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Saab promove conferência para futuros fornecedores da fábrica de aeroestruturas

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Cena de vídeo em 3D mostrando como ficará a área externa da nova fábrica

A Saab promoveu, no dia 10 de maio de 2018, uma conferência para fornecedores nas instalações da fábrica de aeroestruturas em São Bernardo do Campo, a Saab Aeronáutica Montagens (SAM), a fim de levantar e mapear os potenciais fornecedores da região.

Marcelo Lima, diretor-geral da SAM, apresentou os planos da fábrica, as etapas de contratação e montagem, além dos segmentos aeroestruturais que serão produzidos por lá como o cone de cauda, os freios aerodinâmicos, o caixão das asas, a fuselagem traseira e a fuselagem dianteira para a versão monoposto (um assento) e a versão biposto (dois assentos). Os representantes das empresas tiveram a oportunidade de ver de perto a réplica em tamanho real do caça Gripen.

Réplica do Gripen E fotografada no evento de apresentação da fábrica a autoridades e jornalistas no dia anterior, 9 de maio

“O evento hoje superou as nossas expectativas. Conhecemos empresas altamente qualificadas que podem atender as nossas necessidades futuras”, comenta Roberto Serra, gerente de suprimentos da SAM.

Mais de 50 empresas de diversos ramos de atividades e uma ampla gama de serviços se reuniram com o time da Saab para que pudessem apresentar seus serviços e ajudar a Saab a estruturar a futura carteira de fornecedores que poderão contribuir com a SAM quando as suas operações darem início.

Vista de parte do galpão da nova fábrica, fotografada em evento do dia anterior, 9 de maio

O grande objetivo desse primeiro contato com as empresas locais foi alcançado e vai ajudar a Saab a encontrar o fornecimento certo para as próximas etapas de desenvolvimento da SAM.

“Nesse processo de recrutamento, pudemos abrir as portas da SAM para a comunidade local. Temos um grande interesse em nos vincularmos à região e dar continuidade às contribuições com o nosso conhecimento profundo em tecnologia na área de defesa” comenta Marcelo Lima.

Imagem de simulação em realidade virtual de como será parte da fábrica, com a estação de construção da seção dianteira da fuselagem (em posição invertida) em primeiro plano e estações de fabricação de asas em segundo plano

Os serviços variam desde serviços de informática até serviços mais complexos como implantação fabril. Este empreendimento vai movimentar bastante a economia da região em diferentes aspectos, direta e indiretamente.

A Saab contou também aos presentes detalhes do Programa Gripen Brasileiro. A aquisição dos 36 aviões caças pela Força Aérea Brasileira representa um enorme salto tecnológico para a indústria brasileira, por meio de um extenso programa de transferência de tecnologia, que vai permitir que aviões supersônicos sejam desenvolvidos, produzidos e mantidos também aqui no Brasil.

DIVULGAÇÃO: Saab / MSLGROUP

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A pintura do caça vai ser aquela digital?

Vinudo
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Espero que as encomendas dos Gripens pela FAB passe dos 36 e que essa planta esteja sempre a todo vapor…

Chico Novato
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Chico Novato

O ideal seria que os próximos lotes fossem pedidos com as entregas mantendo a cadência mínima para que a operação seja viável, deixando espaço ocioso na produção para os pedidos dos próximos clientes.

Não pedir pelo menos mais dois lotes nos próximos 15 anos será um desperdício de toda a capacidade produtiva e tecnologia desenvolvida.

Victor Moraes
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Victor Moraes

Para os especialistas: Uma aeroestrutura é feita de alumínio? Quais as vantagens e desvantagens da fibra de carbono em relação ao alumínio? E por fim, eu já li que o F35 esquenta… Isto se dá porque é todo feito em fibra de carbono? Ou não? Alguém pode me esclarecer?

Marcelo Baptista
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Marcelo Baptista

Bom dia Nunao

Sobre o assunto no post anterior a SAAB disse que utiliza o sistema “Paperless”, onde trabalho estamos a anos tentando implantar este sistema, e por “n” motivos ainda não conseguimos totalmente. Minha pergunta é se a SAAB explicou como irá tratar a troca de documentos com os fornecedores, já que em teoria eles não produzem desenhos apenas modelos 3D. Sei que é uma pergunta bem especifica mas fiquei curioso.

Bueno
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Bueno

A Akaer tem 10% de participação nesta fabrica? e todas as parte que a AKaer ira produzir para o Gripen será nesta fabrica ou em outra planta fabril?

Grato

Fernandes
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Fernandes

Na minha opinião, escolha equivocada de localização para a fábrica, que fica sujeita a dificuldades logísticas e sindicais. Acredito que partes e peças chegarão da Suécia pelo Aeroporto de Viracopos. A montagem final é em Gavião Peixoto.
Nessa região ficam as melhores rodovias do País e universidades cuja capacidades tecnológicas são referências na área. Por outro lado, um dos primeiros conceitos que se aprende em Engenharia é que movimentação e transporte não acrescentam valor ao produto, só custos.

Leandro Costa
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Leandro Costa

Fernandes, mas existe também aquela famosa equaçãozinha chamada de ‘relação custo x benefício’ que *** pode *** ter sido levada em consideração quando do momento da escolha do local da nova fábrica, né?

Delfim
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Delfim

Oi Nunão td bem ?
Com relação a uma pergunta que fiz sobre a participação da Embraer no F-39, feita em outro tópico, vc respondeu mas passou rápido, mas se encaixa aqui.
É que não se noticia a presença da Embraer nestes eventos da Saab.
Fica a impressão que a Embraer está por fora das etapas que envolvem a tecnologia necessária para projeto e fabricação de um caça supersônico de 4a geração. Ou seja, a Saab-Akaer faria tudo e a Embraer seria mera “montadora” da versão F e olhe lá, sem benefícios da ToT.

Delfim
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Delfim

Nunão.
É que ficou, com estas matérias sobre a fabricação das estruturas pela Akaer-Saab, que a ToT para caças supersônicos ficaria com a Akaer, que pertencendo à Saab, na prática daria em ToT nenhuma.
E a Saab tem acompanhado a questão Boeing-Embraer, e foi noticiado que os suecos não gostariam que seus projetos e tecnologias caíssem no colo da Boeing assim fácil.
Daí minhas dúvidas.
Obrigado.

Leandro Costa
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Leandro Costa

Delfim, e quanto aos inúmeros videos feitos pela SAAB/EMBRAER dos engenheiros brasileiros da EMBRAER em estágio na Suécia e trazendo seus conhecimentos para o GDDN? Tem muita, mas muita coisa por aí sobre a participação da EMBRAER no programa.

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

A SAAB tem participação de 28% no capital social da Akaer, ou seja, não é controladora, muito menos dona da Akaer. Não dá para confundir com Elbit-AEL ou Airbus-Helibrás.

Bueno
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Bueno

O Lobby foi forte para esta fabrica a em São Bernardo do Campo ou uma necessidade devido os fornecedores da SAM, 365km de Gavião Peixoto

Leandro Costa
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Leandro Costa

Eu não entendo. Quando algum governante deixa de oferecer condições e de se interessar pela economia local, dizem que ele é fraco, ineficiente. Quando ele negocia agressivamente em prol do benefício de sua cidade, região, dizem que é lobista. Eu realmente não entendo.

Isso é apenas negociação. Faz parte. Deveria ser normal.

Marcelo Baptista
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Marcelo Baptista

Bom dia Bueno
Não sou nada da SAAB, mas se ela trabalha com uma empresa normal, provavelmente são as duas coisas.
1º a necessidade, fornecedores com qualidade e proximidade, quantidade e qualidade da mão-de-obra, acesso a vias de escoamento dos produtos, custo das propriedades, impostos, etc.
2º Lobby junto aos poderes públicos das Regiões de interesse, aqui ganha a prefeitura que der mais incentivos. (Se você ver o que as prefeituras nos EUA estão oferecendo ao Google pelo novo centro de desenvolvimento, vc ia ter um infarto)

Bueno
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Bueno

Marcelo, bom dia!

Sim , Lobby acontece em todas as áreas de interesse de estados e municípios, e terrenos são “doados” pelo Estados e município para uso de grandes empresa , como forma de compensação, Normal,
Eu achei foi distante da EMBRAER, onde será montado o caça, e S. Bernardo é forte em automobilística já S. Jose dos Campos é o maior complexo aeroespacial da AL… como disse um aforista no seu comentário , o custo logístico e dinheiro jogado fora , quando possível é bom eliminar.