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VÍDEO: Show aéreo em Copacabana nos anos 1960

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Os que frequentam shows aéreos no Brasil atualmente, não têm ideia de como eram os eventos de antigamente.

Assista no vídeo acima, um show aéreo na praia de Copacabana, Rio de Janeiro, nos anos 1960, em frente ao Copacabana Palace.

Incríveis rasantes de Cv440 Real, C-47 da FAB, DC-7 da Panair, C-82 da Cruzeiro, Caravelle da Varig, Viscount, e muitos outros.

No final, esquadrilhas de Morane Saunier MS760 Paris, AT-33/F-80 e de Gloster Meteor (F-8) atacam um alvo na praia, em frente ao público.

Tudo sob os cuidados de um Sikorsky S-55 SAR, pousado na areia!

56 COMMENTS

  1. A FAB operando três tipos de jatos, oriundos de três países diferentes?
    França = Fouga Magister.
    Inglaterra = Glouster Meteor
    EU = AT-33
    Que luxo.

    Será que a FAB era a mais bem equipada fôrça aérea do continente naquela época?

    • Não há Fouga Magister no vídeo. Os sete Fouga Magister que a FAB usou na Esquadrilha da Fumaça operaram de 1969 1 1974. O que a FAB tinha na época eram os 30 jatinhos Morane Saunier MS760 Paris, que operaram de 1959 a 1974. Mas eram jatos executivos, de 4 lugares, usados para missões de ligação e de transporte de autoridades. Os jatos militares que aparecem no video são os Gloster Meteor F-8 e provavelmente uma mistura de F-80C e AT-33. Digo que há F-80C no video, pela quantidade de fumaça proveniente dos disparos das metralhadoras no nariz, pois enquanto o F-80C tinha 6 Mtr .50, o AT-33, versão de treinamento, possuía apenas duas.

  2. Que final foi esses?!!
    E esses pilotos da aviação comercial!!!
    Nasci na época errada!!!!
    Isso ai faz até os shows russos parecerem meio leite com pêra!!!

  3. Interessante como os conceitos mudam. Nível de segurança perto de zero para o público. Vejam nas imagens relativas aos ataques ao alvo no mar, como os disparos estão espalhados pela superfície, por uma área mais ampla do que, imagino, seria recomendável em termos de segurança para um evento do gênero. Um descuido, um errinho, um cálculo mal feito e … tragédia. De qualquer maneira, vídeo muito legal.

  4. interessante a vitrine que aparece quebrada no final !! provavelmente estilhaçou por causa dos rasantes !!! Pura loucura , mais interessante até que a demostração militar são os aviões de empresas aéreas , Tem um jato que faz rasante insano deve ser um Caravelle?? imagina deve ter sido um barulho infernal , já que não existia preocupação nenhuma com o som dos motores naquela época, Vídeo muito legal !!!

  5. Com certeza a preocupação com a segurança hoje é muito maior. Principalmente devido a uma série de acidentes com muitas mortes ocorridas em shows aéreos… Os protocolos e precauções mudaram. Os shows perderam em emoção, ganharam em segurança. Sinal dos tempos.

    • De fato Fernando. Não esqueço nunca a primeira apresentação do EDA que pude assistir na minha cidade, numa praia. O começo foi com as aeronaves vindo por trás do público, voando rasante sobre uma avenida, pouco acima dos postes. Aquilo para um jovem era puro êxtase.

      Já anos depois não se fazia mais aquilo. Ruim para a emoção, bom para a segurança.

  6. Jesuis!…
    Estão me obrigando a sair da minha casamata de novo.
    Que ESPETÁCULO de show! De público! De panorama! Que honra! Que orgulho!
    Imagino que marcante e emotivo na lembrança feliz de todos que lá compareceram.
    Lindo! Lindo! Lindo!

  7. No texto fala em Westland Wessex SAR, mas eu não lembro da FAB ou MB utilizarem esse helicóptero. O helicóptero que aparece em voo, e depois pousando na praia e decolando no final do vídeo, é um SH-19, variante do Sikorsky S-55. A MB também utilizou uma variante do S-55, fabricada pela Westland, o Whirlwind.

  8. Nos anos 90 houve uma demonstração semelhante, com emprego real de AT-26 e T-27, na Praia dos Artistas, em Natal. Deve existir um vídeo por aí…

    • Cheguei a assistir algumas demonstrações de tiro/foguetes em Natal nos anos 80.
      Meu pai, presente na ocasião, que testemunhou os P-47 , B-25 e B-26 realizarem ataques com bombas ainda deixada pelos americanos, me assegurava que aquilo não era nada!!
      Segundo ele, não era incomum as vidraças das casas se quebrarem pelo efeito das bombas jogadas em alto mar tal a potência.Reportou também o caso de alguém ferido pela cápsula de um .50 oriunda de um P-47.
      Folclore ou não, diziam que os pescadores faziam a festa depois de tais exercícios.

  9. Trabalhei com um SubOficial em Recife que tinha uma grande cicatriz na cabeça, fizeram um ataque com bombas em um bombardeiro em alvos montados com barris e madeira e como a bomba foi lançada em um rasante o deslocameno de ar da explosão jogou o avião para cima e ele bateu violentamente a cabeça no teto desmaiando.

  10. Já vi e até participei de algumas exibições raiz… Eram muito mais emocionantes com certeza.
    Mas segurança fala mais alto… E não é mimimio não. Aviação deve ser movida por segurança… Sempre.

  11. Boa tarde,
    Como residente em Copacabana à epoca tive o privilegio de assistir o show junto a turma do gargarejo, como se dizia. Acontecia na chamada Semana da Asa e o a´ápice era o ataque dos caças ao alvo no mar. O gemido da turbina dos Gloster e o som dos canhoes disparando é inesquecivel. Hoje o Ibama não ia autorizar e a gritaria na imprensa seria geral.Na verdade seria um escandalo ambiental. Uma pena. Quem teve o privilegio tem historia pra contar.Não acho que havia irresponsabilidade.Os pilotos da FAB de ontem, assim como os de hoje, são bons mesmos.Apos 35 anos no EB, acho que só não voei com a FAB em caças. Minha continencia a vcs, pilotos de escol!

  12. Isso foi o Rio de Janeiro! A cidade mais bonita do mundo!
    Copacabana com toda sua beleza, era limpa, havia segurança, havia ordem.
    Um povo carioca ainda com modéstia nos costumes, obediente a um simples guarda, respeitoso de suas autoridades.
    O show aéreo, um desfile das belas aeronaves que cruzavam o céu do Brasil, Viscount, Gloster, Douglas, Convair. E… As areias de Copacabana nunca viram estrela tão bela, Caravelle!
    Metralha de verdade, explosão, fumaça!
    É show pra nunca mais.
    É cidade pra nunca mais.

  13. Se vocês vissem o que os pilotos de F-5E faziam em Natal entre 76-79, vocês não iriam acreditar! Muitas vezes para um público de 4 ou 5 pessoas no modestíssimo aeroporto Augusto Severo. Eram vinte minutos de manobras as mais incríveis possíveis.
    A “visita” dos F-5`s era anunciada previamente pelo jornais.Invariavelmente isso ocorria nos dias de expediente, à tarde .Como disse, a presença de paisanos se resumia a 1 jornalista indicado para cobrir o evento e mais 3 ou 5 curiosos.Não sei do lado do CATRE/BASE AÉREA como era a assistência por lá.
    Depois tudo parou.Nos anos 80 já não faziam as tais demonstrações.Nunca mais vi algo parecido.
    Um pequeno adendo:os jornais anunciavam a chegada dos F-5 às 12:30 da tarde, mas eles só apareciam lá para 17:00 horas ou 17:30.Era uma longa espera.Mas o espetáculo valia cada segundo.
    Sempre me perguntei se internamente, digo, em uma unidade de F-5, eles conseguiam e conseguem ainda reproduzir aquilo que vi em Natal naqueles anos.Desconfio que não!

    • Em Canoas dos anos setenta era possível ver algo semelhante, este que vos fala viu várias vezes os F-5 na chegada de suas missões travarem ‘dogfight’ bem acima do município gaúcho. Lembro voltando da escola, quando vi perfeitamente bem acima de mim, um F-5 passar ‘chutado’ em curva, olhei sorrindo, para logo em seguida, vibrar de alegria quando outro F-5 estoura o ar com um som impressionante e se aperta numa curva fechada e perfeita para chegar bem atrás da cauda de seu colega. A pelada de bola, o recreio na escola, o pique esconde das noites de sexta-feira, tudo era interrompido pelos estouros e trovões desses caças, quando alguém dava sorte de ver o caça silencioso chegar antes, gritava: supersônico! E a molecada tapava os ouvidos.

  14. Meu pai sempre falou com entusiasmo desses shows em Copacabana. Rasantes, disparos de metralhadoras, janelas quebradas, embarcações pegando fogo faziam parte do show. Ele dizia que as janelas quebravam por causa do barulho das explosões (não vi lançamento de bombas ou foguetes) mas que a maioria dos moradores, na véspera, protegiam as janelas com fitas adesivas. Também contava que muita gente esperava ansiosa o fim do show para recolher os peixes mortos. Quem viveu essa época foi muito feliz.

  15. Show de bola… Um país mais calmo, havia mais respeito as autoridades, um Rio de Janeiro livre de favelas que enfeiam hoje o respectivo estado. E um show aéreo maravilhoso. Tempos que não voltam mais.

  16. Tem uma parte do vídeo 2min e 30 segue que há uma formação de 64 aeronaves da FAB.
    Acho que na atualidade só com os deslocamentos monstros, pode ríamos algo um pouco parecido.

    • De memória: Até 1966 os estagiários da caça voavam nos F-80. Depois que o audaz Giraldi e mais dois que ainda estão vivos, quebraram F-80 em “pupoising”, acabou esta farra. Foi só ai que chegaram os AT-33 antes, só tinha T-33 completamente desarmado.

  17. Interessante observar a presença do brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo, o famoso” Melo Maluco”, entre os presentes, assim como uma autoridade da Força Aérea Argentina. Talvez ajude a localizar no tempo esta informação, pois aquele brigadeiro era o ministro da Aeronáutica por esta época.

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