO DA SAÚDE e o HERÓI ” ALBERTO TORRES ” foi um grande amigo dele !!!!!

Leandro Costa

Interessante a coincidência. Alberto Martins Torres foi vizinho da minha mãe quando ela era pequena aqui em Niterói. Ela só reconheceu quem era o ‘seu Torres’ quando ela me viu assistindo o documentário do Senta a Púa!

Parabéns e obrigado ao seu pai, Alexandre. Imagino os vôos que não deve ter feito para regiões isoladas levando medicamentos.

Paulo Eduardo Faria

Seria legal colocarem o quadro comparativo (%) do que a FAB destruir em relação ao que o 350th destruiu, esse quadro demonstra o quão monstros foram nossos pilotos!!!

Paulo Sollo

Excelente matéria.
Uma pena não termos mais P-47 além do que está no MUSAL recuperados e se apresentando pelo país. A maior parte da população, principalmente das novas gerações sequer deve saber que o Brasil teve pilotos combatendo na 2ª Guerra e sobre seus feitos.
Vale a pena ver de novo este documentário:
https://m.youtube.com/watch?v=9v2PN4CeCM0

Leandro Costa

O MUSAL tem dois P-47, que eu saiba. Um deles está em exposição estática e de vez em quando é deslocado para outros lugares em datas especiais. Já o vi até na BASC durante uma semana da caça, assim como no aterro, no monumento aos mortos da Segunda Guerra e na Cinelandia. Ele está incompleto, cockpit sem painel e tudo. Só serve para exposição estática mesmo. O outro, foi restaurado para condições de vôo (algo que acho que não é mais capaz de fazer) e é o que gira o motor e tudo. Está maravilhoso. Acho que tem outro na… Read more »

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