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China e Rússia lançam desenvolvimento de aviões de passageiros ‘wide-body’

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A United Aircraft Corporation da Rússia e a Commercial Aircraft Corporation of China (COMAC) lançaram uma “joint venture” para desenvolver uma aeronave comercial “wide-body” de dois corredores.

O empreendimento batizado China-Russia Commercial Aircraft International Co., Ltd. (CRAIC) será baseado em Xangai, China e vai desenvolver um jato de nova geração “wide-body” para disputar com o Airbus A350 e Boeing 787 Dreamlinerde nova geração.

Um modelo em escala da aeronave proposta foi divulgado em 2014, que se assemelha ao Boeing 787 no design externo. Ambos os lados confirmaram um alcance básico de 12.000 quilômetros e 280 assentos em uma disposição típica de 3 classes.

A aeronave bimotor terá versões esticadas e encurtadas da fuselagem. A montagem final da aeronave será realizada em Xangai.

A CRAIC planeja fornecer peças de origem globalmente para manter os objetivos de eficiência e competitividade da aeronave, incentivando os players globais a instalar unidades fabris locais ou através de joint ventures.

Quanto aos propulsores, será necessário um motor avançado adequado na classe de 300-400 kN de empuxo. Atualmente, a Rússia e a China não têm um motor nesta classe. O avião russo IL-96 de grande porte é propulsado por 4 motores turbofan PS-90 com um empuxo de 153 a 170 kN cada.

Os motores ocidentais como a série GE GenX, a série Rolls Royce Trent e a Engine Alliance GP7200 oferecem um empuxo similar.

A UAC e a COMAC esperam que a aeronave seja de 10 a 15 por cento mais barata de operar do que suas concorrentes da Boeing e da Airbus. O primeiro voo e entrega são esperados entre 2025 a 2028.

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kfir
kfir
3 anos atrás

papel aceita tudo, não é só ter dinheiro, a Embraer quando era Estatal chegou a fazer forma de sabão, só a privatização deu nova perspectiva… Osires também enfrentou o problema de produtividade,

Me parece que estes países desejam gerar divisas …
A china tem um grande mercado interno… são completamente a favor da copia pirata… e espionagem…
mas manter cadeia de produção, controle de qualidade, segurança…etc não é tão simples

nicolai
nicolai
3 anos atrás

Se as empresas ocidentais tiverem juízo, não fornecerão motores para essa nova empreitada, pois, com certeza logo aparecerão copias dos mesmos.
Um exemplo claro, é a Russia que está sofrendo, para desenvolver um motor mais potente Sukhoi T-50.

Mauricio_Silva
Mauricio_Silva
3 anos atrás

Olá.
Kfir, hoje em dia a China é o maior “fabricante” do mundo. Nada mais “natural” que aumentar o valor agregado de seus produtos. Em vez de “somente” ter peças de aviões “made in RPC”, avões.
Acredito ser plenamente possível a aceitação por parte do ocidente de aviões chineses. Como já é feito com as peças.
Uma joint venture com a Rússia, pode trazer tecnologia aeronáutica de ponta para um fabricante de ponta. Não é uma concorrência “desprezível” à Boeing ou a Airbus.
SDS.

Antônio T M de Carvalho
Antônio T M de Carvalho
3 anos atrás

Esse nome, China-Russia Commercial Aircraft International Co., Ltd. (CR-CAI) não é muito legal para um fabricante de avião.