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Aeronave P-8A Poseidon da Austrália atinge IOC

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P-8A Poseidon da RAAF

A nova aeronave de patrulha marítima P-8A Poseidon, da Royal Australian Air Force (RAAF), atingiu a capacidade operacional inicial (IOC – Initial Operating Capability) cinco meses antes do previsto.

A IOC é um marco significativo para a aeronave P-8A, que serve como um elemento importante da futura estratégia marítima das Forças de Defesa Australianas (ADF), disse o comandante da RAAF, Leo Davies, em um comunicado.

Davies também afirmou que a chegada do P-8A Poseidon na Austrália permitiu que a força aérea do país, sob o Plano Jericho, desenvolvesse e criasse novos conceitos operacionais, arranjos de apoio e opções de manutenção.

Davies acrescentou: “Estes explorarão melhor os sensores e a rede do P-8A como parte integrante da família de sistemas de inteligência marítima, vigilância e reconhecimento integrados da marinha e da força aérea.”

A aeronave militar, junto com o drone MQ-4C Triton, foi adquirida pela Austrália como parte de seu investimento de US$ 5 bilhões para melhorar a capacidade de patrulhamento marítimo do país.

A aeronave P-8A Poseidon substituirá a aeronave AP-3C Orion atualmente em uso pela Força Aérea Australiana. Espera-se que a aeronave AP-3C Orion seja retirada de suas operações após aproximadamente 40 anos de serviço com a RAAF.

A ministra australiana da Defesa, Marise Payne, disse: “Juntos, o P-8A Poseidon e o futuro MQ-4C Triton fornecerão à Austrália uma das mais avançadas capacidades de vigilância e patrulhamento marítimo do mundo”.

Payne acrescentou: “O Poseidon irá melhorar a capacidade da defesa de conduzir a guerra antissubmarino, a patrulha marítima e a vigilância das abordagens marítimas da Austrália.”

Seis das 12 aeronaves P-8A Poseidon estão atualmente sendo operadas pelo Esquadrão Nº 11 da RAAF Base Edinburgh, no sul da Austrália.

31 COMMENTS

  1. A Austrália e sem duvida um Brasil que deu certo…Não e necessario fabrica tudo, mais como aquele velho ditador diz: “se não consegue vence-los, junte a eles”…a Australia faz isso na aquisição das sua força armadas, buscando sempre parceria…temos que parar de acha que temos que fabrica tudo…que tem que ser 100% nacional, e sim buscamos parcerias e especializamos em nicho no mercado, como faz Israel, Suecia, etc.

    • Concordo!
      Como exemplo, basta comparar os efetivos e os inventários da RAAF e FAB, considerando que os países têm dimensões territoriais (inclusive responsabilidades sobre oceanos adjacentes) muito próximas:

      RAAF:
      14,120 Active personnel
      4,273 Reserve personnel

      Boeing F/A-18A/B ——–54 / 16
      Boeing F/A-18E/F ——–24
      F-35 Lightning II ———-2 (98 on order)
      Boeing 737AEW&C E-7A –6
      Boeing EA-18G ———–12
      Boeing P-8 —————-11 (7 on order)
      AP-3C Orion ————–15
      Airbus A330 MRTT ———6 (1 on order)
      Boeing 737 —————–2 VIP
      Boeing C-17 —————-8
      C-27J Spartan ————–7 (3 on order)
      Super King Air ————–8
      Challenger ——————3
      C-130J Super Hercules —12
      Sikorsky S-76 ————–6 SAR

      FAB:
      Efectivo 80 937 militares (Ministério da Defesa (Brasil). Consultado em 24 de dezembro de 2017)

      Northrop F-5EM/FM —–57
      AMX A-1 —————–53
      Super Tucano A-29 ——99
      Airbus A319CJ ————1
      Embraer Lineage 1000 —2
      Boeing KC-767 ————1
      EADS CASA C-295 ——-15 (8 pedidos)
      EMB-110 Bandeirante —88
      EMB-120 Brasília ——–17
      EMB-121 Xingu ———–8
      Embraer ERJ ————-11
      Learjet 35 —————-12
      Cessna 208 ————–17
      C-130 Hercules ———-23
      Bell 206 ——————-4
      Sikorsky UH-60 ———-16 (15 pedidos)
      Eurocopter EC135 ———2
      Eurocopter Ecureuil ——40
      Eurocopter EC725 ——–16
      Mil Mi-24 ——————12
      Lockheed P-3 Orion ——–9
      EMB-145 E/R-99 ———-8
      Fonte: wikipédia. As fontes primárias são citadas lá. São “amadoras”? sim, mas as ordens de grandeza não se alteram por pequenas e eventuais desatualizações ou incorreções.

    • Curiosidade!: O efetivo de OFICIAIS da FAB (12.056) é muito próximo ao efetivo TOTAL de ativos da RAAF (14.120). Os problemas do Brasil não são somente os políticos. Estes são apenas o reflexo do resto da sociedade.

      Em 2016 o efetivo militar total de 75.402 pessoas era assim distribuído:
      62.762 homens
      12.640 mulheres
      Oficiais: 12.056
      Suboficiais e Sargentos: 25.864
      Cabos, Soldados e Taifeiros: 29.030
      Cadetes e Alunos: 2.964
      Efetivo total de funcionários civis: 5.488[1]”

  2. Concordo com a fala de Fábio e se me permitir, acrescento mais: Se o nosso país parar de seguir ideologias fracassadas comprovadamente, tanto de esquerda quanto de direita, e tratar de ser mais humilde e aceitar nossas deficiências, poderemos ser um grande país como a Austrália.

  3. Inveja mesmo….
    Com este marzão que temos no mínimo 16 seriam necessários para uma boa cobertura….
    E estes MQ-4C …. Ajudaria um pouco também né….
    Agora pergunto….
    Um EMB 190 E2 modificado, poderia fazer frente ou equiparar-se ao P8A? Tanto em capacidades, tempo de patrulha e armamento? É possível?

      • Você acha viável coronel? Um dia chegará a hora de substituir os P3. Considerando as alternativos disponíveis no mercado, acho que não tem mercado externo para um patrulha sob o E2. Como não é algo estratégico, tendo o P8 já pronto, podendo, quem sabe, vir por meio do FMS…sei lá, embora possível, não parece viável. O mesmo para awacs sob o E2 ou kc390…há quem defenda.

        • Quando chegar a hora o cenário vai decidir. A FAB sempre optou pelo produto EMBRAER, mas tá na hora de a EMBRAER assumir os custos e os riscos. Por que não lança esses projetos no mercado? Por preguiça, incompetência ou medo?

          • Nenhum produto militar se torna atratativo ou viável (aos olhos dos clientes estrangeiros), se o mesmo não for solicitado e adquirido pelo congénere nacional.

            Não ser o melhor projeto no mercado, se o operador local não o adquiriu, quem botará milhões de dólares em jogo, sem nenhum compromisso local?!?!

          • Produtos de defesa não conseguem se viabilizar no mercado se o próprio país lançador não “aprovar” mediante compras. Há exceções, mas são exceções.

          • A FAB tem ao menos 5 opções no mercado, para escolher com qual delas pretende substituir seus P-3.
            A Embraer que entre na fila.
            Chega de ser quintal, dessa reserva de mercado sustentada pelo contribuinte.

  4. Como esses aviões funcionam?
    Ficam 24 horas no ar observando tudo que passa em seu mar?
    Como sabe o que é o que?
    Tipo vê um navio lá embaixo, tem que ver o plano de navegação igual a avião?
    24h é muita coisa.
    Se não ficar 24h também não vê nada.
    Qual o objetivo?
    Ver navios de guerra invasores?
    Pesqueiros estrangeiros?

    • Só quem fica 24 horas por dia observando a Terra são Deus e os satélites de observação. Todo navio mercante que sai ou chega em qualquer porto do mundo tem um “plano”. E a respectiva Marinha tem esse controle. No Brasil, chama-se CONTRAM (Centro de Controle de Tráfego Marítimo ), e fica sediado no 1° Distrito Naval, no Rio. Uma das missões da Aviação de Patrulha é controlar esse tráfego, e, principalmente, a pesca ilegal nas águas territoriais. Sempre há um navio da Marinha na área, em comunicação com a aeronave de Patrulha. Os navios mercantes, hoje, também possuem o sistema ADS-B, um “transponder”, e as aeronaves podem identificá-los. Além desse controle, há, também, o apoio às missões de busca.
      Assim como na Defesa Aérea, qualquer embarcação desconhecida será abordada pelo navio da Marinha e identificada, visualmente (câmeras, FLIR), pelo avião.

  5. Pois é, a Austrália recebeu o primeiro P-8 em novembro de 2016 e só agora atingiu a IOC depois de 16 meses de operação e com 6 aparelhos entregues. O KC-390 nem foi entregue para a FAB e esta já declarou o IOC do aparelho.

  6. Amigos,

    No meu entender, esta história de IOC e FOC depende apenas do que está contratado, não de capacidades operacionais. Não é adequado comparar projetos e clientes diferentes.
    Se o contratante prevê receber a aeronave em configuração intermediária, mas útil, em vez de apenas o produto final, existirá uma IOC definida contratualmente. Nesse caso, a FOC refere-se à certificação da configuração final. As aeronaves que tenham sido recebidas com configuração degradada (inferior à FOC) devem ser “retrofitadas” (levadas à configuração final – FOC).
    Abraços,

    Justin

  7. Quanto à comparação dos efetivos, a RAAF deve ter muitos terceirizados. Pois a FAB prefere pagar R$ 7.000,00/mês para contratar um oficial R/2 nutricionista em vez de contratar um terceirizado com um salário de mercado de R$ 2.500,00 no máximo. É ainda um oficial R/2 arrasta quando dá baixa após 8 anos de serviço R$ 100.000,00. Fora os arquivologia, biblioteconomia, administração (!), etc. Um absurdo que se revela cabide de emprego para filhos e agregados de oficiais generais.

      • Mais de 900 oficiais temporários para este ano.
        Surreal é a vaga de veterinário para Pirassununga! (Será que estão formando aviadores de espécies que não homo sapiens/mulher sapiens? Ou a engenharia genética desenvolveu o cavalo alado e a Fab criará a arma da cavalaria da aeronáutica?).

        “….
        As vagas são as seguintes:

        a) Oficiais Técnicos/Magistério: 430 para diversas localidades, em todo o território nacional.

        b) Oficiais Médicos, Farmacêuticos, Dentistas e Veterinários: 487 para diversas localidades, em todo o território nacional.
        ….

        http://www3.fab.mil.br/quadro_de_oficiais_temporarios.php

        • Pois é, grande parte da atividad-meio na FAB poderia ser privatizada com sensível redução de custos de pessoal. Uma força com um núcleo profissional na atividade fim apoiado por funcionários terceirizados acabaria com o excesso de gastos com pessoal que observamos hoje

  8. Aviões de patrulha marítima e aeronaves ISR em geral, tem algo muito importante que a maioria aqui não presta a atenção.
    Pois estão fixados no item de menor importância, no que concerne essas aeronaves: a plataforma, o avião aonde tudo será montado.
    E se esquecem dos sensores e principalmente da solução de C-2, que os integra entre si a a aeronave que os porta em missão.
    Além de avião de caça e drone, eis outra coisa que a Embraer sequer sabe o que é.
    E o contribuinte brasileiro não tem obrigação alguma, de bancar esse aprendizado.

  9. Pra quem não sabe, as principais opções de acordo com as necessidades de cada um, são:

    P-8; P-1;P-72(ATR); C-295 MPA/Persuader e Swordfish.

    Nos moldes do Swordfish existe ou existiu uma opção da IAI de Israel e ainda há a opção pelos P-3C ex-US Navy ou JMSDF.

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