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Aeronaves P-3 Orion da Alemanha e Espanha operam no Chifre da África

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P-3C Orion da Alemanha

Em 23 de março de 2018, um P-3C e seu contingente alemão foi enviado para a área de operações do Chifre da África. O Orion começou a trabalhar ao lado do destacamento de Aeronave de Patrulha Marítima (MPRA) da Espanha, que é permanentemente baseado em Djibouti/Ambouli. Os espanhóis têm atualmente um P-3M desdobrado ali.

O P-3C alemão aumentará o suporte que o P-3M já fornece à Operação Atalanta, com inteligência de imagens, pesquisas de superfície de radar e vigilância.

Tanto a aeronave espanhola quanto a alemã estarão encarregadas da área de operações, monitorando os desenvolvimentos e fornecendo consciência situacional em terra e no mar para ajudar os navios de guerra das Forças Navais da União Europeia (EU NAVFOR) na luta contra a pirataria ao largo da costa da Somália.

Fotos da EU NAVFOR, chegada do P-3C em Ambouli e P-3M em espanhol sobre o navio de desembarque Galcia, da Armada Espanhola, nas águas perto do Horn.

FONTE: Scramble Magazine

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Tiger 777
Tiger 777
2 anos atrás

Área super estratégica para o escoamento do petróleo. Não é de estranhar, haver tantas bases militares, por lá, parece que até a China está montando uma base militar, por ali.

Nonato
Nonato
2 anos atrás

Como está essa situação dos piratas por ali?
Nunca mais vi reportagem alguma.
De onde vêm os piratas? Da Somália?
Não seria apenas colocar uns três navios fechando a frente da Somália e cada embarcação seria revistada?
Se for pirata armado, era só prender?

Ádson
Ádson
2 anos atrás

Segundo comentários de vários foristas aqui em outras matérias há de se concluir que Alemanha e Espanha operam sucata, pois para estes foritas o Orungan opera sucatas.

Ádson
Ádson
Reply to  Alexandre Galante
2 anos atrás

Galante, o pessoal leva em conta a data do projeto, não querem nem saber que o “Electra”, rsrs, é uma excelente plataforma, o que conta para melhor ou pior são seus equipamentos. No caso dos nossos P-3 tem o problema das asas, mas este não foi resolvido por falta de verbas mesmo. Outro caso interpresante são nossos Leo 1A2, são antigos? São! E daí? São baratos e para o teatro da America latina atende muito bem.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Ádson
2 anos atrás

O problema das asas não está relacionado à verbas, infelizmente.

Ádson
Ádson
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

Cel, não são fissuras nas longarinas?

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

São, sim. Mas isso já era sabido desde que os aviões estavam no AMARG, no Arizona. Mas é uma longa história que não devo contar aqui.

Ádson
Ádson
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

Compreendo!!!

Alex Nogueira
Alex Nogueira
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

Cel, o Sr sabe dizer se esse problema nas asas dos nossos P-3 são passíveis de correção? Trocando as longarinas fica em estado de 0km? Muito obrigado.

Angelo Chaves
Angelo Chaves
Reply to  Ádson
2 anos atrás

Bom exemplo disso é o velho B52, que vai operar por muitos anos ainda na USAF, plataformas mais novas vão sair da ativa, mas o B52 vai completar 1 século de serviço!

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Angelo Chaves
2 anos atrás

Sim, são. Toda fadiga é controlada. As fissuras são acompanhadas periodicamente, e se atingirem determinado limite o avião é groundeado. As asas não partirão em vôo. Pode ser realizada a troca das longarinas. Ou da asa completa.

luiz antonio
luiz antonio
2 anos atrás

Infelizmente para alguns de nós, brasileiros, antigo é sinonimo de velho e obsoleto. Ao contrário de alguns países, que por acaso são EUA e Alemanha dentre outros operam aeronaves de projetos longevos que com upgrades adequados, continuam a operar quase ad eternum. Vide P3 Orion (o confiável Electra), os B-52, os F-5 de cuja plataforma o Brasil tornou-se um dos especialistas de destaque, dentre os emblemáticos.
Projeto bom é o projeto que dura décadas, respeitando-se obviamente as respectivas aplicações.

Ádson
Ádson
Reply to  luiz antonio
2 anos atrás

Luiz, a Russia que alguns aqui só tecem elogios operam coisas pre-históricas.

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
Reply to  Ádson
2 anos atrás

É sempre assim amigo, onde os russófilos entram a qualidade do debate vai embora e a coluna de comentários vira uma rinha. Basta que um site, que não vou declinar aqui, ao abrir espaço para essa cambada acabou virando motivo de chacota.

Walfrido Strobel
Reply to  HMS TIRELESS
2 anos atrás

Porque será que blog com russófilos vira uma rinha?
Não será porque tem americanófilos para completar a rinha.
Os dois se completam e não existiria esta rinha maldita se não fosse a doentia compulsão dos dois lados em discutir inutilidades.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Walfrido Strobel
2 anos atrás

Concordo. Discussões estúpidas que não acrescentam absolutamente nada.

luiz antonio
luiz antonio
Reply to  Walfrido Strobel
2 anos atrás

Infelizmente russófilos e americanófilos se apegam a qualquer coisa para destilar suas bobeiras.
Feliz Pascoa a todos

Walfrido Strobel
2 anos atrás

E os dois países usam P-3 modernizados e comprados usados.
Alemanha: 8 P-3C CUP+ (ex Royal Netherlands Navy).
Espanha: Dois P-3A e quatro P-3B, estes comprados da Noruega e modernizados ao padrão P-3M.

Bosco
Bosco
2 anos atrás

Eu não vejo problema em operarmos os P-3, projetados na década de 50. Muito pelo contrário! O “problema” que vejo (mas que não há opção alternativa tendo em vista o orçamento que o Estado disponibiliza para o aparelhamento de suas forças armadas) é pegarmos P-3 retirados de serviço por um primeiro usuário e armazenados no deserto, passarem por uma modernização e serem colocados em operação. Mas apesar dos pesares, eu gosto de nossos P-3. Melhor que ficarmos só com os velhos e bons (mas limitados) EMB-111. A aeronave ter um desenho de 50 anos não faz a mínima diferença. Ninguém… Read more »

Walfrido Strobel
Reply to  Bosco
2 anos atrás

Também não podemos reclamar dos C-130 adquiridos usados, a quase totalidade dos C-130 que ainda temos são os adquiridos usados, e bem usados da Itália e modernizados pela Aviation Service do Brasil com kit Austronautics dos USA.

Walfrido Strobel
Reply to  Walfrido Strobel
2 anos atrás

Consegui errar o nome das duas empresa acima, o serviço foi feito no PAMA-GL pela Avionics Services brasileira com kit da ASTRONAUTICS CORPORATION OF AMERICA.

luiz antonio
luiz antonio
2 anos atrás

Falando nos nossos C-130, pelo que li, operarão em conjunto com o KC-390 por uns bons anos, o que entendo ser bem interessante quanto às doutrinas. Obviamente pelas grandes diferenças entre as aeronaves, tanto de desempenho como de perfis de missões muitos ajustes deverão ser implementados. Como entendo de avião tanto como entendo de viagens no tempo se alguem pudesse comentar a respeito ficaria grato.
Abraços

Bosco
Bosco
2 anos atrás

Uma coisa é adquirir um avião usado, funcionando, voando, em bom estado. Outra é catar uma célula no deserto. Se for ver quase dava pra comprar um novo.
Como disse, não tenho nada contra os P-3 da FAB, mas também não acho que fomos agraciados pela sorte por os termos adquiridos.
Como dizia meu finado pai, quem compra produto de segunda desinteira o dinheiro pra compra um produto de qualidade.

Jorge F
Jorge F
2 anos atrás

As Células estocadas eram boas e baratas, no entanto sucessivos atrasos impediram a aquisição das melhores aeronaves, fato que mais cedo ou mais tarde cobrará o seu preço… Mas na minha opinião os problemas desta compra são superficiais, se comparávdos com os da aquisição dos Impala e dos F5 jordanianos… Além disso, as aeronaves P3 mostraram-se superioras às anv R99 nas operações de reconhecimento óptico e eletrônico…

Mauro Oliveira
Mauro Oliveira
2 anos atrás

É impressão minha ou os P-3M espanhois tem as mesmas configurações dos nossos?

Alex Nogueira
Alex Nogueira
Reply to  Mauro Oliveira
2 anos atrás

Acredito que sim, pois o sistema FITS é de lá.

Walfrido Strobel
Reply to  Alex Nogueira
2 anos atrás

Quanto a parte de Radar e sistema FITS, ambos usam o ELTA Systems EL/M -2022A(V)3 com FITS de seis consoles, mas na parte de aviônica os nossos são bem mais modernos:
Espanha: o deles só recebeu um display de missão do FITS no painel, mantendo o resto antigo.
. http://www.sbap.be/events/2016/023moron2016/079.JPG

Walfrido Strobel
Reply to  Walfrido Strobel
2 anos atrás

Complementando o post acima, os espanhois não usam o cockpit original dos P-3A/B, mas mantiveram uma modernização antigo no padrão “analógico”.
.
Os nossos tiveram uma boa modernização no cockpit para glass cockpit.
. https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRk8X_dz5NW3EmSd0l6nD16r6QAs5GBSsdrwztnbq1wXyj875FZo8jjPON6dA

Walfrido Strobel
Reply to  Walfrido Strobel
2 anos atrás

Os P-3C CUP+ alemães usam uma modernização de cockpit padrão EFIS anos 90 como os nossos EMB-120 Brasília, anterior aos grandes displays usados hoje.
Seu sistema de patrulha está sendo atualizado pela LM, em um serviço que vai até 2022 quando terminarão o oitavo P-3C CUP+.
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Alex Nogueira
Alex Nogueira
2 anos atrás

Realmente uma boa diferença a favor dos nossos P-3. Fico imaginando que doideira que é/era pilotar utilizando todos esses instrumentos analógicos rsrs.

Walfrido Strobel
Reply to  Alex Nogueira
2 anos atrás

É simples questão de adaptação passar de um sistema para outro.
Veja por curiosidade o Beech 1900 que agora tem modernização Garmin NXi G950 System disponível nos EUA, pode ter certeza que muita gente vai continuar a voar o antigo sem odernizar.
Antes: https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSkJwCYEvmABRhUjsXjIfzbEr6ZnNUvWZdpL2n1ANGz-o8Q8hFCx_gegyT0
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Modernizado:comment image