quinta-feira, março 4, 2021

Gripen para o Brasil

Caça Tejas testa míssil BVR Derby com sucesso

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Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

O caça Tejas, Light Combat Aircraft (LCA), demonstrou com sucesso a capacidade de disparo de míssil ar-ar Beyond Visual Range (BVR) ao lançar o míssil Derby no modo guiado por radar. O lançamento do míssil foi realizado em “lock on”, após o lançamento contra um alvo empregando o modo radar “look down” e o alvo foi destruído.

O objetivo do teste foi avaliar a integração do Derby com sistemas a bordo do Tejas, incluindo aviônicos da aeronave, radar de controle de tiro, lançadores e sistema de armas do míssil e verificar seu desempenho.

O teste foi conduzido contra um alvo aéreo manobrável no Interim Test Range (ITR), Chandipur. Os sensores no ITR também rastrearam o alvo e o míssil.

Uma separação segura foi seguida por orientação do míssil para o alvo adquirido pelo radar. O lançamento impecável foi demonstrado com todos os sistemas de bordo funcionando satisfatoriamente e o míssil realizou um impacto direto no alvo com a destruição completa do mesmo.

O teste de disparo alcançou todos os seus objetivos planejados. O disparo do Derby é um passo importante para liberar as capacidades BVR em aeronaves LCA para a FOC (Final Operational Configuration).

FONTE: India Ministry of Defence

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Bosco

O míssil é BVR mas pelo jeito o teste foi feito na distância visual (ou quase). A expressão “lock on” nos faz crer que o míssil tenha sido lançado já com o alvo “trancado”em seu próprio radar, no modo LOBL. O radar de um míssil do porte do Derby tem curto alcance e não passa de uns 15/20 km para um alvo típico (RCS de 5 m²).

Nonato

E aí, Bosco.
Há quanto tempo…
Afinal de contas, o tejas presta ou não?
Um caça pode acabar de tornando uma plataforma lançadora de mísseis.
Neste sentido, se o radar e outros sistemas associados forem bons e o míssil também, o caça dá conta, não é?
Mas sempre de dá a entender que o tejas ainda estaria deficitário em seu desempenho e capacidade.
Quais seriam os problemas?
Acho que para enfrentar a China, a Índia deveria comprar pelo menos uns 50 f35…

Bosco

E aí Nonato! Prazer falar com você de novo. Quanto ao Tejas, todo caça presta, mesmo porque as guerras são divididas em batalhas e não travada tudo de uma vez. Numa dada “batalha” um dado oponente pode “estar” superior, mesmo que o inimigo tenha um equipamento considerado mais moderno ou mortal. Vale salientar que o equipamento é só parte da equação. Há de se levar em conta outras fatores, como a quantidade, o treinamento, a doutrina, a disponibilidade, a motivação, o apoio externo, etc. Nesse contexto o Tejas pode sim ser considerado um reforço muito válido para qualquer força aérea.… Read more »

ivanmc

É o Tejas amadurecendo, eu acho bem interessante.

Pangloss

Se o Tejas for produzido em grande quantidade, poderá ter o mérito de fazer os inimigos da India desperdiçarem sua munição naquela carne assada, poupando vetores mais valiosos e capazes.

Vinicius

Legal ver os grandes comentaristas de volta!

Mauricio R.

Se o que se quer é apender como conceber, desenvolver, fabricar e voar um avião de caça, o programa Tejas com todos os seus erros e acertos, deve ser observado nos mínimos detalhes.
ToT não te trás até aqui, passa somente a impressão, mas o que está se realmente fazendo é fabricar sob licença algo criado por outros em outro lugar.

Pedro Tavares Nicodemos Filho

Para mim esse caça é uma cópia mal feita de um desses MIRAGES que a FAB operou no passado, e não falo do MIRAGE 2000. O TEJAS ficou muito pesado e com aerodinâmica aquém do desejável para poder operar em um navio-aerodromo. Nem sequer os indianos foram capazes de desenvolver sua turbina – sucesso parcial ou fracasso parcial, depende se você enxerga o copo meio cheio, ou meio vazio. O Sejas usa a mesma turbina GE-F414 do SUPER HORNET F-18 e do GRIPEN E/F e do GRIPEN E/F BR. Os suecos evoluíram o GRIPEN E do GRIPEN C, ampliando suas… Read more »

quer

Olá
O Tejas é mais um caça no inventário da Força Aérea Indiana, possivelmente o país com mais modelos/origens de caças no seu arsenal. Presta? Como escreveu “mestre Bosco”, sempre presta. Depende mais do usuário/uso do equipamento. Uma coisa é certa: independência tecnológica não se faz “da noite para o dia”. E custa um bocado…
SDS.

MOSilva

Ups!!! Meu nickname saiu completamente errado… “quer”?!?
SDS.

Mauricio R.

J-29; J-32; J-35; J-37; J-39; isto se chama expertise. Os suecos tem berço.

Mauricio_Silva

Olá.
A doutrina tradicional da Suécia (ser neutra e não alinhada) fez dela um “marisco” na “briga entre o mar e o rochedo” (OTAN e Pacto de Varsóvia). Para isso, o pais tem de ter um sistema de defesa altamente profissional e eficiente. E os suecos conseguiram isso preservando/valorizando a indústria local. Caso único no mundo.
SDS.

Nonato

Bosco, é bom trocar idéias com você de novo. No outro site que venho frequentando você não aparecia. Rs. Você como sempre derramando conhecimentos e com a cordialidade que lhe é peculiar. Bom, ainda não entendo a situação atual do tejas… Voar, voa. Talvez tenha radar bom é consiga disparar mísseis. Alguns colegas falaram sobre o tejas servir de alvo da munição inimiga… Mas até que ponto teria um.desempenho muito aquém em relação a um f16, desconsiderando-se dogfights? É sobre eventual conhecimento adquirido pelos indianos ao fabricar o tejas tenho minhas dúvidas. Você passar 30 anos desenvolvendo um caça e,… Read more »

Mauricio R.

Nenhuma aeronave de caça da Saab usou motorização que não inglesa ou americana, ao contrário da aviônica praticamente toda local, apesar de muita tecnologia importada.

Ivan Recife

Prezado Pedro Filho, . Alguns pontos precisam ser reavaliados. . “…cópia mal feita de um desses MIRAGES…” Bem, é um delta. Mas o formato da asa é diferente. Se os indianos tivessem copiado um dos Mirage em delta (III, V ou 2.000) a vida deles teria sido mais fácil. Apenas como referência o Dassault Mirage 2.000 tem um comprimento de 14,36 metros, envergadura de 9,13 metros e pesa vazio (+-) 7.500kg; enquanto o HAL Tejas Mk1 tem 13,20 por 8,20 metros e pesa vazio (+-) 6.560kg. . “O Sejas usa a mesma turbina GE-F414…” O Tejas Mk2 – em gestação… Read more »

Bosco

Nonato, A indústria aeroespacial indiana é muito robusta e tem desenvolvido aeronaves há muito tempo. Antes do Tejas eles desenvolveram outros aviões de combate, como por exemplo, o Marut. Também eles fabricam o Su-30 sob licença. A EMBRAER se notabilizou no mercado civil e com o Tucano e o Super Tucano, já os indianos foram mais para o mercado militar. Vale salientar que para a Embraer não compensa desenvolver e fabricar um caça leve de 4,5ª (supondo que ela tenha expertise para tal, o que eu acho que tem) que não seja altamente competitivo com o que já existe tendo… Read more »

Bosco

O doberman ficou com um comentário meu na casinha.

Ivan Recife

Mestre Bosco,
.
Tinha esquecido do HAL HF-24 Marut da década de 60.
.
Só lembrava do HAL Ajeet da década de 70, que era um British Folland Gnat ‘naturalizado’ pela Índia.
.
Na verdade sou um velho admirador da simplicidade do Folland Gnat em uma época em que estavam complicando os caças ingleses, como o Gloster Javelin e English Electric Lightning.
.
Mas de qualquer forma, tanto a Marut como o Ajeet eram muito mais simples do que a proposta indiana para o LCA (Light Combat Aircraft).
.
Abç.,
Ivan Ivanovich.

Galli

Bosco 15 de maio de 2017 at 11:30 Resumiu bem. Apenas um adendo: tratando-se de aeronaves convencionais (não stealth), o que sempre contou muito é ter um radar melhor, com alcance maior, independente da RCS do teu adversário. Qual a lógica disso ? O first look, a detecção, normalmente não é feita pelo caça e sim pelo GCI e/ou AWACS. Estes efetuam a detecção e passam as coordenadas para o caça, que então tem que procurar com seu próprio radar. E aí é que o radar de maior alcance saia na frente. O fato do caça adversário ter uma RCS… Read more »

Ivan

AWACS são alvos prioritários nos céus e GCIs (radares inclusos) são alvos prioritários em terra.
Em algum momento eles vão faltar, senão em muitos momentos.

Bosco

Galli, Mas pela regra geral um redução em 10 x do RCS determina uma detecção na metade do alcance. Ou seja, se uma aeronave com RCS de 10 m² (Su-27, F-15) é detectada por um dado radar a 200 km de distância, uma de 1 m² (F-5, Gripen, F-16) o será a 100 km. Claro, a era dos grande caças com RCS de avião de transporte já passou e agora, mesmo os caças convencionais de grande porte (pesados) terão RCS reduzido, haja vista o Su-35 (2 m²). Só como exemplo e baseado em dados divulgados (que não devem ser absolutamente… Read more »

Galli

Ivan, é verdade. Mas observo que são também altamente protegidos (inclusive com escoltas específicas), principalmente o AWACS, em torno do qual gira muito da doutrina operacional da OTAN. Bosco, eu vi um número próximo a esse, no tocante a redução de RCS de 10 para 1 m2. Só para constar, ao que me parece, os radares de solo GCI tem alcance na faixa dos 400-450 km e não sabemos o exato mecanismo de funcionamento. Ou seja, se realmente, na prática, haveria essa redução no alcance de detecção. E, havendo, se seria taticamente relevante. Quanto aos radares embarcados, recordo de um… Read more »

Bosco

Sem dúvida Galli! Essas estimativas de RCS são numa configuração limpa. Claro que caças convencionais não lutam “limpos” e portanto o RCS nessa condição é fantasiosa, mas é útil para ilustrar a relação radar/RCS.
Um abraço.

Ivan Recife

“O fato, que não posso deixar de observar, é que grandes caças (valores maiores de RCS) estão aí firmes e fortes, operacionais na USAF e em Israel, Japão, Índia, China e Rússia. “
.
E os pequenos caças também (menor RCS, quase sempre monomotor, menor custo operacional, maior quantidade disponível). Basta observar os F-16, Mirage 2000, Gripen, J-10, MiG21 Bison…
.
High & Low Mix.
Tem missão para todo mundo.

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