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Ministro da Defesa de Portugal visita Embraer no interior de SP

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O Ministro da Defesa de Portugal, João Cravinho, chegou ao interior de São Paulo e visitou nesta sexta-feira as instalações da Embraer em Gavião Peixoto, para conhecer a linha de montagem onde serão fabricados os cinco KC-390 Millenium adquiridos pela Força Aérea Portuguesa.

“Muito interessante visita à Embraer em Gavião Peixoto (São Paulo) para ver a linha de montagem do KC-390, e conversar sobre novas possibilidades nesta parceria luso-brasileira” declarou o ministro português.

O negócio para a aquisição dos cinco KC-390 foi assinado em agosto do ano passado, em Évora, e está avaliado em 827 milhões de euros, incluindo a aquisição de um simulador de voo e a manutenção das aeronaves nos primeiros 12 anos de vida. O primeiro destes aviões de carga e transporte do grupo brasileiro será entregue à FAP em fevereiro de 2023, seguindo-se mais um por cada ano até fevereiro de 2027.

Portugal é o primeiro país europeu a adquirir os KC-390, que são produzidos maioritariamente no Brasil, com componentes fabricados no Parque da Indústria Aeronáutica de Évora. O ministro Cravinho já considerou a aeronave KC-390 “a melhor do mercado” e argumentou que a compra de cinco destes aviões por Portugal é “um investimento”, em vez de despesa.

Cravinho chegou de madrugada em São Paulo para, além da visita na Embraer, participar também da chegada do navio Sagres no Rio de Janeiro, e de um encontro com o seu homólogo, Ministro da Defesa brasileiro Azevedo e Silva, abordando a “cooperação entre os dois países em missões internacionais, a segurança no espaço atlântico e as indústrias de defesa”.

Em 10 de setembro de 2010, os então ministros da Defesa de Portugal e do Brasil assinaram uma declaração de intenções assumindo o compromisso de “alargar e aprofundar a cooperação entre os dois países no setor aeronáutico, como uma das prioridades conjuntas para dar início às negociações bilaterais tendo em vista a definição dos termos e condições da participação de Portugal no Programa de Desenvolvimento e Produção das Aeronaves KC-390″.

Já o navio-escola Sagres partiu da Praia, Cabo Verde, no dia 22 de janeiro, e cruza o Atlântico até chegar ao Brasil, sendo esperado no dia 10 de fevereiro na cidade carioca e contará com a presença do ministro português, no âmbito das comemorações dos 500 anos da viagem de Fernão de Magalhães.

FONTE: Mundo Lusíada

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Filipe Prestes
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Filipe Prestes

Seria boa maior participação lusa nos projetos aeronáuticos nacionais uma vez que os tugas provaram-se parceiros confiáveis e competentes, á diferença dum certo hermano que, apesar de igualmente competentes, não mantiveram a promessa de encomendar um KC-390 sequer até o dia de hoje.

Saldanha da Gama
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Saldanha da Gama

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Peter nine nine
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Peter nine nine

A ogma, embora posta de lado na maioria das matérias, também faz parte da fabricação do KC390, ALIÁS, finalizou recentemente o primeiro painel de fuselagem central a ser inserido na futura primeira aeronave a ser entregue a Lisboa.

http://www.passarodeferro.com/2020/01/primeiro-kc-390-da-fap-em-construcao-na.html?m=1

https://www.portugaldefensenews.com/l/kc-390-fabricado-o-primeiro-painel-de-fuselagem-a-ser-inserido-em-futura-aeronave-portuguesa/

Aliás, fica a ideia que em Évora, de facto, as plantas só se dedicam à área civil, facto que apenas parece ser contrariado por imprensa menos especializada, como no caso de fonte referenciada neste matéria.

Gabriel
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Gabriel

Sim? e daí? mais de 60% da OGMA pertence a Embraer! é o mesmo que dizer que a Savis(também da Embrar) tem participação no projeto!, não tem a menor relevância, tudo é Embraer!

Peter nine nine
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Peter nine nine

Gabriel, primeiro que tudo, a OGMA não é a Embraer. A ogma é uma empresa portuguesa, inserida no grupo da brasileira Embraer, pode parecer o mesmo, mas não é. Depois, Évora, ou seja, as instalações da Embraer em Évora, não têm participação relevante no KC, se é que têm alguma. O que se faz em Évora, ao que tudo indica, tem haver com aviação para fins civis/comerciais. Mesmo que, por ventura esteja errado, a participação portuguesa na construção do 390 é, de qualquer das formas, em grande medida representada pela ogma, QUE FICA EM ALVERCA, e NAO em Évora. Estou… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
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Fernando "Nunão" De Martini

“A ogma, embora posta de lado na maioria das matérias”

Peter,
Se você está se referindo a matérias publicadas no Poder Aéreo, tem mais de 70 que fazem menção à Ogma.

https://www.aereo.jor.br/?s=Ogma

Peter nine nine
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Peter nine nine

Fernando, o senhor claramente não interpretou correctamente o meu comentário, o que eu estou a dizer é que a OGMA faz bem mais de 390 do que as instalações em Évora. A matéria diz algo como “kc 390… Feito no Brasil…. Com componentes feitos em evora”. Ora, se com componentes nos referimos a fuselagem central (ogma), sponson (ogma) e partes do leme de profundidade (ogma), Évora não participa em absolutamente nada. Aliás, é do meu entender, repito mais uma vez, que em Évora as instalações dedicam se a aviação civil, prevendo se a sua absorcao, inclusive, pela Boeing, que, tendo… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
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Fernando "Nunão" De Martini

Peter, não escrevi absolutamente nada sobre Évora em meu comentário mais acima.

Escrevi uma resposta ao que você escreveu em seu primeiro comentário, sobre a OGMA. ser “posta de lado” na maioria das matérias.

A resposta foi um link que dá acesso a mais de 70 matérias que se referem à OGMA.

Quem está falando de Évora é você, não eu.

Fernando "Nunão" De Martini
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Fernando "Nunão" De Martini

Sobre que partes do KC-390 são produzidas em Portugal, essa é a relação do que é feito na OGMA (Alverca) e na Embraer (Évora):

OGMA (Alverca):

– Painéis da seção central da fuselagem
– Sponsons (carenagens) que abrigam o trem de pouso principal
– Portas do trem de pouso principal
– Profundores

Embraer (Évora):
– Painéis de asa e de cauda (em Évora)

Além disso, há serviços de engenharia feitos na EEA.

Mais detalhes nesta matéria de 2014, publicada originariamente na revista Forças de Defesa e depois republicada (2017) no Poder Aéreo:

https://www.aereo.jor.br/2017/09/01/embraer-kc-390-um-aviao-que-carrega-o-desafio-de-conquistar-muitas-bandeiras/

Peter nine nine
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Peter nine nine

Caro fernando Não foi meu objectivo julgar a trilogia nem nada de género. O que estou a tentar dizer é o simples facto de que muitas matérias da imprensa não especializada referem as fábricas de Évora como uma importante contribuição para o projecto referido, quase que como se fosse a principal representante do que é feito em Portugal, quando na realidade não é. Percebe? Aliás, você mesmo confirma o que eu digo mediante o seu último comentário. A grande maioria das matérias relativas ao Kc390, quando referem Portugal, referem Évora, muitas vezes omitindo a OGMA, que é, para todos os… Read more »

Fabio Araujo
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Fabio Araujo

Portugal vai ser um bom garoto propaganda do C-390! Quem sabe outros países europeus ou africanos!

Nelson Daher Junior
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Nelson Daher Junior

Também Asiáticos e Latino-Americanos poderão adquirir o KC-390.

Nelson Daher Junior
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Nelson Daher Junior

A parceria com Portugal e República Tcheca pode gerar novas oportunidades de aquisição do KC-390 por outras nações do continente europeu.

jorge domingos
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jorge domingos

Filipe, os argentinos nos próximos anos, talvez não tenham dinheiro nem para comprar papel higiênico seguindo seus companheiros da Venezuela. Acabaram com sua força aérea , Acabaram com sua marinha e vão acabar com seu exército. Maravilha de país. !!

Filipe Prestes
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Filipe Prestes

Bom dia, Jorge! Exatamente por isso acho que seria melhor aumentar a parricipação portuguesa com aquilo que hoje fabrica a FAdeA. O mesmo para a Rép Checa que até agora não adquiriu nenhum KC-390. Penso que seria melhor que este fosse um empreendimento exclusivamente luso-brasiliano.

João Adaime
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João Adaime

Caro Filipe
Se República Tcheca e Argentina estão cumprindo sua parte no acordo de parceria para o desenvolvimento e produção do C-390, não há nada do que reclamar.
Para a Embraer ficar sozinha no projeto, é preciso ver o que diz o contrato e arcar com os custos previstos. Ela teria este cacife?
Abraço

Silvano
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Silvano

Que custos?? Fadea fabrica algumas partes de plásticos sem importância. A parte de porta de carga poderia ser feita em Portugal sem problema algum.

República Checa eu arrisco dizer que vai comprar a aeronave, se comprometeu com duas, não saiu por aí sem dinheiro algum dizendo que iria comprar seis como a Argentina.

João Adaime
Visitante
João Adaime

Prezado Silvano
Para saber que custos, precisaria ler o contrato. Em todo contrato existem direitos e deveres. E custos em caso de não cumprimento de alguma cláusula, ou mesmo cancelamento. A Argentina não entraria na parceria se houvesse a possibilidade dela ser afastada do programa sem indenização.
Não estou defendendo a Argentina. Estou defendendo o cumprimento de qualquer contrato. Inclusive não acredito que haja obrigatoriedade de qualquer participante adquirir a aeronave.
Abraço

Mauricio R.
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A realidade da Rep. Checa são os C-295 entregues em 2010 e os + novos entregues em 2017.
Assim não há espaço para o “+ um”.

Filipe Prestes
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Filipe Prestes

Boa tarde, prezado João Tomemos um caso similar de desenvolvimento semelhante: o A-400 M. Você imaginaria se, hipoteticamente, Espanha ou Alemanha resolvessem não adquirir nenhuma unidade da aeronave? Como ficariam os demais parceiros, França e Reino Unido? Apenas construir o acordado (e colher os frutos por isso) é suficiente ou estas nações investiram, cada uma delas, em adquirir suas próprias unidades? É a isso que refiro-me. Participar na fabricação sem sequer uma mísera encomenda não me parece uma parceria justa. As OGMA investiram na melhoria de ferramental e processos de suas fábricas para participar do programa do KC-390, o governo… Read more »

João Adaime
Visitante
João Adaime

Concordo Filipe.
Mas como saber se o casamento vai dar certo sem conviver um com o outro por um tempo? Lembre-se que quando a Argentina entrou no programa havia um afinamento ideológico entre nós e eles. Pode até ter havido alguma pressão para a inclusão dos hermanos.
A propósito, não há nenhum pagamento às empresas argentinas e tchecas. Quem bancou a participação delas foram seus governos. Elas só recebem quando fornecem os equipamentos previstos no contrato. Foi um contrato de risco. Vendeu, ganha. Não vendeu, não produz e nem ganha.

Mauricio R.
Visitante

Os sul africanos também eram parceiros no A-400M, encomendaram creio que 8 exemplares e depois cancelaram a compra.
Mas continuam fornecendo peças e partes ao programa.

Filipe Prestes
Visitante
Filipe Prestes

Cancelaram devido aos muitos atrasos. E não permaneceram no programa. Se não estou enganado, a França passou a suprir aquilo que cabia aos sulafricanos.

Mauricio R.
Visitante

Sairam em 2019.
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“In 2019 Denel said exiting the Airbus A400M Atlas aerostructures contract would save up to R250 million a year.”
.
“Its main activity was manufacturing components for the A400M after South Africa’s abortive acquisition of the type. Denel was responsible for the design, certification and manufacturing of the A400M Wing to Fuselage Fairing, which is the largest single aerostructure component ever produced in South Africa.”
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(https://www.defenceweb.co.za/aerospace/aerospace-aerospace/denel-progressing-with-exit-of-aerostructures-business/)