terça-feira, novembro 30, 2021

Gripen para o Brasil

VÍDEO EXCLUSIVO: A história do caça F-5 – parte 6

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Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Após a concorrência para o Exército dos Estados Unidos os dois protótipos do N-156F foram encostados na esperança de que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos tomasse uma decisão em relação ao programa FX de exportação.

No começo do ano de 1962, com o acirramento da Guerra Fria, a administração do presidente John F. Kennedy estava disposta a pagar qualquer preço para apoiar os países aliados. Desta maneira o Programa FX foi retomado e o vencedor foi anunciado em maio de 1962. O projeto N-156F da Northrop foi escolhido, mas ele deveria ser adaptado para atender ao Requerimento Operacional 199.

O projeto recebeu reforços nas asas para a instalação de quatro cabides subalares. Os motores originais foram substituídos pelos J85-13 mais potentes. O tem de pouso foi reforçado e houve aumento da capacidade interna de combustível.

A construção do terceiro protótipo do N-156F foi retomada e este recebeu as modificações apontadas pelo requerimento do Departamento de Defesa. O nome do avião, “Freedom Fighter” já havia sido escolhido pouco antes do primeiro voo do protótipo N-156F e a designação F-5 foi alocada em agosto daquele ano.

Em 31 de julho de 1963 voou o primeiro YF-5A “Freedom Fighter”. Além do monoposto F-5A, foi solicitado que a Northrop desenvolvesse uma aeronave de conversão operacional. Assim nasceu o F-5B, que incorporava características do F-5A e do T-38. O primeiro F-5B voou em fevereiro de 1964.

Além de ser um caça de baixo custo de manutenção, o F-5 também era um caça de baixo custo de produção. Isto se deveu em boa parte ao processo industrial criado pela Northrop. Nas amplas e modernas instalações da empresa em Hawthrone o departamento de engenharia de produção desenvolveu o sistema “NORAIL”.

O sistema permitia que as peças das fuselagens ficassem suspensas em trilhos ao invés de serem transportadas em carrinhos pelo piso da fábrica. Os trilhos possuíam plataformas para que o trabalho ocorresse simultaneamente na parte inferior e na parte superior. Apenas dois funcionários eram necessários para mover a fuselagem de uma estação para a outra.

Pela complexidade da montagem dos sistemas do cockpit a parte frontal da fuselagem era suspensa em suportes rotativos antes de ser unida com a fuselagem central.

A linha de montagem do F-5 pelo sistema NORAIL possuía pouco menos de 490 metros de comprimento e corria paralelamente à linha de montagem do T-38. Em função da similaridade dos dois projetos parte do ferramental era compartilhado entre as duas linhas.

Na última estação do sistema NORAIL as fuselagens completas e as asas eram posicionadas em trailers e transportadas para a unidade de Palmdale, onde ocorria a instalação dos motores e a montagem final. Em 1969 o sistema NORAIL também foi instalado na unidade de Palmdale, permitindo a montagem de subsistemas e a montagem final.

O programa de auxílio MAP incluía não só a venda ou doação de material militar, mas também o treinamento de militares estrangeiros e assessoria técnica nos países.

O trabalho de treinar e assessorar os estrangeiros coube à USAF. O centro de treinamento foi estabelecido na Base Aérea de Williams, estado do Arizona, em dezembro de 1963. Lá, o Esquadrão de Treinamento de Tripulações de Combate 4441 foi criado exclusivamente para a missão de treinar pilotos e equipes de manutenção da aeronave. No ano seguinte o esquadrão recebeu os seus primeiros aviões.

A estrutura típica do curso de piloto de caça para estrangeiros iniciava-se com duas semanas de familiarização com a língua inglesa. Na sequencia os pilotos seguiam para o Esquadrão 4441 onde recebiam de 115 horas de “ground school” e 40 a 50 horas de voo prático. As tripulações aprendiam voo em formação, voo por instrumentos, manobras de combate, tiro ar-ar e ar-solo. O número de pilotos enviados variava, mas comumente eram aceitos seis por país em cada curso.
O curso de apoio e manutenção para graduados variava entre 85 a 250 horas, dependendo da complexidade e da profundidade do assunto.

A primeira turma de pilotos do primeiro curso, iniciado em setembro de 1964, compreendeu seis iranianos, dois sul-coreanos e dois assessores norte-americanos.

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Wagner

E estão aí na FAB até hoje! Forever 5. Não vejo a hora de vê-los em museus.

Justin Case

F5-4EVER

Tales

O senhor pilotou o F-5 ou apenas o Mirage III, entre os caças?

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