quarta-feira, janeiro 26, 2022

Gripen para o Brasil

Força Aérea Indiana procura Jaguares de outros países para sobressalentes

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Jaguar Darim III indiano modernizado
Jaguar Darim III indiano modernizado

A Força Aérea Indiana (IAF) está buscando adquirir Jaguares velhos da França, Reino Unido e Omã para obter fuselagens e peças sobressalentes para sua própria frota de Jaguar.

“Atualmente, a IAF tem 118 Jaguares (26 deles bipostos), mas sua disponibilidade operacional diminuiu drasticamente devido à obsolescência, à falta de peças de reposição e ao fechamento de linhas de montagem pela Hindustan Aeronautics (HAL). Assim, a busca por fuselagens e peças de diferentes países está em andamento”, informou o Times of India citando uma fonte do Ministério da Defesa.

De acordo com a reportagem, a IAF e a estatal HAL estão trabalhando no fechamento do projeto de US$ 1,5 bilhão para a remotorização de cinco esquadrões de Jaguar (80 caças) com o F-125IN Honeywell no lugar dos velhos Adour-811 da Rolls-Royce.

Quarenta Jaguares foram introduzidos pela IAF em 1979, seguidos de uma produção licenciada de 150 desses caças britânicos pela HAL.

Enquanto o Reino Unido e a França aposentaram seus Jaguares, a reportagem diz que com a atualização mais recente, a frota indiana da Jaguar pode ultrapassar o ano 2035.

A IAF está recebendo 31 aeronaves da França, oito motores e 3.500 peças de reposição de Omã e dois bipostos e pneus/ componentes do Reino Unido. Curiosamente, as peças sobressalentes foram fornecidas gratuitamente pela França e Omã, enquanto o Reino Unido cobra US$ 500.000.

Segundo a reportagem, o “presente” da França vem à luz do contrato de US$ 8,5 bilhões para 36 caças Rafale entre a Índia e a França.

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DOUGLAS TARGINO

Esse aviãozinho é o AMX indiano?

Marcos Andrey

Mas que sopa de letrinhas que é essa força aérea indiana! Coitado do pessoal da logística!

Ramon Grigio

Lá busca-se manter operacional o máximo possível de células. Aqui vamos desativando uma a uma.

Realidades e prioridades financeiras distintas…

Carlos Marques

Ser pobre é uma m….Sera que eles comprariam o chevete do meu cunhado?

Alexandre

Não vejo dessa forma. Por motivos óbvios a Índia precisa de sua força aérea na sua melhor forma possível.

Esses jaguares são fracos para o padrão atual, mas servem muito bem para treino em grande escala. E também num eventual ataque amplo da china. Eles serão bem úteis como bois de piranha.

Dessa forma, podem dar uma sobre vida maior aos equipamentos mais modernos e ter um plantel de pilotos bem treinados que seja mais eficiente e disponível.

Sempre com o custo mais baixo.

Luiz Henrique

os setores logística e manutenção da IAF deve ser uma loucura, a IAF é como várias F.A em uma só.

Rommelqe

Sempre que algo é citado a respeito do problema logistico da India haveria tambem que se notar a questao quantitativa. De fato, considerando o exemplo do Jaguares, se na FAI houver uma seçao exclusiva destinada à logistica de manutençao dessas aeronaves, sua gestao é mais facil, por exemplo, do que os argentinos tem com seus super etandard; claro, os SE foram fabricados em muito menor quantidade, possuem uma barreira comercial bem maior, foram comprados por um poucos paises. E vamos e venhamos, em uma força aerea que detem varias centenas de caças o corpo de funcionarios alocados tem que ser… Read more »

Daniel

Lógico, USD 8,5 bilhões por 36 Rafales a França teria que “dar” além os Jaguares outras “coisitas” mais.

Almeida

US$ 1,5 bilhão para remotorizar 80 aviões ultrapassados com vida útil de 10 ou 15 anos. Com esse dinheiro dava pra comprar mais uns 24 Su-30MKI novos fabricados em casa ou 30 pelos russos. Sem contar o preço dos radares Elta adquiridos em 2015. Some-se a isso aquela modernização escandalosa dos Mirage 2000.

Essa obsessão indiana por quantidade ao invés de qualidade ainda vai acabar com a IAF…

FABIO MAX MARSCHNER MAYER

A Índia não quer colocar todos os seus ovos em uma cesta apenas.

Telemaco

A velha praga da “conta de padaria”…na alta tecnologia a coisa não funciona assim amigo.

pgusmao

O setor de peças e mecânica da Força Aérea Indiana deve ser um loucura, é avião: americano, russo, francês, brasileiro, canadense e suíço.

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