quarta-feira, abril 21, 2021

Gripen para o Brasil

Omnisys é contratada para fornecer novos radares secundários no Brasil, totalizando 70 unidades para proteção do espaço aéreo brasileiro

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br
  • O contrato inclui o fornecimento de dois radares secundários de vigilância localizados em Petrolina (PE) e Bom Jesus da Lapa (BA), peças de reposição e serviços de manutenção.
  • Os radares utilizam a mais avançada tecnologia existente no mercado e darão suporte total aos controladores em caso de condições adversas de tráfego aéreo, além de garantir a segurança e a soberania do espaço aéreo.
  • Os radares serão produzidos no Brasil, na unidade da Omnisys em São Bernardo do Campo (SP), prestigiando a economia local.
  • Com esse novo contrato, o número total de radares RSM 970S em operação no Brasil sobe para 70.

A Omnisys, subsidiária da Thales no Brasil, em um consórcio com a Clemar Engenharia, assinou um contrato com a Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA) em fevereiro de 2021 para o fornecimento de radares secundários de vigilância para otimização do controle do espaço aéreo em Petrolina (PE) e Bom Jesus da Lapa (BA).

Fabricados no Brasil, na unidade da Omnisys em São Bernardo do Campo (SP), os radares RSM970S contam com suporte local e certificação de produto de defesa estratégica do Ministério da Defesa do Brasil. O contrato também inclui uma garantia de dois anos, fornecimento de peças de reposição e serviços de manutenção. Após o período da garantia, os radares também contarão com o suporte da Omnisys por meio de seu contrato de manutenção de base instalada existente, celebrado com a Força Aérea Brasileira.

Com mais de 200 unidades em operação em 53 países e 68 dessas unidades operando só no Brasil, o radar secundário RSM 970S utiliza tecnologias inovadoras e de ponta, garantindo uma completa integração e disponibilidade de dados de vigilância e comunicação, além de alta confiabilidade e conformidade com as recomendações e normas internacionais para controle de tráfego aéreo.

A Omnisys é uma fabricante global de radares do grupo Thales, com sua produção voltada não apenas para o Brasil, mas, também, para exportação para a América Latina, Ásia e Europa. A Força Aérea Brasileira inaugurou a primeira das quatro estações com radares primários e secundários de vigilância produzidos pela Omnisys, em agosto de 2020, para auxiliar no combate ao tráfego aéreo ilegal de cargas nas fronteiras com a Bolívia e o Paraguai, na região de Corumbá (MS).

A Clemar é uma empresa de engenharia civil certificada pela Thales como Key Industrial Partner (KIP) e parceira da Omnisys neste projeto, sendo responsável pelo fornecimento da infraestrutura civil para a instalação dos radares. A Omnisys e a Clemar têm uma parceria bem-sucedida de longa data e trabalharam juntas na implementação de vários locais de radar no Brasil.

“A parceria com a CISCEA confirma o compromisso da Omnisys com a segurança e a soberania do nosso país. Buscamos fortalecer a indústria de defesa brasileira e também levar tecnologia desenvolvida localmente para o exterior. A tecnologia de ponta da Omnisys é colocada a serviço do Brasil”. Luiz Henriques, Diretor-Presidente, Omnisys Engenharia.

“A implantação de novas tecnologias e equipamentos é uma preocupação estratégica permanente da Força Aérea Brasileira e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, visando à manutenção da Soberania e da Defesa Nacional. A Omnisys tem sido grande parceira da CISCEA ao fornecer equipamentos com tecnologia da última geração. Além disso, a fabricação nacional é logística e economicamente eficiente, mantendo um alto nível de disponibilidade de equipamentos para empregabilidade no Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB)”. Brigadeiro do Ar Sérgio Rodrigues Pereira Bastos Junior, Presidente da CISCEA.

Sobre a Omnisys

A Omnisys é uma empresa brasileira de alta tecnologia com ampla experiência nos mercados civil, espacial, de defesa e segurança. Sediada em São Bernardo do Campo, a empresa tem mais de 200 empregados e forte presença nos segmentos de controle de tráfego aéreo, defesa aérea, eletrônica de mísseis, guerra eletrônica, sonar, cargas úteis para satélites, segmentos de entretenimento em voo e serviços. Em 2006, a Omnisys tornou-se subsidiária do Grupo Thales e é referência no grupo com seu Centro de Excelência em Radares de Gerenciamento de Tráfego Aéreo, com sua produção direcionada aos mercados nacional e internacional. Desde 2015, a Omnisys também recebeu investimentos para a inauguração da linha secundária de radares e a construção do Centro de Sonares. Junto com a Thales Alenia Space, a Omnisys também inaugurou seu Centro de Tecnologia Espacial em São José dos Campos. A Omnisys é a principal fornecedora do programa espacial CBERS.

Sobre a Thales

A Thales (Euronext Paris: HO) é líder global em alta tecnologia que investe em inovações digitais e tecnologias essenciais – conectividade, big data, inteligência artificial, cibersegurança e tecnologia quântica – para construir um futuro em que todos possamos confiar e que é vital para o desenvolvimento de nossa sociedade. A empresa oferece soluções, serviços e produtos que ajudam seus clientes – empresas, organizações e nações – a superar seus desafios nos mercados de defesa, aeronáutica, espaço, transporte e identidade digital e segurança, tendo sempre pessoas à frete do processo de tomada de decisão. Com 83.000 colaboradores em 68 países, a Thales teve um faturamento de € 19 bilhões em 2019 (em base pró-forma, incluindo a Gemalto durante 12 meses).

DIVULGAÇÃO: CDN Comunicação

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Gabriel BR

Os franceses ainda são nosso fornecedor mais importante.

Carlos Campos

infelizmente

Fabio Araujo

Vão substituir os radares antigos ou vão instalar novos radares?

Lyw

São radares secundários, que atuarão complementares aos principais dos CINDACTAs. Vão ampliar a cobertura de radar.

Up The Irons

[OFF]
Alguém tem notícias sobre nosso possível (?) sistema de defesa antiaérea?
Notícia de dezembro e de lá pra cá não ouvi mais nada sobre o assunto.

https://www.forte.jor.br/2020/12/24/defesa-antiaerea-definidos-os-requisitos-operacionais-conjuntos-para-o-sistema-de-medio-alcance-para-as-forcas-armadas/

Nilton L Junior

Estou em dúvida 70 de um modelo e 2 outro, ou seria 68 de tipo e 2 de outro, a instalação tem como critério locais sem cobertura de radar ou para complementar.

SoldierofFEB

Omnisys é mais uma daquelas da bid brasileira que se tornou subsidiária de grandes indústrias extrangeiras

Aéreo

A Helibras dos radares

Wellington Góes

Não, não…. A Helibras tem capital dividido em 75% para a Airbus Helicopter e 25% para o governo do Estado de Minas Gerais. A Omnisys é capital de 100% da Thales Group, assim como a AEL é 100% da ELBIT, como a ARES.

CRSOV

Qual é a função de um radar secundário ?

Rinaldo Nery

Receber dados dos transponders das aeronaves. Só visualiza tráfego colaborativo (com transponder ligado). Se desligar o transponder não serve pra nada. Ou seja, pra Defesa Aérea pouca serventia.

Salim

Resposta curta e clara, obrigado por dividir seu conhecimento.

Tomcat4,2

E vamo que vamo fechando os céus brasileiros para os intrusos e dificultando a vida da bandidagem !!!

Eduardo

É um radar secundário para ATC fera.

Rinaldo Nery

Exato. Pouca serventia pra identificação de tráfegos não colaborativos. Vai enxergar o caçador.

Wellington Góes

Se o Rafale tivesse levado o F-X2, seria a Omnisys a responsável pela manutenção dos radares e sistemas embarcados (Spectra, OSF, RWR, EW, etc….), até a manufatura de alguns componentes dos sistemas embarcados, inclusive, exportando estes para novos contratos de outros clientes do Rafale … Mas o Gripen NG, hoje E/F, se sagrou vencedor, entretanto, não há nenhum compromisso tecno-industrial com a SELEX Galileo (atual Leonardo Electronics Division), do novo radar AESA Raven ES 05, nem dos outros sistemas de EW, RWR, IRST, etc, já que a FAB, do comando do Saito e depois do Bueno, não achavam importante o… Read more »

Wellington Góes

Errata… “….do comando Saito e depois ROSSATO”…

Rinaldo Nery

Há uma matéria sobre a modernização do sistema DACOM. É bem mais importante que esta.

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