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Novas imagens do caça chinês J-20 mostram avanços na fabricação

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Caça J-20
Caça J-20 (clique nas imagens do post para ver os detalhes)

Imagens mais recentes, que surgiram recentemente na Internet chinesa, mostram um caça stealth J-20 sem sua tinta cinza e em seu revestimento primário saindo da fábrica da Chengdu Aircraft Company e testando o aeródromo.

O J-20 já tinha sido visto em seu revestimento amarelo antes, mas essas imagens são muito detalhadas em comparação à grande maioria das que surgiram no passado. Os  símbolos de dragão no nariz e cauda foram adicionados em editor de imagens e não foram realmente pintados na aeronave.

As imagens mostram as áreas onde as antenas estão colocadas abaixo do revestimento do J-20, bem como onde outras estruturas compostas furtivas são usadas para minimizar a seção transversal do radar da aeronave. A grande Diverterless Supersonic Inlet (DSI) do J-20 também é mostrada em detalhes, incluindo vários painéis porosos que também ajudam a separar o ar da camada limite turbulenta de sua superfície – um processo necessário para alimentar seus motores com fluxo de ar estável em todo o seu envelope de voo.

Os grandes canards de manobra do jato também são exibidos em grande estilo. Essas superfícies de controle ajudam a dar ao grande jato sua agilidade, embora seja improvável que eles se movam muito quando a aeronave está em configuração de cruzeiro de combate, onde minimizar sua assinatura de radar frontal é fundamental para sua sobrevivência. Eles também funcionam como grandes freios de ar durante o rolamento após o pouso.

Uma lente Luneburg também é vista abaixo do jato para fornecer um amplo retorno do radar. Como os caças stealth norte-americanos, esses dispositivos são usados ​​para ajudar os controladores de tráfego aéreo a ver a aeronave durante voos de trânsito e para algumas operações de treinamento. Em alguns casos, eles também mascaram a verdadeira natureza da assinatura de radar da aeronave.

No nariz do J-20, são vistas aberturas para um sistema de alerta de aproximação de mísseis e o que poderia eventualmente ser um sistema eletro-óptico de abertura distribuída, assim como tiras de luz de voo em formação embutidas perfeitamente na superfície do jato. Um único tubo pitot é visto no mesmo local que o encontrado no F-22.

Talvez o mais interessante de tudo seja o sistema de sensores ópticos sob o nariz. No passado, a China tinha sido bastante sensível ao exibir sensor montado no queixo, com a imagem borrada em vídeos e imagens oficiais do J-20. Durante muito tempo, o sistema ainda não existia, mas agora, após anos de desenvolvimento de aviônicos, uma capacidade eletro-ótica montada no queixo parece ter se tornado operacional na crescente força J-20 da China, e a PLAAF está mais disposta a mostrar em fotos.

Muito pouco realmente vaza da China em relação a sistemas de armas sensíveis sem o governo permitir. Em outras palavras, eles nos permitem ver o que eles querem que vejamos.

O sistema parece ser um análogo ao sistema de direcionamento eletro-ótico (EOTS) do F-35, com capacidade de vigilância multifunção e designador a laser.

Custos e produção

O custo revelado de pesquisa e desenvolvimento do J-20 foi estimado em mais de 30 bilhões de yuans (US$ 4,4 bilhões), com um custo por aeronave de US$ 110 milhões.

Os analistas estimam que seis J-20s estão em serviço ativo, identificados com números de cauda 78271-78276, e o tamanho da frota já pode ter dobrado até o final do ano passado com novas aeronaves que saíram, embora lentamente, da linha de produção.

Mas o início lento da produção do J-20 não é um caso incomum. É realmente um longo voo da entrada de um serviço de aeronaves para a produção em massa.
O F-22 teve seu voo inaugural em 1997, mas a produção de pequenos lotes não começou até oito anos depois.

Em 2011, a produção do F-22 foi encerrada devido aos altos custos envolvidos e à falta – na época – de qualquer aeronave que pudesse desafiar seu domínio.

O F-35A, variante de pouso e decolagem convencional do Joint Strike Fighter, demorou ainda mais – 10 anos para ser exato – de voos de teste no final de 2006 para produção em baixa cadência em 2016.

47 COMMENTS

    • Creio que seja uma máquina fantástica, mas em relação aos demais caças à reação, me parece fora de proporção… Muito comprido e com a asa muito recuada… Mas como disse, deve ser a máquina…

      • Se não me engano à um tempo atrás foi comentado aqui no P.A. sobre como a própria fuselagem dos caças de última geração é projetada de forma a também gerar muita sustentação um bom exemplo é o F-35, no caso do J-20 soma se ainda os grandes canards.
        Sem dúvida uma bela máquina, quando equipado com os motores WS-15 promete muito.

  1. “Em outras palavras, eles nos permitem ver o que eles querem que vejamos.” essa acertiva vale também para outras nação ou só a China

    • Não. Vale para países com forte controle estatal em sua mídia, como China, Coréia do Norte, Cuba, etc. Existem países que também tentam o máximo que podem controlar a mídia, mas ainda existem algumas fontes totalmente independentes, como Venezuela, Rússia, e por aí vai.

      Na maioria dos outros países, a mídia é livre, o que não significa que sejam isentas ou imparciais, mas notícias como essas em veículos especializados geralmente não livres de qualquer influência do Estado.

      Se não me engano, foi em uma matéria na revista ‘Flight,’ que aviadores da USN, os percussores da TOPGUN, ficaram sabendo que haviam MiGs sendo testados tanto pela USAF quanto pela USN. Eles mesmos, responsáveis por adotarem táticas para tentarem abater esses aviões, não faziam idéia de que essas aeronaves estavam lá e nunca foram informados. Mas através dessa matéria, procuraram os ‘contatos’ certos e tiveram acesso aos aviões para que pudessem cumprir seu trabalho. É só um exemplo para demonstrar como a imprensa é livre.

      • Mas mesmo onde a imprensa é “livre” a mesma regra é aplicada, o fato de mencionado sobre os MIG não expõem a tecnologia existente e empregada nos caças dos EUA.

        • Não, não expõe. Uma coisa é você liberar informações. Outra coisa é alguém ‘topar’ com ela e relatar na imprensa. Até hoje não sabemos a configuração final dos helicópteros que foram atrás de Osama Bin Laden, por citar um exemplo contemporâneo. Existem segredos bem guardados por todo mundo. É completamente diferente de mídia controlada pelo Estado à punhos de aço.

  2. Como os preços no mercado oriental é diferente do ocidental. Não vou nem comparar os custos de desenvolvimento e preço unitário do J20 com o F35 e F22 e sim com o caça Gripen NG de 4°+++ geração. Um Gripen NG custa US$ 75 milhões e um J20 de 5° geração custa US$ 110 milhões. E não venham com a mesma retórica que é produto Chinês, solta pecinhas, garantias, pós vendas… É lamentável que as forças armadas do Brasil nao se interessão pelos armamentos bélicos da Ásia oriental e Russos e ficam dependendo de compras de usados por preços de um novo oriental… Vai entender essa dependência!

        • Se o Brasil quiser comprar pode ter certeza que a China não vai perder a oportunidade de fazer negocio com um pais do nosso tamanho e com a nossa capacidade técnica numa aliança estratégica, nesse caso o que manda é a oportunidade de uma aliança com um pais como o Brasil e a China com certeza não iria perder uma oportunidade dessas.

          • Desculpe, mas a China não precisa do Brasil PARA ABSOLUTAMENTE NADA, e ela sabe que parcerias com o Brasil acabam em atrasos, programas contingenciados e um número muito inferior de unidades adquiridas, para qualquer programa militar que seja… A China só quer commodities do Brasil!

          • Fabio Mayer me desculpe mas até a Boeing quer uma parceria com o Brasil, o Brasil vai vender aviões para a USAF , fizemos a mais moderna centrifuga de enriquecimento de urânio do mundo isso sem falar em outras capacidades técnicas que possuímos, pode ter certeza que vc esta enganado nesta questão .

            Fora a questão econômica etc, o Brasil é um gigante adormecido e a China faria qualquer coisa para uma aliança como esta.

      • O único que eles vão vender no futuro será o FC-31, variante de exportação do J-31. O J-20, assim como o F-22, tem sua venda ao exterior vetada por lei. Isso foi um fato que acabou frustrando os EUA, pois não terão como fazer uma inspeção na máquina sem derrubar ela ou com ajuda de um deserdor. Eles realmente esperavam que a China o vendesse para alguns aliados e, mesmo que fosse uma versão com downgrade, falaria muita coisa sobre os detalhes da aeronave

    • Pessoal esquece que esse “preço” é o preço para a “casa”, se fosse para um cliente externo, somaria-se o custo de desenvolvimento mais a margem de lucro e talvez ainda uma margem de posicionamento político… ia sair uns U$200.000.000 a unidade hehe.

  3. O J-20 é mais furtivo que o PAK FA. A sua forma, ângulos e superfície mostram bem isso.
    Agora se é muito ou pouco mais furtivo que o PAK FA isso é impossível de saber. Até porque o RCS depende sempre um pouco dos materiais usados, RAM, e também da qualidade de emissões dos próprios sensores, etc…

    Acredito que o J-20 será um bom caça. Um adversário superior e muito perigoso para qualquer caça de 4.5 geração ocidental. E também acredito que será melhor que o PAK FA na sua futura versão com novos motores e até talvez outras melhorias.

    • DSC,

      Embora seja clara a preocupação com a furtividade, o ‘canard’ não é necessariamente o melhor para uma configuração furtiva.

      De certo que os chineses querem obter melhor maneabilidade. Por isso optaram por essa configuração delta com canard.

      Seja como for, considero “prematuro” afirmar que o PAK FA seja menos furtivo… O desenho russo, se observar bem, também apresenta uma seção frontal bem mais “delgada” que aeronaves convencionais.

    • Fazer uma aeronave igual a essa roubando dados dos EUA e de outros países é tranquilo. Queria ver eles desenvolverem uma aeronave igual a essa partindo do zero.
      Quem garante a qualidade? Vi em um site, não sei se foi aqui, que eles estão com problemas nas copias que fizeram do SU-33.

      • E quem te garante que os EUA,e outros países não roubam dados,ideias,recrutam ex agentes de outros países.Olha a participação de nazistas, no programa espacial americano,como eles caíram em cima dos melhores cientistas,engenheiros e tiveram acesso aos U-boot,caça a jato,fuzil de assalto,blindados,V-1 e V-2 primeiro míssil balístico, e até o capacete nazi estilizado é utilizado na maioria das forças pelo mundo.

      • marcus,

        Penso ser um equivoco acreditar que seja uma “cópia”… Fica claro que algumas soluções adotadas pelos chineses são próprias. Aliás, a configuração em delta com canard já diz isso…

        E mesmo que os chineses tivessem se baseado em dados americanos, há ainda a necessidade da parte destes primeiros de se interpretar esses dados, o que exige um conhecimento mínimo para se entender o que se tem. E em se tratando de aeronaves stealth, então uma capacidade de interpretar os dados desses vetores e suas implicações apenas mostraria claramente a capacidade de seus engenheiros…

        Enfim, até pra copiar é difícil…

        • Na verdade as pessoas precisam entender que engenharia se baseia em aplicação de soluções já testadas, sempre que possível. Não se trata de um concurso de originalidade. Nenhum projeto de aeronave parte de uma folha em branco. Usar soluções de concorrentes não é a exceção, é a regra. A fórmula 1 é o exemplo mais didático sobre isso.
          O que os chineses fizeram foi um baita avião. Se usaram espionagem industrial e estudaram os projetos existentes, fizeram apenas o que todos fazem

          • Exatamente. Se um país sem indústria aeronáutica em sua história for partir “do zero”, teria que começar por algo semelhante ao 14-bis. Em se tratando de Defesa, a pior ideia possível seria reinventar a roda.

            Claro, isso não garante que o J-20 seja o “stealth dos stealths”. Mas o que tem chamado minha atenção nos últimos meses é que muitos países com fôlego (leia-se $$$) ou tradição em Defesa Aérea, como Israel, têm optado pela aquisição de caças de Geração 4+ (estou me referindo a algumas matérias recentes aqui do Aereo, sobre mudanças de planos de alguns países em não adquirir o número anteriormente divulgado do F-35, a aquisição de F-15 “last generation” por Israel, etc).

            O que levanta uma questão interessante: países como China e Rússia podem optar por desenvolver caças que propositalmente não sigam o paradigma de “máxima furtividade”, e sim num mix de furtividade, baixo custo de produção e ou manutenção, disponibilidade e quantidade (até que os caças não tripulados ocupem o espaço da 4ª e 5ª Geração, o que no meu entender, é inevitável num futuro não tão distante assim).

      • Espionagem industrial é regra, quando o assunto é defesa entre super potências. Os EUA espionam a Russia, que espiona a China, que espiona o Reino Unido, que espiona o Japão, que espiona a China que espiona os EUA, que volta a espionar a Rússia.

        E se entrar mais alguém no rol das super potências, também espionará e será espionado.

        Não existem bonzinhos nesse assunto…

  4. Com que base afirma isso? O Su-57 ao meu ver e com todas as informações vazadas me parece muito mais capaz no quesito sensores , radares e aerodinâmica, mesmo com os motores atuais tem melhor desempenho , e me parece mais stealth por não ter esses canards enormes .
    O J-20 me parece pouco ágil , muito grande com uma capacidade de carga menor que o Su-57

  5. Algumas observações:

    Seria bom se tivesse uma foto da parte de baixo toda alinhada e da frente alinhada com a traseira, para vermos o alinhamento das bordas e superfícies angulares e compara-las com o F-22 e F-35, mas diferente do SU-57 onde se pode ver junções não angulares, no J-20, todas parecem ser.
    Também seria bom ver a entrada do motor como ela é, se é exposta como o SU-57 ou em duto S como nos stealth americanos, um grande fator na “invisibilidade”.
    Também não sabemos a qualidade de fabricação que nós stealths é muito superior a dos caças de 4° e 4,5° geração, os russos ainda não conseguiram.
    As partes traseiras do J-20, onde se parece que ele não tem um aspecto furtivo, assim como o SU-57, os chineses não mostram.
    E tudo o que parece é que o motor não é stealth, não é serrilhado como o F-35 nem com bordas angulares como o F-22.
    Agora o J-20 tem vantagens ao SU-57, como o sensor óptico stealth como (EOTS) e o dossel é monobloco, e aparentemente nenhuma junção não angular.

    Resumo, os chineses só mostraram o o que queriam.

    Mas de qualquer forma mesmo se ficar abaixo dos americanos na furtividade, o uso de um bichão desses apoiados por um avião de guerra eletrônica especializado, é devastador.

    A US Navy já tem umas respostas com os nomes de SPY-6 e E-2D.

  6. Esqueci dos canards, que provem manobrabilidade mas aumenta o RCS.
    Nessa posição invertida se diminui o RCS, mas em vôo se for plenamente usado saindo dessa posição, ele aumentaria o RCS.

  7. Os chineses fizeram o que os Russos não conseguiram levar adiante. Mas que lembra muito o MiG 1.44, isso lembra, sem sombra de dúvida.

  8. Fico pensando: Se o J-20 fosse um caça interceptador de superioridade aérea ou multi-funcional, não seria razoável o desenvolvimento de uma versão navalizada ? A Impressão que EU tenho é que os chineses estão desviando o foco. Para mim o J-20 é um caça bombardeiro, um F-117 para a PLAAF, veio para substituir os JH-7 Flying Leopard. Mas isso é só minha ” i m p r e s s ã o “

  9. Comparar China com Brasil é o mesmo que comparar Gripen com J20! Kkkkkkkkkkkkk Coisas totalmente diferentes. Kkkkkkkkkkkkk

  10. A internet é uma ferramenta fantástica. Permite que a pessoa, a partir da tela do seu computador, por meio de algumas fotos, faça um diagnóstico aerodinâmico completo de duas aeronaves e diga qual delas é mais furtiva. Estamos vivendo um momento histórico onde tudo será possível através da blogosfera, até tratamento de canal. Aguardem e verão.

  11. Não sei se essa aeronave vai ser ótima ou um mico…..sei que aeronaves (militares, principalmente) não precisam ser bonitas….precisam ser funcionais. Mas, já que vários falaram em beleza e sempre respeitando a máxima de que “gosto não se discute”, eu acho essa aeronave feia pra caramba! Eita troço esquisito! Linhas desproporcionais, o canopy parece que foi enfiado à força na fuselagem, aqueles canards gigantes,…..todo o conjunto da “obra” é feio de lascar!! Mas, volto a dizer, isso é a minha opinião! Gosto é gosto!
    Avião bonito (o que não quer dizer que preste) é o Rafale. A jaca é bonita pra caramba! Linhas harmoniosas e proporcionais. Outros bonitos são os da família Flanker e o Super Hornet.

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