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Malvinas 37 anos – Interceptadores soviéticos Tu-128 ‘Fiddler’ quase assumiram a defesa aérea argentina

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Tupolev Tu-128 Fiddler

Sérgio Santana*

Conforme mencionado recentemente no Poder Naval na sua campanha contra o Reino Unido pela posse das Ilhas Malvinas/Falklands a Argentina recebeu ajuda militar da então União Soviética na forma de dados de posicionamento da frota naval inimiga gerados por satélites e por aeronaves de reconhecimento naval de longo alcance.

Entretanto, conforme as hostilidades progrediam, a junta militar portenha comandada pelo General Leopoldo Galtieri (1926-2003) também recebeu por parte do governo soviético então liderada pelo Secretário Geral do Partido Comunista da União Soviética Yuri Andropov (1914-1984) uma oferta de defesa mais incisiva, na forma de nada mais nada menos que caças interceptadores que seriam baseados no continente argentino, a partir de onde se pretendia que decolassem em alertas de defesa aérea ou em patrulhas contra os caças British Aerospace Harrier GR.3 da Força Aérea Real e Sea Harrier FRS.1 da Arma Aérea da Frota, a aviação aeronaval do Reino Unido, bem como neutralizar os bombardeiros Avro Vulcan B.Mk2 em missões “Black Buck” de supressão da defesa aérea argentina.

De acordo com informações obtidas através de contatos deste autor com ex-pilotos da IA-PVO (a Aviação de Caça da Força de Defesa Aérea da Força Aérea soviética, subdivisão que deixou de existir em 1998), dentre as opções avaliadas estavam os modelos Mikoyan Gurevich MiG-21 “Fishbed”, MiG-23 “Flogger”, MiG-25 “Foxbat” e Tupolev Tu-128 “Fiddler”.

Tupolev Tu-128 Fiddler
Tupolev Tu-128 Fiddler preservado

Como transportar as aeronaves da União Soviética até a Argentina?

Embora variassem de aeronaves de defesa aérea de ponto (como no caso do MiG-21) a aeronaves de defesa aérea de longo alcance (como o Tu-128) os modelos considerados apresentavam uma característica comum: não eram equipados com receptáculos de reabastecimento em voo, o que impedia um traslado sem escalas da União Soviética até a Argentina. Mesmo um voo com várias paradas técnicas seria impraticável dado o considerável número de aeronaves envolvidas (pelo menos um esquadrão, 12 aeronaves), o tempo necessário e a visibilidade que a operação despertaria, ainda mais num tempo de guerra. O mesmo raciocínio valia para caso a opção de traslado do reforço recaísse em voos de aeronaves de transporte pesado Antonov An-22 “Cock”, então o avião com maior capacidade de carga útil a serviço da VTA, o braço de transporte da Força Aérea da União Soviética.

Assim, decidiu-se que o melhor meio de transporte seria um navio cargueiro de bandeira soviética, no qual seriam embarcadas as aeronaves parcialmente desmontadas, junto com todo o material (incluindo vários radares e o sistema de controle interceptação “Vozdukh-1M”) e pessoal necessários ao seu emprego.

Entretanto, a ausência da capacidade de reabastecimento em voo dos modelos considerados e o reduzido tempo na área de operações dos MiG-21/-23/-25 (mesmo com tanques alijáveis de combustível, como no caso dos “Fishbed” e “Flogger”), fazendo-os cair nas mesmas limitações dos Dassault Mirage e IAI Nesher operados pela Força Aérea Argentina, fez com que a opção se reduzisse ao Tupolev Tu-128 “Fiddler”, que mesmo incapaz de receber combustível a partir de outra aeronave possuía alcance e autonomia de voo superiores aos dos demais interceptadores considerados.

Então cogitou-se de transportar para a Argentina os interceptadores de longo alcance Tupolev Tu-128 “Fiddler”, no que seria a primeira operação daquela aeronave fora das fronteiras soviéticas, embora pilotos soviéticos de caça já tivessem atuado em outros países durante conflitos anteriores, como nas guerras da Coréia e Vietnã.

O fim da pretensão soviética de fortalecer a defesa aérea argentina

Contudo, análises mais aprofundadas acabaram por desestimular o envio dos “Fiddler” para a Argentina: a largura das pistas das bases aéreas argentinas, por exemplo, não permitia a operação da escada de acesso da tripulação ao Tu-128; outro fator complicador foi a constatação de que mesmo após ter a sua seção posterior removida o “Fiddler” não poderia ser acomodado no compartimento de carga do navio.

Além disso, é inegável que ao contrário do apoio discreto que vinha sendo prestado até então, a atuação direta de forças soviéticas poderia resultar na entrada das forças norte-americanas e mesmo da OTAN no teatro de operações, fazendo com que o conflito escalasse para proporções globais e muito provavelmente envolvesse o emprego de armas nucleares (na figura de bombas WE-177, que aliás haviam sido transportadas para a zona de operações a bordo do porta-aviões HMS Invincible para uso pelos Sea Harrier GR.3, como demonstrado em documentação recentemente revelada).

Assim, a intenção soviética de reforçar a capacidade de defesa aérea argentina com os Tu-128 “Fiddler” não se concretizou e a aviação militar do país sofreu sérias perdas em um conflito deflagrado de modo precipitado, embora atualmente se tenha como certo (inclusive por autorizadas fontes do Reino Unido) de que a Argentina esteve muito perto de sair-se vitoriosa dele.

Modelos em 3D de dois Tupolev Tu-128 Fiddler

*Bacharel em Ciências Aeronáuticas (Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL). Pesquisador do Núcleo de Estudos Sociedade, Segurança e Cidadania (NESC-UNISUL). Pós-graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC/MG). Autor de livros sobre aeronaves de Inteligência/Vigilância/Reconhecimento. Único colaborador brasileiro regular da Shephard Media, referência em Inteligência de Defesa.

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Delfim
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Delfim

Se os A-4 não tinham chance contra os Harrier, o que dirá o Tu-128.
.
Até o cargueiro chegar já era. E duvido que viesse pelo “amor socialista dos povos”. Lembram do ouro espanhol pelo cargueiro cheio de caças na Guerra Civil Espanhola ?
.
Não deixa de ser irônico o regime militar argentino, muito mais repressivo que o brasileiro, justo por causa da “ameaça soviética”, acabar tendo que bater na porta da URSS. Tem horas que não vejo a tal superioridade intelectual argentina tão propalada.

Willber Rodrigues
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Willber Rodrigues

Regime militar argentino recebendo ajuda da URSS.
Seria a ironia suprema.

Rui Chapéu
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Rui Chapéu

superioridade intelectual argentina é mais ou tão igual a loucura da terra plana.

M_Cruel
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M_Cruel

Compre um argentino pelo que vale e venda pelo que ele acha que vale e ficarás rico, já dizia um velho amigo meu…

jose luiz esposito
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jose luiz esposito

A resposta que deixei ao Caio , serve também a ti . Mostras acima que não tens capacidade intelectual e sim Inferioridade Intelectual , por isso agredis por Falta TOTAL de conhecimento a um povo irmão e amigo , a tua intelectualidade é que é um FENÔMENO !

Sérgio Santana
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Sérgio Santana

Delfim, os Harrier seriam engajados de longe pelos Tu-128. É bom lembrar que o conhecimento acerca dos sistemas soviéticos na época não é o mesmo de hoje…

Renato B.
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Renato B.

Eu também imaginei que seria para interceptação a distância. Se eles negassem a superioridade aérea aos Britânicos a retomada já seria impossível.

Munhoz
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Munhoz

Sérgio, as operações na área estavam sendo feitas a baixa altitude devido aos mísseis antiaéreos de médio e longo alcance da frota inglesa.

Os Sea Harrier também estavam operando a baixa altitude, como os Tu 128 iriam operar dentro do envelope de ação dos navios ingleses?

E os Tu 128 teriam meios para rastrear e abater os Harrier a baixa altitude?

Sérgio Santana
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Sérgio Santana

Munhoz, mesmo em menor quantidade que o Tu-128 padrão, foi desenvolvida uma versão aperfeiçoada do “Fiddler”, armada com variantes melhoradas do míssil AA-5 “Ash”, capaz de destruir alvos voando à altitude mínima de 500 metros.

paulo sérgio
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paulo sérgio

os governos militares no brasil tinham um diferencial em relação aos demais: pessoas competentes no comando estratégico, com uma visão clara do “inimigo”. sabiam muito bem que o comunismo não seria extinto, mas focaram no certo: o combate ao terrorismo urbano e rural. quando a esquerda renunciou à luta armada e quis entrar na disputa eleitoral, fez-se a anistia, pacificou-se o país e retornou-se ao governo civil. podem criticar o que quiserem, mas foi uma conduta brilhante, fruto de uma visão estratégica muito clara. outro ponto é a formação humanista do militar brasileiro, associada a uma espiritualidade muito acentuada, o… Read more »

Elton
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Elton

Pessoas competentes no comando estratégico?so se for ,porque no tático foi um desastre,deixou os comunas dominarem as universidades e mídia , formação humanista e espiritualidade na verdade estavam era evitando o combate por não terem oficiais com estômago para fazerem o que a situação necessitava.

Marcio Cosentino
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Marcio Cosentino

Permita-me indagar, qual a diferença desta mentalidade para a das ditaduras de esquerda que exterminavam seus opositores ?

Marcio Cosentino
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Marcio Cosentino

É uma analise interessante esta, concordando ou não, ela funcionou.

Marcelo Machado
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Marcelo Machado

Não consigo entender como isso se relaciona com o descontrole dos gastos públicos, a hiperinflação, e a própria quebra da industria bélica brasileira nos anos 80.

Caio
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Caio

Superioridade intelectual dos argentinos??? Isso é igual aquela do papagaio.

jose luiz esposito
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jose luiz esposito

Mostrando o teu Preconceito , te indico que conheça aos argentinos , antes de vomitares a tua completa falta de conhecimento e, entenda que a falta de conhecimento e formação cria o preconceito e faz o preconceituoso.Aprenda antes de tudo a ter conhecimento , sem ele publicarás pérolas como acima .

CESAR ANTONIO FERREIRA
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CESAR ANTONIO FERREIRA

O Tu-128 não era uma aeronave de ataque. Mas, um interceptador de longo alcance. Era dotado de mísseis R4 Bisnovat…
Daria combate a cerca de 20 km do alvo.

Mauro Oliveira
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Mauro Oliveira

Gente…. os Mirage III só foram derrotados porque desciam na zona de combate dos Harrier, que é subsônico e baixo nível onde os mísseis all aspect davam vantagem. Se eles atacassem em velocidades acima de mach 1 no classico “boom & zoom” ataca e sai correndo (que alias era o que faziam os P-38 americanos contra os zeros japoneses) harrier poderia manobrar o c*****o que não tinha pra eles.

Mas como sabemos, o treinamento dos argentinos era uma caca.

Flávio Henrique
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Flávio Henrique

Os Harrier e os caças argentinos tinham pouco tempo de vôo na zona de combate! agora se fossem os F-4 Phantom II… Os argentinos teriam pouca chance de vitória..

PS.: Os caças argentinos tinham que economizar combustível para chegar na área e depois fazer vôos em baixa altura e economizar combustível para a volta, já os Harrier tinham pouco alcance e tinham que economizar combustível para o pouso.

PS.: O fato dos Harrier está operando embarcados aliado com a distância entre a Argentina e a zona de conflito equilibrou a desvantagem do Harrier.

Marcos R.
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Marcos R.

E quanto tempo levaria de surgirem caças soviéticos no Teatro de operações para a 4° frota aparecer por lá…

FICO SÓ OBSERVANDO
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FICO SÓ OBSERVANDO

E muito curioso como comentários como esse surgem aqui é quase um orgulho dizer que a 4ª frota apareceria lá como se devêssemos agradecer por sermos um curral americano e qualquer outro poder que por aqui apareça é rechaçado PELO DONO DO QUINTAL.

André Macedo
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André Macedo

Por que? Como sempre americanos se fingem de santos enquanto fazem tudo por baixo dos panos, assim como nas Malvinas e na Crise dos Mísseis, ajudaram os britânicos na guerra quando deveriam se manter neutros… Sim, os argentinos atacaram primeiro, mas onde estava aquela história de “América para os americanos”? Querendo ou não, a guerra estava sendo vista como um golpe final contra o neocolonialismo. E ainda tem gente que se engana achando que os EUA são os heróis e Rússia/China são os únicos “malvados”

Willber Rodrigues
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Willber Rodrigues

Sim, os argentinos atacaram primeiro´´
Nessa frase você já invalida todo o argumento do porquê os norte-americanos deveriam ter se mantido neutro.

Quem realmente tinha todos os motivos do mundo pra se manter neutro foi o Brasil. Graças a deus os militares brasileiros no poder da época tiveram infinitamente mais bom-senso do que seus colegas argentinos no lado, e nos deixaram de fora disso.

Teste
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Teste

Por que deveriam se manter neutros se os britânicos são aliados?

André Macedo
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André Macedo

Sim, são aliados, mas os EUA que construiram toda uma ideologia de “América para os americanos” e ser contra o colonialismo, as Malvinas são, querendo ou não, um resquício do colonialismo. No mínimo deveriam se manter neutros.
Acho que dava pra reformular pra “A América para os aliados dos estadunidenses”.

GripenBR
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GripenBR

E que nós não entendemos. América para os “Norte” Americanos! Aos demais no geral coube o mesmo papel de antes. Contra o colonialismo dos outros! Os espanhóis que o digam, paparam tudo que tinha influência espanhola nas Américas. Até nas Filipinas se meteram. Simplesmemte apontaram o dedo e imediatamente assumiram o negócio. Dividiram com a inglaterra o bolo do Império que nunca dormia. Também me admira o ufanismo de Pátria alheia, comemorar a tutela da cavalaria representada pela quarta frota para descer o porrete, até em nós se não seguirmos o script. O pensamento colonial não sai dos colonizados.

Leandro Costa
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Leandro Costa

Colonialismo? Comeram algum alucinógeno? Qual povo foi subjugado nas Falklands? Alguém aí já ouviu falar da ‘auto determinação dos povos,’ princípio que inclusive a Argentina diz respeitar? ‘América para os Americanos’ é uma frase e tanto, mas alguém aí usando essa frase chegou à estudar o que isso realmente significa? Significa que as Américas seriam área de influencia dos EUA, e que novas tentativas de se colonizar a região provavelmente encontrariam resistência. Os EUA foram rápidos em reconhecer a independência de diversos países (inclusive o Brasil) que se livravam de suas colônias. Os que não se tornavam independentes continuavam em… Read more »

André Macedo
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André Macedo

Leandro, é fácil falar em “autodeterminação” quando NÃO HÁ um povo, o Reino Unido mandou centenas de pessoas britânicas e escocesas pra lá, não é como se fosse os índios daqui querendo se juntar à Portuga, 70% da matriz étnica da ilha é formada por britânicos. Não existem “kelpers”, é uma desculpa pra manter o que podem do antigo império…

Leandro Costa
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Leandro Costa

Exatamente por isso e é justamente essa a questão. Os ingleses estão lá fazendo uso da terra a uns 150 anos, quando ninguém mais conseguiu, seja por problemas financeiros, intempéries, revoltas ou não. O fato é que nenhuma população nativa foi retirada e não havia qualquer outro tipo de uso permanente do local, que já era reclamado por eles desde o século XVI (e por isso, a Doutrina Monroe simplesmente não se aplica). As ilhas são deles, ainda mais depois de 1982 (uti possidetis). Implantaram uma população no local que adquiriu história e cultura própria com o passar dos anos… Read more »

Mercenário
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Mercenário

Perfeito, Leandro.

Não houve expulsão de população nativa.

Bernardo Valério
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Bernardo Valério

Sim. Não houve expulsão alguma!
Apenas a velha e boa expropriação!

Bernardo Valério
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Bernardo Valério

Então tá!!
O Brasil deve voltar a ser colônia de Portugal, as velhas 13 colônias voltam para sua Majestade britânica, o sudeste asiático e o continente africano voltam aos seus mestres europeus!!
Fernando de Noronha, Atol da Rocas, Penedos de São Pedro e São Paulo, e qualquer outra ilha ou pequeno arquipélago “desabitado” voltou a condição de ser “descoberto”!
Águas territoriais nada significam?
Todo mundo se esquecendo dos interesses ao último bastião “sem humanos” mas recheado de recursos minerais e orgânicos do planeta que é a Antártida!
Simples assim!

nonato
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nonato

Haja fanatismo…

Marcos R.
Visitante
Marcos R.

André, fico só observando, tente discutir a inconveniência de ser quintal americano com quem foi quintal soviético durante a URSS.

André Macedo
Visitante
André Macedo

Porque o fato do último ser ruim anula o fato do primeiro também ser? Talvez seja “menos pior”, mas ainda é ruim ser um “quintal” de qualquer país, fico observando como você parece satisfeito com a ideia de ter um “dono” do quintal…

Marcio Cosentino
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Marcio Cosentino

Por conta do ataque argentino, não foi possível aos hermanos acionar o TIAR.

Renato B.
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Renato B.

Esse seria o verdadeiro problema e imagino que foi um dos motivos para a idéia ter sido descartada. Sem contar as complicações logísticas.

Uma idéia ser cogitada não significa que seja uma boa idéia, tanto que foi descartada.

Evgeniy (RF).
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Evgeniy (RF).

É curioso, mas de onde veio a informação de que a URSS estava pronta para fornecer à Argentina o TU-128?

ScudB
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ScudB

Inteligência britânica. Na realidade os Tu-128 já começaram a ser desmanchados na época. E os poucos Tu-128M estavam sendo super requisitados pois programa de substituição deles por Mig-31 estava bem atrasada e patinava em números das aeronaves fornecidas ate o final dos 80s. Não existiam Tu-128 disponíveis.Os soviéticos estavam atolados em Afeganistão e Angola. Se contar ainda com Etiópia e Moçambique no mesmo período e jogadas das agencias como Mossad, CIA e Mi6 na Romênia , Paquistão e AL (na própria Chili e Argentina) toda essa historinha com Tu-128 fica mais estranha ainda. A única coisa que os soviéticos conseguiram… Read more »

Sérgio Santana
Visitante
Sérgio Santana

ScudB, A intenção de usar os Tu-128 não veio do MI6, mas resultou de avaliações sobre como a ajuda soviética para a Argentina poderia ser mais eficaz do que acompanhar a frota inglesa com Tu-142 ou fornecer dados localização dela com satélites Kosmos. O “Fiddler” foi cogitado como última solução diante de outras alternativas, pelas razões explicadas no texto. Mas não foi adiante… As alegações de que “não existiam Tu-128 disponíveis” e “na realidade os Tu-128 já começaram a ser desmanchados na época” não procedem. De acordo com o capítulo “Final Years” do livro Tupolev Tu-128 “Fiddler” escrito por Alan… Read more »

Bernardo Valério
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Bernardo Valério

Entendo! Toda questão técnica muito bem explicada e colocada com muita coerência! Mas alguém por favor me responda: O que a antiga URSS ganharia se envolvendo em um conflito de tão pouca importância estratégica e econômica? Estava atolada no Afeganistão (Ásia) desde 1979, “afilhados” como Angola e Moçambique (África) não se resolviam, a China se apresentando como alternativa concorrente e viável de apoio militar e econômico a insurgentes mundo afora, e o impasse da crise dos mísseis nucleares táticos na Europa não permitia o dispêndio de recursos como os ainda muito úteis “Fiddler”. Ademais, os “milicos” portenhos eram tão ou… Read more »

Evgeniy (RF).
Visitante
Evgeniy (RF).

Scud
Não há confirmação de tais intenções em relação ao TU-128 na Argentina. Estes são rumores e suposições.
Os próprios aviões realmente voaram depois de 1985, embora em quantidades muito pequenas.
Na realidade, a URSS não sentiu muito interesse no conflito sobre as Ilhas Falkland.

ScudB
Visitante
ScudB

Exato Evgeniy. So que nosso colega insiste em dizer que “existiam” Tu-128 e (variantes) sobrando..Mesmo sabendo que na época existiam os míseros 6(!) regimentos (invés de 25 planejados) equipados com Tu-128, 128M e 128UT. Quase todos – no norte ou leste. E de cada regimento os 10 TU-128 estavam na primeira linha de defesa e os demais – na segunda e terceira. Logo desfalque de 12 maquinas com tripulações não teria como tapar com o mesmo numero dos Mig-25. E nem com o dobro. E quando sobraram praticamente só os 128M em 1985(!) (os 128 originais estavam na maior parte… Read more »

Bernardo Valério
Visitante
Bernardo Valério

Também penso assim!
Já preparavam o terreno para que em caso de derrota (estavam bem longe de casa!!) pediriam ajuda ao Tio Sam alegando interferência “vermelha”!!
Coisas do tipo incidente de Tonquim!
James Bond estava se borrando!! rsrsrsrsrs!!!

Sérgio Santana
Visitante
Sérgio Santana

Evgeniy, releia esta parte:
“De acordo com informações obtidas através de contatos deste autor com ex-pilotos da IA-PVO (a Aviação de Caça da Força de Defesa Aérea da Força Aérea soviética, subdivisão que deixou de existir em 1998), dentre as opções avaliadas estavam os modelos Mikoyan Gurevich MiG-21 “Fishbed”, MiG-23 “Flogger”, MiG-25 “Foxbat” e Tupolev Tu-128 “Fiddler”.

Evgeniy (RF).
Visitante
Evgeniy (RF).

Eu vejo Obrigado.

Clodorencio
Visitante
Clodorencio

O Tu128 tem o tamanho de um 737-200.
Imagino o pesadelo logístico que seria operar fora da URSS um destes. Ainda mais em período de conflito.

Flanker
Visitante
Flanker

O Tu-128 tem o mesmo comprimento de um 737-200, entretanto, o avião da Boeing tem 11 metros há mais de envergadura.

kornet
Visitante
kornet

Malvinas é uma guerra fascinante,com o passar do tempo vem à tona segredos e personagens inusitados.

Humberto
Visitante
Humberto

Obrigado Sérgio Santana, nunca tinha lido sobre a oferta dos Tupolev Tu-128 para a Argentina (Mig 21 e 25 sim). Particularmente não acho que a chegada destes aviões mudasse o destino da guerra, iria demorar meses (se não anos) para a Argentina utilizar plenamente o caça (isto vale para os Migs)
Nunca entendi porque a a Marinha Argentina não investiu mais no reabastecimento aéreo, tendo os A4 e o SE (ambos já prontos para isto), lembrando que a marinha argentina tinha doutrina para o reabastecimento (pelo menos dos SE).

Sérgio Santana
Visitante
Sérgio Santana

Os pilotos soviéticos voariam as aeronaves, não os argentinos. Assim como fizeram no Egito nos anos 70…

João Gabriel
Visitante
João Gabriel

Aí era só os EUA colocar os F-15 ou F-14 a disposição dos ingleses. Simples!

Victor Filipe
Visitante
Victor Filipe

Vc ta apelando

ALEX TIAGO
Visitante

João de onde viria esses F14 ou F15 de qual base??? Ou vc fala f14 em porta aviões???

Leandro Costa
Visitante
Leandro Costa

Seriam lançados à partir de uma daquelas naves imensas dos Thunderbirds!

Charles Mattioda
Visitante
Charles Mattioda

Senhores, Saddam levou anos para preparar suas forças para atacar Kuwait.
Junta Militar Argentina achou o que ?
Muito amadorismo.

100nick-Elã
Visitante
100nick-Elã

A Argentina achou que a Inglaterra não iria à guerra por causa das Ilhas Malvinas, que são irrelevantes, seja economicamente, seja politicamente ou demograficamente. Mas eram relevantes em termos políticos, essa foi a falha argentina.

paddy mayne
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paddy mayne

Nossa, não acredito que vou concordar com o Elã… Mas é isso mesmo. É a teoria da janela quebrada. Se os ingleses deixassem barato, Hong Kong era invadida na semana seguinte…

Bernardo Valério
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Bernardo Valério

Os mesmos motivos que levaram a Argentina a esta “aventura”, trouxeram os “alegres” ingleses às frias praias do sul!!

IBIZ
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IBIZ

A unica ajuda interessante que a URSS/Russia poderia oferecer naquele conflito eram sistemas de defesa anti-aérea e sistemas de misseis anti-navio que baseados nas ilhas poderiam ter oferecido mais dificuldades ao britânicos.

Antunes 1980
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Antunes 1980

Que história mais esquisita. E os Estados Unidos iriam assistir tudo isso de camarote?

pangloss
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pangloss

Os argentinos mantiveram distância cautelosa das ofertas soviéticas exatamente por saber que isso levaria a uma escalada indesejada no conflito.

Alessandro
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Alessandro

Foi tanta burrada atrás de burrada por parte dos argentinos nessa guerra, que duvido muito que mesmo com a ajuda dos soviéticos venceriam, só iriam trazer toda a OTAN para o atlântico sul, e como consequência como o próprio texto diz, aumentar a escala para níveis globais o conflito

PauloSollo
Visitante

Um verdadeiro disparate esta “oferta de ajuda”. Demonstra que Andropov era tão estúpido e inconsequente quanto Galtieri. Querer meter o bedelho num conflito na AL justamente contra o UK seria declarar guerra a OTAN.

Soldat
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Soldat

Doutrina Monroe.

Pura palhaçada essa doutrina; Por Israel e pela Inglaterra os Âmis destruiriam toda a America Latrina e só mexerem com esses dois países acima.

Pobres Latinos…opsss quis dizer Latrinos.

Nilton L Junior
Visitante
Nilton L Junior

Ainda tem muita informação a ser divulgada desse conflito, o fato é que os Argentinos acreditavam que os Ingleses não iriam topar um conflito e deu no que deu.
Se não me engano os submarinos Russos acompanharam a frota Inglesa além de uso de satélites específicos para espionagem, claro que documento sobre isso se existir deve estar sobre sigilo.

Marcelo Martins
Visitante
Marcelo Martins

O inimigo (Argentina) do meu inimigo (Inglaterra) é meu amigo !

Mauro
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Mauro

O Chile teve uma participação muito interessante nesta guerra. E foi decisiva.

Edson Wagner Campos dos Santos
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Edson Wagner Campos dos Santos

Creio que se viessem, suas tripulações seriam russas, assim como creio que os Bandeirulhas foram operados por brasileiros. Não haveria tempo de treinamento para os pilotos portenhos.

Sérgio Santana
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Sérgio Santana

Obviamente as tripulações seriam soviéticas

Jodreski
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Jodreski

Acho que os soviéticos beberam muita vodka antes de cogitarem essa ajuda aos Argentinos, em qualquer conflito que Estados Unidos ou URSS se envolvesse diretamente ou indiretamente haveria resposta do outro lado, isso é tão obvio quanto 1 +1 = 2, então só por conta dessa premissa nem deviam ter cogitado a gastar Tutano com essas ideias mirabolantes.

pangloss
Visitante
pangloss

Isso não seria muito diferente da atuação soviética na Coréia, no Vietnam e no Oriente Médio. Sim, é absurdo, mas há precedentes.

Elton
Visitante
Elton

Se os soviéticos estavam dispostos há ajudar tanto assim os argentinos eles deveriam ter enviado informações de inteligência sobre os sistemas e armas dos navios e caças ingleses o que ajudaria há evitar muitas perdas aéreas argentinas,além de equipamento de ECM/EW para conter os radares dos ingleses.

Rodrigo Martins Ferreira
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Rodrigo Martins Ferreira

Rússia, sempre começa como tigrona, mas invariavelmente termina como tchutchuca.

E ainda tem quem ache que eles vão guerrear pelo Maduro.

CESAR ANTONIO FERREIRA
Visitante
CESAR ANTONIO FERREIRA

Quero ver a sua coragem se alistando na guerra contra a Venezuela.
Por enquanto só fica falando.

Rodrigo Martins Ferreira
Visitante
Rodrigo Martins Ferreira

Está tendo guerra lá ? O que eu estou vendo só é um lado massacrando a população.

O lado que você defende, junto com os seus Deuses da Rússia

Luiz Trindade
Visitante
Luiz Trindade

Rapaz… Tou alarmado com esses nossos hermanos… Ia fazer trato com diabo para ganhar a guerra?

Rodrigo Martins Ferreira
Visitante
Rodrigo Martins Ferreira

Para você ver…

Nem o capeta quer acordo com argentino

Leandro Costa
Visitante
Leandro Costa

Ué… mas até Churchill fez exatamente isso 😉

paddy mayne
Visitante
paddy mayne

Convenhamos que a situação de Churchil era mais extrema. Tava mais para abraço de afogado entre Inglaterra e URSS.

Leandro Costa
Visitante
Leandro Costa

Claro, mas serve como ilustração. Afinal de contas é mais do que normal que se façam alianças de conveniência em tempos de guerra, mesmo que sejam entre países com regimes antagônicos. Um outro exemplo disso durante a Segunda Guerra Mundial é a própria Alemanha com a URSS (Pacto Ribbentrop-Molotov).

carvalho2008
Visitante
carvalho2008

Claro!!! Até parece que o pessoal não assiste a série GOT…rzrzrz

nereu
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nereu

se a Inglaterra junto com EUA fizeram aliança com o Khemer para invadir o Vietnã, nada mais justo que Argentina buscar forças antagônicas nessa guerra.

Leandro Costa
Visitante
Leandro Costa

Khemer? Que isso? Inglaterra não entrou no Vietnã. Austrália foi por própria conta e risco.

nereu
Visitante
nereu

pesquise sobre esse temas que vc vai encontrar essa historia melhor:
How Thatcher gave Pol Pot a hand e

Butcher of Cambodia set to expose Thatcher’s role

Leandro Costa
Visitante
Leandro Costa

Nereu, conheço o primeiro artigo. Capítulo negro na história tanto de Inglaterra quanto dos EUA. Mas o maior culpado pela ascensão do Khmer Vermelho no Cambodia foi o próprio Vietnã. Mas eles perceberam a burrada que cometeram logo em seguida e eventualmente destronaram Pol Pot. Isso que levou à ajuda de UK e USA, já que o Vietnã estava às turras com a China e recebia ajuda da URSS, enquanto China estava se aproximando de EUA e UK devido à sua rusga com os Soviéticos. O intuito tanto de Inglaterra quanto EUA não era o de invadir o Vietnã, mas… Read more »

Helio Eduardo
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Helio Eduardo

Não sei porque tanta surpresa. No contexto da Guerra Fria o que seria realmente espantoso e digno de registro seria EUA, URSS e afins não terem acionado seus mecanismos de análise estratégica e ponderado as soluções para vários níveis de intervenção. Ao Sérgio Santana meu obrigado por mais esse capítulo da Guerra das Falklands/Malvinas, pois eu desconhecia por completo essa oferta. Imagino eu, porque tenho como certo que tal “ajuda” soviética seria respondida à altura pela OTAN ou, ao menos, pelos EUA, que o Kremlin ponderou em muito o custo benefício de espezinhar a Inglaterra e arriscar uma escalda do… Read more »

Flanker
Visitante
Flanker

Sérgio Santana, eu não entendi essa parte do texto:

“… a largura das pistas das bases aéreas argentinas, por exemplo, não permitia a operação da escada de acesso da tripulação ao Tu-128…”

Como assim? Como as pistas eram muito estreitas para as escadas?

Sérgio Santana
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Sérgio Santana

Flanker, veja esse vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=e68tU4109l0. Aos 15 segundos, aparece a tripulação de um Fiddler usando a tal escada para subir à aeronave.

Flanker
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Flanker

Certo, Sérgio, assisti o vídeo. Só continuo sem entender o que isso tem a ver com a largura das pistas argentinas!

Augusto L
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Augusto L

Nao teriam chanches contra os Harries, mas poderiam ser empregados contra os Buckaneers com sucesso, é claro evitando as patrulhas dos Herriers.

Leandro Costa
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Leandro Costa

Buccaneers não foram usados no conflito das Falklands. Deve estar se referindo aos Vulcans em missões Black Buck, não?

Sérgio Santana
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Sérgio Santana

Os Vulcans teriam trabalho…

Leandro Costa
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Leandro Costa

Afinal de contas é justamente o tipo de aeronave para o qual o Fiddler foi projetado. Taí uma coisa interessante de se pesquisar. Não faço idéia de qual a capacidade ECM/autodefesa dos Vulcans.

carvalho2008
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carvalho2008

Teriam, mas o papel dos Vulcans foi de baixíssima eficiência….acertaram o que acertaram porque não havia qualquer tipo de oposição aérea ou anti aérea…,olhando somente por eles, haveria então outras formas mais baratas e rápidas de implementar oposição aos Vulcans

Leandro Costa
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Leandro Costa

Os próprios Mirage seriam interceptadores perfeitos para os Vulcan, se fossem baseados nas ilhas. Aliás, fosse esse o caso, os Vulcan nem chegariam perto.

Augusto L
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Augusto L

Isso, confundi legal.

Marcus
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Marcus

Quando mais leio sobre essa guerra, mais entendo que vidas foram perdidas por motivo torpe.

Abdul
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Abdul

O interessante nisso tudo é que falam de soviéticos, americanos, ingleses, argentinos e outras nações que se intrometerem nessa guerra, mas sobre o Brasil que estava bem no meio disso tudo ninguém fala! Então porque zorra a esquadra brasileira se movimentava no Atlântico, declarado “Zona de Guerra” desde Ascensão até as Malvinas? É por isso que eu digo orgulhosamente para os meus netos: Eu patrulhei uma zona de conflito a bordo de uma navio contratorpedeiro, isso ninguém pode me tirar. A minha CR pode comprovar. Num país sério nós da esquadra seriamos lembrados de alguma forma! Estávamos nas mesmas águas… Read more »

carvalho2008
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carvalho2008

Conte mais ….

HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

A bem da verdade esses enormes aviões seriam a meu ver inúteis no conflito. Uma vez que não poderiam entrar em um dogfight contra os Sea Harriers teriam que engajar os caças da RN à ( não tão) longa distância visto que o alcance máximo do AA-5 era de 25 km. E enquanto o desempenho da variante SARH desse míssil seria algo parecido com o AIM-7 Sparrow contra os Migs-17 na Guerra do Vietnã a variante IR não tinha capacidade “All aspect”

Roberto F. Santana
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Roberto F. Santana

Aeronave única, espetacular.
Velocidades e razão de subida estonteantes, para quem se interessar, recomendo o livro Soviet Air Defence Aviation 1945-1991 de Yefim Gordon e Dmitriy Komissarov.
Livro excelente, conta toda a dificuldade da transição dos pilotos russos para esse tipo de avião, com um relato detalhado de como era seu voo. O livro é recheado de fotos, boas fotos, inclusive com as características fotos da propaganda soviética em que os pilotos posavam juntos aos aviões olhando para o alto, desafiadores e altivos. Eram fotos bem feitas e bonitas.

Rafael M. F.
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Rafael M. F.

Valeu a sugestão, mas que livro caro da p—a!

Ricardo Bigliazzi
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Ricardo Bigliazzi

Nessas horas é que vemos o quanto os Russos são inteligentes, até pensaram na ação, mas perceberam antes o quão ruim poderiam ser os resultados, especialmente depois de tomar ciência do que os ingleses estavam levando para retomar as Falklands (vide tudo o que estavam monitorando).

Segue o jogo… se pesquisarem mais um pouco é bem capaz de acharem uma mensagem dos Russos para os Argentinos, mais ou menos assim: “Façam a retirada enquanto é tempo, os caras irão retomar na mão grande o que é deles por direito”.

RENAN
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RENAN

Estou rindo muito

Aéreo
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Aéreo

Alguns pontos me chamam a atenção nesta história. A primeira é que a forma efetiva dos soviéticos ajudarem os Argentinos seria fornecer sistemas de defesa antiaérea que reforçassem as defesas nas ilhas. Os meios AA argentinos embora tenham provocado algumas baixas, inclusive de um Sea Harrier eram poucos. Outra forma seria os soviéticos fornecerem algum armamento de defesa costeira que dificultasse o desembarque britânico. Fornecer meios aos argentinos não colocaria a OTAN no conflito (Brasil e Peru fizeram isto por exemplo), algo bem diferente de colocar caças soviéticos tripulados por pilotos soviéticos. Isto daria aos EUA o argumento de colocar… Read more »

Rodrigo Martins Ferreira
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Rodrigo Martins Ferreira
carvalho2008
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carvalho2008

Talvez o mais viável fosse um ataque por Subnukes russos, afinal conseguir apurar a origem do torpedo depois de um navio afundado em grandes profundidades é bem difícil….mas seria arriscado…vai que o SAN Luís está numa área e surge um afundamento inglês por sub de uma outra área tão diferente…. Não é segredo que americanos também ajudaram ingleses em informações e satélites, bem como repôs em tempo real, todo o estoque britânico de torpedos anti-submarinos gastos sem sucesso contra o pequeno SSL….os estoques simplesmente zeraram no conflito….cada um ajuda o que lhe convém e como pode…. E se alguém descobrir… Read more »

carvalho2008
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carvalho2008

O TU-128 era o equivalente russo do conceito do “Missiler” dos americanos

Eduardo
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Eduardo

Não parece q fosse viavel utilizar os Tu-128 contra os Harrier, da mesma forma q não era o objetivo dos A4. O objetivo seria o mesmo para todos (Tu-128, A4 e SUE), afundar os porta aviões. Sem eles os Harriers teriam q aprender a nadar e a Task Force ficaria sem cobertura aerea. Também parece viavel q os Tu-128 repelessem ataques dos Vulcan sobre o continente, ou neutralizassem radares britanicos no Chile. Quem duvida da ajuda da URSS à Argentina e da OTAN ao RU, deveria leer mais. Quem leu alguma coisa sobre estratégia inglesa sabe são expertos blefadores. Uso… Read more »