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B-36 no Strategic Air Command & Aerospace Museum

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b36-2Recentemente publicamos um post sobre a notícia da possível descoberta de uma bomba atômica que foi perdida em 1950  por um B-36 que caiu na costa oeste do Canadá (para ler o post clique aqui). Logo em seguida também publicamos um post sobre a fase de ouro do SAC (Strategic Air Command) durante a década de 1950 (clique aqui e leia a matéria completa e seus ótimos comentários).

O nosso amigo e colaborador Roberto F. Santana, que também participou dos comentários dos posts acima, nos presenteou com uma séria de fotos relacionadas aos textos. As fotos abaixo são de um B-36 preservado no Startegic Air Command & Aerospace Museum. Em post posterior publicaremos mais fotos sobre os aviões desse museu.

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9 COMMENTS

  1. Esses aviões conseguem ser feios e magníficos ao mesmo tempo…
    Feios porque você enxerga como o detalhamento do projeto era primitivo, você olha e pensa “é uma geringonça que voa”.
    Magnífico porque… porque simplesmente é! A superação inventiva da humanidade em uma velocidade nunca vista (pra matar, é claro). Simplesmente magnífico, embora não seja o meu preferido.

  2. Ainda bem que consegui voltar à comentar hoje. Então, antes de mais nada, Roberto, obrigado pelas fotos! O B-36 sempre me fascinou, e ainda por cima você enquadrou uma das minhas aeronaves prediletas (ok, são muitas prediletas), o A/B-26 Invader. E interessante que conseguiu capturar também um XF-85 Goblin, um caça parasita projetado para operar à partir dos B-35 e B-36 devido ao curto alcance das escoltas em relação à esses bombardeiros. Não foi para a frente, mas a idéia era bem interessante para a época.
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    No B-36, como em qualquer outra aeronave, o ‘Aircraft Commander’ é o piloto. Pode existir um ‘Mission Commander’ que não necessariamente é o piloto, e geralmente quando existem mais aeronaves na mesma missão, mas em se tratando da aeronave, a palavra final é sempre do piloto.
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    Isso é interessante porque no TAC, essa divisão não era formalmente estabelecida para suas aeronaves de caça. Afinal de contas, caças geralmente tem um só lugar. A baderna explodiu com o advento do F-4C nas unidades do TAC. Literalmente ocorriam brigas se um piloto que fosse um Tenente por exemplo, não fizesse o que o backseater, Capitão por exemplo, lhe ordenasse. Houve uma certa faxina na USAF porque as brigas aconteciam via fonia e em combate (!) e isso tinha que ser consertado.

  3. Roberto, conheço os dois filmes. Muito bons, por sinal. A operação de checagem era o terror dos ‘Wing Commanders’ do SAC. Eram as chamadas “ORI’s” – Operational Readiness Inspections. Elas eram absolutamente rigorosas, e dependendo da nota de cada unidade, elas poderiam acabar com a carreira de muitos oficiais da unidade inspecionada.
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    Para tanto, existiam tripulações especialmente selecionadas pela sua eficiência durante essas inspeções, e que assim tinham uma ‘nota’ mais alta que as demais tripulações e eram designadas STANBOARD/EVAL porque elas acabariam por treinar um sem número de outras tripulações com o intuito de se conseguir tripulações da mesma qualidade. ORI’s avaliavam TODOS os aspectos de operação de uma base do SAC, não apenas as tripulações, mas desde a intendência, polícia da USAF, equipes de solo, comando e controle… tudo.
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    Roberto, se puder leia ‘Yankee Air Pirates’ que realmente descreve bem como funcionava muito do SAC naquela época. É um romance, mas escrito por tripulantes de B-52 e mostra muito bem como era a rotina e a mentalidade no SAC. Além de ser um equivalente moderno do ‘Catch-22.’ Acho que deve gostar.

  4. Leandro e Roberto.
    Não pude deixar de ler sobre o nível de exigência das ORI’s sem lembrar da Teoria de Administração Científica de Taylor.

  5. O comandante da aeronave tem gerência sobre assuntos relacionados à segurança na operação da aeronave. O comandante de missão gerencia a missão e seu perfil. O piloto (pode ser até mais antigo) é apenas o “motorista” (just the driver). Quem conduz o briefing do perfil da missão é o Mission Commander..
    Inspeções anuais nas unidades subordinadas são comuns em todas as FA do mundo. Já sofri várias e conduzi algumas.

  6. Sim, de fato após um briefing geral de uma missão, as tripulações STANBOARD/EVAL brifavam outros tripulantes em detalhes específicos, por exemplo, os navegadores líderes brifavam os navegadores das outras tripulações em um briefing específico para eles, etc.

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