quarta-feira, agosto 4, 2021

Gripen para o Brasil

VÍDEO EXCLUSIVO: A história do caça F-5 – parte 6

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Após a concorrência para o Exército dos Estados Unidos os dois protótipos do N-156F foram encostados na esperança de que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos tomasse uma decisão em relação ao programa FX de exportação.

No começo do ano de 1962, com o acirramento da Guerra Fria, a administração do presidente John F. Kennedy estava disposta a pagar qualquer preço para apoiar os países aliados. Desta maneira o Programa FX foi retomado e o vencedor foi anunciado em maio de 1962. O projeto N-156F da Northrop foi escolhido, mas ele deveria ser adaptado para atender ao Requerimento Operacional 199.

O projeto recebeu reforços nas asas para a instalação de quatro cabides subalares. Os motores originais foram substituídos pelos J85-13 mais potentes. O tem de pouso foi reforçado e houve aumento da capacidade interna de combustível.

A construção do terceiro protótipo do N-156F foi retomada e este recebeu as modificações apontadas pelo requerimento do Departamento de Defesa. O nome do avião, “Freedom Fighter” já havia sido escolhido pouco antes do primeiro voo do protótipo N-156F e a designação F-5 foi alocada em agosto daquele ano.

Em 31 de julho de 1963 voou o primeiro YF-5A “Freedom Fighter”. Além do monoposto F-5A, foi solicitado que a Northrop desenvolvesse uma aeronave de conversão operacional. Assim nasceu o F-5B, que incorporava características do F-5A e do T-38. O primeiro F-5B voou em fevereiro de 1964.

Além de ser um caça de baixo custo de manutenção, o F-5 também era um caça de baixo custo de produção. Isto se deveu em boa parte ao processo industrial criado pela Northrop. Nas amplas e modernas instalações da empresa em Hawthrone o departamento de engenharia de produção desenvolveu o sistema “NORAIL”.

O sistema permitia que as peças das fuselagens ficassem suspensas em trilhos ao invés de serem transportadas em carrinhos pelo piso da fábrica. Os trilhos possuíam plataformas para que o trabalho ocorresse simultaneamente na parte inferior e na parte superior. Apenas dois funcionários eram necessários para mover a fuselagem de uma estação para a outra.

Pela complexidade da montagem dos sistemas do cockpit a parte frontal da fuselagem era suspensa em suportes rotativos antes de ser unida com a fuselagem central.

A linha de montagem do F-5 pelo sistema NORAIL possuía pouco menos de 490 metros de comprimento e corria paralelamente à linha de montagem do T-38. Em função da similaridade dos dois projetos parte do ferramental era compartilhado entre as duas linhas.

Na última estação do sistema NORAIL as fuselagens completas e as asas eram posicionadas em trailers e transportadas para a unidade de Palmdale, onde ocorria a instalação dos motores e a montagem final. Em 1969 o sistema NORAIL também foi instalado na unidade de Palmdale, permitindo a montagem de subsistemas e a montagem final.

O programa de auxílio MAP incluía não só a venda ou doação de material militar, mas também o treinamento de militares estrangeiros e assessoria técnica nos países.

O trabalho de treinar e assessorar os estrangeiros coube à USAF. O centro de treinamento foi estabelecido na Base Aérea de Williams, estado do Arizona, em dezembro de 1963. Lá, o Esquadrão de Treinamento de Tripulações de Combate 4441 foi criado exclusivamente para a missão de treinar pilotos e equipes de manutenção da aeronave. No ano seguinte o esquadrão recebeu os seus primeiros aviões.

A estrutura típica do curso de piloto de caça para estrangeiros iniciava-se com duas semanas de familiarização com a língua inglesa. Na sequencia os pilotos seguiam para o Esquadrão 4441 onde recebiam de 115 horas de “ground school” e 40 a 50 horas de voo prático. As tripulações aprendiam voo em formação, voo por instrumentos, manobras de combate, tiro ar-ar e ar-solo. O número de pilotos enviados variava, mas comumente eram aceitos seis por país em cada curso.
O curso de apoio e manutenção para graduados variava entre 85 a 250 horas, dependendo da complexidade e da profundidade do assunto.

A primeira turma de pilotos do primeiro curso, iniciado em setembro de 1964, compreendeu seis iranianos, dois sul-coreanos e dois assessores norte-americanos.

- Advertisement -

3 Comments

Subscribe
Notify of
guest
3 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Wagner

E estão aí na FAB até hoje! Forever 5. Não vejo a hora de vê-los em museus.

Justin Case

F5-4EVER

Tales

O senhor pilotou o F-5 ou apenas o Mirage III, entre os caças?

Últimas Notícias

Taiwan conclui as avaliações operacionais do míssil Sky Sword II aprimorado

Novo míssil projetado pelo NCSIST de Taiwan tem alcance estendido de 60 km TAIPEI (Taiwan News) – Oficiais militares disseram...
- Advertisement -
- Advertisement -