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IAF comemora dez anos do F-16I ‘Sufa’ no 201º Esquadrão

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F-16I Sufa
F-16I Sufa

Uma década se passou desde o restabelecimento do Esquadrão 201 (“Um”) como um esquadrão operando aeronaves Sufa (F-16I). O esquadrão, que foi o último a integrar aeronaves Sufa na IAF, está no auge de sua atividade. “No último semestre, triplicamos nossa atividade operacional”.

Em junho de 1999, o Primeiro Ministro de Israel e o Secretário de Defesa aprovaram a recomendação da IAF de comprar aviões de combate avançados Sufa. A aeronave substituiu aeronaves Kurnas (F-4), que foram desativadas no início de 2000.

Em julho de 2008, o 201º (“One”) esquadrão foi reaberto na Base Aérea Ramon como esquadrão operando aeronaves Sufa. “O esquadrão, que foi estabelecido há quase 50 anos como o primeiro esquadrão Kurnas, foi reaberto como quarto e último esquadrão a operar aeronaves Sufa”, afirmou o tenente-coronel S’, comandante do esquadrão.

Uma década depois, o 201º Esquadrão continua a operar aeronaves Sufa. Suas principais missões incluem missões de ataque, reconhecimento e superioridade aérea.

“O Sufa é um avião de dois lugares com sistemas avançados e capacidade de voo noturno”, explicou o tenente-coronel S ’. “Além disso, o esquadrão possui capacidades únicas de ataque e reconhecimento”.

F-16I Sufa

Sufa chegando para um pouso

Em 2008, um ano após o nascimento da equipe de criação, o 201º Esquadrão foi oficialmente reaberto. “A IAF está em constante evolução e enfrenta novas necessidades operacionais. Como resultado, foi decidido estabelecer quatro esquadrões operando o Sufa”, elaborou o Coronel (Res’) S ’, comandante do 201º Esquadrão durante sua reabertura. “No começo, não tínhamos nada, da infraestrutura ao pessoal. Entendemos que qualquer coisa que não planejássemos não aconteceria”. A equipe responsável pelo estabelecimento do esquadrão contou com a ajuda de esquadrões Sufa previamente criados. “Um dos benefícios de ser o quarto esquadrão a ser estabelecido foi que poderíamos aprender com as conclusões tiradas pelos outros esquadrões durante o seu estabelecimento”.

O Coronel (Res ’) S’ falou sobre um dos maiores desafios em estabelecer um esquadrão: “Quando um novo esquadrão é criado, as pessoas mais talentosas da IAF são levadas para servir nele. Nós estabelecemos o esquadrão depois que vários outros novos esquadrões foram criados, e os esquadrões mais antigos já haviam transferido seus membros mais fortes para os novos esquadrões. Encontrar um pessoal adequado para o esquadrão foi um desafio complexo, mas acabou levando-nos a encontrar pessoas que entendiam o significado de abrir um novo esquadrão ”.

Bomba SPICE 1000
Bomba SPICE 1000

Munição SPICE

“O esquadrão assumiu grande parte da atividade operacional ao longo dos anos, integrando novos sistemas de armas e substituindo seu pessoal”, explicou o Coronel S. “Na última década, integramos e continuaremos a integrar novas munições que manterão nossa relevância no campo de batalha em evolução”.

Há um mês, o esquadrão integrou a munição SPICE fabricada pela indústria Rafael. A SPICE é uma munição eletro-ótica avançada com recursos de alta precisão, penetração e defesa. As bombas SPICE são guiadas por imagens e possuem alta capacidade de manobra e resposta, visando alvos móveis e imóveis. Os primeiros a integrarem a munição foram os esquadrões que operam aviões Barak (F-16C/D), e eventualmente serão integrados em todos os esquadrões de combate.

“Demora cerca de uma década para um esquadrão completar seu processo de estabelecimento e vinte anos até que esteja completamente estável”, disse o coronel S. “Durante este período, nós solidificamos as doutrinas de voo do esquadrão. Embora o esquadrão já tenha 50 anos, criamos novas tradições e doutrinas como um esquadrão Sufa. Há uma geração de membros da tripulação que realizaram a totalidade do seu serviço no esquadrão, que não é mais composto de pessoas de outros esquadrões”. O Col. (Res ’) S’ acrescentou: “Agora o esquadrão é como qualquer outro esquadrão. Olhando para trás, o significado do 201º esquadrão e sua equipe me emociona”.

“Ultimamente, nossa força operacional cresceu significativamente. Nos últimos seis meses, triplicamos o escopo de nossa atividade operacional ”, concluiu o Cel. S’. “A divisão Sufa é a maior divisão de jatos de combate da IAF e continuará a servir como o pilar da IAF, que continuará a desenvolver e integrar novos sistemas de armas”.

FONTE: Força Aérea Israelense

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Frederico Matias Bacic
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Frederico Matias Bacic

Olá,
O que são essas duas “corcovas”, uma de cada lado da cabine? Pelo que reparei nem todos F 16 possuem esse detalhe.

Mikhail Bakunin
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Mikhail Bakunin

Tanques de combustível

Marcos Paulo
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Marcos Paulo

Tanques conformais de combustível…

Tomcat4.0
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Tomcat4.0

São tanques conformais (CFT’s).

Igor
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Igor

Essa camuflagem é muito bonita. O roundel tb.

Delfim
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Delfim

Além dos conformais, tem duas saliências de cada lado atrás do radome, e mais uma redonda no dorso à frente da deriva, que me deixaram curioso.
.
E parabéns.

BILL27
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BILL27

RWR e MAWS

sergio
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sergio

Certa vez li na Revista Força aérea que os Mirages 2000 não conseguiam voar supersônico quando carregavam tanques sub alares e que tb se gastava metade do combustível de tais tanques para carregálos devido ao peso e arrasto . Achei as duas afirmações curiosas , isso é verdade ?
Sergio

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

Depende do tanque subalar.
Tem tanque externo menor e mais afilado, adequado a voo supersônico, e tem tanque maior e de formato mais bojudo, adequado a voo subsônico.

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

O Mirage 2000, somente com o centerline, está limitado a Mach 1.6.

Ramon Grigio
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Ramon Grigio

Rinaldo, obrigado pelas informações. Quase sempre aprendo alguma coisa da parte operacional com seus comentários. Sabe se o limite desaparece ao esgotar o tanque?

E já emendando, o F-5EM consegue que número mach com o centerline de 250 galões?

Interessante uma base aérea “Ramon” hehehe.

Mais interessante que os israelenses insistiram em uma aeronave biplace para funções táticas complicadas, mas escolheram F-16 ao invés de F-15 para substituir uma aeronave birreatora (F-4).

Devem haver bons motivos para isso, e com certeza a expertise de operar F-15A/C e F-16A/C contribuíram e muito para essa decisão.

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

O limite permanece mesmo com o tanque vazio. Desconheço o limite do F-5, mas acredito que voe supersônico com o centerline. Vou perguntar pros pilotos de F-5 da minha turma.

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Recebi a resposta. o F-5 voa supersônico com o centerline, mas “só ladeira abaixo”.

Ramon Grigio
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Ramon Grigio

Obrigado novamente! Não que o Mirage-2000 vá conseguir chegar além de 1.6 sem já tê-lo esgotado. Então para os F-5EM acelerar os Derbys precisa se desconectar do centerline… Basicamente então faz-se Revo, usa o combustível do centerline para chegar a AOR e se precisar engajar um alvo “HOT” manda a bolsa de 250 gal beijar o chão… Realmente não se faz milagre com somente 10.000 lbf Será que não há um mínimo interesse no Derby ER, esse é compatível com as aeronaves que já usam o Derby convencional (parece que a espoleta/sensor são mais compactos, permitindo um motor maior). Que… Read more »

Ramon Grigio
Visitante
Ramon Grigio

Desculpe, talvez não tenha me expressado bem, Rinaldo. Não quiz dizer que seria um pré-requisito o alijamento do centerline para lançar quaisquer armamentos do F-5EM.

É consenso que para ampliar o alcance do armamento deve-se ampliar sua energia cinética, por meio do aumento da velocidade e altitude pré-lançamento.

No caso então para acelerar a mach >1,00 precisariam alijar o centerline para pontencializar o lançamento do Derby (caso o F-5EM consiga atingir uma velocidade considerávelmente maior com 2 derby + 2 python para justificar o descarte desse material).

Ou aceita-se a limitação que a plataforma impõe e faça-se o disparo em velocidade transônica..

Tadeu Mendes
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Tadeu Mendes

Ramon Grigio,

A palavra hebraica Ramon, significa Roma em portugues. Que é o nome de uma cidadde israelense no Negev.

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Até aonde eu sei, não é doutrina alijar o centerline pra lançar o Derby. Opinião sua. Nunca ouvi falar nisso.

FabioLeo
Visitante
FabioLeo

Rinaldo
Sempre procuro seus comentários, que com certeza aprendemos muito.
Abraços

Fábio – Anápolis

Sérgio Luís
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Sérgio Luís

Nas pontas das asas são AIM-120 sem aletas?

JT8D
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JT8D

Provavelmente pods de guerra eletrônica

BILL27
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BILL27

exato

Alexandre Fontoura
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Alexandre Fontoura

Note que eles têm faixas azuis na fuselagem. Logo, são da versão de treinamento. A cabeça de busca é real, mas o resto é inerte. Não são para serem disparados.

sergio ribamar ferreira
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Com o devido respeito aos comentaristas. O f 16 caberia mito bem como uma segunda linha de defesa para nosso imenso território, desde que com as devidas modernizações. Aeronave impar com farto material sobressalente e de excelente manutenção. Não descarto o nosso Gripen, pelo contrário, porém seriam duas aeronaves formidáveis. preservadas as doutrinas e as novas que seriam muito bem planejadas. Entretanto cabe a FAB e não a eu decidir o que é melhor. Apenas como hipotética aumento de esquadrões. abraços.

André Bueno
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André Bueno

Sérgio, não seria melhor expandir a compra de Gripen E por meio de mais lotes?

Alexandre Fontoura
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Alexandre Fontoura

Sergio, para que F-16 quando teremos Gripen NG, para as mesmas missões? Seria muito melhor garantir a aquisição de novos lotes do Gripen NG, padronizando a frota com um só tipo (aliás, essa é uma das intenções da FAB com o F-X) do que criar um novo caudal logístico, não acha? Lembro que o Gripen NG, aeronave nova, terá um horizonte evolutivo muito maior do que o F-16, por melhor que ele seja.

nonato
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nonato

Você falou bem (“com todo o respeito aos demais comentaristas”). Esse assunto de comprar outras aeronaves já foi muito discutido aqui e certamente muita gente iria derrubar a barraca… Entendo sua posição. O F 16 é um excelente caça e muito semelhante ao gripen. A eventual vantagem seria o menor custo de aquisicao de um caça usado. Ocorre que como são caças similares não faria sentido ser segunda linha. Muitos criticariam o fato de um caça diverso exigir outros custos com treinamento, infraestrutura, peças, etc. A vantagem seria realmente talvez ser possível comprar usado a um preço bem mais baixo,… Read more »

Rommelqe
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Rommelqe

Entendo que a escolha do F-16 biplace para compor a versao ISufa logicamente contempla varias funçoes em que o segundo tripulante exerce inumeras atividades. Mas porque nao uma versao do F-15? Por outro lado, sempre coloquei aqui que, a “nossa” versao biplace do Gripen F-39 F, muito mais do que servir como meio de qualificaçao avançada de pilotos, teria sim uma funçao mais complexa, similar ao Sufa. Por essas e outras acho que um segundo lote do Gripen deveria prever um numero maior de biplaces, assim como, tais funçoes avançadas devam ser a cada dia desenvolvidas e otimizadas. Essa opçao… Read more »

André Bueno
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André Bueno

Rommelqe 13 de julho de 2018 at 6:37

Quanto a escolha da aeronave, arrisco dizer que é devido aos custos: de aquisição, manutenção e hora de voo.
O segundo tripulante deve ser oficial de sistemas. No F-14 havia o RIO – Radar Interception Officer, não sei se há uma designação especifica mas creio que deve ser especializado em EW. Ou será um segundo piloto por conta de missões com tempo muito extendido?

Rommelqe
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Rommelqe

Prezado Andre: Concordo contigo quanto a possivelmente a escolha do F16, em detrimento ao F15, ter sido motivada por questoes de custos; a missao a ser cumprida pelo F16 talvez seja um pouco mais limitada (autonomia e energia disponivel) mas foi considerada pelos israelenses como sendo adequada.
Quanto ao segundo tripulante, no caso do F16ISufa, diria que suas funçoes seriam mesmo “electronic warfare”, compreendendo desde gerenciamento de armamentos ate operaçao de contramedidas, comunicaçoes e observaçao. Ja na FAB, imagino que poderiam ser funçoes similares. Tambem acho que pode operar cmo segundo piloto nas missoes mais demoradas! Abs

Tiago
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Tiago

Eu gostaria muito que essa eventual segunda leva de Gripen F fosse fortemente voltada pra função de EW. Um Gripen F “growlerizado” cairia como uma luva pra complementar nossa capacidade atual, num tripé formado pelo E-99 (talvez numa versão modernizada, daqui a alguns anos), Gripen E e Gripen F/EW. Seriam um baita elemento dissuasor!

Rommelqe
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Rommelqe

Exatamente Tiago!!!!!! É o que tenho defendido ha tempos!

Rodrigo M
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Rodrigo M

Essa primeira foto do F-16 é famosa e já bem conhecida, mas toda vez que vejo me impressiono como se estivesse vendo pela primeira vez..
Penduraram tudo o que tinham direito e mais um pouco.

Fabio Leo
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Fabio Leo

Que máquina hein!

Augusto L
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Augusto L

Essa versão israelense do block 50/52 +(plus) junto com a variante grega modificada, são as versões de 4° geração mais poderosas do F-16 só perdendo mesmo para os block 60 e o novo block 70/72 que são considerados 4,5° gen.

Fresney
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Fresney

Só para agregar o tema do F-16i Sufa, acho que vale a pena ver:

https://www.youtube.com/watch?v=kcpeta4Xkrc

Soldat
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Soldat

Minha opinião Israel tem os dois melhores Caças do mundo que são F-15 e 16.
Tem que realmente dar os parabéns.

Juarez
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Juarez

Cel. Neri, center line do F 5, pelo menos os Eco não eram alijáveis. Configuração com dois Derby e dois P IV o F 5 fica completamente maneado e com restrições de velocidade, G e aceleração, não roda.

sergio
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sergio

Depende do tanque subalar. Tem tanque externo menor e mais afilado, adequado a voo supersônico, e tem tanque maior e de formato mais bojudo, adequado a voo subsônico. Reply Rinaldo Nery 12 de julho de 2018 at 16:53 O Mirage 2000, somente com o centerline, está limitado a Mach 1.6. Reply Ramon Grigio 12 de julho de 2018 at 17:41 Rinaldo, obrigado pelas informações. Quase sempre aprendo alguma coisa da parte operacional com seus comentários. Sabe se o limite desaparece ao esgotar o tanque? E já emendando, o F-5EM consegue que número mach com o centerline de 250 galões? Interessante… Read more »

sergio
Visitante
sergio

Continuando no assunto , e no Gripen quais seriam as restrições ao voo supersônico com tanques extras e armamentos ?

Alexandre Fontoura
Visitante
Alexandre Fontoura

Segundo a Força Aérea Sueca, o Gripen C mantém voo supersônico (incluindo o supercruzeiro a Mach 1.2) em configuração ar-ar (mísseis e tanque extra). No caso do Gripen NG, foi anunciado que o supercruise seria de até Mach 1.4, nas mesmas configurações.

Bosco
Visitante
Bosco

Caças degradam o desempenho de acordo com as cargas externas, tanto relativos à velocidade quanto o relativo à manobrabilidade.
Esse negócio de Mach 2 e 9 g “non ecziste”: https://www.youtube.com/watch?v=Xq47ePWPM-g

Paulo Costa
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Paulo Costa

Noticias sobre aviação,caças que terão redução nas encomendas.Procede?Tem mais site dizendo isto
http://www.businessinsider.com/russia-admits-defeat-su-57-not-going-into-mass-production-2018-7

Baschera
Visitante
Baschera

Pior….parece que o Su-57 (PAK-FA) prometia muito e entregou pouco. Matéria afirma o cancelamento do projeto.

https://www.google.com.br/amp/s/amp.businessinsider.com/russia-admits-defeat-su-57-not-going-into-mass-production-2018-7

Sds.