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Seminário da Saab destaca os principais recursos do Gripen

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Caça Saab Gripen E em voo de testes

A Saab realizou hoje seu seminário anual do Gripen em sua sede em Estocolmo, para compartilhar, com um público global, os mais recentes pensamentos e insights sobre essa família exclusiva de caças.

Jonas Hjelm, vice-presidente sênior e chefe da área de negócios Aeronáuticos, foi o anfitrião do evento, abrindo o seminário com uma visão geral do Gripen.

A evolução contínua da classe Gripen C foi destacada, incluindo a atualização da Força Aérea Tcheca com o padrão MS20, que permite novas missões para sua frota Gripen C.

Novas imagens foram mostradas sobre o programa Gripen E em andamento, com notáveis realizações desde o seminário de 2017, incluindo seu primeiro voo e mudança para supersônico.

O recente anúncio de uma nova instalação de aeroestruturas do Gripen E mostrou o progresso da cooperação com o Brasil, enquanto o grupo de usuários Gripen realizou reuniões pela primeira vez.

Uma atualização sobre os níveis contínuos de interesse global na família Gripen foi fornecida por Richard Smith, diretor de marketing e vendas do Gripen, mostrando que a Saab é capaz de atender às demandas de diversos segmentos de mercado com as séries C e E.

Ciclo OODA no Gripen E
Ciclo OODA no Gripen E
Sistema de Guerra Eletrônica (EW) do Gripen E

Sistema de Guerra Eletrônica (EW) do Gripen E

O seminário deste ano contou com a participação de novos oradores que discutiram as características da aeronave Gripen E e abordaram especificidades relevantes para os caças. Mikael Olsson, piloto do Gripen do Centro de Ensaios em voo da Saab, falou sobre a importância do Gripen E como um caça que permite ao piloto ter controle total, em vez de apenas voar para sobreviver em um campo de batalha hostil.

O tema da Guerra Eletrônica (EW, sigla em inglês) está ganhando cada vez mais interesse à medida que o número de radares e mísseis avançados em terra e no ar tornam imperativo que um caça seja projetado para competir no espaço de batalha de EW. Inga Bergström, diretora de vendas do Gripen EW, explicou como o Gripen E possui um sistema de EW sofisticado, essencial em seu projeto, para garantir o sucesso da missão contra esse amplo espectro de ameaças.

O seminário Gripen é um evento anual em que a Saab oferece insights sobre seu renomado caça e no qual os participantes podem fazer perguntas. É um evento realizado simultaneamente em Estocolmo, na Suécia, e on-line, ou seja, no mundo todo.

DIVULGAÇÃO: Saab / MSLGROUP

SAIBA MAIS SOBRE O CAÇA GRIPEN:

50 COMMENTS

    • Enquanto não for colocado em ‘prova’ tudo não passa de especulação. Não se pode afirmar se é furtivo ou não apenas analisando friamente, sem dados de radar.
      A Índia diz que detectou o J-20 em seus radares e saiu “soltando fogo pelas narinas” afirmando o mesmo não ter nada de furtividade. Mas até agora, não disponibilizou os dados mostrando o dito caça.

    • Bill,
      Os russos utilizam nesse bocal, tecnologia stealth semelhante à adotada pelo F-35, conhecida como LOAN (low observable assimetric nozzle). Esse bocal, apesar de parecer convencional, reduz significativamente o RCS e a assinatura térmica.

      • Perdão pelo excesso de “vírgulas”.
        Tenho o péssimo hábito de só ler o que escrevi depois que já enviei. Não raro escorrego no “portiuga”.

  1. Em pensar q todo este equipamento faz parte do Gripen E, não se tratando de equipamento pra ser plugado em caso de missão específica. É um baita de um avião. Creio que, tirando a furtividade , o Gripen briga em igualdade com o F-35.

  2. É um belo avião. Creio que as duas desvantagens naturais dele é não ser um stealth e a limitação de carga em missões de ataque.
    Em relação a invisibilidade, na época da contratação chegou a sair uma reportagem relatando que uma das causas do aumento do preço era a incorporação de soluções para melhorar a discrição da aeronave. Não sei o que significa na pratica, mas pode ter relação com as pesquisas que a FAB está fazendo há muito anos para criar uma “tinta” que absorve emissões do radar inimigo.
    Para aquisição do segundo lote do caça, a FAB poderia negociar com a Saab a criação de uma versão “plus”, sobretudo com o aumento da capacidade do radar e aumento do peso máximo de decolagem com consequente aumento da capacidade de carga bélica em missões de ataque. Creio que em relação a esse ultimo ponto um pequeno aumento da capacidade do motor bem como alguns reforços estruturais seriam suficientes, visto que aviões de alto desempenho já são projetados com uma certa margem de segurança estrutural para aguentar manobras mais bruscas.

    • O RCS do Gripen é bem peqeno ,eu tbm acho que a unica desavntagem é a carga ,que ao que parece não vai ser maior que 5,500 kgs

      • 5 tons é mais do que suficiente para as missões que vai desempenhar, mais do que isso compromete severamente a manobrabilidade e aumenta o gasto de combustível de modo que não terá um bom custo x benefício, sem contar que exigiria mais esforço da estrutura também.

        O ideal é ter sempre dois caças operando junto, assim um cobre o outro e aumenta a possibilidade de sucesso da missão.

  3. ” Creio que, tirando a furtividade , o Gripen briga em igualdade com o F-35.”
    .
    “Creio que as duas desvantagens naturais dele é não ser um stealth…”
    .
    Pra quem não viu… Eu encurto o caminho, coloquem no tempo 1:18:40 do seminário.

    • Bardini, não sou muito bom em inglês, mas eu entendi certo e eles dizem ser o Gripen E stealth mediante sua assinatura radar e seus eletrônicos ou entendi tudo errado??
      Pode me ajudar por favor?

      • O sueco que está respondendo as questões afirma na resposta direta à pergunta feita aos 1:18:40 ao final (tradução livre): “Nós somos stealth e estamos trabalhando para aprimorar ainda mais essa qualidade”.
        Uau!!!… E agora??

        • Pra ser stealth, como se entende o sentido da palavra, é preciso operar de forma discreta (sem ser percebido ou sendo percebido tardiamente). Isso em tese só pode ser conseguido reduzindo o RCS da aeronave (além da redução da assinatura térmica, visual e do controle de emissões). Tendo em vista a redução do RCS, só é possível através da aplicação de material RAM (na estrutura e na cobertura) combinado com a técnica de forma (que implica em baias internas de armas), com a geração de plasma stealth (não sei se os russos fazem isso) e no “cancelamento ativo” (também não sei se isso é possível com a tecnologia DRFM disponível).
          ECM não é tecnologia stealth porque o método utiliza a emissão de RF e isso por si só denuncia a aeronave.
          Sem dúvida os suecos devem ter se esmerado na técnica de forma (dentro do que se pode fazer com uma aeronave que não tem baias internas) e devem ter feito bom uso de material RAM, mas isso não faz uma aeronave ser stealth. Ajuda, mas não resolve.
          É dito que uma aeronave de 4,5ª G (RCS menor que 1 m² e maior que 0,1 m²) tem, armada, um RCS na faixa de 3 m².
          Talvez os suecos tenham conseguido, numa configuração ar-ar básica (ex: 4 mísseis e sem tanques externos) manter o RCS abaixo de 1 m². (????).
          Mas ainda assim não é stealth. Pode até funcionar melhor que um verdadeiro stealth, quem sou eu pra dizer, mas não é stealth.

          • Bosco, concordo com toda sua explicação. O que talvez estejam considerando é que, como em blindagem, pode haver uma classificação em nível de furtividade –
            Não sei se isso existe. Assim, por exemplo o F-22 seria nível 1, enquanto que o J-20 seria nível 5; o SU-57 seria nível 6; etc… até o nível 10 que seriam os caças da geração 4++ . Se considerado algo assim, e levando em conta o baixo RCS do F-39, a resposta dada é correta: “Nós somos stealth”
            Caramba, acho que voei alto agora, mas o objetivo é que esse tema não se encerre… Abs

          • Fernandes,
            Alguém já pensou isso pra gente. rsrss
            Basicamente as aeronaves em relação ao RCS são classificadas em:
            Convencional : RCS acima de 1 m². Ex: F-18
            Semi-stealth ou LO: entre 0,001 m² e 1 m? Ex: Su-57
            Stealth / VLO-1: RCS abaixo de 0,001 m² principalmente no setor frontal, redução da assinatura térmica e adotando controle de emissões.Ex: o F-35
            Stealth / VLO-2: stealth all-aspect e “banda larga” (o que incluiria os radares de baixa frequência). Como exemplo, o B-2.
            Estas informações estão disponíveis nos sites “sistemasdearmas” e “ausaipower”.

            * em relação ao “cancelamento ativo”, duas aeronaves eram tidas como dotadas dessa capacidade, o Rafale e o B-2. Há muito tempo não se ouve falar mais disso.

          • Como caça é pra ser utilizado numa configuração armada, os caças de 4.5ª G não são considerados sequer “semi-stealths” (nível LO) .
            Pode ser que o NG tenha evoluído esse conceito de alguma forma, mas ainda assim o carregamento de armas externamente à células limita muito qualquer redução significativa no RCS “global”.

          • Galante,
            Interessante!
            Se reduziram o RCS do NG em uma ordem de grandeza em relação ao “A” pode ser que mesmo numa configuração armada ele conserve uma assinatura radar mínima que faça diferença.

          • Em tese não é preciso ter baias internas para ser furtivo, haja vista as propostas do Super Hornet stealth, com EWP e CFT.
            Mas aí há de se ter cabides e lançadores furtivos e as armas e tanques também devem sê-lo.
            O problema é que isso tudo tem que exagerar no material RAM em detrimento da técnica de forma porque senão o reflexo do feixe vai interagir com o caça e anula a técnica de forma da aeronave, que foi pensada visando radares externos.
            A coisa complica muito! Já sabemos o trabalho que dá (e o custo) conservar o material RAM de caças e bombardeiros… imagina o caos que iria ser se “tudo” for furtivo e coberto ou feito de material RAM!!
            Muitas “munições” hoje incorporam a tecnologia stealth (bomba JSOW, míssil JASSM, etc.) mas elas não foram pensadas para aliviar a “barra” do vetor que as levam já que ele as lançam de longe, mas sim para que elas mesmas possam penetrar em espaço aéreo defendido sem serem interceptadas. Também sabemos de bombas JDAM que receberam “pintura” RAM.
            Mesmo um míssil ou bomba sendo stealth, a técnica de forma irá desviar o feixe de radar para longe do emissor, mas esse poderá atingir a aeronave e refletir de volta ao emissor.
            Se já é difícil fazer um stealth efetivo, com baias internas, imaginem como seria configurar um caça para levar cargas externas e ainda assim se manter stealth. Haja capacidade de processamento para simular e avaliar o eco produzido por aquele monte de coisas dependuradas.

          • Interessante, Bosco, não tinha pensado muito, em resposta a comentário de outro dia sobre o F-22, na interação que um eventual tanque de combustível externo de linhas furtivas (na hipótese – apenas hipótese – de um dia fazerem um para o F-22) teria com as próprias linhas do caça.

          • Imagino que os misseis ar-ar modernos como o Meteor também sejam projetados para terem um RCS muito baixo, de modo que numa configuração ar-ar padrão interceptação (4 meteor e sem tanque extra) o RCS do Gripen não deve aumentar muito.

  4. Colegas:
    Apenas brincadeira ok? Estou lendo os comentários acima e pelo pouco que entendo (na verdade nada, kkk) de furtividade, o Gripen pode surpreender em combates simulados. Estou aguardando com muita ansiedade os F-39 em exercícios do tipo CRUZEX. Sei que até la muita água vai rolar mas será muito interessante ver o desempenho dos nossos pilotos pilotando essa “fera”.

    • A FAB não vai se interessar muito em exercício contra aeronaves que não seja de maior capacidade tecnológica que o Gripen NG.
      Resumindo no mundo ocidental só o F22 e F35.

  5. A procura pela furtividade teve inicio, certamente, a muitos milhoes de anos, quando um ser vivo tentou se esconder de um predador…
    Mais “recentemente”, e em particular, os aviões ditos “steath” agregam inumeros recursos para obter um desempenho cada vez mais eficaz para reduzir sua exposiçao a radares inimigos e vice -versa. A geometria aerodinamicamente ativa, tipicamente angulosas, dos F117, F22 e F35,por exemplo, sao assim definidas para reduzir o “eco” dos sensores inimigos; os revestimentos tipo RAM tambem (quando uma superficie revestida com RAM recebe uma onda eletromagnetica dentro de um range de frequencias e amplitudes ha uma dispersão do eco paralelo à superficie). Mas os recursos representados por sistemas eletronicos tipo alerta radar e contra medidas eletronicas avançadas sao muito relevantes tambem. Vou me atrever a acreditar que um Gripen E é mais furtivo do que um J20 ou um PAK-FA.
    Quanto ao padrao de revestimento de camuflagem da FAB acho (apenas acho) que os pigmentos utilizados sao um tipo RAM e nao necessariamente o verde responde em frequencia igual ao cinza. Ou seja, como muitas vezes ja aqui colocado, nao é logicamente puramente estetico, mas funcional seja no espectro visivel (camuflagem em terra e em voo visto, por cima, contra um fundo mesclado em verde e cinza rocha/ asfalto e, por debaixo, em “cor nuvem”), mas tambem em frequencias radar. Assim, salvo melhor juizo, se a transferencia de tecnologia SAAB – FAB nao abranger um revestimento mais evoluido, tudo indica que os F39 tambem serao no atual padrao FAB (que continua tambem seus desenvolvimentos e pode sim ter, novamente por conta propria, algo ainda melhor).

    • Vamos fazer o seguinte: primeiro pegamos o Grippen NG e tentamos adentrar as fronteiras russas e chinesas o máximo possível de ser detectado(abatido?), depois testamos o J-20 e Su-57 contras as defesas Suecas. Depois confrontamos os dados e decidimos que é o melhor. Teste melhor que este não há!

      • Neste caso eu apostaria com certeza nos suecos.
        Se tem uma coisa que Israel já mostrou é que com uma boa estratégia os equipamentos russos podem ser quase anulados no campo de batalha.
        E no campo da estratégia e do treinamento o método ocidental é infinitamente superior.

  6. A GE está finalizando o projeto dos novos motores para os F-18 e que devem entrar em operação em 2021 ou 2022. Com isso acredito que caso tenhamos mais lotes de Gripens e claro $$, poderemos ter um aumento bem interessante na capacidade dos nossos caças! Excelente máquina! Que venha logo o primeiro avião para início dos testes!

  7. Com toda essa eletronica embarcada bem que o Grippen poderia ganhar uma versão maior, tipo “scale up” e com duas turbinas, como foi feito com os F-5 do Irã, porém bem feita e racional. Assim teriamos mais carga bélica e raio de ação. Nem sempre o Revo é possivel ou disponível.

  8. Um moderno RWR é capaz de informar não só a direção da ameaça mas também a sua posição e inclusive tal informação serve para designar alvos para os mísseis de forma completamente passiva.
    O RWR distribuído por vários pontos sobre a célula da aeronave consegue estimar por triangulação a posição do emissor inimigo.

    • Apenas acrescentando, a integraçao via data link de toda uma esquadrilha de F39 torna essa furtividade coletiva ainda mais abrangente. Ate aonde saibamos, nesta materia os suecos sao mestres e, sem menosprezar russos ou chineses, sao o que ha de mais avançado no mercado ao qual tivemos acesso. Sem ideologia. Pragmatismo.

  9. Só relembrando os armamentos que a FAB já contratou a integração ao Gripen:
    – Bombas Spice 250 e Spice 1000 e Pod Litening (designação de alvos) ultima geração (G4) e pod Recellite (reconhecimento). Somados a própria capacidade do radar do avião de gerar imagens a longa distância. Garantindo ataques de precisão a qualquer hora do dia.
    – Misseis ar-ar A-Darter e iris-T, somadas ao sistema de reconhecimento infravermelho do avião, garantindo um excepcional capacidade de combate de curta e média distância.
    – Provavel integração do missil antiradar Mar-1 e dos kits de guiagem inercial/GPS SMKB.
    – Provavel aquisição do missil Meteor, que trabalhando em conjunto com o radar AESA, se torna mortal para qualquer avião que se aproximar a menos de 100 km do Gripen. Segundo consta, a FAB dependerá de um contrato a parte com o consórcio fabricante, e está esperando verbas neste sentido. Mas com certeza o missil já vem integrado, visto que é prioritário para os suecos. Assim, a aquisição pode ser fechada até 2020 que dará tempo de entrar em serviços junto o Gripen na FAB.
    Isso tudo fundido em uma tela única sob controle do piloto.

  10. E não é que a ideia de uma versão navalizada do Gripen continua em baila?, com o nome de ‘Gripen Maritime’?
    Dúvida: quais os possíveis operadores que a Saab estaria considerando? Índia, talvez?… Acho que o Brasil fica de fora, vez que o A-12 São Paulo será descomissionado e, pelo que se sabe, a Marinha do Brasil não tem nada em vista para substituí-lo, ao menos no curto, médio prazo…

    • O Brasil não está fora não, a MB conversou já com a Ex-DCNS sobre a compra do projeto do Charles de Gaulle só que com propulsão convencional.
      Foi matéria lá no Naval. Seria contratar e construir pois o projeto já está pronto e etc.

      “O almirante de esquadra Eduardo Leal Ferreira tem ouvido muitas sugestões dos seus especialistas, inclusive a de sua Força negociar uma participação da indústria naval francesa na empreitada.
      Esta presença se daria de duas formas (complementares): pela compra dos planos de construção (sem incluir as instalações nucleares) do NAe Charles De Gaulle, da Marine Nationale, e pela contratação de uma assessoria técnica, possivelmente da empresa Naval Group (antiga DCNS), que fabricou o navio.”
      http://www.naval.com.br/blog/2018/02/16/exclusivo-marinha-considera-auxilio-frances-no-projeto-do-futuro-porta-avioes-brasileiro/

  11. Um novo NAe é a terceira prioridade. A primeira e a segunda são o PROSUB e a Classe Tamandaré.

    Quem sabe se o Leal Ferreira for sucedido por um reformista que reestruture a MB cortando gastos e nós não elegermos nenhum irresponsável para o Planalto em outubro não batem quilha já na próxima década.

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