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FOTO: Caça F-5M voando com o míssil de cruzeiro MICLA-BR

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Caça F-5M voando com o-míssil de cruzeiro MICLA-BR (clique na imagem para ampliar)

O spotter Rafael Luiz Canossa fotografou um caça F-5M transportando o míssil de cruzeiro MICLA-BR de testes da Força Aérea Brasileira, em Canoas-RS.

O míssil MICLA-BR é baseado no míssil superfície-superfície MTC-300 (ou AV-TM 300), lançado pelas viaturas do Sistema Astros 2020 do Exército Brasileiro.

Segundo o documento PLANO ESTRATÉGICO MILITAR DA AERONÁUTICA 2018 – 2027 disponível no site da FAB, o projeto MICLA-BR (Míssil de Cruzeiro de Longo Alcance) consiste no desenvolvimento de um míssil de cruzeiro com 300 km de alcance, com propulsão baseada em motor a reação, para lançamento por plataformas aéreas e de superfície.

Será equipado com sistema de navegação e controle por coordenadas referenciadas, empregando sistema inercial/GPS e sistema redundante de navegação por correlação de imagem. O MICLA poderá ainda ser dotado, em função do tipo de missão, de sensor de proximidade Infravermelho (IR) ou radar de abertura sintética (Synthetic Aperture Radar – SAR), com câmera na faixa do visível/IR ou sensor magnético.

NOTA DO EDITOR: Agradecemos ao Rafael Luiz Canossa pela gentileza de nos ceder a foto.

145 COMMENTS

  1. Que consigam desenvolver o MICLA sem atrasos ou contra-tempos!
    Uma curiosidade, esses acessórios amarelos nas laterais servem para o que? Seriam outros hard-points?
    Também há de se notar uma diferença de tamanho para o AV MTC, há muita diferença de um modelo para outro? Em alcance e capacidade?

    • No alcance a sim uma diferença, geralmente os misseis de cruzeiro lançados a partir de caças e bombardeiros tendem a ter um alcance consideravelmente maior do que os lançados a partir da superfície. Não sei dizer o alcance desse míssil, mas eu acredito que deva passar dos 1200Km.

      • Sem contar que no caso do Micla, o próprio transporte dele no avião antes de ser lançado já economiza no trajeto até o local do disparo, o combustível que o Matador lançado do Astros teria que consumir para fazer o mesmo trajeto pelas próprias forças.

    • “Sem atrasos” porque é a AVIBRAS que esta bancando a maioria do projeto.

      Eles só “pediram emprestado” um F-5 pra poder testar o motor do míssil.

      • Complementando Marcos R.
        Para quem não é “iniciado”, os mísseis lançados do ar dispensam os boosters(impulsionadores) , que tem por finalidade tira-los da inércia(V0=0Km/h) no momento do lançamento. Esses míssies tem V0=Velocidade instantânea igual ao da aeronave lançadora no momento do disparo. Além é claro de não terem a massa associada ao booster. No caso dos mísseis lançados de terra como o AV-MTC 300(matador), a velocidade no momento do lançamento é igual a 0, com a função do Booster sendo exatamente acelerar o míssil até 400km/h-550km/h(não tenho esse dado precisamente), quando então o booster é ejetado e a micro turbina assume a aceleração do míssil até a velocidade de cruzeiro. O que está sendo testado no momento é justamente essa sequência de separação. Mas acredito que não se tenha feito nenhum lançamento de teste até agora.

    • O F-5 é pequeno mesmo, já tive a aoportunidade de vê-lo de perto.
      Mas, se um F-5 pode transportar esse míssil, significa que qualquer outro vetor da FAB ( AX, ST, Gripen, Caracal ) tambem pode. O que dá uma flexibilidade muito grande pra esse míssil.

      • Talvez o A-1 possa mesmo carregá-lo se julgarem que vale à pena integrá-lo à essa aeronave. Gripen eu diria que seria uma certeza. Mas Super Tucano e Caracal já acho um tanto forçado. Qual o tamanho do MICLA quando comparado ao de um Exocet? Qual a velocidade que a aeronave precisa estar para poder lançar um MICLA? Existe alguma limitação em relação à altitude de lançamento? São informações que provavelmente não chegarão à tona tão cedo.

        Além de ser interessante uma versão lançada por submarinos (será que ele cabe dentro de um casulo para lançamento via tubos de torpedos? Qual o diâmetro dele?), seria também interessante uma versão que pudesse ser lançada à partir das Tamandaré.

        Enfim, há um caminho bastante longo para ser percorrido. Só espero que esse programa não seja interrompido por um motivo ou outro.

      • Willber,

        Com certeza o Gripen ira utilizar esse míssil se for concluído seu desenvolvimento, mas com relação ao demais vetores citados (AMX, ST e caracal) nao vão nao.
        Lembrando que tanto o ST como o caracal nao foram feitos para isso e o nosso querido AMX nao foi modernizado e sera retirado de operação ate 2027 infelizmente

        • O único problema que vejo com os A-1 fazendo uso de um míssil assim é que poucas unidades do A-1 foram modernizadas, o que pode tornar questionável a quantidade de recursos utilizados para fazer a integração do armamento à aeronave. Também não sei quais os possíveis requisitos de velocidade de lançamento.

          • Tenho sempre lembrado que infelizmente não dá p/ contar c/ o AMX por muito mais tempo devido ao seu motor RR Spey ( criado os anos 1960 ) que já é uma dor de cabeça p/ manutenção hoje e só vai piorar. Seria gastar dinheiro em integração num vetor prestes a ser retirado de serviço e $ é o que não temos sobrando.

    • Pois então, eu já vejo de forma contrária, para míssil de cruzeiro, passa um ar de ser pequeno, visto, como o amigo falou, o F5 ser pequeno, pode dar um proporção enganosa aos nosso olhos… Acredito que um míssil de cruzeiro seja maior; contudo, temos que ter em conta que isso é makeup/ protótipo, ele pode estar em uma tamanho de escala menor ou algo assim para não gastarem tanta meteria prima, devida escassez do Brasil.

      • Pedro, só uma observação. O que está sendo testado é o conjunto de impulsão do missil. O MICLA-BR terá outro formato. A parte que aparece sendo o corpo do míssil é apenas para dar um formato aerodinâmico a microturbina.

    • Recém apareceu e já ta duvidando??? Deixa de ser pessimista cara! Vai capina um pátio ou fica em silêncio. Tenho certeza que se fosse um míssil de outro país tu tava soltando foguete!

  2. Hora de esperar os Brinquedos dos Homens e dos Meninos .
    De tudo Der certo , o Brasil vai mudar degraus ACIMA quanto a Dissuasão .
    Tomara que tudo dê certo e Que DEUS nós Ajude .
    Infelizmente temos que mostrar ao Mundo nossas CAPACIDADES .
    O Mundo poderia ser Diferente ,mas não o É .
    ABRAÇOS

  3. Esse míssil, junto com o “Matador”, o Gripen e os novos subs Riachuelo, são nossa verdadeira força de dissuasão. Espero que esses projetos não sofram atrasos.

      • Acho que ainda não saímos da primeira etapa, que é ter sua produção em série da etapa dos astros, dai sim ainda vamos para a segunda que é lançada das aeronaves.

      • Uma versão desse missil sendo disparada pelo Riachuelo e com alcance de, digamos, 1.000 km nos colocaria dois degraus acima de qualquer coisa na AL.

        • Esse míssil no F-5 já nos coloca no degrau de cima na AL, embora o vetor ideal para ele seria o A-1. Vamos ver se a MB abraça esse projeto, a FAB foi muito inteligente de embarcar nele aproveitando todo desenvolvimento e investimento do EB no MT-300.

          • Aliás, a MB poderia integrar esse míssil no A-4. Pelo menos teria uma desculpa melhor pra justificar a modernização do A-4 do que “manter doutrina”

          • Willber, entendo sua empolgação, mas acredito que o buraco, principalmente no caso dos A-4, é mais embaixo. Integração de armamento, no caso do A-4, teria que ser feita por alguma empresa externa, à menos que recursos substanciais sejam investidos para determinar alguns elementos da aeronave que geralmente só é de conhecimento do fabricante.

            Leia um pouco sobre o desenvolvimento e integração do MAA-1 Piranha no F-5E e vai entender melhor do que estou falando. Não é algo simples.

            No caso do A-4 poderia ser feito o mesmo trabalho minucioso, porém a um custo, que mesmo não tão alto quanto pedir a permissão do governo americano, e contratar o serviço à Boeing ou à alguma empresa Israelense (que acredito que detenha o conhecimento), ainda assim será um custo adicional para apenas seis aeronaves, que ainda tem pernas curtas e performance desatualizada, e cujos parâmetros de vôo (aceleração, velocidade, altitude) e aviônica (necessita de integração com o radar?) para lançamento do míssil não sabemos.

            Acredito sinceramente que a FAB só escolheu a integração com o F-5 pelo fato de já termos pleno conhecimento de como integrar armamentos ao F-5, bem como o fato de que ainda não vamos ter Gripens em grande quantidade ainda por um tempinho, e devido à necessidade de tocar o projeto adiante com vôos teste com protótipo inerte de míssil. O F-5 provavelmente não é a plataforma ideal para uso operacional do míssil.

          • Bem….então, com A-4 sendo inviável e o AMX já sendo descontinuado, vai restar apenas como vetor o Gripen mesmo.
            O que não é ruim, já que é uma plataforma totalmente nova e moderna.

        • Infelizmente, há um tratado em que o Brasil é signatário,que proíbe foguetes ouu mísseis de cruzeiro com alcance maior que 400 km ,salvo engano. 1000 km , impensável!

          • Isso já foi comentado e falado dezenas de vezes! A limitação do MTCR se refere às exportações!!! Para uso pelo país fabricantes não há limites no alcance…o único limite se dá pelo limite da própria arma. Se conseguirem fazer um míssil com 2000…3000 km de alcance, para uso pelas FFAA brasileiras, não há impedimento…..

          • Amigo, já se falou por aqui ‘n’ vezes que essa restrição só se aplica ao armamento p/ exportação, p/ uso pelo próprio país não há restrições.

    • Se você não deseja atrasos nesses e outros projetos estratégicos, então envie, pelo menos, um email para seu deputado federal (a outros também) cobrando apoio ao pedido das forças no congresso para manterem um salário mínimo (verba mínima necessária) para cada força. A força aérea e o exército apresentaram suas necessidades e o estado crítico dos projetos estratégicos brasileiros na câmara ( a marinha é a próxima) e a situação ameaçadora caso o orçamento para o ano de 2020 seja abaixo da cota (o parlamento que diminuir os investimentos com defesa, mas aumentam o fundo eleitoral é claro). Você pode encontrar o email de qualquer deputado federal pelo site da câmara no endereço : https://www2.camara.leg.br/deputados/pesquisa/fale-com-o-deputado.

      • quando leio uma pergunta dessas me desanima. Não é possível que um cara desses nunca ouviu dizer que “se quer a paz, se prepare para a guerra”. Ou até mesmo para desenvolvimento de nossa indústria, exporta itens de valor agregado. Não da para acreditar em uma pergunta desses.

      • Rapaz, você não acompanhou toda pressão que o Brasil sofreu por esses meses? Não fosse o Trump apoiar o Brasil ninguém segurava o almofadinha de Paris que já estava sonhando com uma “Primavera Amazônica”.

  4. Os pontos laranjas nos pilones laterais são bem interessantes, acredito que sejam as antenas do radar SAR sendo textadas antes de serem colocadas no míssel.

  5. Eu participo de um grupo no Facebook de spotter de Porto Alegre e eu vi essa foto ontem mesmo , é normal ver fotos da base de canoas, também tem fotos do muro que cerca a base caído em uma parte depois de um temporal pouco tempo atrás , com vista direto pra cabeceira da pista

  6. Analisando o tamanho do MICLA-BR em relação ao F-5M e sabendo o comprimento do F-5, chego a conclusão Aproximada que o MICLA-BR tenha 4,58 m de comprimento e 0,62 m de diâmetro.
    Como comparação o AM-39 Exocet possui 4,69 m de comprimento e 0,38 m de diâmetro.
    O MICLA-BR possui quase o mesmo comprimento, porém é muito mais ‘gordo’.
    Portanto, bem provável que possua um alcance muito maior.

    • Se vc estiver certo, e essas medidas forem similares para a versão lançada pelo Astros, esse míssil não será disparado de tubos de torpedos.

    • Boa analise. A julgar pela plataforma lançadora (F-5) eu diria que o peso máximo do MICLA-BR é de 907kg, pois é isso a capacidade daquele pilone central.

      • Acredito que a capacidade do pilone é maior que os 907kg, dado que no center line pode ser levado um tanque de combustível de mais de 1.000 litros.

        • Paulo, o peso do combustível (JP-4) é inferior a 1 kg por litro. O manual de voo do F-5E fala em ~800kg de combustível no tanque central de 1.040l. O manual de armamento cita que as bombas mk.84 (2.000l/907kg) só podem ser levadas no pilone central.

          Uma imagem cutaway do F-5EM que eu achei fala em 1.340kg como capacidade do pilone central, o que me parece errado, visto que a capacidade total é de 3.175kg em todos os 7 pontos duros externos.

      • Clésio, acho q temos que lembrar que o míssil por hora transportado é um protótipo, ou mais provavelmente ainda um mock-up, significando que o mesmo não necessariamente tem recheios como motor, ogiva etc o que pode alterar significativamente o seu peso.

        No meu entendimento esses são ensaios aerodinâmicos do míssil — portanto qq conclusão em relação ao peso do mesmo ou até se ele poderá ou não ser transportado/lançado pelos F-5 me parece apressada.

        • Muito lúcido seus comentário diante dos devaneios até agora. Aquilo lá é tão somente míssil de ensaio, sem motor foguete, sem eletrônica e sem ogiva, apenas para testar o comportamento aerodinâmico em voo e quando ejetado.

    • Luís,
      Só lembrando que um dos principais fatores que faz o MICLA ter longo alcance se comparado ao Exocet é a motorização, que no primeiro é um turbojato e no segundo é um motor foguete.

      • Sim. Correto Bosco.
        Mas mesmo se considerarmos o MM40 Block 3, que também usa turbojato e tem alcance de cerca de 180 a 200 km.
        Ele é mais colorido que o AM-39, mas o diâmetro é até menor, de 35 cm.

    • Num míssil o booster teria uma função semelhante a uma catapulta de um PA – a aeronave não tem como decolar naquele pequeno comprimento de pista usando somente seu motor a jato, precisa de uma ajuda. No míssil lançado da terra o booster fornece esse ‘empurrão’ inicial p/ posteriormente o motor a jato assumir o trabalho de impulsionar durante o voo, no caso do míssil lançado do ar, ele já esta na mesma velocidade da aeronave lançadora e a uma determinada altitude portanto o motor a jato já é capaz de manter o artefato em voo.
      Obs.: há alguns tipos de mísseis que buscam alta velocidade ( ar-ar ) por exemplo em que pode ser aplicado o booster p/ fase de aceleração. O Meteor tem booster p/ poder alcançar uma determinada velocidade mínima p/ funcionamento do seu motor Ramjet.
      Não sou especialista, mas espero ter ajudado.

    • Space,
      Complementando o que o Luciano disse, mísseis com propulsão por turbo jato não precisam de booster. Já mísseis supersônicos com motores “ramjet” mesmo quando lançados de aviões, precisam de booster.
      E há dois tipos de booster pra mísseis com motores ramjet, os booster alijáveis ou os boosters integrais.
      Os alijáveis são descartados tão logo o propelente acaba, já os boosters integrais estão integrados ao corpo do míssil e não correspondem a um estágio separado e portanto, não são alijáveis quando o propelente termina.
      Quando o propelente termina a “câmara” vazia vira a câmara de combustão do motor ramjet.
      Exemplo de míssil ramjet com booster alijável: Brahmos aerolançado
      Exemplo de míssil ramjet com booster integral: ASMP, Moskit, Meteor.

  7. Espero do fundo do coração que haja dinheiro para desenvolver este dissuador
    Que a FAB o tenha operacional antes de 2024
    E que ao menos 200 destes seja encomendado para ser entregue até 2030, assim a FAB poderá treinar bastante.
    Forte abraço

  8. F-5EM é de longe meu caça favorito, pode não ser o melhor, mas que ele é guerreiro não há como negar.

    Além de ser um caça muito bonito, enverga mas não quebra !

    • Se ele passar em cima do alvo e explodir lançando estilhaços já vai fazer um belo dum estrago. Pelo que entendi acertar o alvo não era um essencial naquele momento de desenvolvimento do projeto, esperemos pelos próximos testes.

      • Pablo: brigue com a Marinha, que divulgou o vídeo, não comigo. No vídeo o míssil passa longe do alvo. Agora, se era esse o objetivo do teste,cabia à própria Marinha esclarecer.

  9. Realmente é o mesmo míssil AVT-M300 mas tem mais combustível e seus computadores de navegação são ajustados de forma diferente . Sendo lançado em altitude não consome fuel para atingir altura atitude e velocidade , pode atingir mais de 1400 Kms .

    • Só existe impedimento no tocante a exportação.
      .
      Se existisse algum limitante quanto a consumo interno, o Brasil não poderia ter feito seu míssil balístico intercontinental disfarçado de foguete, vulgo Veiculo Lançador de Satélites…

    • A “lei” é o tratado internacional MTCR(Missile Technology Control Regime) Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis, do qual o Brasil ainda é signatário, estabelece regras precisas sobre as tecnologias que podem ser repassadas com diversos vetores para terceiros. No que diz respeito a Mísseis, nada de vender esses artefatos com mais de 300km de alcance, e ogivas (convencionais, claro) com mais 500kg de peso. Os países desenvolvedores podem, para uso próprio, desenvolver artefatos com o alcance que julgarem conveniente para suas demandas de defesa.
      Mas não é apenas alcance e ogiva que são limitados pelo tratado. São todas as tecnologias passivas de serem usadas em artefatos de cruzeiro, como centrais RLG, aço maraging(a liga usada na tubeira dos misseis-que ao fim e ao cabo é o que determina o alcance do missil), etc.

  10. Muito obrigado pela foto, Rafael e editores!

    Achei legal também que decidiram não equipar o F-5M com os tanques de 150 gal, talvez por interferirem em alguma aferição dos equipamentos instalados nos pontos mais externos da asa.

    Significa que foi um voo bem curto.

  11. “Será equipado com sistema de navegação e controle por coordenadas referenciadas, empregando sistema inercial/GPS e sistema redundante de navegação por correlação de imagem. O MICLA poderá ainda ser dotado, em função do tipo de missão, de sensor de proximidade Infravermelho (IR) ou radar de abertura sintética (Synthetic Aperture Radar – SAR), com câmera na faixa do visível/IR ou sensor magnético.”
    Impressionante, pois essa versão aérea se dotada de um desses sistemas descritos acima já será mais moderna do que a versão terrestre (isso se a versão terrestre já não contar com um desses sistemas).
    Por isso mesmo defendo o fim de sigilos bobos em alguns sistemas que as FAAs estão desenvolvendo.
    Coisa corriqueira como mísseis não precisam de tanto sigilo, vide exemplo que até hoje o EB não mostrou um video do MT-300.
    Diferente da MB com seu MANSUP.
    Será que o sensor magnético será usado para atacar navios ?
    Outra dúvida é a seguinte, que sensores são esses em amarelo na ponta das asas do F-5 ?
    Parece pods de designação.
    O radar SAR será uma versão do SPC-01 evoluída?
    Por fim que a FAB venha a público e afirme que o MAR-01 se encontra pronto e a MB a existência de programa de desenvolvimento do MT-300 naval.
    Se a FAB queria sigilo porquê não testou o míssil na serra do cachimbo (local de testes secretos da FAB).

    Link: https://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads//2019/10/Ca%C3%A7a-F-5M-voando-com-o-m%C3%ADssil-de-cruzeiro-MICLA-BR.jpg

  12. Isso não deveria ser um projeto da FAB (MICLA) e do Exército (MTC-300), mas essencialmente do Estado Brasileiro, por se prestar a dissuadir qualquer aventureiro mal intencionado em relação a nossa soberania.

  13. Muito bom…espero que nao seja abandonado por falta de orçamento!! Tenho uma duvida sobre esses tipos de misseis…como funciona no estagio final? Pensando em um alvo estrategico cercado de construções para exito teria que descer em queda livre, caso contrario se descer mantendo trajetoria balistica poderia colidir com outras construções que estejam na trajetória do alvo e nao alcançar o objetivo primário

    • Os testes desenvolvimentos do MANSUP proseguem. O planejamento, no momento, prevê mais 5 lançamentos teste antes do IOC. 2020 vai ser movimentado para este projeto. O melhor é que os imputs de um projeto alimentam o outro. O desenvolvimento do MICLA está se beneficiando em tempo e recursos, do MANSUP e do MTC 300. Pode ser um início de ciclo virtuoso no desenvolvimento de mísseis táticos no Brasil.

        • Sim , infelizmente. O desenvolvimento do míssil em si está paralizado. Mas o desenvolvimento dos sensores de busca espectral NÃO. Especulo que os sensores do MAR-1 estejam sendo testados sob sigilo no DCTA. ou , no minimo, sem divulgação. Uma versão com cabeça de guerra anti-radar seria um ativo dissuassório sem par na américa do sul.

          • Estamos atrasados. Bastante. Desde nossa interceptação do Vulcan e o desparecimento de seus mísseis anti radiação, até hoje. Não conseguimos concluir o projeto. Uma pena!

          • Marcelo, o míssil Shrike, o qual o Vulcan interceptado carragava e que pousou no Aeroporto Internacional do RJ ficou retido até o fim da Guerra das Malvinas e depois foi levado por um Hércules da RAF. O resto é teoria da conspiração

        • De acordo com o Caiafa e a Revista Tecnologia e Defesa, o MAR-1 foi, definitivamente, cancelado! Pode ser que , para não perder o que se construiu, estejam fazendo testes, mas , a médio prazo, a FAB desistiu, até porque tem esse Projeto para tocar e o qual acho mais interessante do ponto de vista estratégico!

      • Depois que alguem ja fabrica um tipo de míssil tático, expandir para outros maiores melhores e com mais alcance é só querer, o diabo é fazer o primeiro.

      • Tomara que vá pra frente esse projeto entre outros não só na área da aeronáutica mais na marinha e exército, acompanho diariamente me sinto inseguro sabendo que os meios de defesa brasileiros estão defasados e ultrapassados. Um ponto que tem uma lacuna é defesa antiaérea, espero que agora com nosso excelentíssimo presidente pondo a casa em ordem ainda que vagarosamente, sei que não é fácil, mas acredito nele. Tem meu apoio!

      • As informações de que disponho sobre o AV – MTC do EB é de que o míssil pesa aproximadamente 1.100 kg, tem 450 mm de diâmetro, 5.430 mm de comprimento, velocidade de cruzeiro de 1.044 km / h, alcance superior a 1000 km e erro circular de probabilidade (CEP) de 30 m.

        E a previsão para entregas do primeiro lote de produção ao EB, é para 2021.

        Grato

  14. é Triste, mas esta claro que o AMX vai ser desativado de forma precoce. Fica claro como o F-5 é o protagonista na FAB hoje. Não vemos nenhum esforço da FAB em manter ao menos 16 aviøes modernizados e operacionais como elite de bombardeiros e que temos provavelmente facilidade de operar os F-5 para esta função com mais capacidade de sobrevivência.
    Editores, me permitam sugerir abordar esse assunto com a FAB e identificar como esta o planejamento para por volta de 2024-25. Teriamos um mix de Gripen E e F-5 apenas? Quantos AMX estão operacionais hoje?

    • Eu endosso. Mas dificilmente a FAB divulgara esta informação. Quem sabe em uma materia não aparece alguem com informação off?
      Juarez……..a bola e tua……..

    • Pelo menos 18 AMX modernizados deveriam ser mantidos em um esquadrão, muitos falam mal, mas este vetor tem um alcance muito bom para ataque em profundidade, e seus canhões são muito apropriados para isso.

    • Justa curiosidade de um brasileiro pagador de impostos.
      Já a FAB (e demais forças) ao não escancararem suas enormes limitações apenas contribuem para uma pequenes de visão estratégica de nossa classe política.
      Preferem ficar posando falsamente de dissuasórias.
      E da-lhe contenção de verbas como efeito de marketing errado.

    • Você chegou a essa conclusão apenas pq o F-5 foi selecionado como plataforma para os testes?

      E se o teste precisar do requisito velocidade? Força G, etc? O F-5 é mais adequado que o AMX

  15. Estranho! Vários comentários que eu postei na trilogia, nos últimos dois dias, não apareceram.
    Estou sendo censurado ou é algum detalhe de filtro?
    Sendo que nenhum com link.

  16. O video esclarece o programa que colocara o Brasil na mesma capacidade desse tipo de arma que tem os Estados Unidos, Russia, Japão, China, Iran, Paquistão, India França e Israel. Quando totalmente terminado, sera integrado nos Gripen que virão.

    https://youtu.be/1s0mEbxW3Os

  17. Aleluia!!! 🙌

    Realmente, parece que este novo Comando tem uma nova postura no desenvolvimento autóctone de armamentos e sistemas inteligentes. Que esta postura se fortaleça e frutifique.

    Parabéns!!! 👏👏👏

  18. É isso que dá fazer teste em plena luz do dia.
    Só falta agora o Exército ou a Força Aérea dizer que isso atrapalha a defesa do Brasil.
    Quer fazer teste, faz a noite.

  19. Falta o clone de H-6, que carregará 12, 16, 18, 20 desses mísseis até o meio do Oceano Atlântico, para interdita-lo.
    Faltam os satélites óptico e radar que vasculharão o oceano a procura de alvos.
    Faltam os drones, um HALE e o outro MALE, que complementarão a aeronave de patrulha marítima e esclarecer os alvos plotados pelos satélites.
    Faltam as aeronaves de patrulha marítima que comandarão e controlarão os engajamentos desses alvos.
    Faltam as aeronaves capazes de guerra eletrônica e medidas de apoio.
    Faltam os reabastecedores em voo para os carregadores de mísseis, as aeronaves de patrulha marítima, EW, ESM, os drones e seus escoltas.
    Escoltas esses que dada as proporções do teatro de operações, obviamente não poderão ser o Gripen.
    Falta quem faça.
    Falta dinheiro.
    Bem vindo a moderna guerra tecnológica!!!!

    • De todos os meios que você citou, a aeronave de guerra eletrônica já existe, na forma do E-99 e do R-99, o reabastecedor será o KC-390 e, salvo comprovações de que ele não terá raio de combate suficiente para esse teatro sugerido por ti, não vejo por que o Gripen não pode ser….
      Qual país, tirando EUA , Rússia e China , opera bombardeiros do porte de um H-6 ou maior? França, Alemanha, UK e todos os outros membros da OTAN não possuem esse tipo de aeronave….então eles estão obsoletos??
      De resto, concordo com você.

      • A negação de acesso (A2/AD) ao Atlântico Sul deve ocorrer lá no limite máximo da cobertura SAR, de responsabilidade do Brasil, não sobre a ZEE e o mar territorial.
        O Gripen é muito pequeno para prover CAP nessa distância, é necessário algo do tamanho do F-15E, ou do Su-30.
        Essas aeronaves conjugam a persistência em combate (combustível + armamento + desempenho) necessária.
        O E-99 e o R-99 igualmente são pequenos, tem poucos consoles e portanto poucos operadores.
        Não é somente a questão de dispor de revo, mas de coleta, processamento e análise de dados.
        O “+ um” não carrega tanto combustível qnto os B-767(KC-2), KC-46 ou KC-30, então não serve.
        Novidade…
        E o H-6, é a única aeronave próxima a essa capacidade disponível, em produção, de aquisição mais ou menos viável.
        As demais ou tem menores capacidades de carga (Le Jaca, JH-7), ou não estão mais em produção (Tornado, B-52, B-1, Tu-16, Tu-22), ou são mais caras, ou não são politicamente aceitáveis (Tu-95, Tu-26, Tu-160).

    • Ah, me esqueci de algo:

      Por “desses mísseis” eu digo a implementação 14X do mesmo, do jeito que está pendurado no cl do F-5, não serve pra nada, é somente outro + 1 no universo dos mísseis de cruzeiro.
      Agrega muito pouco além daquele outro inútil, o mansup.
      Então enquanto um artefato subsônico, não serve, tem mesmo que ser capaz de mach 3.

  20. Pensando em usar esse míssil contra alvos marítimos, nos daria um baita poder de dissuasão no atlântico sul, imagino podendo ser lançado de um avião de patrulha marítima.
    outra coisa que estava pensando esse dias, depois de ver o ataque nas refinarias SAuditas desculpe a ignorância se viajei na maionese mas aquele avão agrícola da Embraer poderia se assessório ser convertido em um drone suicida, pois ele teria uma boa capacidade de arga e um perfil de voo muito baixo uma vez que é usado para aplicação de insumos agrícolas… não seria nada mais que uma gambiarra mas olha depois dos citados ataques vejo que uma solução barata pode funcionar

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