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Erro do piloto por trás do disparo acidental do míssil AIM-120 sobre a Estônia

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Eurofighter EF2000 Typhoon da Espanha
Eurofighter EF2000 Typhoon da Espanha

Uma investigação militar interna espanhola concluiu que o disparo acidental de um míssil ar-ar no espaço aéreo estoniano por um jato da Otan em 7 de agosto resultou de um erro do piloto, segundo o diário espanhol El País, citado no diário estoniano Postimees.

Enquanto a investigação geral sobre o incidente continua, fontes militares anônimas afirmam que a falha foi do piloto no disparo do AIM-120 (AMRAAM), por um um Eurofighter Typhoon da Força Aérea Espanhola.

O artigo afirma que testes investigativos mostram que o piloto iniciou a seqüência de disparo de mísseis durante o treinamento. Normalmente, os mecanismos de segurança devem interromper o lançamento real em tais casos, portanto, o incidente é supostamente raro.

No entanto, os sistemas de armas do caça multifunção Typhoon, multinacional, são particularmente complexos e variados.

O míssil foi lançado sobre a aldeia de Pangodi, perto de Tartu, e acredita-se que tenha atingido o pântano de Endla, ou cerca de 100 km ao norte. A fronteira da Estónia/Rússia fica a cerca de 60 km a leste de Pangodi. O avião estava voando em uma altitude de 6.000 metros no momento.

Seiscentos hectares de pântano de Endla foram revistados nos dias seguintes usando equipamentos, com mais de 200 hectares verificados visualmente, sem nenhum vestígio do míssil ou de seus destroços. Não houve vítimas informadas ou danos materiais resultantes do incidente, embora tenham ocorrido incêndios no local após o impacto.

Outras investigações sobre a falha ainda estão em andamento.

23 COMMENTS

  1. Eu ainda acho que não foi acidental, deve ter rolado um atrito com aeronaves russas, como deu em nada, ficou no “acidental” mesmo.
    .
    O míssil ? Deve estar sendo dissecado pela Vympel russa.

  2. Conjecturando!
    Sempre houve esbarrão entre Otan e russos mas nunca houve disparos. Agora é pouco provável que esse espanhol sairia ileso se tivesse realmente disparado de propósito contra outro caça russo e não fosse respondido!
    Não faz sentido!

  3. Até sair essa notícia, eu imaginava algum problema eletromecânico. Mas como estão falando em erro do piloto, isso abre as porteiras para todo tipo de especulação.

    Estaria o piloto espanhol respondendo a alguma provocação russa, como aquela passagem “tirando tinta” que foi divulgada alguns meses atrás, iluminando alguma aeronave deles para “entrar na brincadeira”? Dizem que os latinos tem sangue quente…

  4. é bem provável que o míssil tenha sido um AIM-120C então os russos não vão encontrar nada muito novo caso encontrem ele, alem do mais até onde eu sei (me corrijam se estiver errado) o AIM-120 tem 3 espoletas. Por contato, por proximidade e para que ele exploda caso o combustível acabe, então achar ele inteiro é bem difícil…

  5. Sempre achei que esses mísseis BVR modernos tivessem algum tipo de mecanismo de auto-destruição para casos como esse. Nem alvo travado ele tinha!

  6. Creio que é extremamento salutar as atitudes da Espanha e da OTAN neste caso, bem como de Israel no caso do F-16 derrubado na Síria e que caiu no Golan. A divulgação das causas e consequências de acidentes (e incidentes) com anvs militares é de grande valia, uma vez que as lições aprendidas poderiam ser replicadas por operadores civis (exceto no caso em tela, obviamente, que envolveu armamento).

    Infelizmente, por aqui tudo fica guardado a sete chaves, restando a quem é de fora apenas conjecturar ou se apoiar sobre informações apócrifas sobre tantos eventos como os dois incidentes com o protótipo 001 do KC-390, pouso duro do SC-105, pouso de barriga dos C-130, duas quedas com F-5FM (4806 e 4811), saída de pista dos C-95 e P-95, colisão com pássaros, decolagem mal-sucedida do C-95 em LS, só para nominar alguns.

  7. O titulo do artigo induz a concluir que houve erro do piloto, o que nao esta confirmado. Parece que a referencia teorica, o texto original, quer mais desmoralizar a OTAN do que apontar as verdadeiras causas. Muita calma nessa hora, para nao ser confundido com desinformacao ou fake news.

  8. Vejo que as teorias estão livres, pois bem aqui vai a minha: caças russos poderiam estar voando perto da fronteira observando, então o piloto para asustar e mostrar que estava armado disparou o AIM 120 sem travar em alvo algum (num treinamento pode ser feito com misseis sem carga explosiva) aleatoriamente, isto até explica o porque o travamento não atuou. Os russos devem ter detectado o disparo se asustaram e se afastaram.

    • Kemen, um míssil daqueles não é barato seja qual for, nenhum piloto sequer pensaria em disparar um só para assustar a menos que recebe se indicações para tal. Entrem ou não em espaço aéreo da OTAN os aviões Russos são sempre escoltados evitando percalços e manobras bruscas (quando existem manobras por vezes chega mesmo a existir um aviso prévio, do tipo: Be advise im going to… ou algo como manobrar relativamente mais perto chamando a atenção tentando quebrar o silêncio de rádio típico dos russos). O que aconteceu foi puro disparo acidental, se a situação de facto tivesse aquecido uma das pistas seria os aviões espanhóis não terem ficado em terra como ficaram após o incidente, afinal, a escalada de tensão iria fazer a OTAN redobrar o policiamento, não diminui-lo pondo aeronaves no solo. Quanto ao míssil ainda, penso que era até uma versão anterior a C de stocks antigos.

  9. Kemen, um míssil daqueles não é barato seja qual for, nenhum piloto sequer pensaria em disparar um só para assustar a menos que recebe se indicações para tal. Entrem ou não em espaço aéreo da OTAN os aviões Russos são sempre escoltados evitando percalços e manobras bruscas (quando existem manobras por vezes chega mesmo a existir um aviso prévio, do tipo: Be advise im going to… ou algo como manobrar relativamente mais perto chamando a atenção tentando quebrar o silêncio de rádio típico dos russos). O que aconteceu foi puro disparo acidental, se a situação de facto tivesse aquecido uma das pistas seria os aviões espanhóis não terem ficado em terra como ficaram após o incidente, afinal, a escalada de tensão iria fazer a OTAN redobrar o policiamento, não diminui-lo pondo aeronaves no solo. Quanto ao míssil ainda, penso que era até uma versão anterior a C de stocks antigos.

  10. Interessante. O título fala em erro do piloto, mas o texto abre a possibilidade de erro nos procedimentos. Ou como é muito comum na aviação como um todo, uma soma de erros que separados são inofensivos, mas juntos podem ser motais.

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