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Alemanha pode adquirir caças F-18 para substituir Tornados

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Super Hornet Block III

BERLIM – A partir de 2025, a antiga frota de Tornados do Bundeswehr será substituída por mais 90 jatos Eurofighter e 45 aviões F-18 do fabricante americano Boeing, relatou o Handelsblatt e outros meios de comunicação alemães, acrescentando que o F-18 será adquirido para guerra eletrônica e missões de ataque nuclear.

O plano interno preparado pelo Bundeswehr já foi discutido com a indústria, de acordo com a agência de notícias dpa, mas a ministra da Defesa Annegret Kramp-Karrenbauer (CDU) ainda não aprovou o plano.

Se aprovado, relatou o Handelsblatt, a Alemanha compraria 30 F-18E/F Super Hornets para substituir o Tornado na missão de ataque nuclear, pois modificar um caça dos EUA seria mais rápido e simples do que modificar o Eurofighter, assumindo que o governo dos EUA aceitaria.

Além disso, a Alemanha também compraria 15 aeronaves de ataque eletrônico EA-18G Growler para substituir a variante Tornado ECR.

Eurofighters adicionais assumiriam as outras missões agora realizadas pela frota do Tornado, principalmente reconhecimento e ataque ao solo. O número relativamente grande de pelo menos 78 Eurofighters adicionais – mas possivelmente acima de 90 – será atingido porque novas aeronaves adicionais também serão compradas como substitutas dos Eurofighters Tranche 1 mais antigos.

Atualmente, o Bundeswehr opera um total de 234 aviões de combate, incluindo 141 Eurofighters da Airbus e 93 jatos Tornado construídos pelo consórcio europeu Panavia. O Tornado, lançado quase 40 anos atrás, é destinado a ataques aéreos, reconhecimento tático e guerra eletrônica – bem como a ataques nucleares usando bombas nucleares de gravidade fornecidas pelos EUA.

EA-18G Growler, de guerra eletrônica

Houve uma longa controvérsia sobre o sucessor do Tornado, que envolve um montante de dois dígitos de bilhões de euros ao longo dos anos. O plano agora em negociação visa reconciliar os requisitos da política de segurança com a política industrial, o que, entre outras coisas, envolve fortes interesses da Baviera. A divisão de armamentos da Airbus tem sua sede na Baviera, e os Eurofighters são finalmente montados em Manching. De qualquer maneira – um futuro governo federal só tomará a decisão final no cronograma.

O projeto também é politicamente difícil por causa do “papel especial” do Tornado: o conceito de dissuasão nuclear da OTAN prevê que os aliados tenham acesso às armas nucleares dos EUA em caso de guerra, ou seja, eles devem ser capazes de transportar as bombas para seu destino. Oficialmente nunca confirmado, mas é uma espécie de segredo aberto: 20 bombas termonucleares de gravidade B61 das forças armadas dos EUA devem ser armazenadas na base aérea de Büchel, na região de Eifel, e podem ser instaladas nos Tornados alemães em caso de guerra.

Uma aeronave de ataque Tornado da Força Aérea Alemã desdobrada em Al-Asrak, na Jordânia, em operações contra o ISIS. A Alemanha planeja aposentar seus Tornados até 2025, e quer selecionar um substituto. (Foto da Luftwaffe)

FONTE: Defense-Aerospace.com

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Antunes 1980
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Antunes 1980

Vetor norte-americano não stealth mais capaz da atualidade. A escolha certa para lançar nukes.

As demais 63 unidades serão do eurofighter.

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Para mim essa pendenga toda mostra como os franceses estavam corretos na sua visão do que deveria ser o Eurofighter: um caça multimissão desde a concepção, não algo adaptado ao projeto depois das primeiras versões. O Rafale assumiu a missão de ataque nuclear francês um tempão atrás. E essa ministra da defesa alemã é daqueles casos onde chamam alguém para a pasta que não entende bulhufas do riscado, vide o recente affair do fuzil G36, que no fim das contas não tinha nada de errado com a arma, entre outros. Sem falar no deplorável estado de prontidão das forças armadas… Read more »

Marcelo
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Marcelo

nem o F-16 e nem o C-130 estão na mesma categoria que o Typhoon e o A400, respectivamente.

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Muita gente olha o F-16 como um caça leve, mas se você prestar atenção na carga paga e alcance, ele iguala ou topa tudo que os europeus produziram depois dele. E isso inclui Tornado e Typhoon.

Lembro até de um artigo no (agora defunto) Air Power Australia, onde o autor levanta o cenário da RAF abandonar o Typhoon pelo F-16, pouco antes do Eurofighter entrar em operação. E as contas não eram muito favoráveis ao Typhoon não.

rui mendes
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rui mendes

Pois , actualmente o Typhoon é de longe o melhor avião de guerra ar/ar, e dos melhores multifunções do mundo, na função ar/ar , só os 5g são melhores. Queiram ou não.

Marcelo
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Marcelo

que eu saiba a Suécia mostrou interesse no F-20. O caso sueco e também os outros europeus é que querem possuir indústria de alta tecnologia próprias e independentes, no caso sueco ainda mais pois não fazem parte da OTAN. Por que todos devem usar aeronaves dos EUA?

Tutu
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Tudo bem, hoje eles teriam o F-35.
Porém observe o tamanho da indústria de defesa sueca que foi construída por meio do projeto gripen.
Fazendo até um paralelo, essa decisão de ter um caça próprio foi tão acertada que hoje eles estão ganhando dinheiro exportando o produto final.

rui mendes
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rui mendes

A indústria de defesa Sueca construída por meio do projeto Grippen!!! Essa é boa, sem comentários.

Camargoer
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Camargoer

Caro Clesio. Os técnicos militares sugerem as soluções. Os técnicos da área econômica avaliam a viabilidade técnica o e ministro ou ministra avalia a viabilidade política e coordena as solicitações dos militares ao programa de governo. Ministro não precisa ser um técnico. Aliás, a pergunta mais importante que a Alemanha deveria manter capacidade de ataque nuclear. Quem sabe uma consulta popular. A guerra fria acabou.

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Exceto que sem experiência na área, você fica sujeito ao que os outros lhe dizem. E o que eles dizem pode ter uma agenda por trás que não condiz com o interesse nacional maior.

Não sugiro que ministros devam ser especialistas, mas ter um mínimo de experiência na área faz uma grande diferença. Especialmente na motivação pessoal para resolver os problemas relativos à pasta.

Vide o caso da ministra de defesa alemã: as forças armadas estão definhando operacionalmente. Estariam assim se quem estivesse no cargo fosse ex-militar que operou na linha de frente?

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Discordo totalmente. SEMPRE deve ser um técnico.

Marcelo
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Marcelo

nao faz muito sentido comprar F-18…mellhor seria comprarem uns 30 F-35s ainda mais porque a missao eh para penetrar em territorio inimigo para lancamento de bombas (burras) nucleares. Ou entao abrir mao dessa missao, que hoje em dia eh quase suicida.

jagderband#44
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jagderband#44

Talvez o preço seja um fator determinante.

Rodrigo M
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Rodrigo M

Para a Alemanha?

Augusto Mota
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Augusto Mota

Também acho.

Tutu
Visitante

Eles já tem um caça de 6ª geração em desenvolvimento, caso esse interesse no F/A-18 se confirme, entendo que eles podem estar buscando na realidade uma solução barata e rápida somente para cobrir a saída dos Tornado.

Evgeniy (RF).
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Evgeniy (RF).

O caça de sexta geração na Alemanha, como na França, existe apenas na forma de um modelo de madeira. Ou para dizer que o caça de sexta geração direta não existe.

rui mendes
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rui mendes

Todos os projectos começam assim, pelo início mesmo, só no fim aparece o resultado final do tal projecto.

Heinz Guderian
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Heinz Guderian

Hermann Göring deve está se contorcendo em seu túmulo nesse momento, com a Luftwaffe, pretendendo adquirir aviões americanos, e a prontidão pífia da Força aérea alemã.

Leandro Costa
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Leandro Costa

Hermann Göring, sem querer entrar no demérito de ter sido um criminoso nazista, tomou diversas decisões ao longo do período imediatamente anterior, e durante toda a Segunda Guerra Mundial que levaram, felizmente, a Luftwaffe à ruína. Sem contar que a Luftwaffe operou (e ainda opera) aeronaves americanas, italianas, francesas, soviéticas…

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Göring parece ser um daqueles casos que chegou no cargo por causa dos contatos que ele tinha, não por capacidade. Um exemplo interessante foi conflito dele com Adolf Galland, especialmente no que resultou na operação Bodenplatte. Galland queria reunir uma força de caças para dar um golpe decisivo nas frotas de bombardeiros que estavam varrendo a Alemanha do mapa. Göring tomou os aviões dele e os jogou na fatídica Bodenplatte, o que praticamente resultou no desmanche da Luftwaffe no fronte ocidental. Galland acabou na prisão por liderar uma revolta dos pilotos da Luftwaffe, contra as **rdas que Göring fazia e… Read more »

Leandro Costa
Visitante
Leandro Costa

Foi basicamente isso mesmo. Ele tomou vantagem de ter sido um piloto famoso durante a Primeira Guerra Mundial e de ter assumido o Richtofen Flying Circus (JG 1) depois que o Barão morreu para conseguir cada vez mais status dentro do NSDAP desde o início, ajudando à deslanchar a carreira do bigodinho enfezado.

Durante a tentativa de Putsch levou um tiro na virilha que o deixou impotente e virou dependente químico e a megalomania só piorou à partir daí e levou à decisões desastrosas durante a Guerra, para a felicidade dos aliados.

_RR_
Visitante
_RR_

Bom dia, Clésio.

Acrescento as “façanhas” de Göring a ignorância acerca das potencialidades do BF-110 e a estruturação da própria Luftwaffe ( constituída como uma força tática quando, provou-se mais a frente, haveria a necessidade de um componente estratégico eficaz ).

O caso do Bf-110 foi absurdo, colocando-os para lutar contra caças monomotores, provocando a perda de tripulações extremamente hábeis.

Leandro Costa
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Leandro Costa

Ele deixou que todo o trabalho do General Walter Wever fosse revertido para que a Luftwaffe se tornasse, para todos os efeitos, uma arma tática, que progredia apenas quando o Heer progredia. Quando o Heer parou de progredir, a Luftwaffe parava também por falta de alcance.

Antonio Palhares
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Antonio Palhares

Bom dia Clésio.
Acrescentando que ele tomou a cápsula de veneno que carregava quando estava preso. E era partidário do grupo de oficiais que achava que tomar Gibraltar e tirar os Ingleses do mediterrâneo era o mais prudente a fazer no inicio da guerra.

sub urbano
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sub urbano

Goring assim como os outros comandantes de primeiro escalão concordavam com Hitler em todas as maluquices que ele propunha. Algo normal em qualquer governo, apesar de tudo. Se formos olhar os sucessos iniciais de comandantes como Hugo Sperle que teve um excelente resultado na guerra civil espanhola e batalha da França, mas tendo fracassado de forma retumbante da Batalha da Inglaterra, não por culpa dele mas porque a própria “Blitz” foi erro estratégico devido a vaidade de Adolf Hitler. Um exemplo atual para comparação é o ministro da saúde Mandetta que começou gerindo muito bem a crise sendo que porém… Read more »

ednardo curisco
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ednardo curisco

Goring foi tão bom piloto quanto péssimo chefe de força armada

Camargoer
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Camargoer

Olá Ednardo. A biografia de Goring é muito interessante. Altos e baixos, sucessos e fracassos. Contudo, no contexto da discussão, acho que você soube resumir bem,

ednardo curisco
Visitante
ednardo curisco

Na netflix tem uma série sobre o pessoal que cercava o Hitler.

Resumindo: cordão de puxa saco que ficavam trocando caneladas o tempo inteiro.

Hitler instigava este tipo de comportamento porque gente insegura não consegue dar poder demais a ninguém.

O comando aliado era muito mais organizado, disciplinado e centralizado que o alemão.

No caso da Europa, Eisenhower mandava e pronto. Cada general na sua esfera com total comando. No caso alemão nunca ninguém mandava totalmente em nada. Era um banzé, como todo regime totalitário precisa ser.

Creio que Doenitz e o ALBERT SPEER eram os únicos competentes mesmo em suas funções.

Leandro Costa
Visitante
Leandro Costa

Speer era competente sim, mas ele inflou e ‘floreou’ bastante a narrativa de seu papel em diversos aspectos da indústria alemã.

M.@.K
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M.@.K

Li por cima e fiquei com dúvidas sobre o emprego das armas nucleares por parte da Alemanha, mas ao ler novamente a fundo, minha dúvida foi sanada com o último parágrafo… Bem explicada a matéria.

Antoniokings
Visitante
Antoniokings

O F-18 também parecia morto.
Talvez essa encomenda, apesar de relativamente pequena, seja para agradar o Tio Sam e dar uma injeção de adrenalina na Boeing antes de seu passamento.
Aliás, as ações da Boeing desabaram hoje na NYSE.

Observador
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Observador

Só alguém com a sua deficiência cognitiva para acreditar que os governo americano deixaria a Boeing falir. Mas vai lá, continue, porque é engraçado ler suas análises.

Antoniokings
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Antoniokings

Não queremos que vá à falência.
Queremos que continue, tal qual um vampiro, sugando o sangue do orçamento americano.

Flanker
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Flanker

Agradar o Tio Sam? Mas, você vive dizendo que a Europa tá se bandeando para o lado da rússia…….vive dizendo qie a Europa nâo precisa dos EUA ……
Quanto à Boeing eu, particularmente, estou me lixando se vai falir ou não. Só que o governo dos EUA já anunciou uma verba de 17 bilhões de dólares para a empresa.

Antoniokings
Visitante
Antoniokings

Pressões de momento.
O pequeno número de encomendas prova isso.
Se é que vão se realizar.
O certo é que o F-35, menina dos olhos dos EUA, nem pensar.

Luiz Floriano Alves
Visitante
Luiz Floriano Alves

A escoha do F-18 SH é uma decisão técnica adequada. A Alemanha tem politicas embasadas na sua grande história militar. Não vai escolher uma segunda opção por razões outras que não as militares.

Luís Henrique
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Luís Henrique

Eles não escolheram somente o SH. A compra foi dividida em 45 Eurofighters + 30 SH + 15 Growler. E + 33 à 45 Eurofighters para substituir os EF tranche 1. Ou seja, pode chegar a 78 ou 90 Eurofighter. O que essa compra dividida mostra: 1) desenvolver uma versão do Eurofighter de Guerra Eletrônica custaria muito tempo e dinheiro. Então preferiram adquirir 15 Growler. 2) qualificar o Eurofighter para operar com a bomba nuclear americana demoraria muito tempo, custaria mais dinheiro e possivelmente teria mais dificuldades políticas. Preferiram adquirir 30 Super Hornet para “agradar” o aliado, os EUA, reduzir… Read more »

Augusto Mota
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Augusto Mota

Foi uma decisão política com cara de técnica. Ideal mesmo seria se comprassem o F-35 por ser stealth, já q é para lançar bombas nucleares burras. Mas talvez por ser monomotor o F-35 não seja confiável assim, ou talvez por questões de alcance.

_RR_
Visitante
_RR_

Augusto, bom dia.

O F-35 custa uma fábula para operar… Some isso ao Eurofighter e fica evidente que a conta não vai fechar.

Mesmo que esteja falando de uma padronização da força de caça alemã, ainda seria impensável uma força constituída apenas por F-35.

Outro ponto é a compra do ‘Growler’. É praticamente único em sua categoria.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Olá Colegas. Eu pensava que a Alemanha poderia adquirir o Rafale para fazer o combate nuclear, mas de qualquer modo ele teria que passar por modificações nos EUA para empregar as armas nucleares dos EUA. De fato, faz mais sentido um avião construído nos EUA para empregar armas nucleares dos EUA. Acho interessante que se a Alemanha abrisse mão dessa capacidade de ataque nuclear, ela só precisaria de Typhoon.

Lucianno
Visitante
Lucianno

Existe um veto “não declarado” dos USA à compra de Rafale por qualquer país da OTAN.

Leandro Costa
Visitante
Leandro Costa

Camargoer, salvo engano, o emprego de armamento nuclear por parte da Alemanha é parte de um acordo ou tratado. É possível que a Alemanha deseje manter o status quo desse documento do que ter que renegociar essa parte específica à se abrir para a possibilidade de ter que renegociar tudo com os EUA. Ou seja, acredito que possam existir vantagens nesse acordo que, embora desconheçamos os detalhes, a Alemanha pode não querer se desfazer. Enfim, para resumir, nos faltam dados para fazer uma avaliação mais acertada. De fato, outra possibilidade é que a Rússia está cada vez mais adotando uma… Read more »

Fabio Jeffer
Visitante
Fabio Jeffer

Roberto F. Santana
Seu sonho é ver o mundo inteiro comprando apenas aviões americanos.
Vc acha que todos querem ser dependente dos EUA. Todos os países querem manter, aumentar e desenvolver seus parques industriais de defesa e correlacionados e manter também os empregos e mão de obra qualificados e se tornarem o mais possivelmente independente.
Mas acho que vc quer que todos sejam dependentes dos EUA em todos os sentidos.

Vinicius Momesso
Visitante
Vinicius Momesso

A sim, por que todos os artigos relacionados a armamentos ‘não americanos’ eram críticos aos mesmos.

Luís Henrique
Visitante
Luís Henrique

Caro Roberto,
A Força Aérea não tem obrigação de zelar por empregos, etc. Correto.
Mas o Governo sim. E quem paga as contas da força aérea é o Governo e os contribuintes.
Então é sensato e inteligente investir em uma indústria de defesa nacional, que além de bons produtos para as forças, gerará empregos, renda, tecnologias e independência.
Caso os aliados não possam socorrer ou não queiram mais, é fundamental possuir uma BID nacional, capacitada e indpendente.

Marcelo
Visitante
Marcelo

Conheço vários engenheiros israelenses que lamentam e muito a morte do Lavi

Rodrigo M
Visitante
Rodrigo M

Por acaso hoje Israel é quase o 51 estado americano, mas e amanhã?
A geopolítica pode mudar completamente para qualquer dos lados..
Quem garante que o Tio Sam vai carregar Israel no colo eternamente?
Vide Irã…

Luís Henrique
Visitante
Luís Henrique

Sugestão de título mais coerente:
Alemanha divide compra entre Eurofighters, Super Hornets e Growlers para substituir os Tornados.

Cicero
Visitante
Cicero

Alguém consegue explicar o que capacita um avião de caça ser homologado a transportar armas nucleares? Tipo algum sistema de computador de tiro específico? Porque consultando a internet vi que existem diversas aeronaves habilitadas, desde o F-16 e o Mig-21.
Por exemplo, levando em consideração o peso/tamanho de atuais ovigas nucleares (e sem querer ser ufanista) o AMX (que é pequeno) seria capaz dessa função?

Marcos Aurélio
Visitante
Marcos Aurélio

Porque será a Alemanha não vai de rafale? Já homologado para armas nucleares e é um parceiro industrial europeu…

Camargoer
Visitante
Camargoer

Olá Marcos. Pensei a mesma coisa. Acho que o problema seria os EUA acessarem o código fonte do Rafale “N” ou depois os franceses acessarem os códigos dos EUA nos Rafale alemães. Contudo, você tem razão. Os Rafale já foram pensados para ataque nuclear.

Fabio Araujo
Visitante
Fabio Araujo

Destes 45 quantos serão F18E? Quantos F18F? e Quantos EA-18G?

Flanker
Visitante
Flanker

se você ler o texto, vai saber.

Antoniokings
Visitante
Antoniokings

Os alemães querem distância do F-35.
Isso é certo.
Talvez a compra de alguns F-18 seja para os EUA pararem de encher a paciência deles.
O estranho é que o F-18 está em final de carreira e já teve, por mais de uma, com ameaça de encerramento de linha de produção.

Flanker
Visitante
Flanker

Se os EUA estão enchendo o saco da Alemanha, é simples…..manda os EUA pastar….diz para eles tirarem suas bases do território da Alemanha…..façam isso e parem eles de encher o saco e ficar fazendo beicinho…Só que eu quero ver os alemães fazerem isso !!!!

Antoniokings
Visitante
Antoniokings

‘Há mais coisas entre o Céu e a Terra do que pode imaginar nossa vã filosofia.’
William Shakespeare

Augusto L
Visitante
Augusto L

O Typhoon poderia muito bem receber o pode NGJ, porque foi feito para ser modular e de rápida integração, com isso se eliminaria o Growler, enquanto os tornados 45 tornados poderiam ser revitalizados, usando os outros tornados da frota como peça de reposição, o uso de mais 10 anos desses aparelhos não seria algo de outro mundo.

E depois disso seria comprar F-35.

Luís Henrique
Visitante
Luís Henrique

A Airbus disse que poderia desenvolver uma versão de guerra eletrônica do Eurofighter e entregar a aeronave à partir de 2026. O problema é que isto custaria Dinheiro em desenvolvimento. Já o Growler pode ser entregue antes, é um caça mais barato e os custos de desenvolvimentos estão sendo pagos pela Us Navy. Sem falar que um Eurofighter custa + de U$ 100 mi e um Super Hornet custa cerca de U$ 65 mi. Então fizeram um equilíbrio entre proteger a indústria nacional e reduzir custos. Eles preferem pagar +100 mi pelo Eurofighter do que adquirir tudo em SH. Mas… Read more »

Jhon
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Jhon

Eu não vejo problema na compra por equipamentos americanos pela força aérea Alemã, eu acho que está na hora de nos discutir o que os rumo a FAB vai tomar, o Gripem será um caça transitório para uma aeronave de quinta geração? Quando ela vai chegar? É isso que nós importa.

Luís Henrique
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Luís Henrique

Acredito que não será transitório.
Será o Gripen e só. O que, ainda não sabemos, mas pode ser que seja suficiente.
A SAAB aposta que não precisa de furtividade para enfrentar as ameaças futuras.
Veremos se eles têm razão ou não. Espero que sim.

Interessante seria desenvolvermos em conjunto com a Suécia uma versão ECR do Gripen F.
Para ser adquirida nos próximos lotes.

Sérgio Luís
Visitante
Sérgio Luís

Realmente eu ñ consigo entender porque eles ñ preferem o F-35 “Deus Vivo ” !?!?!?!
Mas realmente ñ posso entender mesmo viu!!!!

Luís Henrique
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Luís Henrique

É o concorrente odiado. É igual Corinthians x Palmeiras. Flamengo x Fluminense. A Lockheed abocanhou a maior fatia no mercado de caças de alto desempenho dentro da Otan e na maioria dos países ocidentais de 1o mundo. A Airbus perdeu muitas concorrências para a Lockheed Martin. Eles devem estar com ódio da Lockheed e do F-35. Eles estão desenvolvendo o FCAS com a França. Eles, a princípio, iriam de Eurofighter. Mas deve ter pesado os Custos e o distanciamento do maior aliado, os EUA. Devem estar reconsiderando adquirir um pouco de equipamento americano, somente para acalmar o Trump e melhorar… Read more »

Sérgio Luís
Visitante
Sérgio Luís

Tô aqui pensando ainda!!!
Rsrsr

Kommander
Visitante
Kommander

Não acho que essa compra vá rolar, não com a Merkel no comando.

GFC_RJ
Visitante
GFC_RJ

Meu camarada,

Em 2019, a Alemanha foi o país com maior crescimento no gasto com defesa no mundo: cerca de 12%.

Abraços.

Kommander
Visitante
Kommander

GFV
Não tô falando que a Alemanha não tem grana, tô falando que a Merkel não vai com a cara do Trump.

Luís Henrique
Visitante
Luís Henrique

Pode ser.
Ainda falta a aprovação política.
O governo pode melar tudo e mandar adquirir somente Eurofighters.
Essa decisão custaria de U$ 2 bi à U$ 3 bi a mais, sem dúvidas.
Mas agradaria a Airbus.

DomVitto
Visitante
DomVitto

Boa matéria!
Mas alguém poderia explicar para o leigo aqui, qual a dificuldade de instalar e certificar uma bomba “burra” num avião? Tirando a camada de proteção anti-radiação do cockipit, o que dificulta tanto a adaptação desse tipo de arma numa aeronave que tenha capacidade de lançar e escapar do raio de ação da bomba?

Matheus Santiago
Visitante
Matheus Santiago

Respondendo rápido a sua pergunta, uma das dificuldades é o Controle de Interface – um módulo que conecta a bomba e a aeronave – para que seja necessária permitir que a antiga aeronave “se comunique” com a nova bomba. É provável que o desenvolvimento desse componente ocorra nos EUA. No entanto, ainda não está claro quem arcará com o custo, e com a atual relação de Berlim e Washington, pouco provável que isso aconteça. A resposta um pouco mais longa: A outra dificuldade é que a B61-12 não se trata de uma bomba “burra”, mas digitalizada, com o aumento da… Read more »

groosp
Visitante
groosp

Sobre caças 4.5Gen, Rafales atacaram a Líbia com a IAD intacta e voltaram. O ataque foi antes da chuva de mísseis cruise. Ok, era a Líbia…

Luís Henrique
Visitante
Luís Henrique

Pode ser.
Ainda falta a aprovação política.
O governo pode melar tudo e mandar adquirir somente Eurofighters.
Essa decisão custaria de U$ 2 bi à U$ 3 bi a mais, sem dúvidas.
Mas agradaria a Airbus.

Luiz Trindade
Visitante
Luiz Trindade

Parece que a pressão do Presidente Trump surtiu efeito na OTAN. Se isso acontecer vai ser uma compra e tanto para Boeing.

nonato
Visitante
nonato

Acho uma decisão interessante.
Atende os interesses econômicos nacionais, resolve o problema das bombas nucleares e de guerra eletrônica além de agradar um pouco os Estados Unidos.

Cristiano
Visitante
Cristiano

Essa compra se for efetivada é para preencher uma lacuna agora e depois passar esses aviões para marinha alemã para operar em porta-aviões em conjunto com a França e os Estados Unidos. Li em algum lugar que o próximo porta-aviões francês teria duas unidades construídas e uma seria financiada pela Alemanha para operação conjunta entre as duas marinhas.

ADRIANO MADUREIRA
Visitante
ADRIANO MADUREIRA

Porque não adquirir Rafales?

Leandro Costa
Visitante
Leandro Costa

Porque, de qualquer forma, os Rafale teriam que ser adaptados ao armamento nuclear americano já que os Franceses tem seu próprio armamento nuclear integrado ao Rafale. Justamente o motivo pela consideração do Super Hornet.

Rodrigo Medeiros
Visitante
Rodrigo Medeiros

Aviões para ataque nuclear? Eu não sabia que a Alemanha possuía armas nucleares!

Leandro Costa
Visitante
Leandro Costa

E não possuem. Porém possuem a capacidade de lançar armamento nuclear americano (estocado na Alemanha) em caso de necessidade. Esse ‘caso de necessidade’ era um ataque do Pacto de Varsóvia.

Rodrigo Medeiros
Visitante
Rodrigo Medeiros

Obrigado pelo esclarecimento, pessoal!

Paulotd
Visitante
Paulotd

Armas são dos USA, 30 bombas. Acho que o F-35 não lança armas nucleares, são bombas, grandes, e ele armazena internamente em gavetas armamentos para se manter stealth. Teria que ser F-18 ou F-35

Gabriel BR
Visitante
Gabriel BR

É a melhor escolha que os alemães podem fazer nessa situação. Um avião de bom fabricante , experimentado , com custo operacional excelente e alto desempenho.
Era o meu favorito para a FAB!

Camargoer
Visitante
Camargoer

Olá Gabriel. O meu favorito era o Rafale, mas acho que a FAB fez a melhor escolha para ela, mas continuo achando o M2000 o caça mais bonito de todos (o segundo caça mais bonito é o Lighting inglês) e o Victor o bombardeiro mais lindo.

Gabriel BR
Visitante
Gabriel BR

Caro Camargoer,

O Rafale era de fato o mais bonito e o mais capaz da disputa , só não foi meu favorito pelo fator custo…se as forças armadas tivessem um orçamento mais estável , eu escolheria o Rafale sem duvidas. Eu gosto muito de armamento francês